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Jovem de 23 anos é o mais novo a morrer de coronavírus no Brasil


 Matheus  procurou um hospital privado para se tratar mas foi examinado e liberado para voltar para casa. Dois dias depois, sentindo-se muito mal, recorreu ao serviço público de saúde e foi imediatamente internado na UTI

mateus aciole coronavírus
Matheus Aciole (Imagem: Deguste Gastronomia)

O gastrólogo Matheus Aciole, de 23 anos, é a pessoa mais jovem a morrer vítima de coronavírus no Brasil. A informação da morte do rapaz foi confirmada nesta terça-feira (31) pela Secretaria Estadual da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) e a Secretaria Municipal de Saúde de Natal.

Até as 6h desta quarta-feira, as secretarias registravam 203 mortes no Brasil e um total de 5.812 casos confirmados. Ontem, na Paraíba, o herdeiro da afiliada da Globo, de 34 anos, também morreu vítima da doença.

Matheus morreu no início da noite de terça em Natal, e o resultado positivo do exame para Covid-19 foi dado em seguida. De acordo com a Sesap, ele era obeso. A obesidade é um elemento que pode estar associado a quadros graves da doença, segundo aponta pesquisa do Reino Unido.

Ainda segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, o paciente deu entrada em um hospital privado em 24 de março. Matheus foi examinado e liberado para voltar para casa, onde deveria manter medicações prescritas.

Ele ficou isolado por dois dias, mas não apresentou melhora. Matheus, então, procurou o serviço público de saúde na última sexta-feira (27), quando foi atendido e realizou o teste para a Covid-19. Logo em seguida, Matheus foi internado na UTI. Ele morreu no hospital.

Para além dos grupos de risco

Segundo a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde, alguns grupos e faixas da população são mais suscetíveis ou vulneráveis à Covid-19. Dentro desses grupos, são incluídas pessoas com mais de 60 anos, diabéticos, hipertensos, quem tem insuficiência renal crônica, doença respiratória crônica ou cardiovascular.

Nos últimos dias, no entanto, chamou a atenção a morte de pessoas jovens sem confirmação de comorbidades, as doenças relacionadas que predispõem o paciente a desenvolver um caso grave.

Em São Paulo, Mauricio Suzuki, um jovem de 26 anos que praticava corrida e chegou a correr maratona, morreu no último sábado (28) após ser infectado.

A família informou que ele fazia tratamento para regular o nível de ácido úrico no sangue, mas que isso não foi considerado doença pré-existente. A Secretaria de Saúde não divulgou informação sobre doença prévia.

Em Rio Bonito, região metropolitana do Rio de Janeiro, uma mulher de 32 anos teve a morte confirmada nesta segunda (30). A família negou que ela tivesse alguma comorbidade, o que estava sendo analisado pela Secretaria de Saúde.

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Fazedores de Máscaras 3D: pesquisadores e empreendedores no combate ao coronavírus em Vitória da Conquista


Fotos: Divulgação | Agência Dona Graça

Notável como em tempos de medo e tensão, é possível perceber o amor ao próximo e a capacidade colaboração brotar do ser humano. Exemplos tem sido difundidos pela internet em diversos países, mostrando jovens se oferecendo para fazer compras para os mais velhos, gente que arrisca a vida para ajudar outras pessoas em situação de maior risco, chegando até, em alguns casos, a abrir mão da própria vida, como foi o caso do Padre Italiano que doou seu respirador mecânico a jovem também infectado pelo Coronavírus.

Em Vitória da Conquista, acompanhamos o exemplo da “3D Mask Makers” ou “Fazedores de Máscaras 3D”, em português. A iniciativa, composta por grupo de pesquisadores e “makers” baianos, surgiu com o objetivo de produzir máscaras para auxiliar na proteção dos profissionais de saúde em hospitais. As máscaras, compostas basicamente por acrílico 4 mm e petg, são um auxílio extra na proteção destes profissionais, desde que compondo o já existente EPI [Equipamento de Proteção Individual].

A notícia sensibilizou empresários na cidade que, prontamente, se dispuseram a patrocinar o projeto com máquinas, pessoal e recursos financeiros. A ideia segue firme na cidade e conta já com apoio midiático no intuito de difundir mais amplamente a ideia e angariar mais recursos para seguir contribuindo com hospitais e clínicas de toda a região. Algumas dessas máscaras já chegaram ao Hospital Geral de Vitória da Conquista na noite de quarta-feira (25) e mais ainda chegarão.

O projeto faz parte de um “HUB” conectando universidades e empreendedores em todo o Estado, incluindo a UESB, e busca convergir boas ideias num ambiente em que startups possam criar e desenvolver conceitos. Além do 3D Mask Makers, outro projeto para fabricação de respiradores mecânicos também recebe o patrocínio de entidades como a Plaka7, a VCA Construtora, a Maçonaria Conquistenses e outras. O respirador, segue um modelo europeu e será, em breve, produzido em Vitória da Conquista.

