Técnicos do IBGE denunciam corte de verbas para o Censo de 2020


 

Técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) denunciam a medida do governo Bolsonaro de promover um brutal corte de 25% no orçamento do Censo Demográfico de 2020, o que compromete a realização do trabalho de pesquisa e levantamento de informações nos aproximadamente 70 milhões de domicílios no país.

O governo alega que restrições orçamentárias impedem a liberação dos R$ 3,4 bilhões orçados inicialmente. Indicada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para presidir o IBGE, Susana Cordeiro Guerra já determinou um corte de 25% no valor original.

O processo preocupa não só pesquisadores e funcionários do IBGE: uma campanha contra os cortes reunindo entidades de classe ligadas a estatísticos, geógrafos e outras categorias foi lançada e ganhou o reforço de personalidades como o médico Drauzio Varella.

“Só o Censo traz informações de cada cidade, cada bairro do Brasil. Ficar sem o Censo significa não saber quantas crianças vivem em cada bairro de cada cidade para calcular a quantidade de vacinas necessárias”, disse Varella, em vídeo da campanha.

Realizado a cada dez anos, o Censo Demográfico é a maior pesquisa do IBGE, que visita cada um dos cerca de 70 milhões de domicílios brasileiros para obter informações sobre as características de seus moradores e suas relações com o trabalho e os serviços essenciais, por exemplo.

Os resultados são usados no planejamento de políticas públicas e para definir a distribuição de recursos do governo federal por meio dos fundos de participação de estados e municípios ou de programas específicos, como o Fundeb (voltado à educação básica).

Em 2010, a pesquisa foi orçada em R$ 1,6 bilhão –o equivalente hoje a cerca de R$ 2,8 bilhões. Quase dois terços do valor foi usado para pagar 190 mil recenseadores.

*Com informações da Folha de SP

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O que está por trás do livro que Assange segurou ao ser preso?


Em entrevista à Pública, Paul Jay, autor do livro em que relata conversas com o falecido filósofo Gore Vidal, afirma que fundador do Wikileaks quis denunciar Estado de Segurança Nacional dos EUA

da Agência Pública

O que está por trás do livro que Assange segurou ao ser preso?

Por Julia Dolce

Quando o ativista Julian Assange foi arrastado por policiais para fora da Embaixada do Equador em Londres, em 11 de abril, pondo fim a sete anos de exílio, um fato chamou a atenção de quem assistiu à cena ao redor do mundo: o fundador do Wikileaks segurava, entre as mãos algemadas, o livro “Gore Vidal: History of The National Security State”. Trata-se de uma coleção de entrevistas do falecido romancista e ativista político norte-americano Gore Vidal. A obra, até então pouco conhecida, rapidamente se tornou um best-seller.

O livro, publicado em 2014, é uma parceria entre Gore Vidal e o jornalista Paul Jay, editor do site americano The Real News Network, conhecido por uma linha editorial progressista. Em entrevista à Agência Pública, Jay explicou a tese trazida pelo livro brandido por Assange: como a militarização dos EUA após a Segunda Guerra Mundial criou uma narrativa do medo que aponta ameaças internacionais, exigindo constante investimentos na indústria armamentista – e como o Estado americano se tornou dependente dessa narrativa.

Para Jay, “não há dúvidas de que querem pegar Assange” para mandar uma mensagem de que não se pode “ferrar” com a indústria militar norte-americana. “O que Chelsea Manning expôs e o Wikileaks divulgou foi direto no coração dessa ameaça ao Estado de Segurança Nacional. Eles não querem que o povo norte-americano saiba quão bárbaros os soldados americanos e a guerra americana são”, afirmou.

As acusações contra Assange nos EUA, que estão por trás da disputa internacional pela sua extradição, se referem justamente ao vazamento, por meio do Wikileaks, de inúmeros documentos que provam crimes de guerra praticado pelas Forças Armadas norte-americanas no Iraque e do Afeganistão.

Leia a entrevista.

Você pode resumir o conceito de Estado de Segurança Nacional dos EUA e o termo da Presidência Imperial, na visão de Gore Vidal?

Depois da Segunda Guerra Mundial os EUA emergiram como o único superpoderoso do mundo. E, em vez de reduzir o tamanho das Forças Armadas, do investimento para elas, e voltar à chamada “era de paz” os EUA se encontraram em uma posição em que poderiam, essencialmente, dominar o mundo.

O país construiu um complexo industrial militar que teve início na Primeira Guerra, mas em maior escala na Segunda Guerra. Muito da economia norte-americana foi militarizada e isso permaneceu por muitas razões. A primeira é que o gasto militar era visto como uma forma de lidar com a potencial recessão do pós-guerra. Mas, principalmente, eles viram que poderiam encontrar grande vantagens econômicas em controlar a Europa, o Japão e, até mais importante, a Ásia, a África e a América Latina. A justificativa para criar esse complexo militar era que a União Soviética representava uma ameaça e os EUA tinham que se defender. Eles chamam de Departamento de Defesa, mas um dos argumentos de Gore é poderia se chamar Departamento de Ataque. Isso porque a postura militar buscava uma hegemonia global e não a defesa.

É muito claro que toda a ideia de que a União Soviética era uma ameaça militar era bobagem. Mas isso ajudou a justificar gastos massivos na construção do arsenal nuclear dos EUA e de todo o complexo militar. Então o argumento de Gore é como esse Estado Nacional de Segurança se tornou uma parte predominante tanto da economia quanto do Estado. E para justificá-lo, eles precisam continuar tendo ameaças.

O fundamental aqui é que a questão é ganhar dinheiro e não defender o povo americano. É taxar e extorquir o povo norte-americano a pagar por tudo isso. Porque isso dá vantagens comerciais para corporações norte-americanas e quantidades enormes de dinheiro para as indústrias dos EUA. E isso defende interesses estratégicos, como petróleo no Oriente Médio ou na Venezuela. A questão é a oligarquia dos Estados Unidos mantendo sua posição como a mais rica e poderosa oligarquia do mundo. Essa é a principal função do Estado Nacional de Segurança.

Você acredita que, com a eleição de Trump, esse Estado Nacional de Segurança, um estado de exceção criado pelo medo como ideologia, foi aprofundado?

Acredito que está em uma posição mais agressiva e desafiada. Isso porque os EUA não são mais, realmente, o único grande poder do mundo.

Hoje não sei se o Estado Nacional de Segurança está mais profundo agora, só está lidando com uma situação na qual, especialmente a China tem uma economia que está se tornando próxima do tamanho da economia dos EUA. De acordo com analistas militares dos EUA, as Forças Armadas Chinesas estão alcançando as estadunidenses. Talvez seja verdade. Acredito que a China tem um poder regional. Regionalmente a China já está a par do que os EUA podem fazer com forças convencionais na Ásia.

