Walter Salles: Falando por alto sobre a condenação de Lula


 

 

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Uma das coisas mais tristes que os brasileiros têm ouvido e assistido nos últimos três anos, principalmente o brasileiro que ama verdadeiramente o seu país, foi a condenação de um presidente que saiu de um segundo mandato com quase 90% de aprovação. Talvez esse noventa por cento foi o motivo de tira-lo do jogo a qualquer custo.  O povo brasileiro já sofreu muito na época da ditadura, lutou, fez movimento, muitos morreram, artistas apanharam até conseguiu perceber que alguma coisa sinalizava para que voltasse a democracia, que foi o movimento das Diretas Já, no começo da década de 80. Houve, na época, a famosa emenda Dante de Oliveira, muitos ainda lembram. Até que aconteceu uma eleição interna, não votada democraticamente, mas pelo menos era um Civil que estava sendo empossado, que foi o saudoso Tancredo Neves. Homem bom e de história. Aliás, só pra lembrar, naquele tempo o brasileiro tinha uma turma boa que lutava pelo fim da ditadura militar, que era figuras como Ulisses  Guimarães, Franco Montoro, Mario Covas, Waldir Pires (Baiano Retado) Leonel Brizola e muitos outros. Mas o que ninguém ia imaginar é que o Tancredo, homem de história boa pra contar, como todos os citados, fosse ser gerado do seu sangue uma figura repugnante como o seu Neto, que é um tal de Aécio. Deixa pra lá, isso acontece nas melhores famílias. Pois bem. Daí pra frente a coisa foi se clareando até o dia em que um rapaz que veio da cidade de Garanhuns, que fica no estado do Pernambuco, resolveu se candidatar, perdeu duas ou três eleições, mas um dia, como o perseverante sempre alcança, ganhou e muito fez pelo seu país, principalmente para a classe pobre, que conseqüentemente, migrava a sua melhora para os maiores como grandes comerciantes e empresários, pois à medida em que o pobre começou a consumir mais, a indústria começava a produzir mais também. Como da indústria ate o consumidor final tem uma longa estrada, nesse meio de caminho muita gente ganhou, muito embora, achando que já é elite brasileira, só porque comprou um pálio novo e já tem uma padaria, começou a tomar raiva de Lula, porque o mesmo tinha fama de ser o presidente dos pobres. (Conheço aqui na cidade que moro, empresários bem conceituados, que há 12 anos atrás tinha uma borracharia, mas, no entanto, se aparecer um cidadão que se chame Lula no seu estabelecimento, se ele puder ele expulsa.

Pra resumir, meus amigos, esse homem que foi presidente por dois mandatos e ajudou muita gente a melhorar de vida, principalmente cursar o nível superior, hoje foi condenado por 9 anos e 6 meses de prisão, se baseando num apartamento que um delator disse que deu a ele de presente como propina. Isso é um cúmulo do cúmulo do que se pode dizer politicagem, pois a única finalidade, não é vê-lo na cadeia, mas sim, não poder concorrer as eleições em 2018.

Bom, se você é um tipo de brasileiro que vai correndo pra casa assistir a Globo, aí já é um problema seu. Esse modelo de televisão aberta, nem só Globo, mas SBT, Bandeirantes, Record, Cultura e outras, foi que fez você enxergar o invisível, que foi ajudar a culpar o Lula, mesmo você sendo um dos beneficiados. Com isso não estou querendo dizer que ninguém é inocente, mas, ao menos, que tivesse prova do crime. Essa deve ser a indignação de todo mundo. Tem prova? Prenda! Não tem prova? Se aquete!

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Nassif: “o tempo dirá que você perdeu, playboy”


Até que ponto, na era da informação, uma decisão ilegítima tem condições políticas de se perpetuar?

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Nos últimos meses começou um questionamento maior dos métodos da Lava Jato. Mesmo pelo filtro parcial, tosco, manipulador da mídia, ficou claro, para os leitores mais antenados, a diferença entre acusações meramente declaratórias e a apresentação de provas concretas.

Até em manifestações do Ministério Público Federal já há a admissão do óbvio: o delator fala o que o procurador ou juiz quer ouvir; por isso a delação só poderá ter valor se acompanhada de provas. Simples assim.

Em outros tempos, grandes injustiças históricas levavam anos, até décadas, para serem reparadas. As notícias caminhavam lentamente, a única alternativa às blindagens do sistema eram livros de baixa circulação, depoimentos pessoais, panfletos e jornais menores, que não influíam nos grandes circuitos de informação.

Hoje em dia, o jogo é outro. As mídias sociais vieram para ficar.

O mercado de opinião é constituído por um primeiro círculo, dos formuladores de opinião. Depois, um segundo circuito, dos disseminadores, outros formadores. Daí transborda para o terceiro círculo, das chamadas celebridades, com capacidade de massificação da opinião.

Essa cadeia de disseminação de opinião era monopólio dos grupos de mídia. Hoje em dia, não mais. No primeiro círculo, há um número crescente de jornalistas experientes entrando na guerra das redes sociais. Depois, um segundo círculo de blogueiros, comunicadores sociais, amplificando a opinião. Finalmente, o círculo das celebridades, cada qual com seu perfil no Twitter e no Facebook, cortando definitivamente o cordão umbilical em relação aos grupos de mídia.

Existe a disputa polarizada ideológica. E um campo de mediação cada vez maior, composto por essas celebridades e subcelebridades, ocupando um espaço que, em tempos mais democráticos, a própria mídia tratava de suprir, com uma diversidade maior de opinião.

E, nesse círculo, não há a menor dúvida sobre a manipulação do julgamento de Lula.