A VCA Construtora, através de um de seus porta-vozes, anunciou que está aguardando a aprovação do protótipo para efetuar a compra de respiradores e doá-los aos hospitais e clínicas da nossa região. Todo esforço ocorre sob a coordenação do Professor Leandro Brito, da UFOB. Doações podem ser feitas através de depósito bancário na Contas Corrente: 4821-6 | Agência Banco do Brasil 0188-0, em nome da Loja Maçônica Fraternidade Conquistense com o seu CNPJ 16.186.058/0001-01. Exemplos como esses evidenciam que, justamente em momentos de dor e caos coletivo, a humanidade tem condição de dar a volta por cima e se mostrar mais solidária e cooperativa, enchendo de esperança até os corações mais descrentes.

[Agência Dona Graça]

Caminhão da ADRA chega em Salvador para atender população de rua contra coronavírus


Durante entrevista coletiva, o prefeito ACM Neto elogiou o trabalho de assistência à população mais pobre de Salvador realizado pela ADRA.

O prefeito de Salvador (BA), Antônio Carlos Magalhães Neto, visitou, na manhã desta terça-feira, 31 de março, a unidade móvel de resposta à emergência da ADRA (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais), para acompanhar o atendimento que será realizado em favor de moradores em situação de rua na capital baiana, em mais uma ação contra a proliferação do coronavírus.

Estabelecido em um antigo terminal rodoviário no centro da cidade, o caminhão vai oferecer serviços básicos de alimentação e higiene e orientar os beneficiados sobre prevenção contra o novo patógeno. A iniciativa é da Prefeitura Municipal de Salvador, que solicitou o equipamento e os serviços à agência humanitária adventista.

“A ADRA tem sido uma parceria muito importante nesse trabalho de assistência aos mais pobres”, disse ACM Neto, elogiando também o trabalho realizado pela agência na condução de abrigos de acolhimento de populações de rua na capital baiana.

Caminhão da ADRA atenderá em região da cidade onde se concentra população em situação de rua.

Equipado com cozinha industrial e máquinas de lavar, o caminhão da ADRA tem capacidade para oferecer à população 1,2 mil refeições diariamente, além de lavar e secar 40 quilos de roupas por hora. O veículo permanecerá em Salvador por tempo indeterminado.

A expectativa é de que cerca de 600 pessoas em situação de rua sejam atendidas por dia pela ação. São moradores que se concentram na Aquidabã, Pela-Porco e no entorno da Baixa dos Sapateiros, na região central da cidade.

Cuidados Básicos

“Tanto a Prefeitura quanto a ADRA estabeleceram compromisso de seguir medidas recomedadas pelas organizações de saúde pública para evitar a contaminação por coronavírus”, disse Luiz Fernando Ferreira, diretor regional da ADRA para o Estado da Bahia.

Prefeito de Salvador conheceu as instalações do caminhão de resposta à emergência da ADRA

Desse modo, agentes da Prefeitura, da Guarda Municipal e voluntários da agência humanitária adventista vão trabalhar com equipamento de proteção individual (EPI), e terão o cuidado para evitar aglomeração superior a 10 pessoas durante o atendimento.

Outra medida envolve a logística, com o serviço da unidade móvel orientando as pessoas a manter uma distância mínima de um metro entre elas, no momento em que estiverem sendo atendidas. Produtos básicos de higiene preventiva, como água potável, sabão líquido para as mãos e álcool em gel também fazem parte do protocolo de cuidados adotados pela iniciativa.

Segundo a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza da Prefeitura de Salvador (Sempre), existem cerca de 6 mil pessoas em situação de rua na capital baiana. A ADRA é parceira da Sempre no atendimento a esta população. Atualmente, 310 pessoas são atendidas diariamente em abrigos administrados pela agência humanitária adventista. Com informações do NotíciasAdventistas

Prefeitura de Salvador prorroga suspensão de aulas por mais 15 dias: “o pior ainda está por vir”, diz ACM Neto


Prefeitura de Salvador prorroga suspensão de aulas por mais 15 dias: "o pior ainda está por vir", diz ACM Neto
Crédito da Foto: Driele Veiga / TV Aratu

O prefeito de Salvador, ACM Neto, anunciou na manhã desta terça-feira (31/3), a prorrogação do decreto municipal que suspende atividades em escolas públicas, privadas e universidades, além de parques públicos e privados, espaços culturais, autoescolas e academias, por mais 15 dias. Em entrevista coletiva concedida no Terminal do Aquidabã, ele afirmou que “o pior ainda está por vir”.

