Estudante mata ao menos 19 pessoas em um colégio da Crimeia com uma bomba e um fuzil


Autoridades dizem que se trata de um aluno de 18 anos que se suicidou. Há cerca de 50 feridos

Pelo menos 19 pessoas morreram e 50 ficaram feridas nesta quarta-feira por causa da explosão de uma bomba e de um ataque com fuzil numa escola profissionalizante na cidade de Kerch, na Crimeia. A maioria das vítimas é de adolescentes, vitimados pelos disparos. A bomba usada na ação era de fabricação caseira, segundo fontes da Guarda Nacional russa citadas pela agência TASS. Fontes da investigação classificaram o incidente como um assassinato em massa, descartando que se tratasse de um atentado terrorista.

Serviços de emergências depois da explosão nesta quarta-feira em Kerch (Crimeia). VÍDEO: REUTERS-QUALITY

O governador da Crimeia, uma península antes pertencente à Ucrânia e anexada pela Rússia em 2014, declarou que o suspeito do ataque é um estudante de 18 anos, Vladislav Rosliakov, que se suicidou em seguida, informa a agência Reuters, embora o Comitê Nacional Antiterrorista não descarte que outros agressores tenham participado.

Estudante mata ao menos 19 pessoas em um colégio da Crimeia com uma bomba e um fuzil

Vários funcionários e a própria diretora do centro de formação profissional, que não se encontrava no local no momento, disseram que um homem armado entrou no colégio, deixou a bomba na cantina e depois começou a disparar a esmo. “Todo mundo corria. Vi uma garota caída no chão. Havia outro menino que estava sendo ajudado a caminhar porque não podia se mover sozinho. A parede estava coberta de sangue. Todo mundo estava assustado. As pessoas choravam”, relata Anastasia Yenshina, uma aluna de 15 anos.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que os motivos do massacre estão sendo estudados com atenção e expressou suas condolências aos familiares das vítimas.

A cidade portuária de Kerch se encontra entre o mar de Azov e o mar Negro. Em maio passado, Putin inaugurou aqui uma ponte de 19 quilômetros que une a península da Crimeia com a cidade russa de Krasnodar. Cumpriu-se assim o velho sonho do líder do Kremlin de estabelecer um cordão umbilical entre estes dois territórios. Com informações do El PAÍS.

 

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2 em cada 3 adolescentes dizem consumir bebidas açucaradas no Brasil


Por G1

Dos mais de 80 mil adolescentes avaliados, 52,8 mil consomem bebidas açucaradas — Foto: Ernesto Rodriguez/PixabayDos mais de 80 mil adolescentes avaliados, 52,8 mil consomem bebidas açucaradas — Foto: Ernesto Rodriguez/Pixabay

Dos mais de 80 mil adolescentes avaliados, 52,8 mil consomem bebidas açucaradas — Foto: Ernesto Rodriguez/Pixabay

Dois em cada três adolescentes avaliados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) consomem bebidas açucaradas com regularidade. É o que dizem os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) divulgados nesta terça-feira (16) pelo Ministério da Saúde, referentes ao ano de 2018.

Foram analisados 80.438 adolescentes. Destes, 52.838 dizem consumir bebidas açucaradas (66%) – refrigerantes, sucos, chás gelados com altos índices de açúcar. Por outro lado, 69% deles – 55.316 pessoas – disseram também consumir frutas. Já o hábito de assistir televisão e comer ao mesmo tempo é comum para 68% dos adolescentes.

Consumo de alimentos entre adolescentes
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira
% de adolescentes696966665454676744444343FrutasBebidas açucaradasMacarrão instanâne…Verduras e legumesBiscoito recheado e …Hambúrguer e/ou e…01020304050607080
Fonte: Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional

Em 2016, a Organização Mundial da Saúde pediu o aumeto dos impostos sobre as bebidas açucaradas. A agência da ONU afirma que existem provas contundentes de que novos impostos cobrados sobre essas bebidas, como refrigerantes, “reduziriam proporcionalmente seu consumo”.

Um aumento de 20% dos preços desse tipo de bebida teria uma redução do consumo da ordem de 20% e um aumento de 50% reduziria o consumo pela metade, segundo a OMS.

“Dados revelam que adolescentes com obesidade aos 19 anos têm 89% de chance de ser obeso aos 35 anos, por isso é necessário investir na promoção de uma alimentação adequada e saudável, especialmente na infância e na adolescência, tendo em vista a relação de práticas alimentares inadequadas com o aumento da obesidade na população”, disse Eduardo Nilson, coordenador-substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.

PGR e Ministérios Públicos começam a temer possível governo de Bolsonaro


Órgão já sente riscos de ter autonomia e independência ameaçados por Bolsonaro, além de retrocessos em direitos. E apesar de maioria de membros do MPF serem “antiPT”, visão é de que “a fama de Bolsonaro é ainda pior”

