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VÍDEO: A mensagem de Brizola para os pedetistas que privatizaram a água


Brizola. Foto: Reprodução/Twitter

Brizola relacionava as privatizações com a corrupção.

“Nós vamos rever e anular tudo”, frisou, em entrevista ao Roda Viva.

Pegaram o recado, Cid e Ciro Gomes?

Para Brizola, a maior corrupção do país está nas privatizações.É a chamada corrupção em alta escala, em grosso calibre. Na verdade, o que Brizola quis dizer, é que quem privatiza as riquezas brasileiras, está na verdade, vendendo o que não lhe pertence, pois as riquezas do Brasil pertence unicamente aos brasileiros, enquanto muitos presidentes, como FHC e o atual, Bolsonaro, vendem, sabe-se lá como são feitos os negócios e quem ficará escravizados é o povo brasileiro, vendo poderes internacional tomando conta de tudo poe um cara que estava com uma caneta em punho, se achou no direito de entregar tudo.

 

 A ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) repreendeu Ciro Gomes após o presidenciável do PDT-CE afirmar que ainda está consultando especialistas e precisa estudar para formar uma posição sobre o projeto aprovado nesta quarta-feira (24) pelo Senado que privatiza os serviços de água e esgoto no País. O senador Cid Gomes (PDT-CE), irmão do ex-ministro, votou a favor da proposta.

“Fale por si Ciro Não generalize. Sou contra o PL da privatização do saneamento básico. Li, debati e acompanhei Conseguimos segurar a votação por um bom tempo Vc podia ter estudado antes, para, pelo menos debater com o irmão! Veja como países estão reestatizando. Estude sbr Manaus”, escreveu a ex-parlamentar no Twitter.

Assista aqui no DCM o vídeo de Brizola

Veja alguns comentários

Conceição Rezende
Eu já estava procurando o Leonel Brizola para ele passar um carão nesses herdeiros safados!
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Gilmar Mendes: bolsonarismo não terá apoio das Forças Armadas, “as milícias do Rio podem emprestar um soldado e um cabo”


Ministro Gilmar Mendes

Em entrevista à CNN na manhã desta quinta-feira (25), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resgatou frase dita por Eduardo Bolsonaro durante a campanha presidencial durante comentário sobre os resultados da investigação conduzida pela corte sobre ameaças e a milícia digital bolsonarista que propaga fake news.

“Já disse, as Forças Armadas não emprestarão nem um jipe, nem soldado e nem um cabo, mas as milícias do Rio podem emprestar um soldado e um cabo”, afirmou o mnistro.

“No princípio, as pessoas pensavam que eram coisas leves, a sua opinião. Quando (o ministro Alexandre) Moraes fez o relatório houve um grande impacto na imprensa porque eram militantes que ameaçavam estuprar filhas de ministro, matar ministros, fazer atentados, fazer referência a essa (fala) de fechar o STF com um soldado e um cabo, que já virou um pouco uma gozação”, completou, contextualizando com a frase de Eduardo Bolsonaro.

Gilmar disse também que, entre outras coisas, a investigação serviu para debelar a organização que espalhava notícias falsas, mas também para identificar criminosos que estavam se articulando. “Daqui a pouco são milícias, daqui a pouco tem armas, todos defendem muito o porte.”

Fonte 247, mas a matéria completa está na Fórum

Mandetta: “não temos hoje um Ministério da Saúde, temos uma ocupação militar do Ministério da Saúde”


Luiz Henrique Mandetta

O ex-ministro da Saúde brasileiro, Luiz Henrique Mandetta, não poupa críticas à gestão de crise do presidente Jair Bolsonaro. Demitido durante a pandemia do coronavírus, Mandetta afirma que a gestão de Bolsonaro choca o mundo por manter o discurso da economia em detrimento às vidas e pela “falta de respeito às vítimas”. Em entrevista à televisão francesa France24, o médico disse que o Ministério da Saúde está “sob ocupação militar”.

Com mais de 50 mil vítimas da Covid-19, o Brasil chama a atenção do mundo por não ter adotado a política de confinamento e manter a população nas ruas com o vírus circulando.

Mandetta estava à frente do ministério da Saúde do governo de Jair Bolsonaro quando a pandemia começou a fechar os países da Europa. Naquele momento, enquanto o ministério da Saúde dava recomendações de isolamento social para a redução do contágio, o presidente brasileiro seguia dizendo que a doença não era grave e estimulava a população a sair para trabalhar.

“O presidente da República claramente optou por dar mais importância para o aspecto econômico que para o aspecto de saúde. Ele caiu em um falso dilema, como se essas coisas pudessem ser tratadas em separado, quando elas estão juntas,” disse Mandetta.

Em 16 de abril de 2020, o médico foi demitido por Bolsonaro. Seu substituto, o também médico de Nelson Teich, ficou no cargo por menos de um mês. Desde 15 de maio, o Brasil não tem um ministro da Saúde, e a pasta é comandada pelo interino general Eduardo Pazuello.

Para Mandetta, não existe mais um ministério da Saúde. O médico considera que a pasta está sob tutela militar e não segue nenhuma orientação de saúde.

