As mulas-sem-cabeça, por Fernando Horta


As vezes a gente sai navegando pela internet e termina se deparando com textos e artigos interessantes. Essa matéria do Fernando Horta fala de uma lenda que já fez muitas crianças irem pra cama cedo, para que o sono viesse logo e assim o dia amanhecia e não teria o risco de ser devorado por uma mula sem cabeça. Acontece que essa lenda, com o passar do tempo, deixou de ser lenda e virou uma realidade. Veja no desenrolar da matéria do Horta, que as mulas existem, de forma mais perigosa. Veja o texto deste formador de opiniões que é o Fernando Horta.

A figura é conhecida do folclore brasileiro. Em cada momento histórico aparece com pequenas diferenças. Em alguns é preta, outras vezes é descrita como marrom. Os momentos de sua aparição também são mencionados de forma diferente. Em algumas narrativas a Mula-sem-cabeça surge no início da noite de quinta feita e vai até sexta, em outras não haveria esta regra sobre “dias”.

Nenhuma das histórias, entretanto nega as três grandes características da lenda da “Mula-sem-cabeça”. É uma história carregada de misoginia (já que é punição às mulheres), conservadorismo (já que a maldição acomete a quem quebrar regras e tiver relações sexuais com padres) e opõe a bestialidade à civilização. A mula é um animal indispensável para as populações pobres do Brasil. De norte a sul. Veja-se que há o componente de classe aqui – como na maioria das figuras do folclore brasileiro – já que nunca se ouviu falar do “cavalo sem cabeça”. Quem perde a cabeça e se torna bestial é o animal representativo das relações das populações pobres. A pacata, necessária e doméstica mula, ao romper as regras sociais de “deitar-se” com os “ingênuos” padres, perde a cabeça e passa a incendiar o ambiente em que vive. É uma história sobre a ruptura de regras e preceitos socialmente estabelecidos, levando ao elemento corruptor tornar-se incivilizado, bestial, inumano, violento e irracional. A figura da mula como uma serviçal feminina, pacata que trabalha durante o dia e obedece aos seus donos é transformada num ser bestial noturno com alto poder destrutivo, impossível de ser controlado.

Afora as óbvias características misóginas, o mito da “Mula-sem-cabeça” traz ainda a questão da irracionalidade e violência que surge naqueles que estão fora do padrão civilizatório. O conservadorismo que define quem poderia ter relações sexuais com quem também se faz entender como uma regra socialmente aceita. Os que estão dentro deste limite são mulas normais, trabalhadoras, cumpridoras de suas obrigações, necessárias para a sociedade, pacatas, pacíficas. O mesmo animal, ao romper com os padrões civilizatórios (que é representado pela perda da cabeça) passa a ser coordenado pelos seus instintos (o fogo que sai de dentro da mula) e se torna incontrolável. Um fantasma, um espectro a ameaçar a todos.

O Exército está novamente dentro do Golpe em 2016. Assim como estivera em 1964, temos hoje tanques nas ruas, acordos com políticos (segundo Jucá) e ameaças ao meio civil, incluindo aí não apenas políticos, mas juízes e ministros. Os meios podem ter mudado. Antes utilizavam-se jornais e televisões para ameaçar. Hoje é o Twitter. De qualquer forma, as fardas estão nas ruas e, a despeito das tentativas de Villas Boas, parece que o fascismo existente no exército há muito tempo não pode ser contido. Este fascismo intra-institucional, que está presente desde os “manuais” de organização da tropa até nas cantorias e brados usados para “manter a moral”, incita e responde ao fascismo disseminado na sociedade. Aqueles sedentos pela sensação do gozo dos micropoderes vestem fardas, armam-se, fazem continência, vídeos apologéticos e cantam ao redor de símbolos que, na realidade, não os pertencem.

Esta relação, de caráter claramente sexual, entre os frustrados socialmente por não poderem exercer seu sadismo sobre os mais favorecidos (dentro da sociedade) e os que tem por função social cultuar o sadismo e a violência (ainda que por papel delegado socialmente), entra num moto-contínuo de perversão que se torna a mola-mestra do fascismo. Não se trata de “lutar pela pátria”, “contra a corrupção” ou “defender o brasil”. Trata-se de se ter um espaço social com liberdade de uso da violência e até, em alguns casos, a exaltação social da força e da irracionalidade. É isto que atrai uma parcela da população ao fetiche do uniforme. Estes que em sociedade se sentem frustrados, enxergam (com prazer) o uniforme como símbolo da violência perpetrada legalmente.

É preciso lembrar, pois, que as mulas, que servem e são tão necessárias para a sociedade, ao perderem as noções de submissão aos desígnios legais e sociais perdem a cabeça. E neste processo elas conservam seus corpos, mas perdem sua civilidade.

As pesquisas mostram que mais de 21% da população estaria contra a democracia e apoiando um eventual golpe de Estado. Vinte e um por cento da população apoia que se corte a cabeça da mula. A mula, outrora servidora e cumpridora de seus papeis sociais, passaria a incendiar o ambiente em que vive e compartilha com outros. A “Mula-sem-cabeça” é incontrolável. A violência que é capaz de produzir, retiradas as amarras legais e sociais, é indizível.

O Exército de hoje é muito pior que o de 1964.

Em 1964 havia também o medo histérico do “comunismo” e a noção de “salvadores da pátria”. Mas existia uma visão estratégica de “segurança e desenvolvimento”. O exército de 64 tinha como meta a industrialização do Brasil, vista como essencial para que o país pudesse ter uma forma de defesa autônoma. Esta visão, já no final da década de 60, fez com que os militares rompessem muitas das relações com os EUA. Alguns falam em “nacionalismo” militar, mas a verdade é que os militares daquela época compreendiam que um país para ter forças armadas fortes, precisava ter economia forte, nacionalmente estabelecida e sob o comando do seu governo.

Os militares de hoje estão apoiando a desconstrução da indústria do país, a entrega de empresas de tecnologia e defesa para o capital internacional e abrem mão, de bom grado, do controle sobre reservas de petróleo nacional. Além disto, assistem à interrupção de seus projetos estratégicos de inteligência e armamento (como o submarino nuclear, a compra de caças, o controle via satélite nacional das fronteiras) em troca de uma posição subalterna de controladores de favela no RJ.