Bolsonaro causando tumulto e agredindo outros parlamentares em frente ao antigo DOI-Codi no Rio de Janeiro – Foto: Agência Brasil
Jornal GGN – O Ministério Público Federal (MPF) começou a se preocupar com as propostas do candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL). Quando os temas foram segurança pública e lista tríplice no Judiciário, a Procuradoria-Geral da República já indicou que fará resistência às intenções do possível governo Bolsonaro.
Dentre as propostas para o Ministério Público, uma decisão tomada ainda pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva garantiu maior isonomia e fortalecimento da independência do órgão investigativo: a de que os próprios membros do MP elegem três pessoas para assumir a Procuradoria, com posterior aprovação do Senado e a última palavra do presidente da República.
O modelo de escolha do novo procurador-geral da República – partindo de uma eleição interna – foi adotado por Lula e mantido na gestão de Dilma Rousseff. Mas Bolsonaro quer acabar com isso e ter o poder de escolher, ele próprio, quem comandará o MPF.
Por isso, em seu programa de governo, o candidato do PSL não se comprometeu escolher o futuro PGR de acordo com a chamada lista tríplice. Segundo ele, caso os nomes indicados pelos próprios procuradores da República tiverem relação com a esquerda política, não assumirá o cargo maior do órgão investigativo.
Tentando minimizar o impacto dessa mudança brusca na independência e autonomia hoje garantias à Procuradoria, Bolsonaro admitiu que quer que o novo procurador-geral seja alguém do seu lado.
“Eu quero alguém no MP, caso eu seja presidente, deles – obviamente, não vai ser do Ministério Público Militar, como tem sido dito por aí –, mas que tenha realmente uma visão macro e que respeite também a Constituição e os parlamentares que têm imunidade por suas opiniões palavras e votos”, disse, distraindo do tema central.
O presidenciável foi, então, questionado se essa pessoa seria mais “à direita”. O candidato do PSL tentou se corrigir, afirmando: “Não quero alguém do MP subordinado a mim, como tiveram no passado a figura do engavetador geral da União, mas alguém que pense grande, que pense no seu país”.
Mas assumiu que quer ter o poder de controle sobre o Ministério Público: “Não queremos à esquerda. Que seja ao centro. (…) O MP é muito importante, agora se tiver um ativismo… Nós não podemos correr o risco de alguém que atrapalhe a nação”, disse.
Os planos de Bolsonaro para acabar com a lista tríplice foram mal recebidos pela atual procuradora-geral, Raquel Dodge. De acordo com coluna de Lauro Jardim, no Globo, o “temor na PGR” era “que Bolsonaro não respeite a lista tríplice e nomeie um integrante do Ministério Público Militar como procurador-geral”.
O candidato já negou a ideia de nomear alguém das Forças Armadas para o posto, mas manteve a posição de que não seguirá o modelo de independência da instituição.
E o receio do Ministério Público não fica restrito a isso. Outra proposta de Bolsonaro que foi criticada pela PGR foi a de proteger policiais que matarem pessoas em serviço. A ideia do candidato de extrema-direita é aplicar uma proteção de legítima defesa automática a policiais militares que matarem em serviço e sem que haja uma investigação do ocorrido.
Na prática, a proposta é uma impunidade à violência de policiais militares. Ele já defendeu que, se for eleito, vai aplicar a medida. E o assunto já havia sido tema de projeto de lei apresentado por ele mesmo, enquanto deputado federal, no ano passado, sem conseguir aprovação pelos demais parlamentares.
Mas com a mudança no Congresso e a bancade de 52 parlamentares do PSL que assumem a partir de janeiro do próximo ano, Bolsonaro teria apoio suficiente para fazer aprovar a medida. O candidato quer dar prioridade a essa pauta logo nos primeiros 100 dias de um eventual governo.
Ainda em junho, Dodge havia defendido o julgamento e a responsabilização de militares que cometem crimes dolosos contra a vida, durante um processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
Publicamente, a subprocuradora-geral Luiza Frischeisen também já disse que a PGR é contra a medida de Bolsonaro: “Qualquer um pode dizer que é legítima defesa, mas, para comprovar, é preciso investigar”, afirmou.
E ainda de acordo com a coluna de Lauro Jardim, a oposição do órgão investigativo deve vir contra mais e outras propostas de Bolsonaro. A avaliação que corre internamente é que, apesar de a maioria dos procuradores e da atual equipe de comando do Ministério Público Federal ser contra o PT, de modo geral, “a fama de Bolsonaro na PGR é ainda pior”.
“Principalmente por suas posições em relação aos direitos humanos e ao meio ambiente”, escreveu. “A defesa da derrubada de árvores, feita pelo general Oswaldo Ferreira, provável ministro dos Transportes de Bolsonaro, que disse que antigamente ‘não tinha o MP para encher o saco’, foi muito mal recebida. A avaliação é que caberá a Raquel ser a resistência a Bolsonaro – e ela não pensa muito diferente”, completou Lauro Jardim.
A exemplo do que ocorre a nível federal, os Ministérios Públicos estaduais também vão, aos poucos, manifestando possibilidades de oposição e resistência à candidatura e aos projetos do presidenciável da extrema-direita.
Diante da sequência de episódios de violência de eleitores de Bolsonaro contra eleitores de Haddad ou contra os movimentos do “#EleNão”, o MP do Estado de São Paulo, por exemplo, saiu em defesa “da convivência pacífica entre opiniões políticas distintas, respeito ao pensamento divergente e aos direitos constitucionais de expressão e manifestação”.
Em nota, o MP-SP ressaltou “a importância da convivência pacífica de distintas opiniões políticas em nossa sociedade, que devem ser exercidas em toda a sua plenitude, sem receio de qualquer tipo de obstáculo ou retaliação”.
E, apesar de não fazer menção direta a atos de violência estimulados pela candidatura de Bolsonaro e de seus eleitores, o órgão destacou o zelo por direitos fundamentais, o que é a contramão da bandeira defendida pelo candidato.
“Neste importante momento político vivido pelo país, que coincide com o mês em que são celebrados os 30 (trinta) anos da Carta Cidadã, apresenta-se fundamental o zelo pelos princípios que norteiam o Estado Democrático de Direito e os objetivos da República brasileira, em especial a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, e a promoção do bem de todos, sem preconceitos ou discriminação”, informou. Fonte GGN.

UMA VIAGEM AO TÚNEL DO TEMPO. VEJA AS DUAS MATÉRIAS


Comicio pelas Diretas no Vale do Anhangabau, centro de Sao Paulo. Sao Paulo, 16.04.84, foto: Matuite Mayezo/Folha Imagem

Café com Leite Notícias: Essa música aí, do Dom e Ravel, que você vai ler na matéria após a foto, que foi publicada no blog O Cafezinho, na década de 70 estourou. Na verdade no fim da década de 60 já estourava, para alimentar uma parte da população que acreditava que o país estava uma maravilha após a chegada dos homens de farda, que foi em 64. Por outro lado havia os artistas que procuravam combater os homens que davam ordens e exigiam que fossem cumpridas. O Chico Buarque de Holanda era um desses, bem como Caetano e Gilberto Gil. Existia os neutros que não “prestava serviço”, mas também não tinha coragem de arriscar o pescoço. Em 1973 chegou o Raul com canções que só mesmo um magrelo de raça como o Seixas, para dizer ao militar que sentava na cadeira grande e confortável no seu gabinete em Brasília, o seguinte… “Você é forte faz o que deseja e quer, mas se assusta com o que eu faço isso eu já posso vê…e foi com isso justamente que eu vi, maravilhoso aprendi que sou mais forte que você”. Isso num ritmo de Rockão modelo antigo, que aliás é o bom. Depois entrava com o refrão…“O que eu quero, vou conseguir, pois quando eu quero todos querem, quando eu quero  todo mundo pede mais…e pede bis”. E assim ia a letra cada vez mais provocante, o que lhe custou ter que cair fora do país e ser exilado nos Estados Unidos. Até que não foi ruim para ele la nos EUA. Depois de comer o que achava no lixo, teve a sorte de conhecer o John Lennon, inclusive ficou uns dias na sua  casa, onde ele disse terem discutido altas ideias.