O decreto anterior tinha validade até esta quarta-feira (1/4). De acordo com ACM Neto, a intenção é evitar “a disseminação do novo coronavírus em Salvador”.  Ele explicou que, para que isso aconteça, é necessário “manter o isolamento social”. Neto disse, ainda, que vai se pronunciar sobre a situação dos shopping centers e das praias da capital baiana na próxima sexta-feira (3/4).

Vale lembrar que projeções do Ministério da Saúde apontam que o pico da doença, com o aumento no número de pessoas infectadas, deve acontecer, justamente, nos meses de abril e maio, fato que explica a ampliação do prazo de validade do decreto. ACM Neto declarou ainda, que não há previsão para que se inicie uma desaceleração da crise do coronavírus e que será necessário analisar a curva de crescimento da doença. Fonte: Aratuon

 

‘Tinha que assumir que estava errado e que não é gripezinha’, diz Wagner sobre Bolsonaro


Senador ainda reclamou da demora do presidente em sancionar a renda emergencial de R$ 600 aprovada pelo Congresso

[‘Tinha que assumir que estava errado e que não é gripezinha’, diz Wagner sobre Bolsonaro]
Foto : Matheus Simoni/ Metropress

O senador Jaques Wagner (PT-BA) declarou, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã de hoje (1º), que o presidente da República, Jair Bolsonaro, fez um “movimento mais racional” em pronunciamento na TV ontem (31), mas defendeu que ele deveria ter assumido que errou ao classificar o novo coronavírus como uma gripezinha.

“Ele ontem fez movimento mais racional. Ele deve ter percebido que o gabinete do ódio não tá ajudando ele. Então o ídolo dele já mudou. Ontem foram mais de 700 mortes nos EUA. Aí o cara teve que entender que estava falando bobagem e voltou atrás. Apesar de achar indevido usar palavra dos outros para se desculpar, até porque o cara da Organização Mundial Saúde fala pelo mundo. Tinha que assumir que estava errado e que não é gripezinha’, defendeu.

Wagner ainda reclamou da demora do presidente em sancionar a renda emergencial de R$ 600 aprovada pelo Congresso.

“Nós do congresso já fizemos nossa parte, votamos a renda básica propuseram R$ 200 e botamos R$ 600. Foi uma briga. Viramos a R$ 600 e pode chegar a R$ 1200. Aí o cara tem dois dias e não sanciona a lei”, disse.

O senado declarou que a crise causada pela doença no país e em todo o mundo deve ser prioridade no momento, em lugar das disputas políticas.

“Acho uma mesquinharia alguém querer fazer fatura política em um momento onde o povo não quer ouvir outra coisa senão:  ‘cadê minha renda básica, cadê meu leito de UTI, minha segurança e da minha família, etc. Para mim, não tem que ter duas preocupações, só tem que ter uma. Eu fico abismado como tem gente que quer trançar politíca eleitoral, quem é que vai faturar ou não? Não pense que a população não está enxergando essa coisa”, afirmou. Por Metro1.

 

Ex-diretor de TV faz comentários racistas sobre Maju Coutinho e Thelma, do ‘BBB20’


‘Todo mundo está torcendo para a Thelma porque ela é uma negra coitada’, disse ele, que é amigo de vários famosos

O empresário Rodrigo Branco, ex-diretor de TV e famoso por levar famosos à Disney, virou um dos assuntos mais comentados desta manhã, dia 31, no Twitter, após fazer comentários considerados racistas contra Maju Coutinho e contra Thelma Assis, participante do “Big Brother Brasil 20”.

“Todo mundo está torcendo para a Thelma porque ela é uma negra coitada. Semana passada ela ganhou uma provinha, ficou se achando e humilhou todo mundo”, disse Rodrigo, durante uma live com DJ Jude.

Rapidamente, a DJ se assustou com o posicionamento de Rodrigo e explicou o motivo da irritação de Thlema no programa, já que Mari Gonzalez foi dizer que deu a vitória à colega, mesmo ambas terem resistido por horas na prova de resistência.

Mas o empresário Rodrigo Branco, que também é ex-diretor de TV da Band, não parou por aí. Em seguida, ele comparou a participante do “BBB20” com Maju Coutinho.

“A Maju Coutinho é péssima. Ela é horrível. Fala tudo errado. Está lá só por causa da cor. Qual foi a carreira dela? Foi ela ser xingada, no ‘todos por Maju’. Nunca foi repórter de campo. Eu, como diretor de TV maravilhoso, Maju lê o TP errado”, disse.

Depois da live, Rodrigo fez um novo vídeo, mas dessa vez para pedir desculpas. “Todo mundo sabe que eu falo o que eu penso, já falei besteiras, já mudei de ideia… Hoje, participei de uma live e falei muita merda. Não expressei como gostaria de explicar, fui totalmente racista. É importante assumi quando falamos errados”, disse, deixando para o texto o pedido de desculpas a Thelma e Maju.