Então não acho que o Estado de Segurança Nacional está aprofundado, está apenas lidando com uma nova situação. Ele está muito poderoso. A proposta de orçamento do Pentágono era menor do que o orçamento destinado pelo próprio Trump e pelo Congresso para a área. Eles estão construindo toda uma nova geração de armas nucleares, têm porta-aviões que custam 14 bilhões de dólares cada. A única razão de ter esses porta-aviões é projetar poder. Não tem nada defensivo em um porta-avião.

A maior parte das indústrias militares garante que produzam armas em todos os estados dos Estados Unidos de forma com que todos os estados tenham empregos dependentes disso. Então quando você fala sobre cortes no orçamento militar, todos os estados, em teoria, perderiam empregos.

O mais perigoso disso no momento é que eles precisam do “quase-guerra”. Eles gostam de “quase-guerra” no Oriente Médio, e no momento o alvo principal é o Irã. E quanto mais perigoso fica mais armamentos os estadunidenses compram, mais armamentos os sauditas compram, os israelenses, os egípcios… Os militares de todo o mundo vão à loucura.

Você acredita que a própria perseguição ao Assange e ao Wikileaks são consequências desse Estado Nacional de Segurança?

Com certeza. O ponto sobre as guerras norte-americanas, o pior pelo menos, é que a maior parte delas cometem crimes de guerra. A guerra do Iraque, do Vietnã, ambas foram crimes de guerra por si sós, apenas por terem sido conduzidas. Não foram guerras defensivas. De acordo com a ONU, a única guerra legítima é quando você está em ameaça iminente de ser atacado. Nenhuma das guerras americanas desde a Segunda Guerra Mundial aconteceram porque os EUA estavam sob ameaça de ataque iminente. Então foi uma guerra ilegal atrás de outra. A cultura das Forças Armadas estadunidenses é ser super-ultra-agressiva. E tudo isso depende do segredo. O povo americano claramente se opôs à Guerra do Vietnã, e quando ouviu as histórias das atrocidades, isso inflamou a opinião pública.

O que Chelsea Manning expôs e o Wikileaks divulgou foi direto no coração dessa ameaça ao Estado de Segurança Nacional, porque eles não querem que o povo norte-americano saiba quão bárbaros são os soldados americanos e a guerra americana. Então o Estado de Segurança Nacional dos EUA não quer apenas evitar que [esse vazamento] aconteça de novo. Realmente quer mandar uma mensagem de que não se pode ferrar com eles. Não há dúvidas de que querem pegar Assange para provar esse ponto.

Ele está sendo acusado pelo que fez com Chelsea Manning. E neste ponto, como um jornalista, e pensando no trabalho jornalístico do Wikileaks, havia uma obrigação de expor os crimes de guerra. E toda essa bobagem sobre documentos classificados e como isso prejudicou os EUA… Não, os crimes de guerra feriram os EUA! Os crimes de guerra em nome do povo norte-americano feriram a América. A única diferença é que o Pentágono alega que Julian ajudou Chelsea a conseguir os documentos, e isso o fez um pouco mais proativo do que só receber a informação. É bobagem. A questão fundamental é que eles expuseram crimes de guerra e muitos jornalistas fazem muitas coisas para conseguir seus furos.

Quando foi retirado do embaixada, Juliana Assange segurava o livro “Gore Vidal: History of The National Security State” | Foto: Reprodução

Como jornalista e editor-chefe de um veículo jornalístico independente, você acredita que a prisão de Assange é uma ameaça à liberdade de imprensa?

É definitivamente uma ameaça para delatores. Houve mais prisões de delatores durante o governo de Obama, então isso é uma política real do Estado de Segurança Nacional: assustar os delatores. Para os jornalistas, sim e não. É certamente uma mensagem de que se você ajudar a fonte de alguma forma eles irão contra você. Mas eles não foram atrás de nenhum dos jornais que trabalharam com o Wikileaks, o que incluiu o New York Times, o Washington Post, jornais na Alemanha, no Brasil e em todas as partes do mundo que foram parceiros do Wikileaks. Nenhum deles foi denunciado porque eles não podem provar que qualquer um desses jornais ajudou Chelsea. Então ainda não está claro. Mas isso fará com que as pessoas que fazem essas decisões nesses veículos deem um tempo [nas publicações do tipo].

O grande perigo aqui não é a prisão de Assange, apesar de ser uma mensagem para delatores.

Qual a relação entre o conceito do Estado de Segurança Nacional e as pessoas que acreditam que os EUA são a maior democracia do mundo e que, portanto, teria o dever de “levar democracia” para o resto do mundo?

Essa é toda a mitologia. Gore Vidal foi o melhor ideólogo nesse sentido, ele chama os EUA de Estados Unidos da Amnésia. Não há memória histórica na cultura de massas aqui. Quando o Vietnã foi realmente exposto e as pessoas entenderam o quão agressivo e sem princípios essa guerra foi, com o passar dos anos, as pessoas esqueceram sobre, porque a mídia corporativa não fala sobre. O mesmo com a Guerra do Iraque. As pessoas descobriram quão bárbara foi essa guerra, mas com o passar dos anos, até o Obama, que supostamente era contra essa guerra, passou a defendê-la. A liderança do Partido Democrata hoje está tão ligada ao Estado de Segurança Nacional quanto os republicanos. Eles sempre têm que trazer essa mitologia de volta, de que os EUA trazem democracia para o mundo. Se você vive na Ásia, na África ou na América Latina, você pensa que os EUA trazem ditaduras para o mundo. Mas os americanos não vivem lá, eles entendem o mundo pela mídia, por Hollywood, que na sua maioria está alinhado com esse Estado. Se você quer produzir um filme de guerra a única forma de conseguir navios e aeronaves é pelo Pentágono. E eles têm que autorizar o roteiro.

Em algumas entrevistas você disse que não sabia que Julian estava lendo seu livro, mas que acredita que ele escolheu segurá-lo durante o momento de sua prisão para passar uma mensagem.

Considerando que ele teve muito tempo para pensar no dia que seria preso e que nos três dias antes de sua prisão estava bem óbvio que estava para acontecer, eu não acho que ele apenas pegou algo para ler. Ele fez um esforço de mostrar para todos enquanto ele estava algemado. Ele está dizendo ao mundo que o Estado de Segurança Nacional norte-americano está chegando nele, e isso porque ele expôs seus segredos.

Mudando o foco para o Brasil. Bolsonaro foi eleito com um discurso patriótico, focado na segurança. Você acredita que os conceitos trazidos em seu livro podem ser aplicados à atual conjuntura política brasileira?