Um pouco antes, exatamente em 1970, quando a televisão estava chegando nas cidades pequenas, onde só os barões poderiam compravam, o futebol estourava com a copa  de 70.  Enquanto uns vibravam com os ouvidos encostados no radinho de pilha a cada gol, principalmente os de Pelé e Garrincha, outros estavam sendo torturados ou desaparecidos para nunca mais voltarem pro seio das suas famílias.

Pois é. Realmente uma viagem no tempo. O diferencial é que hoje só existem Dons e Raveis. Bruno & Marrone e CIA que o digam. Os da CIA são o Zezé com o mano Luciano, Jorge e Mateus, Fernando e Sorocaba e todos que fazem o povo pular como pipoca sem se importar com a cabeça se afunilando. Aí fica a pergunta: e como fazer para tirar o país do escombro, caso ele venha a cair? Com quais artistas para fazer como fizeram os que puxaram a guia e levaram pro Anhangabaú, lá no centro de Sampa, nada menos que um milhão e meio de pessoas pedindo as Diretas Já. Lá estava o Milton, o Chico, o Caetano, o Gilberto, o Raul, o Lula, o Montouro, o Ulisses Guimarães e uma pancada de gente boa e eu no meio. Vencemos e tivemos um grande período de tempo bom. Chegamos até a vê o nosso país ser respeitado lá fora após a era Lula. Depois a queda com o golpe de 16 e agora acendendo a luz amarela, que fica na dependência dos eleitores para ela ficar vermelha ou voltar a ser verde. Até aqui Café com Leite Notícias.

O Cafezinho: Passo diante de um comitê do candidato Jair Bolsonaro (PSL). Sim. Tenho dificuldade de escrever este nome, mas é o nome dele, fazer o quê? Estive fazendo comprinhas na rua Halfeld, a mesma, em Juiz de Fora (MG), cenário da tal facada que levou o candidato ao segundo turno, e promete levá-lo à presidência, a persistir os seus índices nas pesquisas.

Da potente caixa de som que chama a tenção dos transeuntes saem os versos de “Eu te amo meu Brasil”, da dupla Dom e Ravel. A primeira reação é de incredulidade. Não. Eu não estou ouvindo isto. Mas a potência do som não permite que eu me iluda. Sim, aquela duplinha intragável está novamente a nos impingir os seus versos pobres, de melodia chiclete, fartamente usada pela ditadura civil-militar, inclusive em sessões de tortura, como relataram vários ex-presos políticos.

Foi como entrar no túnel do tempo. Tão assustada fiquei que olhei à volta para conferir em que tempo estava.Os trajes eram contemporâneos, portanto, eu não podia estar deslocada na época ou tampouco numa viagem ao ano de 1970, quando os artistas lançaram a canção que embalou a vitória da seleção canarinho.

Ambas foram fartamente usadas pelo ditador da vez: Médici, o verdugo. A música e a seleção. Toda bandinha de interior que se prezasse tinha em seu repertório o sucesso de Dom e Ravel para as solenidades militares, desfiles cívicos e alvoradas em dias santos.

Uma leve tontura me fez parar diante de uma vitrine repleta de calçados modernos, para organizar a respiração. (Não, não era pesadelo). Sim. Os versos de “Eu te amo meu Brasil” invadiram o meu presente e ameaçavam o meu futuro. Era como se me antecipassem o que virá, se porventura aquele senhor chegar lá, com o seu ministério fardado.

Viveremos novamente ao som de hinos marciais e musiquinhas de quinta categoria, de caráter apologético às riquezas de um país que empobreceu. Um dos versos da melodia infame, de terríveis lembranças, diz: “a mão de Deus abençoou/ Em terras brasileiras vou plantar amor”…

Deus, falando sério, acho que você errou. Em vez de amor, plantou o ódio. Deu tudo errado, meu caro. Só lançando mão de outro sucesso da época, em que o compositor e cantor Antônio Marcos falava do seu filho. Nela, ele pediu: “vem meu amigo volte logo/ Venha ensinar teu povo/ Que o amor é importante/ Vem dizer tudo de novo. Não sei se não seria mais importante um curso intensivo de política, ética e civilidade. Mas, por favor, caso ele tope vir, diga a ele que se apresse. Faltam poucos dias para o juízo final.

Mas completando aí a frase em que diz que a mão de Deus abençoou e que em terras brasileiras ele ia plantar o amor, foi certo. O amor veio anos ou décadas depois. Só que passado mais umas décadas, o capeta vem tentando botar o ódio nos corações do povo. Ele não vai conseguir…O capeta? Consegue nada!! Mas que Jesus tá quase batendo às portas, isso é certo. Esse último parágrafo foi de Walter Salles do Café com Leite Notícias.

Polícia conclui inquérito e diz que Moa do Katendê foi morto por motivação política


Segundo a polícia, dono do bar e outras testemunhas confirmaram que briga entre Moa e o barbeiro Paulo Sérgio, que confessou o crime, teve motivação política.

Mestre Moa foi morto com 12 facadas após uma discussão no Bar do João, na Bahia / Foto: Reprodução

Mestre Moa foi morto com 12 facadas após uma discussão no Bar do João, na Bahia
Foto: Reprodução

Do Correio para a Rede Nordeste

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito da morte de Romualdo Rosário da Costa, 63 anos, conhecido como Mestre Moa do Katendê e encaminhou para o Ministério Público Estadual, na última segunda-feira (15). Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), uma discussão político-partidária foi apontada como motivação para o assassinato de Moa pelo barbeiro Paulo Sérgio Ferreira de Santana, 36.

