‘Herdeiro’ de Lázaro, Leandro Guerrilha quer manter ‘legado’ dele na Câmara


'Herdeiro' de Lázaro, Leandro Guerrilha quer manter 'legado' dele na Câmara

Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Convocado nesta terça-feira (30) para assumir na Câmara de Salvador o lugar deixado por Irmão Lázaro (PL), que faleceu no último dia 20 vítima por complicações da Covid-19 (leia mais aqui), o radialista Leandro Guerrilha (PL) garante que vai dar prosseguimento ao legado político do ex-vereador.

 

“Infelizmente, o destino nos pregou essa peça e nos deixou essa lacuna. Mas, como Lázaro sempre foi preocupado com o ser humano e a família, e eu também sou, vamos continuar neste legado de família e combate às drogas. Ele teve uma história com drogas, é um recuperado, e todo mundo sabe disso. Em nome dele, vou continuar esse trabalho com atenção especial”, afirma, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Vale ressaltar que Guerrilha não é novato no cargo. Ele já foi vereador na capital entre 2013 e 2016, período que coincidiu com a primeira gestão de ACM Neto (DEM).

 

AMIZADE COM LÁZARO
Apesar de demonstrar empolgação com a posse, marcada para a próxima terça-feira (6), Guerrilha se diz entristecido com a morte do amigo. Ambos tinham amizade desde o início da década de 1990. “É conflitante [o sentimento] por conta da minha amizade e aproximação. Eu conheço Lázaro desde os 17 anos. Primeira banda que eu fiz teste, ele era músico. Inclusive, pouca gente sabe, mas fui eu que lancei Lázaro, quando eu trabalhava na 104 FM, com a música ‘Melô do Pom Pom Pom’”, conta.

 

“Nossa amizade sempre foi forte. Morávamos no mesmo bairro e entramos no mesmo partido”, acrescenta, ressaltando que o objetivo era fortalecer o nome de Lázaro para 2022, quando o cantor gospel tentaria retornar à Câmara dos Deputados.

 

CONTINUIDADE DA CARREIRA
Atualmente, o novo parlamentar comanda o programa “Bom Dia, Salvador”, na rádio Salvador FM 92,3. Ele garante que seguirá no comando da atração. “Eu sou radialista, estou vereador e jamais vou sair do rádio. Os meus ouvintes e eleitores podem ficar tranquilos. É até uma forma de ampliar minha voz. Meu programa é uma caixa de ressonância da sociedade, onde as pessoas reclamam de diversos assuntos. Isso tudo é um complemento do meu mandato”, pontua.

 

Ele, no entanto, assegura que dará prioridade ao cargo no Legislativo soteropolitano. “É claro que, se tiver uma reunião ou algo importante, eu estarei, afinal a prioridade é a cidade”, acrescenta.

 

PROJETOS
Além de defender “a família” e o combate às drogas, Guerrilha diz que vai tratar de assuntos relativos à cidade, principalmente em assuntos relacionados à estruturação de Salvador para o período das chuvas, e incentivo a programas de moradia.

 

Ele também diz que terá atenção especial a assuntos relacionados à cultura, como a viabilização da Casa do Museu do Samba, e do fortalecimento do samba junino como patrimônio imaterial da capital baiana.

 

Por fim, ele diz que volta à Câmara mais maduro. “Não tem como passar por uma experiência sem trazer aprendizados. O que aconteceu de não renovar foi uma questão que a democracia exige. Fui bem votado, mas, por composição partidária, não fui eleito”, conclui.

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Mortes entre jovens com Covid-19 crescem 447% na Bahia, diz Sesab


Mortes entre jovens com Covid-19 crescem 447% na Bahia, diz Sesab

Foto: Paula Fróes / GOVBA

Mais de 331 mil jovens entre 20 e 39 anos contraíram o novo coronavírus na Bahia desde o início da pandemia. Ao analisar o número de óbitos mensais nesta faixa etária, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) identificou um aumento de 447% no comparativo de março deste ano com novembro de 2020.

