Ouro na Chapada Diamantina,dessa vez Iramaia foi a contemplada


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A Companhia Baiana de Pesquisas Minerais (CBPM) apresentou em Março deste ano, no maior evento de mineração do mundo, que fica emToronto Canadá, onde a Companhia Baiana voltou entusiasmado com o parecer que foi dado sobre a mina. Em entrevista a um colunista do Jornal A TARDE, o Secretário de Desenvolvimento Econômico está muito otimista com a descoberta da mina, dizendo que muitos investidores internacionais vão querer fazer grandes investimentos na cidade, o que irá respingar empregos indiretos também para cidades vizinhas. Muitos meios de comunicação da Bahia, do Brasil e até do exterior estão comentando sobre essa mina que pode ser uma das maiores do mundo. A dimensão que pode levar, em nível de crescimento e desenvolvimento da cidade e toda região, pode ir além do que se possa imaginar. entusiasmado com o parecer que foi dado sobre a mina. Em entrevista a um colunista do Jornal A TARDE, o Secretário de Desenvolvimento Econômico está muito otimista com a descoberta da mina, dizendo que muitos investidores internacionais vão querer fazer grandes investimentos na cidade, o que irá respingar empregos indiretos também para cidades vizinhas. Muitos meios de comunicação da Bahia, do Brasil e até do exterior estão comentando sobre essa mina que pode ser uma das maiores do mundo. A dimensão que pode levar, em nível de crescimento e desenvolvimento da cidade e toda região, pode ir além do que se possa imaginar.que muitos investidores internacionais vão querer fazer grandes investimentos na cidade, o que irá respingar empregos indiretos também para cidades vizinhas. Muitos meios de comunicação da Bahia, do Brasil e até do exterior estão comentando sobre essa mina que pode ser uma das maiores do mundo. A dimensão que pode levar, em nível de crescimento e desenvolvimento da cidade e toda região, pode ir além do que se possa imaginar.
A cidade de Iramaia é uma das menores do interior da Bahia e uma das poucas que nem asfalto tem para chegar até a sua sede, mas de uma hora para outra passa a ser uma das mais badaladas do momento.
É preciso que se saiba que todo desenvolvimento traz as suas mazelas, por tanto, achar ouro no meio do nada é muito bom, porém é preciso que haja um preparo maior para dar segurança aos moradores da, até então, pacata Iramaia. Veja também essa e outras matérias em .jornalcafecomleite.com.br 02

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Maracás: Conheça um pouco da história de Tapioca, que fala também do seu novo CD


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Irmão Edivando cantando na Igreja Assembleia de Deus de Maracás

O nome dele é Edivando Silva de Oliveira, mas conhecido por (Tapioca). Músico, empresário e fundador da pioneira que ficou famosa, que foi a Banda Novo Tempo, que já fez muito som na região, na Bahia e em alguns estados do Brasil. Tapioca nasceu em 1955 na cidade de Barra da Estiva, mas reside em Maracás desde 1968. Vale lembrar que com a chegada da Banda Novo Tempo em Maracás, terminou que outros talentos foram se descobrindo e assim Maracás passou a ser mais que a terra das flores e do vanádio, até porque, quem ganha são os canadenses, mas sim a terra dos  artistas. Outra experiência de Tapioca, foi de ser caminhoneiro, onde ficou muito tempo nas estradas da vida transportando o progresso, como dizem as músicas sertanejas de raiz. Mas o que o grande amigo Tapioca não sabia era que Deus já havia preparado um plano para a sua vida, que foi marcar um encontro com Jesus, que aconteceu em 2013 na Igreja Assembleia de Deus da cidade de Maracás, onde permanece até hoje, ao lado dos demais irmãos e do Pastor Alex que é seu grande amigo. A partir daí, Tapioca leva também o seu nome de batismo, onde muitos o chamam de Irmão Edivando. Em um bate papo com a reportagem do blog e jornal Café com Leite, o Irmão Edivando, que já lançou dois CDs Gospel, disse estar muito feliz e agradecido a Deus por Eleter marcado aquele encontro há quatro anos, com o Senhor Jesus Cristo, o que deu início a uma nova história na sua vida.

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O último CD do Irmão está muito bom, onde você encontra canções de letras simples, porém fortes e objetivas, que tem como objetivo exal tar o nome do Senhor e dizer que Jesus quer mudar a sua vida. Quem quiser adquirir esse mais recente trabalho do cantor Irmão Edivando, vá até a igreja Assembleia de Deus em Maracás.

 

MARACÁS: Musical Adventista foi show e encantou muita gente


Exibindo IMG-20170423-WA0024.jpgO cantor Messias que é de Salvador, soltou a sua voz em Maracás 

O evento da Igreja Adventista, denominado Musical Jovem, no dia 22 de Abril na Praça Rui Barbosa, na cidade de Maracás, foi considerado um dos mais bonitos já apresentados em praça. Como foi anunciado anteriormente por esse mesmo veículo, as bandas e o cantor Messias Sena vieram, cantaram e empolgaram,  As bandas Art’ Cantos e a Novo Canto das cidades de Jequié e Placas de Iramaia, respectivamente, bem como o cantor Messias Sena da cidade de Salvador, fizeram bonito e tocaram a alma de cada presente.

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Art’ Cantus cantou e balançou corações no sentido de refletir sobre as coisas de Deus

Como disseram Denise e Érica, que fizeram parte da organização do evento, os louvores foram para Deus em agradecimento por tudo ter dado certo e por ser um Deus de amor que sempre tem orientado a que Ele procura.

Lembrando que esse evento foi o último da semana dos festejos em comemoração pelos 162 anos de emancipação da cidade de Maracás, que, como muita gente comentou, foi realmente um encerramento com Chave de Ouro, pois ali foi espalhada a semente que, as que germinarem vão sentir as suas vidas transformadas, pois esse é o principal objetivo dos eventos, ou seja, pescar almas para Deus.

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A Novo Canto veio lá de Placas de Iramaia e fez bonito

Os organizadores agradecem a todos que contribuíram direto e indiretamente para que fosse realizado esse musical, que, como já foi dito, pode ter sido o primeiro de muitos. O melhor de tudo é a repercussão no dia seguinte, que muita gente ter ficado encantada com o que viu e ouviu.

A mesma galera que organizou o Musical já deixa avisado que vem aí, lá pro mês de Novembro, mais um evento, onde tudo leva a crer que pode ser um super evento,  que é o  Congresso Adventista, que contará com grandes nomes.

Brasileira É Eleita Pela “Time” Uma Das Mais Influentes De 2017


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Médica Celina Turchi entrou na lista do veículo americano por comprovar a relação entre o zika vírus e a microcefalia.

A médica brasileira Celina Turchi, pioneira nos estudos sobre a relação do zika com a microcefalia, foi eleita pela revista americana Time como uma das 100 pessoas mais influentes de 2017. A cientista aparece na categoria “pioneiros” da XIV edição da lista, divulgada nesta quinta-feira. Neymar foi o outro brasileiro do ranking, na categoria “ícone”. Também aparecem na listagem anual o presidente americano Donald Trump, o líder da Rússia Vladimir Putin, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, e o papa Francisco.

O perfil de Celina no ranking foi escrito pelo médico americano Tom Frieden, ex-diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês). Frieden a descreve como “apaixonada, motivada e um modelo do tipo de liderança global e de colaboração necessárias para a proteção da saúde humana”. A brasileira, especialista em doenças infecciosas da Fiocruz Pernambuco, tem recebido destaque internacional por ter comprovado e demonstrado a relação do vírus zika com a microcefalia, “contrariando os céticos”, segundo Frieden. Em 2016, ela foi escolhida pela revista científica Nature como uma das dez cientistas mais importantes do ano.

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Em setembro de 2015, a pesquisadora recebeu um pedido do Ministério da Saúde para investigar o elevado número de bebês nascidos em Pernambuco com microcefalia, uma anomalia que prejudica o desenvolvimento do cérebro dos recém-nascidos e se caracteriza pela circunferência cefálica inferior a 33 centímetros. Para descobrir as causas da condição, Celina montou uma força-tarefa com epidemiologistas, especialistas em doenças infecciosas, pediatras, neurologistas e biólogos especializados em reprodução de várias partes do mundo. Na época, o conhecimento sobre o zika era limitado, mas a médica conseguiu demonstrar a relação entre a anomalia e a infecção por zika em gestantes. Atualmente, a pesquisadora continua a estudar o vírus para poder determinar por que nem todas as mulheres grávidas que contraem a doença dão à luz bebês com má- formação. Esse conhecimento pode ajudar prevenir a microcefalia em recém-nascidos. Fonte Veja.com

Achiles Neto encanta platéia em Maracás


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Foto Café com Leite

O Maracaense filho de músico, que canta desde criança, Achiles Neto, fez uma belíssima apresentação no auditório Ivonete Dias, na cidade de Maracás. Com a casa quase  lotada o cantor levou a galera ao delírio com canções de sua autoria e também de artistas que ele tem admiração, como ele mesmo disse, como Caetano, Gilberto Gil, Tom Zé e outros. As canções da sua autoria agradaram em cheio ao público, que de certa forma, foi um público selecionado, pode-se dizer assim, pois já conhecia o estilo do artista, que foge bastante do populismo Axé, Sertanejo e Pagode.

 

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Foto Café com Leite-         A platéia prestigiou e aplaudiu  

O cantor foi chegando e já mandando uma canção que contagiou a todos. Depois, deu boa, conversou um pouco e tome mais músicas, com alguns pequenos intervalos para um bate papo, onde, em um desses, falou sobre o incentivo que é preciso ser dado ao artista. Agradeceu a presença de todos e mandou mais canções de qualidade, onde foi bastante aplaudido. Foi mais ou menos uma hora de show, que realmente fez a diferença. Na platéia dava para ouvir alguns comentários em voz baixa, tipo: “esse não perde nada para os grandes nomes da MPB”, “O que se espera é que não esqueça da sua terra natal, pois um artista deste gabarito, na verdade, é um grande orgulho para Maracás”.