Como esconder debaixo do tapete esse lixo jurídico, se o cantor com 3 milhões de seguidores, o ator com 5 milhões, divulga o contraponto? A presença do roqueiro ultra-direita e congêneres não compromete o meio campo. O meio campo é isso mesmo, a capacidade de captar tendências diversas e de compor uma massa crítica em favor de determinadas teses.

O tempo excessivamente longo, o uso excessivo de factoides, o trabalho pertinaz de um advogado detalhista, Cristiano Martins, desmontaram a arquitetura montada para a Lava Jato. Cada vez mais ficam nítidos os instrumentos de manipulação das sentenças, a diferença entre a delação induzida e a prova concreta.

Cada vez mais há vazamentos nos jornais, da parte de celebridades de diversos calibres, de colunistas de áreas diversas testando limites estreitos de opinião, desmascarando o jogo de cena dos tribunais de exceção da Lava Jato.

Em um país em que as absurdos são renovados diariamente, embora esperada, a sentença de Sérgio Moro é indecente, humilhante. Sua declaração inoportuna, de que não sentiu “satisfação pessoal” tem a mesma sinceridade de Jack, o Estripador, chorando em cima das vísceras da sua última vítima. GGN

Mas o tempo dirá que você perdeu, playboy!

Indignação de Dilma sobre condenação de Lula. “O povo brasileiro sabe que ele é inocente


Lula é inocente. E o povo brasileiro saberá democraticamente resgatá-lo em 2018. Nós iremos resistir.

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A condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, sem provas, a 9 anos e seis meses de prisão, é um escárnio. Uma flagrante injustiça e um absurdo jurídico que envergonham o Brasil. Lula é inocente e essa condenação fere profundamente a democracia.

Sem provas, cumprem o roteiro pautado por setores da grande imprensa. Há anos, Lula, o presidente da República mais popular na história do país e um dos mais importantes estadistas do mundo no século 21, vem sofrendo uma perseguição sem quartel.

Ontem, com indignação, assistimos à aprovação pelo Senado do fim da CLT. Uma monumental perda para os trabalhadores brasileiros.

Agora, assistimos essa ignominia que está sendo exercida contra o ex-presidente Lula com o objetivo de cassar seus direitos políticos.

O país não pode aceitar mais este passo na direção do Estado de Exceção. As garras dos golpistas tentam rasgar a história de um herói do povo brasileiro. Não conseguirão.

Lula é inocente. E o povo brasileiro saberá democraticamente resgatá-lo em 2018.

Nós iremos resistir. 

Polícia Rodoviária Federal apreende mais um carregamento de cigarros de contrabando em vitória da Conquista


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu nesta segunda-feira (10) uma carreta que transportava uma grande quantidade de cigarros contrabandeados.Segundo a polícia, a carga estava avaliada em R$2 milhões. Essa é uma das maiores apreensões realizadas pela PRF recentemente.O caminhão foi apreendido na Rio-Bahia (BR-116). Ainda não se sabe qual era o destino da carga, pois o motorista fugiu. ao que tudo indica, pelo fato de ter evadido do local, certamente era o próprio motorista o responsável pela carga. Como dizem os mais experientes, “muitas vezes e barato sai caro”. Fonte blog do Ronaldo.

Muita chuva traz o fim do racionamento em Garanhuns, Agreste do Pernambuco


Duas das três barragens que atendem o município estão sangrando

Conhecida como a cidade das Flores, Garanhuns, distante 230 quilômetros do Recife, será beneficiada com o fim do racionamento de água a partir desta segunda-feira (10). Com duas das três barragens que alimentam o sistema de abastecimento do município vertendo, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) já tem condições de eliminar o rodízio na cidade, em vigor desde fevereiro deste ano, implantado para preservar os mananciais que estavam com níveis preocupantes. “Essa é uma ótima notícia para a cidade, que vai sediar o 27º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), entre os dias 20 e 29 de julho, tradicional evento de arte e cultura do agreste pernambucano”, comemora o diretor Regional do Interior, Marconi de Azevedo. Com as chuvas regulares que caem na região, desde o mês de maio, as barragens de Inhumas e Mundaú atingiram a capacidade máxima de acumulação, que é de 6,9 milhões e de 1,2 milhão de metros cúbicos de água, respectivamente. A Barragem do Cajueiro, maior reservatório do sistema (14,5 milhões de metros cúbicos), hoje (3) registra 71,49% do seu nível total.
O volume de água acumulado nos três mananciais assegura o abastecimento de água em Garanhuns até o início do próximo período chuvoso, em maio de 2018. “As chuvas, neste ano, possibilitaram uma excelente recuperação dos mananciais, principalmente, de Inhumas que chegou ao colapso, no mês de março. Esse reservatório tem a característica de recarga muito rápida, justamente por estar localizado numa bacia hidrográfica de alto rendimento e de bons índices de precipitação pluviométrica”, explica Marconi de Azevedo, lembrando que, ano passado, nenhuma barragem do sistema chegou a sangrar. As barragens de Mundaú e do Cajueiro pertencem à mesma bacia hidrográfica, a do Rio Mundaú.
Nas duas últimas semanas, a companhia está realizando uma série de intervenções nas unidades operacionais do sistema de abastecimento de água da cidade para garantir o seu pleno funcionamento após o fim do rodízio na distribuição, que é o mecanismo de fechar e abrir registros (manobras) para assegurar o cumprimento dos calendários de abastecimento. Na Barragem do Cajueiro foi executada uma manutenção preventiva no quadro elétrico da estação de bombeamento. Em Mundaú, os técnicos estão concluindo um serviço de reparo nas estruturas da Estação Elevatória 1 (bombeamento). Além de Garanhuns, as três barragens ainda atendem as cidades de Angelim e São João e o distrito de São Pedro.
Na verdade as chuvas trouxeram, não somente o fim do racionamento de água na cidade, mas, também, muitas pastagens e lavoura para o homem do campo. Como se diz por aí, “Quando Deus quer é assim”. Fonte, blog do Ronaldo.