 

“Em apenas quatro meses, o número de óbitos nesse grupo cresceu vertiginosamente. Por serem a base da pirâmide da força de trabalho, naturalmente estão mais expostos à infecção. Porém, ao não utilizarem a máscara, se recusarem a manter o distanciamento social e não higienizarem as mãos com frequência, agravam a situação”, afirmou o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas.

 

A Sesab aponta para o alto risco de participar de grandes festas, como os famosos “paredões”, que geram considerável aglomeração de pessoas tanto em Salvador quanto no interior do estado.

 

“A Covid-19 é uma doença traiçoeira, pois não há um perfil definido de quem terá sintomas leves ou graves, ainda que as comorbidades como obesidade, diabetes e hipertensão sejam elementos para agravar a situação. Ainda assim, há jovens que não sentem nada e outros que são intubados e morrem, o mesmo ocorrendo com idosos”, destacou Vilas-Boas.

 

Sozinha, a faixa etária de 30 a 39 anos teve um incremento de 553% no comparativo das mortes ocorridas em novembro de 2020 e março de 2021. Já os jovens entre 20 e 29 anos tiveram um aumento de 250% no mesmo período. BN Notícias

Empresário do sul da Bahia é investigado por exploração sexual de meninas carentes


Empresário do sul da Bahia é investigado por exploração sexual de meninas carentes

Suspeito oferecia emprego a pais em troca de ‘favores sexuais’ das filhas adolescentes

Aparelhos eróticos, lingeries, lubrificantes e armas foram apreendidos na manhã de hoje, dia 30, durante a Operação Cilada, deflagrada pelo Ministério Público estadual no município de Ubatã, no sul da Bahia. A operação, busca obter novas provas contra um empresário da região investigado por “explorar sexualmente meninas de famílias carentes, fazendo promessas e oferecendo dinheiro, presentes, e até mesmo casa e emprego para a sua família, em troca de favores sexuais”.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública e Policia Civil.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços profissional e residencial do empresário e também mandado de prisão temporária expedido pela Justiça contra o investigado, a pedido do MP.  Segundo o Gaeco, a investigação realizada até o momento demonstra que o empresário “praticou estupro de vulnerável de pelos menos duas adolescentes, irmãs, filhas de funcionário de uma de suas empresas, pelo período de dois anos, quando as vítimas tinham 15 e 13 anos”. As vítimas apresentaram ao MP vídeos de relações sexuais com o investigado e relataram que sofreram ameaças de morte para não o denunciar.

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Conforme o Gaeco, o empresário utilizou seu poder econômico na região de Ubatã para inibir que vítimas e testemunhas colaborassem com as investigações, por meio de ameaças de demissão de funcionários de suas empresas ou oferecendo compensação financeira. Do Correio da Bahia

Sem chuvas, Chorrochó, Anagé e Aracatu têm decretos de emergência reconhecidos


Sem chuvas, Chorrochó, Anagé e Aracatu têm decretos de emergência reconhecidos

Chorrochó / Foto: Reprodução / Google Maps

Os municípios de Chorrochó, na divisa com Pernambuco; e Anagé e Aracatu, no Sudoeste, tiveram decretos de emergência reconhecidos pelo Estado nesta quarta-feira (31). As medidas valem por 180 dias, contados a partir da data em que os decretos foram homologados pelos municípios. No caso de Chorrochó, vigora a partir de 24 de fevereiro; em Anagé, desde 9 de março; e em Aracatu, com início em 11 de março.

Em Chorrochó, o motivo da condição de emergência é a seca. Assinado pelo prefeito Humberto Gomes Ramos, o decreto municipal alegou que a falta de água por tempo prolongado ocasionou “drástica redução do volume de água dos rios, mananciais e poços artesianos”. No município, acrescenta a prefeitura, a colheita das plantações ficou comprometida “devido aos baixos índices pluviométricos”.

No caso de Anagé, que convive com a estiagem, o prefeito Rogério Bonfim afirmou que a falta de água para consumo humano, cultivo, lavoura e pecuária de subsistência levou o município a prejuízos econômicos e sociais. O gestor ainda apontou o risco de consumo de água imprópria pelos moradores.

