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Bia Kicis apaga tuite incitando motim de PMs na Bahia por morte de soldado que surtou


Presidenta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara, Bia Kicis (PSL) apagou o tuite que publicou durante a madrugada incitando um motim de PMs contra o governador da Bahia, Rui Costa, após o soldado Wesley Soares Góes ser neutralizado por atirar contra o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), no início da noite deste domingo (28), depois de 3h30 de negociação.

“Nesta madrugada fui informada, de q o PM morto, em surto, havia atirado p/ o alto e foi baleado por colegas. As redes se comoveram e eu tb. Hoje cedo removi o post p/ aguardarmos as investigações. Inclusive diante do reconhecimento da fundamental hierarquia militar (SIC)”, escreveu a deputada bolsonarista às 9h59.

 

Em sua primeira publicação, Bia classificou o soldado como “herói” que “disse não às ordens ilegais do governador Rui Costa da Bahia”. “Agora a PM da Bahia parou. Chega de cumprir ordem ilegal”, escreveu no tuite apagado.

Essa não é a primeira vez que a deputada apaga publicações por fake news ou discursos de ódio na rede. Em 26 de outubro de 2019, Bia apagou um vídeo que relacionava o ex-presidente Lula às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc. “Postei pq recebi de uma fonte muito respeitável e acreditei que fosse real”, escreveu à época.

Com informação da Fórum

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Internado com Covid-19, Agnaldo Timóteo é intubado; estado do cantor é grave


Internado com Covid-19, Agnaldo Timóteo é intubado; estado do cantor é grave

Foto: Divulgação

Hospitalizado com a Covid-19, o cantor Agnaldo Timóteo, de 84 anos, precisou ser intubado às 7h deste sábado (27) para “ser tratado de forma mais segura”. A informação foi divulgada pela família do artista.

“Por se tratar de uma doença traiçoeira, altos e baixos, a idade e com o intuito de tentar preservar a evolução positiva clínica e laboratorial até o momento e tentar melhorar a lenta recuperação dos pulmões, Timóteo necessitou entrar em ventilação mecânica invasiva, a partir de hoje às 7 horas manhã, para ser tratado de forma mais segura”, diz o texto. Do Bahia Notícias

 

 

Na UTI, bolsonaristas se arrependem de ter tomado “kit do nosso presidente”, com cloroquina


Médico ouvido pelo jornalista Rodrigo Ratier diz que é cada dia mais comum pessoas que estão na UTI confessarem que estão arrependidas de terem tomado cloroquina e ivermectina, “receitadas” por Bolsonaro, quando testaram positivo para a Covid-19.

Reportagem de Rodrigo Ratier, no blog Ecoa, no portal Uol nesta segunda-feira (29), revela que médicos afirmam que é cada dia mais comum ouvir de pessoas que estão nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) por causa do coronavírus que se arrependeram de terem tomado o chamado “kit Covid”, composto de cloroquina, ivermectina e azitromicina recomendado por Jair Bolsonaro que não tem comprovação científica contra a doença.

“Muitos pacientes falam que não usavam máscara, que tomaram ivermectina ou o ‘kit covid’”, diz um profissional de saúde ouvido pelo jornalista que pediu anonimato. “Vejo relação direta entre as falas do presidente minimizando a pandemia e esse tipo de caso”, completa.

Em um dos casos relatados uma cuidadora de idosos de um asilo em São Paulo teria rejeitado a vacina após testar positivo para a Covid-19 disse ao médico que recorreu ao “kit do nosso presidente”.

“Ela estava no cateter de oxigênio sofrendo para caramba. Superculpada, superarrependida. Achou que as coisas iam funcionar, que não era uma doença perigosa. Chorou durante toda a nossa conversa”, contou.

 

 

Lula defende frente ampla entre a esquerda e o centro


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em reunião com parlamentares que não se pode falar em frente ampla só com siglas de esquerda e que vai trabalhar para atrair partidos de centro para aliança em 2022

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Em reunião com as bancadas do PT do Senado e da Câmara na semana passada, o ex-presidente Lula defendeu a frente ampla entre a esquerda e o centro. Segundo ele, não se pode falar em frente ampla só com siglas de esquerda.

Lula anunciou que vai trabalhar para atrair partidos de centro para aliança em 2022.

Para ser verdadeiramente ampla, segundo o ex-presidente, é preciso incluir os partidos de centro na aliança com o PT, PCdoB, PSOL e PSB.