Servidor da prefeitura de Garanhuns, Pernambuco, morre em desabamento de prédio


 Antônio deixou mulher e filha ainda
bebê, que foram resgatadas e socorridas 
O dia foi de angústia e sofrimento, para todos, principalmente para as pessoas próximas do jovem Antônio Arcoverde, que faleceu sob os escombros de um prédio que desabou nesta segunda-feira, da qual saíram feridas sua filha, ainda bebê, e sua esposa, que por graças de Deus, foram socorridas no Hospital Dom Moura e já receberam alta.
Outra possível vítima, Edvaldo Soares, ainda não foi encontrada.
Agora, diante deste momento de tristeza, resta-nos desejar conforto à família, reconhecer todos os que estão trabalhando arduamente neste resgate, desde as primeiras horas da manhã, mas depois, cobrar as responsabilidades, pois uma vida se perdeu, quando estava no aconchego e segurança do lar, com sua família.
a fonte não informou se o prédio era de uma construção nova, e que poderia ter algum erro na construção ou se era prédio antigo. O que se sabe é que sempre há alguém culpado em uma tragédia dessas.
Mesmo estando distante, uma morte dessas, de um pai de família ainda jovem, termina comovendo a gente e nós, que fazemos o blog e jornal Café com Leite, pedimos aos leitores que orem pelos familiares, para que todos se sintam confortado pelo Espírito Santo de Deus.

Joesley não tem provas da suposta conta de Dilma e Lula com US$ 150 milhões


 

 

Numa notinha discreta no portal O Globo, o jornalista Lauro Jardim revelou neste domingo (9) que o empresário Joesley Batista, da JBS, admitiu não ter provas das contas secretas que disse à Lava Jato ter criado para Lula e Dilma, no exterior. “Não espere extratos dessas contas”, disse o jornalista.

Em delação premiada, Joesley afirmou ao Ministério Público Federal que criou uma conta para Lula e outra para Dilma, durante o mandato dos dois petista, que eram abastecidas com dinheiro supostamente desviado de esquemas de corrupção em órgãos do governo federal, com auxílio do ex-ministro Guido Mantega. O fundo – administrado exclusivamente por Joesley – chegou a computar cerca de 150 milhões de dólares, afirmou o delator.

Ao analisar o anexo da delação referente a Lula e Dilma, o GGN apontou, em maio passado, que sem provas, a colaboração de Joesley apenas repetia a fórmula que Marcelo Odebrecht havia inaugurado contra Lula, Antonio Palocci e João Vaccari Neto: a de dizer que criou um caixa de propina de conhecimento de todos, mas que sempre esteve em posse apenas do delator, e sem evidências das movimentações financeiras denunciadas.

Quando as pessoas leem as matérias do blog e jornal Café com Leite, podem até achar que existe aqui alguma coisa tendenciosa, mas a questão é que eu sempre falo o seguinte: justiça seja feita. A parte que quer acusar e ver Lula fora da condição de ser candidato, quer a qualquer custo vê-lo preso ou, na pior das hipóteses, sem condições de ser candidato. Acontece que jogam a malha e termina voltando para o apartamento do Guarajá. Aí começa o tiro sair pela culatra e nada de concreto acontecendo, e, para piorar a situação de quem quer vê-lo condenado, o efeito começa surgir ao contrário: cada vez que batem no rapaz ele cresce nas pesquisas. O que o povo de bom senso quer que aconteça, é quem merecer ser condenado que seja. Eu particularmente digo o seguinte: estou me referindo ao editor deste blog, Walter Salles. Só para refrescar a memória dos leitores, houve um tempo, no governo de FHC, gastávamos cinco horas de viagem de Vitória da Conquista para Jequié. Quando viajávamos para outros Estados, como Goiás, Pará, Maranhão e outros, era pedindo informação para saber qual estrada que tinha menos buracos. Se temos estradas boas em boa parte do Brasil, principalmente no Nordeste, devemos aos 12 anos de um governo que enxergou o Nordeste brasileiro e cuidou dele. O que a gente precisa entender melhor, é sobre quem quer defender os interesses dos brasileiros e quem quer vender o Brasil. Só para encerrar o papo aqui, a ONU, (Organização das Nações Unidas) foi comentado que no governo petista o mundo estava copiando o programa de combate a fome, pois o Brasil estava saindo de ser considerado um dos países da fome, mas agora o que se falou na mesma ONU, foi que o Brasil voltou à velha situação. O brasileiro que ama sua pátria precisa lutar por um Brasil independente. Último parágrafo Cafe com Leite notícias.

Queimada! Não sei por que, lembrei de Sérgio Moro e da TV Globo, por Armando Coelho Neto


 

 

Por Armando Coelho Neto– Pregar a revolução nas colônias de Portugal e Espanha foi a missão dada pela Inglaterra para Sir William Walker. Ele deveria encontrar um escravo corajoso capaz de liderar e convencer outros a lutar contra os portugueses. Esse grupo de revolucionários receberia todo apoio, inclusive financeiro. Dirigido pelo engajado Gillo Pontecorvo, eis parte do enredo de Queimada (1969), filme estrelado por Marlon Brando. Num misto de ficção e realidade, ambientado numa fictícia ilha caribenha, o longa metragem é inspirado na história do Haiti. Na prática, a obra é um manual de tramas, manhas e artimanhas do submundo capital e, ao mesmo tempo, se revela um manual de doutrinação política.