Em Aracatu, que também sofre com a estiagem, a prefeita Braulina Lima Silva informou que mesmo com chuvas esparsas ocorridas em dezembro passado, a água para consumo humano também está imprópria. A gestora ainda declarou que a falta de chuva inviabiliza a principal atividade econômica local, que é a agricultura familiar.

Seca e estiagem têm diferenças. Segundo a Defesa Civil do Estado (Sudec), a estiagem ocorre quando um município passa um período [de abril a julho, por exemplo] sem chuvas. Na seca, a cidade passa dois [como de abril a julho e de novembro a fevereiro] sem precipitações.

Na vigência do decreto de emergência – nos casos, em 180 dias – as prefeituras também podem contratar, sem necessidade de licitação, obras e serviços com vistas a diminuir os efeitos da seca ou estiagem. Porém, as contratações não podem passar do período do decreto. BN Notícias 

Eduardo Bolsonaro publica VÍDEO do pai comemorando o golpe militar


À época, Bolsonaro soltou fogos para comemorar a data tão especial para a extrema-direita. Foto: Reprodução

 

No dia em que se completam 57 anos do golpe militar de 1964, Eduardo Bolsonaro decidiu publicar um vídeo do pai de 2014 para comemorar.

O vídeo é de 31 de março, há 7 anos, quando o golpe completou 50 anos.

Na época, o hoje presidente, parabenizou os militares e disse que eles “salvaram o Brasil de uma ‘cubanização’”.

Ele usou o discurso de negacionismo histórico, narrativa que até hoje mantém.

O restante da família está calada nesta data tão especial para eles, mas ontem o ministro da Defesa, Braga Netto, publicou uma nota em que diz que o golpe foi reação a “ameaças à democracia” e militares “pacificaram o país”.

“Quanto mais gastarmos agora, melhor”: Dallagnol mandou colegas viajarem para não ter que devolver verba


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Em conversa., Dallagnol mandou procuradores consumirem todo orçamento de passagens e diárias para não ter de de   volver. Foto: Reprodução/Intercept

 

A Lava Jato mantinha um orçamento só para despesas com viagens. Em 2017, parte desse orçamento sobrou. Dallagnol, então, enviou uma mensagem aos colegas para que marcassem viagens o mais rapidamente possível, de modo que a verba reservada não tivesse que ser devolvida.

Dois anos depois, em 2019, restrições orçamentárias do MPF afetaram o pagamento de diárias na Lava Jato. O corte foi criticado pelos membros da operação. Sobrou principalmente à procuradora-geral da República à época, Raquel Dodge, que havia concedido um aumento aos motoristas do MPF.

Blog do Rovai: Acuado, Bolsonaro entra em pânico e não tem força para golpe


Bolsonaro está em seu pior momento no governo e as Forças Armadas dão um recado claro de que não estão unidas em torno dele, mas tem gente na oposição assustada. Aí fica difícil mesmo…

A situação do presidente vai de mal a pior

O governo Bolsonaro é hoje um espectro daquele que assumiu em janeiro de 2019 com forte apoio do setor financeiro, da classe média, da mídia, do alto empresariado, das Forças Armadas, do Judiciário, da Lava Jato, dos EUA, de Trump e também do povão.

Em janeiro de 2019, Bolsonaro já tinha oposição aguerrida, mas ao mesmo tempo sufocada. À mercê do que pudessem vir a ser os erros e acertos do governo que chegava. Mais disso do que da sua capacidade de operar uma resistência organizada e forte a uma agenda que prometia intervenções pesadas na economia e nos direitos humanos.
Bolsonaro chegava como um imperador num cavalo branco. Algo meio um Napoleão com uma agenda ultraneoliberal e fascista.

Neste final de março de 2021, por um lado Bolsonaro acaba de mostrar ao país que é refém do centrão, cedendo na demissão de seu fiel escudeiro, Ernesto Araújo, por exigência do Senado e entregando a Secretaria do Governo para uma inexpressiva deputada, Flávia Arruda, que é unha e carne com o presidente da Câmara, Arthur Lira, e filiada ao PL que já mandava piscadelas para a candidatura de Lula. Sim, Bolsonaro também deu sinal de que tem medo de Lula.

