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Mulher doa rim para estranho: “chamado de Deus”


Foto: Crysti Shirley doou um de rins para Jim Abed - Foto: Fox

Foto: Crysti Shirley doou um de rins para Jim Abed – Foto: Fox

Uma mulher que doou seu rim a um estranho está sendo chamada de “anjo da guarda” pela família do homem que ela salvou.

“Se não fosse por [Crysti Shirley] eu estaria participando de um funeral. Ela é uma pessoa bonita ”, disse Maysa Munsey Slominski, prima do receptor, à Fox News na última quarta-feira.

Até recentemente, Jim Abed precisava desesperadamente de um novo rim.

O homem de Fairfax, Virgínia, EUA, estava na lista de transplantes há cerca de dois anos, fazendo diálise várias vezes por semana enquanto esperava.

O tempo de Jim Abed estava se esgotando, por isso a prima dele, Slominski, foi ao Facebook em fevereiro com a esperança de encontrar um doador para Jim Abed.

Mas no mês seguinte, uma ex-colega de trabalho de Slominski, Crysti Shirley, viu o seu post pela primeira vez.

Crysti conhecia Slominski de um trabalho anterior, mas ela e Abed eram completos estranhos.

 

Arrepios

 

Em março o post chamou a atenção de Shirley.

“Quando eu digo me chamou a atenção, quero dizer me deu arrepios. Era a história de alguém amado que precisava de um rim O” , escreveu no Facebook.

“Eu sabia no meu coração que eu estava destinada a dar meu rim a ele. Eu não posso explicar isso”, disse Shirley à Fox News.

Ela fez contato com Slominski e começou o processo para descobrir se ela seria compatível com Abed, pai de dois filhos.

Deu certo: os dois eram compatíveis.

Os médicos de Abed disseram que a compatibilidade estava num parente próximo, como um irmão ou pai – não um estranho.

 

A cirurgia

No dia 26 de julho, os dois foram submetidos à cirurgia no Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, EUA.

“Foi lindo”, disse Shirley, acrescentando que ela tinha uma “enorme sensação de paz” e não estava nervosa na manhã do procedimento.

Shirley foi liberada do hospital dois dias após a cirurgia, mas ficou em um hotel próximo com o marido até Abed ser libertado também. Ambos estão agora em casa se recuperando.

“[Abed] ficou muito surpreso com a bondade de alguém que nem é seu amigo”.

Enquanto a família de Abed vê a ação de Shirley como uma bênção, o oposto também é verdadeiro para ela.

“Eu que recebi a bênção”, disse ela. “Minha esperança é que ele possa sair e viver uma vida plena e bonita”.

“Deus me chamou para fazer isso; não há necessidade de agradecer”, acrescentou Crysti Shirley.

Com informações do MSN

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Ponte cai na Itália, carros caem e há pelo menos 20 mortos


Da G1.

Uma parte da ponte Morandi desmoronou em Gênova, no norte da Itália, na manhã desta terça-feira (14), e deixou “dezenas de mortos” de acordo com o serviço de emergência, citado pela agência italiana Adnkronos e o jornal “Le Reppublica”.

Segundo o diretor da central de emergência 118 Gênova, Francesco Bermano, várias pessoas estão sob os escombros da ponte, que tinha cerca 100 metros de altura. O jornal “La Stampa” afirma que 20 morreram.

O ministro do transporte de Itália, Danilo Toninelli, afirmou que o colapso da ponte parece “uma tragédia imensa”.

Imagem postada no Facebook mostra parte de viaduto que colapsou nesta terça-feira (14) em Gênova, na Itália (Foto: PAOLA PIRRERA / FACEBOOK / AFP) 

 

 

Emprego mais feliz do mundo: ele avisa ganhadores da loteria


Matt Hart - Foto: reprodução / ABC/GNN

Matt Hart – Foto: reprodução / ABC/GNN

Imagine ganhar dinheiro para ser portador de boas notícias… avisar aos ganhadores da loteria que eles estão milionários! Este é o emprego de Matt Hart.

O serviço dele é ligar para os ganhadores da loteria e dizer que eles ganharam milhares, ou milhões de dólares.

Hart trabalha para a The Lott, a maior operadora de loteria da Austrália. Todos os dias, ele entra em uma sala à prova de som e telefona para os ganhadores da loteria pra explicar que eles superaram as probabilidades e ganharam o sorteio.

Em entrevista à ABC Radio Brisbane, Hart contou que ele faz cerca de 700 telefonemas por ano, uma média de duas ligações por dia.

A surpresa

Normalmente, os prêmios giram em torno de US $ 10.000 – R$ 37.000 aproximadamente – mas Matt Hart lembra do dia em que uma pessoa ganhou US $ 50 milhões – R$ 185 milhões.

O vencedor disse que não sabia se devia “rir, chorar ou abraçar sua esposa”.

Matt conta que, quando recebem o telefonema do prêmio, muitas pessoas ficam tão atordoadas que nem conseguem falar.

Outras gritam e muitas não conseguem acreditar na boa notícia.

Houve uma vez em que o vencedor ameaçou chamar a polícia antes de desligar o telefone, até que foi convencido de que era verdade.

Histórias que ele ouve

Ele garante que se engana quem pensa que a pessoa que ganha na loteria gasta rápido todo o dinheiro.

“Há um equívoco de que as pessoas explodem tudo em um ano, mas muitas pessoas nos dizem: ‘Não se preocupe, eu não vou explodir, eu serei responsável’.”

Um vencedor disse que estava animado para cortar o cabelo, enquanto outro disse que queria deixar seu emprego e se tornar um monge budista.

O que as pessoas mais falam é que querem pagar a aposentadoria de seus pais ou ajudar financeiramente seus filhos.

“Ficamos em contato com os vencedores por alguns meses e, às vezes, anos depois de vencer, para ver como foi a experiência”, disse Hart à ABC.

Trabalho feliz

Hart afirma que tem o trabalho mais feliz do mundo.

“Você se sente como uma mistura entre o Papai Noel, a Fada dos Dentes e o Coelhinho da Páscoa ao entregar o prêmio em dinheiro”, disse Hart à VICE.

“É surreal que interrompamos a vida de alguém, todas as manhãs, para dar a notícia de que eles ganharam um grande prêmio e agora são milionários ou multimilionários”.

“É uma coisa muito emocional Ouvimos sobre suas esperanças e sonhos… o que eles sempre pensaram que fariam com um milhão de dólares”, diz.

Com informações da ABC e GNN

Civilização e barbárie


As eleições sempre marcaram no Brasil um momento de reflexão. Bem ou mal, é o período em que se faz algum tipo de avaliação do mandato vigente para que se possa apontar a continuidade de um projeto ou a interrupção deste projeto.

A eleição, a rigor, é um processo mais simples do que parece ser ou do que a elite brasileira quer que ele seja. Para os políticos conservadores de direita, a eleição é uma provação, uma tortura, até porque políticos conservadores de direita têm certa dificuldade em sua relação com o voto. Por isso eles tentam sempre truncar a eleições. Por isso, eles a subestimam, por isso, eles a violentam, por isso eles a desprezam, por isso eles as tratam como um ‘mal necessário’.

Há muita gente que poderia contestar o pressuposto “políticos conservadores têm dificuldades com o voto”. Mas eu o reitero. Reitero e pergunto: quando se teve voto, qual político conservador foi eleito para a presidência? Por mais que FHC seja hoje um ente folclórico, tomado de frustração e ressentimento, em 1994 ele não era propriamente um reacionário.

Volte-se um pouco atrás – porque o ‘depois de FHC’ nem é preciso mencionar – e temos políticos progressistas sendo eleitos pelo povo e tirados pelos golpes, em meio a nossa ‘maldição do vice’: Jango foi um Temer ao contrário, pois seu cabeça-de-chapa era o habitual político higienista anti-corrupção (Jânio Quadros), figura solitária e levemente desequilibrada.

Juscelino Kubitchek encarnou a felicidade e a autoestima como premissas básicas de seu ethos político e de seu projeto, tomado de fragilidades e delírios, mas legitimados pelo voto, afinal. O capítulo Getúlio é assaz complexo para meio parágrafo, mas é inédito o fato de um ditador voltar pelo voto – e depois cometer suicídio por perseguição política da elite –, basta que se diga isso.

 

A magra democracia brasileira não teve muitas chances de eleger quem ela sempre desejou: líderes populares e progressistas com o mínimo domínio linguístico do português falado pelo povo. Afora a maldição do vice, temos a maldição do Odorico Paraguaçu, a ideia falsa e fajuta de que o povo humilde gosta de quem fala ‘difícil’ – ou de quem é flagrantemente demagógico como Alckmin, só para citar um exemplo.