“Nós, que somos oriundos da saúde, trabalhamos sobre três pilares: proteção incondicional à vida, proteção ao nosso sistema de saúde, o SUS, e uma defesa intransigente da ciência como método principal de tomada de decisões. Lá no Ministério da Saúde tiraram os técnicos de segundo e terceiro escalão, e colocaram no lugar militares seguindo uma norma militar. Nós não temos hoje um Ministério da Saúde, temos uma ocupação militar do Ministério da Saúde.”

Política em detrimento da ciência

Na entrevista, o médico avaliou como um falso dilema o discurso de ter de optar pela saúde ou pela economia.

“Não existe isso de sair forte de uma epidemia. Na história da humanindade, isso não é possível. Se tivéssemos optado pelo cuidado, nossa recuperação econômica seria muito mais precoce, como é demonstrado por qualquer análise econômica que é feita de qualquer tipo de epidemia. É uma questão muito mais pensando em 2022, quando acontecem as eleições.”

O ex-deputado considera que as decisões de Bolsonaro foram tomadas por motivações políticas: “É uma forma de se retirar desse assunto, deixando [o desgaste] para prefeitos e governadores”, considerou.

Ele voltou a criticar o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, remédio tratado como milagroso por Bolsonaro, mesmo após a decisão da OMS e de países como Estados Unidos de deixarem de testá-lo. O remédio, usado para malária, oferece riscos cardíacos aos pacientes e não tem efeito provado contra a Covid-19.

“Eles queriam liberar para uso em domicílio, sem monitoramento”, denuncia o médico. “[Bolsonaro] opta pela política em detrimento da ciência”.

Falta de respeito às vítimas

Questionado se o político acha que Bolsonaro poderá ser julgado no futuro por sua má gestão da crise sanitária, Mandetta afirmou que o presidente é o único líder mundial a seguir com o discurso inadequado e falta de respeito às vítimas.

“É uma condução [de crise] que choca os outros países porque o mundo optou primeiro por vidas e depois recuperar a economia. E ele vai na contramão e vai falar assim: ‘não, não vamos suspender a economia porque a economia vai ter mais danos do que essa doença’. E acabou sendo o único líder mundial a adotar esta linha. O Trump voltou atrás, Boris Johnson voltou atrás, o presidente do México voltou atrás. Somente o presidente do Brasil permaneceu e permanece até hoje com esse tratamento inadequado, e essa falta de respeito às vítimas”, assinalou.

Com informação do 247

 

 

DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA: Um pouco de informação para que todos saibam de como tudo aconteceu


Voltando um pouco no tempo, para que as pessoas saibam da realidade, principalmente àqueles que insistem em dizer que os governos De Lula e Dilma contraíram dívidas públicas no Brasil, enquanto enquanto na verdade, a história é contrária. Até FHC o chamado Risco Brasil eram as duas palavras mais conhecidas nos telejornais, até porque o Brasil realmente vivia uma espécie de corda bamba. Vejam no desenrolar do texto abaixo, do professor renomado  Maurício Matri, uma realidade em que se pregam o contrário para, propositalmente, enganar até as pessoas que se dizem informadas. Até aqui Café com Leite Notícias.  

A dívida pública nos governos FHC, Lula e Dilma: uma análise comparativa, por Mauriício Macri

Publicado no Luis Nassif Online em 16-10-2014

banco central

Durante o 1º governo Cardoso (1995-1998), a política monetária esteve presa à estabilização do câmbio (então fixo e sobrevalorizado), a principal âncora para controle inflacionário. Pressões cambiais, decorrentes de saídas de capitais, eram arrefecidas por meio de elevações das taxas de juros básicas da economia. Como a valorização excessiva do real comprometia o desempenho das contas externas, essa política tornava estruturais e crônicos tanto a tendência altista da taxa de juros, quanto o componente financeiro do gasto público, além de submeter a economia a recorrentes solavancos recessivos. Em linhas gerais, a gestão da dívida pública brasileira esteve atrelada às necessidades de captação de recursos estrangeiros.

Nesse contexto, grupos privados, residentes ou não, aproveitaram para realizar oportunidades de lucros associados a uma ciranda financeira internacional. Tomavam recursos em mercados exteriores (em dólares) a juros baixos e aplicavam-nos no mercado financeiro brasileiro (em ativos denominados em reais), principalmente em títulos públicos federais. Como o câmbio era fixo e o diferencial de juros expressivo, o lucro tornou-se certo, considerável e sem grandes esforços. Para se ter uma ideia, enquanto as taxas de juros básicas praticadas pelo FED estiveram na casa dos 5% a.a. nesse período, as taxas básicas da economia brasileira oscilaram na faixa dos 20% a 40% a.a., com picos superiores a isto. Os dados confirmam o endividamento externo privado excessivo. Sua participação no total saltou de 40% em 1994 para 62% em 1997. Para maiores detalhes ver, Gremaud, et. al., A Economia Brasileira Contemporânea, Editora Atlas, São Paulo, 2002.