Por outro lado, Bolsonaro revelou ao país que não tem nas Forças Armadas o apoio que boa parte da população e da esquerda imaginavam que tinha. Ao demitir o ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva e ter recebido sinais de demissão dos comandantes das três armas (Marinha, Aeronáutica e Exército) ficou claro que o comando das Forças Armadas está com o presidente até a página 3. E que ele terá que quebrar muitos ovos se quiser enveredar pelo omelete autoritário.

Não há um sinal sequer de força que permita Bolsonaro endurecer o regime neste momento. Os sinais são de um piloto que comanda um avião descontrolado por erros que cometeu e que não sabe mais o que fazer. Por isso decidiu arriscar uma reforma ministerial destrambelhada mexendo num ministério tão sensível como o da Defesa sem ter uma direção clara do que pretende.

Numa hora dessas não é recomendado aos que são oposição entrarem em pânico junto com o governante em crise. É preciso ter muita calma e não ficar gritando, por exemplo, golpe à vista ou qualquer bobagem com este significado.

Um golpe não se consolida apenas pelo desejo de um presidente maluco. Ele precisa de condições e apoios objetivos do estabilishment, da mídia e das Forças Armadas que Bolsonaro já não tem mais neste momento.

Bolsonaro está lutando pela sua sobrevivência. Contra um impeachment que parecia imensamente distante há 3 meses e que subiu no telhado. E pela blindagem dos seus filhos, em especial o 01.

Pode parecer um bicho assustado, disposto a tudo, mas já é um bicho sem dentes. Uma presa fácil para ser descartada pelo sistema, se este entender que é a hora. Até porque a popularidade de Bolsonaro está em queda.

Não é momento de temê-lo e nem de fortalecê-lo com teses conspiratórias. É hora de tratá-lo politicamente como ele é, um verme. Um verme genocida.

Com informação da Fórun

 

 

Casal é morto a tiros dentro de ambulância do Samu em Salvador


Crime aconteceu quando homem estava sendo regulado para o Hospital do Subúrbio

Um casal foi morto a tiros dentro de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na noite dessa segunda-feira (29). O crime aconteceu na rotatória do Hospital do Subúrbio, na BA-528.

Segundo informações da Polícia Militar, os socorristas contaram que estavam fazendo a regulação do homem para o Hospital do Subúrbio quando a ambulância foi interceptad apor um ônix branco. Quatro homens armados atiraram contra o casal e fugiram.

Os socorristas não ficaram feridos. Equipes da 31ª CIPM e do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) foram até o local e isolaram a área. Ninguém foi preso até o momento. Do Correio da Bahia

Filha do ator Gerson Brenner arrecada R$100 mil para ajudar o pai


Vica conta que o sonho do ator Gerson Brenner é ver o mar novamente. - Foto: arquivo pessoal

A filha do ator Gerson Brenner comemorou nesta quinta, 25, o sucesso da vaquinha que ela mesma fez para comprar um carro adaptado para o pai poder passear.

Vica é a filha mais nova de Gerson e fez isso para dar um pouco mais de conforto para o artista, que está há 22 anos em casa. “Ele está com as deficiências há mais de 20 anos, e a transferência na cadeira de rodas é estressante, difícil”, completou.

A vaquinha arrecadou quase R$ 100 mil em apenas 15 dias de campanha. Com o veículo, Vica pretende realizar um sonho do pai: levá-lo para ver o mar novamente.

Carreira interrompida

Gerson Brenner fez sucesso na televisão brasileira nos anos 90. O ator protagonizou diversas novelas e séries que marcaram época.

Mas em 1998, ele foi baleado na cabeça durante uma tentativa de assalto em São Paulo. Gerson passou meses em coma e ficou com diversas sequelas, como distúrbios na fala e na capacidade cognitiva.

Desde então, o ator vive em casa e depende de uma cadeira de rodas para se locomover. Apesar de ter melhorado consideravelmente após inúmeros tratamentos, as limitações ainda são grandes e a sua filha Vica pensou em aliviá-las um pouco.

Vaquinha

A jovem conta que está muito feliz com o resultado da arrecadação.