Lula disse aos aliados que vai trabalhar para conquistar siglas que hoje buscam uma terceira via ou estão mais ligadas a Jair Bolsonaro, como o PSD, informa o Painel da Folha de S.Paulo.

PM que apresentou surto psicótico na Barra morreu no HGE; soldado foi baleado após atirar em negociadores


PM que apresentou surto psicótico na Barra morreu no HGE; soldado foi baleado após atirar em negociadores
Crédito da Foto: divulgação/SSP-BA

Morreu no hospital Geral do Estado, o soldado da Polícia Militar que, após apresentar um surto psicótico, realizou disparos de fuzil, neste domingo (28/3), no Farol da Barra, em Salvador. Wesley Soares Góes foi baleado, depois de disparar contra equipes de negociação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).

A ação de Wesley, que era lotado na 72ª Companhia Independente (CIPM/Itacaré), começou no início da tarde do domingo, quando o policial, apresentando “descontrole emocional”, deu diversos tiros para cima, em frente ao Farol da Barra, assustando pessoas que estavam no local.

Procurada pelo Aratu On, a PM informou que agentes da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Barra) acompanharam o policial fardado desde a ladeira da Barra até o Farol. Após horas de negociação, já à noite, ele airou contra os policiais que atuavam na negociação, e ele acabou baleado.

Pelo 3º dia seguido, Brasil atinge recorde da média móvel de mortes por Covid-19: 2.598


Segundo boletim do consórcio de veículos de imprensa divulgado ontem (28), o país registrou 1.605 mortes pela doença em 24 horas

[Pelo 3º dia seguido, Brasil atinge recorde da média móvel de mortes por Covid-19: 2.598]
Foto : Alex Ribeiro

Pelo 3º dia seguido, o Brasil atingiu um novo recorde da média móvel de mortes por coronavírus: 2.598. Segundo boletim do consórcio de veículos de imprensa divulgado ontem (28), o país registrou 1.605 mortes pela Covid-19 em 24 horas, totalizando 312.299 óbitos desde o início da pandemia.

Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +40%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença. Já são 67 dias com a média acima da marca de 1 mil e 12 dias acima de 2 mil.

Em relação aos casos, o levantamento do consórcio indica que, em 24 horas, 43.402 pessoas foram diagnosticadas com o vírus. Desde o início da pandemia, o Brasil registrou 12.532.634 infecções confirmadas da doença.

Estão com alta nas mortes 20 estados e o Distrito Federal: CE, MS, SP, TO, RS, RN, MG, PE, AL, ES, PR, RJ, SC, SE, MT, RO, AP, BA, PI, MA.

 

 

Prefeito de Araraquara sofre ameaça pelas redes sociais após endurecer medidas para frear Covid


Cidade do interior de São Paulo foi a primeira do estado a restringir a circulação de pessoas

[Prefeito de Araraquara sofre ameaça pelas redes sociais após endurecer medidas para frear Covid]
Foto : Reprodução / EPTV

O prefeito de Araraquara, no interior de São Paulo, Edinho Silva (PT), registrou um boletim de ocorrência ontem (28) após ser ameaçado em uma rede social. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos e realiza diligências em busca de elementos para identificar o autor das ameaças.

As publicações foram feitas depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) derrubou uma liminar que permitia a abertura do comércio no sábado.

Em uma das postagens, um homem perguntou: “Alguém sabe onde o prefeito Edinho mora?”. A frase foi acompanhada de figuras de fogo, caixões, facas e caveira. Outra pessoa comentou: “Duvido, você não tem coragem”. O homem que perguntou o endereço respondeu: “Aqui tem coragem, mas queria só um round com ele primeiro. Depois ia esfaquear de baixo pra cima”.

Após registrar o boletim de ocorrência, o prefeito afirmou que as ameaças não o intimidam e que não farão com que a prefeitura recue nas politicas públicas em defesa da vida no combate à pandemia.

Araraquara foi a primeira cidade do estado de São Paulo a restringir a circulação de pessoas, a não ser para ir trabalhar ou buscar atendimento médico. Por Metro1

Infectado com a covid-19, Malafaia grava vídeo e defende “tratamento precoce”


Pastor Silas Malafaia

O empresário da fé Silas Malafaia, que está infectado com o vírus da covid-19, gravou vídeo neste sábado em que defendeu “tratamento preventivo” contra a doença – o que, segundo médicos responsáveis, não existe. Segundo ele, os verdadeiros negacionistas são aqueles que negam “a verdade ao povo”. Neste sábado, 3,4 mil brasileiros morreram e o Brasil superou 310 mil mortes. Confira o tweet de Malafaia:

Geração 1968 de volta: Idosos vacinados planejam ir às ruas contra Bolsonaro


Um dos entusiastas da manifestação é o jornalista José Trajano, de 74 anos. “Os jovens terão que ficar em casa e torcer pelos avós”

 Da Revista Fórum:

Cresce nas redes sociais a possibilidade da geração de 1968 voltar às ruas antes dos jovens para uma grande manifestação contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Tudo isto, é claro, após receber a segunda dose da vacina.