O que elege políticos como Alckmin ou Doria ou FHC é o medo. Eles não têm e nunca tiveram voto consolidado de conceito. São votos ‘negativos’, votos do ‘não’, votos calcados na ‘repulsa ao outro’. É o sistema político brasileiro, tão arraigado e tão menosprezado por analistas décadas a fio: a esquerda afirma e a direita nega, a esquerda se expõe e a direita se esconde, a esquerda formula e a direita faz fichamento das teses econômicas anglo-saxônicas.

A direita sempre menosprezou o povo, para ela uma espécie de ‘efeito colateral’ da democracia – e sempre foi aristocraticamente elogiada por nossa imprensa secular que, nada mais é que um ‘braço’ em seu espectro de ação.

 

 

A esquerda, por sua vez, sempre aprofundou sua conexão com o povo, para ela a essência máxima da democracia – e sempre foi violentamente criticada por isso, sob a ótica destrutiva e negativa daqueles que, diante da soberania, enxergam ‘populismo’.

O processo político brasileiro – no entanto e a despeito dessa simplicidade olímpica que deveria ser respeitada, a saber: a eterna escolha entre dois projetos evidentes e ‘chapados’, como diria o ministro Luiz Fux – tem suas complexidades subscritas. E não são poucas. Se se quiser a análise técnica –  advirto – dotada de metodologia e procedimento leitor, até uma simples cebola se torna um emaranhado de sentidos.

Em tempo: o embate que está em curso hoje no Brasil, mais do que nunca, é civilização versus barbárie. Não é esquerda versus direita, não é progressismo versus conservadorismo, não é status quo versus renovação: é civilização versus barbárie.

É o nosso encontro com o presente sempre adiado pela história. A luta interna por soberania que caracteriza todo e qualquer país – ou pelo menos, um país dotado de autoestima republicana – não aconteceu no Brasil. Nosso processo de independência foi fake. Nosso processo de transição do império para a república foi fake. Ambos foram conduzidos pela elite escravocrata, violenta e assassina.

É muito curioso que, mesmo depois de um processo tão desvirtuado de construção de soberania, ainda se tivesse no Brasil alguma cifra de nação, que se arrastou valentemente durante todo o século 20, a despeito de todos os golpes.

Que se tenha havido golpes em profusão em nossa história é ainda mais um sintoma de que habita aqui, neste solo em que se plantando tudo dá (inclusive provas judiciais contra inocentes), um povo poderoso e investido de imensa humanidade e consequência. O povo brasileiro não é qualquer povo. É único, é forte, é resistente, é bonito, é insinuante, é democrático, é utópico, é solidário, é valente.

 

 

Mitos como o do povo “burro”, “violento” e “preguiçoso” são o simulacro que a elite nos projeta, como forma de controle, indiferença e auto compensação libidinal. Na verdade, quem é burro, preguiçoso e violento é o nosso eterno consórcio golpista, também chamado de elite escravocrata. Isso já está posto pela história e pela realidade impiedosa do presente.

Senão, vejamos: o que é ser de esquerda? Ser a favor de inclusão social? Ser a favor de uma cobertura universal de vacinação de crianças e trabalhar por isso? Ser contra o racismo? Ser contra a homofobia? Ser contra o genocídio de índios? Ser contra o genocídio de presos? Isso é ser de esquerda?

Continuo: o que é ser de esquerda? Ser a favor de um regime de partilha social de uma riqueza mineral que pertence ao país e ao povo deste país? Ser a favor de uma população universitária robusta e qualificada? Ser a favor de um programa que permita estudantes no exterior agregando valor, cultura e conhecimento tecnológico para o país em que vivemos e crescemos? Isso é ser de esquerda?

Prossigo: o que é ser de esquerda? Ser a favor dos direitos LGBTT e do casamento gay? Ser a favor da emancipação da população carente através de projetos sociais? Ser a favor da internacionalização da nossa indústria, da nossa cultura, da nossa marca? Ser a favor de um sistema de saúde que atinja toda a população brasileira? Isso é ser de esquerda?

Respondo: não. Isso não é ser de esquerda. Isso é ser civilizado. Isso é o mínimo que um ser humano deveria sentir e acreditar com todo o seu corpo e sua alma em um século também chamado de século 21. É o básico, o ponto de partida, o pontapé inicial.

A sociedade brasileira foi tomada por um fenômeno de linguagem muito precário e primitivo chamado ‘simulacro’, que nada mais é do que a distorção acelerada e brutalizada dos fatos concretos que pertencem aos sentidos da história e da civilização.

Acreditou-se, por alguma razão infeliz, que aqueles valores minimamente virtuosos ali postos fossem propriedade da esquerda, quando, na verdade, são apenas processos civilizatórios.

Não há ‘contrário’ possível para valores como a inclusão social. O contrário é a ‘barbárie’. Isso matou o debate qualificado em solo brasileiro, sob o testemunho cúmplice e preguiçoso de muitos intelectuais agraciados com os favores editoriais da imprensa secular.

A prova de que a resposta da direita derrotada à ação vitoriosa da esquerda brasileira foi primitiva e dotada de profunda ignorância (e precariedade de interpretação de texto) atende pelo nome/sigla Michel Temer/PSDB.

Coadjuvantes infames dessa aliança grotesca são os ‘Bolsonaros’ (peões avançados da truculência sub intelectual) e ‘Marinas Silvas’ (elementos de contenção e omissão, prepostos inertes para vitimizações melodramáticas).

Ao se ver em um beco sem saída civilizatório, esse segmento apodrecido da sociedade brasileira resolveu optar pela barbárie. Resolveu facilitar – por extrema preguiça em oferecer um projeto alternativo de país.

É um segmento que não sabe ‘formular’, não sabe propor, não saber debater. Por isso, ele é violento. Por isso, ele é omisso. Por isso, ele se vitimiza. Por isso, ele opera nos interstícios da destruição do cinturão de proteção social, espaço que, para eles, são trincheiras de resistência da esquerda (quando na verdade, são trincheiras de resistência da civilização).

Por isso, o debate da Band foi um vexame. Por isso, o povo brasileiro vem reafirmando dia pós dia o que ele quer. Ter um debate paralelo na internet, de resistência, com mais de 3 milhões de acessos é um soco na imprensa secular e obsoleta. Sem a civilização presente, os debates com os candidatos ‘anões’, ovelhas desgarradas da democracia, serão rechaçados pela população brasileira e figurarão como usina de memes de internet, nada mais.

A direita, encurralada pela própria preguiça e por sua emblemática má formação intelectual – subserviente, anacrônica, interrompida, tecnocrata, carreirista – decidiu fazer o simulacro raivoso da civilização que lhe acossou o traseiro. Chamou a civilização de ‘esquerda’ e perdeu o bonde e o trem da história.

A direita-barbárie brasileira, tomada por Kins Kataguiris, Alexandres Frotas, Generais Mourões, Anas Amélias, Michéis Temers, Lucianos Hucks e tucanos mil – os seres dotados dos mais profundos déficits de leitura que a história brasileira já testemunhou – afunda-se dia após dia mais e mais na lama da cena política.

Eles erodem a soberania de um povo, exterminam os investimentos, fazem vista grossa a genocídios, usam o exército como peça publicitária, entregam a cultura e a tecnologia de uma nação inteira sem a menor cerimônia (Embraer, Pré-sal, Base de Alcântara), assassinam o pouco de direitos que o povo trabalhador detinha desde a criação da CLT, implodem programas universais de vacinação de crianças, fazem voltar doenças do século 19.

Isso é barbárie.

Isso não é alternativa de poder, não é alternativa de nada. Isso é apenas barbárie.

O povo brasileiro já entendeu isso. O povo brasileiro ‘é’ o Brasil. Não existe Brasil sem povo. A população está deixando o seu recado todos os dias, nas pesquisas de intenção de voto e de opinião. O povo está avisando que não quer o prosseguimento deste processo golpista.

O povo brasileiro não quer a continuidade da barbárie. Ele quer a civilização de volta. Ele quer cuidar dos seus filhos, do seu futuro, do seu trabalho. O povo brasileiro é, sim, pacífico, e extrai dessa vocação à vida, toda a sua força que não cessa de se inscrever em nossa história.

O povo brasileiro quer se manifestar, ele quer a eleição, ele respeita o restinho de institucionalidade que sobrou deste processo agônico de auto destruição.

O momento de o Brasil se encontrar consigo mesmo chegou. É a eleição mais importante da história. Tentemos não fulanizá-la com a pior geração de candidatos que um sufrágio já assistiu. Tampouco com as divergências internas no campo da civilização (ou da esquerda, como preferirem, a essa altura do campeonato das palavras).

É hora de fazer o que nossos antepassados não tiveram a oportunidade de fazer: construir a soberania definitiva de um povo. Isso exige coragem e autoestima, mas também inteligência e humildade.