Traições, corrupção, delações, “ganha, mas não leva”, além de jogo sujo fazem parte da trama, entre outros ingredientes. Entretanto, um dos pontos mais interessantes é quando o desempenho do líder nativo (consentido), José Dolores, vai além dos interesses do “poder obscuro”. Nesse ponto, entra em debate – o que fazer com ele? O que seria melhor? Prender, matar ou deixar vivo, mas desmoralizado? E se ele se transformar em mito e sua história inspirar mais povos igualmente explorados? O que aconteceria com as outras ilhas do Caribe?. Sem saída aparente, optam pela prisão e destruição da imagem daquele líder. A ilha de Queimada é atrasada e partir daí começa uma “campanha” para convencer o povo de que a fome, os mortos e os feridos, além da queima do canavial (principal fonte de renda da ilha) é culpa de Dolores. Isso reporta o leitor a algum fato?

“Queimada” é atual, sobretudo quando comparado aos financiamentos e armamento de grupos rebeldes em várias partes do mundo. A título de “ajuda”, financiadores incentivam rebeliões nativistas, quando na verdade estão a serviço de grandes potências (John Perkins no Youtube ilustra bem). Com esse perfil, tem razão quem compara a obra aos bons vinhos. Quanto mais tempo passa, mais encorpa e ganha conotação presente. A reflexão sobre o Brasil atual é inevitável. Sobretudo quando no curso do filme, um interlocutor reclama: nos prometeram uma ilha e estão entregando uma terra destruída, arrasada. A resposta foi inequívoca: os portugueses fizeram isso e a dominaram por três séculos. Encontrar semelhança com a destruição proposital e calhorda da economia brasileira é inevitável.

Não, leitor. Fazer resenha de cinema não é intenção e, propositadamente, diálogos importantes e algumas referências são omitidos, inclusive o final. A ideia é lembrar Karl Marx, pois está clara a repetição como farsa de uma tragédia ocorrida nos tempos coloniais. O enredo do filme permite, aqui ali, a identificação de personagens centrais da Farsa Jato, cujo propósito até hoje não foi revelado, ainda que haja fortes indicadores de que emissários vieram ao Brasil para patrocinar o golpe de estado que estrangula o país. Os delegados da Polícia Federal sabem bem disso, pois muito antes do golpe, já discutiam nos grupos internos da categoria que a solução, leia-se, o “Fora Dilma e leve PT junto” viria com apoio dos Estados Unidos.

A ficção cinematográfica abre espaço para divagações concretas, quando o observador envolvido pela trama começa a fazer associações. Um mesmo personagem pode ser interpretado ou comparado com outros. No filme, há um líder fabricado, incentivado a defender os interesses de seu povo, e, para tanto, recebe indicadores, recursos e estratégias. Na realidade Brasil não há um líder naquela condição, mas sim um “ídolo” fabricado, um “encantador de burros”, que na vida real encarna o papel de o papel de Sir William Walker. É ele quem está a serviço de interesses internacionais, mas estimula o discurso nacionalista que infla os patos da Av. Paulista e Copacabana. O líder de Queimada não sabe que é usado, já o “ídolo” do Brasil Terra Arrasada sabe bem o seu papel e o exerce com crueldade.

No Brasil do golpe há uma liderança real, apontada até por pesquisas – Luís Inácio Lula da Silva, grande o alvo do Sir William Walker tupiniquim, que não lhe dá sossego. Sir, a serviço da Inglaterra, ou melhor, Estados Unidos, se encarregou destruir a imagem de Lula a qualquer preço. E não está nem aí com a queda do preço do açúcar, digo, do petróleo – grande referência do patrimônio nacional. Lula vive sob bombardeio e campanha de descrédito, de forma que para o Sir caboclo surge a mesma indagação – o que seria melhor? Prender, matar ou deixar vivo, mas desmoralizado? Diante da indagação, não há delírio do espectador, se fizer a mesma comparação com José Dolores da ficção.

Há mais coisas a serem confrontadas entre a ficção e a realidade. A culpa pela devastação ocorrida na ilha de Queimada é atribuída a José Dolores e o mesmo acontece com o Brasil Terra Arrasada de hoje. A legítima Presidenta Dilma Rousseff foi responsabilizada até por buraco de rua. Sim, não se pode excluir, evidentemente, o seu papel e do Partido dos Trabalhadores no que possa ter concorrido para a crise econômica. Mas, também é fato que a potencialização da crise por intermédio dos meios de comunicações fazia parte da estratégia do golpe. Afinal, a ilha de Queimada já estava prometida aos ingleses, ou melhor, o Brasil já estava empenhado pelos golpistas aos interesses internacionais.