O que era uma oportunidade de ganhos fáceis e significativos transformou-se num pesadelo em 1998, quando ocorreu uma fuga expressiva de capitais do Brasil por contágio da crise russa, em meados daquele ano. Diante disso, o governo Cardoso bem que tentou arrefecer as pressões sobre o câmbio, a partir de uma expressiva elevação das taxas de juros, na ocasião, para acima dos 40% a.a. Ademais, acenou com um forte arrocho fiscal. No entanto, as medidas não surtiram efeito, e a sangria prosseguiu. Entre agosto e setembro, a perda de reservas do Banco Central foi da ordem de 30 bilhões de dólares. Ver Gremaud, et. al., op. cit.

Para o governo, o problema não era apenas econômico, mas também político, pois o presidente Cardoso encontrava-se em plena disputa eleitoral, e sua reeleição dependia da manutenção da estabilidade monetária e, portanto, cambial. Para os grupos privados endividados em moeda estrangeira, a situação também implicava sérias preocupações. Pairavam no horizonte prejuízos expressivos (ou mesmo risco de falência) decorrentes de uma provável e muito próxima desvalorização do real. A única saída para esses grupos passou a ser a de encontrar algum “desavisado” que se dispusesse a vender ativos em dólares ou atrelados a ele de modo a assumir o risco (prejuízo) cambial (certo), promovendo assim a proteção (o hedge) de que tanto necessitavam. Mas quem entraria no mercado “vendendo dólares” (ou emitindo dívidas indexadas direta ou indiretamente ao câmbio) com a certeza de uma desvalorização iminente? Quem se disporia a assumir os prejuízos dos que haviam ganhado muito dinheiro com uma ciranda financeira internacional?

Assim como em outros momentos da história econômica brasileira, coube ao Estado assistir os grupos privados fornecendo-lhes proteção e abrigo. Implementaram-se dois movimentos “estratégicos” durante o 2º semestre de 1998. De um lado, o governo recorreu ao FMI, que lhe concedeu recursos pouco antes das eleições, no valor de 42 bilhões de dólares, associados a uma agenda de contrapartidas bastante severas à sociedade brasileira. Por outro lado, além de atuar no mercado de câmbio vendendo dólares, o governo emitiu títulos públicos indexados ao dólar ou que acompanham indiretamente o movimento do mercado de câmbio (títulos com juros pós-fixados). A dívida pública transformou-se no instrumento de socorro aos grupos privados; sua gestão se orientou pela socialização de prejuízos privados; e, como estratégia, levou-se a cabo a sua quase que total “dolarização”. Em resumo, a dívida pública foi utilizada como uma espécie de “bolsa família” aos que haviam realizado grandes lucros e não aceitavam prejuízos de uma ciranda financeira internacional.

Por isto que, quando veio a desvalorização cambial de 65% em 01/1999, os agentes privados já não estavam somente “hedgeados” (protegidos) em relação às suas dívidas em dólares, mas também aproveitaram o contexto para realizar mais alguns outros ganhos patrimoniais. A magnitude do processo de socialização dos prejuízos privados pode ser estimada pelo impacto direto desta desvalorização sobre a dívida pública, que cresceu aproximadamente 50 bilhões de reais somente naquele mês. Para ser ter uma ideia do significado desse aumento, basta lembra que, dois anos antes, em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce havia sido vendida por 3,5 bilhões de reais (valores corrigidos aos preços de 1999). Ver, Gremaud, et. al., op. cit.

Não por acaso, houve uma elevação da dívida pública líquida em relação ao PIB durante o primeiro governo Cardoso. Em 1994, ainda no governo Itamar, a dívida correspondia a 30% do PIB; em 1999, chegou a 44,5% do PIB; e, no último ano do segundo governo Cardoso, em 2002, a dívida já havia alcançado aproximadamente 50% do PIB. Maiores detalhes, ver: Sales, T. “Vulnerabilidade Externa ao Longo dos Governos FHC e Lula”, dissertação de mestrado, PEPI, IE-UFRJ, 2012.

Nota-se, também, que essa evolução da dívida pública não ocorreu como contrapartida de um processo de transformação de forças produtivas, de industrialização ou de conquistas sociais, mas como resultado de um endividamento externo privado excessivo e de seu repasse posterior a toda sociedade brasileira por meio das finanças do Estado.

Além da socialização de prejuízos, outra conseqüência dessa gestão foi, como dito, a quase que completa “dolarização” da dívida pública federal. Houve uma expressiva redução da participação dos títulos pré-fixados na dívida total (de 55% em 05/1998 para 3% em 12/1998), os quais não permitem proteção aos movimentos no mercado de câmbio. Em contrapartida, os títulos indexados ao câmbio passaram de 15% para 21% do total; e os pós-fixados, de 41% a 69%, contabilizando 90% de toda dívida pública. Para se ter uma noção, em 1994, estes dois tipos (indexados aos câmbio e pós-fixados) correspondiam a apenas 24% do total. Maiores detalhes, ver: Sales, T. op. cit.