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Foto Café com Leite     Público presente atento a cada canção

Uma entrevista com o cantor Achiles Neto

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Foto Rafael- Produção da banda

Após o final do show, a reportagem do jornal e blog Café com Leite entrevistou Achiles, onde ele falou sobre projetos e trajetórias que pretende seguir. Perguntado sobre como tocar uma carreira com um estilo diferenciado, e se tem conseguido grande público para esse tipo de trabalho, uma vez que na Bahia outros estilos mais populares vêm invadindo há mais de três décadas, como o Axé, Pagode e outros, a resposta foi a seguinte:

 

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Foto Café com Leite   O cantor apresentou um repertório que agradou a todos

“Cara, na verdade, hoje, fazer um trabalho autoral, além de ser uma grande ousadia é também uma tarefa que não é fácil, mas, diante de tudo, o que importa é a escolha pessoal. Quando eu escolhi fazer um trabalho em torno das minhas composições, eu já tinha a noção de que não seria um trabalho fácil e que não seria também recebido por um grande público, porém a satisfação que eu tenho para apresentar as minhas composições para dez, vinte ou cem pessoas é muito grande.

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Foto Rafael- produção da banda

Eu já tive a oportunidade de me apresentar para um público de vinte, trinta mil pessoas no palco da Banda Me Leva e sei quanto é contagiante aquela energia, mas nesse meu trabalho autoral, eu tive o privilégio de desfrutar o prazer de ver as pessoas me escutarem, celebrar e cantar comigo as minhas idéias. Resumindo, eu sei que ter casa cheia não vai ser fácil, mas está sendo muito gratificante poder realizar esse trabalho que foi uma escolha minha”.

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Foto Rafael- produção da banda

Perguntado sobre os projetos futuros, o cantor respondeu que vai continuar fazendo novas canções, gravá-las e apresentá-las para o público. “Nesse meu projeto, está em pauta, tocar forró. Quero esse ano fazer um forró autêntico de artistas consagrados no Brasil, mas também vou apresentar as minhas músicas de forró. Inclusive, já deixo aqui o aviso para o público forrozeiro, que nesse São João quero fazer muito forró na Bahia, mas a região escolhida é essa terra querida, que é Maracás e todas as cidades em torno.

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Foto Café com Leite-     Achiles Neto com demais músicos da sua banda.

Baixista Diego Andrade- Guitarra Tiago Menezes e Bateria Adriano

Onde me aceitarem eu estarei fazendo Forró,mas também quero cantar as canções que gravei com a Banda Me leva e relembrar grande momentos”. Questionado sobre ‘decolar’, através da mídia, já que se trata de um grande artista, e que muitas vezes não avança pelo fato da grande mídia não o conhecer, o artista maracaense agradeceu as palavras do repórter e disse que morar no interior da Bahia e ficar entre Vitória da Conquista e cidades da região, que inclui Maracás, é mais difícil de começar a aparecer na grande mídia como Televisão e internet, comparando com o artista que mora no Rio ou São Paulo, mas que com um trabalho sério, em longo prazo poderá ser possível. Continue lendo após anuncio!! 

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“No momento, a turma do Vagalume tem nos dado muita força, no sentido de divulgação e, como eu disse, a longo prazo tudo pode acontecer, porém, eu não tenho essa ansiedade, se tiver de acontecer acontecerá”. Perguntado o por que de ter saído da Banda Me leva, a resposta foi que a vida traz mudanças. Ele teve que estudar fora e lá começou a reforçar o interesse por outros estilos musicais, além disso ele ficou um pouco distante da Me Leva, o que terminou lhe dando uma certeza do que ele queria na área musical. “Mas tudo isso foi muito de acordo com família, principalmente meu pai Tião, que é um dos fundadores da Banda Me leva. A gente conversava muito e ele sempre me apoiou em seguir uma carreira solo, o que me ajudou bastante e com o tempo foi abrindo um leque na minha cabeça, o que me fez descobrir que posso fazer várias coisas ao mesmo tempo”. Fale um pouco dessa turnê que você iniciou hoje aqui em Maracás…”Sim, claro. Vamos tocar em Salvador na próxima semana, depois voltaremos a fazer shows em Vitória da Conquista, também estamos com um show marcado para Jequié e depois vamos cantar em Itabuna, Ilhéus, mas aí vamos dar uma parada lá pro fim de Maio, para preparar o nosso trabalho para o São João”.

Nós do Blog e jornal Café com Leite desejamos boa sorte e que os seus projetos deem certo, vamos torcer para acontecer muito forró pé de serra com Achiles e banda aqui na região. 
Assim foi finalizada a entrevista com o cantor Achiles Neto, Maracaense que vem apresentando um trabalho que se iguala aos grandes nomes da MPB. Achiles assegurou que vem fazer forró no São João aqui em torno de Maracás sim,, onde a galera pode ficar no aguardo, pois vai ter Forrozão Pé de Serra de qualidade.

A banda do cantor e compositor Achiles Neto é formada pelos seguintes músicos: Baixista Diego Andrade- Guitarra Tiago Menezes- Bateria Adriano e vocal Achiles Neto.
Lembrando que o  cantor é filho do popular Tião, principal fundador da Banda Me leva e atual vice-prefeito de Maracás.

 

 

Descubra como diminuir o ronco sem aparelhos


 

 

 

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Roncar, além de incomodar o companheiro de quarto, pode ser uma sinalização do corpo de algo vai mal. no corpo.

Quem ronca normalmente nega, mas o fato é que não está dormindo bem, tem cansaço durante o dia e pode estar com a chamada apneia.

Alguns cuidados antes de dormir podem ajudar como: evitar consumo de café, refrigerante e chocolate 4 ou 5 horas antes de dormir.

Também evite dormir com fome, ou depois de comer demais.

Veja 6 passos para parar de roncar, indicados por vários especialistas.

Entre eles: Dalva Poyares, coordenadora do Instituto do Sono; Dirceu de Campos Valadares Neto, diretor da Fundação Nacional do Sono; Márcio Fonseca, fonoaudiólogo especialista em terapia para o ronco e apneia; e Marco Aurélio Bomfim, coordenador do curso de capacitação em odontologia do sono na Associação Brasileira de Odontologia/MG.

Emagreça

Quando a pessoa ganha uns quilos, surge gordura na faringe, o tubo usado durante a respiração. As paredes da faringe ficam pressionadas e o ar tem de passar por um espaço mais apertado – causando uma vibração barulhenta: o ronco.

Pare de tomar bebida alcoólica

As paredes da faringe relaxam quando a pessoa toma bebida alcoólica. Elas ficam mais flácidas, estreitam a passagem livre para o ar (como as gorduras). Por isso, se for dormir, não beba.

Largue o cigarro

O fumo é outro inimigo da circulação de ar na garganta. Ele inflama os tecidos da faringe, que acabam inchados. É algo parecido com o que acontece quando sofremos de faringite – não fica difícil engolir? Respirar também.

Limpe o nariz

Quem dorme com nariz entupido abre caminho para o ronco se instalar. Se o ar não pode passar pelo nariz, vai pela boca mesmo. E, no caminho, passa pelas cordas vocais. Então na hora de escovar os dentes antes de dormir aproveite para assoar o nariz.

Barriga pra cima, nem pensar

Evite dormir de barriga para cima porque nessa posição a língua relaxa, cai para trás e fica no caminho da respiração. Prefira dormir de lado.

Peça socorro

Se nada funcionar, procure um médico. Ele poderá recomendar aparelhos, exercícios faciais ou cirurgia e último caso, para facilitar a passagem do ar.

 

O que fazer quando criança engasgar? Cartilha ensina


Foto: divulgação

 

Ver alguém se engasgar, criança ou adulto, apavora qualquer um! A primeira coisa que vem na cabeça é: “o fazer agora?

A Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP fez uma cartilha para famílias com bebês menores de um ano, idade quando eles são mais propensos a engasgos.

“O que fazer quando seu bebê engasgar?” é ilustrada com imagens e passo a passo detalhado de ações a tomar caso um bebê venha a engasgar.

As instruções vão da chamada para a emergência até os primeiros socorros que devem ser realizados ainda em casa.

A criação

A idealizadora da cartilha foi a recém graduada em enfermagem pela EERP Sabrina Bonetti, que notou a falta de materiais educativos dirigidos aos pais e familiares de bebês menores de um ano.

Sabrina também descobriu que o corpo de bombeiros de Ribeirão Preto atende grande número de ocorrências desse tipo com bebês.

“Talvez o simples fato de ler ou ter a cartilha em casa possa ajudar os pais e familiares a socorrer seu bebê ou mesmo saber como pedir ajuda”, comenta a professora e orientadora Fernanda Góes.

O trabalho foi validado por professores de enfermagem, enfermeiros e médicos que atuam na área de resgate.

Segundo a orientadora do trabalho, a literatura científica ainda não possui nada parecido com isso.

Além disso, todas as informações contidas na cartilha estão de acordo com a última atualização das diretrizes para ressuscitação cardiopulmonar (RCP).

Engasgo parcial / o que fazer

  • Mantenha a calma!
  • Segure o seu bebê no seu colo em posição confortável virado para você.
  • Não “sacudir” o bebê.
  • Deixe o seu bebê chorar, pois signi ca que ele está respirando!
  • Nunca tente usar os dedos para retirar o objeto da garganta do bebê, pois você poderá empurrá-lo ainda mais fundo, piorando a situação!
  • Ligue imediatamente para pedir ajuda do Corpo de Bombeiros – Telefone: 193 / SAMU Telefone: 192.

Engasgo total / o que fazer

Passo 1

  • Mantenha a calma!
  • Ligue ou peça para alguém ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros telefone 193 ou SAMU telefone 192 e diga seu endereço: nome da rua, número da casa, nome do bairro e a cidade onde está.
  • Não tente retirar o objeto da garganta do bebê, pois você poderá empurrá-lo ainda mais fundo, piorando a situação!

Passo 2

  • Com o dedo indicador e médio deve segurar a boca do bebê aberta.
  • Coloque o bebê deitado de barriga para baixo em cima do seu antebraço, com a cabeça mais baixa que o corpo.
  • Apoie seu antebraço na sua coxa para ter mais firmeza.

Passo 3

  • Dê 5 tapas com a base da mão entre os ombros, no meio das costas do bebê.

Passo 4

  • Coloque o bebê deitado de costas sobre o outro antebraço apoiado sobre a coxa.
  • Faça 5 compressões com dois dedos no meio do peito, entre os mamilos.
  • É bom você saber que cada compressão deve ter 4 centímetros 2 a 3 dedos de profundidade.

Passo 5

  • Olhe para o bebê.
  • Se ele chorar, vomitar ou tossir é sinal que desengasgou. Sua cor voltará ao normal.