“Em pouco mais de 15 dias, conseguimos arrecadar R$ 100 mil. Faltam R$ 46 mil. Muita gente tem percebido que o carro é necessário mesmo. Ele é apaixonado por socializar, pela rua. Meu pai sempre foi uma pessoa muito ativa, comunicativa. E a chance de conseguir sair de casa vai fazer bem”, disse a jovem.

Ficamos felizes pelo sucesso da vaquinha e torcemos para que a Vica e o Gerson consigam arrecadar o valor necessário.

Para ajudar na arrecadação clique neste link!

Gerson Brenner enquanto atuava e nos dias atuais. - Foto: reprodução
Gerson Brenner enquanto atuava e nos dias atuais. – Foto: reproduçãoCom informação do Notícia Boa

 

Nilo diz que Bolsonaro tenta ser um ‘ditador’: ‘Ele quer um golpe, mas não tem força’


Deputado avalia ameaça de presidente da Câmara e diz que Bolsonaro sabe que não terá condições políticas de enfrentar Lula

[Nilo diz que Bolsonaro tenta ser um 'ditador': 'Ele quer um golpe, mas não tem força']
Foto : Metropress

O deputado federal Marcelo Nilo (PSB-BA) comentou as recentes trocas ministeriais do governo de Jair Bolsonaro e creditou as mudanças à perda de apoio do chefe do Poder Executivo. Em entrevista a Mário Kertész hoje (30), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, o parlamentar avaliou que o presidente se entregou ao Centrão para tentar não sofrer um impeachment.

“Esses últimos 15 dias, Bolsonaro só teve péssimas notícias. Primeiro os empresários fizeram um documento, junto com os grandes banqueiros do país, praticamente rompendo com o presidente. Todas as pesquisas ele desce a ladeira vertical. Praticamente só tem apoio dos evangélicos. Até os militares, que era uma força que ele tinha, também está perdendo. Além da ameaça do presidente da Câmara, Arthur Lira, com impeachment. Ele leu na cadeira de presidente da Câmara ameaçando o presidente. O que Bolsonaro fez? Se entregou completamente ao Centrão, que é, sem dúvida nenhuma, o grupo mais fisiológico do país”, disse o deputado.

Para Nilo, o maior exemplo disso é a ida de Flávia Arruda para a Secretaria de Governo. A deputada faz parte do Centrão, é aliada de Arthur Lira e casada com o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, que foi preso quando era governador em um esquema de corrupção. “Ele demonstra, desde o início, que quer ser um ditador”, afirmou Nilo.

Segundo o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Bolsonaro se sentiu ameaçado ao ver o retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cenário político. “Só se tem impeachment se o povo for para as ruas. É o primeiro fato, lembra de Collor e Dilma? O povo foi para as ruas, nós tivemos o impeachment. Temer muito desgastado, a voz dele falando em corrupção, não teve o impeachment porque o povo não foi para as ruas. Parlamentar só tem medo de uma coisa: o povo. Bolsonaro sabe que ele não terá condições políticas de enfrentar Lula. Imagine, Lula ficou preso um ano e meio e, quando sai, lidera as pesquisas no segundo turno para ganhar. Aliás, Bolsonaro perde para qualquer um no segundo turno”, declarou.

Nilo ainda alertou para o desejo de Bolsonaro de implementar um regime ditatorial. “Ele quer um golpe, mas não tem força. Golpe só existe quando o povo quer. Eu era menino, eu tinha 9 anos de idade quando houve o golpe de 64. Mas as informações que temos é que a população queria, uma grande parte. Os meios de comunicação, a Rede Globo, a Folha de S. Paulo e Estado de S.Paulo, esses grandes jornais da época queriam o golpe, tanto é que a população aprovou. Médici, o presidente mais truculento em termos de tortura, ia para o Maracanã com o radinho no ouvido ouvindo o jogo do Brasil, ele ficou popular”, avaliou o parlamentar.  Por Metro1.

Itabuna: Corpo de soldado é enterrado sob palmas de policiais e amigos


Itabuna: Corpo de soldado é enterrado sob palmas de policiais e amigos

Foto: Reprodução / Portal Gongogi

O corpo do soldado Wesley Soares Góes foi sepultado no final da tarde desta segunda-feira (29) em Itabuna, no Sul do estado. Era por volta das 17h quando policiais militares e amigos de Wesley Góes levavam o caixão com o corpo do soldado até uma urna funerária do cemitério Campo Santo. Nas imagens enviadas ao Bahia Notícias, é possível ver que várias pessoas compareceram ao cemitério para dar o adeus ao soldado.