Há, claro, o apelo sádico e sexualmente definido em trocar a grande ideia de segurança nacional e seus projetos correlatos pelo exercício diário das micro-violências contra as populações mais pobres. Um tapa, um pisão de coturno em um pé descalço ou com chinelo causam uma reação orgásmica de poder. A sensação de carregar nas mãos um aparato capaz de acabar com as vidas dos que o cercam, com um apertar de dedos, certamente coloca psicologicamente um frustrado acima dos reles mortais. Contudo, não foi para isto que a sociedade aceitou abrir mão da violência e colocou esta possibilidade sob controle de alguns. Presume-se que aqueles que portam armas seriam os menos inclinados a usá-las entre todos nós.

O exército perde sua finalidade social ao irromper-se contra seu povo e sua população. As forças armadas, que perdem o seu sentido real de defesa do país e partem para o apoio político de determinadas vertentes e ideias, mesmo com a destruição da economia e da sociedade que juram solenemente defender, são exatamente como a Mula-sem-cabeça, que tem sua referência racional cortada para se tornar bestial e impregnar o ambiente em que se move com violência. Em 1964, havia o histerismo, o sadismo e o irracionalismo social, mas havia também a noção de que era necessário criar um país forte, um país industrializado, com tecnologias próprias e controle sobre suas riquezas geopolíticas. Hoje, há apenas o histerismo, o sadismo e o irracionalismo. Envoltos em brados e cânticos viris, que muito se assemelham ao corcovear da Mula.

No caso da lenda, ela deita-se com padres para perder a cabeça. Com quem, afinal, os militares brasileiros estão a deitarem-se?

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Dono da Dolly chegou em delegacia com cartaz: “Preso pela Coca-Cola”


Preso na manhã desta quinta-feira, o dono da marca Dolly, Laerte Codonho, chegou à delegacia carregando um cartaz em que se lia: “Preso pela Coca-Cola”. O empresário, detido em sua residência na Granja Viana, na Grande São Paulo, cumprirá prisão temporária no 77º distrito.

Laerte Codonho

Codonho é acusado de fraude, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele é investigado pelo suposto desvio de R$ 4 bilhōes.

De acordo com o portal G1, a empresa de refrigerantes teria fraudado o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao demitir funcionários para recontrata-los por outra companhia.

Além do empresário, o ex-contador e um funcionário também foram presos esta manhã.

Durante a ação em Cotia, os agentes apreenderam quatro carros de luxo e dinheiro em espécie — o valor do montante, em real, dólar, euro e libra, não foi divulgado. Outros dois helicópteros pertencentes ao dono da Dolly também foram tomados em São Bernardo do Campo.

Em nota, a empresa declarou se tratar de uma injustiça. “Em relação à prisão temporária do empresário Laerte Codonho, detentor da marca Dolly, reforçamos que a prisão é injusta. Laerte Codonho sempre colaborou com as autoridades, e tem certeza que provará sua inocência. A defesa recorrerá da decisão e confia na Justiça”, divulgou. Com informação do DCM.

Jovem deixa de lado profissão para ensinar idosos mexerem na internet


Foto: Caroline Aleixo/G1

 

Em tempos de desemprego, uma publicitária largou a profissão para virar uma espécie de neta de aluguel. Ela ganha dinheiro ensinando idosos a mexer no celular, na internet e nas redes sociais.

Há pouco mais de um mês, a mineira Bruna de Campos Barreto, de 28 anos, abandonou o emprego fixo em uma agência de Uberlândia, MG, para se dedicar ao projeto “Neta de Aluguel”. Um nicho de mercado interessante que promove a inclusão digital.

Ela diz que sempre teve muita paciência e atenção ao ensinar os pais e a avó a manusear o celular e computador.

Somado isso à facilidade de entender sobre as ferramentas digitais, ela resolveu transformar a iniciativa na nova profissão.

“Com a minha avó, eu comecei a montar um caderninho passo a passo porque ela tinha dificuldade em decorar as orientações. Meus amigos também me procuravam para ajudá-los e foi então que vi a oportunidade e criei um flyer (panfleto) para divulgar nas proximidades do meu prédio, conquistando meus primeiros alunos”, disse ao G1.

As dificuldades

Bruna conta que a maior dificuldade dos alunos é a memorização para realizar as funções.

Por isso, ela entrega um material de apoio para que depois da aula eles consigam realizar os trabalhos sozinhos.

O celular é o campeão de dúvidas, segundo ela.

Os idosos lutam para enviar mensagens, seja de SMS ou whatsapp e também para enviar fotos e adicionar contatos.

O que eles mais querem aprender a usar aplicativos, como o WhatsApp, Facebook, ferramentas do smartphone e notebook.

“É uma experiência incrível porque é gratificante quando eles chegam na aula seguinte e falam que conseguiram fazer algo sozinhos em casa. Eu espero que a neta de aluguel cresça e que eu consiga ajudar várias pessoas para promover essa independência delas”, comentou a publicitária.

A procura

Os atendimentos da professora começaram em julho do ano passado.

Com o aumento da procura, Bruna alugou um espaço no centro da cidade e passou a investir no novo negócio.

Atualmente, a Neta de Aluguel atende sete alunos na semana com aulas de 50 minutos de duração.

A faixa etária deles varia de 28 a 87 anos.

 

Aluno

Cansado de ficar para trás, ao ver a família e os amigos no trabalho dominando o universo virtual, o professor universitário aposentado, Edvaldo Duarte de Freitas, de 70 anos, resolveu compensar o tempo perdido.

O problema é que nem a esposa, o neto e os colegas de trabalho tinham muita paciência para ensinar Edvaldo. Então o jeito foi voltar para a sala de aula, mas, dessa vez, na posição de aluno.

O professor contratou os serviços de Bruna e há um mês vem aprendendo a usar os aplicativos de mensagens, enviar e-mails e a utilizar as ferramentas do celular.

Edvaldo também é contador e percebeu que o aprendizado seria importante para alcançar melhores resultados no escritório em que trabalha.