Passo 6

Se o bebê continuar “molinho”, sem nenhuma reação, ele pode estar inconsciente, faça as manobras a seguir (bebê inconsciente).

  • Coloque o bebê deitado de costa em uma superfície firme (na mesa ou no chão);
  • Comprima o osso esterno (entre os mamilos no meio do peito) com dois dedos a uma profundidade de 4 cm (mais ou menos 2 a 3 dedos);
  • Faça 30 compressões fortes e rápidas;
  • Não se esqueça! A cada compressão deixe o peito do bebê retornar à posição inicial;
  • Quando fizer 30 compressões abra a boca do bebê e faça 02 ventilações; Encha suas bochechas de ar e sopre na boca e nariz do seu bebê;
  • Para abrir a boca do bebê, coloque uma mão sobre a testa e com o dedo indicador e polegar da outra mão, puxe o queixo do bebê para trás e para cima ao mesmo tempo, conforme a figura ao lado;
  • Sopre ar até perceber o tórax do bebê levantar;
  • Se o bebê continuar inconsciente, repita tudo novamente até o socorro chegar! Se ninguém chamou o Corpo de Bombeiros telefone 193 ou SAMU telefone 192, chame-o agora.

Fachin envia inquéritos contra Aécio, Jucá e Renan para a PF


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Aécio Neves, Romero Jucá e Renan Calheiros possuem o maior número

de pedidos de investigação; juntos somam 14 inquéritos

 

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, determinou hoje (17) o envio dos inquéritos envolvendo os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) para a Polícia Federal (PF). A decisão dá início ao processo de investigação na PF, que poderá solicitar quebras de sigilo telefônico e fiscal, além da oitiva dos próprios acusados.

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As investigações envolvendo outros parlamentares também deverá seguir o mesmo procedimento nos próximos dias. Os inquéritos foram abertos pelo ministro, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para apurar citações aos nomes dos parlamentares nos depoimentos de delação de ex-executivos da empreiteira Odebrecht.

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Aécio Neves e Romero Jucá são os que acumulam o maior número de pedidos de investigações na Lava Jato, cinco ao todo. Renan Calheiros foi citado em quatro inquéritos envolvendo a Odebrecht e passou a responder a 12 investigações na operação.

Após a abertura da investigação, o senador Aécio Neves disse considerar “importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações”. Segundo o comunicado, a divulgação das colaborações premiadas foi solicitada pelo próprio parlamentar a Fachin na semana passada. “[Aécio Neves] considera que assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta”, informou a assessoria do senador.

Já Romero Jucá disse que “sempre esteve” e “sempre estará” à disposição da Justiça para qualquer informação. “Nas minhas campanhas eleitorais, sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas”, disse o parlamentar, também por meio de nota.

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Renan Calheiros disse que a abertura dos inquéritos permitirá que ele possa conhecer “o teor das supostas acusações para, enfim, exercer meu direito de defesa sem que seja apenas baseado em vazamentos seletivos de delações”.

“Um homem público sabe que pode ser investigado. Mas isso não pode significar uma condenação prévia ou um atestado de que alguma irregularidade foi cometida. Acredito que esses inquéritos serão arquivados por falta de provas, como aconteceu com o primeiro deles”, argumentou o senador e ex-presidente do Senado. Terra.

Papa envia carta a Temer e recusa visita ao Brasil


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Papa Francisco demonstra não ter gostado com o que aconteceu no Brasil, politicamente

Em uma carta na qual recusa um convite para visitar o Brasil, o papa Francisco cobrou o presidente Michel Temer para evitar medidas que agravem a situação da população carente no País.

A correspondência foi uma resposta a outra enviada pelo mandatário no fim de 2016, na qual o líder da Igreja Católica era convidado formalmente para as celebrações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, comemorados em 2017.

“Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo”, escreveu o Pontífice, segundo trecho publicado pelo jornalista Gerson Camarotti, da Globo News .

“Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”, acrescentou.

Sobre o convite, o Papa disse que, devido a sua intensa agenda, não poderia visitar o Brasil neste ano. Ainda de acordo com Camarotti, Jorge Bergoglio afirmou rezar pelo País e que acompanha “com atenção” os acontecimentos na maior nação da América Latina.

Citando sua exortação apostólica “A Alegria do Evangelho”, Francisco também lembrou que não se pode “confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado”, em um momento em que o governo Temer tenta aprovar reformas econômicas para garantir a confiança dos investidores.

Em setembro passado, na inauguração de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no Vaticano, o Pontífice já havia dito que o Brasil passava por um “momento triste”. Um mês antes, Francisco enviara uma carta não oficial em apoio a Dilma Rousseff, que na época ainda não tinha sofrido o impeachment.

Contudo, Bergoglio sempre evitou se posicionar publicamente sobre a crise política enfrentada pelo País e que culminou na derrubada da presidente petista. Terra

Caso Odebrecht: Por que voltam a atacar Lula e sua biografia


Foto: Ricardo Stuckert

 

 

O ex-presidente Lula está mais uma vez no centro de intenso bombardeio midiático. Na liderança do ataque, o Jornal Nacional da Rede Globo divulgou 40 minutos de noticiário negativo em apenas 4 edições. Como vem ocorrendo há mais de dois anos, Lula é alvo de acusações frívolas e ilações que, apesar da virulência dos acusadores, não apontam qualquer conduta ilegal ou amparada em provas. Desta vez, no entanto, além de tentar incriminar Lula à força, há um esforço deliberado de reescrever a biografia do maior líder popular da história do Brasil.

Os depoimentos negociados pelos donos e executivos da Odebrecht – em troca da redução de penas pelos crimes que confessaram – estão sendo manipulados para falsificar a história do governo Lula. Insistem em tratar como crime, ou favorecimento, políticas públicas de governo voltadas para o desenvolvimento do país e aprovadas pela população em quatro eleições presidenciais.

São políticas públicas transparentes que beneficiaram o Brasil como um todo – não apenas esta ou aquela empresa – como a adoção de conteúdo nacional nas compras da Petrobras, a construção de usinas e integração do sistema elétrico, o financiamento da agricultura, o apoio às regiões Norte e Nordeste, a ampliação do crédito a valorização do salário e as transferências de renda que promoveram o consumo e dinamizaram a economia, multiplicando por quatro o PIB do país.

Estas políticas não foram adotadas em troca de supostos benefícios pessoais, como querem os falsificadores da história. Elas resultaram do compromisso do ex-presidente Lula de proporcionar uma vida mais digna a milhões de brasileiros.

Por isso Lula deixou o governo com 87% de aprovação e é apontado pela grade maioria como o melhor presidente de todos os tempos. É contra esse reconhecimento popular que tentam criar um falso Lula, apelando para o preconceito e até para supostas opiniões de quem chefiou a ditadura, de quem mandou prender Lula por lutar pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores.

No verdadeiro frenesi provocado pela edição dos depoimentos da Odebrecht, é preciso lembrar que estes e outros delatores da Lava Jato foram pressionados a apresentar versões que comprometessem Lula. Mas tudo o que apresentaram, antes e agora, são ilações sem provas.

E é preciso lembrar também que essa teia de mentiras está sendo lançada contra Lula às vésperas do julgamento de uma ação na Vara da Lava Jato que pretende condená-lo não apenas sem provas, mas contra todas as provas testemunhais e documentais de sua inocência.

E lembrar ainda que o novo bombardeio de mídia foi deflagrado no momento em que, mesmo não sendo candidato, Lula é apontado crescentemente nas pesquisas como o favorito para as eleições presidenciais.

Por tudo isso, é necessário analisar cada uma das ilações apresentadas, para desfazer cada fio dessa a teia de mentiras.

Há algum ato ilegal de Lula relatado na delação da Odebrecht?

Não há. Delações não são provas, mas informações prestadas por réus confessos que apenas podem dar origem a uma investigação. A legislação brasileira proíbe expressamente condenações baseadas somente em delações, negociadas em troca da obtenção de benefícios penais por réus confessos. As delações devem ser investigadas e os depoimentos de delatores expostos ao questionamento dos advogados de defesa. Por enquanto, o que existe, são depoimentos feitos aos procuradores, a acusação, divulgados de forma espetacular antes dos advogados terem acesso a eles.

No passado, depoimentos divulgados de forma semelhante – como os de Paulo Roberto da Costa, Nestor Cerveró e Delcídio do Amaral – quando confrontados com depoimentos em juízo dos mesmos colaboradores não revelaram qualquer crime ou prova contra o ex-presidente Lula.

É parte da estratégia de lawfare e uso da opinião pública da Lava Jato, teorizada por Sérgio Moro em artigo de 2004, “deslegitimar o sistema político” usando a mídia, e destruir a imagem pública dos seus alvos para substituir o devido processo legal pela difamação midiática.

Sítio em Atibaia

Há mais de um ano a Lava Jato investiga um sítio no interior de São Paulo. Os proprietários do sítio, que não é do ex-presidente Lula, já provaram a propriedade e a origem dos recursos para a compra do sítio. Mesmo o relato de Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar indicam que eles desconhecem de quem é a propriedade, além do que ouviram em boatos, e de que a reforma de tal sítio seria uma surpresa para o ex-presidente, dentro de uma ação que não o envolveu em uma propriedade que não é sua. É estranho nesse contexto que Emílio Odebrecht diga que na véspera do fim do mandato tenha “avisado” Lula da obra. E é inadmissível que o silêncio de Lula, diante do suposto aviso, seja interpretado como evidência. O sítio não é do ex-presidente, não há nenhum ato dele em relação ao sítio, nem vantagem indevida, patrimônio oculto ou contrapartida.

“Terreno” e doações ao Instituto Lula

Como já foi repetido várias vezes e comprovado nos depoimentos e documentos, o Instituto Lula jamais recebeu qualquer terreno da Odebrecht. Ele funciona em um sobrado adquirido em 1991. O tal terreno foi recusado. E foi recusado porque sequer havia sido solicitado pelo Instituto ou por Lula. É prova do lawfare e perseguição a Lula que um terreno recusado seja objeto de uma ação penal.