Encaremos essa missão de restituir a civilização nesta sociedade tão espancada por sua elite covarde, sociedade esta que merece a chance de construir um sonho mais uma vez.

Afinal, nossa memória não pode negar: enquanto durou, a democracia foi uma experiência maravilhosa.

Vamos trazê-la de volta. Sem medo.

*

P.S.: este escriba recebeu uma mensagem carinhosa do escritor Raduan Nassar e agradece publicamente a honra e a responsabilidade de ser lido por um dos maiores escritores da história. Um beijo, querido Raduan.

Mas só que essa mídia antiga, mercenária e arcaica está perdendo força, o que dificilmente fará  o efeito de outrora, fonte 247, ultimo paragrafo Café com Leite Notícias.

Rick e Renner anunciam retorno da dupla: ‘Estamos de volta e vamos seguir em frente’


Dupla sertaneja estava separada desde 2015, quando aconteceu o segundo rompimento dos artistas.

Casal de ciclistas que embarcou em viagem de volta ao mundo tem morte trágica


Há 1 ano, casal de ciclistas começou a aventura sobre rodas. Eles pediram demissão de seus respectivos empregos para embarcar em uma viagem de volta ao mundo de bicicleta, mas não podiam imaginar o que viria pela frente

Casal de ciclistas viagem de volta ao mundo morte trágica

A ideia era aproveitar a vida ao máximo, longe da mesa do escritório e da agenda de compromissos. Mas eles não podiam imaginar o que viria pela frente.

Os americanos Lauren Geoghegan e Jay Austin, ambos de 29 anos, pediram demissão de seus respectivos empregos em Washington DC, nos Estados Unidos, para embarcar em uma viagem de volta ao mundo de bicicleta.

A vida é curta, o mundo é grande e queremos tirar proveito da nossa juventude e boa saúde antes de perdê-las“, escreveu Austin.

Foi essa a razão que levou o casal a fazer a viagem que terminou tragicamente no dia 29 de julho, quando foram mortos por simpatizantes do grupo extremista autodenominado Estado Islâmico, no Tadjiquistão.

Eles tinham acabado de completar um ano da aventura sobre duas rodas.

O casal estava registrando os principais momentos da jornada em um blog – dos grandes encontros a imprevistos e infortúnios.

Os relatos mostram que, em algumas ocasiões, eles confirmaram suas convicções sobre a bondade humana, mas em outras se viram diante de pessoas mal intencionadas.

A maldade existe, é verdade, mas ainda assim é rara”, escreveu Austin, quando estava no Marrocos.

Em geral, os seres humanos são bons. Algumas vezes, egoístas, míopes em outras, mas são bons. Generosos, maravilhosos e bons. Não temos uma revelação maior do que essa em nossa viagem“, acrescentou.

Duas bicicletas e o mundo

Ex-aluno da Universidade de Georgetown, Austin trabalhava para o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos Estados Unidos, antes de embarcar na viagem.

Após adotar um estilo de vida minimalista, ele queria expandir sua visão de mundo, conforme escreveu no blog Simply Cycling. E se aventurou a conhecer o norte dos Estados Unidos de scooter.

Seu amor pelo turismo sobre rodas cruzou as fronteiras com um passeio pelo Marrocos.

Inspirada pelas viagens de Austin, Geoghegan começou, por sua vez, a flertar com o ciclismo ao ir pedalando para o escritório.

E, em 2016, passou a cogitar a ideia de abandonar o trabalho para andar de bicicleta pelo mundo, de acordo com o jornal americano The New York Times.

Em junho de 2017, Austin contou a história de como ele e a namorada deixaram seus respectivos empregos para realizar um sonho.

Pedi demissão hoje“, escreveu o americano um mês antes da viagem.

Estou cansado de passar as melhores horas da minha vida diante de um retângulo que brilha (a tela do computador), de colorir os melhores anos da minha vida com tons cinza e bege.”

Perdi muito pôr do sol enquanto estava de costas. Muitas tempestades passaram despercebidas, muitas brisas sem serem apreciadas“, completou.

O fim de um sonho

Algumas semanas antes da tragédia, Austin e Geoghegan escreveram que planejavam continuar pedalando por mais um ano, talvez dois ou três. “Mas só se nos divertirmos“, afirmaram.

Não tiveram mais muito tempo.

Depois de pedalar pela África e pela Europa, chegaram ao Tadjiquistão, ex-república soviética, que faz fronteira com o Afeganistão, a China, o Quirguistão e o Uzbequistão.

Lá se juntaram a um grupo de ciclistas estrangeiros.

Em uma parte do trajeto, o grupo foi atingido intencionalmente por um veículo em que estavam vários jovens que disseram ser ligados ao Estado Islâmico. Após o atropelamento, eles esfaquearam as vítimas.

Além do casal americano, um turista holandês e um suíço morreram no ataque, que deixou vários outros ciclistas feridos.

Dois dias depois do ocorrido, o Estado Islâmico divulgou um vídeo em que cinco homens prometem matar os “infiéis“. A identidade deles não foi confirmada. Com informações BBC

‘Nunca brigamos. É conversa fiada isso aí’, afirma Dedé Santana sobre Renato Aragão


Humorista ainda revelou, em entrevista exibida ontem (9) na RedeTV!, que o beijo que deu em Xuxa em filme não foi técnico: ‘Ela disse: lasca!’['Nunca brigamos. É conversa fiada isso aí', afirma Dedé Santana sobre Renato Aragão]

Foto : Divulgação

Em entrevista ao programa “Sensacional”, da RedeTV!, ontem (9), o humorista Dedé Santana relembrou os tempos de “Os Trapalhões” (1969-1994) e falou sobre o suposto desentendimento com Renato Aragão, o imortal Didi Mocó.

“Nunca brigamos. É conversa fiada isso aí. Eu sempre briguei com o Renato, desde o começo, mas era briga dele reclamar do horário, ou de eu querer fazer um tipo de filme e ele não”, afirmou.

E completou: “Na realidade ele é o grande cabeça dos ‘Trapalhões’, porque ele sabia que direção tomar. Todos eram iguais, mas ele tinha uma visão… É um cara de negócios mesmo, que sabia botar o rumo na coisa”.

Em determinado momento do bate-papo, Dedé confessou que o beijo que deu em Xuxa no longa “Os Trapalhões e o Mágico de Oroz” (1984) não foi técnico. “Eu falei: ‘Vem cá, eu não sou galã de cinema nem de novela, né? Não sei dar beijo técnico. Como é que eu faço?’. Ela falou assim: ‘lasca!’. Quando terminou, fui lá falar com ela: ‘Xuxa, como é que foi o beijo?’. Ela falou: ‘foi xoxo’”, contou. Metro1

Malária é confirmada em 112 casos na região Noroeste do ES


Doença teve 92 registros em Vila Pavão e 20 em Barra de São Francisco até esta sexta-feira (10). Força tarefa está atuando nas cidades e repelentes são distribuídos em comunidades.

Malária é confirmada em 112 casos na região Noroeste do ES

Espírito Santo já registra 112 casos confirmados de malária, até a manhã desta sexta-feira (10). Em Vila Pavão, onde um laboratório foi montado para monitorar a doença, já foram registrados 92 casos. E em Barra de São Francisco, 20.

Além dos registros confirmados, uma pessoa morreu por causa da doença. Foi o idoso Ailton Pereira da Silva, de 76 anos, que morreu na última semana.

Para conter o avanço da doença, repelentes começaram a ser distribuídos de graça para a população de Vila Pavão após a confirmação dos casos. A cidade também recebeu um carregamento de inseticidas.

Além das ações de prevenção, os municípios receberam testes rápidos, que são aplicados em idosos, crianças e grávidas, e dão um resultado em 15 minutos.

Testes rápidos são feitos para detectar malária (Foto: Wando Fagunes/ TV Gazeta)

Testes rápidos são feitos para detectar malária (Foto: Wando Fagunes/ TV Gazeta)

As pessoas desse grupo prioritário, caso sejam diagnosticadas com malária, são internadas imediatamente no hospital.

A malária é uma doença comum em estado do Norte do Brasil. A transmissão ocorre pela picada do mosquito Anopheles stephensi, chamado de mosquito prego, que também se reproduz em água parada.

Entenda como acontece a transmissão e os sintomas da doença:

Entenda como é a transmissão e sintomas da malária

Entenda como é a transmissão e sintomas da malária

Suspeita é de que doença chegou do Norte

A suspeita é de que a doença chegou à Vila Pavão com uma pessoa que veio da região Norte. Mas os médicos acreditam que é pequeno o risco do protozoário chegar até a região metropolitana de Vitória, já que o mosquito transmissor vive em matas mais comuns no interior do estado.