 

O crime

Mestre Moa foi morto com 12 facadas após uma discussãono Bar do João, na localidade do Dique Pequeno, no Engenho Velho de Brotas, onde bebia com um irmão e um primo, pouco depois da meia-noite do dia 8 de outubro. O autor foi preso em flagrante pela PM e confessou o crime.

Além do depoimento do homicida Paulo Sérgio Ferreira de Santana, 36 anos, o dono do bar onde aconteceu a morte, na noite de domingo (7 de outubro), entre outras testemunhas, confirmaram a polícia que posições políticas adversas iniciaram a discussão.

Após Moa do Katendê anunciar a seu voto, Paulo pagou a conta no bar, foi até a sua residência, voltou ao estabelecimento e acertou o mestre de capoeira com 12 facadas pelas costas. Um primo de Moa do Katendê também acabou ferido. JC.

Campanha esconde Bolsonaro, mas o que é público já permite afirmar: governo dele seria um desastre. Por Joaquim de Carvalho


Quem é capaz de dizer o que Bolsonaro fará em relação ao salário mínimo, à previdência, ao sistema tributário, à educação, à saúde e todos os outros temas que afetam diretamente a vida das pessoas?

A 11 dias da eleição, o candidato do PSL foge dos debates, e um dos efeitos dessa estratégia é impedir que sejam aprofundados ideias que ele e seus aliados já externaram nesta campanha.

O que ele não esconde é a bandeira do armamento e as manifestações de profundo ódio pelo PT, e tudo o que lembre a esquerda.

“Vamos metralhar a petralhada”, disse ele no Acre, na véspera de ser alvo da facada em Juiz de Fora.

A insuspeita Miriam Leitão disse algo na Globonews sobre a ausência de debate na campanha.

“Depois de ter feito a cobertura desta campanha, eu sei explicar o que o Ciro pensa, ideias boas ou ruins, eu sei explicar as ideias do PT, sei explicar as ideias da Marina, do Alckmin. Eu não sei explicar as ideias do Bolsonaro, porque a estratégia foi esconder o pensamento, não falar”, disse.

Miriam Leitão está parcialmente certa. Parcialmente.

Quando homens mais próximos de Bolsonaro começaram a expor o que poderia ser o governo dele, deu ordem para que calassem.

Foi o que aconteceu com o banqueiro Paulo Guedes, depois do que disse em palestra para público restrito realizada em uma empresa que faz gestão de grandes fortunas.

Guedes anunciou que fixaria a alíquota única de 20% para o imposto de renda e recriaria a CPMF para ajustar as contas do governo.

O candidato a vice na chapa de Bolsonaro, general Hamilton Mourão, em discurso para empresários no sul, falou que é contra o décimo-terceiro e o adicional de férias. Também foi desautorizado.

Antes da facada, Bolsonaro chegou a esboçar o que faria na área de educação, ao anunciar que implantaria o ensino à distância inclusive para o ensino fundamental — do primeiro ao nono ano, para crianças de 6 a 14 anos.

 

“Ajuda a combater o marxismo. Você pode começar com um dia por semana para baratear”, disse. Segundo Bolsonaro, há muitos pais que já preferem educar seus filhos em casa.

Na área de política externa, propôs fechar a representação diplomática da Palestina. “Não sendo um país, não teria embaixada aqui. Não pode fazer puxadinho, senão daqui a pouco vai ter uma representação das FARC aqui também”, explicou.

Em relação ao meio ambiente, propôs explorar a Amazônia em parceria com outros países. “A Amazônia é vital para o mundo, não é nossa e é com muita tristeza que digo isso, mas é uma realidade e temos como explorar em parceria essa região”, afirmou.

O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, amigo de Bolsonaro, cotado para ser ministro da Agricultura, numa pasta que absorveria o Desenvolvimento Agrário, defende o maior desmatamento da Amazônia.

Nabhan diz que, de acordo com o Código Florestal, há espaço para derrubar mais árvores da região, para manter a propriedade com 80% de floresta nativa. O presidente da UDR adianta que, num governo de Bolsonaro, acabaria o diálogo com o MST para discutir a reforma agrária.

“Se o Bolsonaro sentar com eles, será a maior decepção de quem o elegeu”, afirmou.

Nabhan aprova a proposta externada por Bolsonaro de abandonar o Acordo de Paris (de redução do aquecimento global). “Há muita lenda sobre o aquecimento global”, disse, repetindo palavras de Bolsonaro e também de Donald Trump, que deixou retirou os Estados Unidos do acordo de Paris.

São exemplos das ideia sue movem o candidato do PSL.

Na verdade, ao contrário do que diz Miriam Leitão, é possível, sim, explicar Bolsonaro, a partir dessas declarações, dadas em campanha — sem levar em consideração absurdos ditos não muito tempo atrás.

Bolsonaro, em caso de eleição, será um desastre. Simples assim: um desastre.

Ah, mas pelo menos Dilma Rousseff foi tirada do Planalto, e Lula está preso.

Dicas de Saúde: 8 alimentos para matar a vontade de comer doce


Eles vão te ajudar a não sair da dieta e a continuar saudável sem comer besteiras

abe quando bate aquela vontade incontrolável de comer doce e você não sabe o que fazer? Calma, tem como contornar essa situação de forma saudável e sem sair da dieta. Você sabia que existem alguns alimentos que substituem o doce? Ok, quando a vontade de comer uma delícia aparece é realmente bem complicado não cair na armadilha e atacar um chocolatinho, por exemplo. Mas você pode seguir outras estratégias.

8 alimentos para matar a vontade de comer doce
8 alimentos para matar a vontade de comer doce

Foto: Pixabay / Sport Life

Para não furar a dieta ou se manter comendo alimentos mais naturais, opte por esses oito alimentos indicados pela nutricionista clínica e esportiva Vitoria Falcão. Essas dicas irão ajudá-la a contornar a situação, evitando que os exageros aconteçam.