Mas qual seria o problema em se ter 90 % do total da dívida pública “dolarizada”? Acentuou-se sobremaneira a vulnerabilidade da economia brasileira a choques internacionais. Oscilações cambiais passaram a ter, durante os anos seguintes, efeitos diretos e expressivos sobre a dívida. Como se tratava de uma economia com crônica tendência ao desequilíbrio externo (vulnerabilidade excessiva), comprometeu-se severamente a capacidade de o Estado realizar políticas públicas em geral, eliminando a possibilidade de iniciativa estratégica do governo na efetivação de investimentos públicos, gastos sociais, etc. Após publicidades continue lendo!

 

Se, por um lado, o governo Cardoso conseguiu salvar os grupos privados ao mesmo tempo em que garantiu a sua reeleição, por outro, lançou o Estado e seu segundo mandato (1999-2002) a um imobilismo excessivo e a uma elevada vulnerabilidade fiscal e externa. Para a sociedade, fora o prenúncio de anos bastante difíceis.

É difícil imaginar quais teriam sido os efeitos da crise de 2008 na economia brasileira, a maior desde 1929, caso a gestão da dívida pública prosseguisse na orientação do governo Cardoso no sentido de sua dolarização. No entanto, antes da crise, instaurara-se a percepção no governo Lula (2003-2010) acerca da necessidade de se retomar a capacidade de iniciativa estratégica do governo.

O contexto favorável para isto adveio dos resultados positivos nas contas externa no início do governo Lula, decorrentes da própria desvalorização da moeda, de uma diplomacia ativa em relação à política de comércio exterior, associada a uma política externa de orientação sul-sul, e do aumento dos preços das commodities internacionais. Nesse processo de restruturação da dívida pública, no sentido de sua “desdolarização”, o alvo principal foram os títulos indexados ao câmbio, que passaram de 22% (em 2002) para 1% (em 2008), e os pós-fixados, de 61% (em 2002) para 36% (em 2008). Em contrapartida, os pré-fixados aumentaram sua participação de 2% (em 2002) para 32% (em 2008). Ademais, o estoque da dívida pública líquida caiu de 52% do PIB em 2002 para 35% em 2008, voltando aos patamares do período do governo Itamar.

No governo Dilma (2010-2014), permaneceu a orientação de se evitar a dolarização da dívida pública. Em agosto de 2014, 40% eram de pré-fixados, 35% atrelados a índices de preços e, apenas, 20% de pós-fixados e 4% indexados ao câmbio.

O mais importante a se observar é que, quando se deflagrou a crise internacional de 2008 e seus desdobramentos durante os anos seguintes, já havia sido retomada a capacidade de o Estado atuar de modo a arrefecer os efeitos de uma severa crise econômica por meio de políticas fiscal e monetária expansivas. Os bons resultados nas contas externas nos anos anteriores e a “desdolarização” da dívida pública foram decisivos para tanto. Assim, diferente da crônica tradicional da história econômica brasileira, o governo não lançou mão de ajustes econômicos recessivos. Ao contrário, inverteu as prioridade e, por decisões de natureza política, trabalhou de modo a defender o nível de emprego e renda das camadas mais vulneráveis da população brasileira, em vez de priorizar a proteção dos interesses e a riqueza patrimonial de grandes grupos privados.

Mauricio Metri – Professor de Economia Política Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Bolsonaro põe Weintraub para dançar no temporal sem guarda-chuva. Por Fernando Brito


PUBLICADO NO TIJOLAÇO

POR FERNANDO BRITO

De acordo a matéria publicada no DCM, mas que tem origem do TIJOLAÇO, como você lê acima, Jair Bolsonaro publicou uma “retificação” do decreto de exoneração de Abraham Weintraub do cargo de Ministro da Educação, dando como data o dia 19 e não mais 20 de junho, como no testo anterior.

A esta altura, sem que tivesse havido a nomeação de alguém para seu lugar, isso significa apenas que todos os atos praticados por ele com as prerrogativas de Ministro são inválidos.

O principal deles, claro, o uso do passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos sem requisição de visto de “turista”, o que está proibido emitir-se por aquele país em razão da pandemia.

A “antecipação” da demissão de Weintraub o sujeita à aplicação do item “d” da Seção 3 da Proclamação Presidencial 9986, assinada por Donald Trump em 24 de maio:

(d) Um estrangeiro que contornar a aplicação desta proclamação por meio de fraude, deturpação intencional de um fato relevante ou entrada ilegal deve ser uma prioridade para remoção pelo Departamento de Segurança Interna.

“Remoção” é um eufemismo para “expulsão” e não é impossível que Weintrab seja gentilmente conduzido a um aeroporto, logo, logo.

Mas há mais: a revogação da portaria de Weintraub, cancelando o programa de cotas raciais nos programas de pós-graduação e as notícias vazadas por Paulo Guedes de que não se esforçará para manter a indicação do ex-ministro ao cargo de diretor do Banco Mundial.

A impressão que se tem é que o nosso tragicômico ex-ministro vai dançar na chuva, desta vez sem guarda-chuva.