O modelo da narrativa norte-americana, a narrativa do Estado de Segurança Nacional é facilmente exportado e adaptado. Não é novo o que está acontecendo no Brasil. A ditadura militar de direita com o passar dos anos sempre se baseava na ideia de que havia uma ameaça comunista, de que tinham que prender comunistas porque a União Soviética estava vindo. A mesma histeria para justificar o que é essencialmente uma forma fascista de governar, não é novo. E muito foi orquestrado pelo Estado de Segurança Nacional norte-americano. Então o que está acontecendo no Brasil, o que os estadunidenses gostariam de fazer na Venezuela, o que eles parecem estar tendo certo sucesso no Equador, é o velho guia, você usa uma ameaça externa para criar uma histeria de segurança nacional e então cria um Estado fascista.

Acho que muito do que está acontecendo no Brasil e na América Latina no geral, é que querem chutar a China para fora do continente. Se você quer entender a política externa norte-americana, muito tem a ver com a China. Quando o Secretário de Defesa foi ao Congresso defender o novo orçamento militar, ele disse que há três palavras para explicá-lo: China, China e China.

Você tem alguma ideia do que acontecerá com Assange? Acredita que os EUA realmente vão se esforçar para levá-lo à julgamento em seu território?

Acho que o governo Trump e o Estado de Segurança Nacional gostariam de trazê-lo para cá, fazê-lo de exemplo, jogá-lo na cadeia e jogar a chave fora. Mas a acusação atual não é séria, então teriam que mudá-la. Mas eu acredito que eles não querem um julgamento público. Talvez os norte-americanos prefeririam deixar esse processo de extradição demorar, e deixá-lo sentado em uma cadeia britânica por muito tempo. Porque se ele subir ao Tribunal para testemunhar isso será manchete por dias a fio. E ele denunciaria justamente o Estado de Segurança Nacional. Ele é muito articulado, não acho que queiram que ele testemunhe.

 

Atacando de todos os lados: Trump ameaça intensificar bloqueio a Cuba caso o país mantenha apoio à Venezuela


Bom: pelo que se conhece os Castro da Ilha, o que se acredita é que o governo do pequeno país chamado Cuba, que pra muitos viveu debaixo de uma ditadura, mas que para outros os cubanos sempre confiaram no saudoso Fidel, como se fosse o paizão da terra, a coisa pode ser diferente do que dita o Trump. Pois é. O Raul Castro, atual presidente da Ilha, está recebendo ameaças do “doidão”, que exige que o governo cubano rompa com a Venezuela. Pelo que se conhece dos cubanos, o que se acredita é que haverá sim, rompimento, porém, como já ameaçou o presidente americano, entre EUA e Cuba. Isso é o que muitos que já conhecem o jeito dos Castro e toda a Cuba. Resta agora saber o que pensa o Raul Castro e seus subordinados. O negócio é aguardar qualserá a resposta do governo da Ilha. 

Com o movimento certo, Cuba poderia se sair muito bem, poderíamos fazer uma abertura”, afirmou Trump em entrevista à emissora “Fox Business”, onde também advertiu que os EUA endurecerão sua posição contra Cuba “se não deixarem a Venezuela”.

Em entrevista à rede de televisão Fox Bussiness, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs nesta quarta-feira (1) uma abertura a Cuba se o país retirar seu apoio ao líder venezuelano, Nicolás Maduro. Caso contrário, reiterou suas ameaças de um maior bloqueio econômico e mais sanções.

Trump assegurou que um “embargo muito duro” aguarda Cuba, caso a ilha continue apoiando Maduro e disse que sua aplicação “dependerá do que acontecer”.

Justiça da Venezuela decreta prisão do golpista Leopoldo López


O Tribunal Supremo da Venezuela decretou nesta quinta-feira (2) a prisão do golpista Leopoldo López, líder do partido de extrema-direita Voluntad Popular, que se encontra abrigado na embaixada da Espanha, em Caracas, após ter violado nesta semana a prisão domiciliar e participar da intentona golpista promovida por Juan Guaidó. Após burlar a prisão domiciliar.

O Tribunal Supremo da Venezuela decretou nesta quinta-feira (2) a prisão do golpista Leopoldo López, líder do partido de extrema-direita Voluntad Popular, que se encontra abrigado na embaixada da Espanha, em Caracas, após ter violado nesta semana a prisão domiciliar e participar da intentona golpista promovida por Juan Guaidó.

Após burlar a prisão domiciliar na madrugada de terça-feira (30), López participou da intentona golpista liderada por Juan Guaidó. Naquela manhã, o autoproclamado presidente interino convocou um golpe militar contra o governo constitucional de Nicolás Maduro.

López, desde então, está abrigado na embaixada da Espanha. Ele chegou a ser recebido na representação chilena, mas o representante do país sul-americano transferiu o político porque o local já abriga outras pessoas.

O Tribunal Supremo publicou que López violou as condições da detenção em casa e deu uma ordem para que ele seja preso.

A sentença do golpista é de 14 anos de prisão, dos quais cinco já foram cumpridos. Com informações do Blog do Esmael.

Senador dos EUA cobra hotel de Nova York por evento pró-Bolsonaro: “vai ter convenção do partido nazista?”


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De acordo às informações do DCM, após empresas cortarem laços com um evento que pretendia homenagear o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em Nova York, o senador democrata Brad Hoylman criticou o hotel Marriott, responsável pela homenagem, por fornecer uma “plataforma pública para um homofóbico”.

Em sua conta do Twitter, o senador afirma: “O hotel Marriott respondeu à minha petição pedindo-lhes para cancelar um evento em homenagem ao homofóbico Jair Bolsonaro como ‘Homem do Ano’, dizendo que eles recebem grupos de todos os valores. O que vem a seguir, sediar a convenção anual do Partido Nazista Americano? Estou furioso”.

“Homofóbicos não merecem uma plataforma pública. Eu não posso acreditar que o hotel Marriott quer fornecer uma no meu distrito. É ofensivo para mim como um homem gay, ainda mais com o 50º aniversário do Stonewall se aproximando”, completa Hoylman.

Homem ameaça matar jornalista da Globo e depois apaga publicação


Jornalista da Globo é ameaçado de morte nas redes sociais. A publicação foi apagada rapidamente, mas o profissional conseguiu capturar a imagem e afirmou que já fez denúncia às autoridades

Guga Chacra ameaça de morte
Guga Chacra, jornalista da Globo

Guga Chacra, que trabalha GloboNews, foi ameaçado de morte nesta quarta-feira (1) por um seguidor no Twitter e reagiu afirmando que já denunciou o homem às autoridades.

“Seguidores do Rio, farei uma palestra amanhã na ‘Casa do Saber’ sobre as relações entre Israel e EUA. Será por videoconferência aqui de Nova York”, escreveu Guga Chacra. Na sequência, o seguidor respondeu: “Eu, motorista de caminhão, quero ver você morto a paulada”.