Laboratório faz testes rápidos de malária em crianças, grávidas e idosos em Vila Pavão, no Espírito Santo (Foto: Wando Fagunes/ TV Gazeta)

Laboratório faz testes rápidos de malária em crianças, grávidas e idosos em Vila Pavão, no Espírito Santo (Foto: Wando Fagunes/ TV Gazeta)

Vila Velha

Um caso de malária foi detectado numa idosa, de 82 anos, em Vila Velha, na Grande Vitória. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde.

A mulher é moradora de Vila Pavão, mas foi ao município da Região Metropolitana para visitar uma filha, que mora no bairro Riviera da Barra.

O caso está sendo monitorado pelo município porque, apesar de já ter sido constatado que a doença foi contraída em Vila Pavão, o diagnóstico foi dado em Vila Velha.

Situação de emergência

Por conta do número de casos, a prefeitura de Vila Pavão decretou situação de emergência de Saúde nesta segunda-feira (6). Esta é a a primeira vez que o Espírito Santo registra a forma mais grave da doença.

De acordo com a prefeitura, o decreto de situação de emergência autoriza a adoção de medidas administrativas necessárias à contenção do surto, especialmente, a aquisição pública meios necessários ao atendimento emergencial à população.

Funcionário gentil com autista ganha meio milhão de reais


Jordan Taylor e Jack Ryan Edwards - Foto: reprodução / Facebook

Jordan Taylor e Jack Ryan Edwards – Foto: reprodução / Facebook

Jordan Taylor foi apenas gentil e atencioso com um jovem autista e não imaginava que a atitude simples, de respeito, iria mudar sua vida e provocar uma verdadeira corrente do bem.

Jordan é funcionário de uma mercearia em Baton Rouge, Louisiana, nos EUA.  Na semana passada, quando ele estava reabastecendo as prateleiras de suco de laranja, notou um adolescente autista de 17 anos o observando atentamente.

Era Jack Ryan Edwards. Ele não parava de olhar o trabalho. Taylor perguntou a Ryan se ele gostaria de ajudá-lo no seu serviço. O garoto fez sinal de positivo e juntos eles reabasteceram as prateleiras de suco de laranja meia hora.

“Um milagre”

O pai do adolescente ficou comovido com o gesto de compaixão do funcionário e começou a gravar imagens do filho interagindo e trabalhando… algo raro para Ryan.

“Todos nós sabemos que o autismo dificulta sair e, às vezes, as mercearias podem ser um desafio”, escreveu Delaney. “Poderia ter ignorado ele. Poderia ter dado uma desculpa e dizer que não era permitido que o ajudasse. Em vez disso, deixou que ele tivesse seu momento e deu a minha família um momento que jamais esqueceremos”, disse a irmã mais velha de Ryan, Delaney, nos dois vídeos que postou no Facebook.

Ela elogiou a gentileza de Taylor: “Pode parecer nada para as outras pessoas, mas como você pode ouvir meu pai dizer no vídeo, [‘Estou vendo um milagre acontecer’].”

Corrente do bem

Delaney disse que Jordan encorajou Jack Ryan ao terminar cada tarefa e ela quis saber mais sobre o rapaz que ajudou o irmão.

A jovem descobriu que Jordan ama matemática e que gostaria de ser um educador algum dia.

Sensibilizada Delaney criou a campanha “Vamos mandar Jordan para a Faculdade”, na página no GoFundMe, para arrecadar 100 mil dólares e pagar a faculdade de Taylor.

Deu certo! O post viralizou rapidamente. Milhares de pessoas doaram para a campanha, agradeceram ao funcionário por sua linda atitude e agora, uma semana depois, a campanha estourou a meta: passou de 124 mil dólares – quase 460 mil reais.

 

 

Carro e emprego

E teve mais: a boa ação de Taylor atraiu uma cooperativa de crédito da cidade, que doou um carro para a família de Taylor.

Como o bem vai e volta, a onda positiva continuou reverberando.

Representantes da mercearia entraram em contato com Ryan e ofereceram um emprego pra ele na loja, depois que assistiram aos vídeos onde aparece trabalhando com Taylor.

Delaney. e Jordan Taylor - Foto: GoFundMe

Delaney. e Jordan Taylor – Foto: GoFundMe

Assista aos vídeos:

Com informações do GNN

A balsa de isopor que transporta moradores de favela por canal de esgoto a R$ 0,11


Meio de transporte improvisado é opção ‘mais barata’. Governo quer proibir trajeto, por temer que passageiros caiam no esgoto.

Uma balsa improvisada feita de isopor se tornou uma espécie de “tábua de salvação” para moradores de uma favela na cidade indiana de Mumbai. Veja o vídeo.

Eles usam a plataforma para atravessar um canal de esgoto e pagam 2 rupias pela travessia, o equivalente a R$ 0,11.

“É um valor muito acessível para chegar do outro lado do canal”, diz uma das passageiras. “Sem essa opção, teríamos de pegar um tuque-tuque por 40 rupias (R$ 2,18)”.

Sanjay Waghela fez a “balsa” aos 14 anos, usando isopor descartado.

“Antes, a única opção das pessoas era andar no meio do esgoto, já que elas não têm como pagar por um tuque-tuque todos os dias”, conta ele.

Agora, porém, ele teme que seu ‘negócio’ seja fechado pelas autoridades, por questões de segurança.

“O governo não ofereceu qualquer ajuda. Em vez disso, quer que eu pare o serviço”, diz Waghela.

“Meus passageiros estão acostumados com a balsa. Eles sabem como e onde ficar. Eles não caem. Eles sabem como se equilibrar”, afirma o inventor.

Segundo ele, a renda que obtém com o serviço o ajuda a sustentar a família.

 


Professor paga escola para 45 meninas, após perder filha


Foto: ANI

Foto: ANI

Um professor encontrou num gesto de solidariedade, uma forma para homenagear a filha, Dhaneshwari, que morreu no começo do ano passado por problemas de saúde.

O professor Basavaraj decidiu pagar as mensalidades de 45 estudantes na escola MPHS Govt High School, na cidade de Kalaburagi, onde também trabalha, na Índia.

A iniciativa surpreende não apenas pela generosidade, mas também pelas dificuldades culturais enfrentadas pelas mulheres no país.

Na Índia, em geral, as meninas não estudam até o ensino médio, já que as famílias preferem que ajudem no trabalho doméstico, ou na lavoura.

Gratidão

“Nós pertencemos a famílias pobres e as taxas que não podemos pagar são pagas pelo senhor Basavaraj em memória de sua falecida filha. Desejamos que sua filha descanse em paz”, disse Fathima, uma estudante da MPHS Govt High School.

Nós também esperamos que a filha de Basavaraj se orgulhe do pai.

A escola está localizada em Kalaburagi – uma pequena cidade no nordeste de Karnataka que, de acordo com uma pesquisa da Sarva Shiksha Abhiyan (SSA) realizada no ano passado, teve 63 por cento de desistência dos alunos antes do início do ano letivo.

A pesquisa foi realizada para identificar crianças “fora da escola” em Karnataka antes do ano letivo de 2017-18.

O estudo também revelou que Kalaburagi teve a segunda maior taxa de evasão escolar, com quase 1.389 alunos.

A razão é que famílias pobres não podem pagar educação para seus filhos.

A maioria dos alunos abandona a escola para ajudar suas famílias.

Com informações do Financial Express

Bombardeio contra ônibus com crianças deixa mortos e feridos no Iêmen


Dezenas de pessoas foram mortas ou ficaram feridas; número ainda é incerto. Coalizão árabe que combate os houthis diz rebeldes dispararam míssil na véspera.

Por que a Interpol aceitou a acusação de parcialidade de Moro. Por Joaquim de Carvalho


Durán, a decisão da Interpol, e os Smith, ops, Moro

 De acordo á matéria publicada no Diário do Centro do Mundo, três fatos foram decisivos para a Interpol cancelar o alerta vermelho em relação a Rodrigo Tacla Durán.

Um deles é a completa inércia do Ministério Público Federal em relação à representação apresentada por três deputados (Paulo Pimenta, Paulo Teixeira e Wadih Damous) para que investigue a denúncia do ex-advogado da Odebrecht de corrupção na Lava Jato.

Essa denúncia, acompanhada de perícias feitas na Espanha, foi feita por Rodrigo Tacla Durán na CPI da JBS, em novembro do ano passado, a representação foi encaminhada uma semana depois.

Outro fato é a reiterada recusa de Sergio Moro para ouvir Tacla Durán como testemunha nos processos sob sua jurisdição, principalmente contra Lula, em que justifica sua negativa com o argumento em que coloca em dúvida qualquer informação que ele possa apresentar.