O Instituto recebeu doações de dezenas de empresas e indivíduos diferentes. Todas registradas. As doações da Odebrecht não representam nem 15% do valor total arrecadado pelo Instituto antes do início de uma perseguição judicial. Todas as doações foram encaminhadas por meio de diretores com o devido registro fiscal. Jamais houve envolvimento de Antonio Palocci ou de qualquer intermediário nos pedidos de doação ao Instituto. Os depoimentos de delatores Alexandrino Alencar e Marcelo Odebrecht inclusive se contradizem sobre esse assunto.

“Conta amigo”, os milhões virtuais que Lula nunca recebeu

Esta é a mais absurda de todas as ilações no depoimento de Marcelo Odebrecht. Ele disse que Lula teria uma “conta corrente” na empresa. Ora diz que essa conta seria de 35 milhões, ora seria de 40 milhões, mas ressalva que jamais conversou com Lula sobre essa conta. Narra uma confusa movimentação de saída e entrada de recursos, citando a compra de um terreno (depois devolvido), uma doação ao Instituto Lula e supostas entregas em dinheiro vivo a Branislav Kontic, totalizando R$ 13 milhões. Diz ainda que parte da reserva continuou na tal conta.

Se for verdadeiro o depoimento, Marcelo Odebrecht teria feito, na verdade, um aprovisionamento em sua contabilidade para eventuais e futuros transferências ou pagamentos. Isso é muito diferente de dizer que havia uma “conta Lula” na Odebrecht, como reproduzem as manchetes levianas. A ser verdadeira, trata-se, como está claro, de uma decisão interna da empresa. Uma “conta” meramente virtual, que nunca foi transferida, nem no todo nem em parte, que nunca se materializou em benefícios diretos ou indiretos para Lula.

O fato é que Lula nunca pediu, autorizou ou sequer teve conhecimento do suposto aprovisionamento.

As três supostas evidências apresentadas sobre a conta virtual desmoronam diante da realidade, a saber: a) o terreno comprado supostamente para o Instituto Lula nunca foi entregue, porque nunca foi pedido por quem de direito; b) as doações da Odebrecht para o Instituto Lula foram feitas às claras, em valores contabilizados na origem e no destino, e informadas à Receita Federal, em transação transparente; c) a defesa de Branislav Kontic negou, em nota ao Jornal Nacional, que seu cliente tenha praticado as ações citadas pelos delatores.

Todos os sigilos de Lula e sua família – bancários, fiscal, telefônico – foram quebrados. O Ministério Público sabe a origem de todos os recursos recebidos por Lula, o destino de cada centavo ganho pelo ex-presidente com palestras e que Lula vive em um apartamento em São Bernardo do Campo desde a década de 1990. Onde estão os R$ 40 milhões?

Palestras

Após deixar a presidência da República, com aprovação de 87% e reconhecimento mundial, Lula fez 72 palestras para mais de 40 empresas. Entre elas Pirelli, Itaú e Infoglobo. Em todas as palestras foram cobrados os mesmos valores. Todas foram realizadas, e a comprovação de tudo relacionado as palestras já está na mão do Ministério Público do Distrito Federal e do Paraná. A imprensa deu a entender que a Odebrecht teria “inventado” essas palestras. Isso não foi dito de forma alguma mesmo nos depoimentos, que indicaram que as palestras eram lícitas e legítimas. E a Odebercht não foi a primeira empresa, nem a segunda, nem a terceira a contratar palestras de Lula. Microsoft, LG e Ambev, por exemplo, contrataram palestras pelos mesmos valores ANTES da Odebrecht. Segue a relação completa de paletsras entre 2011 e 2015: http://institutolula.org/uploads/relatoriopalestraslils20160323.pdf

A legislação brasileira não impede que ex-presidentes deem palestras. Não impediria que eles fossem diretores de empresa, o que Lula nunca foi.

Ajuda ao filho

Após deixar a presidência Lula não é mais funcionário público. Mesmo considerando real o relato de delatores que precisam de provas, Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar relatam que a ajuda para o filho de Lula iniciar um campeonato de futebol americano foi voluntária e após diversas conversas e análises do projeto. A expressão inserida em depoimento de “contrapartida” de melhorar as relações entre Dilma e Marcelo Odebrecht é genérica e de novo, mesmo que fosse real, não incide em nenhuma infração penal. Em 2011, anos dos relatos, Lula não ocupava nenhuma função pública.

A liga de futebol americano existiu e não teve a participação ou sequer o acompanhamento de Lula. Os filhos do ex-presidente são vítimas há anos de boatos na internet de que seriam bilionários. Tiveram suas contas quebradas e atividades analisadas. E não são nem bilionários, nem donos de fazendas ou da Friboi.

Frei Chico

De novo, mesmo considerando o relato dos delatores, que necessitam de provas, eventual relação entre a Odebrecht e o irmão de Lula eram relações privadas. Lula não tem tutela sobre seu irmão mais velho e não solicitou ajuda a ele, nem cuidava de sua vida. Não há relato de infração, nem de contrapartida, nem de que tenha sido o ex-presidente que tenha solicitado qualquer ajuda ao irmão.

Carta Capital

A breve menção a revista indica que Lula falou para Emílio Odebrecht ver o que poderia fazer e se poderia fazer algo para ajudar a revista, novamente após ter deixado a presidência da República. A relação entre dois outros entes privados (Carta Capital e Odebrecht) não tem qualquer contato com Lula a partir disso e o pedido de verificação se poderiam anunciar na revista não implica em nenhum ilícito. Os executivos da Odebrecht mencionaram que o grupo prestou ajuda a diversos outros veículos de imprensa, podendo ser citado como exemplo o jornal O Estado de S.Paulo.

Angola

O depoimento de Emílio Odebrecht indica que os serviços contratados da empresa Exergia, para prestar serviços em Angola, foram efetivamente prestados. A Exergia tem como um dos seus sócios Taiguara dos Santos, filho do irmão da primeira esposa de Lula. Se posteriormente a queda de serviços em Angola houve um adiantamento de recursos entre as duas partes privadas, ele não teve qualquer envolvimento do já ex-presidente, nem isso é mencionado nos depoimentos. Lula jamais recebeu qualquer recurso da empresa Exergia ou de Taiguara, e isso já foi objeto de investigação da Polícia Federal, que não achou nenhum recurso dessa empresa nas contas de Lula.

Esse caso já é analisado em uma ação penal na Justiça Federal de Brasília. Comprovando-se a verdade dos depoimentos dos delatores, a tese da ação penal se mostra improcedente, a acusação de que não houve prestação de serviços e que eles seriam algum tipo de propina ou lavagem cai por terra. Ou seja, nesse caso os depoimentos não só não indicam qualquer crime como inocentam Lula nessa ação penal.

Doações eleitorais

O depoimento de Emílio Odebrecht é explícito ao dizer que nunca discutiu valores ou forma de doações eleitorais com o ex-presidente Lula. Lula não cuidava das finanças de campanha ou partidárias.

O PT e o ex-presidente sempre defenderam o fim de qualquer financiamento privado de campanhas eleitorais. Mas o Supremo Tribunal Federal só determinou o fim de contribuição de pessoas jurídicas em 2015.

O ex-presidente nunca autorizou ninguém a pedir doações de qualquer tipo em contrapartida de atos governamentais de qualquer tipo.

Estádio do Corinthians

Mesmo tomando como verdade os relatos de delatores, não há nenhum ato ilegal relatado do ex-presidente em relação ao Estádio Privado do Sport Club Corinthians. Em 2011 havia o risco de São Paulo ficar fora da Copa do Mundo. O ex-presidente sempre defendeu o uso do Estádio do Morumbi, como registrou publicamente o falecido presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, mas em 2011 esse estádio foi vetado pela FIFA.O estádio do Corinthians de fato era um projeto menor. Com a possibilidade de sediar a abertura da Copa, o Corinthians construiu um estádio maior. O estádio, e isso é óbvio, não é do Lula, mas do Corinthians. Não só tem público lotado constantemente como a Rede Globo, empresa privada com fins lucrativos, já até usou o estádio vazio como estúdio dos seus programas de TV.

Lula e a presidência

Lula é considerado em todas as pesquisas o melhor presidente brasileiro de todos os tempos, mesmo com a intensa campanha midiática contra ele. Lula também é o único presidente da história da República de origem na classe trabalhadora, nascido na miséria do sertão nordestino, migrante criado pela mãe. O único que superou todas essas condições adversas para ser o presidente que mais elevou o nome do Brasil no mundo.

Lula sempre agiu dentro da lei e a favor do Brasil antes, durante e depois da presidência, quando voltou para o mesmo apartamento que residia em São Bernardo do Campo antes de ir para Brasília.

Não foi só a Odebrecht que cresceu durante o governo Lula. A grande maioria das empresas brasileiras, pequenas, médias e grandes, cresceram no período. Milhões de empregos foram gerados e a pobreza e fome reduzidas de forma inédita no país. Foi todo o Brasil que cresceu no período de maior prosperidade econômica da democracia brasileira.

É hora de perguntar a quem interessa destruir Lula, quando o ex-presidente se posiciona contra o fim dos direitos trabalhistas e previdenciários. A quem interessa destruir Lula, quando o patrimônio brasileiro – reservas minerais na Amazônia, o pré-sal, estatais – são colocados a venda a preço de banana? A quem interessa reescrever a biografia do maior líder popular do país? Matéria na íntegra do GGN.

Café com Leite divulga entrevista de Ciro Gomes concedida ao Cafezinho.


 

Entrevista exclusiva com Ciro Gomes: “O país precisa de um projeto nacional”

 

O Cafezinho tem a honra de publicar abaixo, com exclusividade, uma das mais completas entrevistas já feitas, nos últimos meses, com Ciro Gomes, pré-candidato a presidência da república em 2018.

Ciro Gomes é categórico. Não participará de uma frente ampla e não tem personalidade para ser vice de ninguém

Por Denise Assis*, exclusivo para o Cafezinho

O ex-ministro Ciro Gomes tem dividido o seu cotidiano entre a sua base atual, a cidade de São Paulo – onde tem um filho de um ano e poucos meses e uma namorada – e Fortaleza. Ali a família Gomes se instalou, vinda de Pindamonhangaba, interior paulista, quando ele tinha cinco anos de idade. Costuma se encher de orgulho para lembrar – citando feitos e desfiando dados satisfatórios -, que Fortaleza é também a capital do Ceará, estado que governou.

Na verdade, Ciro tem vivido a bordo de aviões. Ou atravessando o país de ponta a ponta, falando aos quatro ventos, ou cruzando o Atlântico, para conferências sobre o atual cenário brasileiro, que ele aponta como “caótico. Tanto do ponto de vista econômico, quanto político”.