Minutos depois, o tweet com a ameça de morte foi apagado pelo usuário, mas o jornalista de 42 anos conseguiu capturar a imagem e garantiu que vai levar o caso adiante. O autor das ameaças também apagou sua conta do Twitter após a repercussão do episódio.

“Este cidadão acabou de me ameaçar de morte. O tweet abaixo, já fotografado, será encaminhado para as autoridades. Recomendo darem uma olhada no perfil de quem me ameaçou. (…) O covarde que me ameaçou apagou a conta no Twitter. Mas segue a foto. Não vai escapar. Já foi denunciado às autoridades”, afirmou Guga Chacra.

Muitos internautas mandaram mensagens de apoio ao jornalista: “Tem que denunciar mesmo, esse povo tem que aprender que internet não é terra de ninguém”, afirmou um. “Certíssimo… Atentado contra a integridade e a vida de alguém deve sempre ser passível de punição!!!”, disse outro.

Guga Chacra é conhecido por seus comentários sobre Oriente Médio no programa “Globonews Em Pauta”, onde se reveza com Jorge Pontual e Sandra Coutinho como comentarista em Nova York. Também participa do “Globonews Internacional” e do “Jornal das Dez”.

Este cidadão acabou de me ameaçar de morte. O tweet abaixo, já fotografado, será encaminhado para as autoridades. Recomendo darem uma olhada no perfil de quem me ameaçouO covarde que me ameaçou apagou a conta no Twitter. Mas segue a foto. Não vai escapar. Já foi denunciado às autoridades pic.twitter.com/jAnj9ywvaN.

Estudante baiana faz vaquinha e atinge meta pra estudar em Stanford


Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Quézia Ferreira, de 16 anos, já ultrapassou a meta de arrecadar 9 mil reais numa vaquinha eletrônica para fazer um curso de verão da Universidade de Stanford, na Califórnia, EUA.

A baiana, aluna do ensino médio da rede pública e moradora de Terra Nova, a cerca de 70 km de Salvador ganhou a bolsa integral, mas não tinha como custear a viagem.

Quézia é a caçula de cinco irmãos. A mãe da estudante trabalha como merendeira e o pai é motorista.

A vaquinha on-line começou no último dia 06 de abril e em menos de mês atingiu a meta:  chegou a 9.080 reais arrecadados, bem antes do dia de encerramento, marcado para 24 de junho.

O valor será usado para tirar os documentos necessários para a saída do Brasil e entrada nos Estados Unidos e comprar as passagens.

Planos

Quézia Ferreira busca experiência para tentar o ensino superior fora do Brasil. Para isso, a adolescente aprendeu o inglês intermediário sozinha.

“Quero uma amostra do que é estudar lá fora [outro país], de como funciona lá. Além de fazer o curso, melhorar meu inglês, e ter a melhor experiência possível. Stanford vai ser uma das que vou tentar ingressar.”

Antes de Stanford, a garota chegou a ser aprovada na Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, mas o curso não seria gratuito e, por isso, desistiu.

Persistência

Depois de algumas reprovações em outras instituições e já sem esperança, a estudante foi surpreendida com um e-mail de convocação da Universidade de Stanford, no dia 4 de abril.

As aulas de Quézia devem começar no dia 15 de julho e seguem até 2 de agosto. O curso pertence às áreas de física e ciência da terra.

Durante a estadia na universidade, a estudante aprenderá “como usar bem a linguagem pode ajudar a salvar o mundo”.

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Com informações do G1

 

Médica cubana trabalha em restaurante de BH na esperança de voltar a exercer a profissão


Por Thais Pimentel, G1 Minas — Belo Horizonte

A médica cubana Yaime Perez Acuna atendia a população de Crucilândia (MG). — Foto: Yaime Perez Acuna/Arquivo pessoal

A médica cubana Yaime Perez Acuna atendia a população de Crucilândia (MG). — Foto: Yaime Perez Acuna/Arquivo pessoal

Yaime Perez Acuna, de 29 anos, trabalha servindo mesas em um restaurante de Belo Horizonte. Há cinco meses, ela atendia cerca de 20 pessoas por dia em um dos dois postos de saúde de Crucilândia, na Região Central de Minas Gerais. A cubana, especialista em saúde da família e em doenças tropicais, como a dengue, participou do Mais Médicos de março de 2017 até novembro do ano passado, quando o governo de seu país decidiu deixar o programa.

“Foi uma surpresa. Eu fiquei sabendo o que ia acontecer com a minha vida pelos jornais. Não tivemos nenhuma informação por parte do governo de Cuba”, disse a médica.

Yaime era a única médica no posto que trabalhava em Crucilândia, cidade com pouco mais de seis mil habitantes, cujo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH) é 0,651, pouco menor que o do Iraque, 0,654, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

“Eu atendia as consultas agendadas ou casos de emergência. Paciente com doenças crônicas, crianças, grávidas. Era médica do Programa de Saúde da Família (PSF). Também fazia visitas domiciliares. Era a realidade da saúde no Brasil. Muito a ser feito. Eu vim para ajudar”, contou ela.

O contrato de Yaime terminaria em março de 2020. Mas o fim antecipado a obrigou a mudar os planos.

Yaime (de jaleco) trabalhou por dois anos em um dos dois postos de saúde de Crucilândia — Foto: Yaime Acuna/Arquivo pessoalYaime (de jaleco) trabalhou por dois anos em um dos dois postos de saúde de Crucilândia — Foto: Yaime Acuna/Arquivo pessoal

Yaime (de jaleco) trabalhou por dois anos em um dos dois postos de saúde de Crucilândia — Foto: Yaime Acuna/Arquivo pessoal

“A minha filha de cinco anos estava comigo. Tive que mandá-la de volta à Cuba porque ficou com medo da situação de instabilidade. Depois eu também regressei. Mas decidi voltar para o Brasil e tentar normalizar a minha situação por conta própria. Por isso aguardo com ansiedade alguma decisão sobre o Revalida”, contou ela que teve de deixar a menina com sua família na cidade cubana de Puerto Padre.

O último Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras) foi aplicado em 2017. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável por aplicar a prova, disse que não há uma data prevista para a próxima edição do exame

O Ministério da Saúde disse que “estuda uma medida para os profissionais que permaneceram no país”, mas sem detalhar quando e como isso irá acontecer.

Para conseguir se manter no Brasil, Yaime optou por ficar em Belo Horizonte. “Tem mais opções de emprego do que em Crucilândia, né? Eu estou trabalhando como atendente há um mês e meio, na esperança de poder voltar a clinicar”, disse ela.

“A saudade da minha filha é o que mais me dói. Mas, para mim, é um sonho morar no Brasil. Desde pequena, sabe? Por causa das novelas que passavam lá em Cuba. E o trabalho que fiz em Crucilândia foi muito gratificante. Eu estudei por seis anos e me especializei durante outros dois anos. Tenho muita experiência. Sou médica. Quero fazer tudo dentro do que é certo. Quero ajudar”, contou.