Confira 8 alimentos que substituem o doce:

ÁGUA: manter-se hidratado é uma forma de aliviar a vontade de doce, que muitas vezes aparece por desidratação, um sinal de que o corpo está precisando de água
ÁGUA: manter-se hidratado é uma forma de aliviar a vontade de doce, que muitas vezes aparece por desidratação, um sinal de que o corpo está precisando de água

Foto: Shutterstock / Sport Life

FRUTAS: contêm o seu doce natural e podem ajudar na vontade, mas cuidado para não abusar. E atenção com as frutas secas, pois elas são muito mais calóricas e densas do que a fruta in natura
FRUTAS: contêm o seu doce natural e podem ajudar na vontade, mas cuidado para não abusar. E atenção com as frutas secas, pois elas são muito mais calóricas e densas do que a fruta in natura

Foto: Shutterstock / Sport Life

COCO: ele também é considerado uma boa gordura, que ajuda a controlar a fome
COCO: ele também é considerado uma boa gordura, que ajuda a controlar a fome

Foto: Shutterstock / Sport Life

ABACATE: também é uma gordura boa que ajuda a dar saciedade
ABACATE: também é uma gordura boa que ajuda a dar saciedade

Foto: Pixabay / Sport Life

CASTANHAS: são gorduras boas que ajudam a matar a fome
CASTANHAS: são gorduras boas que ajudam a matar a fome

Foto: Pixabay / Sport Life

BANANA: também é rica em triptofano
BANANA: também é rica em triptofano

Foto: Pixabay / Sport Life

AVEIA: é rica em triptofano, que vai virar serotonina e melhora a ansiedade
AVEIA: é rica em triptofano, que vai virar serotonina e melhora a ansiedade

Foto: Shutterstock / Sport Life

CACAU: ele é um superantioxidante. Contém triptofano, matéria prima para produzir serotonina, que dá aquela sensação de prazer e bem-estar. Mas atenção: estamos falando de cacau, e não de chocolate (gordura + açúcar + leite)
CACAU: ele é um superantioxidante. Contém triptofano, matéria prima para produzir serotonina, que dá aquela sensação de prazer e bem-estar. Mas atenção: estamos falando de cacau, e não de chocolate (gordura + açúcar + leite)

Com essa dicas fica até mais fácil seguir a dieta, não é mesmo? Conte para a gente o que achou e compartilhe com seus amigos.

Haddad sobre fake news: “quem não me conhece não pode me conhecer pelo WhatsApp do meu adversário”


Do Twitter de Fernando Haddad:

Quem não me conhece não pode me conhecer pelo WhatsApp do meu adversário. Quando vejo o que falam sobre mim nas redes sociais fico perplexo. Não atinge só a mim, atinge a toda minha família. O que vale ganhar voto dessa maneira?

 

Realmente, nessa eleição, a fonte de informação foi o WhatsApp, onde sem nenhuma fiscalização, o candidato Bolsonaro montou uma equipe que tira de letra em criar mentiras e soltar no Zap, onde, já estando de prontidão para fazer viralizar, os plantonistas mergulhados na mais pura ingenuidade, ficam com a responsabilidade de espalhar essas mentiras, que ao chegar nos ainda mais ingênuos, ficam abismados com o que vêem e gritam logo, “vou votar nesse Haddad não, olha a camiseta que a sua vice está vestida”!  Onde a frase constatada que foi uma montagem pela turma do Bolsonaro, dizia o seguinte: (Jesus Cristo é travesti) Agora fica a pergunta aos leitores do Café com Leite e eleitores de uma figura dessa: Acham mesmo que quem está subindo nas pesquisas através de mentiras assim, vai mesmo fazer um governo bom? Desde 2016 que ele vem falando sobre o tal do Kit Gay, que foi comprovado que é outra mentira, inclusive o TSE fez ele remover todos os vídeos. Um pouco tarde porque durou dois anos falando no assunto,  para então, só agora  o TSE mandar remover os vídeos. Será que o TSE não poderia ter descoberto isso antes? Será que a Globo não poderia ter descoberto antes? Ontem foi divulgado uma matéria em vídeo no Globo news. que desmente a tal cartilha em que o Bolsonaro fez propaganda durante 2 anos. Só agora, praticamente na semana da eleição é desmentida a farsa. Será que os votos que ele ganhou com essa mentira agora vai perder?

Na verdade, o que mais choca não é os fake news do Bolsonaro, mais sim o que está acontecendo com os brasileiros, que acreditam encontrar verdades dentro de mentiras.

Texto depois da foto de responsabilidade do Café com Leite Notícias.

 

Veja também:

Campanha de Fernando Haddad pede inelegibilidade de Bolsonaro por abuso de poder econômico

A campanha do candidato Fernando Haddad (PT) ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido de inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) e do vice, general Hamilton Mourão (PRTB), por abuso de poder econômico. 

Na ação, o petista alega que há desequilíbrio por causa de dezenas de outdoors em apoio a Bolsonaro, que teriam sido colocados de forma ilegal em todo o país. Na peça, a campanha de Haddad cita um levantamento feito pela Procuradoria Geral Eleitoral, que mostra que os outdoors foram instalados em pelo menos 33 municípios de 13 estados. 

O petista argumentou que as propagandas revelam uma “ação orquestrada, que escapa da singela manifestação de apoiadores desavisados”. O PT citou que os custos com a locação do espaço publicitário não estão na prestação de contas de nenhum candidato e de nenhum partido. Assim, o abuso de poder econômico se configuraria porque Bolsonaro ganhando apoio financeiro que não contabilizado nos gastos de campanha, dando resultados usufruídos pelo candidato. Fonte DCM.

O frigorífico que produz carne de frango sem matar nenhuma ave


Há uma crise iminente diante do crescente apetite mundial por carne. E um nugget de frango pode ser a solução.

Bilhões de animais são abatidos anualmente para alimentar a população — Foto: PixabayBilhões de animais são abatidos anualmente para alimentar a população — Foto: Pixabay

Bilhões de animais são abatidos anualmente para alimentar a população — Foto: Pixabay

Há uma crise iminente diante do crescente apetite por carne no mundo. Será que um frango que cisca em uma fazenda em São Francisco pode ser a solução?

Em 1931, Winston Churchill previu que um dia a raça humana “escaparia do absurdo de criar uma galinha inteira para comer o peito ou a asa, produzindo essas partes separadamente”.

Oitenta e sete anos depois, esse dia chegou, como descobrimos na Just, empresa de alimentos em São Francisco, nos EUA, onde provamos nuggets de frango fabricados a partir das células de uma pena de galinha.

O frango – que tinha gosto de frango – ainda estava vivo, supostamente ciscando em uma fazenda não muito longe do laboratório.