Aos 60 anos, a autoestima está a mil. A cabeça, parece ter ganhado alguns bites, e o discurso adquiriu um quê de suavidade, pontuado pelas asperezas de costume e muitos números e estatísticas. A sua tão propalada língua afiada, que tanto em 1998, quanto em 2002, o deixou longe da cadeira da presidência, quando concorreu pelo PPS, agora, em sua definição, é o seu principal instrumento de trabalho.

“Interessante que o que antes incomodava, era defeito para certas elites, agora começa a mudar, parece que está até contando a favor”, pontua, antes de embarcar rumo à capital paulista, de onde partiria para um périplo que incluirá palestras na Espanha (Barcelona), Lisboa, Coimbra e na renomada Sorbonne, em Paris. Antes, porém, falou ao Cafezinho, depois de uma gravação em estúdio, para o atual partido, o PDT, no subúrbio carioca de Bonsucesso.

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Cafezinho: O que se diz é que agora há uma grande rejeição aos políticos tradicionais. O que o senhor acha disto, estando com disposição de disputar a presidência em 2018?

Ciro Gomes: Isto não é fato. A grande questão é que o mundo acreditou numa ideologia de baixa qualidade, como se fosse ciência boa. E o neoliberalismo produziu isso aí. Eu não estou vendo esse colapso da política. Estou vendo é que a política tradicional entre os jovens está muito desmoralizada, mas a demanda por ideia está muito fecunda. O próprio debate extremista na França, o debate do Brexit, o debate extremista na Itália, e essa tensão que a imigração tem causado, tudo isto é muito fecundo, do ponto de vista de ideias. Estamos encerrando a idade média dos últimos 30 anos.

Cafezinho: A sua campanha será mais out sider, menos política?

Ciro Gomes: Não. Eu sou político. Eu sou contra o establishment brasileiro. Desde sempre. Mas um cara que foi ministro duas vezes, governador, prefeito, deputado federal e deputado estadual, não pode andar dizendo que não é político. Aliás, qualquer um que diga isto na política não passa de um farsante.

Cafezinho: O Dória, por exemplo?

Ciro Gomes: Isso é um farsante que não demora a se desmoralizar. Esse tipo farsesco o Cesar Maia fez aqui no Rio. Andar vestido de gari, ir para a rua, fazer a figura de um doidinho que pedia café numa farmácia, sempre com a câmera enquadrando, sempre com o cabelinho alinhado… Isto é um ciclo de populismo rasteiro, bobo, que acaba mal. E sempre acaba mal porque é marketing fuleiro, de curto prazo, de quem é deslumbrado com o poder. Daqui a pouco ele vai ouvir na rua: “vai trabalhar, vagabundo, deixa de palhaçada”. Eu já fui prefeito e é assim que o povo reage. Eu fui governador e o melhor avaliado. Ministro da Fazenda eu entrava aqui nos restaurantes no Rio de Janeiro e a palma comia. Sou político. Profissional.

Cafezinho: Qual o seu diagnóstico para o momento econômico do país?

Ciro Gomes: Eu estou correndo diariamente o país, conversando com as pessoas e fazendo um diagnóstico. Basicamente o Brasil de 1980 até cá, cresceu pífios 2% ao ano. Para um país de desenvolvimento retardatário como o nosso, que já cresceu 12%, 14, a 15% ao longo da década de 50, 60 e 70, alguma coisa errada aconteceu. E esse acontecimento é um colapso do velho modelo que nos trouxe do nada para ser a 15ª economia do mundo. E basicamente isso foi feito com uma intervenção neo-Keyneziana-topical, idealizada na Cepal, que era a ideia de industrializar o país por capitais públicos e, não existindo, fizeram o país se endividar externamente em nome de uma taxa de juros muito barata, ao longo dessas três décadas que nós crescemos mais do que a China.

Cafezinho: Mas o que nos levou ao desequilíbrio?

Ciro Gomes: Teve um momento de consumismo populista que permitiu toda essa demagogia que o Fernando Henrique fez e as distorções que ele produziu, porque ele também tem culpa. Depois, vem o Lula e é uma exceção, porque o Brasil, que tem um desequilíbrio estrutural nas suas contas com o estrangeiro, viveu em função da China um momento mágico único de super commodities. Preços caríssimos para os nossos produtos básicos. O minério de ferro nós estávamos vendendo a 190 dólares. O barril de petróleo, a 110 dólares. E assim, tudo o que a gente vende muito barato, passamos a vender muito caro. Em 2008 quebra o neoliberalismo, reflete na China, a China “desencomenda” do Brasil. E isso explode na mão da Dilma. Volta para o problema estrutural, que já tinha derrubado o Fernando Henrique. Engraçado o filme, como é igual. O Fernando Henrique manipulou o câmbio para se reeleger. Quando quebra, é na passagem para o Lula. Agora, com a Dilma quebra e houve uma desvalorização do câmbio a 42% em 60 dias. Ninguém sabe fazer uma simulação de política monetária, nos EUA, nos debates acadêmicos, para esconjurar uma inflação, com dólar, em 60 dias. Isto é um caso real no Brasil. Fica todo mundo lecionando baboseiras sem compreender as especificidades na nossa realidade.

Cafezinho: E por que somos tão singulares?

Ciro Gomes: Esses problemas se devem a três fatores. E no Brasil eles estão se agravando. O primeiro, em ordem de apresentação e gravidade é o seguinte: quarenta anos de juros reais acima consistentemente da rentabilidade média dos negócios, exauriu a capacidade de investimento privado no país. Você tem 300 das maiores empresas de capital aberto, que não realizaram no trimestre caixa para pagar a dívida vencida no período. Não sai coelho desse mato. Desenvolvimento não é conseqüência fatalista da conversa mole do Michel Temer, nem do Meirelles. Investimento privado, zero. O segundo fator é o setor público, completamente colapsado. Nós teremos um déficit primário, excluída a dívida nesse ano, se todos os planos do governo se cumprir, e não vão conseguir cumprir, de algo ao redor de R$ 150 bilhões. Isso significa 50 bilhões de euros. É muito dinheiro. De déficit primário. E nós temos ainda R$ 450 bilhões de juros, de serviço da dívida pública, para pagar esse ano. Ou seja, mais de 150 bilhões de euros, para um país que tem a vida que o Brasil tem. O Brasil terá o menor investimento da história, desde a Segunda Guerra Mundial. O investimento público será, se tudo for cumprido do que está orçado, e eu acredito que não será, algo em torno de 10% do PIB brasileiro, no serviço da dívida. E isso impacta nas contas externas.

Cafezinho: E qual o resultado prático?

Ciro Gomes: Não temos nenhuma política industrial, porque “satanizamos” a nossa própria experiência. Então o resultado prático é que nós criamos um ambiente em que se o país cresce, o desequilíbrio explode. E ao explodir, você tem o desequilíbrio da conta externa que desestabiliza a nossa moeda. Ao desestabilizar a moeda, como é um preço relativo que contamina todos os outros, e isto é muito simples de entender, você tem uma miragem de inflação. E o Fernando Henrique montou um esquema, que o Lula beatificou – a grife da esquerda -, que é puro lixo. Então você tem lá: o Brasil não tem trigo suficiente para o nosso consumo de pão e de pizza. E se eu precisava de dois reais para comprar um dólar de trigo, eu desvalorizo. De modo que eu vou precisar de quatro reais para comprar um dólar de trigo. Nesse caso o preço do pão e da pizza sobe. E isto é um preço relativo, é uma inflação de custo contaminada pelo dólar, numa economia ultra-sensível como a nossa. E assim, praticamente todos os preços são absolutamente sensíveis a câmbio, ao preço do dólar, como no mundo todo.

Cafezinho: E temos também o fator juro alto…

Ciro Gomes: Nós atiramos nessa trempe, o custo com a taxa de juros, o que é uma estupidez, porque o juro funciona como um fator dissuasório da inflação, mas quando você tem mais demanda do que oferta. O Brasil tem 34% da indústria instalada ociosa. Você tem muito menos demanda do que oferta. E aí você está botando taxa de juros para combater preço administrado pelo governo? A tarifa da energia elétrica a Dilma atualizou em 72% em São Paulo. Qual é o efeito da taxa de juros sob um decreto do governo? Percebe que é tudo um mecanismo habilitado pela retórica para transferir renda do setor que produz e trabalha, para o setor rentista. São 10 famílias abastadas que são donas do país. Donas da mídia, donas das campanhas, donas dos partidos políticos… Por isto é que eu sou tão satanizado.

Cafezinho: Fazendo um exercício de futurologia. Vamos supor que o senhor está eleito para governar o país. Qual seria, hoje, a sua primeira medida para mudar este cenário?

Ciro Gomes: Esta coisa é uma questão muito da exiguidade dos espaços jornalísticos. Não é assim que a vida funciona. O país precisa de um projeto nacional com começo meio e fim. Eu estou rabiscando esse projeto e o objetivo estratégico deve ser superar a miséria e a desigualdade. Nós ainda somos a maior miséria entre todas as economias organizadas do mundo. A fórmula de superar isto significa tomar decisão e crescer a economia. No Brasil o crescimento econômico é o efeito colateral dessa engenhoca que eles montaram. O câmbio flutuante, o superávit primário e a meta de inflação. E o que é uma meta de inflação? Isto tudo foi introduzido pelo expediente do Armínio Fraga numa madrugada, na casa do Fernando Henrique e virou ciência intocável. E quando você quer discutir o assunto, você está discutindo método, mas o cara vai dizer que eu estou querendo contemporizar com a inflação. Quando eu fui ministro da Fazenda vai ver a inflação: zero.

Cafezinho: E como enfrentar o problema da inflação, fora da fórmula do Armínio?