 

Maduro desmente EUA sobre fuga para Cuba e chama Trump de “louco”


Maduro desmente secretário dos EUA e nega que fugiria para Cuba. O presidente venezuelano declara vitória sobre golpistas e diz “que nunca nos Estados Unidos da América houve um governo tão louco como este”

 

Maduro Venezuela trump louco
(Imagem: Carlos Barria, Reuters)

Matéria na íntegra do Pragmatismo. O presidente da VenezuelaNicolás Maduro, desmentiu nesta terça-feira que tivesse a intenção de deixar o poder e refugiar-se em Cuba, como afirmou o secretário de Estado dos Estados UnidosMike Pompeo, a quem acusou de falta de “seriedade”.

Mike Pompeo disse que eu, Maduro, tinha um avião preparado para ir a Cuba, para fugir, e os russos desceram do avião e me proibiram de sair do país. Senhor Pompeo, por favor, que falta de seriedade”, disse Maduro, durante pronunciamento em cadeia obrigatória de rádio e televisão.

O líder venezuelano estava acompanhado pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e o considerado como número dois do chavismo, Diosdado Cabello.

Maduro enfrentou o que considerou como um golpe de Estado, depois que o presidente do Parlamento, Juan Guaidó, a quem mais de 50 países, incluindo o Brasil, reconhecem como presidente encarregado, pediu às Forças Armadas que virassem as costas ao líder chavista e participassem de seu movimento.

Guaidó divulgou sua mensagem através das redes sociais e cercado por aproximadamente 20 militares, além do líder de seu partido, Leopoldo López, que deixou a prisão domiciliar para participar das manifestações, que terminaram com pelo menos um morto e 77 feridos, entre eles oito membros dos corpos de segurança.

Maduro também acusou hoje aos EUA e Colômbia de apoiarem a revolta, ao mesmo tempo apontando que o presidente Donald Trump “não passa um dia sem se envolver” com a Venezuela.

Eu acredito de verdade e digo ao chanceler (Jorge Arreaza), que nos Estados Unidos da América não houve um governo tão louco como este”, afirmou, se referindo a Trump.

Além disso, o presidente venezuelano disse que a revolta contou com o apoio da Colômbia e EUA.

Nunca antes na história da Venezuela houve uma revolta por causa do esforço obsessivo, sinistro de um grupo de oposição da ultra-direita venezuelana, a oligarquia colombiana e o imperialismo dos EUA, por sua posição de derrubar o governo constitucional da Venezuela, para impor um governo ilegítimo”, afirmou.

A Venezuela vem experimentando uma grande tensão política desde o mês de janeiro, quando Maduro jurou um novo mandato de seis anos, não reconhecido pela oposição e parte da comunidade internacional, e Guaidó proclamou um governo interino que conta com o apoio de mais de 50 países.

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Óculos pode ajudar a ter menos acidente. Se o seu dinheiro der compre um


Resumo: a maioria dos motoristas tem dificuldades ao conduzir seu veículo à noite. Luzes brilhantes, brilho em excesso, escuridão, reflexos ofuscantes e visibilidade ruim. Essas coisas representam sérias ameaças à segurança dos motoristas noturnos. Graças a uma recente invenção chamada ClearView, agora é possível dirigir com segurança à noite novamente.

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Bolsonaro diz que Brasil não está bem de armamento e tem medo de enfrentar Venezuela


Dizer que não tem coragem de enfrentar a Venezuela e colocar a culpa no armamento brasileiro, é querer retirar a sua falta de coragem de enfrentar o país vizinho, que não se  sabe por que e pra que, é realmente ficar desclassificando o Brasil perante ao mundo, e ainda deixar claro para quem queira invadir no nosso país no futuro, de que o Brasil anda capengando das pernas no sentido de condições de armamentos para enfrentar um invasor, o que não é verdade.

A verdade é que não se sabe o por que dessa vontade do governo brasileiro travar uma guerra contra o país da mesma America, enquanto o maior inimigo do brasil é quem ele quer ajudar, que é os Estados Unidos da América. Até aqui Café com Leite Notícias.

Do Estadão:

O presidente Jair Bolsonaro morde e assopra na questão da Venezuela. Quase ao mesmo tempo em que a conta do presidente no Twitter escreve que “qualquer hipótese” sobre a situação do país vizinho “será decidida exclusivamente” por ele (não descartando uma ação militar), Bolsonaro declarou na TV que rechaça um conflito para depor Maduro. O presidente afirmou ao jornalista José Luiz Datena, nesta tarde de terça, 30, que “não quer falar em invasão”. “Não estamos bem de armamento, não podemos fazer frente a ninguém. Seria uma aventura e não é nossa vocação”, afirmou.

Respinga fortemente sobre governo brasileiro o fracasso de Joan Guaidó na Venezuela

O desastroso e fracassado movimento golpista de Juan Guaidó na Venezuela, nesta terça (30), atingiu politicamente os Bolsonaro no Brasil.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PSL), e seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), espécie de chanceler informal, eram entusiastas do golpe de Estado para derrubar o governo constitucional de Nicolás Maduro.

Guaidó, segundo Maduro, opera no território bolivariano como “laranja” do ex-presidenciável Leopoldo López — que fugiu ontem mesmo para a vizinha Colômbia. Ele seria o verdadeiro líder das tentativas de golpe no país, com o apoio dos EUA e Brasil.

A ala dos generais no governo Bolsonaro — vide general Augusto Heleno (ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional) e o vice general Hamilton Mourão — avalia que Juan Guaidó fracassou pela “precipitação”, “desorganização”.

Para os militares, o fracasso de ontem fortaleceu o presidente Nicolás Maduro e enterrou de vez a possibilidade de golpe de Estado na Venezuela.

A opção bélica não está nos planos das Forças Armadas e o Congresso Nacional chamou para si o poder de decisão sobre hipotética declaração de guerra contra o país caribenho, de acordo com as palavras do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Maia respondeu Bolsonaro que achava ser de competência exclusiva do presidente da República de “Senhor da Guerra”. Nada disso. A Constituição Federal outorga esse papel ao parlamento. Fontes dessa matéria, Plantão Brasil e Esmael.

 

 

EUA oferecem ajuda a quem trocar de lado e apoiar Juan Guaidó


Mesmo após a neutralização do golpe, Donald Trump lança nova cartada para tentar coagir civis e militares venezuelanos. Presidente dos EUA também faz ameaças a Cuba. Na ONU, Venezuela anuncia fracasso da ofensiva contra Maduro.

Essa cede de invadir a Venezuela a qualquer custo já está, de certa forma, declarando que o real interesse é na riqueza do país, que certamente o Graidó entregaria tudo aos EUA, a exemplo do governo brasileiro.