Eis que, após revisitar o filme Queimada!, não sei por que me lembrei de Sérgio Moro e da TV Globo…

Muitas vezes, por residências em vilas distantes de quase tudo, apesar das redes,  nos falta conteúdo de pesquisas e encontros com grande figuras que fazem a história deste país, para que, através de grandes entrevistas poder passar pra vocês leitores, boas matérias matérias. Eu, editor do blog e jornal Café com Leite, não me sinto atraído para publicar algum tipo de matéria sensacionalista, até porque, penso que os familiares de uma moça ou rapaz que morreu carbonizado dentro de um veiculo, merecem mais respeito e cuidado. Com isso eu não estou dirigindo nem um tipo de crítica. Gosto de respeitar a forma de cada um ver o mundo e a vida. Aí você me pergunta, e o que isso tem a ver com esse texto acima? Eu respondo que nada ou, depende do ângulo, tudo. O que estou querendo dizer é que as pessoas vão generalizando tudo e todos, fazendo piadinhas das coisas, lendo matérias que não levam a nada e esquecem de procurar saber a profundidade de um “projeto”, onde está, por exemplo, o nítido interesse de vê ou ver um povo cada vez mais pobre. Parece loucura, mas isso faz parte de um projeto, onde o interesse maior ou principal, é de lá de fora. Os mandatários que conseguiram o que queriam, aqui no Brasil, com o golpe, apenas prestam serviço. Esse é o grande diferencial. Num texto que li, em que Jessé Souza, um grande jornalista publicou, que tem o título “A classe média é feita de imbecil pela elite“, mostra exatamente esse mesmo sentido que diz o texto de Armando. Os inimigos do Brasil e brasileiros que querem viver nesta terra e desta terra, se aliam à grande mídia e ambos seguem enganando o povo, sobretudo, aquele que conseguiu comprar um pálio novo, e que por isso já acha que é elite, e começa tomar raiva de gente pobre. Está cheio de gente assim. Gente que reclama porque a moça que limpava o seu banheiro foi vista num shopping com o namorado. ( Eu sempre digo: se pagar o que ela merece receber, ela continua vindo. Mas se insistir em dar um prato de comida e na saída uma nota de dez, vai ter que arrumar a sua própria casa. Mas se você der pra ela, ao menos duas oncinhas ou uma azulzinha ela continua.)

Pois é isso. Eu diria que há duas classes políticas nesse país: Uma é a que defende os interesses dos grandões do mundo, principalmente americanos, e que muitos brasileiros vão no embalo, muito embora sem saber, e a outra é aquela que defende os interesses dos brasileiros, que é gerar cada vez mais independência, mostrando que aqui é um país forte e de gente forte. Mas, de acordo ao que fazem com a cabeça da maioria dos brasileiros, boa parte  vão seguindo adiante pra forca sendo tiete do carrasco. Acredito que muitos sabem quem é o principal prestador de serviço dos americanos. Último parágrafo Blog Café com Leite.

 

O Brasil poderá ganhar sua primeira representante em um órgão da ONU: o Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.


Mara Gabrilli - Foto: Alexssandro Loyola

Deputada Mara Gabrilli

Mara Gabrilli foi indicada como pré-candidata ao cargo pela delegação brasileira, na 10ª sessão da Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizada este mês na sede da ONU em Nova Iorque.

A eleição está prevista para junho de 2018 e vai eleger nove membros para um mandato de quatro anos.

A indicação brasileira foi recebida com entusiasmo por representantes de diversos países que participaram do evento na ONU e pela própria Mara.

“Fiquei muito lisonjeada com essa indicação, por poder representar meu país junto à ONU, em um tema no qual venho trabalhando há muitos anos”, disse Mara Gabrilli ao SóNotíciaBoa.

“A Lei Brasileira de Inclusão, que entrou em vigor no ano passado e que foi totalmente norteada pela Convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência, já elevou o patamar do Brasil em termos de legislação sobre esse segmento. E agora nessa última conferência em Nova Iorque, que estive presente, por várias vezes outros países usaram a LBI como exemplo do que pode ser feito para que se cumpra a Convenção. Ter um membro nesse comitê, que vai monitorar outros países para ver se cumprem a Convenção ou não, proporciona ao Brasil dar um salto de qualidade nesse tema”, alertou.

 

Mara Gabrilli

Tetraplégica depois de um acidente de carro em 1994, Mara Cristina Gabrilli é psicóloga, publicitária e deputada federal por São Paulo, em seu segundo mandato.

Foi vereadora na Câmara Municipal de São Paulo (2007-2010) e a primeira titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida na cidade de São Paulo, no período entre 2005 e 2007.

Atualmente, na Câmara dos Deputados, é vice-presidente da Comissão em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, membro titular da Comissão de Seguridade Social, integra a Frente Parlamentar Mista do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e preside a Frente Parlamentar Mista de Atenção Integral às pessoas com doenças raras.

Ela fundou em 1997 o Instituto Mara Gabrilli, que desenvolve programas de defesa de direitos das pessoas com deficiência, promove o Desenho Universal e fomenta projetos esportivos, culturais e pesquisas científicas.

Mara Gabrilli - Foto: reprodução / Facebook

Mara Gabrilli – Foto: reprodução / Facebook

A Convenção

Há dez anos a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução que estabeleceu a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, com o objetivo de “proteger e garantir o total e igual acesso a todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência, e promover o respeito à sua dignidade”.

Hoje, 174 países ratificaram a Convenção e outros 13 são signatários.

No Brasil o documento foi ratificado pelo Congresso Nacional em 2008 e internalizado em 2009, com status de emenda constitucional.

De acordo com dados da ONU, atualmente existem cerca de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo.

O Comitê da ONU é formado por 18 membros independentes, de diferentes países, peritos na temática da pessoa com deficiência, e monitora a implementação da Convenção pelos Estados Partes.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez desse tema e da igualdade de representação das mulheres uma prioridade de seu mandato. Fonte Notícia Boa.