E o terceiro fato que chamou a atenção dos dirigentes da Interpol é a entrevista que Moro deu ao Roda Viva, em que antecipou julgamento sobre um investigado, chamando-o de “mentiroso”.

Para a instituição, estas são evidências de que o Brasil violou o artigo 2 da Constituição da Interpol — “Assegurar e promover a mais ampla assistência mútua possível entre todas as autoridades policiais criminais dentro dos limites das leis existentes nos diferentes países e no espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos.”

Um dos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, descrito no artigo 10, é que toda pessoa tem direito a um julgamento justo — “Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.”

A Interpol já havia negado um pedido de Tacla Durán, formulado em dezembro de 2016, logo depois que foi preso na Espanha, em razão do Alerta Vermelho.

Na época, a Interpol considerou o pedido do Brasil procedente e informou Tacla Durán de sua decisão em janeiro de 2017.

Um ano e três meses depois, em abril de 2018, o advogado, já em liberdade na Espanha, depois que foi negada a extradição, pediu a revisão desta decisão e apresentou os três fatos novos relacionados na abertura do artigo.

A Interpol ouviu seu escritório no Brasil e entendeu que as autoridades brasileiras não conseguiram afastar as dúvidas quanto à parcialidade de Moro (leia o relatório da Interpol, traduzido para o português, ao final da reportagem).

Ao que parece, o que mais impressionou a Interpol é a entrevista de Moro ao Roda Viva, que foi ao ar em março, alguns antes de Tacla Durán pedir a revisão da decisão que havia mantido o Alerta Vermelho.

A entrevista foi tratada pela esposa de Moro como final de Copa do Mundo. Como ela contou em seu Instagram, reuniu amigas em seu apartamento para assistir ao Roda Viva e todos posaram para foto, fazendo o V da vitória. Rosângela escreveu: “Boas energias”.

Rosângela reuniu as amigas para ver, em clima de Copa do Mundo, a entrevistado do marido no Roda Viva

Na oportunidade, em que o então apresentador do programa, Augusto Nunes, comentou que a Operação Lava Jato era modelo para o mundo, o editor executivo da Folha de S. Paulo, Sergio Dávila, tocou no assunto Tacla Durán, talvez o único tema espinhoso daquela entrevista. Ainda assim, teve muito tato.

Dávila perguntou:

Eu queria que o senhor aproveitasse essa oportunidade para esclarecer o caso Jorge Tacla Durán (errou o nome), que está sendo investigado no âmbito da Lava Jato. Ele diz ou acusa. Ou insinua que o Carlos Zucolotto, advogado das suas relações, teria o tráfico de influência junto ao senhor via advocacia da sua mulher. O senhor não quer aproveitar essa ocasião para comentar esse caso, falar o que o senhor acha dele?

Moro responde:

“Na verdade, existe uma acusação de que ele é um profissional de lavagem de dinheiro, que trabalhava para o setor de operações estruturadas do Grupo Odebrecht e, no curso das investigações, ele fugiu do país e se refugiou na Espanha. Foi decretada a prisão dele, e ocorre que ele tem dupla nacionalidade, a Espanha tem uma base para recusar a extradição, porque nós também não extraditamos nossos nacionais. Esse indivíduo fez essas afirmações, e concomitantemente ele mesmo falou que o juiz e os procuradores deveriam se afastar do caso, por conta desse episódio. Mas, assim, é uma fantasia que não existe nenhuma base concreta, nenhuma prova, nenhuma base empírica em relação ao que ele fala. O que se tem é que é uma pessoa acusada de crimes graves. Essa pessoa tem lá, afirma que é advogado, e tem lá 17 milhões de dólares bloqueados em Cingapura, em contas offshores (sic). Várias pessoas afirmam, segundo a acusação, que ele teria envolvimento com lavagem de dinheiro. E simplesmente, a meu ver, ele inventou essa história para tentar afastar o juiz do caso. E se for ver lá, qual que é a base disso? Nunca, ninguém, nessa investigação, levantou qualquer margem de suspeita contra a conduta dos procuradores ou sobre a conduta do juiz. Tem até críticas, por exemplo, de excessos, de rigor, mas jamais de desonestidade. Então, tem esse único indivíduo, que é uma pessoa foragida, suspeito de crimes gravíssimos, levanta essas históricas sem qualquer base empírica. Então, quanto a isso, a meu ver, o sujeito é simplesmente um mentiroso.”

 

Na frase, de uma agressividade incomum para um magistrado, existem alguns pontos que precisam ser esclarecidos.

Não há registro de que Tacla Durán tenha dito que era necessário o afastamento de Moro e de procuradores. De onde o juiz tirou essa informação?

O primeiro veículo que noticiou a denúncia de Tacla Durán foi a Folha de S. Paulo, com uma reportagem de Mônica Bergamo sobre o livro que o advogado escrevia (“Testemunho”), em que contava que o advogado Carlos Zucolotto Júnior lhe havia proposto facilidades em um acordo de delação premiada em troca de 5 milhões de dólares pagos “por fora”.

Para tanto, prometia conversar com DD (não disse quem era, mas existe um DD na Lava Jato, é o coordenador Deltan Dallagnol).

Moro, procurado, divulgou uma nota dura em que defendia Zucolotto, o que é estranho: o correto para um magistrado seria investigar a denúncia.

Como ele pode ter certeza de que seu nome não foi usado em negociação nebulosa?

Tacla Durán pode, efetivamente, não estar falando a verdade, embora a seu favor ele tenha apresentado o print da tela de seu celular periciada por peritos da Espanha, com a transcrição da conversa em que Zucolotto teria feito a proposta.

A favor de Tacla Durán, há também o fato de que Zucolotto foi seu advogado, em causas de sua família, que tem um ramo em Curitiba, ao tempo que o escritório tinha como sócia Rosângela Moro.

Também a favor dele, há o e-mail do Ministério Público Federal em Curitiba, enviado a Tacla Durán um dia depois da conversa com Zucolotto. É a minuta do acordo — favorável a ele, como havia prometido o advogado amigo de Moro.

Nada disso foi investigado, apesar da denúncia na CPI da JBS e da representação ao Ministério Público Federal.

Do lado de Moro, além das manifestações agressivas do juiz, houve também reação de Rosângela.

A esposa do juiz postou em seu Instagram uma foto de páginas da Folha de S. Paulo como embrulho de banana e escreveu:

“Imprensa…. para o bem e para o mal. Separam o joio do trigo e publicam o joio.”

Rosângela bateu na Folha

Publicou também uma foto de Zucolotto de gorro, e deu um testemunho sobre ele:

“Sim! É meu amigo. Foi meu sócio, é meu compadre, é parceiro e é do bem. O tempo esclarece tudo ! Enquanto isso seguimos na nossa amizade e de nossas famílias, enlouquecendo mentes criativas e destrutivas. @zucolotto faz o melhor churrasco da vida toda.”

Eu procurei Zucolotto, em dezembro do ano passado, em seu escritório, em Curitiba.

Propus a uma advogada que me atendeu na recepção que ele me desse entrevista gravada. Meu compromisso é que a entrevista seria publicada sem edição. Não tive retorno.

Na CPI da JBS, houve pedido para que ele fosse convocado a depor, mas Zucolotto nunca foi chamado.

Zucolotto no Instagram de Rosângela: “ele é do bem”

A lei é para todos?

No caso de envolver a Lava Jato, não.

Mas ainda há tolos ou desinformados que acreditam na lorota de que o Brasil vive uma nova etapa de sua história, em que ninguém é blindado.

No Brasil, ainda cola.

Mas, na Interpol, a máscara de Moro como herói caiu.

Ao cancelar o alerta vermelho de Tacla Durán, o Interpol emitiu o sinal de que a decisão dele não tem valor.

.x.x.x.x.

PS 1: Enviei três perguntas a chefe da Interpol no Brasil, delegado da Polícia Federal Rodrigo Bartolamei:

1) Como o senhor recebeu esta decisão?

2) Considera que o Brasil foi desautorizado/desmoralizado?

3) O que fazer para que situações desse tipo, que prejudicam a imagem do Brasil no exterior, não se repitam?

A assessoria de imprensa da Polícia Federal confirmou o recebimento das perguntas e as encaminhou para Bartolamei, que decidiria se daria resposta ou não. Até agora, 14 horas do dia 8 de agosto de 2018, não respondeu. Assim que responder — e se responder —, serão publicada.

.x.x.x.

PS 2: A íntegra da decisão da Interpol:

A Secretaria Geral da Organização Internacional de Polícia Criminal – INTERPOL vem, por meio deste, certificar que, a partir de hoje, o Sr. Rodrigo TACLA DURAN, nascido em 13 de setembro de 1975, não está mais sujeito a emissão ou difusão de Alerta Vermelho da INTERPOL.

Lyon, 20 de julho de 2018.