 

 

Flávio Bolsonaro contrata advogado que atuou na defesa de Sergio Cabral, condenado a 282 anos de prisão


Flavio Bolsonaro (Foto: George Marques)

 

O advogado Rodrigo Roca foi contratado na noite deste domingo (21) para assumir a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) após Frederick Wassef, que escondeu Fabrício de Queiroz durante um ano em sua chácara em Atibaia, no interior de São Paulo, anunciar que estava deixando o caso.

Wassef anunciou em entrevista à CNN que deixou a defesa de Flávio, que agradeceu a “lealdade” do jurista em publicação no Twitter. O advogado, no entanto, não falou se deixará também de atuar na defesa de Jair Bolsonaro.

Contratado por Flávio Bolsonaro, Rodrigo Roca foi advogado do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, até 2018. O jurista deixou de advogar para Cabral depois que ele resolveu assinar um acordo de delação premiada, contrarando a estratégia da defesa.

Cabral já acumula 13 condenações em casos de corrupção, com pena de 282 anos de prisão. Ele está preso no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, em Bangu, mesmo local onde Queiroz foi levado.

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro ocupa a cela C3 do presídio, ao lado do ex-policial militar Flavio Melo, que cumpre pena por tráfico e associação para o tráfico e chegou a ser investigado por ser o segurança particular do ex-governador Sérgio Cabral dentro do Presídio Frederico Marques, em Benfica.

 

VÍDEO – O dia em que Brizola colocou o amor pelo Brasil acima de seu projeto político pessoal e apoiou Lula


Hoje faz 16 anos que Brizola morreu, mas seu legado continua vivo, e forte. Político que se definia como de esquerda e socialista, sem meias palavras, Brizola foi o precursor no Brasil do projeto de escola em tempo integral.

Também combateu a violência policial, sem se descuidar da segurança pública.

Seus detratores dizem que a criminalidade aumentou no Rio de Janeiro depois que, como governador, proibiu a polícia de entrar nas favelas sem que houvesse um mandado a ser cumprido.

Quando confrontado num programa de TV com a crítica de que a violência no Rio de Janeiro tinha aumentado, ele mostrou reportagens, inclusive da revista Veja, que já mostravam o crescimento da criminalidade no Estado quando ele ainda estava no exílio.

Prova de que a crítica era sem fundamento é o que se vê hoje no Rio de Janeiro. O segundo e último governo de Brizola terminou há 26 anos e a criminalidade só aumentou. E pior: com a consolidação do poder mafioso das milícias.

Hoje, o nome de Brizola bombou na rede social — é um dos assuntos mais comentados do Twitter.

Ciro Gomes, que hoje está filiado ao partido que ele fundou — um dos muitos que Ciro já frequentou –, também o homenageou.

É um direito dele.

Mas não há traço de comparação entre os dois políticos.

Brizola foi trabalhista a vida inteira e teria pertencido a uma única legenda, o PTB, se esta não lhe tivesse sido roubada numa manobra da ditadura.

Hoje o PTB está nas mãos do apoiador de um governo miliciano, Roberto Jefferson.

A diferença entre Brizola e Ciro Gomes também fica evidente na comparação entre o comportamento do ex-governador do Rio de Janeiro no segundo turno das eleições de 1989 e do ex-governador do Ceará no segundo turno das eleições de 2018.

Brizola não foi para a Europa.

Proclamou uma das frases mais célebres da política brasileira — “vamos engolir o sapo barbudo”–, arregaçou as mangas da camisa, colocou o paletó no braço e foi à luta.

Ele tinha motivos emocionais para não apoiar Lula, já que a diferença de votos entre os dois no primeiro turno foi insignificante.

Já Ciro Gomes teve menos da metade dos votos de Haddad no primeiro turno, fez uma declaração protocolar e pegou o avião para o exterior.

Covarde, disse depois que não adiantaria ter ficado, já que Bolsonaro ganharia de qualquer jeito.

Brizola vive, porque a história lhe faz justiça.

Ciro ainda engana alguns.

Mas a história é implacável com figuras como ele.

Veja o vídeo da propaganda da campanha de Lula em que Brizola declara apoio a Lula, depois de uma reunião em seu apartamento em Copacabana.

O ex-governador do Ceará jamais terá a grandeza de tomar uma atitude como esta.

Com informação do Diário do Centro do Mundo.

 

Programa de rádio divulga ONGs que ajudam necessitados: covid


Luciano, Idovan e Panta - Foto: divulgação
Luciano, Idovan e Panta – Foto: divulgação

O rádio sempre se reinventa e um novo programa foi criado para divulgar o trabalho de entidades, institutos e ONGs que cuidam de pessoas com necessidades especiais, crianças, idosos e pessoas em situação de rua, mais vulneráveis nessa pandemia.

O programa Solo Fértil estreou este mês nRádio Federal Web do Distrito Federal com a missão nobre de dar visibilidade às entidades assistenciais e fazer com que o público entre em contato com elas.

“Sabemos que essas instituições já passavam por graves crises financeiras. Com a chegada da pandemia a situação se agravou”, lembrou o jornalista Luciano Lima, um dos apresentadores.