Um dos entusiastas da manifestação é o jornalista José Trajano, de 74 anos. “Os jovens terão que ficar em casa e torcer pelos avós”, afirmou ele ao repórter Eduardo Morgado, do Último Segundo.

O jornalista já tomou a primeira dose e tomará a segunda no dia 9 de abril. Ele se colocou à disposição para ir às ruas “tirar o genocida” da presidência.

“Agora, é bom esperar para ter mais gente. Com 90, 80 anos é mais difícil ir. Se esperarmos até junho, mais pessoas terão tomado a segunda dose. E é preciso esperar mais duas semanas para se considerar imunizado. Não é tomar a segunda dose e sair ‘ pererecando’ por ai. Mas gostei da ideia. Já que o jovem não pode sair, vamos sair nós velhos “, disse Trajano.

Trajano classificou o ato como “pontapé inicial ” de uma inversão histórica. “Não vamos ficar atrás dos jovens pela primeira vez, os jovens que torcerão por nós.”

“Esse último panelaço que houve, foi o melhor dos últimos tempos. Pessoal bateu panela com mais força. Estavam desgastados. Foi bem expressivo. Mostra que as pessoas estão querendo protestar. Mas se esperar um pouco mais teríamos mais gente participando. Nunca pensamos que [essas manifestações] pudessem acontecer. Acho que depois elas cresceriam. Se sair em junho ou julho, em setembro teriam mais pessoas, depois em outubro e para o final do ano iria se multiplicando “, finalizou.

A economista Laura Carvalho foi outra que relatou no Twitter que sua mãe está “combinando com os amigos da geração de 1968 uma manifestação depois da segunda dose”. Veja abaixo:

Brasil registra 3,4 mil mortes em 24h e passa de 310 mil vítimas da Covid


Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados neste sábado (27). Essa é a terceira vez em menos de uma semana que o número de mortos passa de três mil.

 O Brasil registrou 3.438 óbitos em 24 horas, e chegou nas 310.550 mortes desde o início da pandemia. É o que informa o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) neste sábado (27).

De acordo com o conselho, a taxa de letalidade está em 2,5% e o índice de mortalidade está em 147,8 para cada 100 mil habitantes.

Essa é a terceira vez em menos de uma semana que o número de mortos passa de três mil. A primeira foi no dia 23, com 3.251, e o recorde foi registrado nesta sexta-feira (26), quando 3.650 brasileiros perderam a vida em um dia. Desde segunda-feira (22), foram contabilizadas pelo Conass 16.508 falecimentos, mais um recorde negativo na pandemia.

Foram ainda 85.948 novos casos, totalizando 12.490.362 contaminações, conforme o boletim. O estado de São Paulo também lidera nos valores totais, com 2.410.498 contágios confirmados.

A informação é do 247

Nissan é a quarta montadora a interromper produção no Brasil


Fábrica da Nissan

O agravamento da pandemia da COVID-19 levou a Nissan do Brasil a ser terceira montadora a anunciar a interrupção da fabricação de veículos. O anúncio foi divulgado nesta quinta-feira (25).

A Nissan do Brasil anunciou que interromperá sua fabricação de veículos entre os dias 26 e 9 de abril, afetando a planta da montadora em Resende, no Rio de Janeiro. A expectativa é retomar as atividades na segunda-feira (12).