 

 

 

Haddad: “Não me impressionaria um encontro dos Bolsonaros com Adriano às vésperas de sua morte”


Ex-prefeito de São Paulo comentou sobre a proximidade do clã Bolsonaro com milicianos e disse que crimes já teriam sido desvendados em outros contextos políticos

Fernando Haddad (Foto: Lula Marques)
  

Em entrevista ao Fórum Onze e Meia desta terça-feira (31), o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), comentou sobre a relação da família Bolsonaro com a milícia. Para ele, os crimes envolvendo o clã e o Escritório do Crime, do qual o ex-PM Adriano da Nóbrega fazia parte, já teriam sido desvendados em outro contexto político.

“Se nós estivéssemos em uma situação de normalidade, essas coisas já teriam sido desvendadas. Não me impressionaria um encontro dos Bolsonaros com Adriano às vésperas de sua morte. Acho que estão tentando de todas as maneiras [abafar o caso], mas não é difícil de imaginar o que esse pessoal fez no verão passado para acumular patrimônio como eles acumularam”, comenta o ex-prefeito.

Assassinado no começo deste ano, Adriano da Nóbrega foi chefe do grupo de matadores de aluguel “Escritório do Crime”, que é investigado por atuação na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

O ex-PM possui íntima relação com a família Bolsonaro, tendo sido homenageado por duas pelo ex-deputado Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Nóbrega também já foi defendido no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, por Jair Bolsonaro. Ele também é investigado pelo esquema de rachadinhas no gabinete de Flávio.

Além disso, a mãe e irmã do miliciano foram empregadas no gabinete do filho do presidente na Alerj. Fonte:Forum

Brumado: Sem conseguir comercializar produção, ruralistas praticam trocas com os vizinhos


O produtor rural Inaldo Santos, da comunidade do Sucuruiu, interrompeu o isolamento social e esteve, na manhã desta segunda-feira (30), no Mercado Municipal de Brumado em busca dos produtos que estão faltando em casa, entre os quais itens de limpeza e remédios. “Viemos buscar o que está faltando na roça”, disse ao site Achei Sudoeste. Segundo ele, para os produtores têm sido difícil trazer as mercadorias para comercializar na cidade, tendo em vista que não há transporte para tanto. “Só estamos vindo buscar o necessário, o resto fica por lá mesmo. A gente troca com os vizinhos a produção. Uma mão lava a outra. Vamos levando assim, mas com fé em Deus vamos vencer”, relatou. Do AcheiSudoeste

Coronavírus: corpos são transportados de empilhadeira em Nova York


“Isso é real, isso não é piada. É difícil ver isso, é difícil acreditar nisso”. Um dos vídeos mostra corpos cobertos em macas nas calçadas, enquanto outro mostra empilhadeira transportando cadáveres. Apesar da catástrofe atual, governador de Nova York diz que o “pior ainda vai chegar”

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Vídeos chocantes gravados em Nova York mostram uma imagem sombria de como os hospitais da maior cidade dos EUA parecem estar lutando para lidar com corpos diante do avanço das infecções por coronavírus.

Um dos vídeos mostra corpos cobertos em macas nas calçadas, enquanto outro mostra sacos com cadáveres sendo transportados por uma empilhadeira do lado de fora de um hospital. “Isso é real, isso não é piada. É difícil ver isso, é difícil acreditar nisso. Por favor, fique em casa, isso é real”, diz o homem que grava as imagens.

No Brasil, um dos vídeos foi compartilhado pelo ex-senador Roberto Requião (MDB). “Postarei cenas fortes, vamos ver se convenço os que ainda estão em dúvida. Esse aí é um hospital no Brooklyn em NY. Estão retirando corpos de empilhadeira! Entenderam? De empilhadeira! NY responde por metade das mortes nos EUA”, alertou.

Postarei cenas fortes, vamos ver se convenço os que ainda estão em dúvida. Esse aí é um hospital no Brooklyn em NY. Estão retirando corpos de empilhadeira! Entenderam? De empilhadeira! NY responde por metade das mortes nos EUA.

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“Tsunami”

As autoridades de Nova York alertaram hoje que o “tsunami” do novo coronavírus está chegando e que a região ainda passará por “semanas mais difíceis”, coincidindo com a chegada ao porto do navio-hospital USNS Comfort, das Forças Armadas, que tem o objetivo de aliviar a pressão sobre os hospitais da cidade.

“O tsunami está chegando. Sabemos que é hora de reunir suprimentos e fazer os preparativos porque ontem era tarde demais”, disse o governador do estado, Andrew Cuomo, em entrevista ao canal “MSNBC”.

Por sua vez, o prefeito da cidade de Nova York, Bill de Blasio, garantiu durante a recepção oficial do navio-hospital em Manhattan: “Isso é apenas o começo. Neste momento, as semanas mais difíceis ainda estão por vir”, afirmou.