Escritório de assuntos jurídicos Secretaria Geral ICPO – INTERPOL

DECISÃO DA COMISSÃO (105ª Sessão, 3 – 5 de julho de 2018)

A Comissão de Controle de Arquivos da INTERPOL (a Comissão), por meio da Câmara de Solicitações, composta por:

Vitalia PIRLOG, Presidente

Petr GORODOV,

Sanna PALOV,

Isaias TRINDADE,

Membros,

Após deliberar a portas fechadas durante sua 105ª sessão, em 5 de julho, a Comissão apresentou a seguinte Decisão:

I. PROCEDIMENTO

1. Em dezembro de 2016, o Sr. Rodrigo TACLA DURAN (o Requerente) protocolou uma petição perante a Comissão.

Após a entrega de todos os documentos exigidos, conforme o Artigo 10 das Regras de Funcionamento da Comissão, o pedido foi julgado procedente e a Comissão informou o Requerente de tal decisão em 4 de janeiro de 2017.

2. Conforme Artigo 5(e, 4) das Regras sobre Controle de Informação e Acesso aos arquivos da INTERPOL (RCI), o Escritório Central Nacional da INTERPOL (NCB) do Brasil e o Requerente foram informados da decisão.

3. Durante sua 99ª sessão (março de 2017), a Comissão concluiu que os dados contestados estavam de acordo com as regras da INTERPOL, aplicadas ao processamento de dados pessoais. O Escritório Central Nacional do Brasil e o Requerente foram informados do resultado.

4. Em 24 de abril de 2018, o Requerente protocolou um pedido de revisão perante a Comissão. Outros comunicados foram enviados à Comissão em relação ao seu pedido em 2 e 10 de maio de 2018.

5. Em 31 de maio, tanto o Requerente quanto o Escritório Central Nacional fonte dos dados contestados foram informados de que a Comissão iria estudar o caso durante a 105ª sessão.

II. FATOS

6. O Requerente é cidadão do Brasil e da Espanha.

7. Ele está sujeito a um alerta vermelho emitido em 14 de setembro de 2016 a pedido do Escritório Central Nacional do Brasil, por acusações de fraude, corrupção e violação de normas de controle cambial.

8. Segue o resumo dos fatos, conforme registrado no Alerta Vermelho: “Brasil: De 1º de janeiro de 2009 a 1º de janeiro de 2015: RODRIGO TACLA DURAN é um especialista em lavagem de dinheiro. Ele está envolvido em diversos crimes. Ele recebia por meio das contas bancárias das suas empresas ou de contas secretas no exterior grandes quantias de dinheiro de três empreiteiras (Mendes Júnior, UTC e Odebrecht) envolvidas na investigação chamada “Operação Lava-Jato”. Alguns dos indivíduos investigados confessaram que essas transferências de dinheiro eram ilegais e que o propósito era criar dinheiro “vivo” para subornar agentes do governo. O diretor de uma empresa reconheceu ter usado os serviços ilícitos de RODRIGO para criar dinheiro em “caixa 2” e disse: “os serviços oferecidos por RODRIGO DURAN eram obter ganhos financeiros por meio de contratos fictícios”. Jan/2009 a Jan/2015, RODRIGO, por meio de contratos falsos com muitas empresas, obteve cerca de R$ 35 milhões. Para viabilizar a lavagem de dinheiro, muitos contratos falsos foram assinados e recibos emitidos, totalizando mais de R$56 milhões. Foram descobertos depósitos milionários feitos em contas de empresas controladas por ele”.

9. Em 18 de novembro de 2016, o Requerente foi preso na Espanha em consequência do Alerta Vermelho. Em 24 de janeiro de 2017, autoridades brasileiras enviaram à Espanha o pedido de extradição por meio de canal diplomático. Em 3 de fevereiro de 2017, ele foi solto mediante entrega do passaporte e apresentação periódica no tribunal.

III. O PEDIDO DO REQUERENTE

10. O Requerente pediu que os dados relativos a ele fossem excluídos. Ele essencialmente alega que: a) Os procedimentos criminais que serviram de base para o alerta vermelho foram transferidos do Brasil para a Espanha; b) Não se espera que seu direito ao devido processo legal e suas garantias de um julgamento justo sejam respeitados no Brasil; c) A Espanha negou o pedido de extradição feito pelas autoridades brasileiras.

IV. MARCO LEGAL APLICÁVEL

11. Disposições gerais:Segundo o Artigo 2(1) da Constituição da INTERPOL, a Organização deve “garantir e promover a maior assistência mútua possível entre todas as autoridades policiais dentro dos limites das leis existentes em diferentes países e respeitando a Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

12. Campo de competência da Comissão:Segundo o Artigo 36 da Constituição da INTERPOL, a Comissão garantirá que o processamento de dados pessoais pela Organização seja feito em conformidade com o estabelecido pelo regimento da Organização a respeito da questão.Segundo o Artigo 3(1)(a) e o Artigo 33(3) do Estatuto da Comissão, os poderes da Comissão estão limitados a controlar se o processamento de dados nos arquivos da INTERPOL atende as exigências legais da INTERPOL aplicáveis.

13. Pedido por revisão:Segundo o Artigo 42 do Estatuto da Comissão: “(1) Pedidos por revisão da decisão da Câmara de Solicitações podem ser feitos apenas quando têm base na exibição de fatos que possam levar a Câmara de Solicitações a uma conclusão diferente se o fato já era conhecido na época em que o pedido estava sendo processado. (2) Os pedidos de revisão devem ser feitos dentro de seis meses após a descoberta do fato”.

14. Questões de extradição:Segundo a Resolução da Assembleia Geral da INTERPOL AGN/53/RES/7 de 1984, “se alguns países se recusam a extraditar, o fato é relatado aos demais Escritórios Centrais Nacionais em um adendo ao alerta original”.

V. CONCLUSÕES

15. Ao revisar as questões levantadas, a Comissão usou como base para as suas conclusões informações fornecidas pelo Requerente, os Escritórios Centrais Nacionais interessados e a Secretaria Geral da INTERPOL.

A. Pedido de revisão

a) O Requerente

16. O Requerente alega que, em 11 de abril de 2018, uma decisão proferida pelo juiz que preside a ação penal contra ele no Brasil transferiu parte da ação para a jurisdição espanhola, que havia expressado anteriormente sua disposição de tramitar a ação em seus tribunais. O Requerente também afirma que a parte do processo que não foi transferida para a Espanha já havia sido arquivada no Brasil, em 24 de abril de 2018.

17. O Requerente argumenta que seu direito ao devido processo legal e a um julgamento justo seria violado se ele fosse enviado de volta ao Brasil para responder às acusações. Ele afirma que o juiz que preside a ação demonstrou repetidamente parcialidade contra ele ao não permitir que ele testemunhasse em outras ações, tendo declarado em decisões judiciais que não se pode confiar na palavra do Requerente, pois ele é uma pessoa acusada de crimes e um fugitivo internacional, e tendo falado com a imprensa sobre as acusações feitas pelo Requerente em relação à corrupção de pessoas próximas ao juiz.

18. O Requerente afirma que a extradição ao Brasil foi negada pelas autoridades espanholas em 25 de julho de 2017 e que, em tal decisão, as autoridades espanholas expressaram disposição de tramitar em seus tribunais a ação penal contra ele, caso solicitado pelas autoridades brasileiras.

b) Conclusões da Comissão

19. A Comissão relembrou que de acordo com o Artigo 42 do Estatuto da CCF “(1) “(1) Pedidos por revisão da decisão da Câmara de Solicitações podem ser feitos apenas quando têm base na exibição de fatos que possam levar a Câmara de Solicitações a uma conclusão diferente se o fato já era conhecido na época em que o pedido estava sendo processado. (2) Os pedidos de revisão devem ser feitos dentro de seis meses após a descoberta do fato”.

20. A Comissão avaliou as alegações do Requerente à luz do Artigo 42 de seu Estatuto, segundo o qual a parte que busca a revisão de uma decisão da Comissão deve apresentar um fato que: seja novo, poderia ter levado a Comissão a tomar uma decisão diferente se fosse de conhecimento na época em que o pedido começou a ser processado e seja apresentado à comissão dentro de até seis meses após a descoberta do fato.

21. Neste caso, informações fornecidas pelo Requerente e confirmadas pelo NCB demonstram que, no dia 11 de abril de 2018, ou seja, após a Decisão tomada pela Comissão em 2 de março de 2017, parte do processo contra o Requerente foi transferido da jurisdição brasileira para a espanhola.

22. A Comissão também levou em consideração matérias jornalísticas enviadas pelo Requerente a respeito da conduta do juiz responsável pela ação penal no Brasil, informações fornecidas pela NCB, além de uma pesquisa de fontes abertas a respeito da questão.