“Buscando garantir a segurança de seus funcionários como parte do esforço de reduzir o impacto da pandemia, adaptar a empresa ao cenário atual dos desafios enfrentados pelo setor automotivo e garantir a continuidade do negócio, a Nissan decidiu adotar férias coletivas em seu complexo industrial de Resende de 26 de março a 9 de abril. Com isso, a produção será retomada no dia 12 de abril”, diz o comunicado da empresa. (…)

Bolsonaro mente 9 vezes em 3 minutos aos brasileiros, diz jornal português


 

O presidente Jair Bolsonaro disse que não tomará a vacina contra o novo coronavírus – AFP/Arquivos

O presidente Jair Bolsonaro disse que não tomará a vacina contra o novo coronavírus – AFP/Arquivos

Publicado originalmente no Diário de Notícias

POR JOÃO ALMEIDA MOREIRA

Momentos depois dos boletins dos secretários de saúde do Brasil contabilizarem 3251 mortos por covid-19 , o registo mais alto de sempre, foi emitida nas televisões, na noite de terça-feira (23 de março), uma comunicação de Jair Bolsonaro ao país sobre o flagelo contendo nove mentiras, omissões, imprecisões, exageros ou promessas impossíveis de cumprir, de acordo com os sites de verificação locais.

No total, morreram já cerca de 300 mil brasileiros em decorrência do novo coronavírus, um terço dos quais de janeiro para cá. O descontrolo no número de casos e mortes e o colapso iminente do sistema de saúde, colocam o Brasil no topo das preocupações globais da Organização Mundial de Saúde.

Durante o discurso presidencial de cerca de três minutos, centenas de cidades do Brasil registaram “panelaços”, o protesto ruidoso – bater panelas das varandas das casas – contra políticos comum na América do Sul. Antes da queda de Dilma Rousseff, presidente de 2011 a 2016, os “panelaços’ a cada comunicação dela prenunciaram a sua queda.

Eis algumas das inverdades de Bolsonaro no discurso.

PRIMEIRA MENTIRA

O presidente do Brasil começou por dizer que “em nenhum momento o governo deixou de tomar medidas importantes tanto para combater o ​​​​​​​coronavírus quanto para combater o caos na economia, que poderia gerar desemprego e fome”.

No entanto, ao longo da pandemia, Bolsonaro minimizou o impacto do que chamou de “gripezinha”, desaconselhou o uso de máscaras, opôs-se a medidas de isolamento social propostas por governos estaduais e prefeituras municipais, recusou-se a comprar vacinas e desdenhou da sua utilidade, fez campanha pelo uso de remédios ineficazes, provocou ajuntamentos e ignorou ou debochou dos compatriotas infetados.

Para combater os efeitos da doença na economia propôs o pagamento aos mais carentes e afetados de 200 reais [cerca de 30 euros], um valor triplicado mais tarde por decisão do Congresso Nacional em 2020. Em 2021, o valor, ainda em discussão, será menor.

SEGUNDA

Bolsonaro sublinhou, por outro lado, que o Brasil é “o quinto país que mais vacinou no mundo”.

Dados da plataforma Our World in Data, ligada à Universidade de Oxford, confirmam esse número em valores absolutos – porém, contabilizado o número de doses aplicadas por mil habitantes o Brasil aparece na 73ª posição, atrás do líder da tabela Israel e mesmo da vizinha Argentina.

Segundo o consórcio dos principais veículos de imprensa que coleta informações nas secretarias estaduais de saúde, só 2,69% dos brasileiros já receberam as duas doses da vacina.

TERCEIRA

Disse ainda o presidente da República que “em julho de 2020” foi assinado “um acordo com a Universidade Oxford para produção na Fiocruz [laboratório estatal] de 100 milhões de doses da vacina AstraZeneca”.

A medida, porém, foi considerada errada por especialistas: afinal, Bolsonaro apostou apenas numa vacina recusando, por exemplo, a da Pfizer. E horas antes do discurso, o Ministério da Saúde reduzia pela quinta vez a expectativa de entrega de vacinas AstraZeneca de 30 para 18 milhões de doses.

QUARTA

“Em dezembro liberamos mais 20 mil milhões de reais, o que possibilitou a aquisição da Coronavac, através do acordo com o Instituto Butantan [laboratório do estado de São Paulo]”, disse ainda Bolsonaro.

O presidente não mente mas esconde que só comprou a Coronavac, originária da China, com meses de atraso e depois de ter ofendido o país produtor apenas porque o rival político João Doria, governador de São Paulo, tinha fechado acordo com o laboratório que a produz. “Não compraremos a vacina chinesa do Doria”, disse.

Chegou até a celebrar a morte de um voluntário da vacina. “Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar todos os paulistanos a tomá-la”, escreveu o presidente. “O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, concluíram as redes sociais em seu nome.

Hoje, a maioria dos brasileiros vacinada foi-o graças à Coronavac.