A chegada do USNS Comfort envolve “750 leitos para aliviar a pressão sobre o sistema de saúde”, disse De Blasio, que ressaltou que o navio, com 1,2 mil pessoas entre marinheiros e equipe médica, é um sinal de que os nova-iorquinos não estão sozinhos.

Em entrevista coletiva, o prefeito insistiu na metáfora da guerra que usa desde o início da crise do coronavírus.

“Estamos em uma atmosfera de guerra. Podemos ter tido diferenças em tempos de paz, mas, na medida do possível, precisamos ser um em tempos de guerra. Sei que nossos colegas militares entendem isso, agora todos temos que entender”, afirmou De Blasio.

Médico na linha de frente

Shamit Patel, um médico que está na linha de frente da batalha contra o coronavírus em Nova York, prepara-se mentalmente para o pior nos próximos dias. Quase 90% dos pacientes que o dr. Patel atende no Beth Israel, um dos hospitais de Mt. Sinai em Manhattan, têm COVID-19.

“O pior cenário é o que está acontecendo na Itália. No ritmo que estou vendo, o pico pode chegar ao final desta semana, ou na próxima. Na semana passada, o percentual de pacientes com coronavírus que chegavam ao hospital passou de 50% para 75% e, agora, são 85%-90% do total”, disse.

“O maior desafio é tentar decifrar exatamente o que funciona como tratamento e encontrar uma maneira de evitar que o paciente entre em Síndrome de Desconforto Respiratório Agudo. Esta doença não discrimina e pode afetar qualquer um e provocar dano pulmonar a uma pessoa jovem, ou idosa. Será uma batalha longa e dura”.

“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados.”


Campanha coronavírus: procuradores pedem que secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, responda na Justiça por improbidade; propaganda governamental que incentiva retomada a atividades coloca sob risco saúde da população

Representação foi enviada à Procuradoria da República no DF. Propaganda governamental que incentiva retomada a atividades coloca sob risco saúde da população
Arte com os dizeres “Proteção Direito à Saúde”
Arte: Ascom/PFDC
Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e também do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo encaminharam nesta segunda-feira-feira (30) ao Ministério Público Federal no Distrito Federal representação para que seja apresentada à Justiça uma ação contra o secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten. O pedido aponta atos de improbidade administrativa que teriam sido cometidos pelo secretário em razão da veiculação de propaganda institucional que deslegitima medidas de preservação da vida e da integridade física dos brasileiros no contexto da pandemia do coronavírus.
Veiculada em contas institucionais da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência e disseminada por redes sociais, a publicidade está em desconformidade com diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das autoridades sanitárias brasileiras, no sentido do isolamento social como forma de conter a epidemia da covid-19. Sob o slogan “O Brasil não pode parar”, o material incentiva a retomada do regime normal de trabalho. Para a realização da campanha, houve a contratação, sem licitação, de uma agência de publicidade, no valor de R$ 4,9 milhões.

O documento destaca que a campanha institucional gerou situação de desconforto para os governadores, os quais, por sugestão do próprio Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, adotaram a política de isolamento geral da população. O texto chama atenção para o fato de que, não obstante as conclusões científicas existentes até então, a publicidade de certa forma motivou a convocação de diversos protestos contra as medidas de isolamento social no Brasil. O documento alerta que o país que mais demorou para adotar a chamada “quarentena”, a Itália, é o que conta com o maior número de mortes por coronavírus até o momento.
Propaganda coloca saúde dos brasileiros sob risco – Na representação à Procuradoria da República no DF, os procuradores destacam que ao estar na contramão das evidências científicas produzidas no contexto da covid-19, a campanha publicitária produzida pelo governo federal afronta o princípio da prevenção e precaução aplicados ao direito à saúde, como estabelece o artigo 196 da Constituição Federal. A campanha também viola o art. 37 da Constituição, segundo o qual a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social.
“No caso, a publicidade oficial veiculada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República é destituída dos atributos que deveria acompanhá-la: ser educativa, informativa e de orientação social. Ao contrário, o que ela procura é adesão irrestrita ao pensamento governamental, e, pior, é enganosa, porque induz as pessoas a erro, ao pretender que acreditem em uma falsa oposição entre as medidas determinadas pela Organização Mundial da Saúde, pela comunidade médica e pelas autoridades brasileiras, de enfrentamento de uma pandemia mortal, por um lado, e a preservação da economia nacional, por outro”.
Ainda de acordo com o documento, a publicidade impugnada é também abusiva, pois induz os cidadãos brasileiros a se comportarem de maneira perigosa à sua saúde e à saúde de todas as demais pessoas, na medida em que os conclama a voltarem às suas atividades laborais e de consumo, ignorando, assim, as prescrições sanitárias de isolamento e máxima restrição à locomoção. O texto também aponta que a campanha fere o princípio da legalidade, no caso consubstanciado na Lei 13.979/2020, que se destina a autorizar e executar medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do novo coronavírus.
No que se refere à questão financeira, a representação aponta como irregulares todas as despesas públicas que foram eventualmente realizadas para promover a veiculação da referida campanha publicitária, visto que qualquer despesa pública deve ser realizada para fins legítimos, que encontrem fundamento na legislação vigente. Além disso, reforçam os procuradores, a campanha também é dissonante do esforço mundial no enfrentamento e combate à pandemia, dirigido pela OMS. “Sabe-se que êxitos nesse campo dependem de um esforço do conjunto das nações, tendo em vista que a grande circulação humana, ultrapassando as fronteiras nacionais, é um dado irrecusável dos dias atuais”, cita o texto.
Assinam o documento, a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat; os procuradores da República Ana Padilha, Felipe Palha, Natália Lourenço e Malê Frazão; assim como a procuradora Élida Graziano, do Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo.