 

Brejões: Muita gente bonita compareceu para abrilhantar o maior São João de todos os tempos


 

 

Os três dias de festa de Brejões ficaram na história, pela sua grandeza e magnitude, onde foi considerada pelos participantes como uma das maiores de todas já realizadas na cidade, bem como uma das grandes festas do interior da Bahia. As bandas contratadas para tocar na cidade, agregadas à espiritualidade da população, rendeu um grande espetáculo na cidade. O prefeito Sandro Correia, que é um jovem de visão ampla, juntamente com a equipe organizadora, está de parabéns pelo brilhantismo. Os filhos e moradores da terra souberam receber muito bem os também filhos da terra, mas que moram fora, bem como os visitantes, para juntos formar uma grande família forrozeira com intuito apenas de dançar forró e curtir outras brincadeiras típicas da festa junina. Uma galera que é fiel as festas de Brejões, principalmente em se tratando de São João é a de Salvador. Boa parte dessa galera é formada de filhos da terra e outra grande parte de amigos.

Mas quando se trata de festas em Brejões, principalmente no mês de fogueira, como dizem os mais antigos, sempre acontece em dose dupla. O distrito Serrano, conhecido também como KM 100, que divisa com Nova Itarana pela BR 116, aconteceu outra grande festa a altura da sede.

Na verdade, a festa chegou com um gostinho de comemoração pelo trabalho que vem sendo realizado no município pela atual gestão que tem como gestor  Sandro Correia, que quer fazer a diferença. No jornal Café com Leite e neste blog você vai acompanhar o trabalho e as conquistas de Brejões.

Pois é, a festa se foi, mas ficou a saudade e a contagem regressiva para a de 2018, onde fica a responsabilidade do prefeito Sandro Correia de fazer mais outra grande festa.

Querem acabar com o pouco direito do povo


 

A já polêmica lei antiterrorismo pode ameaçar diretamente manifestações e protestos de rua. Deputados analisam, na surdina, o Projeto de Lei 5.065 de 2016, de autoria do delegado Edson Moreira (PR-MG), que classifica como atos de terrorismo “a prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos neste artigo por motivação ideológica, política, social e criminal”.

A revelação é de reportagem do El País, que identificou a tramitação do projeto que ainda criminaliza o bloqueio de rodovias, ferrovias e estradas, além de usar ou ameaçar usar, transportar, guardar, portar ou trazer explosivos, gases tóxicos e venenos.

A lei antiterrorismo, já analisada por alguns setores como uma tentativa de ameaçar mobilizações sociais, traz um trecho que hoje serve de proteção aos manifestantes. É o parágrafo que impõem que a lei não vale para a “conduta individual ou coletiva de pessoas em manifestações políticas, movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou de categoria profissional, direcionados por propósitos sociais ou reivindicatório, visando a contestar, criticar, protestar ou apoiar, com o objetivo de defender direitos, garantias e liberdades constitucionais”.

Se o regulamentação já aprovada e em vigor trazia rteceios aos movimentos sociais, este projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados, ainda passando por comissões especiais, sem nenhuma repercussão, retira e acaba com este artigo.

E diretamente, o próprio autor do projeto defende que o artigo hoje é um “verdadeiro salvo-conduto para que grupos pratiquem atos de terrorismo com salvaguarda legal”. Em resposta à reportagem, o delegado Edson Moreira afirmou que não foi ele quenm acrescentou tais medidas e que o foco do projeto era atingir “organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV)”.

Na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional ( CREDN), o parecer foi aprovado no dia 7 de dezembro do último ano. Atualmente, o Projeto 5.065/2016 aguarda o parecer do relator deputado Hugo Leal (PSB-RJ) na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), desde esta quarta-feira (28). fonte ggn.

Na verdade, estão inventando uma desculpa para dizerem que tudo é em defesa da pátria, mas, na verdade, o que querem é se manter no poder, dificultar a luta por mudar parlamentares e toda classe política que aproveitam do cargo para usurpar o país, onde quem paga tudo é o povo, muitas vezes até com a própria vida, da pior forma possível, que é morrer de fome, porém calados, sem ao menos gritarem em praça pública. O que o povo precisa fazer é banir esses políticos que pouco importam com a pátria e com o povo. Último paragrafo Café com Leite.

 

Itaquara: São João das Estrelas foi além das expectativas


 

 

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O são João de Itaquara foi considerado o melhor e todos os tempos e também uma das cidades que se abrilhantou no torno de cerca de 50 cidades da região. A abertura foi com Frank Aguiar e outras bandas no dia 22 de junho, onde a cidade se transformou em estacionamento para tantos carros vindos de várias regiões, inclusive de Salvador. Foi uma noite de muita festa e alegria, onde o que não aconteceu foi algum tipo de briga, por menor que fosse. No repertório de Aguiar tinha músicas de toda a sua carreira e algumas de outros cantores, onde a galera foi ao delírio. Antes de entrar em palco a nossa reportagem bateu um papo com o cantor Frank Aguiar, onde ele disse que a mesma

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Prefeito, deputado e demais amigos no palco curtindo o grande São João

responsabilidade e repertório que leva para uma cidade como São Paulo, quando vai cantar, é com uma cidade como Itaquara. Quando ficou sabendo que a chuva fina caía, mas o povo não arredava o pé lhe esperando, disse que a responsabilidade de fazer bonito crescia mais ainda. Nesse momento foi chamado e o show começou e o povo cantava junto. Outra figura que estava presente no camarim foi o Deputado Federal Antônio Brito que veio prestigiar o seu ex-colega de bancada como deputado, que é Frank Aguiar.