Todo sábado o programa divulga uma entidade diferente e pede ajuda dos ouvintes.

“Arrecadar dinheiro é apenas uma das ferramentas. Nós queremos que as pessoas conheçam as entidades e possam ajudar de alguma forma”, disse Idovan Araújo, diretor da Rádio Federal.

“Durante o programa Solo Fértil nós pedimos ajuda, mas o principal objetivo é divulgar as entidades e tocar o coração das pessoas”, ressalta Luciano Lima.

O programa é transmitido ao vivo pelo Youtube com um QR CODE da PIC PAY na tela, para as pessoas ajudarem as entidades.

As entidades

Desde a estreia, no último dia 6, o programa já divulgou três entidades:

  • Instituto Doando Vidas, que fica na Cidade Estrutural
  • Creche Santo Anibal, localizada no Guará 2 e
  • Projeto Identidade Solidária, que ajuda creches na Estrutural e em diversas outras cidades do Distrito Federal.

Música

Além da solidariedade e de dar voz às entidades, o Solo Fértil também leva ao estúdio músicos de diversas tendências para tocar ao vivo e entreter os ouvintes.

No programa deste sábado, 20, o som é por conta do Angelotti Trio, um grupo brasiliense refinadíssimo de jazz, blues e pop rock.

O projeto Solo Fértil é uma parceria da Solo Produções e da Rádio Federal Web e vai ao ar todo sábado, das 11h às 13h.

A apresentação é dos comunicadores Luciano Lima, Idovan Araújo e César Panta.

A transmissão é feita ao vivo pelos canais do YouTube da Solo Music e da Rádio Federal Web.

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

 

Vacina tríplice viral pode ajudar no combate à Covid: estudo


Foto: Ministério da Saúde

A vacina tríplice viral usada contra sarampo, caxumba e rubéola pode atenuar sintomas graves da Covid-19, descobriram cientistas de diversas instituições internacionais, entre elas  Universidade Estadual da Louisiana e a Universidade de Medicina de New Orleans, nos EUA.

Segundo os pesquisadores há evidências de que a chamada MMR, disponível no mundo inteiro, protege contra outras infecções, além daquelas pelas quais foram desenvolvidas.

A descoberta foi publicada num artigo do periódico mBio, jornal da Sociedade Americana de Microbiologia.

“Um estudo clínico com a tríplice viral em populações de alto risco pode fornecer uma medida preventiva e a recompensa de salvar vidas durante a pandemia” disse, em nota, Paul Fidel Jr, pesquisador da Universidade Estadual da Louisiana.

“Enquanto estamos realizando os ensaios clínicos, acho que ninguém será prejudicado por tomar uma vacina que proteja contra sarampo, caxumba e rubéola e com potencial adicional de ajudar contra o Sars-CoV-2”.

No artigo, os especialistas afirmam que vacinas produzidas com microrganismos vivos atenuados, induzem um efeito chamado “imunidade inata treinada”, que ativa os glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do nosso organismo, para funcionarem de maneira mais ampla contra infecções.

Militares

Alguns relatos recentes dão suporte à hipótese dos pesquisadores: sintomas leves foram observados em 955 militares da Marinha dos EUA que testaram positivo para Covid-19 e, segundo os estudiosos, isso pode ter acontecido porque a vacina MMR é obrigatória para os recrutas, ao entrarem na Marinha norte-americana.

Além disso, dados epidemiológicos sugerem uma correlação entre pessoas em localizações geográficas que rotineiramente recebem essa vacina e baixas taxas de mortalidade pela doença.

Crianças

Também é preciso considerar que o novo coronavírus não teve um grande impacto nas crianças, e os pesquisadores levantam a hipótese de que uma das razões pode ser a proteção contra infecções induzida pela vacina tríplice, cuja primeira dose é aplicada a partir dos 12 meses de vida.

Os autores ponderam que os estudos ainda precisam ser concluídos, mas recomendam que todos os adultos, especialmente profissionais de saúde e pessoas em casas de repouso, recebam a vacina.

“Se os adultos receberam a tríplice quando criança, eles provavelmente ainda têm algum nível de anticorpos contra sarampo, caxumba e rubéola, mas provavelmente não as células supressoras derivadas da medula óssea”, disse o Dr. Fidel.

“Um reforço aumentaria a resposta para essas doenças e melhoraria a imunidade contra outras infecções”, concluiu.

Com informação do Notícia Boa

Ciro e suas caras: ontem, dizia que Brizola era “supra-sumo do atraso”, hoje o fundador do PDT virou “estadista”


Na verdade, o que tem atrapalhado o Ciro Gomes de crescer na política e chegar mais perto da disputa, com chances de alcançar um cargo maior, como a presidência da república, é a sua própria fala. A sua língua termina o condenando, pois tudo fica gravado nem só na memória do povo, como nos arquivos da mídia, para na hora certa soltar. Nas eleições de 2018 ele, que dizia ser amigo de Lula, foi o principal cabo eleitoral do Bolsonaro, quando esculhambava o PT e o Lula junto. à medida que a sua língua em brasa falava coisas terríveis contra o Lula e o PT, ele não crescia, mas ajudava o Bolsonaro a subir nas pesquisas.