“Toda a vida eu tive um bloqueio com celular e vi que profissionalmente passou a me fazer falta. Tenho clientes fora e recebia dezenas de mensagens que eu não sabia responder. Eu comecei a ficar constrangido, me tornei um troglodita do século 21. Agora o próximo passo é dominar o notebook”, disse o aluno.

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Com informações  do Notícia boa.

 

 

 

 

 

 

“Você é preta. Eu sou promotor e você está presa”: Advogada é agredida e sofre injúria racial


 

De acordo às divulgações em outros sites, sobre a agressão que a advogada Liliane Bessa sofreu durante carnaval em Salvador ela decidiu expor o caso após membros do Ministério Público da Bahia votarem pelo vitaliciamento do promotor que a agrediu. “A mídia foi o último recurso que lancei mão, pois me senti desamparada ao saber que membros do MP votaram pelo vitaliciamento de um criminoso”.

A irmã de Liliane teve o cabelo puxado pela esposa do promotor e Liliane levou um soco no rosto. Ao se identificar como advogada, as agressões pararam e todos foram encaminhados para um posto policial próximo. Segundo a advogada, no posto da Polícia Civil, apenas o promotor foi atendido pelo delegado de plantão. Liliane informou que ainda teve que ouvir do delegado que ela teria que se moldar à profissão, e não a profissão a ela. Que assim como ele, ela não deveria estar curtindo a festa.

Ao chegar na delegacia, um funcionário também teria sofrido injúria racial. O servidor questionou à esposa do promotor o que tinha acontecido e o promotor teria dito que era para o funcionário “largar” a mulher dele que ele (o funcionário) “era preto”: “Sai de perto de minha mulher, seu preto. Sou promotor e quero providências do delegado”

Ao serem encaminhadas à Central de Flagrantes, Liliane só foi ouvida após a chegada de um funcionário da Corregedoria da Polícia Civil. A advogada conta que conseguiu esclarecer que o agressor era o rapaz, uma vez que a guia para realização do exame de corpo de delito constava que elas tinham sido agredidas pela esposa do promotor.

O promotor estava em estágio probatório. Segundo matéria exibida pelo Balanço Geral, após a denúncia, a Corregedora Geral do Ministério Público, emitiu um relatório negando o cargo ao promotor, “por considerar a conduta dele incompatível com a dignidade do cargo, violando um dos requisitos para o seu vitaliciamento”.

Após decisão do MPBA, o Conselho Superior do Ministério Público recorreu da decisão do não vitaliciamento. fonte DCM.

 

Paralamas do Sucesso tem surpresa em aeroporto de Rodônia


Foto: Reprodução Instagram

 

Uma surpresa deixou o grupo Paralamas do Sucesso emocionado e de boca aberta.

Um flash mob incrível aguardava os músicos no Aeroporto em Porto Velho, Rondônia.

Ao desembarcar no último sábado (05), Herbert Viana, Bi Ribeiro e João Baroni deram de cara com o grande coral cantando um dos grandes sucessos da banda. (vídeo abaixo)

A música escolhida  foi “Aonde quer que eu vá” e era de emocionar qualquer um que estivesse passando pelo saguão do Aeroporto Internacional Jorge Teixeira de Oliveira.

A homenagem foi pela passagem do aniversário do cantor Herbert Vianna, comemorado um dia antes.

No final da apresentação, todos cantaram parabéns para o músico.

Emocionado

O flashmob promovido pelo Movimento Coral de Rondônia interpretou a música de autoria de Herbert, sob regência Sabryne Sena.

Visivelmente emocionado Herbert acompanhou o coral cantando e agradeceu o carinho dos fãs.

O vídeo foi compartilhado na página oficial da banda no Facebook.

“Emocionante a recepção que tivemos hoje em Porto Velho! Muito obrigado! ” Notícia Boa.

 

MARACÁS: Prefeito dispensa 100 casas populares, perde instalação de indústria e não quis a RETRAN na cidade. Diz vereador


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O vereador Álisson Moraes do Nascimento que foi votado pelo partido PTN na base do prefeito Soya, comentou ao Café com Leite Notícias sobre os motivos que o fez sair da corrente do executivo. De acordo às suas palavras, ele entrou na política para trabalhar junto ao prefeito para trazer benefícios para Maracás e sua gente, como foi falado em campanha, onde permaneceu na base do executivo até o começo do ano de 2018 mesmo sem apoio. Disse que a “gota d’água” pra seu afastamento foi o fato dele ter conseguido junto ao deputado federal Bacelar, uma RETRAN Avançada para Maracás onde será de grande importância nem só para Maracás, mas para toda a região, pois quase tudo que é preciso resolver na CIRETRAN de Jequié, em Maracás irá resolver, no entanto o prefeito Soya não teve interesse “A gente fica triste quando consegue um benefício para o nosso município, que termina sendo travado pelo prefeito, o que parece até inacreditável”, lamentou Álisson, lembrando ainda que no começo o prefeito até se entusiasmou com a ideia da RETRAN vir para Maracás, “mas, segundo alguns rumores, dizem que ao ouvir o grupo ele começou a ficar contra”, disse Moraes, lembrando ainda que o plano inicial era de inaugurar a RETRAN no dia do aniversário da cidade inclusive com a visita do Governador Rui Costa, para não passar em branco sem nem uma inauguração como aconteceu nesse 163 anos de emancipação desta amável Maracás, porém, para a sua tristeza e de toda Maracás, não aconteceu.

Ainda falando sobre a RETRAN, questionado se o benefício pode vir sem a participação da prefeitura, o vereador disse que esteve em Salvador recentemente, onde foi comunicado a ele, que se o prefeito tiver colocando dificuldades dizendo que não pode pagar o aluguel do espaço, que o próprio DETRAN poderia arcar com essas despesas de instalação e aluguel. Com essa notícia ele já está com uma sala em vista. “Porém seria mais saudável e interessante, que existisse por parte do prefeito, a vontade de ver Maracás ganhar uma RETRAN”, ressaltou. Moraes lembrou que Maracás já possui duas Auto Escolas, que certamente com a chegada deste órgão, vão poder dar sustentação à demanda e toda a região será beneficiada.
O vereador disse que ainda espera que o prefeito repense sobre tudo e aceite esse grande presente que Maracás e toda região está ganhando, pois ao que tudo está indicando, o órgão virá mesmo sem interesse do poder executivo, mas sim atendendo a vontade do povo, sobretudo dos motoristas e quem está querendo tirar carteira de habilitação.