23. A Comissão decidiu que tais elementos eram fatos novos que poderiam ter levado a Comissão a tomar uma decisão diferente se fossem de conhecimento na época em que o pedido começou a ser processado e confirmou que foram apresentados pelo Requerente dentro do período de seis meses.

24. Com base no acima exposto, a Comissão conclui que os critérios para a revisão do caso foram atendidos e decide examinar as alegações do Requerente em vista dos fatos novos.

25. A Comissão também analisou um terceiro argumento do Requerente a respeito da recusa das autoridades espanholas de extraditá-lo em 25 de julho de 2017. Observa-se que tal informação não foi apresentada pelo Requerente dentro dos seis meses e, portanto, a Comissão não considerou esse argumento ao tomar sua decisão.

B. A Transferência dos processos: Ne bis in idem

a) O Requerente

26. O Requerente alega que na decisão da Sala del Penal de la Audiência Nacional que negou sua extradição, no dia 25 de julho de 2017, o tribunal declarou que, caso as autoridades brasileiras o solicitassem, ele poderia ser processado perante a justiça da Espanha.

27. No dia 4 de setembro de 2017, antes da Sección de la Sala de lo Penal de la Audiência Nacional, um novo processo criminal (querella) foi iniciado contra o Requerente, em aplicação da legislação penal espanhola. Alegando que a existência de dois processos distintos perante jurisdições diferentes, mas baseados nos mesmos fatos seria uma violação do princípio de ne bis in idem, o Requerente solicitou ao Superior Tribunal de Justiça que julgasse a decisão sobre a querella, para que somente o processo espanhol continuasse.

28. O Requerente alega que, em 11 de abril de 2018, o juiz que presidiu o processo no Brasil emitiu uma decisão determinando a transferência de parte do processo judicial para a jurisdição da Espanha. O requerente também afirma que a parte do processo que não foi transferida para a Espanha já havia sido arquivada no Brasil, no dia 24 de abril de 2018.

29. Como as autoridades espanholas, que agora são responsáveis pelo processo penal contra ele não solicitaram que o Alerta Vermelho fosse mantido, e como o status dos demais processos no Brasil não é claro, o Requerente solicita que o Alerta Vermelho seja cancelado.

b) O NCB do Brasil

30. O NCB do Brasil afirma que o Alerta Vermelho foi emitido no início das investigações sobre as atividades criminosas do Requerente, especialmente relacionadas à lavagem de dinheiro. Desde então, o Requerente foi processado no Brasil em três processos criminais diferentes, com múltiplas acusações de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

31. O primeiro desses processos refere-se a cinquenta acusações de lavagem de dinheiro e permanece totalmente sob a jurisdição brasileira. As autoridades brasileiras solicitaram a colaboração das autoridades espanholas para notificar o Requerente e estão atualmente aguardando resposta.

32. No segundo processo, as acusações ao Requerente são relativas à lavagem de dinheiro e à participação em organização criminosa. As autoridades brasileiras ainda precisam apresentar uma solicitação de cooperação internacional para que o Requerente seja notificado sobre as acusações.

33. Apenas uma pequena parte do terceiro processo relativo à lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa foi transferida para a jurisdição espanhola. No entanto, o restante do caso, relativo a 95 acusações de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, permanece total e ativamente sob jurisdição brasileira.

34. Além disso, de acordo com o NCB, a ordem de prisão preventiva referente ao Requerente, que é a base para a emissão do Alerta Vermelho, permanece em vigor.

c) O NCB da Espanha

35. O NCB de Espanha foi consultado no dia 12 de junho de 2018 sobre quaisquer novas medidas que o NCB do Brasil pudesse ter tomado para assegurar uma maior cooperação em relação ao caso do Requerente.

36. O NCB confirmou que nenhuma outra medida foi solicitada pelo NCB do Brasil depois de as autoridades judiciais espanholas terem recusado a extradição do Requerente, em 25 de julho de 2017.

d) Conclusões da Comissão

37. Como mencionado anteriormente, de acordo com o artigo 3(1)(a) e 33(3) do Estatuto da Comissão, a função da Comissão é rever se o processo de dados nos autos da INTERPOL cumpre as exigências da INTERPOL de acordo com o Artigo 36 de sua Constituição. A Comissão não tem o poder de conduzir uma investigação, pesar provas ou de decidir sobre o mérito de um caso. Essa é a função das autoridades nacionais competentes. A mera apresentação de provas que fundamentariam um relato contrário exigiria que a Comissão avaliasse a confiabilidade da prova de uma maneira que deveria ser realizada na audiência de julgamento ou de extradição.

38. O Requerente apresentou uma decisão emitida pelo 13º Vara Federal de Curitiba/PR, Brasil, em 11 de abril de 2018, para transferir parte dos processos instituídos pelas autoridades brasileiras com relação à lavagem de dinheiro contra o Requerente. O Requerente também afirma que a parte restante do processo, que não foi transferida para a Espanha, já havia sido arquivada no Brasil.

39. A Comissão notou que a decisão das autoridades judiciárias brasileiras é limitada a um dos três processos penais que estão atualmente pendentes no Brasil contra o Requerente por várias acusações de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Além disso, a Comissão tomou nota de que esta última não é mencionada no Alerta Vermelho.

40. A Comissão considera que, tendo em vista a natureza limitada da transferência do processo para Espanha, não pode considerar que teria havido uma transferência do processo que constitui a base do Alerta Vermelho e, portanto, uma violação do princípio de ne bis in idem neste caso.

C. Artigo 2º da Constituição da INTERPOL

a) O Requerente

41. O Requerente alega que seu direito ao devido processo legal teria sido violado e que não há garantias de que ele seria submetido a um julgamento justo se fosse mandado ao Brasil para enfrentar acusações criminais. Segundo ele, os casos decorrentes da operação Lava Jato são de grande importância e causam polêmica no Brasil, pois envolvem várias figuras políticas de alto nível e empresas importantes.

42. Afirma que após seu depoimento perante a Comissão Parlamentar de Inquérito, durante o qual expôs irregularidades processuais realizadas pelo Judiciário brasileiro, especialmente em relação à operação Lava Jato, três congressistas apresentaram um pedido para que três promotores responsáveis pelo caso e um advogado fossem investigados em relação a crimes de fraude processual, adulteração de provas e violação das prerrogativas do advogado, entre outros. De acordo com o Requerente, por ter exposto tal “teia de tráfico de influências e corrupção” no sistema judiciário brasileiro, inclusive na operação Lava Jato e em torno do juiz responsável pela mesma, ele não teria um tratamento justo por parte do sistema judiciário brasileiro e estados e que ele até temeria por sua vida se ele retornasse ao país.

43. Além disso, a Requerente alega que o juiz que presidiu o caso contra ele desrespeitou o princípio da imparcialidade, consagrado na legislação brasileira sobre funções judiciais (Lei Orgânica da Magistratura). Embora o Requerente não peça que a Comissão declare que o juiz está violando a legislação acima mencionada, ele solicita que se estabeleça que foram levantadas dúvidas suficientes sobre se ele teria julgamento justo e imparcial no Brasil.

44. Fundamentando tal alegação, a Requerente afirma que os advogados de defesa do ex-Presidente Lula da Silva tentaram, em várias ocasiões, convocá-lo como testemunha em um dos casos contra o Sr. da Silva. O juiz que presidia o caso negou repetidamente tais pedidos, afirmando que a palavra do requerente não poderia ser invocada, como ele é uma pessoa acusada de crimes e é um fugitivo internacional. Além disso, o juiz falou com a mídia sobre ele, afirmando que ele é um mentiroso, antecipando assim o seu julgamento sobre o Requerente.

45. Além disso, o Requerente afirma que, ao tentar notificá-lo das acusações contra ele pendentes, a jurisdição brasileira deliberadamente enviou documentos para um endereço diferente daquele indicado nos mandados emitidos pela Espanha e pelo Brasil. Segundo o Requerente, isso apontaria para uma motivação oculta do juiz que preside o caso.

a) A NCB do Brasil

46. Na sua resposta, o NCB do Brasil afirmou que os argumentos do Requerente são falsos e infundados e, simplesmente, uma tentativa de escapar das consequências legais no Brasil por suas ações criminosas.

47. Além disso, afirmou que o direito a um julgamento justo é garantido pela legislação brasileira e pela Constituição Federal. Os direitos de acesso à justiça, à isonomia perante a lei, a um julgamento perante juízo imparcial, com base em provas obtidas legitimamente e ao direito de defesa e ao contraditório, entre outros, estão consagrados no ordenamento jurídico brasileiro e são observados em todos os quatro níveis jurisdicionais onde o processo criminal contra o Requerente será submetido. O Judiciário no Brasil é imparcial, assegurando a todos aqueles que são levados a julgamento a plena observância de seus direitos e apreciação judicial de acordo com os fatos e evidências relatados no processo.