QUINTA

Bolsonaro mentiu, aliás, quando afirmou que sempre disse “que compraríamos qualquer vacina desde que aprovada pela [agência de vigilância sanitária] Anvisa”

O presidente disse textualmente: “Da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela [vacina] transmita segurança suficiente para a população pela sua origem (…) Acredito que teremos a vacina de outros países, até mesmo a nossa, que vai transmitir confiança para a população. A da China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido lá”.

O seu terceiro ministro da saúde, Eduardo Pazuello, chegou a tentar comprar Coronavac à revelia mas acabou desautorizado pelo presidente.

SEXTA

​”Intercedi pessoalmente com a fabricante Pfizer para a compra de mais doses”, disse também Bolsonaro.

O encontro com o CEO mundial da Pfizer, Albert Bourla, no entanto, foi no início de março deste ano já os números de casos apresentavam descontrolo e o sistema de saúde do Brasil estava à beira do colapso. Antes, o governo ignorou ou rejeitou propostas da farmacêutica para fornecimento de milhões de doses, com possibilidade de aplicação já a partir de dezembro de 2020.

Bolsonaro sempre sublinhou a existência de efeitos colaterais relacionados à vacina: “Se tomar e virar um jacaré é problema seu. Se virar um super-homem, se nascer barba em mulher ou homem falar fino, ela [a Pfizer] não tem nada com isso”, afirmou Bolsonaro, em 17 de dezembro.

SÉTIMA

As condolências enviadas às famílias dos 300 mil brasileiros mortos – “solidarizo-me com todos aqueles que tiveram perdas em suas famílias, que Deus conforte seus corações” – se não podem ser consideradas mentira soam pelo menos estranhas depois de quase um ano com afirmações em sentido contrário.

Bolsonaro já qualificou os receios da populacão em relação ao coronavírus de “histeria”, de “fantasia” e de “frescura” e “mimimi”, duas expressões traduzíveis por “pieguice”. Clamou para que os brasileiros deixassem de ser “maricas” e disse não ser “coveiro”, quando confrontado com o número crescente de mortes. “Vão ficar chorando até quando?”, perguntou no dia 4 de março, antes de duvidar de que as mortes contabilizadas pelos governos estaduais sejam mesmo por covid-19.

OITAVA

“Logo seremos autossuficientes na imunização”., continuou Bolsonaro.

É certo que “logo” pode ter interpretações elásticas mas tendo em conta que segundo os mais otimistas o Brasil terá produzido 200 milhões de vacinas até agosto, ficam a faltar ainda 330 milhões de doses, situação que deve adiar a “autossuficiência” para o ano de 2022 ou mais tarde.

NONA

Ainda na mesma toada irrealista, prometeu aos compatriotas que “muito em breve” todos retomarão “a vida normal”.

A lenta velocidade na vacinação e a possibilidade do surgimento de novas variantes, mais transmissíveis e agressivas, no entanto, devem fazer com que a imunidade de rebanho não seja atingida ainda neste ano, concordam os pesquisadores.

Os mesmos pesquisadores sublinham também que mesmo com avanço na vacinação, devem ser mantidas regras de distanciamento social e uso de máscara, medidas que têm sido atacadas por Bolsonaro desde o início da pandemia e até à semana passada. Na sexta-feira, moveu ação no Supremo Tribunal Federal contra o decreto dos governos do Distrito Federal, Bahia e Rio Grande do Sul que restringiam a circulação de pessoas. O pedido foi negado pelo juiz Marco Aurélio Mello.

 

PF investiga oferta falsa de 200 milhões de vacinas para o Ministério da Saúde


Nesse Brasil acontece de tudo.
Vacina. Foto: Reprodução

De acordo a notícias que circulam nas redes, a Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta, 25, a Operação Taipan para investigar um grupo suspeito de oferecer fraudulentamente, ao Ministério da Saúde, 200 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, em nome de um grande consórcio farmacêutico. A corporação considera o caso como uma tentativa de estelionato clássico, que não teve êxito.

Agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal do Distrito Federal.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início após comunicação feita pelo próprio Ministério da Saúde.

As apurações indicam que ao menos duas pessoas, por meio de duas empresas, apresentaram credenciais falsas afirmando terem exclusividade para a comercialização do lote de vacinas. (…)

Após suspeição, defesa de Lula estuda processar Moro e a União por prisão


Campanha "Moro Mente" denuncia crimes do ex-juiz na | Radioagência

 

A defesa de Lula vai discutir com o ex-presidente a possibilidade de entrar com ações contra Sergio Moro e até mesmo contra a União, que seria responsabilizada pelo fato de ele ter ficado que

ase 600 dias preso depois de condenado pelo ex-juiz.