Ciro Gomes participou ontem de uma live em tributo a Leonel Brizola, juntamente com o presidente do PDT, Carlos Lupi, e a neta do ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro Juliana Brizola, que é deputada estadual.

A live foi realizada a propósito da passagem dos 16 anos da morte de Brizola, cujo legado Ciro Gomes diz honrar. Naturalmente, ele não falou — nem ninguém lhe cobrou — sobre o que pensava do Velho Caudilho quando este estava vivo. Brizola gostava de ser chamado assim.

Em 1994, governador do Ceará e cabo eleitoral de Fernando Henrique Cardoso, Ciro detonou o líder trabalhista, que era candidato a presidente.

“Brizola é o supra-sumo do atraso”, disse. “Brizola é populista e, pior, com discurso de esquerda”.

Está certo que o que Ciro Gomes diz não se escreve.

Ontem, aquele que se apresenta (ou é apresentado) como o Brizola dos tempos atuais, disse coisas como:

“Vamos juntos homenagear a memória e o exemplo do herói nacional Leonel de Moura Brizola, que nos deixou há 16 anos.”

Em 1994, Brizola era o “supre-sumo do atraso”. Ontem:

“Brizola era um verdadeiro líder, um grande estadista, que tinha amor pelo povo brasileiro. Tudo o que eu não vejo no atual presidente, principalmente o amor pelo povo.”

O populista de 1994 virou ontem, em palavras ditas pela mesma boca:

“Brizola entendia o quanto é importante a pesquisa, o conhecimento, a cultura e as tradições do nosso povo.”

Quer mais?

“A melhor maneira de homenageá-lo é seguindo seu exemplo, é continuar lutando pelo Brasil, é continuar acreditando nessa pátria, continuar acreditando na educação como único instrumento de transformação e libertação de um povo.”

“Brizola sempre nos ensinou a ter muita coragem para resistir. A história do trabalhismo é a história da resistência.”

A incoerência não é surpreendente na trajetória de quem já foi do partido da ditadura, defendeu a anistia sem investigar a tortura, foi tucano, defendeu a entrada do PSDB no governo Collor, foi aliado de Paulinho da Força, serviu ao governo do PT e hoje ataca Lula.

O presidente do PDT, certamente, sabe que ele não é confiável. Mas o tolera, porque acredita que os 12% que teve nas últimas eleições podem se repetir em 2022 e, assim, ajudar a eleger uma bancada de deputados razoável.

O risco para o PDT é que, em 2022, ele pode virar uma Marina Silva e, assim, levar para a sua cova política o partido que Brizola construiu sob suor e lágrimas.

Fatos são fatos. Com informação do DCM.

Flávio Bolsonaro substitui Wassef por ex-advogado de Sérgio Cabral


O senador Flávio Bolsonaro contratou na noite deste domingo (21) o advogado Rodrigo Roca em substituição ao criminalista Frederick Wassef. Amigo do presidente Jair Bolsonaro, Wassef é dono do escritório onde Fabrício Queiroz foi preso na manhã de quinta-feira (18) na cidade de Atibaia (SP).

Segundo a Polícia, Queiroz estava hospedado por Wassef havia mais de um ano. O criminalista nega que tenha abrigado Queiroz ou que tenha tido contato com ele, mas não explica como o ex-assessor de Flávio chegou até o imóvel.

Já Roca foi advogado de Sérgio Cabral até 2018, quando o ex-governador decidiu fazer delação, contrariando sua estratégia de defesa à época. Cabral segue preso no Rio de Janeiro.

(…)  Com informação do DCM

VÍDEO: Ato em Brasília inaugura a milícia gospel: ruge como leão, mas é um gatinho sem dente. Joaquim de Carvalho comenta


Foi um retumbante fracasso.

Um militante do gabinete do ódio ainda tentou ontem convocar apoiadores com um apelo bíblico.

“Certamente o dia 21 de junho será um divisor de águas. Ainda dá tempo de vir para Brasília. Domingo, os três leões estarão nas ruas da capital federal. Que soem as trombetas. O dia do Senhor está próximo, muito próximo”, escreveu o jornalista Oswaldo Eustáquio.

Algumas horas depois do início da manifestação, já era possível ter certeza: A milícia gospel que desgraçou a Bolívia não terá chance no Brasil.

Como se viu em Brasília, “esses leões” não passam de hienas desdentadas.

E olha que o ato teve adesão de extremistas de vários estados, muitos evangélicos, que viajaram cantando hinos. Em Brasília, não encontraram o senhor deles.

Bolsonaro viajou logo cedo para o Rio de Janeiro, para participar do velório de um soldado que se enroscou com o paraquedas, num exercício trágico ontem.

Não é comum presidente participar do funeral de um soldado.

Foi, aparentemente, a desculpa que arrumou para deixar o gado mugindo sozinho em Brasília.