 

Donald Trump Venezuela Sanções
Donald Trump (reprodução)

Após o golpe fracassado na Venezuela nesta terça-feira (30), o governo dos Estados Unidos ofereceu alívio nas sanções a aliados de Nicolás Maduro que mudarem de lado e passarem a apoiar o líder de oposição Juan Guaidó, autoproclamado há quase cem dias presidente interino venezuelano.

O afrouxamento das sanções diplomáticas e econômicas inclui medidas impostas à PDVSA, petrolífera da Venezuela que teve seus ativos bloqueados.

Em nota do Departamento do Tesouro americano publicada em inglês e espanhol, o governo Donald Trump afirma que os EUA se unem ao povo venezuelano e a Guaidó “em oposição ao regime ilegítimo de Maduro”.

“O caminho para o alívio das sanções para indivíduos e entidades alinhadas com o ilegítimo regime de Maduro, incluindo instituições como a PDVSA, é mudar seu comportamento e apoiar o líder eleito democraticamente da Venezuela e aqueles que buscam restaurar a democracia”, diz o texto.

A nota do Tesouro americano diz que o caminho para afrouxamento das sanções a aliados de Maduro é justamente a mudança de posição.

John Bolton, assessor de segurança nacional da Casa Branca e expoente da linha-dura do governo Trump contra Maduro, passou a terça publicando comentários nas redes sociais sobre a crise venezuelana.

Segundo ele, “a única rota” para o alívio das sanções a indivíduos e entidades alinhadas a Maduro é “aceitando a oferta generosa de anistia de Guaidó”.

Ameaças contra Cuba

Ainda nesta terça, Donald Trump ameaçou intensificar o embargo sobre Cuba e impor sanções “de maior nível” contra a ilha, se as forças militares e de inteligência cubana que, segundo Washington, estão infiltradas na Venezuela, não cessarem suas operações no país. Cuba nega que haja militares da ilha em solo venezuelano.

“Se tropas e milícias cubanas não cessarem imediatamente suas operações militares e outras com o propósito de causar a morte e a destruição da Constituição da Venezuela, um embargo completo e cheio, acompanhado de sanções do mais alto nível, serão colocados sobre a ilha de Cuba”, escreveu Trump no Twitter.

O presidente ainda afirmou que espera que “todos os soldados cubanos retornarão prontamente e pacificamente à sua ilha”.

Justificativa do fracasso

Nas redes sociais, Bolton tentou justificar o fracasso da ofensiva contra Maduro. “É muito importante que três figuras do regime Maduro que estiveram falando com a oposição nos últimos três meses cumpram seu compromisso de alcançar uma transição pacífica de poder de Maduro para o presidente interino Juan Guaidó”, afirmou.

As ‘figuras’ citadas por Bolton são o ministro da Defesa da Venezuela (chefe das Forças Armadas), Vladimir Padrino, o chefe da Inteligência venezuelana, Ivan Rafael Hernández Dala, e o presidente do Supremo, Maikel Moreno. Segundo Bolton, eles teriam se comprometido a trair Nicolás Maduro, mas não o fizeram.

“Todos concordavam que Maduro tinha de sair”, afirmou. “Eles precisam agir nesta tarde para trazer outras forças militares para o lado do presidente interino”. A expectativa dos EUA não se concretizou e Maduro conseguiu neutralizar o golpe.

O senador republicano Marco Rubio endossou a fala do conselheiro em um post nas redes sociais e acrescentou: “Estou vendo tuítes de apoio a Maduro de alguns oficiais de alta patente na Venezuela que estavam trabalhando para derrubá-lo. Sejam espertos, não atrasados”.

Embaixador na ONU

O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, afirmou que o governo e todas as instituições conseguiram derrotar mais uma tentativa de tomar o poder. O embaixador ressaltou que nenhuma vida foi perdida durante os confrontos desta terça-feira e que o que aconteceu foi uma “operação midiática”.

“Guaidó está mandando as pessoas serem carnes de canhão nas ruas, está buscando sangue, para ver se gera algum tipo de comoção que possa ser usada nos meios de comunicação”, disse o diplomata.

“A parte militar do golpe acabou. Estamos dissolvendo as pessoas que foram enganadas por estes senhores Guaidó e Leopoldo López”, continuou.

Moncada disse ainda que o que aconteceu na Venezuela nesta terça-feira foi um típico golpe articulado pelos Estados Unidos na América Latina, mas que, desta vez, a ação fracassou.

Outro sinal de que a tentativa de derrubar Maduro não alcançava seu objetivo foi a confirmação, esta tarde, pelo porta-voz da Presidência brasileira, Otávio Rego Barros, de que 25 militares venezuelanos pediram asilo na embaixada brasileira na Venezuela.

O paradeiro de Guaidó não estava claro no final da tarde de terça. Mais cedo, o procurador-geral venezuelano, Tarek William Saab, alertou que o Ministério Público está juntando provas contra os “reincidentes nesta tentativa de atividade conspiratória à margem da legalidade”. Fonte Pragmatismo.

Proposta de Bolsonaro legaliza milícias do campo, diz advogado


Para André Lozano, presidente quer a volta dos jagunços com projeto de lei que libera quem matar em defesa da propriedade privada. Pastoral acusa Bolsonaro de jogar culpa nos que lutam para sobreviver

O Jornal GGN lembrou muito bem, que uma feira de tecnologia para o agronegócio serviu de palco para mais um anúncio polêmico do presidente da República. Em discurso aos ruralistas, na segunda-feira (29), Jair Bolsonaro (PSL) prometeu enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que permita matar em defesa da propriedade privada ou da própria vida, sem punição.

Para o advogado criminalista André Lozano, a promessa de Bolsonaro traz basicamente a legalização de milícias no campo. “Obviamente milícias que sejam formadas por proprietários, pertencentes ao agronegócio, que façam negociação de terra, que ganhem dinheiro com especulação de terras.”

Coordenador do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), Lozano lembra que o Código Penal já prevê causa de exclusão da ilicitude, da ilegalidade, quando fala em legítima defesa. “Imagine que um delinquente entre para roubar a casa de uma fazenda e o proprietário vendo isso acaba atirando nesse ladrão. Nesse caso ele etária amparado pela legítima defesa”, explica. “O que não pode é o excesso – e me parece que é isso que o Bolsonaro quer propor. Ele quer que se possa matar no campo sem problema nenhum sob pretexto de defender a propriedade. Ou seja, nesse exemplo, mesmo com o bandido rendido o proprietário o executasse.”