O assunto até hoje não foi abordado pelos advogados, que preferiram concentrar seus esforços na anulação do processo do tríplex do Guarujá.

Na terça (23), o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou habeas corpus de Lula sobre a suspeição de Moro —e considerou que o ex-magistrado foi parcial na condução do processo. A decisão poderia dar agora ao petista a oportunidade de processar o ex-juiz.

Com informação do DCM

 

 

 

Lira sobe o tom e sugere impeachment de Bolsonaro: “parlamento pode usar remédios políticos amargos, até fatais”; VÍDEO


Da Fórum

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), subiu o tom contra Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (24) e, sem citá-lo diretamente, deu a entender que o Congresso pode abrir um processo de impeachment contra o titular do Planalto.

Apesar de não ter utilizado o temo impeachment, Lira falou sobre “remédios políticos amargos”, em uma referência indireta ao mecanismo.

“Será preciso que essa capacidade de ouvir tenha como contrapartida a flexibilidade de ceder. Sem esse exercício, a ser praticado por todos, esse esforço não produzira os resultados necessários. Os remédios políticos no Parlamento são conhecidos e são todos amargos. Alguns, fatais. Muitas vezes são aplicados quando a espiral de erros de avaliação se torna uma escala geométrica incontrolável. Não é esta a intenção desta presidência. Preferimos que as atuais anomalias se curem por si mesmas, frutos da autocrítica, do instinto de sobrevivência, da sabedoria, da inteligência emocional e da capacidade política”, disparou o deputado.

A fala de Lira se deu após a reunião que participou com Bolsonaro e lideranças dos dos outros poderes de República para discutir a criação de um comitê de combate à pandemia, o que demonstra que o presidente da Câmara não saiu satisfeito do encontro.

Em seu discurso no plenário da Câmara, Lira ainda deu outros recados para o Palácio do Planalto, dizendo que “tudo tem limite”. “CPIs ou lockdowns parlamentares, medidas com níveis decrescentes de danos políticos, devem ser evitados. Mas isso não depende apenas desta Casa. Depende também, e sobretudo, daqueles que fora daqui precisam ter a sensibilidade de que o momento é grave. A solidariedade é grande, mas tudo tem limite, tudo. E o limite do parlamento brasileiro, a Casa do povo, é quando o mínimo de sensatez em relação ao povo não está sendo obedecido”, pontuou. Continua a matéria após publicidade.

 

 

 outro trecho de sua fala, o deputado disse que apertou “o sinal amarelo”, em mais um alerta ao governo: “Estou apertando hoje um sinal amarelo para quem quiser enxergar: não vamos continuar aqui votando e seguindo um protocolo legislativo com o compromisso de não errar com o país se, fora daqui, erros primários, erros desnecessários, erros inúteis, erros que que são muito menores do que os acertos cometidos continuarem a serem praticado”.

Assista.

Bolsonaro muda o tom

Em busca de sinalizar uma mudança de comportamento na gestão da pandemia, Bolsonaro iniciou uma breve entrevista coletiva nesta quarta-feira (24) após reunião com cinco governadores, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), em que anunciou a criação de um “comitê”, que se reunirá semanalmente, e pregou a harmonia entre os poderes, vacinação em massa e insistiu no tratamento precoce, com medicamentos sem comprovação científica.

“Uma reunião bastante proveitosa, mais do que harmonia, imperou a solidariedade, e a intenção de minimizarmos os efeitos da pandemia. A vida em primeiro lugar”, afirmou, logo no início, um Bolsonaro paciente e de máscara, figurino que passou a ser comum após o discurso do ex-presidente Lula.

Depois de um ano da pandemia e quase 300 mil mortos, Bolsonaro anunciou a criação de um comitê com integrantes dos três poderes, que se reunirá semanalmente.

“Em primeiro lugar, resolvemos entre outras coisas que será criada uma coordenação junto aos governadores com o senhor presidente do Senado Federal. Da nossa parte, um comitê que se reunirá toda semana com autoridades para decidirmos ou redirecionarmos os rumos e o combate ao coronavírus, a unimidade, a intenção de nós cada vez mais nos dedicarmos à vacinação em massa no Brasil”, anunciou Bolsonaro, insistindo que “tratamos também de possibilidades de tratamento precoce e isso fica a cargo do ministro da Saúde, que respeita o direito dos médicos ‘off label’ [sem recomenção] de tratar os infectados”.