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Prefeito Marco Aurélio com o deputado Antônio Brito

Brito estava ao lado do prefeito Marco Aurélio e, ao ser perguntado sobre o que vai fazer para ajudar a cidade de Itaquara, a resposta foi que vai fazer o que for possível para que Itaquara tenha um avanço significativo. Disse que com o jovem Marco Aurélio no comando, uma vez que ele tem uma cabeça aberta e que enxerga longe, certamente Itaquara vai ganhar muito. O prefeito Marco Aurélio não quis falar muito na questão administração, mas disse que ele está feliz com os representantes que tem para a sua cidade, porém não quis se alongar na conversa sobre administração, mas disse que essa festa foi realizada com recursos próprios e que não vai haver choque pós festa, pois a organização começou bem antecipada, para que tudo fosse muito bem pensado. “É o que se diz fazer as coisas com os pés no chão, aqui foi assim”, disse Aurélio e subiu todo mundo para o palco para curtir a festa. Os demais dias foram de muito forró e outras brincadeiras típicas. As bandas contratadas mostraram que entendem de fazer forró. Os festejos foram até o dia 25 em clima de muita alegria. Agora a galera aguarda o São Pedro de Agência, que  ainda sem data marcada, certamente vai ser mais uma grande festa.

Nova Itarana: Grande estrutura e grande festa balançaram a cidade durante três dias


Como se dizem por aí: “Parece coisa de cinema”

 

Como já era esperado, pelo cuidado e pela estrutura montada para receber os visitantes e parentes que moram em outras cidades, a festa de Nova Itarana este ano, nem só foi considerada a mais completa de todos os tempos, como foi uma das mais bonitas da região. Foram três dias de muito forró, onde a galera parece ter combinado pra ninguém criar confusão por pequena que fosse, mas só dançar e se divertir. O prefeito Danilo, que já demonstrou ter uma mente aberta, vêm resgatando as tradições e costumes da cidade, porém sem deixar de lado o moderno. Durante a festa, houve todo tipo de forró, para que todos ficassem felizes. Outras brincadeiras típicas de São João aconteceram, inclusive a queima de fogos ao pé da fogueira e as visitas de casa em casa. Foi realmente uma festa que deixou saudade, como diz a frase no portal da cidade construído recentemente pelo atual gestor, que diz: “JÁ ESTAMOS COM SAUDADE”.Parabéns aos organizadores e ao prefeito Danilo. Vem aí o grande São Pedro do distrito KM 100, que certamente vai ser mais uma grande festa. Veja quem são as feras que vão estar por lá mandando Mais forró pra você.

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Como já era esperado, pelo cuidado e pela estrutura montada para receber os visitantes e parentes que moram em outras cidades, a festa de Nova Itarana este ano, nem só foi considerada a mais completa de todos os tempos, como foi uma das mais bonitas da região. Foram três dias de muito forró, onde a galera parece ter combinado pra ninguém criar confusão por pequena que fosse, mas só dançar e se divertir. O prefeito Danilo, que já demonstrou ter uma visão aberta, vêm resgatando as tradições e costumes da cidade, porém sem deixar de lado o moderno. Durante a festa, houve todo tipo de forró, para que todos ficassem felizes. Outras brincadeiras típicas de São João aconteceram, inclusive a queima de fogos ao pé da fogueira e as visitas de casa em casa. Foi realmente uma festa que deixou saudades, como diz a frase do portal da cidade construído recentemente pelo atual gestor, que diz: “JÁ ESTAMOS COM SAUDADE”.Parabéns aos organizadores e ao prefeito Danilo. Mas a festa ainda não acabou não… Vem aí o grande São Pedro do distrito KM 100, que certamente vai ser mais uma grande festa. Veja quem são as feras que vão estar por lá mandando Mais forró pra você.

Câmara Municipal de Contendas do Sincorá, na Bahia, capacita seus vereadores


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Vereadores terão uma visão mais ampla de como atuar no Poder Legislativo 

A Câmara de Contendas do Sincorá realizará capacitação de seus vereadores, nos próximos dias 24 e 25 de julho, com curso de Fiscalização de Licitações e Contratos Administrativos, visando aprimorar a habilidade e a efetividade dos trabalhos da Casa Legislativa. O curso será ministrado pela Publoffice Cursos, sob a docência do prof. Lourival Silva. Para o Presidente da Câmara, Vereador Lamar Reis, este treinamento será muito importante para o município, considerando que seus representantes estão sendo preparados para o exercício inteligente da atividade parlamentar, de modo a possibilitar uma fiscalização mais eficiente nos processos de licitações e contratos da gestão pública municipal.

Um lugar bonito chamado Brasil, por Fernando Horta


 

Por Fernando Horta: Eu tenho um amigo que afirma, faz tempo, que o Brasil não é um país. O Brasil é um lugar. Um lugar aprazível, é verdade. Com praias, temperaturas amenas, lindas serras, muita natureza, diversidade geográfica, ecológica, étnica … Um lugar até encantador, precisamos reconhecer. Mas a verdade é que não somos um país. Quando falam em “nosso país” existe uma diferença sutil no termo “nosso”. O “nosso” quando dito por quem tem um sentido coletivo é um nosso abstrato. Um nosso que quer dizer que não é de ninguém. E mesmo sem ser de ninguém é de todos. É um nosso que não aceita divisão. Um nosso que acredita que sempre cabe mais gente, gente diferente, gente igual, … gente.

Quando o termo “nosso” é usado por aqueles que acreditam no individualismo, o nosso é um coletivo de “eu’s”. Cada eu lutando por obter mais espaço dentro do nosso, por reconfigurar o nosso. Cada espaço ocupado por eu é violentamente defendido e, mesmo, alargado às custas de outros eu. Olhando de fora parece um calmo e colaborativo nosso, mas internamente são um conjunto finito de “eu’s”, que lutam por afastar qualquer um que não seja eu. Usam-se todas as técnicas possíveis de segmentação. Se não tem a cor certa não pode ser eu e tampouco participar do nosso. Se não tem a postura certa, se não tem a atitude certa, a conta bancária certa ou a forma de usar o português. Tudo é motivo para afastar eu do conjunto de eu’s que eu chamo de nosso.

