EUA restringem benefícios comerciais ao Brasil, sendo mais um “canto de carroceria” para Bolsonaro,


Error, no Ad ID set! Check your syntax!

PLANALTINO: O denominado “sábado de adesão” reuniu muita gente no sítio do amigo Duca


 

Prefeito Zeca e uma grande galera no sítio do Duca

O denominado sábado de adesão a Zeca Braga no dia 09 de fevereiro foi de muita descontração no sítio do amigo Duca, em Planaltino. Naturalmente o prefeito Zeca não poderia faltar bem como, fazendeiros, comerciantes e o empresário popular (Badim) que também estava fazendo parte da reunião, além  de boa parte da população planaltinense. Foi uma tarde e começo de noite  de vários assuntos, mas o carro-chefe  como sempre em ano de eleição, foi a política.

Vale lembrar que o nome de Badim também é cotado para um possível candidato a prefeito. Muita gente acha que a chapa ideal no momento seria o prefeito Zeca Braga na reeleição e Badim na vice dando uma grande sustentação na chapa, uma vez que trata-se de um nome que tem agradado ao povo da terra. Em tom não se sabe de brincadeira ou falando sério, Zeca Braga disse que em 2024 Badim será o seu sucessor com seu apoio total, caso ele, [Zeca] vá pra reeleição.

A conversa continuou entre a galera e, entre uma mordida e outra na carne que saía da churrasqueira, um bate papo com Zeca Braga e a reportagem do Café com Leite não poderia deixar de acontecer. Dentre a boa conversa com o prefeito, o trato com o ser humano, sobre tudo o mais carente da cidade, foi abordado, onde Braga disse que ele está sendo prefeito para todos os planaltinenses, não importando qual foi a sigla que recebeu  o voto de cada eleitor. Falou na melhoria na saúde e que logo terá médico 24 horas na cidade. Sem tocar em reeleição, mas sim trabalho, Zeca falou do que tem conseguido para Planaltino e o que está por vir. Informou que a primeira parte da Praça nova da cidade já está pronta para ser inaugurada, faltando apenas marcar o dia da inauguração.  Nesse caso, o que se espera é que não demore, pois a população está curiosa para ver como é a praça. Bom, pelo que foi informado, será um espaço ultramoderno que dentre os itens que serão utilizados pelo povo, consta uma academia ao ar livre com aparelhos básicos que podem mudar a saúde de quem os utilizarem.

O prefeito falou também da grande reforma que está recebendo o mercado municipal, construído há quase cinco décadas pelo saudoso Lauro Ribeiro de Novaes, porém, pela primeira vez está recebendo uma reforma de tal magnitude, na verdade, quase uma reconstrução.

Outra obra que está a caminho com recurso conseguido através do deputado federal José Nunes, é a futura praça que será atrás do mercado municipal, que será um espaço voltado mais para crianças e adolescentes.

A imagem pode conter: 4 pessoas, incluindo Zeca Braga, pessoas sorrindo, pessoas em pé e atividades ao ar livre

Zeca Braga informou ainda, que está fazendo o possível com recursos próprios e pretende continuar na zona rural e todos os povoados, que é calçamento de ruas, construção de praças e muitos outros benefícios que tiver dentro das condições da prefeitura.

finalizou o bate papo dizendo que tem consciência de que o tempo passa muito rápido e que ele tem que aproveitar para fazer o máximo que puder pela sua cidade e pelo povo, pois quando o tempo como gestor passar, ele vai poder olhar para trás e vê o que ele pode fazer e seguir a vida sendo um planaltinense junto com seus amigos.

O Café com Leite teve um breve bate papo também com o empresário Badim, sobre o que ele pensa na questão política de planaltino, uma vez que ele é um dos nomes que têm sido ventilados para futuro prefeito da cidade, também sobre a possibilidade de fazer parte da chapa de Zeca Braga, como vice. Ele respondeu que muitos assuntos ainda vão rolar, mas nem uma possibilidade pode ser descartada. Disse que o que ele mais quer é o melhor para sua cidade e toda a população. Completou dizendo que não tem críticas a fazer à atual administração, mas que é normal ele querer mais para Planaltino.

Gerson Paulo deu uma palhinha dizendo ser suspeito de falar alguma coisa sobre a administração de Zeca Braga, por fazer parte do chamado cargo de confiança, sendo secretário de administração, mas assegurou que essa gestão atual bateu todos os recordes, até mesmo de outras administrações do próprio Zeca. Gerson aproveitou e deixou ali um lembrete para a população de Planaltino, que ele é pré-candidato a vereador da cidade, pois quer dar a sua contribuição como vereador, para que Planaltino continue avançando.

Sandra ao lado do esposo Sandro e Luciney

Quando todo mundo continuava ali conversando de vários assuntos, algo fez lembrar de uma velha canção da Jovem Guarda, que diz: “Olha só quem chegou de repente, Roberto Carlos com seu novo carrão”. Não foi o Roberto, mas foi a Sandra Rabelo, conhecida em Planaltino como Sandra apenas, que desceu do seu carro vermelho e caminhou em direção do povo, sendo abraçada por muitos amigos ali presentes. Para alguns é Sandra Polêmica, mas para uma maioria é a Sandra que entra numa briga para decidir.