Ciro Gomes: Há métodos e métodos de enfrentar a inflação. No Brasil o BC aposta em taxas de juros em cima de inflação de custos, provocados por câmbio, e que é administrado pelo governo, apenas. E não se entende como os juros podem funcionar como fator dissuasório de demanda. No Brasil é tudo diferente dos manuais. Nós tivemos uma cultura de inflação de 30 anos e germinamos uma cultura de convivência com isso. Aqui, se o nosso povo quer comprar uma geladeira ou um forno de microondas, ele pouco está se lixando se está pagando duas vezes pelo mesmo objeto. O que interessa para ele é se a prestação cabe no mês dele. Então, a casa Bahia e o Ricardo Eletro, não são lojas de eletrodomésticos. São bancos, são financeiras. Eles ganham no juro, não é no lucro do que vendem. No Brasil você pega o cartão de crédito e vai comprar um remédio numa farmácia, gasta R$ 50,00 o cara te pergunta se você quer parcelar. Tenta comprar uma coisa em cinco vezes sem juros, no cartão, na Europa. Isto não existe em nenhum lugar do mundo e não há manual que explique isto. Esta é a grande questão que nós temos que resolver.

Cafezinho: Como organizar melhor a economia no Brasil?

Ciro Gomes: Fazer economia no Brasil significa você tomar uma decisão de realmente crescer e administrar o efeito colateral disto, os riscos, as oportunidades, as ameaças, etc. O caminho de crescer no Brasil também é flagrante. É estancar a desindustrialização e retomar o processo de crescimento. E o processo de desindustrialização também salta aos olhos por onde começar. São quatro setores, cada qual responsável por um quarto desse buraco, aí. Petróleo e gás, que o Brasil teima em exportar petróleo muito barato, e importar derivados em dólar, quando nós temos capacidade absoluta, de verticalizar toda a indústria do petróleo e gás aqui. Depois você tem o complexo industrial da saúde. Estamos gastando uma fábula. O governo federal gasta 17 bilhões de dólares, importando coisas que têm patente vencida. Depois você tem o complexo da defesa, em que gastamos uma fortuna. A mira dos nossos navios, nossos canhões, é com GPS americano. E quarto, o complexo industrial do agronegócio. Temos a maior agricultura tropical do planeta e 40% do nosso custo de produção é importado. Qual é a explicação? Não é uma fábrica brasileira de fertilizante? Uma fábrica brasileira de pesticida, ou de implemento agrícola? Então, para começar é isso aí.

Cafezinho: No curto prazo, dá para reverter tudo isto?

Ciro Gomes: Para começar mesmo, você tem que reverter expectativas para serem tomadas no curto prazo. Você tem quatro providências a serem tomadas. Eu deixei tudo escrito com a Dilma, e ela catatônica, não quis. Primeiro: para o passivo das empresas, nós temos 380 bilhões de dólares de reservas cambiais. Separa 50 bilhões de dólares, hospeda no BRICS, ou abre um fundo soberano, e empresta a juro internacional, com red por conta da empresa com garantias de vencimento e consolida a troca de dívida interna por dívida externa. O que acontecerá com os juros brasileiros? Caem. Vão me matar quando eu propuser isto, porque o maior pânico que o banqueiro tem é o de você pagar a dívida. Segundo: lançar um lote especial de títulos brasileiros orçados em R$ 50 bilhões. Só nisso você resgata o que a Petrobras precisa para recuperar em ação, cem por cento do seu plano de investimento. Você ganha dinheiro. O governo recupera isso daí rapidinho. Terceiro: acordo de leniência já, com todas as empresas da construção pesada. Empresas não são corruptas. Corruptas são as pessoas. A Alemanha fez isto com a Volkswagen, a América fez com a Chrysler. Em 2008, muita gente pagou pelas fraudes, mas lá, as empresas foram salvas. Agora este canalha que preside a Petrobras, convocou 17 empresas estrangeiras para uma carta-convite e excluiu todas as brasileiras a pretextos de que as empresas são corruptas. Como eu sou estudioso, fui ver cada uma das 17 empresas estrangeiras e todas estão processadas por alguma questão em seus países. Tudo ladroeira. Esse país é um país sangrado. Assaltado por todos os lados. Ninguém acredita que o país vai crescer. E não vai mesmo. E a quarta questão: é trazer a taxa de juros o mais rapidamente possível para baixo. Porque se a taxa de juros hoje está subindo no meio de uma depressão econômica excedente na história do Brasil, a taxa de juros real também está subindo. É um negócio de maluco. Para quem está lá fora entender que o Brasil tem uma meta de inflação inferior a 4%… E o juro continua a 11.25%. Agora vai ter que baixar de qualquer jeito. Negócio de maluco. Mas na hora que eles fizerem esse movimento de trazer a taxa de juros para um patamar próximo à rentabilidade próxima dos negócios, você restabelece o nexo da poupança, que é o que a gente precisa fazer no Brasil.

Cafezinho: Mas não houve também certa má vontade em investir no período Dilma? Isto não estava no bojo das questões para forçar a sua queda?

Ciro Gomes: Os industriais brasileiros quando estão nas fábricas eles percebem que as coisas estão profundas e definitivamente erradas, mas ao apropriarem algum excedente pessoal, hospedam no rentismo e aí ficam cripto conservadores. E o que fazem? Quando a empresa está quebrando, mas eles querem preservar o rentismo que lhes é favorável à pessoa física, aí começam a estressar os outros custos, que é o custo do trabalho, é o custo tributário, ou simplesmente desistem. Ou se desindustrializando, ou construindo um passivo externo para ser financiado. E isto precisa ser interrompido.

Cafezinho: Nós falamos do nosso modelo econômico. E como seria o seu modelo político?

Ciro Gomes: Não há um brasileiro que defenda o nosso modelo político. Os próprios modelos de Constituição adotados no Brasil não conhecem uma só pessoa que diga: está bom. As instituições do país estão confessadamente negadas e a partir daí é uma babel. Então você tem duas tarefas para resolver no Brasil. Dado que eu sou parlamentarista. Fomos ao povo, o povo não quis e acabou. Isto posto, com todas as contradições, eu tenho dado tratos à bola para buscar como resolvê-las. A mistura de alguns remédios pode funcionar. Primeiro: circunscrever a necessidade de uma maioria orgânica a um mero ato de governo. Ou seja, maioria simples. Não precisa de maiorias gigantescas, orgânicas, construídas na base da corrupção, ou na base da fisiologia, isto na verdade se tornou notável pelo Fernando Henrique, pelo Lula… Só há duas razões subalternas nisto. O tempo de televisão, para fazer calar o adversário, e a outra é medo de CPI. Você faz uma maioria cheia de bandidos e fica com medo que aquele Congresso, sabendo dos bandidos, vá em cima. E vai mesmo. Então, um governo meu não terá bandidos e eu não vou ter medo de CPI. Se eu idealizar uma reforma, vou fazê-la amplamente discutida, pactuada. Nada substitui o cidadão ativo tendo democracia. Nós temos uma história autoritária, de golpe. Sabe qual foi o período mais longo que nós tivemos democracia no Brasil? Os 27 anos que se encerraram agora, com a queda da Dilma. Foi o máximo de democracia que nós tivemos. Outras duas coisas, ainda para mitigar são o plebiscito e o referendo. O povo brasileiro não se sente ativo. Às vezes se sente objeto ou cliente.

Cafezinho: Foi feita uma pesquisa pela Fundação Perseu Abramo, sob encomenda do PT, que concluiu que uma faixa da classe média baixa, beneficiada por programas sociais do partido, desacredita dos políticos e vê o Estado como o seu inimigo, que nada faz por ela. Qual a sua opinião sobre esse quadro descrito na pesquisa?

Ciro Gomes: Isso é o que o povo vê em tempo real, todo dia na televisão. Por quê? Porque o neoliberalismo precisa desmoralizar o Estado o tempo todo. Na Europa estagnada é igualzinho. E está aí a tragédia de 65 milhões de refugiados. Pelo exemplo, nós precisamos recuperar a consciência e a responsabilidade pelas questões coletivas e não é o mercado, é o estado. Mas o povão separa. Ele critica o gênero, mas ele separa no que ele confia. O sistema já tinha ruído há muito tempo.

Cafezinho: O senhor falou em lutar para derrubar o conservadorismo. Aceitaria participar e lutar por isto numa frente ampla de esquerda?

Ciro Gomes: O Brasil não precisa de uma frente ampla. Pelo contrário. Nós precisamos fazer uma autocrítica, porque nós falhamos vergonhosamente. Primeiro porque nobilitamos uma política ultraconservadora. Nós estivemos no centro do conservadorismo em 12 anos de poder. Nós contemporizamos com o que há de mais corrupto na vida brasileira. E foi só um projeto de poder, em 12 anos de governo. Não foi em nome de um projeto de país. Nós falhamos.

Cafezinho: Tem como governar com este Congresso que está aí?

Ciro Gomes: Claro, pois se eles foram eleitos pelo povo temos que governar com eles, pois como eu lhe disse, eu sou um democrata. Agora, isto daí está como está porque o centro do poder é que é podre. O Itamar Franco, a quem eu servi como ministro, encerrou 40 anos de inflação com este Congresso aí. Nunca contemporizou, nunca fez aliança e nem se submeteu à chantagem de ninguém. Simples assim. O Lula no primeiro mandato não contemporizou com esta gente. Evidente que se levantou contra ele o golpe, o mensalão, etc, mas porque erraram. Foram replicar as práticas do PSDB de São Paulo. Mal sabendo que o PSDB de São Paulo era e é acobertado pela grande mídia, que é sócia deles. E o Lula nunca foi. Lula foi intolerado e resolveu brincar de PSDB, mensalão. Marcos Valério era o operador do PSDB até que foi apresentado ao José Dirceu, que achou que era o crime perfeito. Pensou: eu vou replicar o crime do meu adversário, só existe ele, e ele não vai me denunciar. E se ele me denunciar eu denuncio ele. Cansaram de dizer ‘eles fizeram também’. Ora, fizeram também, mas não se deve fazer. Eles, do PSDB, fazem isto há séculos no país. Com vários nomes diferentes, mas fazem isto há séculos, no Brasil.

Cafezinho: De dentro, a visão que se tem do Congresso é diferente?