Maracás perde 100 cassas populares e dispensa vinda

de empresa para gerar quase 200 empregos diretos

Demonstrando triste e, de certa forma, revoltado, Álisson informou mais benefícios que a prefeitura deixou de trazer para o seu município nesta atual gestão, como 100 casas populares para famílias carentes que o município conseguiu, onde o normal é a prefeitura entrar com o terreno, mas o prefeito preferiu perder o benefício, onde, de acordo ás palavras do vereador Alisson, alegando que a prefeitura não tinha condição de comprar o terreno. “Eu, na condição de vereador que fazia parte da base, chamei o prefeito Soya para pedir que ele não perdesse esse benefício, e que comprasse um terreno pelo crédito que a prefeitura tem, para pagar o mesmo parcelado, mas que o importante seria a construção das casas, mas ele preferiu dispensar o benefício”, lamentou o vereador.

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Vereador e Deputado homenageiam o trabalhador no seu dia

Outro grande benefício que o município deixou de ganhar foi uma indústria para gerar cerca de 200 empregos diretos, segundo Álisson, que explicou como aconteceu.
“Assim que eu firmei uma parceria com o deputado estadual Alan Castro, solicitei dele a possibilidade de trazer para Maracás uma indústria, pois um dos grandes problemas da nossa cidade é a falta de empregos. Dias depois eu recebi uma ligação do deputado Alan, dizendo que conseguiu, através do deputado federal Carlos Bacelar, uma indústria para a cidade de Maracás, e que ele pudesse informar ao prefeito, para que fossem feito os primeiros contatos para o processo de instalação da indústria. Só que para a minha tristeza, ao comunicar ao prefeito Soya, a resposta que obtive foi que ele não tinha interesse. Foi então que comuniquei aos deputados Alan e Bacelar que pudessem levar a indústria para outro município, como de fato levaram, pois aqui o prefeito não mostrou interesse”, informou o vereador Álisson, se dizendo muito triste com tudo isso, pois o prefeito deveria ficar feliz de ter um vereador na bancada, que corre atrás dos benefícios para o município. “Confesso que quando vi o prefeito sem interesse em trazer benefícios importantes para o nosso município, eu que fazia parte da sua base, fui ficando contrariado, porém relevando e sempre conversando, mas com o episódio de não querer trazer a RETRAN, foi o que se chama de ‘gota d’água’ para eu sair da situação”, informou

 

Saúde é um dos setores que o vereador vem atuando com muita vontade  de ver acontecer o que o maracaense merece e precisa, que é atenção.

Esta ambulância ele conseguiu do governador Rui Costa, através do deputado Alan Castro.

Esse mês vai acontecer mais uma grande Feira de Saúde conseguida pelo vereador Álisson, Através do deputado Alan Castro, que deverá ser realizada no dia 12 deste mês. Vão ser mais de dois mil exames e que a população de Maracás e região não deve deixar de comparecer. O deputado que tem sido um baluarte no sentido de melhoria no atendimento à saúde, vai estar presente ao evento. O vereador informou ainda que pelo fato dos grandes benefícios do deputado Alan ele irá receber da câmara de vereadores, o Título de Cidadão Maracaense.

Álisson tem demonstrado ser um vereador atuante e de visão abrangente, onde quer deixar a sua contribuição para uma Maracás mais avançada. De acordo às suas palavras em uma entrevista na redação do Café com Leite Notícias, “Maracás é uma cidade espetacular, de um povo também espetacular, porém falta atenção por parte do governo municipal, mas que ele espera que o prefeito corrija as falhas em prol do crescimento da cidade.

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Supermercado em Porto Alegre deve indenizar clientes negros revistados de forma humilhante


Do Conjur:

É ilícito abordar consumidores como suspeitos de furto de forma vexatória, sem qualquer amparo fático a não ser a cor da pele, pois a prática equivale a tratá-los como seres invisíveis e sem valor. Assim entendeu a juíza Karla Aveline de Oliveira, da Vara Cível do Foro Regional da Tristeza (RS), ao condenar um grande supermercado de Porto Alegre por revista abusiva em três jovens negros, menores à época dos fatos.

 

Cada um deles deverá ganhar R$ 20 mil de reparação. A empresa ainda foi condenada a pagar multa por litigância de má-fé por negar veementemente os fatos e, após mais de dois anos, ao final do processo, juntar DVD com as imagens do circuito interno de segurança.

 

O fato ocorreu em 2013, quando o trio de estudantes comprou alguns pacotes de biscoito no estabelecimento. Depois de pagarem pelos produtos no caixa, foram abordados por cinco seguranças, que mandaram os jovens abrirem as mochilas e esvaziarem os bolsos.

Como nenhum produto de furto foi encontrado, os seguranças ordenaram que eles saíssem imediatamente do local, na frente de todos os clientes. Os jovens, então, registraram boletim de ocorrência e moveram ação contra o supermercado.

Em sua defesa, a empresa alegou que nenhum fato foi registrado ou ocorreu na data e hora alegadas pelos estudantes. Sustentou que a história narrada pelos estudantes era ‘‘fantasiosa’’, constituindo-se numa ‘‘aventura jurídica para auferir lucro’’.

 

 

Após a instrução do processo, em memoriais, a empresa ré mudou a linha de defesa e confirmou a abordagem aos autores. Segundo a versão, eles haviam colocado na mochila um energético para induzir os seguranças a erro.

Uma testemunha, que estava na fila do caixa, disse que os seguranças se referiram aos meninos como ‘‘esses neguinhos’’. Também afirmou que os rapazes ficaram nervosos com a situação, que gerou um tumulto. A empresa não arrolou testemunhas, ainda que os nomes de dois dos seguranças tenham sido informados na inicial.