 

O sentido de “país” é, portanto, diferente do sentido de “lugar”. Os dois usam o termo “nosso”. Mas o nosso país é um lugar cujos eu’s são submetidos às mesmas regras, tem as mesmas oportunidades, participam da ideia do “nosso” submetendo as liberdades do “eu” aos interesses do nosso. É claro que o “nosso país” precisa ser construído diariamente pois nunca, em condições naturais, não planejadas ou pensadas, eu vou estar submetido às mesmas oportunidades e regras de todos os outros eu’s. Para que isto aconteça, é necessário dispêndio de energia. Constrangendo as diferenciações econômicas, restringindo o individualismo social, consertando os espaços cinzentos por onde alguns eu’s tentam fugir das regras comuns.

O sentido de “lugar” leva consigo uma ideia de “resultado natural do curso das coisas”. Os lugares são, indiferente àqueles que os delimitam. É uma perspectiva de contemplação e adaptação apenas. De processos individualistas de adaptação. E adaptação significa sempre luta. Uma luta contra outro eu que disputa os mesmos espaços. Espaços que são finitos porque o eu não sabe compartilhar nem dividir. No lugar não existe almoço grátis. Mas o eu que se convence disto compra uma ideia sorrateira de que todos trabalham por seu almoço. E quem não almoça, não trabalha, portanto. No “lugar” esta lógica invertida, que toma o resultado pela ação, acaba criando condições para que os eu’s que almoçam defendam que a fome é fruto da preguiça, ou que a incapacidade é resultado da falta de esforço.

Um lugar é um espaço geográfico sobre o qual o eu constrói uma identidade que é sempre um reflexo egoísta de si, excluindo tudo o que for diferente do eu. Um país, por outro lado, é um construto sócio-político que se reconhece plural e defende o “nosso” como um espaço de inclusão. A identidade individual se submerge no sentido coletivo, potencializando este. No nosso país está implícita a presença de todo eu, sendo o “todo” com caráter generalizante, mas não completo. Luta-se por expandir, diariamente, a lei de reconhecimento do eu que para que seja parte do “nosso”. O nosso país reconhece que seremos tanto mais fortes quanto mais eu’s reconhecerem-se parte do nosso, sem deixarem, entretanto, de ser eu.

O problema é que quando o eu acredita que pode agir pela simples vontade discricionária, ele destrói o nosso. Seja um eu juiz, um presidente ou um senador na comissão de ética. O eu que acredita que não precisa se submeter ao nós é um eu agressivo, que se acredita superior por condição ontológica e de forma perene. O eu que se acha superior, e, portanto, não submisso ao nós, é um eu que exerce uma violência institucional que não se coaduna com o nosso país. No lugar, as resultantes dos diversos vetores de violência implementados pelos “eu’s” é uma força de exclusão que parte do centro em direção às periferias. Nos círculos centrais esta força é pequena e costuma ser dobrada pela discricionariedade de qualquer eu que ali possa exercer sua vontade. A vontade de um eu é suficiente para inverter o sentido da resultante.

Na periferia, de forma diferente, a força resultante é tamanha que não importa a vontade expressa de qualquer eu por se aproximar do nosso, ele será jogado cada vez mais para longe. Cada vez mais distante e com menos legitimidade para ser parte do nosso. A função do “nosso país” é, exatamente, mitigar estes efeitos. Garantir que qualquer eu, em qualquer lugar, tenha condições de existência, crescimento e estabilização equivalentes.

O Brasil de hoje, com procuradores enriquecendo às custas do Estado, com juízes reescrevendo códigos de forma discricionária, com empresários comprando leis e com políticos acreditando que não existe nada além de suas consciências como balizadores do exercício de seus poderes, é um lugar. Um amontoado de “eu’s” que não partilham de qualquer sentido, mesmo remotamente, semelhante ao “nosso país”. Quando das discussões de formação de alguns países, estas questões vieram à tona. Como lutar contra diversos “eu’s” venais que tivessem poder de Estado, econômico ou das armas? As únicas soluções encontradas foram a violência dos poderes que se chocam e se tolhem ou a revolução. A revolução significa a extinção dos poderes constituídos e criação de novos. O custo, entretanto, é alto.

No século XX, buscou-se uma outra solução: a participação. Pelo alargamento dramático do número de eu’s que detém poder, reduz-se o poder de qualquer eu em separado e aumenta-se o poder do “nosso”. A participação é, pois, junto com a revolução as únicas saídas para transformar o lugar em um país. Resta a escolha. Se queremos a transformação pela violência ou pela inclusão. A manutenção do transe social estático que estamos experimentando no Brasil, não contribui para diminuir o potencial de energia que vem se acumulando, cada vez mais descontente. Até o impeachment de Dilma, apenas uma parte do país estava descontente. Com o impeachment, uma outra parte passou ao lado descontente. Hoje, quem exerce (mal) os poderes executivo, legislativo e judiciário no Brasil está conseguindo que se ombreiem contra eles 93% dos brasileiros.

O Brasil é um lugar. Prestes a explodir.

Estamos vendo o efeito nefasto de colocarmos ignóbeis, venais ou apenas inertes em função de exercício de poder. Estamos experimentando o que sociólogos, historiadores e cientistas políticos diziam que seria o “esgarçamento do tecido social”. Quando os eu’s não se reconhecem mais em “nosso país”. Partem a fazer uso discricionário dos seus poderes gerando apenas e tão somente violência. Um lugar apenas, não mais um país. ggn.