Com informação do DCM

 

‘Breve nosso padrinho’, diz noiva de Lula ao parabenizar Chico Buarque pelo aniversário


 

Crédito: Reprodução Twitter

Ex-presidente Lula e sua noiva Janja (Crédito: Reprodução Twitter)

Ex-presidente Lula e sua noiva Janja (Crédito: Reprodução Twitter)

Em publicação no seu Twitter, Rosângela da Silva, noiva do ex-presidente Lula, contou que o cantor Chico Buarque será o padrinho de seu casamento.

A publicação da socióloga, mais conhecida como Janja, foi para felicitar o cantor pelos seus 76 anos.

“Hoje é dia desse gênio. Muito em breve nosso padrinho”, publicou Janja.

Apesar de adiantar um dos padrinhos da cerimônia, ela não revelou quando será o casório.

A noiva de Lula se tornou oficialmente durante a saída do ex-presidente da prisão na sede da Polícia Federal, na capital paranaense.

Morta em fevereiro de 2017, dona Marisa foi a última companheira do ex-presidente. Juntos desde 1970, Marisa foi vítima de um AVC hemorrágico.

Com informação da revista Istoé

Weintraub pode ser a deportado dos EUA


O ex-ministro Abraham Weintraub pode ser deportado dos EUA caso tenha usado a prerrogativa de funcionário do governo para entrar em solo norte-americano. A fuga de Weintraub foi destaque em todos os jornais do Brasil, surpreendendo até apoiadores.

Abraham WeintraubAbraham Weintraub (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A deportação pode ser o destino final de Weintraub. O ex-ministro pode ter usado a prerrogativa de funcionário de governo para entrar nos EUA. Se for confirmado o atalho diplomático, Weintraub terá de fazer as malas de volta.

A reportagem da revista Istoé (leia aqui)  destaca que “o governo dos Estados Unidos fechou as fronteiras do país para brasileiros por causa da Covid-19. A ressalva para entrada é permitida apenas para funcionários do governo com passaporte diplomático.”

A matéria ainda lembra: “caso Abraham tenha usado desta premissa para conseguir a permissão, uma norma pode fazer com que o ex-ministro seja deportado. Aqueles que “contornarem a aplicação dessa proclamação através de fraude, deturpação intencional de um fato material ou entrada ilegal serão prioridades na remoção pelo Departamento de Segurança Interna”, descreve a norma.”

Com informação do 247.

 

Em razão dos “crimes” deputada europeia defende fim de Acordo Comercial entre União Europeia e Mercosul


Em sessão do Parlamento, Marisa Matias (GUE/NGL) defendeu o fim do tratado entre União Europeia e Mercosul em razão dos “crimes” cometidos pelo governo Jair Bolsonaro

A deputada europeia Marisa Matias defendeu o fim do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul em razão dos “crimes” cometidos pelo governo Jair Bolsonaro. Em sessão do Parlamento Europeu que discutiu políticas ambientais nesta sexta-feira (19), a deputada eleita por Portugal afirmou que permanecer no acordo é ser “cúmplice de um massacre”.

“O comportamento de Bolsonaro é criminoso e, por isso mesmo, não podemos confiar o acordo comercial a quem ataca o ambiente e as comunidades indígenas. Se não nos retiramos do acordo UE-Mercosul seremos cúmplices deste massacre”, defendeu Marisa, do partido Bloco de Esquerda, que no Parlamento Europeu integra o Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde (GUE/NGL).

“Eu quero apelar à Comissão Europeia: ouçam as vozes do povo brasileiro, as vozes dos que defende o coração da Amazônia, os povos indígenas, ouçam as nossas vozes, e acabem com o acordo. Temos que estar ao lado dos povos e não das multinacionais”, continuou Marisa.

O acordo foi aprovado no Parlamento Europeu em 2019, mas ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos e pelos chefes de Estado de cada um dos 27 países membros da União Europeia. A política ambiental de Bolsonaro já levou à rejeição do tratado pelo Parlamento da Holanda, em junho deste ano, e parlamentares na Alemanha e na França manifestaram preocupações semelhantes às de Marisa Matias.

“O que estamos a assistir na Amazônia é, infelizmente, uma tragédia anunciada. É um ataque ao meio ambiente e um ataque às comunidades indígenas, que estão a ser dizimadas, primeiro, pela ocupação das suas terras, e, agora, pelo abandono no contexto da pandemia”, disse Marisa.

“No Brasil temos um presidente, Jair Bolsonaro, que é promotor de atividades e de ações absolutamente criminosas. Estamos a falar de um país onde o seu presidente está contra o seu povo e os povos indígenas, está contra a proteção da Amazônia”, completou a deputada europeia.

Marisa também criticou a Comissão Europeia, o poder executivo do bloco, por não garantir que o Brasil adote medidas protetivas.

“Vamos ser honestos e honestas. Este acordo está em negociação há imenso tempo e não se vê pressão absolutamente nenhuma. Aliás, o comportamento das autoridades brasileiras é exatamente o contrário, quanto mais se avança no acordo, mais destrói a Amazônia, mais ataca as comunidades indígenas”, afirmou.

Com informação da Fórum.