Claro que o Café com Leite não titubeou e logo convocou a simpática  Sandra para uma rápido Bate papo. O que surpreendeu na Sandra Rabelo, foi a sua sinceridade para responder perguntas. Quando foi perguntada sobre como está a situação dela com Zeca Braga, politicamente falando, ela foi taxativa e direta: “Apoiei Zeca na outra, depois tivemos divergências, mas tudo passa. Quando perguntada se ela vai apoiar o Zeca, pois as perguntas tinham de ser diretas para combinar com as respostas, ela respondeu que não entra numa briga pra perder, pois procura sempre estar aonde o povo estiver. ”Vou fazer uma pesquisa. Eu mesma pretendo fazer, não vou confiar em pesquisa dos outros, se der Zeca Braga na frente, é porque o povo está aprovando o seu trabalho e aí já foi. Vou apoiar mais uma vez o Braga.

Na verdade, muitas águas ainda vão passar por baixo da ponte do rio do Poço das Pedras e, quem sabe, até por cima dela já que a meteorologia indica que muitas chuvas virão daqui até outubro. Ou seja: muitos reajustes vão acontecer até lá, bem como muitos churrascos podem acontecer no sítio do amigo Duca, que aliás, ele está de parabéns pela beleza que é a sua morada, diga-se de passagem.

 

“Você faz faxina? Não, faço mestrado. Sou professora”


A professora e historiadora Luana Tolentino viralizou nas redes sociais após relatar um caso de racismo sofrido em Belo Horizonte. Na quarta 19, a docente caminhava pela rua quando foi abordada por uma senhora branca que perguntou se ela fazia faxina. Luana escreveu um depoimento sobre o caso, refletindo sobre os impactos do racismo na sociedade.

Hoje uma senhora me parou na rua e perguntou se eu fazia faxina.

Altiva e segura, respondi:

– Não. Faço mestrado. Sou professora.

Da boca dela não ouvi mais nenhuma palavra. Acho que a incredulidade e o constrangimento impediram que ela dissesse qualquer coisa.

Não me senti ofendida com a pergunta. Durante uma passagem da minha vida arrumei casas, lavei banheiros e limpei quintais. Foi com o dinheiro que recebia que por diversas vezes ajudei minha mãe a comprar comida e consegui pagar o primeiro período da faculdade.

O que me deixa indignada e entristecida é perceber o quanto as pessoas são entorpecidas pela ideologia racista. Sim. A senhora só perguntou se eu faço faxina porque carrego no corpo a pele escura.

No imaginário social está arraigada a ideia de que nós negros devemos ocupar somente funções de baixa remuneração e que exigem pouca escolaridade. Quando se trata das mulheres negras, espera-se que o nosso lugar seja o da empregada doméstica, da faxineira, dos serviços gerais, da babá, da catadora de papel.

É esse olhar que fez com que o porteiro perguntasse no meu primeiro dia de trabalho se eu estava procurando vaga para serviços gerais. É essa mentalidade que levou um porteiro a perguntar se eu era a faxineira de uma amiga que fui visitar. É essa construção racista que induziu uma recepcionista da cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, a maior honraria concedida pelo Governo do Estado de Minas Gerais, a questionar se fui convidada por alguém, quando na verdade, eu era uma das homenageadas.

Não importa os caminhos que a vida me leve, os espaços que eu transite, os títulos que eu venha a ter, os prêmios que eu receba. Perguntas como a feita pela senhora que nem sequer sei o nome em algum momento ecoarão nos meus ouvidos. É o que nos lembra o grande Mestre Milton Santos:

“Quando se é negro, é evidente que não se pode ser outra coisa, só excepcionalmente não se será o pobre, (…) não será humilhado, porque a questão central é a humilhação cotidiana. Ninguém escapa, não importa que fique rico.”

É o que também afirma Ângela Davis. E ela vai além. Segundo a intelectual negra norte-americana, sempre haverá alguém para nos chamar de “macaca/o”. Desde a tenra idade os brancos sabem que nenhum outro xingamento fere de maneira tão profunda a nossa alma e a nossa dignidade.

O racismo é uma chaga da humanidade. Dificilmente as manifestações racistas serão extirpadas por completo. Em função disso, Ângela Davis nos encoraja a concentrar todos os nossos esforços no combate ao racismo institucional.

É o racismo institucional que cria mecanismos para a construção de imagens que nos depreciam e inferiorizam.

É ele que empurra a população negra para a pobreza e para a miséria. No Brasil, “a pobreza tem cor. A pobreza é negra.”

É o racismo institucional que impede que os crimes de racismo sejam punidos.

É ele também que impõe à população negra os maiores índices de analfabetismo e evasão escolar.

É o racismo institucional que “autoriza” a polícia a executar jovens negros com tiros de fuzil na cabeça, na nuca e nas costas.

É o racismo institucional que faz com que as mulheres negras sejam as maiores vítimas da mortalidade materna.

É o racismo institucional que alija os negros dos espaços de poder.

O racismo institucional é o nosso maior inimigo. É contra ele que devemos lutar.

A recente aprovação da política de cotas na UNICAMP e na USP evidencia que estamos no caminho certo. Fonte: CartaCapital.

 

PRISÃO DE MILICIANO JÁ ERA DE CONHECIMENTO DE MINISTRO SERGIO MORO


De acordo com matéria publicada no DCM, a operação contra o ex-capitão Adriano da Nóbrega, ligado ao senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), teve conhecimento prévio do Ministério da Justiça e tentou envolver a Polícia Federal.

Dias antes da ação, uma das secretarias da pasta de Sergio Moro sondou a possibilidade de apoio de um helicóptero e alguns efetivos, a pedido da polícia do Rio. Em geral, operações sensíveis são tratadas pelos canais de inteligência entre órgãos, sem informações sobre o alvo.

Questionada, a pasta da Justiça disse que não teve envolvimento com a operação e que “não haveria nenhum motivo para disponibilizar helicópteros e policiais para a captura de apenas um foragido com esconderijo identificado”. A Secretaria de Polícia Civil do Rio informou que “a parte operacional foi realizada pela Polícia Civil da Bahia.”

(…)

 

Lei promulgada coloca fim na validade dos créditos de celulares pré-pagos na Bahia


 

Lei promulgada coloca fim na validade dos créditos de celulares pré-pagos na Bahia

[Lei promulgada coloca fim na validade dos créditos de celulares pré-pagos na Bahia]

  Por: Pixabay e Arquivo / BNews  Por: Redação BNews  0comentários

As operadoras de telefonia móvel com cobertura na Bahia não podem fixar validade nos créditos de celulares pré-pagos. Isso é o que determina o projeto de autoria do líder do PSD na Assembleia Legislativa, deputado Alex da Piatã (PSD), aprovado no Plenário da Casa, e promulgado pelo presidente da ALBA, deputado Nelson Leal (PP).  A lei 14.228/2020 foi publicada no Diário Oficial do Legislativo da sexta-feira, dia 8 de fevereiro, com vigência imediata.

A norma, segundo Alex da Piatã, visa beneficiar um número significativo de consumidores do ramo de telefonia. “O público que usa pré-pago é formado principalmente por pessoas de baixa renda. Tendo em vista que são milhões de pré-pagos na Bahia, estão, com certeza, arrecadando milhões de reais que esse público perde para as companhias telefônicas. Não faz sentido ter vencimento: não é algo perecível. É injusto!”, argumentou.

O deputado ressalta o texto da lei. De acordo com o pessedista, a matéria leva em consideração o atendimento da necessidade do consumidor na proteção dos interesses econômicos e melhorias na qualidade de vida. Também alega uma harmonia das relações de consumo como premissa do Código de Defesa do Consumidor. “Os mais pobres serão beneficiados”, garantiu.

Apesar de entendimentos sobre matérias de telecomunicações serem prerrogativas do Congresso Nacional, Alex ressalta que existe entendimento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso. “A premissa maior da lei não é regular a telefonia ou telecomunicações, mas garantir de maneira primordial o direito do Consumidor que não pode ser lesado. Temos entendimentos no STF que matérias dessa natureza podem vigorar”, justificou.

 

Brasil tem 11 casos suspeitos de novo coronavírus


Segundo o Ministério da Saúde, nenhum caso foi confirmado até o momento

[Brasil tem 11 casos suspeitos de novo coronavírus]
Foto : GOV CN

O Brasil tem 11 casos suspeitos do novo coronavírus, segundo dados divulgados ontem (9) pelo Ministério da Saúde. No total, 28 suspeitas já foram descartadas desde o começo do monitoramento. Não há confirmação de infecção pelo vírus no país.

Os estados de São Paulo e Rio Grande do Sul têm, cada um, três casos investigados. O Rio de Janeiro tem dois casos suspeitos. Os três restantes estão em Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Com informações do Metro1

 

 

Usando um lindo vestido longo vermelho, Petra Costa diz: ‘Democracia em Vertigem é uma carta de amor ao Brasil’!


(Foto: Twitter/Reprodução)

Na disputa pelo prêmio de Melhor Documentário no Oscar 2020, o brasileiro Democracia em Vertigem não levou a estatueta na noite deste domingo 9, durante cerimônia no Dolby Theatre, em Los Angeles (Califórnia), mas a cineasta Petra Costa conseguiu o feito de repercutir em todo o mundo a narrativa sobre a farsa que foi o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A produção de Petra Costa tinha concorrentes fortes: Indústria Americana, de Steven Bognar e Julia Reichert; The Cave, de Feras Fayyad; For Sama, de Waad Al Kateab e Edward Watts; e Honeyland, de Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov. Quatro dos cinco indicados eram dirigidos por mulheres, algo inédito na premiação.

No pré-Oscar, chamado de ‘tapelho vermelho’, a cineasta declarou, em entrevista ao canal TNT: “O filme é uma carta de amor ao Brasil, ao país que eu sonhava que eu ia ter, e que eu cresci tendo a certeza de que a democracia era uma coisa certa né, resultado de uma vida de luta dos meus pais, e foi muito triste perceber desde aquela primeira manifestação que eu filmei, aquilo acontecendo, semente de fascismo que tava brotando nas ruas em alguns momentos e se alastrando. Então eu acredito que isso não é da alma brasileira. Eu acho que a gente é um povo que consegue lidar com as diferenças. Claro que tem algumas perversidades institucionais, como o racismo institucional, mas esse ódio não é da alma brasileira e eu espero que a gente consiga se curar disso”.

Questionada se o Brasil tem cura, Petra defendeu a política: “A cura do Brasil depende do voto de cada um. Eu não aguento mais ouvir as pessoas falando que político é tudo igual, que todo político rouba. Isso é o segredo para a gente continuar perpetuando desigualdades que a gente tem no Brasil”.

Um trecho inédito do filme foi divulgado neste domingo 9, com uma fala do então deputado federal Jair Bolsonaro, de 2016, dizendo que cortaria fundos para as artes já que os filmes brasileiros nunca chegam ao Oscar. “Aqui está o meu presente para o presidente do Brasil”, provocou a cineasta no Twitter, compartilhando reportagem do jornalista Jamil Chade, do UOL, que divulgou o trecho (confira abaixo).

Fonte 247

 

Vereador Bidau: “Vou dar continuidade ao trabalho do Saudoso Zica, pois este mandato é dele”


“Perdemos um grande amigo e um grande vereador! Não era por esse caminho que eu queria tomar posse, mas a luta tem que continuar”

Tomou posse recentemente Janilson Dias Cruz (Bidau) que era suplente do vereador Zica, da cidade de Planaltino, num momento de tristeza e dor, como disse o próprio Bidau. A sua posse veio em função da morte do seu amigo Zica, que repentinamente, depois de ser diagnosticado complicações na sua saúde veio a óbito, deixando familiares e muitos amigos, dentre eles o próprio Bidau, como ele mesmo se mostrando muito triste, declarou.

Mas o novo vereador disse que vai procurar trabalhar muito esse resto de mandato, pois além de ser um dever do vereador, ele quer também honrar o ex-vereador Zica, que estava no seu segundo mandato, realizando um grande trabalho como parlamentar municipal.

Bidau disse que quer atuar na área social, procurando sempre saber as condições da população de cada localidade, para que ele possa gerir indicações para que a situação do povo melhore, sobretudo os mais precisos. O novo vereador comentou também que quer realizar um trabalho voltado para o esporte. Disse que vê o esporte como algo que traz saúde física e mental, e que a luta para incentivar o interesse pelo esporte aos jovens e adolescentes será uma das suas bandeiras.

Vale lembrar que faltou pouco para Bidau ser eleito diretamente na eleição passada, o que esse ano, ao que tudo indica, ele será um dos nove vereadores eleitos na cidade.

Bidau finalizou o bate papo deixando um abraço para a população de Planaltino, dizendo que não era por esse caminho que ele queria ter tomado posse, mas ninguém pode mudar os planos de Deus. “Perdemos um grande vereador, perdemos um grande amigo, mas a luta tem que continuar”, disse.

 

 

No país da informalidade, ambulantes na CPTM protestam pela sobrevivência: ‘Queremos trabalhar’


 

Henrique Carneiro de Souza repetiu, na tarde desta quarta-feira (5), sua disputa diária com o alto volume dos alto-falantes dos vagões dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), mas desta vez para protestar. Vendedor informal há oito anos, Henrique era um dos cerca de 50 marreteiros, como são popularmente chamados, que numa das plataformas da Estação Luz, centro da capital paulista, pediam liberdade de trabalho e o fim da violência praticada contra eles por agentes de segurança da companhia.

O rigor das abordagens e o aumento das apreensões de mercadorias foram as razões que provocaram o protesto, que acabou ocorrendo de forma espontânea e improvisada. “Eles colocaram uma equipe aqui e não estão deixando nós trabalharmos. Estamos só correndo atrás, olha aqui o tanto de pai de família, olha o tanto de trabalhador”, apontava o ambulante, representando o grupo.

Sob os trilhos da estação uma das maiores e mais movimentadas da Grande São Paulo, os vendedores informais gritavam “Queremos trabalhar!”, enquanto eram acompanhados pelo olhares ameaçadores de policiais ferroviários, soldados da Polícia Militar (PM) e de seguranças terceirizados, muitos deles armados. O ato durou poucos minutos, mas foi o suficiente para impedir a chegada de um trem. “Estamos fazendo essa manifestação pra ver se chega no governo, a gente quer trabalhar”, reforçava Henrique.

A “equipe” mencionada pelo vendedor é formada pelos “guardas da G8”, da empresa Comando G8, que teve licitação homologada em 21 de janeiro e presta serviços na Linha 11-Coral  desde o início deste mês, como consta em ata publicada no Diário Oficial no último dia 24. Com contrato de R$ 101 milhões, a terceirizada é uma das contratadas pela CPTM para ser responsável pelos serviços de vigilância e segurança patrimonial nas instalações dos trens.

Mas, em cinco dias de atuação, “os guardas da G8” vêm ganhando fama mesmo é pela intensificação das abordagens e por apreensões carregadas de denúncias de truculência. A G8 é a mesma empresa responsável pela segurança da unidade da loja da rede Extra Morumbi que, no ano passado, teve um dos seus vigilantes flagrados em vídeo cometendo um ato de tortura contra um suspeito de tentar furtar carnes.

“Se ele (segurança) tomar minha mercadoria e vier na educação, é uma coisa, é o serviço dele, eu vou entender. Mas tem uns que chegam na arrogância, te trata como lixo, quer te empurrar, bater, xingar… eu já tomei nome de puta, vagabunda, de um monte de coisa por causa de uma mercadoria”, contava a ambulante Kelly Caroline.

Há quatro anos no comércio irregular, Thainá dos Santos, também aponta truculência na abordagem por parte dos seguranças que ficam à paisana nos trens. “Já sofri violência deles, eles me pegaram e me jogaram para fora da estação. Eu sei que a partir do momento que eles vêem a mercadoria, eles apreendem. Tudo bem, é o trabalho deles. Agora, relar a mão em mim não é o trabalho deles, isso é abuso de autoridade”.

No país onde a taxa de desemprego recua, mas devido ao avanço do trabalho informal, Kelly e Thainá integram o contingente de 38,4 milhões de pessoas, ou 41,1% da força de trabalho, segundo o IBGE, que faz crescer expressivamente a informalidade no mercado brasileiro. Como marreteiras, as duas se solidarizam, ao mesmo tempo que concorrem pelas vendas nos trens da Linha 11, onde conseguem por mês, quando não perdem muita mercadoria, fazer “mil e pouco (reais)”.

“Correndo, entrando meio-dia, às vezes 14h, e indo embora no último trem, às 00h10, para minha casa na Cidade Tiradentes”, explicou Kelly. “Eu já trabalhei na Santa Casa, no Burger King, na limpeza, no Makro, em muito lugares, mas as vagas de emprego estão difíceis. Esses dias mesmo eu fui na entrevista, eram 30 vagas para 80 candidatos. Tá díficil.”

“Eu vendo bala, chocolate, água, tudo o que for honesto para ganhar dinheiro. Eu acho que não é errado. O comércio ambulante é errado, mas a gente quer um acordo”, acrescentava Thainá.

No protesto desta quarta, os marreteiros buscavam dialogar com a equipe da estação Luz, tentando um acordo em que algumas estações fossem liberadas para a comercialização de suas mercadorias. “Estamos fazendo isso daqui. Se não resolver, tem quantas linhas? Linha 7, 8, 10, 11, 12… junta todos os marreteiros e vamos lá no (governador de São Paulo, João) Doria”, propunha Kelly.

“Ninguém escolhe ser marreteiro, ninguém está aqui nessa opção porque gosta de ser marreteiro, mas porque cada um tem necessidade, cada um precisa do seu pão para sustentar a família e pagar seu aluguel. Não tem como eu ficar em casa sem fazer nada. E minha filha? E minhas contas? Elas não esperam”, afirmou Thainá.  “E eles (seguranças) ficam tratando a gente como marginal e isso não é certo”.

“Eles são todos policiais, né? Estão de farda, de revólver, de cassetete, com spray de pimenta, algema, eles têm autoridade para fazer o que quiserem, às vezes rola até abuso”, analisavaVitor Santos, que também é vendedor ambulante – “no português mais claro: marreteiro.”

Reprodução

Os vendedores ambulantes também apontaram diversas críticas à abordagem dos seguranças da CPTM

Sem autorização da administração ferroviária, jovens como Vitor, de 26 anos, se arriscam na informalidade ofertando os mesmos produtos que são encontrados nas lojas formais instaladas nas dependências das estações da CPTM e do Metrô. “Trabalho vendendo água, refrigerante, batata, pururuca, esse tipo de mercadoria que o público pede aqui.”

Já são dois anos na informalidade, trabalhando de oito a 10 horas por dia, de domingo a domingo. Com essa jornada, Vitor afirma que sua remuneração é de cerca de R$ 2 mil mensais. Isso quando consegue driblar a segurança. “Dá para fazer um dinheiro, mesmo nós perdendo bastante, porque quanto mais perde, mais tem que trabalhar.”

Diferentemente de grande parte das histórias que levaram trabalhadores antes com suas carteiras devidamente registradas à informalidade pelo desemprego ou mesmo pela precarização do trabalho formal, Vitor conta que for o preconceito que o forçou a recorrer ao comércio irregular na CPTM. “Eu tive um erro no passado (cumpriu pena) e hoje eu até consigo emprego, mas quando eles veem que eu tive esse erro, eles não me deixam ficar no serviço. Só que eu tenho que trabalhar, tenho que voltar com dinheiro para casa e levar coisas para minha família”, acrescentou, contando que desde domingo (2) é pai de uma menina. “Estamos (os ambulantes) na luta mesmo, sem registro, sem almoço, sem condução, sem nada, na raça.”

Do lado de dentro dos vagões, o protesto ganhava aprovação de parte dos passageiros. “Eles querem trabalhar”, afirmavam alguns. Outra passageira, que se identificou apenas como Gorete e observava de longe o ato, concordou apenas parcialmente. “A gente vê que eles querem trabalhar, mas atrapalha os passageiros. Tinha que ser do lado de fora do trem. Mas não concordo em tirar a mercadoria deles”.

O também passageiro Luiz, que gravava o ato com o celular, questionou: “De onde vem essa mercadoria deles? Eu pago imposto. Se fosse formalizado, eles pagariam imposto. Ao contrário disso, está ilegal e não é certo”. A resposta é dada pelo ambulante Henrique: os vendedores propõem justamente a formalização da atividade. De acordo com ele, a ideia é que a administração ferroviária possa destinar alguns espaços para a as vendas. “Infelizmente, a gente vive do trem, parar não vai. Se eles querem acabar com os marreteiros, têm que nos ajudar”, afirmou.

Em novembro do ano passado, a CPTM chegou a anunciar uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para capacitar e organizar os vendedores ambulantes. Na época, o doutor em Sociologia do Consumo pela PUC-SP Fábio Mariano Borges, analisou, em entrevista ao portal UOL, como esse tipo de proposta reflete a atual situação do mercado de trabalho o atual avanço da informalidade no país. “Se a gente lembrar que está na era da inteligência artificial, capacitar pessoas para vender em vagões de trem pode significar que o Brasil está perdendo o século 21”, declarou o especialista.

Em frente à linha 11, na plataforma com destino à estação Francisco Morato, o marreteiro identificado apenas como Caio representava essa contradição. Sem ter aderido ao protesto, Caio continuava suas vendas, oferecendo garrafas de água a R$ 2. Dividindo e disputando com os demais vendedores os melhores pontos, caminhava pelo vagões atento à fiscalização, mas sem muita preocupação. “Parece feira do mesmo jeito. O desemprego é muito.”

“Invasão”

Em nota à RBA, a CPTM classificou o protesto dos vendedores ambulantes como “invasão” e destacou que a “Companhia não se intimidará e continuará combatendo o comércio irregular em suas dependências”. Mas não respondeu quanto às denúncias de truculência contra os seguranças, especialmente os terceirizados. A reportagem também tentou contato com a empresa de segurança Comando G8, que não havia respondido até o fechamento desta matéria.

Fonte Diário do Centro do Mundo

Embaixador do Brasil na França reclama de atenção a caso Marielle e silêncio com o atentado a Bolsonaro


Luís Fernando Serra, embaixador do Brasil na França, e Bolsonaro

DCM

O embaixador do Brasil na França Luís Fernando Serra comparou a execução de Marielle Franco à “tentativa de homicídio do Sr. Jair Bolsonaro”.

A declaração foi feita em uma carta tornada pública nas redes pela senadora francesa Laurence Cohen (abaixo).

Trata-se de uma resposta ao pedido da parlamentar por esclarecimentos do Estado brasileiro sobre a morte de Marielle e Anderson Gomes, seu chofer.

Na carta, o embaixador diz que “os mandantes da tentativa de assassinato do Sr. Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral, tampouco foram identificados, mesmo com o executor do crime tendo sido preso e mandado para uma instituição psiquiátrica”. Continua depois da publicidade.

 

Luís Fernando Serra afirma que “este ato, na minha visão, é tão grave quanto os crimes políticos mencionados”.

Em seguida, ele critica uma suposta parcialidade da imprensa francesa.

“É com profunda consternação que eu constato que o assassinato do Sr. [Celso] Daniel e o atentado contra a vida do Sr. Bolsonaro não tiveram a mesma atenção que o assassinato de Marielle Franco e do Sr. [Anderson] Gomes, que teve mobilização até da Assembleia Nacional”.

O embaixador termina a carta ironizando a senadora: “Eu seria grato se a senhora pudesse me explicar as razões desse silêncio”.

A parlamentar reagiu com surpresa e reprovação no Twitter.

“Ele compara e lamenta ‘com uma profunda consternação’ o silêncio em torno do ‘atentado contra a vida de Bolsonaro’!”, escreveu.

 

 

 

Supremo julga nesta quinta-feira a possibilidade de trocar de aposentadoria


Agência do INSS no Rio: rombo difícil de cobrir

EXTRA. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta quinta-feira um recurso que, se aprovado pelos ministros, permite que aposentados possam trocar de aposentadoria.

Essa decisão abriria espaço para que as pessoas renunciem ao benefício e ao que já contribuíram e troquem por uma aposentadoria mais vantajosa, seja por idade ou por tempo de serviço. A mudança também é chamada de renúncia de aposentadoria ou reaposentadoria.

Na reaposentadoria, o beneficiário não conta o tempo de contribuição anterior à primeira aposentadoria e renuncia também aos valores contribuídos.

Esses casos podem ser vantajosos em algumas situações específicas, como quando o pagamento pela idade mínima é melhor do que por tempo de serviço ou quando a média das contribuições que foram feitas após a primeira aposentadoria superar o valor recebido anteriormente.

Segundo a professora de direito previdenciário, Thais Riedel, a reaposentadoria é quando o cidadão requer uma nova aposentadoria porque conseguiu novos requisitos que dariam um valor maior do benefício. continua após da publicidade.

— Vamos supor que a pessoa começou a trabalhar com 17 anos, quando ela tinha por volta de uns 40 e tantos ela consegue uma aposentadoria de salário mínimo. Então ela continua trabalhando e contribuindo e ela fez mais 15 anos e chegou aos 65 anos, por exemplo. Ela podia aposentar na idade usando só o novo tempo que daria um valor melhor — disse a professora.

Gisele Kravchychyn, diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), afirmou que a situação mais comum na reaposentadoria é quando o beneficiário se aposentou antes por tempo e depois por idade.

Kravchychyn defende que o aposentado tem direito à renúncia e não perde o direito de continuar contribuindo e se aposentar novamente. A Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Codap) e o IBDP questionaram o STF sobre a reaposentadoria.

— O direito à renúncia, por ser um benefício previdenciário um direito pessoal e voluntário, porque a pessoa se aposenta quando quer, ela pode ter cumprido os requisitos e não ter requerido os benefícios e ela não vai começar a receber. Assim também ela teria o direito de renunciar àquele benefício por completo e nessa renúncia ela passa a ser tratada como uma pessoa que não tem aquelas contribuições que ela renunciou, mas que pode ter novas contribuições — disse.

O julgamento de quinta-feira também deve determinar se o governo poderá pedir o ressarcimento de valores que já foram pagos em uma situação diferente, a de“desaposentação”.

A desaposentação acontece quando uma pessoa continua trabalhando depois da aposentadoria e decide se desaposentar para pedir um novo benefício com um valor maior, contando o tempo de contribuição que constituiu após a primeira aposentadoria. Nesse caso, o valor a ser recebido poderia aumentar.

Em 2016, o STF decidiu que o recálculo do benefício pela desaposentação não poderia ser feito e, desde então, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) defendem o ressarcimento dos valores que já foram pagos.
A partir de um pedido da Cobap, o STF vai voltar a analisar o recurso de quatro anos atrás. No documento, a confederação argumenta que o tribunal decidiu apenas sobre a desaposentação, casos em que o cidadão pretende considerar o tempo de contribuição anterior ao primeiro benefício para pedir uma nova aposentadoria.

No entanto, não se pronunciou em casos de reaposentadoria, ou seja, quando o cidadão não pretende utilizar os anos de contribuição anteriores à primeira aposentadoria no cálculo do novo benefício.

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deu uma decisão favorável aos aposentados no tema da desaposentação em 2013. Em muitos casos, os beneficiários entraram com uma liminar na Justiça para conseguir receber os valores recalculados, mas, desde a decisão contrária do STF em 2016, o governo tem feito a cobrança desses recursos.

— Na época, o STJ entendeu que é possível você se desaposentar, afinal você contribuiu e o STF falou que não, que não podia porque era matéria de ordem pública, tinha que estar previsto na lei e não estava previsto na lei — explicou a professora de direito previdenciário, Thais Riedel.

A Advocacia-Geral da União (AGU) disse que não pode revelar quantos processos e quais os valores que podem ser recebidos dos ressarcimentos, mas defendeu a viabilidade da cobrança.

“Cabe destacar que a tese defendida pela AGU nos referidos processos é pela manutenção, no todo, do que foi decidido no RE 661256, isto é, a impossibilidade da desaposentação (ou reaposentação) e a viabilidade da cobrança dos valores equivocadamente concedidos pelo Judiciário”.

No pedido da Codap, os advogados defendem que “não seria justo” fazer a cobrança dos aposentados porque as decisões que permitiram o pagamento dos valores diferentes foram anteriores ao entendimento do STF.

A professora Thais Riedel disse que o tema da desaposentação já estava pacificado no STJ e por isso muitos juízes permitiram o novo cálculo.

— Nesse caso específico da desaposentação, era um tema pacificado. A grande maioria dos juízes já estavam dando por conta da decisão da STJ. Então, já é muito complicado as pessoas não poderem se desaposentar e ainda ter que devolver, então é possível que eles deem uma modulada na decisão — comentou a professora.

Assassinado PM de batalhão de elite em São Paulo


Cabo da PM, de folga, é morto a tiros em Itaquera — Foto: Reprodução TV Globo

Do G1 SP.

Um policial militar de folga foi assassinado na noite desta quarta-feira (5) em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo.

A vítima caminhava pela calçada de um restaurante localizado na Rua Kenzo Gaia quando foi abordado por dois homens em uma moto.

O cabo Wanderley Oliveira de Almeida Junior, de 38 anos, do 4º Batalhão de Operações Especiais (Baep), foi atingido por, ao menos, nove disparos na região do rosto e do tórax, de acordo com a polícia.

O PM foi socorrido ao Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu aos ferimentos.

Imagens de câmeras vão ser usadas para tentar localizar suspeitos. A motivação do crime ainda é desconhecida.

Laudos divulgados pela Backer mostram que não haveria contaminação


cerveja belorizontina

A fabricante de cerveja Backer divulgou dois laudos, um feito pela Polícia Civil, e outro encomendado pela empresa junto ao Departamento de Química da Universidade de Minas Gerais (UFMG), mostrando que a água utilizada em seu processo de produção não apresentou contaminação por dietilenoglicol.

A Backer é investigada pela Polícia Civil desde janeiro, quando surgiram casos de internações, e depois mortes, de pessoas que teriam consumido a cerveja da marca Belorizontina, que é produzida pela empresa. Relatório divulgado nesta quarta-feira, 5, pela Secretaria de Estado da Saúde registra 30 casos suspeitos de contaminação pela substância, com seis mortes.

Apesar dos laudos, permanece, ao menos até o momento, a ausência de explicações sobre como a substância pode ter ido parar dentro das garrafas. Inspeção do Ministério da Agricultura e Pecuária apontou a presença do dietilenoglicol, e também de monoetilenoglicol, em 41 lotes de cervejas produzidas pela empresa. As duas substâncias são altamente tóxicas e têm uso comum em processos de refrigeração.

Em nota, a Polícia Civil informou que não vai comentar isoladamente nenhum resultado de laudo. O texto diz que “as amostras recolhidas tanto na cervejaria, quanto da empresa química que vendia o monoetilenoglicol, continuam sendo analisadas pelas equipes de peritos do Instituto de Criminalística (IC), de forma criteriosa. Ainda não há previsão para a conclusão da maioria dos laudos. Os que estão prontos já foram disponibilizados para os advogados da empresa, atendendo aos princípios constitucionais e modernos atinentes ao inquérito policial. A PCMG não vão comentar nenhum resultado isoladamente e falará sobre os exames, em momento oportuno, para não atrapalhar os trabalhos”.

Fonte Jornal de Brasília.

Rodrigo Maia defende aliança entre Ciro, Huck e Doria contra PT e Bolsonaro


Não é surpresa pra ninguém o Ciro se “desbandear” para o lado da direita ou centro direita, baseado no seu comportamento no segundo turno das eleições. Nem só por isso, mas também pelo fato do de ele já ter passado por enes partidos políticos, em boa parte da direita e centro. Ele tem um currículo bom e o que mais enriqueceu este currículo é a passagem dele como ministro da Integração nos governos Lula e Dilma. Neste período, ele trabalhou bem porque se sentia seguro, pois se tratava de um governo que queria e estava elevando o Brasil para um patamar que chegou a assustar os EUA. Isso é fato. Mas seguindo o caminho da mídia, da ala da direita e muitas outras instituições, o Ciro preferiu denegrir a imagem nem só do PT, mas do próprio Lula, o qual já foi seu chefe e na época ele nada falava.

Agora está sendo convidado para fazer parte do grupo do Dória, o que não é surpresa ele aceitar. Até aqui Café com Leite

(Foto: Câmara dos Deputados | Reuters | Reprodução | Gov. SP)
“Se ninguém tiver capacidade de unificar o centro, significa que o centro estará fora do segundo turno. Isso serve pro Doria, pro Luciano Huck, pro Ciro Gomes, serve para todos que estão nesse campo aqui de centro-esquerda até centro-direita, no meu ponto de vista. Se não unificar isso aqui, vai dar certamente Bolsonaro de um lado e o candidato do Lula do outro”, diz ele. Continua o texto após publicidade

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defende a construção de uma aliança entre Ciro Gomes, Luciano Huck e João Doria, nomes que ele considera de “centro”, para a eleição presidencial de 2022. “Eu acho melhor nome do centro é a unificação do centro. Esse é o melhor nome. Se ninguém tiver capacidade de unificar o centro, significa que o centro estará fora do segundo turno. Isso serve pro Doria, pro Luciano Huck, pro Ciro Gomes, serve para todos que estão nesse campo aqui de centro-esquerda até centro-direita, no meu ponto de vista. Se não unificar isso aqui, vai dar certamente Bolsonaro de um lado e o candidato do Lula do outro”, disse ele, em entrevista à Globonews.Maia, mais uma vez, reforçou sua aliança com Ciro, que tem se posicionado contra o PT. “Minha primeira filiação partidária foi no PDT. Eu tinha uma foto do [Leonel] Brizola [ex-governador do Rio] no meu… Depois eu caminhei mais para a direita, mas tenho grandes amigos e ganhei grande admiração pelo PDT. Acho que é uma partido que tem uma ótima imagem, se manteve fiel à defesa das suas posições. É de centro-esquerda. Eu acho que o Ciro Gomes tem que estar aqui com a gente”, afirmou. Veja o vídeo onde o Maia fala do assunto. Fonte do texto 247.