Ciro Gomes: Vou lhe explicar. Eu já fui o deputado mais votado do Brasil. O Congresso brasileiro foi a pior coisa da minha vida. Só para você ter uma ideia, explodiu a crise de 2008 e ninguém mencionou. Para você ver o nível de alienação. Ninguém mencionou no parlamento a mais aguda crise do capitalismo mundial, até que eu protestei lá. Vamos passar em branco? Não vamos nem sequer discutir o assunto? E aí às pressas arranjaram lá um dia de debate. Olhando daquele posto de vista, lá de dentro, a Câmara pode ser dividida assim: um terço, gente séria e boa. Outro terço de ladrões, bandidos, marginais de quinta categoria, tipo o Cunha. E o outro terço é mestiço. Se o governo prestigiar esse lado sério, esse lado mestiço aqui se adapta e vem para cá. E se esse lado mestiço percebe que o executivo está indo para o outro lado, ele vai para lá. Essa constituição aí não nasceu de ontem para hoje. O Eduardo Cunha, por exemplo, o Lula deu Furnas para ele, que é uma das grandes companhias de energia elétrica no Brasil. O Lula deu Furnas para ele, que botou uns milhões no bolso e distribuiu o resto para os colegas. Virou presidente da Câmara. E fez o impeachment. Quem botou o Michel Temer na linha de sucessão foi o Lula, brincando de Deus, como eu protesto.

Cafezinho: Quando o senhor diz que Lula brincou de Deus, o que quer dizer exatamente?

Ciro Gomes: O Lula lá pelas tantas começou a se sentir autorizado a fazer o que bem quisesse e entendesse. Parte com razão, e outra parte por desequilíbrio emocional, mesmo. Eu vi essa posição do Lula ali, de dentro.

Cafezinho: O Senhor disse que tem conversado com muita gente. Lula e Fernando Henrique, por exemplo?

Ciro Gomes: Fernando Henrique apenas em ambientes sociais. Eu não tenho muito que conversar com ele não. Já com o Lula eu tenho conversado bastante. Sobre o país, sobre o Brasil. Recentemente fui ao hospital visitar a mulher dele, D. Marisa, que era minha amiga, fui ao enterro. E ele agora só quer falar de política.

Cafezinho: E em que termos?

Ciro Gomes: Eu tenho dito para ele, o seguinte: eu não mudo de lado. Acho que a candidatura dele é um desserviço a ele e ao país. A ele, porque, na melhor hipótese, ele ganha – mas ele pode perder a eleição. As pessoas vêem a preferência, e tal, mas não vêem a rejeição. Neste caso ele replicará para os próximos anos isto que está aí. Aí vai fazer o quê? Vai conciliar de novo com esta gente? Eu não vou mais. Eu votei nele em 89, em 94 eu votei no Fernando Henrique porque ajudei a fazer o Real. Rompi com Fernando Henrique porque ele fez cair tudo o que a gente pensou e prometeu. Eu votaria em Lula no segundo turno, mas não teve segundo turno. Depois, como eu era candidato e perdi, votei nele no segundo turno. Eles me deram uma rasteira, tá tudo certo, voltei e apoiei a Dilma. Dois terços dos deputados do Ceará votaram contra o impeachment. Foi o único estado brasileiro que honrou a nossa tradição. Nós fomos o primeiro estado brasileiro que aboliu a escravidão. É um estado muito politizado. E agora de novo eu só sirvo para isto? Para ser vice?

Cafezinho: Em hipótese alguma o senhor aceitaria ser vice?

Ciro Gomes: Não. Eu não tenho muita personalidade para ser vice, né? Vice tem que ser um cara discreto, leal, e eu vou ficar numa chapa que eu não aprovo, que vai botar o Meirelles? O Lula queria porque queria que a Dilma botasse o Meirelles como ministro da Fazenda. Depois o país sofre um golpe de Estado, e o golpista bota o Meirelles como ministro da Fazenda. Então, eu não tenho nada a fazer aí. Nem pensar.

Cafezinho: E se o Lula for candidato? O senhor será candidato?

Ciro Gomes: Sou. Saiu na Folha de São Paulo, porque a imprensa tem isto – ou por desinformação ou por maldade – eu disse que quem decide a minha candidatura é o meu partido. Então, se o meu partido quiser, eu sou candidato. E digo também, para além dessa minha afirmação, que é categórica, que se o meu partido quiser, por qualquer circunstância, que não gostaria de ser candidato se ele fosse. Porque eu cultivo a verdade e as pessoas na política não gostam muito disto. O que eu digo é que se o Lula sair candidato, eu fico muito espremido no espaço para o eleitor me achar. Esse ambiente vai ficar absolutamente passional. O cara vai discutir que um fugiu da cadeia, o outro vai falar em fascismo, e eu falando de economia, de projeto para o país, então o meu discurso vai se perder nisso. Vai ficar difícil, mas eu serei candidato. E desta vez eu vou com disposição de ganhar.

Cafezinho: E agora, como irá se comportar a sua língua?

Ciro Gomes: Eu existiria se não fosse a minha língua? Eu não sou plutocrata, não tenho televisão, não tenho fortuna, não tenho empresa. Sou filho de funcionário público, fui educado quase toda a minha vida na escola pública, no Ceará, dentro do movimento estudantil, então a minha meta de luta é a minha palavra.

Cafezinho: Alguma declaração de que o senhor se arrependa?

Ciro Gomes: Eu tenho 37 anos de vida pública falando todo dia não sei quantas horas. Em algum momento alguma coisa escapole, mas não me arrependo de nenhuma delas não. Nenhuma foi por atitude subalterna. Sempre foi em defesa do nosso povo. Eu nunca precisei fazer uma frase para me defender de acusações de malversação de dinheiro público. Não tive nenhum inquérito, nem sequer para ser absolvido.

Cafezinho: Uma das suas declarações polêmicas foi sobre a sua vida particular. O senhor expõe pouco esse lado. Como está a sua vida, agora?

Ciro Gomes: Eu tinha decidido sair da política, mas a minha paixão pelo Brasil fez com que muitas vezes eu me oferecesse para ajudar. Já ajudei, mas com o estado do Ceará eu tinha uma responsabilidade. Eu, nesses últimos anos ajudei a preparar uma geração nova e altamente qualificada, que está tomando conta e brilhando. O Rio de Janeiro está quebrado, o Rio Grande do Sul está quebrado, o estado de Minas quebrado, e o Ceará é a maior formação bruta de capital, no país. Um estado pobre, e eu ajudei a fazer isso. Geração nova. O meu governador lá tem mestrado, é médico, tem PHD em saúde pública. Na avaliação do MEC o Ceará tem 77 das cem melhores escolas do Brasil. As 24 primeiras são todas do Ceará. Então eu estou desobrigado e tinha resolvido parar. Aceitei pela primeira vez um emprego no setor privado, estava ganhando um salário que eu sempre achei que merecia. Era super executivo, mas nunca ninguém me pagou, porque o serviço público não paga, e aí veio o impeachment. E eu achei que seria uma deserção de um dos meus deveres para com a pátria, ficar calado, omisso, cuidando da minha vida pessoal. Pedi demissão no dia que a Dilma foi afastada. Pedi, na mesma hora e fui para a guerra. Falo pelos cotovelos, tenho falado durante 37 anos, e tudo que falam de mim são as bobagens que eu falei? Viva eu!

afezinho: O senhor não respondeu. E a vida?…

Ciro Gomes: Tenho um filhinho novo, mas não estou casado não. Só namorando.

A lista de Fachin fechou com 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados envolvidos em escândalos. (O eleitor brasileiro se sente envergonhado)


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Pularam de um lado, caíram no outro, mas desta vez parece que serão “fisgados”. Aliás, um já foi.

Ministro relator da Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal, coloca o alto escalão político do País sob investigação (por Breno Pires, da sucursal de Brasília do jornal O estado de S. Paulo)
O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas – como mostram as 83 decisões do magistrado do STF, obtidas com exclusividade pelo Estado.

O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, não aparecem nesse conjunto porque não possuem mais foro especial.

Estado teve acesso a despachos do ministro Fachin, assinados eletronicamente no dia 4 de abril.
Também serão investigados no Supremo um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 24 outros políticos e autoridades que, apesar de não terem foro no tribunal, estão relacionadas aos fatos narrados pelos colaboradores.

Os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, são os políticos com o maior número de inquéritos a serem abertos: 5, cada. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Senado, vem em seguida, com 4.

O governo do presidente Michel Temer é fortemente atingido. A PGR pediu investigações contra os ministros Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, , Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Roberto Freire (PPS), da Cultura, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Padilha e Kassab responderão em duas investigações, cada.

As investigações que tramitarão especificamente no Supremo com a autorização do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, foram baseadas nos depoimentos de 40 dos 78 delatores.

Os relatos de Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo, são utilizados em 7 inquéritos no Supremo. Entre os executivos e ex-executivos, o que mais forneceu subsídios para os pedidos da PGR foi Benedicto Júnior, (ex-diretor de Infraestrutura) que deu informações incluídas em 34 inquéritos. Alexandrino Alencar (ex-diretor de Relações Institucionais) forneceu subsídios a 12 investigações, e Cláudio Melo Filho (ex-diretor de Relações Institucionais) e José de Carvalho Filho (ex-diretor de Relações Institucionais), a 11.

Os crimes mais frequentes descritos pelos delatores são de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, e há também descrições a formação de cartel e fraude a licitações.

Leia também;

>> Alckmin usou cunhado para pegar R$ 10,3 mi do setor de propinas da Odebrecht, dizem delatores

O ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos – um dos 77 delatores da empreiteira na Operação Lava Jato -, afirmou que o grupo fez ‘pagamentos em espécie de R$ 350 mil’ para o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), quando já não ocupava mais cargos no governo.

O Estado teve acesso a despachos do ministro Fachin, assinados eletronicamente no dia 4 de abril.

O executivo afirmou que ‘se reunia pessoalmente’ com Dirceu e que parte dos valores foi direcionada à campanha do filho do ex-ministro, Zeca Dirceu para deputado federal. Segundo o delator, o petista era registrado com o codinome ‘guerrilheiro’ no setor de propinas da Odebrecht.

O depoimento de Fernando Ayres embasou pedido do procurador-geral da República de abertura de investigação contra Dirceu e Zeca, autorizado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

Dirceu está preso desde agosto de 2015. Ele foi condenado em duas ações penais pelo juiz federal Sérgio Moro. Somadas, as penas contra Dirceu chegam a 31 anos de prisão. O petista foi sentenciado em maio de 2016 a 23 anos e 3 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em março deste ano, voltou a ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, desta vez, por 11 anos e 3 meses.
“Segundo o Ministério Público, o colaborador afirma que esteve com José Dirceu, após este não ser mais Ministro de Estado, por várias ocasiões, quando discutiram eventuais negócios privados que o ex-ministro pudesse intermediar. Nesses encontros também foram tratadas contribuições para as campanhas municipais dos anos de 2008 e 2012 e para o legislativo estadual e federal no ano de 2010, as quais seguiam a indicação de José Dirceu”, destaca o relator da Lava Jato no Supremo.