A juíza afirmou que a abordagem foi desmotivada, abusiva e truculenta e resultou em abalo moral e psíquico. ‘‘Foi em horário de pico, em estabelecimento muito próximo à escola onde estudavam, frequentado por colegas, amigos e pais de colegas, de modo que foram expostos, a não ser pelo fato de serem negros, à situação vexatória, humilhante e violenta.’’ A sentença foi proferida em 30 de abril.

 

 

A Gleice tem demonstrado muita fidelidade a Lula e continua acreditando na sua candidatura


 

Ministério Público tenta escapar mais uma vez do depoimento de Tacla Durán. Por Joaquim de Carvalho


Um homem considerado CHAVE, mas que muitos globais nem ouvem falar

 

 

O Ministério Público Federal quer que o Superior Tribunal de Justiça rejeite o recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o advogado Rodrigo Tacla Durán ser ouvido.

O parecer do MPF, assinado pela procurador regional da 4a. Região (Sul) e protocolado ontem, considera que ouvir Tacla Durán não é imprescindível.

O Ministério Público Federal dá razão ao juiz Sergio Moro, que rejeitou o depoimento com base no artigo 400, parágrafo 1o., do Código de Processo Penal, que define:

“As provas serão produzidas numa só audiência, podendo o juiz indeferir as consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias”.

Impertinente não é.

Tacla Durán prestou serviços como advogado da Odebrecht e, em dois depoimentos — um à CPI da JBS e outro à defesa do ex-presidente Lula, mostrou documentos em seu poder que não batem com os que teriam sido extraídos do sistema eletrônico de contabilidade da empresa.

Essa disparidade revela que houve adulteração nos documentos — ou por Tacla Durán, ou no sistema da empresa. É um indício revelante de falsidade. Para afastá-la, o ex-advogado da Odebrecht submeteu seus papéis à perícia na Espanha, que atestou a sua autenticidade.

Já o sistema da Odebrecht não foi periciado, pela razão de que os peritos da Polícia Federal não conseguiram acessá-lo.

Isso mesmo.

Os arquivos originais da Odebrecht, guardados pelo programa My Web Day, se tornaram inacessíveis. Foi colocado um cadeado digital neles que ninguém consegue abrir.

O que há nesses arquivos?

Ninguém sabe, mas supostas cópias de planilhas contidas nos arquivos teriam circulado pelo programa de comunicação criptografada da empresa, o Drousys, que estão sendo admitidas como prova para condenações.

No processo sobre o sítio de Atibaia e sobre o terreno que o Instituto Lula não quis comprar, informações do sistema — que nenhum perito sério pode comprovar se são verdadeiras ou não — foram admitidas.

Portanto, para comprovar que a fonte dessas informações é imprestável, o testemunho de Tacla Durán não é algo que possa ser considerado impertinente.

Tacla Durán contou, em um de seus depoimentos, que participou de uma reunião no hotel Intercontinental em Madri com altos executivos da Odebrecht, em que foi decidido adulterar o sistema, para eliminar o rastreamento do dinheiro que circulou pelo submundo da empresa.

Com isso, se elimina a segunda hipótese em que um juiz pode abrir mão de um prova — a irrelevância.

Eu estive no Hotel Intercontinental de Madri, onde Tacla Durán costumava se hospedar e teve reunião com executivos da Odebrecht, em que se decidiu destruir provas

Como considerar irrelevante o depoimento de quem tem algo a dizer sobre um evento em que se decidiu obstruir o trabalho da justiça? De quem participou desse evento?

Se não é impertinente nem irrelevante, Sergio Moro não pode considerar o depoimento de Tacla Durán protelatório.

Mas considerou, a julgar pelo fundamento que usou na decisão, o artigo 400 do Código de Processo Penal.

Só para constar: o depoimento de Tacla Durán foi considerado fundamental para investigações e condenações em seis países.

Ele também colaborou com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos — e, por isso, não foi detido quando Moro mandou para lá uma ordem de prisão.

Também colabora com a Justiça da Espanha, onde teve papel fundamental para revelar como era o esquema de lavagem de dinheiro no Banco de Andorra, paraíso fiscal vizinho do território espanhol.

Só no Brasil autoridades abriram mão de ouvi-lo.

 

Por quê?

Porque Tacla Durán é um informante que não está preso pela coleira dos procuradores e do juiz Sergio Moro e tem liberdade para revelar, além do esquema de corrupção e fraude na Odebrecht, os abusos cometidos pela Lava Jato.

É esta a razão pela qual o pedido da defesa de Lula para ouvi-lo foi rejeitado.

O Ministério Público Federal não quis ouvi-lo nem em Madri, depois de pedir à Justiça da Espanha, com base em tratados internacionais, que fosse marcada audiência.

Foi marcada a audiência no dia 4 de dezembro do ano passado, com a intimação de Tacla Durán. O ex-advogado da Odebrecht foi, os procuradores, não.

Tacla Durán foi denunciado mais de uma vez à Justiça Federal de Curitiba por lavagem de dinheiro.

Para os procuradores, ele era doleiro, o que ele nega e, em sua defesa, admite que seu escritório em Alphaville, na Grande São Paulo, recebeu valores expressivos das empreiteiras envolvidas em corrupção, segundo ele por serviços de advocacia.

Mas, se a advocacia era apenas fachada para gerar caixa 2 às empresas, teria de haver a entrada de dinheiro e sua saída, para que ele devolvesse as quantias, na forma de dólar no exterior. Só que os extratos bancários que apresentou mostram que não há esta saída. Tanto que ele tem na conta bancária de uma de suas empresas em Cingapura o correspondente a 60 milhões de reais, dinheiro bloqueado por Moro.

De qualquer forma, Tacla Durán poderia responder a esse processo, mas ele não quer que seja no Brasil, mas na Espanha, conforme a decisão tomada pela Justiça de lá.

A última instância de Justiça do reino espanhol o colocou em liberdade, depois de negar a extradição, mas aceitou processá-lo, se for verdadeira a acusação da Lava Jato. Para isso, recomendou que, caso o  Brasil queira, pode enviar as provas para lá. Mas Moro reteve o processo com ele.