Confira as regras para ter acesso ao auxilio emergencial de R$ 600


Na quinta-feira (26), foi aprovado pela Câmara dos Deputados um auxílio emergencial no valor de R$ 600 por mês para trabalhadores autônomos, desempregados e microempreendedores de baixa renda, objetivando proteger segmentos mais vulneráveis durante a crise econômica causada pela pandemia do coronavírus.

A proposta permite que até dois membros da mesma família recebam o benefício somando uma renda domiciliar de R$ 1.200. As mulheres que sustentam lares sozinhas poderão acumular dois benefícios individualmente.

Este benefício terá a validade de três meses, podendo ser prorrogado por mais três meses. Porém, para que o benefício comece a valer, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Senado e receber sanção do presidente Jair Bolsonaro.

É previsto pelo governo que o auxílio atenda mais de 24 milhões de pessoas, o que representa um gasto de  R$ 14,4 bilhões por mês.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara, justifica que a proposta feita inicialmente pelo governo é pequena para atender a necessidade da população, e declara que este valor (R$ 600) é necessário para permitir que os brasileiros consigam deixar de trabalhar e fiquem em casa, contribuindo para reduzir a transmissão do coronavírus na população.

Regras aprovadas pela Câmara

Terá direito ao benefício quem for maior de 18 anos, não tiver emprego formal e não receber benefício previdenciário (aposentadoria) ou assistencial (como o BPC). Foi estabelecido limites de renda para solicitação do auxílio.

Pessoas cuja renda mensal total da família for superior a três salários mínimos (R$ 3.135) ou que a renda per capita (por membro da família) for maior que meio salário mínimo (R$ 522,50) não poderão receber o benefício.

Não tendo direito também aqueles que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. A renda média da família será verificada por meio do CadÚnico para os inscritos no sistema. Os que não são inscritos farão uma autodeclaração por meio de uma plataforma digital.

A princípio, a ideia é que o benefício deve ser solicitado pela Caixa Econômica Federal.

Quais categorias de trabalhadores poderão solicitar o auxílio?

Poderão solicitar o benefício os trabalhadores registrados como microempreendedor individual (MEI) e trabalhadores por conta própria que contribuem de forma individual ou facultativa para o INSS. Vale salientar que, aqueles que trabalham com a carteira de trabalho assinada, funcionários públicos, inclusive aqueles com contrato temporário, não terão direito ao benefício.

Quem recebe Bolsa Família pode solicitar?

O auxílio aprovado pela Câmara não poderá ser acumulado com o Bolsa Família. Porém, o beneficiário do programa poderá optar por receber o auxílio emergencial no lugar do Bolsa Família, já que o novo benefício tem valor maior.

Fonte Noticiasconcursos

Egípcio grato dá frutas de graça a italianos sem dinheiro na quarentena


Sameh Ayad e as frutas - Foto: reprodução / Facebook
Sameh Ayad e as frutas – Foto: reprodução / Facebook

“Há dez anos vocês me acolheram, agora quero dizer obrigado. Tudo vai ficar bem. Se precisarem, podem levar gratuitamente a fruta e a verdura que estão nesta mesa.”

Gratidão, esta é a palavra que define a atitude de um comerciante egípcio que mora na província de Bergamo, uma das mais afetadas pelo coronavírus na Itália.

Sameh Ayad é proprietário de um mercado que frutas e verduras e esta semana quem passava em frente ao local se surpreendeu com uma mesa farta de maçãs, laranjas, mexericas, abacaxis, algumas verduras… e um cartaz com a mensagem acima, anunciando tudo de graça.

Existe um ditado assim: “quem faz o bem não lembra, mas quem recebe jamais esquece… É o que acontece agora com Sameh em relação ao povo italiano.

História

Sameh Ayad tem 34 anos e nasceu no Egito.