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou nota por meio da qual repudia as declarações de Bolsonaro e também classifica o projeto de lei anunciado, como licença para a atuação de milícias no campo. “A fala irresponsável do presidente dá carta branca a quem historicamente tem usado da violência contra os povos e comunidades do campo e trabalhadores do setor agrícola”, diz a CPT, em nota, observando que os crimes no meio rural decorrentes de conflitos por terra acumulam 1.466 ações violentas de 1985 a 2018, culminado com 1.938 mortes. no campo, em 1.466 ocorrências. “Destas ocorrências, somente 117 responsáveis pelos assassinatos foram a julgamento, tendo sido condenados apenas 101 executores e 33 mandantes. Por estes números vê-se que o ‘excludente de ilicitude’ já existe na prática!”

A nota da CPT explica que o objetivo de Bolsonaro é jogar a culpa da violência no campo nos sem-terra que lutam por um pedaço de terra para sobreviver, nos indígenas e quilombolas que buscam por regularização e justiça fundiária. “Como disse com suas próprias palavras, ‘é uma maneira de ajudar a violência no campo’. Mas, como sempre, alguém precisa traduzir o que ele queria dizer (…) Até quando, nós, cidadãos e cidadãs deste País, vamos tolerar na Presidência da República estas sandices e suas intenções anti-Nação?”

Ruralistas e pena de morte
O advogado André Lozano alerta para uma coisa “ainda mais absurda” que pode acontecer caso esse PL seja aprovado. “O proprietário rural invadir assentamos para fazer massacres porque em tese a terra dele estaria correndo risco de ser tomada pelos movimentos sociais. É um exemplo extremo, mas que poderia estar legitimado pelo projeto de lei ou pela interpretação jurídica.”

Os registros da CPT informam que entre 1985 e 2018, foram assassinados 1.938 trabalhadores em conflitos no campo, em 1.466 ocorrências. Somente 117 responsáveis pelos assassinatos foram a julgamento; 101 executores e 33 mandantes foram condenados. “Por estes números vê-se que o ‘excludente de ilicitude’ já existe na prática!”, ressalta a nota.

“O que Bolsonaro está querendo é voltar para o tempo do coronelismo, dos jagunços no campo, o que é extremamente perigoso. E um retrocesso enorme!”, critica Lozano, lembrando que a Constituição proíbe a pena de morte.

“Nesse caso, permitir ao proprietário rural o poder de decidir sobre a vida, seria dar a ele uma função de julgador. Ele estará julgando e executando uma pena, sem ter competência para tanto. E uma pena de morte!”, avalia o criminalista. “É muito diferente de uma questão de legítima defesa em que se tenha a necessidade imediata de proteção, quando se precisa agir naquele momento ou seu direito vai morrer. É uma autorização para que os proprietários rurais matem pessoas que eles acreditem que possam violar o direito à propriedade deles. Nesse sentido é inconstitucional.”

 

 

 

 

Sobrevivente à queda de prédio no Centro de SP, mãe reencontra filho que deu para adoção em 1994: ‘Pedi muitas desculpas a ele’


Por Kleber Tomaz, G1 SP

Sobrevivente à queda de prédio no Centro de SP, mãe reencontra filho que deu para adoção e
G1 SP
Sobrevivente à queda de prédio no Centro de SP, mãe reencontra filho que deu para adoção e pede desculpas a ele

Sobrevivente à queda de prédio no Centro de SP, mãe reencontra filho que deu para adoção e pede desculpas a ele

incêndio e a queda do Edifício Wilton Paes de Almeida, ocorrido há exatamente um ano, em 1º de maio de 2018, deixou sete moradores mortos, dois desaparecidos e famílias sem ter onde morar no Centro de São Paulo. Mas o acidente serviu também para unir uma sobrevivente e um filho biológico que ela deu para adoção em 1994. O menino foi adotado por um casal da Suíça e mora no país europeu.

Uma foto de Ana Paula chamou a atenção do jovem que decidiu procurar a mãe biológica entre os sobreviventes da tragédia. Esse reencontro entre mãe e filho aconteceu no dia 4 de fevereiro deste ano e foi revelado em 27 de março pelo jornal Folha de São Paulo.

“Foi muito difícil para mim. Foi muito emocionante porque aquilo ali doeu muito. Eu pedi muitas desculpas para ele. Mas eu fiz aquilo [sobre dar o filho à adoção] para o bem dele”, lembra Ana Paula.

Prédio desaba durante incêndio no Centro de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Prédio desaba durante incêndio no Centro de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Em 1994, a ambulante Ana Paula Archangelo dos Santos havia dado à luz a Vitor Leonardo Archangelo dos Santos. Mãe de outras duas crianças à época e sem condições financeiras de criar o terceiro filho, ela o deu à doação.

“Não deixei porque eu quis. Eu precisava”, diz Ana Paula, atualmente com 48 anos, em entrevista nesta semana ao G1.

Casal suíço

No primeiro plano, Ana Paula abraça o filho biológico Kilian, que foi adotado pelo casal suíço Yvonne e Franz Imwinkelried em 1995 — Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

No primeiro plano, Ana Paula abraça o filho biológico Kilian, que foi adotado pelo casal suíço Yvonne e Franz Imwinkelried em 1995 — Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

O casal suíço Yvonne e Franz Imwinkelried levou a criança do Brasil à Europa. Ele tinha apenas três semanas de vida. Lá, em Fiesch, nos alpes suíços, Vitor ganhou novos nome e sobrenome: Kilian Imwinkelried.

“Esse garoto ganhou na ‘loteria’ a chance de ter uma vida digna”, disse ao G1 o juiz aposentado Antonio Augusto Guimarães de Sousa a respeito da ida do filho de Ana Paula à Suíça. O então magistrado foi responsável pelo processo internacional de adoção do bebê à época.

Desde então Ana Paula não teve mais contato com o filho. Não sabia quem o adotou e nem para onde ele foi. Para não sofrer também não o procurou.

“Nem sabia se estava vivo porque dei ele no hospital há muitos anos, dizendo à assistente social que eu não podia criá-lo”, afirma a ambulante sobre o filho prematuro que teve, após oito meses de gestação.

Foto do Instagram de Kilian mostra ele esquiando na Suíça, onde trabalha numa seguradora — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/redes sociais

Foto do Instagram de Kilian mostra ele esquiando na Suíça, onde trabalha numa seguradora — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/redes sociais

Em busca da mãe biológica

Mas no ano passado Kilian quis conhecer a mãe biológica. Antes ele não deseja isso. Mas depois mudou de ideia.

Uma foto de Ana Paula, feita pela fotógrafa Marlene Bergamo e publicada em 22 de novembro na Folha, mostrava sobreviventes do prédio que caiu num acampamento improvisado no Largo do Paissandu.

Essa imagem chamou a atenção de Kilian pela semelhança física entre eles. Além disso, o sobrenome Archangelo dos Santos que aparecia na legenda era o mesmo que ele tinha nos documentos de seu registro brasileiro. O nome do pai biológico não é mencionado nos papéis.