Tacla Durán acusa um amigo de Moro, o advogado Carlos Zucolotto Júnior — com quem ele, Tacla Durán, teve comprovadamente relacionamento profissional — de tentar lhe vender facilidade num acordo de delação premiada.

Não é uma acusação apenas verbal. Tacla apresentou cópias de conversa por aplicativo com Zucolotto, em que este pede 5 milhões de dólares por fora. E também cópias de e-mail oficial dos procuradores, com os termos sugeridos pelo amigo de Moro.

Zucolotto foi procurado por mim, em dezembro, em seu escritório, mas se recusou a falar, mesmo com a minha proposta de que a entrevista fosse gravada e exibida sem edição.

Como, em suas manifestações, Tacla Durán envolveu pessoas que podem ter se associado para a prática de crime e essas acusações envolvem procuradores, o parecer do Ministério Público Federal pela rejeição de seu testemunho nos processos conduzidos por Moro é suspeito.

Mais do que isso, suspeitíssimo. Mas não se espere que a Justiça vá levar em consideração esses fatos.

O Poder Judiciário foi contaminado de tal forma pelas práticas abusivas da Lava Jato que uma correção de rumo só será possível com a atuação firme, independente e republicana do Supremo Tribunal Federal. Mas a corte está muito dividida e ainda não tomou em suas mãos a decisão de dar um basta na farsa jurídica que já feriu e ameaça destruir o Estado Democrático de Direito.

.x.x.x.

PS: Se o que Tacla Durán tem a dizer é irrelevante, por que o Ministério Público Federal se esforça tanto para que a Justiça não tome seu depoimento? Como diz o ditado: quem não deve não teme. Matéria do DCM.

 

Gilmar Mendes disse que quer visitar Lula


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O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pretende visitar o ex-presidente Lula para fazer uma entrevista, informa a colunista Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo. Segundo a jornalista, Gilmar está coletando pessoalmente depoimentos daqueles congressistas que foram constituintes em 1988. Caso se veja impossibilitado do encontro com Lula, uma vez que a juíza do Paraná Carolina Lebbos tem indeferido visitas ao ex-presidente com frequência, Mendes pedirá a tarefa a outra pessoa. Os depoimentos históricos fazem parte de um projeto do IDP (Instituto Brasiliense de Direito) e da FGV sobre os 30 anos da Constituição. 247.

 

 

 

 

Com Barbosa fora do pleito a esquerda tende a comemorar e a direita chorar, mas a palavra final é do Lula


Não adianta ficarem tentando descobrir quem será o candidato caso não seja o Lula. Ele irá dizer quem será

 

Café com Leite Notícias: A direita deve chorar porque se o Barbosa é ou era um pré candidato de centro esquerda, e estava até bem nas pesquisas, do ponto de vista de ele ser ainda novo no campo, a tendência é a maior parte dos que votariam nele, migrar para a esquerda. Com isso, pode ser que na próxima pesquisa, a situação seja ainda mais favorável à esquerda (Lula). Quando se coloca o Lula no topo, sendo ( o cara) que vai indicar qual será o candidato, caso não seja ele, é porque realmente é isso que acontece.

O Dino, atual governador do Maranhão, figura de muita valor na esquerda, chegou a dizer, numa entrevista à Folha, que o Ciro é o melhor nome pra cabeça de chapa pra presidência da república, pelo fato de ser o melhor colocado da esquerda, o que não quer dizer muita coisa. A matéria do DCM, veja aqui,  

relata que não se sabe se por acaso o Lula indicar o Ciro seria a mesma coisa de, por exemplo, indicar o Jaques Wagner. Pra onde vai com mais facilidade o em maior quantidade de votos? Se para Wagner ou Ciro? Para isso acontecer é preciso que se faça uma pesquisa. O Lula não é tolo. Não é à toa que ele é o maior líder político do Brasil e da América do Sul. O Ciro andou falando coisas que não devia, assim como a Gleyce Hofma que também falou que não tem vaga

no PT para Ciro nem com reza braba. As palavras de Gleyce podem ter sido uma boubagem, porém foi uma consequência das besteiras que o Ciro andou falando.

Na conversa emocionante do Lula com o seu amigo de mais de 40 anos, Leonardo Boff, na prisão, veja aqui 

o Lula assegurou que é candidatíssimo ao cargo de Presidente da República Brasileira. Isso quer dizer que por enquanto não é para ficarem fazendo rumores aqui fora, pois ele, o Lula, é quem vai dizer o que deve ser feito na hora certa. O que se sabe é que caso seja o Ciro o indicado por Lula, caso ele, {o Lula} não possa ser candidato, toda esquerda tende a apoiar a decisão do líder maior da sigla petista. mas, no entanto, há uma incerteza no sentido de ser outro o indicado, se o Ciro vai apoiar e ir para a luta junto com todos da esquerda ou vai querer ser candidato isolado e estragar a festa, dando azas à direita.

Bom, por enquanto deixa a a carruagem andar, o Leonardo já disse que o Lula está muito bem, lendo muito e fortalecido tanto espiritualmente como politicamente, então logo tudo será resolvido e o momento tem que ser de muita união na esquerda.

 

 

 

 

 

 

 

Como Lula encontra forças para resistir Por Joaquim de Carvalho – 8 de maio de 2018


Quando, na visita de hora e meia que fez na tarde de segunda-feira (07/05), Leonardo Boff sugeriu a Lula que além da intercessão dos tradicionais santos e santas dos altares ele apelasse para “aquela que viveu e sofreu, santificou-se no cuidado da vida de seus filhos”, referindo-se a mãe do ex-presidente, dona Lindu, os dois, abraçados desabaram em um choro emocionado.

Boff, após ter sido barrado na porta da Polícia Federal, em 19 de abril, foi o primeiro religioso a estar com Lula nas chamadas visitas para Assistência Espiritual. Elas são fruto de uma negociação entre os advogados do ex-presidente e o superintendente da Polícia Federal no Paraná, Maurício Leite Valeixo. Ocorrerão sempre nas tardes de segundas-feiras.

Na próxima semana será a vez de dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC). Ele também convive com Lula há 40 anos, desde a época em que o ex-presidente surgiu como líder metalúrgico. Período em que dom Angélico servia como bispo auxiliar de dom Paulo Evaristo Arns, em São Paulo.