48. Além disso, os argumentos atualmente apresentados pelo Requerente foram discutidos perante os diferentes níveis jurisdicionais no Brasil e foram todos rejeitados.

49. O NCB declarou que os processos contra o Requerente continuam válidos e em curso. O mandado de prisão permanece válido e fundamenta o Alerta Vermelho da INTERPOL, e não há motivo para ser revogado.

b) Conclusões da Comissão

50. De acordo com o artigo 34 (1) da RPD, os dados devem ser tratados nos autos da INTERPOL em conformidade com o Artigo 2 da Constituição da Organização, ou seja, especialmente com o espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A fim de respeitar o espírito da DUDH e, ao mesmo tempo, respeitar o papel limitado da Comissão, a Comissão considera todas as informações relevantes para determinar se o Requerente demonstrou convincentemente a probabilidade de ter havido um flagrante cerceamento de defesa.

51. Em primeiro lugar, a Comissão observou que as garantias de acesso à justiça, bem como os princípios da isonomia perante a lei, imparcialmente do Judiciário e dos direitos fundamentais, como ampla defesa e contraditório, estão de fato consagrados na Constituição Federal Brasileira e sistema jurídico do país.

52. A Comissão lembrou que não é seu papel avaliar o sistema jurídico ou judicial de um país in abstracto e que deve determinar com base em informações específicas que esclarecem se o quadro legal da INTERPOL foi ou não cumprido num determinado caso.

53. A Comissão considera que as alegações apresentadas pelo Requerente de que, devido à conduta do juiz responsável por presidir o caso no Brasil, existem dúvidas suficientes em relação ao fato de uma violação ao Artigo 2 da Constituição da Interpol ter existido.

54. Nesse contexto, o requerente apresentou evidências, facilmente verificáveis através de pesquisas públicas, para apoiar sua afirmação de que o juiz se pronunciou publicamente contra ele durante entrevista e, ao negar petições para que ele prestasse depoimento como testemunha em outros casos, emitiu opinião a respeito da veracidade de qualquer informação que ele pudesse apresentar.

55. A Comissão afirma que os elementos apresentados pelo NCB da Interpol não são suficientes para rebater tal disputa.

56. A Comissão considera, também, que nenhuma investigação formal está em curso a respeito das acusações apresentadas pelo requerente durante seu testemunho perante o Congresso brasileiro, mesmo meses após uma representação formal baseada em suas alegações ter sido apresentada por deputados ao Ministério Público.

57. A Comissão afirma, também, que a informação apresentada pelo NCB não foi suficiente para esclarecer a situação.

PELOS MOTIVOS EXPOSTOS, A COMISSÃO

58. Decide que as condições para revisão estabelecidas nos termos do Artigo 42 do Estatuto do CCF foram observadas.

59. Decide que os dados referentes ao Requerente não estão em conformidade com as regras da INTERPOL aplicáveis ao processamento de dados pessoais e que devem ser excluídos dos arquivos da INTERPOL.

Brasil tem 5 mortes por sarampo e 1069 casos confirmados em RR e AM


País enfrenta surtos de sarampo em Roraima e Amazonas com mais de 5 mil casos em investigação, diz Ministério da Saúde. Campanha nacional de vacinação vai até o dia 31 de agosto.Vacina contra o sarampo é a forma mais efetiva de proteção, diz Ministério da Saúde. Campanha nacional vai até o dia 31 de agosto (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Vacina contra o sarampo é a forma mais efetiva de proteção, diz Ministério da Saúde. Campanha nacional vai até o dia 31 de agosto (Foto: Reprodução/ TV Globo)

O Brasil tem 1069 casos de sarampo em 2018: 788 no Amazonas e 281 em Roraima, informam dados da secretárias de saúde estaduais enviadas ao Ministério da Saúde. O país também tem 5 mortes confirmadas pela doença (de três estrangeiros e de um brasileiro). A maioria das mortes ocorreu em Roraima (4) — a outra, de um menino de 7 meses, foi confirmada no Amazonas.

Os dados foram contabilizados até o dia 6 de agosto. São seis casos a mais em relação à atualização do dia 1º, quando 1053 infecções haviam sido confirmadas.

Uma das mortes foi de menino de 7 meses em Manaus (AM), que não havia sido vacinado. Ele apresentou os primeiros sintomas (febre, tosse e coriza) no dia 23 de junho. Depois do agravamento do caso, a criança foi internada no dia 25 de junho, mas acabou morrendo três dias depois. A morte foi confirmada pela Secretária de Saúde do Amazonas em jullho.

Em resposta aos surtos, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de vacinação que vai até o dia 31 de agosto. Crianças entre 1 e 5 anos receberão a vacina mesmo se já tomaram o imunizante anteriormente. A vacina é a única forma efetiva de proteção contra o sarampo, diz o Ministério da Saúde, que tem contágio fácil e similar ao da gripe.

Os surtos acontecem como resultado de uma confluência entre brasileiros que não tomaram a vacina e a importação de casos da Venezuela. Segundo o Ministério da Saúde, o genótipo do vírus que circula por aqui (D8) é o mesmo que circula no país vizinho.

Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura vacinal no Brasil contra sarampo foi de 85,2% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,9% na segunda dose (tetra viral)

Doutora Ana responde: quais são os sintomas do sarampo?

Doutora Ana responde: quais são os sintomas do sarampo?

Desde 1999, o Brasil não registrava número tão alto de casos confirmados em um único ano. Na época, foram 908 casos de sarampo no país.

O último surto de sarampo no Brasil foi registrado entre 2013 e 2015. Nesse período, 1.310 casos da doença foram registrados. Depois do controle do surto, o Brasil chegou a receber certificado de eliminação da doença em 2016.

Além dos surtos no Amazonas e em Roraima, alguns casos isolados relacionados à importação (quando estrangeiros infectados passam pelo país), foram registrados nos estados de São Paulo (1), Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (13), Rondônia (1) e Pará (2).

Campanha de vacinação

Na segunda-feira (6), começou uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo. Crianças de 1 a 5 anos receberão a vacina ou reforço. A campanha vai até o dia 31 de agosto, mas trata-se de uma mobilização. Normalmente, a vacina contra o sarampo está disponível o ano inteiro nos postos de saúde para crianças e adultos.

 

Nem tudo está perdido. Vejam as boas atitudes


 

Jovem bate em carro de luxo e deixa bilhete para o dono lhe procurar

 

Jovem deixou bilhete no carro do psicólogo

 

Um jovem de 21 anos bateu em um Porsche que estava estacionado e deixou um bilhete para que o dono do carro com o contato para pagar o prejuízo em Florianópolis, Santa Catarina.

Quando aconteceu a batida, Matheus Inácio de Souza procurou o dono do carro. Como não achou, ele pegou um papel e fez um bilhete dizendo o que tinha acontecido.

Além disso, o jovem também deixou o telefone para contato e pediu desculpas. Quando o dono do carro chegou, encontrou o bilhete.

O psicólogo Carlos Pimenta entrou em contato com o jovem, mas para agradecer. O carro que vale cerca de R$ 200 mil teve apenas alguns arranhões.

Mulher encontra 600 em ônibus e paga a conta que estava junto com dinheiro

Post de Silviane Cunha após achar dinheiro e fatura perdidos

A telefonista Silviane Cunha deu um exemplo de honestidade ao encontrar R$ 600 reais perdidos em um ônibus de João Pessoa (PB). Junto do dinheiro, a mulher achou uma fatura de banco no valor de R$ 564 em nome de Claudineia Santos e não teve dúvida: pagou a conta.

Para encontrar a dona da quantia e devolvê-la o troco de R$ 36, Silviane publicou a história em seu Facebook na última sexta-feira (4).

“Achei ontem no ônibus 5100 em Mangabeira esses R$ 600 com uma fatura. A pessoa que perdeu deve estar desesperada, nessa crise faz muita falta. Quem a conhecer pode passar para ela que a fatura está paga. Não tem número de telefone. Seu nome é Claudineia Santos Lima do [bairro] Funcionários II”, anunciou a paraibana na rede social.

Mesmo despretensiosa, a publicação viralizou e já tem quase 7 mil curtidas e mais de 9 mil compartilhamentos até esta segunda-feira (7).

Entre os mais de mil comentários no post, diversos internautas parabenizaram Silviane pela atitude. E ela fez questão de agradecer um por um.

Também pelo Facebook, a telefonista confirmou que conseguiu encontrar Claudineia e devolver o dinheiro com o comprovante de pagamento da fatura.”“Ela foi à minha casa agradecer pessoalmente”, escreveu nos comentários. Notícias Boas.