Ele trabalhou bastante até conseguir abrir seu próprio negócio na Itália.

Doar um pouco da mercadoria que tem, foi a maneira que ele encontrou para ajudar o país, que passa por um momento difícil por causa do coronavírus.

Sameh acredita que é o momento de ajudar quem não tem mais o que comer em casa.

“Foi um jeito também de deixar o coração mais leve. Quando eu cheguei na Itália, sozinho, vivi muitos momentos tristes e os italianos me acolheram. Hoje estou bem”, afirmou.

Repercussão

O comerciante conta que depois que postou as fotos da oferta no Facebook, muita gente passou para pegar as frutas de graça.

O que ele não esperava era o carinho que vem recebendo na rede social.

“Gesto de grande generosidade … Bravo .. Muito bom !! Neste momento muitas pessoas idosas estão em dificuldade e agradecem à sua nobre atitude, terão algo para comer!”, escreveu um seguidor do mercado no Facebook.

Quando a palavra RECONHECIMENTO tem um grande valor ! obrigado. Você é demais! Deus te abençoe”, escreveu outra seguidora.

Foto: reprodução / Facebook

Fotos: reprodução / Facebook

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Por SóNotíciaBoa

 

Marco Aurélio encaminha à PGR pedido de afastamento de Bolsonaro


“Bolsonaro não está à altura do cargo. A necessidade de sua saída não é uma necessidade política, é de saúde pública”, afirmou o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da ação que o ministro Marco Aurélio, do STF, optou por não arquivar e enviou à PGR, que agora terá de se posicionar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello encaminhou, na condição de relator, a notícia-crime protocolada pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-/MG) à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A ação aponta as inúmeras irresponsabilidades cometidas desde o início da crise do Covid-19, que foram são listadas na peça, que pode levar o presidente ao afastamento por 180 dias ou até mesmo à perda de mandato.

“Bolsonaro não está à altura do cargo. A necessidade de sua saída não é uma necessidade política, é de saúde pública”, afirmou o deputado.

“A notícia-crime relata mais de 20 vezes em que o presidente pôs o país em risco. E ainda há novos fatos a serem incorporados!” concluiu Lopes sobre a peça que o ministro Marco Aurélio optou por não arquivar e enviou à PGR, que agora terá de se posicionar.

Caso a Procuradoria concorde com a notícia-crime e apresentar denúncia ao STF, a Câmara será consultada para autorizar ou não o seguimento da Ação Penal. Em caso de crime transitado em julgado, o presidente perde o mandato.

Nesta segunda, em entrevista ao Correio Braziliense, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que temia a eleição de Jair Bolsonaro como presidente por seu histórico de ataque às minorias. Com Bolsonaro eleito, o ministro se diz “triste” com a postura do mandatário. Fonte:247

 

Oposição e Bolsonaro colocam troca de presidente na ordem do dia


‘Vamos enfrentar o problema? Ou o problema é o presidente’, diz chefe do Executivo; Ciro, Haddad e outros líderes de partidos da esquerda pedem renúncia

 

Líderes dos principais partidos de oposição e o próprio Jair Bolsonaro colocaram em discussão a questão do afastamento do cargo do presidente da República em meio às críticas que o chefe do Executivo Federal tem sofrido por sua postura em relação ao combate ao avanço do novo coronavírus no país.

Bolsonaro tem defendido a flexibilização do isolamento social que governadores e prefeitos têm imposto para evitar aglomerações, que facilitam o contágio da doença. O presidente, que acredita que a medida vai provocar sérias consequências à economia do país, levou essa ideia no domingo 29 a moradores de Brasília durante passeio pela capital federal.

Ele chegou a dizer às pessoas que o abordavam durante a caminhada que poderia editar um decreto para flexibilizar as restrições impostas por estados e municípios. Nesta segunda-feira, 30, ao deixar o Palácio da Alvorada, ele voltou a defender a medida e criticou os que, segundo ele, querem forçar uma ampla quarentena para “quebrar o país”.

“Vamos enfrentar o problema? Ou o problema é o presidente? Tem que trocar de presidente e resolve tudo?”, perguntou Bolsonaro, durante conversa com apoiadores e jornalistas. Segundo ele, se houver um caos no país, aproveitadores se valerão disso para chegar ao poder e não mais deixá-lo. “O problema não é do presidente, é de todos nós. E quando a situação vai para o caos, como, por exemplo, desemprego em massa, fome, problemas sociais, é um terreno fértil para os aproveitadores buscarem uma maneira de chegar ao poder e não mais sair dele”, disse. “Atiram numa pessoa só, o alvo sou eu. Se o Bolsonaro sair e entrar o Haddad (Fernando Haddad, do PT, seu rival no segundo turno da eleição presidencial) ou outro qualquer, está resolvido o problema?”, questionou.