 

Os presentes homenagearam o soldado com palmas. Wesley Góes morreu na noite do último domingo (28) no  Hospital Geral do Estado (HGE) (ver aqui) após ser baleado em uma ação policial. Antes, em uma espécie de surto psicológico, o soldado ameaçou atirar e depois disparou contra os colegas de farda que tentavam negociar a rendição do soldado. BN Notícias 

 

Grupo é preso suspeito de furtar barras de aço da Ferrovia Oeste-Leste em Jequié


Nove pessoas são presas furtando trilhos de ferrovia na região sudoeste do estado

Nove pessoas são presas furtando trilhos de ferrovia na região sudoeste do estado

 

Nove pessoas foram presas após furtarem fios de cobre da Ferrovia Oeste-Leste, no povoado de Santa Clara, no município de Jequié, sudoeste da Bahia, na tarde de sábado (27). As informações são da Polícia Militar.

De acordo com a PM, os suspeitos estavam em dois veículos, no canteiro de obras que fica na estrada do povoado. Ao verificar a carroceria do caminhão foram encontradas seis barras de aço de tamanhos variados, utilizadas para construção de linha férrea. Foram apreendidos barras de aço, um carro e um caminhão.

Ainda segundo a PM, todos foram conduzidos para delegacia, juntamente com o material apreendido. Os nove suspeitos foram autuados em flagrante por furto e estão à disposição da Justiça. O caso será investigado pela 1ª delegacia de Jequié.

Veja mais notícias do estado no G1 Bahia.

Grupo foi preso suspeito de furtar barras de aço da Ferrovia Oeste-Leste em Jequié, no sudoeste da Bahia — Foto: Reprodução/TV Sudoeste

Grupo foi preso suspeito de furtar barras de aço da Ferrovia Oeste-Leste em Jequié, no sudoeste da Bahia — Foto: Reprodução/TV Sudoeste

Procurador sugeriu que réus da Lava Jato fossem pressionados até contratar advogado especializado em delação premiada


Uma pessoa identificada como Robalinho, provavelmente José Robalinho Cavalcanti, ex-presidente da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), sugeriu que a extinta “lava jato” prendesse réus defendidos por advogados que não queriam assinar acordo de delação premiada.

O diálogo entre Robalinho e membros do Ministério Público Federal no Paraná foi enviado nesta segunda-feira (29/3) ao Supremo Tribunal Federal pela defesa do ex-presidente Lula. Defendem o petista os advogados Cristiano Zanin, Valeska Martins, Maria de Lourdes Lopes e Eliakin Tatsuo.

Os advogados que não concordavam com a colaboração premiada eram tachados de “agressivos”. É o que mostra uma mensagem de 28 de junho de 2015. Nela, Robalinho sugere a prisão de Emílio Odebrecht ou de seus familiares para que o executivo contratasse uma defesa que topasse delatar.

“Se tiver um jeito de prender o velho Emilio ou algum familiar próximo de Marcelo odebrecht ele demite a advogada de combate na hora. Prioridade zero. A cada estocada dela um novo passo na investigação”, disse. À época, a advogada Dora Cavalcanti era responsável por defender Marcelo Odebrecht.

Depois, Robalinho comenta o fechamento de bancos na Grécia como medida de controle de capital. Na ocasião, o país europeu preparava um plebiscito para saber se a população concordava com uma proposta de socorro financeiro feita por credores internacionais. Ele compara a situação à dos réus da “lava jato”.

“Uma semana de caos e muito medo podem virar o plebiscito de domingo que vem dar uma lição em todos os esquerdistas e desmoralizar de vez o governo grego. E assim salvar o euro a médio prazo. Mais ou menos o que temos de fazer com cliente que contrata advogado agressivo e que não quer acordo. Mostrar o custo. Rs”, afirma o procurador.