Essa carne não deve ser confundida com os hambúrgueres vegetarianos à base de verduras e legumes e outros produtos substitutos de carne que estão ganhando popularidade nos supermercados.

Não, trata-se de carne real fabricada a partir de células animais. Elas são chamadas de diversas formas: carne sintética, in vitro, cultivada em laboratório ou até mesmo “limpa”.

São necessários cerca de dois dias para produzir um nugget de frango em um pequeno biorreator, usando uma proteína para estimular as células a se multiplicarem, algum tipo de suporte para dar estrutura ao produto e um meio de cultura – ou desenvolvimento – para alimentar a carne conforme ela se desenvolve.

O resultado ainda não está disponível comercialmente em nenhum lugar do planeta, mas o presidente-executivo da Just, Josh Tetrick, diz que estará no cardápio em alguns restaurantes até o fim deste ano.

“Nós fazemos coisas como ovos, sorvete ou manteiga de plantas e fazemos carne apenas a partir de carne. Você simplesmente não precisa matar o animal”, explica Tetrick.

Nós provamos e os resultados foram impressionantes. A pele era crocante e a carne, saborosa, embora a textura interna fosse um pouco mais macia do que a de um nugget do McDonald’s ou do KFC, por exemplo.

Tetrick e outros empresários que trabalham com “carne celular” dizem que querem impedir o abate de animais e proteger o meio ambiente da degradação da pecuária intensiva industrial.

Eles afirmam estar resolvendo o problema de como alimentar a crescente população sem destruir o planeta, ressaltando que sua carne não é geneticamente modificada e não requer antibióticos para crescer.

A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que a criação de animais para a alimentação humana é uma das principais causas do aquecimento global e da poluição do ar e da água. Mesmo que a indústria pecuária convencional se esforce para se tornar mais eficiente e sustentável, muitos duvidam que será capaz de acompanhar o crescente apetite global por proteína.

Abatemos 70 bilhões de animais por ano para alimentar sete bilhões de pessoas, destaca Uma Valeti, cardiologista que fundou a Memphis Meats, empresa de carnes fabricadas a partir de células, na Califórnia.

Segundo ele, a demanda global por carne está dobrando, à medida que mais pessoas saem da pobreza. Nesse ritmo, acrescenta, a humanidade não conseguirá criar gado e frango suficientes para saciar o apetite de nove bilhões de pessoas até 2050.

“Assim, podemos literalmente cultivar carne vermelha, aves ou frutos do mar diretamente dessas células animais”, diz Valeti.

Muitos americanos afirmam que estão comendo menos carne, mas dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos sugerem que o consumidor médio ainda vai ingerir mais de 100 quilos de carne vermelha e frango neste ano – cerca de 20 quilos a mais do que consumiam nos anos 1970.

A demanda por carne está crescendo em todo o mundo — Foto: BBCA demanda por carne está crescendo em todo o mundo — Foto: BBC

A demanda por carne está crescendo em todo o mundo — Foto: BBC

O cientista holandês Mark Post é um dos pioneiros da agricultura celular – seu primeiro hambúrguer produzido em laboratório, em 2013, custou US$ 300 mil.

Nenhuma empresa ampliou ainda a produção para servir comercialmente um hambúrguer feito a partir de células, mas Post estima que, se começasse a produzir seus hambúrgueres em massa, poderia reduzir o custo de produção para cerca de US$ 10 cada.

“É claro que ainda é muito alto”, avalia.

Se a Just conseguir fabricar nuggets de frango suficientes para vender neste ano, é improvável que seja em um restaurante americano, pois o governo dos EUA ainda está decidindo como proceder.

A maioria dos alimentos no país é regulada pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês). Mas alguns – principalmente a carne produzida convencionalmente – são controlados pelo Departamento de Agricultura (USDA, na sigla em inglês).

Então, se você compra uma pizza congelada nos EUA, o USDA é responsável pela de pepperoni e o FDA, pela de queijo.

“Há vários países na Ásia e na Europa com os quais estamos conversando”, diz Tetrick.

Segundo ele, “há uma falta de clareza” em relação à regulamentação nos EUA, enquanto o USDA e o FDA realizam audiências públicas sobre o tema.

“Acho que os países querem assumir essa liderança. Seja pela escassez de alimentos, por questões de sustentabilidade ou apenas pelo desejo de construir uma economia inteiramente nova, eles querem assumir essa liderança”, disse Tetrick.

O objetivo final é levar a “carne celular” do laboratório para grandes fábricas.

Existem atualmente dezenas de empresas que atuam nessa área e estão atraindo investidores de capital de risco do Vale do Silício e de outras regiões. Bilionários como Bill Gates e Richard Branson estão entre aqueles que investiram dinheiro na tecnologia.

O produto também conta com um benfeitor mais surpreendente: a Tyson Foods, que investiu uma quantia não revelada na Memphis Meats.

A Tyson é a maior processadora de carnes dos EUA – são cerca de 424 mil suínos, 130 mil vacas e 35 milhões de frangos processados por semana.

Então, por que a companhia estaria investindo em “carne celular”?

Ela decidiu “deixar de ser uma empresa de carne para ser uma empresa de proteína”, diz Tom Mastrobuoni, diretor financeiro da Tyson Ventures, braço de capital de risco da Tyson.

“Tomamos a decisão consciente de que seremos a maior empresa de proteínas”, acrescentou.

A tecnologia de ponta do Vale do Silício pode ser sinônimo de um espírito liberal e empreendedor, mas os EUA ainda são um país onde a tradição fala alto.

A Associação dos Pecuaristas tem um lobby forte e não há nenhum símbolo mais venerado ou romantizado na história do país do que a figura do caubói.

E, assim, os fazendeiros do Meio-Oeste estão entrando no debate sobre como este novo produto será comercializado – como carne limpa, carne celular, carne livre de abate, proteína ética ou apenas carne?

Em seu rancho em Ozarks, região montanhosa que se estende do Missouri ao Arkansas, Kalena e Billy Bruce alimentam seu rebanho de gado Black Angus, com a ajuda da filha de quatro anos, Willa.