Oposição

Também durante a manhã desta segunda-feira, a questão do afastamento do presidente voltou à pauta, dessa vez por iniciativa da oposição, com a divulgação de uma carta sugerindo a renúncia do presidente. O documento foi assinado pelos ex-rivais de Bolsonaro na eleição de 2018 Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL), além de outros nomes como o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e os ex-governadores do Paraná Roberto Requião (MDB) e do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT).

“Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de saúde pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários. Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo”, defendem.

Na Câmara, há três pedidos de impeachment do presidente apresentados pelo deputado distrital do DF Leandro Grass (Rede), pelo deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) e por parlamentares do PSOL. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não deve encaminhar a tramitação de nenhum deles neste momento.

Leia abaixo a íntegra da carta da oposição

O Brasil e o mundo enfrentam uma emergência sem precedentes na história moderna, a pandemia do coronavírus, de gravíssimas consequências para a vida humana, a saúde pública e a atividade econômica.

Em nosso país a emergência é agravada por um presidente da República irresponsável. Jair Bolsonaro é o maior obstáculo à tomada de decisões urgentes para reduzir a evolução do contágio, salvar vidas e garantir a renda das famílias, o emprego e as empresas. Atenta contra a saúde pública, desconsiderando determnações técnicas e as experiências de outros países. Antes mesmo da chegada do vírus, os serviços públicos e a economia brasileira já estavam dramaticamente debilitados pela agenda neoliberal que vem sendo imposta ao país. Neste momento é preciso mobilizar, sem limites, todos os recursos públicos necessários para salvar vidas.

Bolsonaro não tem condições de seguir governando o Brasil e de enfrentar essa crise, que compromete a saúde e a economia. Comete crimes, frauda informações, mente e incentiva o caos, aproveitando-se do desespero da população mais vulnerável. Precisamos de união e entendimento para enfrentar a pandemia, não de um presidente que contraria as autoridades de Saúde Pública e submete a vida de todos aos seus interesses políticos autoritários. Basta! Bolsonaro é mais que um problema político, tornou-se um problema de saúde pública. Falta a Bolsonaro grandeza. Deveria renunciar, que seria o gesto menos custoso para permitir uma saída democrática ao país. Ele precisa ser urgentemente contido e responder pelos crimes que está cometendo contra nosso povo.

Ao mesmo tempo, ao contrário de seu governo – que anuncia medidas tardias e erráticas – temos compromisso com o Brasil. Por isso chamamos a unidade das forças políticas populares e democráticas em torno de um Plano de Emergência Nacional para implantar as seguintes ações:

-Manter e qualificar as medidas de redução do contato social enquanto forem necessárias, de acordo com critérios científicos;

-Criação de leitos de UTI provisórios e importação massiva de testes e equipamentos de proteção para profissionais e para a população;

-Implementação urgente da Renda Básica permanente para desempregados e trabalhadores informais, de acordo com o PL aprovado pela Câmara dos Deputados, e com olhar especial aos povos indígenas, quilombolas e aos sem-teto, que estão em maior vulnerabilidade;

-Suspensão da cobrança das tarifas de serviços básicos para os mais pobres enquanto dure a crise,

-Proibição de demissões, com auxílio do Estado no pagamento do salário aos setores mais afetados e socorro em forma de financiamento subsidiado, aos médios, pequenos e micro empresários;

-Regulamentação imediata de tributos sobre grandes fortunas, lucros e dividendos; empréstimo compulsório a ser pago pelos bancos privados e utilização do Tesouro Nacional para arcar com os gastos de saúde e seguro social, além da previsão de revisão seletiva e criteriosa das renunciais fiscais, quando a economia for normalizada.

Frente a um governo que aposta irresponsavelmente no caos social, econômico e político, é obrigação do Congresso Nacional legislar na emergência, para proteger o povo e o país da pandemia. É dever de governadores e prefeitos zelarem pela saúde pública, atuando de forma coordenada, como muitos têm feito de forma louvável. É também obrigação do Ministério Público e do Judiciário deter prontamente as iniciativas criminosas de um Executivo que transgride as garantias constitucionais à vida humana. É dever de todos atuar com responsabilidade e patriotismo. Com informação da VEJA

Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT

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Ciro Gomes, ex-candidato a Presidência pelo PDT

Edmilson Costa, presidente nacional do PCB

Fernando Haddad, ex-candidato à Presidência pelo PT

Flavio Dino, governador do estado do Maranhão

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Guilherme Boulos, ex-candidato a Presidência pelo PSOL

Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT

Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL.

Luciana Santos, presidente nacional do PC do B

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Manuela D’Avila, ex-candidata a Vice-presidência (PC do B).

Roberto Requião, ex-governador do Paraná

Sonia Guajajara, ex-candidata à Vice-Presidência (PSOL)

Tarso Genro, ex-governador do Rio Grande do Sul