Kilian então entrou em contato com a jornalista e pediu para ela ajuda-lo a localizar a mãe. Ana Paula foi encontrada e ele veio ao Brasil.

Reencontro

“Agradeço à Marlene sempre por ajudar e encontrar minha mãe biológica”, se emociona Kilian em conversa com o G1. Ele conversou com a reportagem em inglês, já que não fala português.

“A assistente social deu um jeito, deu ele para uma família boa, uma família que podia criar ele”, comenta a ambulante sobre os pais adotivos do filho, Yvonne e Franz.

Famílias que moravam no prédio que pegou fogo e caiu acamparam no Largo do Paissandu em 2018 — Foto: TV Globo/Reprodução

Famílias que moravam no prédio que pegou fogo e caiu acamparam no Largo do Paissandu em 2018 — Foto: TV Globo/Reprodução

Mãe faz bicos

O casal suíço aparece numa selfie tirada por Kilian juntamente com Ana Paula no Largo Paissandu e enviada por ele à reportagem (veja a foto acima, no início desta matéria).

“Foi muito emocionante, intenso e inacreditável acreditar no que está acontecendo”, comemora Kilian sobre rever a mãe brasileira juntamente com seus pais país suíços.

“E agora ele veio atrás de mim. E eu tratei ele como se fosse meu filho porque ele é meu filho”, se alegra Ana Paula.

Kilian também conheceu os irmãos brasileiros. Ao todo, Ana teve oito filhos, mas um deles morreu assassinado no dia 10 de maio de 2017 na frente do prédio que desabou. Ele era o mais velho, tinha 29 anos. O mais novo tem 3 anos. Atualmente são cinco garotos e duas meninas, todos frutos de relacionamentos que ela teve.

“Deus é tão maravilhoso que me tirou um filho e me deu outro”, se emociona Ana Paula, que faz bicos vendendo café da manhã com o marido atual. “Já apanhei de polícia na rua. Levei borrachada e levaram minhas garrafas de café. Jogaram meus bolos no chão.”

Um dos prazeres de Kilian é cantar — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/Redes sociaisUm dos prazeres de Kilian é cantar — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/Redes sociais

Um dos prazeres de Kilian é cantar — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/Redes sociais

Kilian ajuda mãe com aluguel

Kilian trabalha numa seguradora na Suíça e estuda economia. Seu prazer é cantar. Do país europeu ele envia dinheiro para Ana Paula conseguir pagar o aluguel da casa onde mora com o companheiro e alguns dos filhos.

“Todo mês ele manda dinheiro para mim. Para eu pagar meu aluguel. Ele foi uma bênção na minha vida porque eu estou há mais de 5 anos desempregada”, agradece Ana Paula, que perdeu seus bens e o apartamento onde morava no prédio após o fogo destruir tudo há exatamente um ano.

O grande sonho dela, porém, é conseguir um emprego com carteira de trabalho registrada. “Eu quero emprego para eu ter meu dinheiro digno”.

Kilian, que voltou para a Suíça após o reencontro, espera que ela consiga isso quando ele retornar ao Brasil em dezembro. “É claro que eu a perdoo”, diz ele a respeito de Ana Paula tê-lo dado a adoção.

 

 

Lutador de Jiu-Jitsu vende balas na Paulista pra competir na Europa


Fernando Silva - Fotos: reprodução / Instagram / RádioMoóca
Fernando Silva – Fotos: reprodução / Instagram / RádioMoóca

Claro que a notícia boa seria se o lutador Fernando tivesse apoio financeiro do governo para representar o país lá fora, mas como não tem, ele arregaçou as mangas e está dando um exemplo de garra e determinação para realizar seu sonho.

Fernando Silva, de 24 anos, está vendendo balas na Avenida Paulista, em São Paulo, para juntar dinheiro e conseguir participar do Campeonato Europeu de Jiu-Jitsu. Com sua simpatia e muitas medalhas, ele tem conseguido apoios que nem imaginava, como o do humorista Whindersson Nunes.

“Até mesmo o humorista Whindersson Nunes me parou ontem, 26, no farol, me deu uma moral e falou que vai voltar pra buscar mais balinhas”, disse o atleta em entrevista ao SóNotíciaBoa.

Nascido e criado em Carapicuíba, na periferia de São Paulo, Fernandinho, como é conhecido, tem chamado a atenção de quem passa perto do Conjunto Nacional, na esquina da Paulista com a Rua Augusta.

Com as balinhas, a alegria e seu sorriso, ele faz arrecadações no trânsito.

“Eu to surpreso com movimento de pessoas se mobilizando pela minha causa”, comemorou.

R$ 7 mil

Fernando tem que levantar 7 mil para a viagem e calcula que já conseguiu 1 mil reais vendendo as balinhas.

“[Agora preciso] de 6 mil reais pra ir ao Europeu de Jiu-Jitsu em Portugal em janeiro [de 2020]”. O dinheiro é para pagar passagens e estadias durante o campeonato internacional”, conta.

No ano passado Fernando não conseguiu viajar exatamente por falta de apoio. Pra evitar a mesma decepção, este ano ele começou o trabalho de arrecadação mais cedo e foi para as ruas, sem medo de ser feliz.

“Já tenho uma caminhada no Jiu-Jitsu, apenas em competições nacionais. Venho me destacando em alguns campeonatos porém por falta de recursos não fui ainda ao mundial, nem ao europeu”, contou em entrevista ao SóNotíciaBoa.

Medalhas do Fernando - Foto: arquivo pessoal

Medalhas do Fernando – Foto: arquivo pessoal

Trabalha e estuda

Para se manter e pagar os estudos, Fernandinho trabalha em uma academia.

“Dou aula para crianças pra pagar a faculdade de Nutrição semipresencial. Hoje trabalho em uma academia de jiu-jitsu em Barueri. Tenho o apoio da minha academia pra custear alguns campeonatos locais. [Porém] com o salário que recebo dando aulas para crianças não tenho a possibilidade de bancar os custos de uma viagem para campeonatos maiores”, contou.

E ele contou ao SóNotíciaBoa que acaba de conquistar mais um apoio: de uma casa de fast-food saudável, em troca de postagens no Instagram do atleta.

“Essa semana a galera da Oakberry da Augusta me procurou e me deu uma força.  Me chamaram pra um job exatamente pelo meu perfil. Gosto de trocar ajuda por trabalho, ou por algo como as balas chegar ao objetivo ralando”.

Vaquinha

Neste fim de semana Fernando abriu uma vaquinha eletrônica.

Acesse aqui para ajudar.

Se preferir, aqui vai a conta dele:

Fernando Ribeiro da Silva
Banco Inter
Agência: 0001-9
Conta: 1.762.441-0
CPF: 435.375.278-29

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa