O secretário de Saúde da BA está certo ao sugerir renúncia a leitos de UTI a quem é contra isolamento


Fábio Vilas-Boas: secretário de Saúde da Bahia sugeriu termo no Twitter – FOTO: Leonardo Rattes/Ascom Sesab

DCM

Essa semana, um texto do sempre assertivo Pedro Cardoso nos colocou diante de um questionamento necessário sobre a nossa ideia de patriotismo, essa palavra que tem sido cada vez mais associada ao que há de pior em nosso país.

“Na minha opinião, quem se oferece ao vírus em aglomerações voluntariosas não deveria receber tratamento caso adoeça. Se o vírus é uma invenção, como dizem, que se curem sozinhos”, escreveu.

Muitos acusaram-no de antipatriota por esse texto – e que seja – mas a verdade é que ele não poderia ser mais sensato. Quem trata uma pandemia como gripezinha não se importa com a própria saúde, menos ainda com a saúde dos outros.

Quem defende abertamente uma ideia genocida não pode ser priorizado em prejuízo de quem respeita as recomendações institucionais, e quem ataca o SUS não merece ocupar seus leitos.

De acordo ao DCM, o secretário de saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, foi mais longe: sugeriu que aqueles que propõem o relaxamento do isolamento social  assinem um termo renunciando acesso à UTI e respiradores.

E tá errado?

Há quem diga que isso equivale a escolher quem vive e quem morre. Na verdade, quem se oferece ao vírus escolhe, por si mesmo, morrer. Pior ainda, escolhe morrer e matar. Portanto, aqueles que defendem essa proposição como um passo para a barbárie ainda não entenderam: a barbárie está instalada faz tempo.

Barbárie é termos direitistas se aglomerando nas ruas, com o aval e incentivo de seu presidente, em meio ao momento mais crítico da pandemia. Barbárie é colocarem o iminente colapso da economia acima das vidas humanas que serão perdidas.

Barbárie é querer que o isolamento, tão custoso para quem de fato o respeita, torne-se inútil porque uma parte do Brasil – ou um desses tantos Brasis – se recusa a tratar uma pandemia com a seriedade que ela exige.

Propor que aqueles que não respeitam o isolamento social e não seguem as recomendações das autoridades não sejam tratados – onerando, ora essa, a sociedade inteira – não é barbárie, é justiça.

Permitir que os bolsonaristas sigam aglomerando-se, militando contra o isolamento, colocando em risco as próprias vidas e as vidas dos outros, e garantir que sejam tratados caso adoeçam, equivale a reservar o sacrifício que deveria ser de toda a sociedade a apenas uma parte dela, e, seguindo à risca a nossa triste tradição, socializar apenas o prejuízo e a desgraça.

Volta e meia o atemporal conceito de contrato social volta a nos fazer questionar: o que é, de fato, viver em sociedade? Quem não atende a um chamado de colaboração coletiva em meio a uma pandemia definitivamente recusa-se a viver em sociedade. É justo, portanto, que essa mesma sociedade se recuse a se responsabilizar por sua integridade.

Se a pandemia é uma mentira, que os anti-isolamento peçam unção ao Silas Malafaia quando adoecerem, e deixem os respiradores a quem colabora com a questão de saúde pública que ora se apresenta. Se o isolamento é uma invenção da globo, da OMS e do papa – todos comunistas – que se unam ao seu mito tossindo na cara uns dos outros e fazendo buzinaço da morte.

E se há vários Brasis, que seja cada um por si:

O Brasil que compreende o isolamento como um ato de civilidade e amor ao próximo, o nosso Brasil, não merece ser dizimado por quem se entrega a uma ignorância suicida. E o Brasil que acredita que a COVID 19 é uma mentira, que viva – ou morra – como se fosse.

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Vídeo: Eduardo Bolsonaro intima Moro e Guedes a defenderem “explicitamente” o pai


Retirar Bolsonaro do poder seria ruim até para os ministros. Essa galera toda já recebeu um ‘x’ nas costas e vão ser odiados durante muito tempo (SIC)”, disse Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro em live com a deputada Caroline De Toni (Reprodução)

Em live na noite desta segunda-feira (21) com a deputada Caroline De Toni (PSL-SC), o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) cobrou dos ministros Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) que falem “publicamente, explicitamente, a favor do presidente”, Jair Bolsonaro, que estaria “sob fogo” após participação de ato golpista no último domingo (19), em que apoiadores pediram o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), além da instalação de um novo AI-5.

“O que eu gostaria de pedir é que dentro do governo mais pessoas publicamente, explicitamente, falassem a favor do presidente”, disse Eduardo.

“Porque aqueles verdadeiros guerreiros não falam só no momento da vitória, falam também nos momentos em que a gente está sob fogo”, afirmou o filho de Jair Bolsonaro, antes de citar Sergio Moro e Paulo Guedes.

“Imaginem vocês, Jair Bolsonaro saindo do poder. Como será a vida de ministros como Sergio Moro e Paulo Guedes? Vocês acham que eles teriam a vida tranquila? Eu acho que dificilmente”.

Para Eduardo, os ministros que estão no governo já receberam um “x” nas costas e serão odiados por muito tempo.

“Retirar Bolsonaro do poder seria ruim até para os ministros do Bolsonaro. Essa galera toda já recebeu um ‘x’ nas costas e vão ser odiados durante muito tempo (SIC)”.

Veja o vídeo na Revisa Fórum. Click aqui

Grávida em coma por covid tem bebê, acorda e abraça filha pela 1ª vez


Angela Primachenko e a filha - Foto: reprodução / Instagram
Angela Primachenko e a filha – Foto: reprodução / Instagram

Uma grávida de 27 anos que teve covid-19 entrou em coma por causa da doença e os médicos fizeram o parto induzido, com ela desacordada.

O bebê nasceu no dia 1º de abril e quando Angela Primachenko acordou, recuperada da doença, a filha já tinha cinco dias de vida.

A mãe russa, radicada nos Estados Unidos, precisou esperar até que os resultados dos exames dessem negativo para que pudesse se aproximar da criança.

Ela comemorou a vitória nas redes sociais.

“Chorando agora! Estou livre da covid-19! E segurando minha menina nas mãos!”, escreveu Angela em seu perfil no Instagram.

A bebê se chama Ava e está saudável. Ela nasceu sem sinais do coronavírus e aguarda a alta do hospital.

História

Moradora da cidade de Vancouver, em Washington, Angela apresentou os primeiros sinais do vírus no 22 de março, quando estava com 33 semanas de gestação, informou com o KGW8.

Dois dias depois, com febre, ela fez exame para a covid-19 e deu positivo.

Angela teve que ser internada.

No dia 29 de março, muito fraca por causa dos sintomas da doença, os médicos acharam melhor induzir o coma, para que ela pudesse usar sua energia no combate à doença.

No 1º de abril eles induziram o parto com Angela ainda em coma.

Ao todo, ela passou 17 dias no hospital, dez deles entubada.

Determinação

Valente, a mãe disse que não teve medo.

“Quando você está doente, está apenas lutando pela vida. Meu foco não era o medo; era apenas superar isso”, escreveu Angela no Instagram.

Além de Ava, ela tem uma outra filha, Emily, de 10 meses.

Com informações da CNN

Bahia precisa do isolamento social por mais, pelo menos, duas semanas, afirma Badaró


Segundo o médico, ainda não é o momento de finalizar a quarentena e retomar as atividades econômicas, como tem indicado a Organização Mundial da Saúde (OMS) em alguns países

[Bahia precisa do isolamento social por mais, pelo menos, duas semanas, afirma Badaró]
Foto : Matheus Simoni/ Metropress

O médico infectologista, pesquisador chefe do Instituto de Tecnologia em Saúde (ITS) do Senai/ Cimatec, Roberto Badaró, defendeu hoje (21) durante entrevista à Rádio Metrópole, o isolamento social na Bahia por mais, pelo menos duas semanas. Segundo o médico, ainda não é o momento de finalizar a quarentena e retomar as atividades econômicas, como tem indicado a Organização Mundial da Saúde (OMS) em alguns países.

“Itália, Espanha e outros países já começaram esse plano de retomada. Entretanto [o plano] requer uma série de atividades que a gente ainda não está fazendo. E o nosso momento é um momento diferente do que viveram e estão vivendo esses países”, afirmou. “O nosso processo de retomada tem que ser de uma forma diferente e retardada, ainda, pelo menos 2 semanas”.

Badaró explicou que, o isolamento baseia-se em seis pilares. São eles: se há uma prova científica de que a proliferação do vírus está controlado; se o sistema de saúde está capacitado para encontrar, isolar e tratar pessoas infectadas; se o risco de surto está controlado; se há medidas preventivas, como isolamento social ou material de higienização; se o controle da importação do vírus esta evidentemente controlado e por último, se a sociedade está plenamente educada e engajada para aderir às novas normas definidas.

“É um processo de aprendizado e estamos no meio dele. Saberemos se está, de fato, controlado, quando tivermos testes suficientes. Só poderemos relaxar quando houver uma parcela significativa da população com anticorpos, porque assim, as pessoas pertencentes ao grupo de risco estarão mais protegidas, já que não terão contato com a circulação do vírus”, comentou Badaró.

O médico conclui afirmando que é preciso que o poder público esteja determinado a encontrar locais onde possam levar pessoas infectadas que não possuem condições de se isolar. “Como você vai recomendar o isolamento para alguém que mora com muitas pessoas em poucos metros quadrados? É como se estivéssemos zombando delas. O poder público tem que se envolver muito”, concluiu.Fonte: Metro1

Aras pede abertura de inquérito para apurar ato pró-golpe com a presença de Bolsonaro


O inquérito ocorrerá em sigilo e vai apurar se houve violação da Lei de Segurança Nacional

O procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou nesta segunda-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito com o objetivo de apurar a suposta participação de deputados federais na organização de “atos delituosos” que pediram fechamento do Congresso e do STF. O inquérito tem como foco a mobilização onde Jair Bolsonaro discursou neste último domingo (19), em Brasília (DF).

O ocupante do Planalto, no entanto, não é alvo do inquérito. Vale ressaltar que Bolsonaro indicou Aras para a PGR desrespeitando a lista tríplice do Ministério Público. O teor do inquérito foi publicado na coluna de Bela Megale.

“O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, afirmou Aras.

Fonte 247

Marcia Tiburi: todos que votaram no Bolsonaro precisam de tratamento psicanalítico


Marcia Tiburi e Jair Bolsonaro

Em entrevista à TV 247, a filósofa Marcia Tiburi disse acreditar que todos aqueles que votaram em Jair Bolsonaro para a presidência precisam procurar tratamento psicanalítico. Isso porque, em sua avaliação, estas pessoas concordaram com o pensamento fascista de Jair Bolsonaro em algum momento e, sendo assim, necessitam revisar “sua responsabilidade para com a vida”.

Ter votado em Bolsonaro é desprezível, disse a escritora. “Aquilo que foi dito está dito. O discurso não é abstrato, o discurso é um ato de fala, aquilo que eu falo é concreto, causa efeitos, não é abstrato. Por isso que todas as pessoas, por exemplo, que votaram em Bolsonaro, que depois se arrependeram e diziam que ‘eu não imaginava que ele fosse ser tão horrível’, eu sugiro que essas pessoas vão procurar um psicanalista. O que elas fizeram é abjeto. É triste cair em uma armadilha, mas você concordar com um fascista em algum momento da sua história implica, necessariamente, na necessidade de você revisar a sua responsabilidade para com a vida. Isso não precisa ser feito com chicote em praça pública, isso deve ser feito em consultório psicanalítico para que a pessoa se enfrente com seu próprio espelho”, declarou.

com informação do 247

Mais uma pessoa se suicida em Maracás


Foto cedida por Kely Lima

Café com Leie: Maracás vem contabilizando muitos casos de suicídios, sempre com pessoas jovens e que tinham uma vida pela frente. Semana passada uma jovem cheia de vida, inclusive deixou um filhinho de dois anos, sacrificou a sua própria vida deixando uma pergunta no ar: “por que tiram as suas vidas”?  Muita gente ainda não chegou a conclusão de que tudo passa, a hora do pico passa e tudo pode mudar.

Agora foi a vez do professor de redação Dan Dias acabar com a sua vida. Mensagens e cartas escritas por Dan, atestam que ele vinha se sentindo pressionado por determinadas pessoas, que não aceitavam o fato dele ser negro e gay, o que, talvez, já tenha sido pelo fato da depressão senir essa pressão mais intensa. Nos últimos dias ele vinha pedindo socorro aos amigos alegando que não estava bem.

Quem conhecia o Dan, disseram que se trata de uma pessoa que gostava de servir e que era muito atencioso com as pessoas que o solicitava pra qualquer ajuda. Kely Lima, que o conhecia de perto, aos prantos, por telefone, falou da educação do Dan, da sua  forma de gostar de ajudar as pessoas e muitas outras qualidades. “Só não entendo é como uma pessoa assim tira a sua própria vida”, lamenou Kely. Em suas postagens no facebook ele se predispunha a fazer favores para quem tivesse mais de 60 anos ou fosse portador de alguma doença que o colocasse em grupo de risco agora na pandemia, para não ter que sair de casa. “Posso fazer isso sem cobrar nada”, diz o texto postado. (veja abaixo)

Infelizmente nessa manhã de segunda feira, dia 21 de abril, o Dan foi encontrado morto provocado por um enforcamento na sua residencia em Maracás.

Atenção jovens e pessoas de qualquer idade e que estejam passando por problemas. Procurem amigos e contem um pouco das suas histórias, esperem mais um pouco, não façam nada com as suas vidas, pois depois da hora do pico, aquele momento em que você diz que não vai aguentar, é exatamente a hora em que as coisas começam a mudar. Mas o mais importante nessas horas difíceis é pedir socorro àquele que numa cruz foi pregado para nos salvar. Peça socorro a Jesus Cristo e verá o quadro ser mudado.

Veja algumas postagens de Dan Dias

‘Impressão que tem é que o presidente não trabalha’, diz Lídice sobre Bolsonaro


Parlamentar reforçou a necessidade de se manter vigilante às ações autoritárias do chefe do Executivo

['Impressão que tem é que o presidente não trabalha', diz Lídice sobre Bolsonaro]

A deputada e relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, Lídice da Matta (PSB), questionou a eficiência do governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) e das ações contra a pandemia de coronavírus. Em entrevista à Rádio Metrópole hoje (20), a parlamentar reforçou a necessidade de se manter vigilante às ações autoritárias do chefe do Executivo.

“Nós temos que manter uma vigilância sobre essas agressões. Ao mesmo tempo que ele afronta a Constituição com essas manifestações, que não são espontâneas, são articuladas, ele está sempre se colocando contra os governadores, tentando colocar a responsabilidade dos problemas nos governadores, para se livrar da culpa de, como presidente da República, responder por isso”, disse a deputada.

“A impressão que tem é que o presidente não trabalha, passa o dia fazendo confusão, entrando em padarias e farmácias. Eu não sei bem o que ele quer com isso, mas eu não tenho dúvidas, ele quer entrar na linha do confronto defendido por Olavo de Carvalho, que era um ilustre desconhecido e continua sendo do povo brasileiro”, declarou.

Lídice saiu em defesa do isolamento social como forma de evitar a proliferação do coronavírus. “Eu sei que tem empresários que estão em desespero por causa dos seus negócios, mas a medida certa é exigir que o governo cubra os seus prejuízos, arque com uma parte deles, abrindo crédito a longo prazo, com juros baixíssimos ou sem juros. Mas não ir para uma atuação que é exigir por um fim do isolamento e, na prática, o aumento substancial das mortes no Brasil, como vimos na Espanha e Itália”, comentou.

Vale-alimentação estudantil será distribuído ao longo da semana em Salvador e mais 21 cidades do interior


(Foto: Divulgação/SEC-BA)

O vale-alimentação estudantil começa a ser distribuído, nesta segunda-feira (20), pelo Governo do Estado da Bahia, para 284 mil estudantes da rede estadual de ensino em Salvador e 21 cidades do interior do Estado. A recomendação da Secretaria da Educação do Estado é para que o estudante, o pai, a mãe ou o responsável, cujo CPF está cadastrado na escola, procure evitar aglomerações como medida de proteção, diante do combate ao novo Coronavírus, planejando a retirada dos alimentos ao longo da semana. O vale-alimentação poderá ser usado durante o período de suspensão das aulas. Parte dos estudantes receberá o benefício na Cesta do Povo e em suas lojas credenciadas, e parte, na Rede Assaí. A ida aos supermercados está orientada por escola. A lista com esta distribuição está disponível no Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br). Na lista, também tem uma indicação para que o estudante vá, preferencialmente, à rede localizada mais próxima da sua escola.

A orientação da Superintendência de  Planejamento Operacional da Rede Escolar da SEC, é que somente deve ir uma pessoa por família, mesmo que sejam dois, três ou mais estudantes beneficiados. A Rede Assaí está nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Camaçari, Juazeiro, Jequié, Ilhéus, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Guanambi, Serrinha, Senhor do Bonfim e Itapetinga. Em Salvador, as lojas Assaí estão nos bairros de Paripe, Pau da Lima e Cidade Baixa. No interior, a Cesta do Povo e as redes parceiras estão presentes nos municípios de Mata de São João, Simões Filho, Valença, Dias D´Ávila, Santo Estevão, Gandu, Santa Bárbara, Morro do Chapéu e Ituberá. O Portal da Educação (www.educacao.ba.gov.br).  Dúvidas também podem sanadas pelo telefone: 0800 284 0011.

Com informação do Jequié Reporter

Generais reprovam participação de Bolsonaro em ato pelo AI-5


De Tânia Monteiro no Estado de S.Paulo.

A presença do presidente Jair Bolsonaro na manifestação em frente ao Quartel General do Exército contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde deste domingo, provocou um “enorme desconforto” na cúpula militar. Ao Estado, oficiais-generais destacaram que não se cansam de repetir que as Forças Armadas são instituições permanentes, que servem ao Estado Brasileiro e não ao governo.

Na avaliação dos generais ouvidos pelo Estado, o protesto que chegou a pedir intervenção militar não poderia ter ocorrido em lugar pior. “Se a manifestação tivesse sido na Esplanada, na Praça dos Três Poderes ou em qualquer outro lugar seria mais do mesmo”, observou um deles. “Mas em frente ao QG, no dia do Exército, tem uma simbologia dupla muito forte. Não foi bom porque as Forças Armadas estão cuidando apenas das suas missões constitucionais, sem interferir em questões políticas.”

Eles observaram que a presença de Bolsonaro em frente ao QG teve outra gravidade simbólica. Pela Constituição, o presidente da República é também o comandante em chefe das Forças Armadas. Mesmo com cuidados para evitar críticas diretas, os generais ressaltaram que o gesto foi uma “provocação”, “desnecessária” e “fora de hora”.

(…)

O Ministro Barroso critica ações de Bolsonaro, e Marcelo Rubens Paiva vai um pouco mais à frente e já compara Bolsonaro a Hitler


O que fica difícil de entender é como um presidente quer ter êxito na sua administração, se para ele o a câmara do deputados não presta, o senado não presta, SFT também não presta, governadores não prestam, presidente da China não presta também, presidentes dos países da Europa não prestam também, e quem não pensar como ele pensa não presta e acha que vai governar bem o país. O pior disso tudo é a gene saber que  mesmo com todos esses defeitos, o que transparece uma doença psicológica, ainda consegue ter seguidores como aconteceu neste domingo 19, onde pedia a volta da ditadura, e pior, em plena pandemia de Corona vírus. Para os seguidores, só quem presta é o Bolsonaro e o que está certo é o que ele disser. Você, leitor, consegue entender um troço desse? Até aqui café com Leite Notícias

O Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, criticou manifestações realizadas neste domingo (19) em várias cidades do país pedindo fim do isolamento social e pautas como o retorno do regime militar.

“É assustador ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos de democracia. Defender a Constituição e as instituições democráticas faz parte do meu papel e do meu dever. Pior do que o grito dos maus é o silêncio dos bons (Martin Luther King)”, afirmou Barroso pelo Twitter, citando ao final uma frase do pastor e ativista norte-americano Martin Luther King.

​Em Brasília, o protesto, que ocorreu em frente ao quartel-general do Exército, contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

Além de exigirem o fim das medidas de restrição ao comércio e à circulação de pessoas para conter a disseminação do coronavírus, os manifestantes também pediam intervenção militar, fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) e até mesmo um novo AI-5, ato que instaurou a fase mais dura da ditadura.

“Só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca houve. Ditaduras vêm com violência contra os adversários, censura e intolerância. Pessoas de bem e que amam o Brasil não desejam isso”, escreveu Barroso em outra publicação.

Barroso não foi o único juiz da mais alta corte brasileira a se pronunciar sobre o ato em Brasília. Gilmar Mendes disse que “invocar o AI-5” era “rasgar o compromisso com a Constituição”.

“A crise do #coronavirus só vai ser superada com responsabilidade política, união de todos e solidariedade. Invocar o AI-5 e a volta da ditadura é rasgar o compromisso com a Constituição e com a ordem democrática #DitaduraNuncaMais”, afirmou o ministro pelo Twitter.

​O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também usou as redes sociais para criticar a manifestação. Ele disse que no Brasil, além da luta “contra o corona”, era preciso combater o “vírus do autoritarismo”.

“O mundo inteiro está unido contra o coronavírus. No Brasil, temos de lutar contra o corona e o vírus do autoritarismo. É mais trabalhoso, mas venceremos. Em nome da Câmara dos Deputados, repudio todo e qualquer ato que defenda a ditadura, atentando contra a Constituição”, disse Maia por meio do Twitter.

​Em outra publicação, Maia disse que “pregar uma ruptura democrática diante dessas mortes é uma crueldade imperdoável com as famílias das vítimas e um desprezo com doentes e desempregados.

Ex-presidentes da República se somaram ao coro dos que se indignaram com a manifestação e a presença de Bolsonaro no protesto na capital.

Pelo Twitter, Fernando Henrique Cardoso disse que a ida do presidente ao ato era “lamentável”.

“Lamentável que o Pr [presidente da República] adira a manifestações antidemocráticas. É hora de união ao redor da Constituição contra toda ameaça à democracia. Ideal que deve unir civis e militares; ricos e pobres. Juntos pela liberdade e pelo Brasil”, afirmou o ex-chefe de Estado.

​Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou sugerindo que é possível retirar um presidente do poder por meios legais.

“A mesma Constituição que permite que um presidente seja eleito democraticamente têm mecanismos para impedir que ele conduza o país ao esfacelamento da democracia e a um genocídio da população”, disse Lula pelo Twitter.

​No protesto em frente ao quartel do Exército, Bolsonaro subiu em cima de um carro e falou para os presentes.

“Eu estou aqui porque acredito em vocês. Vocês estão aqui porque acreditam no Brasil. Nós não queremos negociar nada. Nós queremos é ação pelo Brasil. O que tinha de velho ficou para trás. Nós temos um novo Brasil pela frente”, disse o presidente.

Bolsonaro publicou um vídeo dele discursando nas suas redes sociais. ;, nbvxcz/

“Todos, sem exceção, têm que ser patriotas e acreditar e fazer a sua parte para que nós possamos colocar o Brasil no lugar de destaque que ele merece. Acabou a época da patifaria. É agora o povo no poder”, acrescentou Bolsonaro durante a manifestação.

​Em outras partes do Brasil, os atos aconteceram em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Maceió, Goiânia, Salvador, Manaus, Goiânia e Recife.

No sábado (18), houve carretas em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Niterói.

Brasil soma 2.462 mortes pela COVID-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o isolamento social para diminuir a velocidade de propagação da COVID-19. O Ministério da Saúde, até o momento, vem pedindo para a população respeitar o distanciamento, embora o presidente defenda a reabertura do comércio.

Segundo o último boletim do ministério, divulgado neste domingo, o Brasil tem 2.462 mortes e 38.654 casos do novo coronavírus. Tem sido um aumento galopante.

Fonte 247

Datafolha: 64% dos brasileiros condenam demissão de Mandetta


O presidente da República, Jair Bolsonaro, cumprimenta, o ex- ministro, Luiz Henrique Mandetta, durante solenidade de posse no Palácio do Planalto

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada na noite desta sexta-feira, 17, aponta que a demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, feita por Jair Bolsonaro, foi reprovada por 64% dos brasileiros.

O levantamento, publicado pela Folha de S. Paulo, mostra que 36% consideram que a condução do governo frente à pandemia do novo coronavírus vai piorar após a saída de Mandetta, enquanto outros 32% acreditam que vai melhorar com a chegada do médico oncologista Nelson Teich para o lugar de Mandetta.

Perguntados se Bolsonaro tem capacidade para continuar liderando o país, 52% acham que sim e 44%, que não. Novamente, homens são mais favoráveis ao mandatário, com 58% de “sim”, número igual ao registrado entre moradores da região Sul, seu reduto eleitoral.

O Datafolha ouviu 1.606 pessoas por telefone, para evitar contato pessoal, e sua margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

Com infoomação do 247

Jequié, Jaguaquara e baixo sul com muitos casos de contaminação do Covid 19, vem assustando moradores de uma ampla região


10 casos foram notificados em Jequié, com dois curados

Walter Salles, Café com Leite: Com os 12 casos em Ipiaú, casos em Itagibá onde já teve um óbito, 10 casos em Jequié sendo dois desses curados, três casos em Jaguaquara e outros nas cidades de Itagi, Ibirataia e outras do sul da Bahia, a população de toda a região está muito assustada.

Em Maracás, Planaltino e toda micro região do outro lado da BR 116, até o momento não se ouviu falar em casos de contaminação. Mas com a ligação que Maracás e outras cidades do entorno têm com Jequié, há um grande perigo de surgir alguns casos. É preciso que cada um tenha consciência e fazer uma espécie de isolamento com as cidades que possuem casos. No caso de Maracás e demais cidades de perto, o perigo pode vir de outro caminho, pois Brumado que já foi notificado alguns casos, fica às margens de outra rodovia, onde viajantes que vêm das bandas de São Paulo, Minas, Goiás e outras regiões, passam em Brumado e seguem para Maracás, Planaltino e outras até cair na BR 116.

Barreiras: Em Planaltino e Nova Itarana foram criadas barreiras para que o viajante não tenha que passar por dentro das cidades. No caso de alguém querer entrar na cidade e não seja morador, vai ter que ter uma justificativa bastante convincente. Em Maracás também está tendo um trabalho muito rígido, para que não haja pessoas de fora circulando pela cidade.

Embora o presidente da República continue insistindo para abrir o comércio e voltar tudo ao “normal”, os estados e municípios, principalmente do nordeste, vêm incentivando a população a ficar em casa, pois só assim a batalha contra esse mal pode ser vitoriosa.

Um mês do primeiro caso de morte: Nesta quinta feira 16 de Abril fez um mês que aconteceu a primeira morte pela Corona vírus, que foi um senhor de 74 anos morador de São Paulo, que não resistiu e veio a óbito. Daí pra cá, os casos foram se multiplicando, tanto de pessoas infectadas como a quantidade de óbitos que já passam de dois mil e quase 30 mil infectadas.

Proporção assustadora: Se depois de um mês de acontecer o primeiro caso a elevação foi para mais de 2 mil, significa que se não forem tomadas as providências que precisa serem tomadas no combate ao vírus  e seguir na mesma proporção, o Brasil no dia 16 de maio terá quatro milhões de óbitos e 60 milhões de infectados.Quem diz isso é a matemática e o presidente também sabe dessa conta.

Enquanto pobres ficam à míngua, ricos pagam mais de R$ 250 para testes da Covid-19 e lotam laboratórios privados


Enquanto a retórica oficial é que não há testes para o coronavírus, para quem tem dinheiro e está disposto a pagar, os testes são acessíveis até em esquema “delivery”. Laboratórios particulares oferecem serviços de atendimento domiciliar para testar interessados, tanto no formato individual quanto em mutirão em condomínios de luxo e em suas unidades.

O Labi Exames, por exemplo, tem feito mutirões do tipo na capital paulista, em prédios de bairros como Jardins e Pinheiros, com equipe munida com luvas, máscaras e máquina de cartão de crédito. Para não ter aglomeração, a ordem é atender uma família por vez. Os valores são de R$ 298s para o PCR (feito pela mucosa do nariz e garganta) e R$ 198,45 para o sorológico (sangue).

O laboratório do hospital Albert Einstein também faz testes delivery nos prédios, mediante agendamento por telefone: R$ 250 pelo PCR (fica pronto em 72 horas) e R$ 417,80 pelo sorológico (48 horas). Devido ao frenético pedido de exames delivery, o Einstein só tem vaga para daqui a duas semanas, informa Veja.

Estes e outros laboratórios de grife têm unidades dedicadas unicamente ao teste da Covid-19. Há profissionais com luvas e máscaras desde os estacionamentos e filas de carros de luxo, com famílias inteiras para fazerem o teste. Para o exame de uma família de 4 pessoas não se gasta menos que R$ 1 mil – enquanto o auxílio do governo para os pobres do país é de R$ 600.

Fonte 247