Kalena e Billy Bruce, com a filha Willa, em seu rancho em Ozarks, nos EUA — Foto: BBCKalena e Billy Bruce, com a filha Willa, em seu rancho em Ozarks, nos EUA — Foto: BBC

Kalena e Billy Bruce, com a filha Willa, em seu rancho em Ozarks, nos EUA — Foto: BBC

“Acho que precisa ser rotulado propriamente – como proteína produzida em laboratório”, opina Billy Bruce.

“Quando penso em carne, penso no que está atrás de nós, um animal vivo que respira.”

O estado do Missouri concorda. A pedido dos agricultores, os legisladores determinaram que o rótulo de carne só pode ser aplicado ao produto do gado. É um indicio de que o rompimento com a agricultura tradicional pode estar a caminho.

“Do ponto de vista da transparência para os consumidores, para que saibam o que estão comprando e dando para suas famílias comerem, achamos que precisa ser chamado de algo diferente”, diz Kalena Bruce.

Lia Biondo, diretora de políticas de expansão da associação de pecuaristas dos EUA, com sede em Washington, diz que espera que a lei do Missouri possa ser reproduzida em outros Estados.

“Vamos deixar que essas empresas decidam como chamar seus produtos, desde que não chamem de carne”, diz Biondo.

Mas, em todo caso, será que alguém vai realmente comer esses produtos?

Frequentadores do Lamberts, restaurante tradicional do Meio-Oeste em Ozark, no Missouri, terão que ser convencidos.

“A carne deve ser criada em uma fazenda, nos campos”, declara Jerry Kimrey, trabalhador da construção civil de Lebanon, no Missouri.

A professora Ashley Pospisil, também de Lebanon, diz que prefere não comer carne à base de células.

“Eu gosto de saber de onde a carne veio, que é natural e não foi processada em laboratório”, diz ela.

Linda Hilburn, que está comendo um bife antes de ir para casa em Guthrie, em Oklahoma, concorda:

“Tem algo na criação do homem que me assusta. Só causamos destruição aqui. Eu meio que gosto da ideia da criação de Deus.”

Enquanto Hilburn está longe de ser a única a ter um pé atrás com a “comida Frankenstein”, como os críticos a rotularam, Josh Tetrick insiste que a carne feita a partir de células é totalmente livre das muitas doenças animais que afetam a produção tradicional de carne.

E ele está apostando na experiência humana a favor do progresso.

“No fim das contas, se você está falando do avanço do picador de gelo para a geladeira ou da matança de baleias para usar seu óleo em lamparinas até as lâmpadas incandescentes… mesmo que as pessoas associassem as lâmpadas ao diabo… a humanidade conseguiu abraçar algo novo.”

“Isso sempre acontece e, se eu tivesse que apostar, é o que vai acontecer em relação a isso também.” Com informações do G1.

MOTORISTA DE APLICATIVO FOTOGRAFA SEIOS DE PASSAGEIRAS E ENVIA NO WHATSAPP


Imagem foi compartilhada com a mensagem ‘Vim trazer uns peitinhos’. O caso ocorreu na cidade de Penápolis – SP.

 

Um motorista de aplicativos de carona teria fotografado passageiras que dormiam em seu carro durante uma corrida realizada na cidade de Penápolis, interior paulista, na madrugada do último domingo.

Na imagem, é possível ver duas jovens dormindo com decotes a mostra, exibindo parte de seus seios. Junto com o retrato, o motorista escreveu a mensagem “Vim trazer peitinhos” e enviou a colegas da categoria.

O caso tornou-se público após a mulher de um dos motoristas ficar incomodada com a mensagem e postá-la no Facebook, como um alerta às mulheres. Com a postagem, foi grande a revolta entre profissionais da área e passageiros de cidades vizinhas. “Repudiamos ações como essa, ele não representa a categoria”, diz Tiago dos Reis, presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Araçatuba e Região, da qual o motorista identificado apenas como “William” não faz parte.

A entidade lançou uma nota sobre o caso afirmando que “Nenhum comportamento dessa natureza é aceitável e tolerado”. Confira a nota completa:

 

 

Mais de mil pessoas estão desaparecidas após furacão nos EUA


Equipes formadas por centenas de voluntários estão buscando pessoas que perderam contato com amigos e familiares

Mais de mil pessoas continuam desaparecidas nesta quarta-feira (17), uma semana depois de o furacão Michael ter arrasado comunidades da Flórida e matado ao menos 27 pessoas nos Estados Unidos.

Danos provocados pelo furacão Michael em México Beach, na Flórida 16/10/2018 REUTERS/Terray Sylvester
Danos provocados pelo furacão Michael em México Beach, na Flórida 16/10/2018 REUTERS/Terray Sylvester

Foto: Reuters

Equipes formadas por centenas de voluntários da CrowdSource Rescue, organização sediada em Houston, estão buscando mais de 1.135 pessoas da Flórida que perderam contato com amigos e familiares, disse o cofundador da entidade, Matthew Marchetti.

A maioria dos desaparecidos é de Panama City. Muitos são idosos, deficientes, pobres ou moravam sozinhos, detalhou Marchetti. Segundo autoridades da Flórida, essas pessoas podem estar com amigos e familiares, portanto não se supõe que estejam necessariamente mortas.

Destroços, árvores e linhas de energia caídas vêm dificultando o acesso a pessoas isoladas, mas a CrowdSource disse que vários de seus relatos sobre pessoas desaparecidas resultaram da interrupção generalizada dos serviços de telefonia e eletricidade.

O saldo de mortes inclui 17 na Flórida, uma na Geórgia, três na Carolina do Norte e seis na Virgínia, de acordo com uma soma de relatórios oficiais feita pela Reuters. Autoridades disseram que legistas estão determinando se quatro outras mortes na Flórida foram causadas pela tempestade.

O furacão

furcão Michael se abateu sobre o litoral noroeste da Flórida na quarta-feira passada com ventos contínuos de 250 quilômetros por hora. O avanço da água do mar foi tamanho que demoliu casas.

Cerca de 35 mil moradores da Flórida ligaram para a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema) pedindo ajuda. Desde então, a agência já aprovou um milhão de dólares de assistência a pessoas dos 12 condados em questão, disse o porta-voz Ruben Brown em Tallahassee.

Fema distribuiu cerca de 4,5 milhões de refeições, mais de 5 milhões de litros de água e 9 milhões de conjuntos para crianças pequenas e de colo, informou ele.