Leia a íntegra no Notícias Agrícolas

Imunidade. O presidente da República, Michel Temer (PMDB), é citado nos pedidos de abertura de dois inquéritos, mas a PGR não o inclui entre os investigados devido à “imunidade temporária” que detêm como presidente da República. O presidente não pode ser investigado por crimes que não decorreram do exercício do mandato.

Lista. Os pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foram enviados no dia 14 de março ao Supremo. Ao todo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF 320 pedidos – além dos 83 pedidos de abertura de inquérito, foram 211 de declínios de competência para outras instâncias da Justiça, nos casos que envolvem pessoas sem prerrogativa de foro, sete pedidos de arquivamento e 19 de outras providências. Janot também pediu a retirada de sigilo de parte dos conteúdos.

Entre a chegada ao Supremo e a remessa ao gabinete do ministro Edson Fachin, transcorreu uma semana. O ministro já deu declarações de que as decisões serão divulgadas ainda em abril. Ao encaminhar os pedidos ao STF, Janot sugeriu a Fachin o levantamento dos sigilos dos depoimentos e inquéritos.

A LISTA DOS ALVOS

Senador da República Romero Jucá Filho (PMDB-RR)

Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)

Senador da República Renan Calheiros (PMDB-AL)

Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS)

Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)

Senador da República Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)

Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)

Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)

Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)

Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara

Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)

Deputado federal Milton Monti (PR-SP)

Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)

Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)

Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE)

Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)

Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)

Senador da República Paulo Rocha (PT-PA)

Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)

Senador da República Edison Lobão (PMDB-PA)

Senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Senador da República Jorge Viana (PT-AC)

Senadora da República Lidice da Mata (PSB-BA)

Senador da República José Agripino Maia (DEM-RN)

Senadora da República Marta Suplicy (PMDB-SP)

Senador da República Ciro Nogueira (PP-PI)

Senador da República Dalírio José Beber (PSDB-SC)

Senador da República Ivo Cassol

Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)

Senadora da República Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

Senadora da República Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)

Senador da República Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

Senador da República José Serra (PSDB-SP)

Senador da República Eduardo Braga (PMDB-AM)

Senador Omar Aziz (PSD-AM)

Senador da República Valdir Raupp

Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)

Senador da República Eduardo Amorim (PSDB-SE)

Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

Senador da República Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)

Senador da República Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)

Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)

Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)

Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)

Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)

Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)

Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)

Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)

Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)

Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)

Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)

Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)

Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão

Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)

Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)

Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)

Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)

Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)

Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)

Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)

Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)

Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)

Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)

Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)

Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)

Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)

Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)

Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)

Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)

Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)

Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)

Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)

Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)

Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)

Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)

Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho

Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)

Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)

Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado

Valdemar da Costa Neto (PR)

Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014

Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010

Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig

Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)

Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)

Guido Mantega (ex-ministro)

César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal

Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado

Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro

José Dirceu

Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)

Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy

Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC

João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia

advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão

Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá

Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio

Eron Bezerra, marido da senadra Grazziotin

Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos – a38

Humberto Kasper

Marco Arildo Prates da Cunha

Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho

José Feliciano.

O que o eleitor brasileiro espera é que as investigações não parem aí. Afinal, tudo tem seu dia, e agora é a vez dos grandões culpados serem punidos e o brasileiro começar a escrever uma nova história deste país. Fonte Estadão.

Vem aí o Musical Jovem. O grande evento da Igreja Adventista de Maracás. Não perca!


 

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Art Cantus de Jequié em uma das suas apresentações

O espetáculo vai fazer parte das festividades pela passagem do aniversário de Maracás, sendo no primeiro sábado, 22,  três dias após a data oficial da emancipação da cidade, que é 162 anos no dia 19 de Abril.

 

O final da tarde e começo da noite do dia 22 de abril,  vão ser de festa e louvor a Deus, com alegria  e muitos musicais na praça de Maracás fazendo belíssimas  apresentações. O local será na área de eventos anexo à Praça Rui Barbosa, no centro da cidade. Uma das organizadoras do evento, Denise Oliveira, esteve visitando a redação do jornal e blog Café com Leite e falou um pouco sobre essa sua alegria, que é compartilhada com os demais irmãos que estão fazendo parte deste projeto, que são Adailton, Nadiane, Érica e a irmã Ana Amélia, além de outros que também têm contribuído. “estamos organizando este evento para que seja realizado um grande espetáculo, (após as fotos continue lendo)

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Galera do Musical Novo Canto de Placas, Iramaia

voltado para o espiritual, para que as pessoas possam se aproximar mais de Deus, num momento em que o mundo está perdendo os controles. Estou muito feliz com o que estamos organizando para a cidade de Maracás, por ser algo para Deus, como foi dito. Estou feliz também por ter encontrado portas abertas na prefeitura, onde já nos asseguraram que vão nos apoiar. Vou aqui agradecer à pessoa de Edimá Vieira, que é da Cultura de Maracás, pela sua boa vontade; quero também agradecer a diretoria da

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Pastor Daione e mais Érica, Denise, Adailton (Dai) e o pastor regional Rafael. Galera que faz parte da organização. 

Rádio Tribu’s FM de Maracás, na pessoa de Alfredo Junior, que inclusive cedeu um horário para uma entrevista com a gente, que está marcada para o dia 19, às 10:15 horas. Eu não poderia deixar de citar também o jornal e blog Café com Leite na pessoa do editor Walter Salles, que é um Adventista e que está também apoiando esse projeto, que em nome do Senhor Jesus, se assim for a sua vontade, será o primeiro de vários,”, informou Denise, bastante entusiasmada, lembrando que, se assim Deus permitir, vem aí o grande Congresso Adventista de Maracás, aguardem.

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Denise visita  redação do jornal e fala do evento com brilho nos olhos

Denise adiantou que para esse evento, vão vir alguns grupos musicais que são ‘pra lá de bom’,  como Musical Art’ Cantus da cidade de Jequié e o Novo Canto de Placas, município de Iramaia. “Ainda falando em Musical, vamos trazer um cantor de Salvador, esse eu prefiro deixar para surpresa. Quem quiser conhecê-lo, para ver como ele louva bem ao Senhor,  bem como conhecer os outros musicais, compareçam à Praça Rui Barbosa, na área de eventos para juntos louvarmos ao Senhor e nos aproximar cada vez mais desse Deus que é tão bom e misericordioso. Repetindo a data, vai ser no dia 22 de Abril a partir da 17 horas, sem hora para acabar”, concluiu Denise.

Ainda falando das coisas espirituais, Denise convida para essa semana, que vai até o dia 15 de Abril, quem quiser visitar e participar da Semana de Resgate, que fala sobre o Amor de Jesus por todos, e que é preciso ser resgatada essa vontade de cada um, de estar mais perto de Deus. Vale lembrar que o mundo se tornou um labirinto onde as pessoas não têm encontrado a porta de saída, mas ela existe e o seu nome é JESUS que quer resgatar você para ficar perto d’Ele. Vá até a Igreja Adventista do Sétimo Dia da sua cidade e participe da Semana de Resgate.  No final você vai assistir a um lindo filme que é (O Resgate).

Disse Trump: “Se a China não quiser nos ajudar a gente vai pra briga só”


Tillerson, ao lado de Trump, disse que apesar de bombardeio a base aérea, prioridade de Trump ainda é derrotar o 'EI' (Foto: Reuters/Carlos Barria)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (11) no Twitter que os americanos estão prontos para agir sozinhos contra a Coreia do Norte caso não consigam o apoio da China, segundo a Reuters. O programa nuclear norte-coreano provoca tensão entre os dois países.

A declaração do chefe de estado americano acontece no dia em que a mídia estatal norte-coreana alertou para a possibilidade de um ataque nuclear contra os Estados Unidos a qualquer sinal de uma ação militar preventiva dos americanos.

“A Coreia do Norte busca problemas. Se a China decidir ajudar, isso será genial. Se não, resolveremos o problema sem eles!”, disse Trump. (G1)

Na nossa visão, (mídia Café com Leite) as brigas no mundo, depois da chegada do Trump, apenas está começando, o que certamente muitos países que se sentem pequenos irão se unir a outros, pois numa possível provocação vinda dos EUA, a galera já vai está preparada. Por outro lado, o complexo de superioridade dos americanos, e agora mais ainda, pode reduzir o país e até correr o risco de até ficar em maus lençóis.

BAVI- Mais uma vez a polícia teve que entrar em ação. Quase 50 pessoas foram detidas. Esse foi o saldo da selvageria.


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Fonte Nova lotada e torcida em pé de guerra

Um BaVi em que as duas torcidas saem perdendo independente do placar. A polícia deteve 45 pessoas em uma ocorrência no Dique do Tororó. A confusão entre torcedores também tomou conta da Ladeira da Fonte. Os dados confirmados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) também dão conta de que entre os presos está o presidente da Torcida Uniformizada Imbatíveis, do Vitória, Gabriel Oliveira e o vice-presidente da Bamor, de nome não informado.

Ainda conforme as informações da SSP-BA, os 45 torcedores detidos, foram lavrados cinco termos circunstanciados (TCO) e encaminhados para o Juizado da Vara de Esporte. Além das brigas de torcedores, a 1ª Delegacia dos Barris, registrou um roubo e um furto. As pessoas envolvidas nas brigas de torcidas foram enquadradas no Estatuto do Torcedor e serão julgadas na vara especializada em esporte.

A confusão teria iniciado por integrantes de torcidas organizadas. A Polícia Militar emitiu uma nota sobre os confrontos das torcedores.

“De acordo informações da 2ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) e Batalhão Especializado em Policiamento de Eventos da Polícia Militar (BEPE), neste domingo (9), por volta das 13h30, foram acionados para intervir em um confronto entre torcidas antes do início do jogo BAVI, próximo a Ladeiras do Pepino, no Dique do Tororó. Contornada a situação um novo tumulto voltou a ocorrer na Ladeira da Fonte, onde torcedores do Vitória dispararam rojões em direção à torcida do Bahia e após intervenção do BEPE, cerca de quarenta e cinco torcedores do Vitória foram conduzidos para a delegacia especial situada no estádio onde foram apresentados ao Delegado de plantão.

Também foram apresentados o presidente da torcida Imbatíveis e o vice-presidente da Bamor por descumprirem o Art. 41-B do Estatuto do Torcedor”.