Conforme mostrou a ConJur em junho de 2015, mesma época do diálogo, Dora Cavalcanti foi impedida pela delegada Renata da Silva Rodrigues, da Polícia Federal em Curitiba, de acompanhar Marcelo Odebrecht em um depoimento no âmbito da “lava jato”.

Além de impedir o acompanhamento, a delegada quis constituir outro advogado que estava no local. O depoimento do empresário acabou tendo que ser adiado. Marcelo falaria sobre um bilhete manuscrito que foi entregue à defesa dele em 22 de junho, com a mensagem “destruie e-mails sondas”.

“Difícil saber qual absurdo é maior: intimar uma advogada a falar sobre fatos ínsitos ao exercício de sua profissão, fazê-lo em inquérito instaurado a partir da violação de prerrogativa profissional ou comunicá-la de surpresa, na hora do depoimento. Ou ainda impedi-la de acompanhar a oitiva de seu próprio cliente”, comentou a advogada na época.

Robalinho

Conforme apurou a ConJur, o diálogo ocorreu no grupo Terra dos Brutos. Robalinho disse não se lembrar dessa lista de transmissão em específico. “Eu participava de dezenas de grupos. Os colegas me colocavam e eu ficava. Não saía dos grupos. O que sei é que nem eu, nem ninguém consegue confirmar esses diálogos.”

“Já disse para outros jornalistas que me lembrava remotamente de alguns diálogos, desse eu não me lembro, nem do contexto. Realmente, dessa vez eu não me recordo de nada disso aí.”

O procurador também disse que nunca fez parte da “lava jato”, tendo atuado em processos contra Lula em 2010 e 2011, antes da operação existir em Curitiba e ter ramificações em outros estados, mantendo sempre “contato respeitoso com os respectivos advogados” do ex-presidente.

ANPR

As declarações de Robalinho são o ponto central da nova peça enviada pela defesa de Lula ao Supremo. No documento, os advogados do ex-presidente aproveitaram para juntar uma carta divulgada pela ConJur neste domingo (28/3) em que quatro ex-presidentes da ANPR defendem o fim da “lava jato”.

Na carta endereçada ao presidente atual da ANPR, Fábio George Cruz da Nóbrega, os ex-dirigentes da entidade expressam sua indignação com a emissão de notas públicas que menosprezam os direitos constitucionais dos acusados.

Os ex-presidentes sustentem que a revelação dos diálogos entre procuradores do consórcio de Curitiba e o ex-juiz Sergio Moro sugerem “relacionamento informal (…) incompatível com a missão constitucional do MP, realizado fora dos balizamentos da lei processual penal, com desprezo às garantias fundamentais dos acusados e em desrespeito às normas que regem a cooperação internacional”.

Assinam o documento Alvaro Augusto Ribeiro Costa, Wagner Gonçalves, Ela Wiecko de Castilho e Antônio Carlos Bigonha.

Com informação do 247

Ameaçadas de despejo, mãe e filha erguem casa com mais de 4 mil garrafas tiradas do lixo


Ameaçadas de despejo, mãe e filha construíram casa com garrafas de vidro em Pernambuco

Ameaçadas de despejo, mãe e filha construíram casa com garrafas de vidro em Pernambuco

Edna e Maria Gabrielly se mudaram de Curitiba para Pernambuco atrás do sonho de morar perto da praia, de recomeçar. No entanto, um ano após a mudança, mãe e filha se viram em uma situação difícil: ainda sem emprego e com as economias acabando, foram ameaçadas de despejo da casa que alugavam.

“Tem muita dificuldade no meio do caminho. Só que quando a dificuldade está na sua frente, você tem que achar uma saída para ela. São barreiras que você tem que ir derrubando. E a gente fez isso, né?”, diz Edna.

O que ela e a filha fizeram foi reagir com muita resiliência, encontrando uma forma bem original para resolver o problema: ergueram sozinhas uma casa sustentável, construída com nada menos do que 4.298 garrafas de vidro recolhidas do lixo.

Nem Edna nem Maria Gabrielly tinham qualquer experiência como pedreiras e pesquisaram muito para conseguir colocar o projeto que tinham de pé, em meio à pandemia.