Em Mexico Beach, que foi atingida diretamente, o número de desaparecidos diminuiu para três na terça-feira, disse Rex Putnal, um conselheiro municipal – um dia antes eles passavam de 30. A cidade de 1.200 habitantes havia relatado duas fatalidades na segunda-feira.

Quase 163 mil lares e negócios continuam sem energia no sudeste dos Estados Unidos. Os moradores de cidades costeiras vitimadas são obrigados a cozinhar em fogueiras e grelhas de churrasco. Com informações do Terra.

China lançará uma ‘lua artificial’ no espaço até o ano de 2020


Satélite irá iluminar área da cidade de Chengdu e deverá substituir as luzes da rua.

China enviará ao espaço um satélite de iluminação, também conhecido como “lua artificial”, no ano de 2020. O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) pelo jornal oficial “Diário do Povo”, que citou fontes da Corporação de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China (CASC, sigla em inglês).

O projeto do dispositivo, que iluminará uma área com um diâmetro de 10 a 80 quilômetros na cidade de Chengdu, começou há anos. Ele foi projetado para complementar a luz da Lua durante a noite e terá uma iluminação oito vezes superiores à original, o suficiente para substituir as luzes da rua.

A ideia é de um artista francês, que imaginou colocar uma fileira de espelhos sobre a Terra para conseguir refletir a luz do sol nas ruas de Paris durante todo o ano.

Em relação ao lançamento do satélite, algumas pessoas manifestaram sua preocupação com os efeitos adversos que as luzes refletidas no espaço podem ter na rotina diária de certos animais. Kang Weimin, um dos diretores da companhia, explicou que a luz do satélite é similar ao brilho do entardecer, por isso não afetaria os hábitos da fauna.

Consumo de cigarros pirateados ou contrabandeados cai


De acordo com estudo do Inca, produto ilegal passou de 39,7 bi para 34,9 bi no ano passado; vendas legalizadas cresceram

BRASÍLIA – Um estudo coordenado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta uma redução na proporção do consumo de cigarros ilegais no Brasil. Apresentado semana passada em Genebra, durante um encontro para se discutir estratégias conjuntas no combate ao mercado ilegal de produtos derivados do tabaco, o trabalho indica que o consumo de cigarros contrabandeados ou pirateados no País caiu de 39,7 bilhões em 2016 para 34,9 bilhões no ano passado. Ao mesmo tempo, o consumo de produtos legais aumentou, passando de 53,1 bilhões para 55,8 bilhões

“As estimativas mostram uma reversão da tendência, que era de aumento do mercado ilegal”, afirma Tânia Cavalcante secretária executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ), um acordo firmado por 181 países para reduzir e prevenir o tabagismo. “É preciso ver os próximos resultados, para avaliar se a tendência se confirma”, afirma.

Estudo foi feito pelo Instituto Nacional do Câncer
Estudo foi feito pelo Instituto Nacional do Câncer

Foto: Agência Brasil

A queda contraria previsões feitas pela indústria do tabaco. Depois de aumento de impostos, o setor acreditava que a população migraria para o mercado ilegal, o que não ocorreu. A secretária executiva lista uma série de hipóteses que podem ter contribuído para a mudança do consumo.

Apreensões de produtos ilegais em áreas de fronteira e maior fiscalização podem ter levado a uma redução da oferta.

Estratégia

O mercado ilegal é considerado por especialistas no combate ao tabagismo como um problema a ser resolvido. As estratégias para redução e prevenção do tabagismo passam pelo aumento de preços, por regras claras para embalagens e até pela composição de cigarros. Medidas que somente são implementadas no mercado formal. “Preços mais altos favorecem não apenas a redução do consumo dos cigarros, mas inibem a experimentação de cigarros por crianças e adolescentes”, disse Tânia.

Ela diz estar preocupada com a estabilização dos números de consumo de cigarro no Brasil, em 10,11%. Na faixa entre 18 e 24 anos, o porcentual de fumantes saltou de 7,4% para 8,5% entre 2016 e 2017.

Marcas de segurança

Uma nova ferramenta para a identificação de cigarros contrabandeados estará disponível no País a partir do próximo ano. A Casa da Moeda, em parceria com a empresa Ceptis, deve lançar um selo para os maços, com marcas de segurança que poderão ser reconhecidas por um aplicativo instalado em aparelhos celulares.

“Além de ser um instrumento de orientação para o consumidor, o aplicativo poderá ser usado para que Receita Federal tenha informações sobre a localização do produto ilegal”, afirma o diretor de inovação da Casa da Moeda, Ary de Santana. Onde e quando foi vendido. As informações, no entanto, somente serão transmitidas para a Receita Federal com a autorização do usuário.

Um sistema semelhante é usado no Equador. O diretor de inovação e pesquisa da Ceptis, Roberto Miyano, afirmou que foram investidos no projeto R$ 2 milhões. O novo selo para cigarros desenvolvido pela Casa da Moeda deverá ter 15 elementos de segurança – sete a mais do que o sistema atual. Entre eles, sinalizações visíveis que poderão ser identificadas pelo aplicativo.

“É uma evolução do sistema que hoje está em uso”, avaliou Miyano.

O sistema vai permitir a rastreabilidade do sistema desde a confecção até a distribuição no ponto de venda.

A compra de cigarros contrabandeados é feita muitas vezes de forma consciente pelo fumante, que busca preços mais baixos. A estimativa é de que o produto de origem ilegal custe em média metade do preço do cigarro regular. “Mesmo assim, a ferramenta é importante, porque qualquer pessoa pode fazer a identificação. Isso pode inibir o comerciante”, afirmou Santana.

Ele observou ainda que nem todos tem consciência da origem ilegal. “Para esse grupo, a ferramenta será essencial. Além disso, será mais difícil fazer a falsificação.”

A fiscalização dos produtos derivados do tabaco é feita ela Receita Federal desde 2008. Para Tânia Cavalcante, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), todos os recursos para melhorar o controle da origem do cigarro são bem-vindos. “O ideal, no entanto, é que medidas semelhantes também sejam adotadas por países vizinhos. Não podemos esquecer que muito produto ilegal vendido no Brasil tem origem em outros países.”