Foi dom Angélico quem presidiu a Celebração Eucarística no aniversário de Marisa Letícia, em 7 de abril, horas antes de Lula se entregar à Polícia Federal. Na sequência, Lula espera receber a visita de outro velho amigo, o dominicano Frei Betto. O pedido feito ontem a Boff já foi transmitido a Frei Betto.

A emoção surgida no encontro desta segunda-feira entre quatro paredes acompanhou Boff mesmo depois de ele deixar o prédio da Polícia Federal em Curitiba, onde seu amigo de 40 anos está recolhido, cumprindo antecipadamente a pena imposta por um processo viciado, sem provas e sem que a sentença tenha transitado em julgado, como manda a Constituição.

Dona Lindu surgiu na conversa entre os dois amigos quando Boff lembrou a Lula a “essencial necessidade de cultivar o espírito na circunstância solitária” pela qual ele está passando naquela sala transformada em cela. Conforme o teólogo depois relatou a amigos mais próximos.

Boff então lembrou a fé da mãe do ex-presidente, dona Lindu, e recordou a frase que o filho diz sempre ter ouvido dela: “lute Lula, lute sempre, nunca desista”.

Com essas recordações, o teólogo propôs que, nos momentos de solidão, Lula não se limitasse “a pedir a intercessão dos tradicionais santos e santas dos altares”, mas também à sua mãe.

Do ex-presidente, Boff ouviu a expectativa de que esse período na prisão tenha um significado maior:

“Essa prisão não deve ser em vão, deve ter um significado maior. Maior do que, eu, maior do que você. No sentido de resgatar a dignidade dos pobres, porque para isso eu entrei na política”.

Diante de tal depoimento, Boff confessou:

“Entrei abatido, pela situação total do Brasil. Escutando Lula, convivendo com ele, vendo o seu espírito para cima, eu saí fortificado. Sai com esperança (…) Eu saí de lá enriquecido, espiritualizado, pela força não só política dele. Pela força que vem de dentro. Uma espiritualidade de nível popular. Não é essa clássica que nós conhecemos. Mas essa que sente quando diz ‘vai com Deus’, ‘fique com Deus’, ‘que Deus lhe abençoe’.”

O encontro dos dois amigos provocou emoção, mas também momentos de reflexão de ambos. “Quando nos encontramos e nos abraçamos como irmãos, choramos juntos”, admitiu Boff no vídeo gravado por Finco, o amigo que o acompanhou até a Polícia Federal e depois levou-o ao aeroporto.

“Moro supera a própria mentira” -Na definição de Boff, Lula está “extremamente animado, pra cima”. O próprio ex-presidente tratou de desmentir boatos que circulam há algum tempo, como relatou Boff no vídeo:

“Ele disse que ‘é mentira quando disseram que eu recebo todos os dias, de um soldado, injeção de insulina. É mentira”, complementando em seguida:

“A injeção que recebo, duas vezes ao dia, é o “Bom dia, Lula!” e o “Boa noite, Lula!”. Isso é uma injeção que me dá ânimo. Escuto perfeitamente a partir da minha cela“.

Boff insiste que Lula está muito bem. Segundo relata, o ex-presidente diz que “vai sair de lá mais fortificado, mais decidido e , mais ainda, que ele é candidatíssimo. Pediu que eu declarasse a todo mundo, ele é candidatíssimo”.

Lula, pelo relato do amigo, não perdeu a oportunidade de alfinetar o juiz Sérgio Moro, responsável pela sua condenação e pela antecipação de sua prisão:

“Se o juiz Moro apresentar uma única prova, um pequeno documento que seja, a respeito do triplex, ele renuncia e quer ser preso. Porque não há nenhum documento, não há nenhuma nota, não há nada. Ele mente e se supera na própria mentira.

Na definição de Boff, “se por um lado ele (Lula) se sente muito bem, por outro lado ele tem uma grande indignação. Mas ele recebe esta energia, que ele sente que vem do povo e, especialmente, da verdade que está dentro dele”. Na narrativa de Boff, Lula “acentuou, muito na linha de Gandhi, que a verdade tem a sua força intrínseca, ela vai se manifestar.

Ouviu ainda de Lula a promessa: “Eu vou voltar ainda para servir o povo brasileiro, especialmente os pobres. Quero que eles entrem no orçamento”

Por fim, o teólogo recomenda: “Fiquemos tranquilo, lutemos por Lula, pela democracia e, especialmente, pela liberdade …”

Ao deixar o prédio da Polícia Federal, Leonardo Boff foi presenteado pelo repórter fotográfico Eduardo Matysiak, autor da famosa foto que registrou, no dia 19 de abril o momento de solidão do teólogo sentado junto à guarita da entrada do estacionamento da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Boff, ao lado do amigo Finco, recebeu um quadro com a imagem que rodou mundo e acabou denunciando a indiferença para com um idoso. Matéria e vídeo na íntegra, do Diário do Centro do mundo.

 

 

 

 

Honestidade: elogiado o corredor que se negou a vencer líder, que parou por engano


ivan_fernandez

O atleta espanhol Ivan Fernández Anaya, de 24 anos, não venceu a prova de cross country de Burlada, em Navarra, no último dia 2, mas até hoje está sendo cumprimentado, elogiado, aclamado por sua atitude de honestidade durante o evento.

O atleta queniano, Abel Mutai, medalha de ouro nos 3000m com obstáculos em Londres, estava prestes a ganhar a corrida. Mas parou no lugar errado, achando que tinha alcançado a linha de chegada.

Ivan Fernández Anaya, o segundo colocado, se aproximou e, em vez de ultrapassá-lo, alertou o líder sobre o equívoco e o conduziu para confirmar sua vitória.

Em outras palavras Ivan negou-se a conquistar a prova.

Ele estava a 10 metros da bandeira da chegada e não quis aproveitar a oportunidade para acelerar e vencer.

Gesticulando, para que o queniano compreendesse a situação e quase empurrando-o levou-o até o fim, Ivan Fernandez deixou o colega vencer a prova como iria acontecer, se ele não tivesse se enganado sobre o percurso.