“Terminar a nossa casa é mostrar que nós duas, duas mulheres negras, fortes, construíram a primeira casa de garrafas de vidro do estado de Pernambuco. Catadas no lixo do mangue, em cima de um erro de muita pessoas. O primeiro processo disso tudo é não ter medo de colocar a mão na massa mesmo, e não sentir vergonha. De se sentir também forte o suficiente, capaz o suficiente para fazer isso”, afirma Maria Gabrielly.

A história de Edna, aliás, é de muita resiliência. Filha de pais analfabetos, ela começou a trabalhar em casa de família aos 12 anos, parou de estudar, criou sozinha dois filhos. Aos 35, decidiu voltar aos estudos e se formou em gestão pública.

A filha conseguiu bolsa em uma faculdade de moda no Recife e gasta seis horas por dia para ir e voltar da capital. Conheça mais sobre essa dupla na reportagem completa acima.

Mãe e filha dentro da casa de garrafas que as duas construíram — Foto: Globo Repórter

Mãe e filha dentro da casa de garrafas que as duas construíram — Foto: Globo Repórter

 

Lava Jato “ajudou a eleger o Bozo” e é preciso se desvincular dele, escreveu procuradora a Dallagnol


A perseguição contra Deltan Dallagnol e a Lava Jato continua

Os procuradores da Operação Lava Jato discutiram, em março de 2019, uma forma de se desvincular de Jair Bolsonaro para que os jornalistas voltassem a dar credibilidade à operação. A informação é da jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo.

As conversas foram entregues nesta segunda (29) ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela defesa de Lula, que foi autorizada a ter acesso ao material da Operação Spoofing, que investiga o hackeamento dos diálogos.

“Delta, sobre a reaproximação com os jornalistas, minha opinião é de que precisamos nos desvincular do Bozo [Jair Bolsonaro], só assim os jornalistas vão novamente ver a credibilidade e apoiar a LJ “, diz a procuradora Jerusa Viecili a Deltan Dallagnol no dia 28 de março de 2019. A grafia foi mantida na forma original das mensagens.

Jerusa segue: “Temos que entender que a FT [Força Tarefa] ajudou a eleger Bozo, e que, se ele atropelar a democracia, a LJ será lembrada como apoiadora. Eu, pessoalmente, me preocupo muito com isso (vc sabe). Veja que, no passado, em pelo menos duas oportunidades, poderíamos ter nos desvinculado um pouco do Bozo nas redes sociais: 1. caso Flavio (se fosse qualquer outro politico envolvido, nossa cobrança por apuração teria sido muito mais forte); 2. caso da lei de acesso à informação que o bozo, por decreto, ampliou rol de legitimados para decretar sigilo e depois a Câmara derrubou o decreto. A TI fez nota técnica e tudo e nossa reação foi bem fraca (meros retweets). (ao lado do caso Flavio, o próprio caso de Onix Lorenzoni) agora, com a “comemoração da ditadura” (embora não tenha vinculação direta com o combate à corrupção), Estamos em silêncio nas redes sociais. Não prezamos a democracia? Concordamos, como os defensores de bozo, que ditadura foram os 13 anos de governo PT? a LJ teria se desenvolvido numa ditadura? sei que há uma preocupação com a perda de apoio dos bolsominions, mas eles diminuem a cada dia. o governo perde força, pelos atropelos, recuos e trapalhadas, a cada dia. Converse com as pessoas: poucos ainda admitem que votaram no bozo (nao sei como Amoedo não foi eleito no 1º turno pq ultimamente, só me falam que votaram nele). Enfim, acho que defender a democracia, nesse momento, seria um bom início de reaproximação com a grande imprensa. Com relação a defender a Democracia, também seria importante um discurso de defesa das instituições. Atacamos muito o STF e seus ministros, mas sabemos que a democracia só existe com respeito às instituições, e o STF precisa ser preservado, como órgão máximo do Poder Judiciário brasileiro. • 15:08:34 Jerusa pense com carinho “.

Deltan Dallagnol responde: “Concordo Je. Acho nota esquisita. E se fizermos artigos de opinião? Acho que não da pra bater, mas da pra firmar posição numa abordagem mais ampla”.

Fonte desta matéria 247.