Foto: Caleja/Diario de Navarra

Ivan, que é considerado um atleta de muito futuro (campeão da Espanha nos 5.000 metros, na categoria há dois anos) ao terminar a prova, disse:

“Ainda que tivesse me dito que ganharia uma vaga na Seleção espanhola para disputar o Campeonato Europeu, eu não teria me aproveitado . Acho que é melhor o que eu fiz do que se tivesse vencido nessas circunstâncias. E isso é muito importante, porque hoje, como estão as coisas em toda sociedade, no futebol, no sociedade, na política, onde parece que vale tudo, um gesto de honestidade vai muito bem. ”

Tantos dias depois do ocorrido, a história continua sendo exaltada no noticiário e nas redes sociais.

Neste sábado, em seu blog, Fernández comentou a repercussão de sua atitude, que continua sendo elogiada duas semanas depois.

“Hoje está sendo um dia especial para mim –ou melhor, muito especial– nunca pude pensar que meu gesto com Mutai chegaria aonde está chegando. Estou em uma autêntica nuvem, são muitos os comentários, entrevistas, reportagens sobre o sucedido. Queria agradecê-los por tudo o que vocês fizeram por mim”, escreveu.

O que chamou a atenção de todos foi algo que deveria ser básico no ser humano, mas tem sido exceção: a honestidade.

“Eu não merecia ganhar dele. Fiz o que tinha que fazer”, afirmou Fernández em declaração reproduzida pelo jornal ‘El País’, da Espanha.

 

 

 

Literatura, reflexões e muita fé vêm sustentando Lula cada dia mais forte lá no seu canto


Publicado no site de Lula

Lula e Dom Angélico no ato ecumênico no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

 

Uma matéria falando sobre os 30 dias de Lula na prisão, publicada no DCM, é de emocionar qualquer um, ainda que seja a favor de vê o Lula na cadeia por muito tempo. Na matéria ele, o Lula, fala que está ali aguardando o Juiz Moro dizer por que o prendeu; qual foi o crime cometido por ele, pois até agora nada foi esclarecido. Veja a matéria …

…“Completam-se 30 dias que estou aqui aguardando que o Moro e o TRF4 digam qual crime eu cometi. Não sei se os acusadores dormem com a consciência tranquila que eu durmo. A minha tranquilidade é porque eu tenho vocês”  – Lula

No instante em que o helicóptero que levava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pousou na cobertura da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba ficou evidente que seus acusadores prendiam não apenas uma pessoa. Sob alegações falsas, prendiam a esperança de boa parte do povo brasileiro em dias melhores. As bombas dispersadas contra as pessoas que aguardavam Lula para apoiá-lo nesse momento difícil eram mais um sinal de que o plano midiático contra Lula não tinha dado certo.

Lula ficou quatro dias sem ver a luz do sol. Em uma cela limitada à luz artificial, com vista apenas para a parte interna do prédio que o detém, o ex-presidente assistiria as horas passarem sem saber se do lado de fora fazia dia ou noite, não fossem os pontuais coros de “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”, entoados por milhares de apoiadores dia após dia, a 900 metros das paredes que o confinavam.

As condições para o banho de sol de Lula só foram regularizadas na Polícia Federal uma semana após sua prisão, quando os termômetros marcavam 15ºC em Curitiba. Naquela data, uma chuva incomoda caía sem trégua. As barracas do acampamento Lula Livre, nos arredores da Polícia Federal, eram cobertas por lonas pretas que cortavam o vento gelado da capital paranaense e abrigavam acampados de todo o país, a maioria deles estranha ao frio curitibano.

Seria a segunda oportunidade de Lula, recluso há sete dias, ver “o dia lá fora”. E o ex-presidente da República não hesitou. Seguiu para o pátio onde caminharia em círculos sob a chuva por 1h10 minutos.

Essa é a segunda vez que Lula enfrenta a arbitrariedade de uma prisão política – a primeira durante a ditadura militar. Desta vez, aos 72 anos, precisa responder ao neto Arthur, de apenas seis, perguntas difíceis sobre quando ele volta. As visitas da família foram, durante boa parte desse período, as únicas permitidas pela Justiça. O ex-presidente foi impedido de receber governadores, senadores, deputados, amigos de longa data, um prêmio Nobel da Paz e até mesmo a presidenta eleita do Brasil, Dilma Rousseff.

Nove dias após ser isolado de qualquer convívio, Lula enviou seu primeiro recado à resistência do lado de fora do bloco de concreto que o abriga. “Vocês são meu grito de liberdade”. Os “milhares de Lulas” se revezaram, de todos os cantos do país, para dar guarida ao seu líder. Resistiram nesse período desde às ordens de despejo aos tiros disparados contra o acampamento da Vigília Lula Livre. Prometem não arredar o pé dali.

Lula sabia. Há um mês, em São Bernardo do Campo, ele avisava: “Quanto mais dias me deixarem lá, mais Lulas surgirão por esse país”. E Curitiba, cada dia que passa, vê mais Lulas pelas ruas. A nova rotina da cidade gera curiosidade naqueles que antes se davam por satisfeitos com a acusação mal contada do tríplex oferecida por um processo viciado em ceder às pressões dos que formam opinião no país.

A rotina dos correios também foi alterada. A sede da PF virou parada obrigatória na rota diária do furgão amarelo que traz milhares de cartas, do Brasil e de fora dele, e pacotes com livros e lembranças aos cuidados do presidente. Enquanto aguarda a reparação da Justiça, Lula dedica seu tempo a ler e pensar o Brasil. Acompanha o noticiário com indignação ao lembrar do país que era otimista e que incluía os mais pobres e que agora é implacavelmente destruído.

No roteiro de leitura do presidente, ‘O último cabalista de Lisboa’, ‘A elite do atraso’, ‘Os caminhos de Mandela’, ‘Amor em tempos do cólera’. Histórias de resiliência e busca por liberdade. E é com os livros também que se exercita, revezando-os como halteres, cultivando sua sagrada rotina de exercícios físicos e se preparando para, mais uma vez, consertar o Brasil.