Justiça decide que filha pode se recusar a cuidar do pai que a abandonou e a agrediu na infância


Justiça decide que filha pode se recusar a cuidar do pai que a  abandonou em São Carlos — Foto: Reprodução/ EPTV

Justiça decide que filha pode se recusar a cuidar do pai que a abandonou em São Carlos — Foto: Reprodução/ EPTV

A 2ª Vara da Família e Sucessões decidiu que uma mulher de São Carlos (SP) pode se recusar a cuidar do seu pai que a abandonou e a agrediu quando ela era criança. A decisão cabe recurso.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), o homem é interditado e dependente de auxílio permanente. As duas irmãs dele são suas curadoras, mas uma delas entrou com uma ação para se desencarregar da obrigação pois vai viajar para o exterior.

Ela então indicou a permanência da sua irmã como cocuradora ou a inclusão da filha dele, que se recusou a assumir o encargo.

O número do processo não foi divulgado pelo TJ, pois está em segredo de Justiça.

Laudos apresentados

A filha apresentou ao juiz Caio Cesar Melluso, responsável pelo caso, um laudo social que comprova a falta de relação entre ela e seu pai, assim como um laudo psicológico que aponta o sofrimento emocional e o trauma pelo comportamento negligente e violento do pai.

Melluso acatou o pedido e justificou a decisão com base na Justiça não poder obrigar uma pessoa a dar “carinho, amor e proteção” ao pai, assim como não obriga um pai a dar aos seus filhos.

“Assim, ainda que seja filha do curatelado, tal como não se pode obrigar o pai a ser pai, não se pode obrigar o pai a dar carinho, amor e proteção aos filhos, quando estes são menores, não se pode, com a velhice daqueles que não foram pais, obrigar os filhos, agora adultos, a darem aos agora incapacitados amor, carinho e proteção, quando muito, em uma ou em outra situação, o que se pode é obrigar a pagar pensão alimentícia”, escreveu o juiz na decisão.

A outra irmã do homem ainda pode recorrer da decisão e, por enquanto, continuará sendo a curadora dele.

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Denúncia contra Glenn é ataque à democracia, diz PT


 

Glenn Greenwald. Foto: Reprodução/YouTube

Em mais um episódio de abuso de autoridade e usurpação de competência, um procurador do Ministério Público Federal apresentou hoje (21/01) denúncia criminal contra o jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil. A motivação é clara: vingar-se pelas reportagens que denunciaram os crimes da Lava Jato e confirmaram a parcialidade de Sergio Moro e seus procuradores, apontada ao Supremo Tribunal Federal pela defesa do ex-presidente Lula.

A denúncia do MP contraria frontalmente decisão liminar do STF, que proibiu a inclusão de Greenwald e seu site nas investigações da Polícia Federal que tinham o objetivo de criminalizar a série de reportagens da Vaza Jato. Trata-se de mais um crime, desta vez contra a liberdade de imprensa, cometido pelos parceiros de Sergio Moro com o incentivo e cobertura das Organizações Globo.

A vingança da Lava Jato contra o jornalismo reforça a escalada da extrema-direita – por meio do governo e de seus agentes em instituições como o Judiciário e o MP – na direção de um estado policial. Repressão, censura, violência policial e judicial são os instrumentos que utilizam para implantar, à força, um programa econômico que arruína o país e destrói os direitos do povo, a começar pelo direito ao emprego.

A Lava Jato foi extremamente útil à implantação desse programa, que para se impor precisa calar manifestações e atacar a democracia.

Não é mera coincidência que a denúncia contra o editor da Vaza Jato tenha sido feita horas depois de o ministro da destruição da economia brasileira, Paulo Guedes, ter anunciado na Suíça a entrega total das nossas compras públicas às empresas estrangeiras. Esta é a consequência direta da destruição das grandes empresas nacionais competitivas, privadas e estatais, promovida pela Lava Jato e por uma sistemática campanha de mídia contra o projeto de desenvolvimento soberano com inclusão social que o país conheceu nos governos do PT.

O povo brasileiro é a maior vítima dos ataques às liberdades democráticas e à soberania nacional, por parte da extrema-direita e seus aliados na mídia, no mercado e nas instituições. O PT seguirá lutando pelo restabelecimento pleno do estado de direito em nosso país, o que exige a anulação da sentença ilegal de Sergio Moro contra Lula e a punição dos crimes cometidos pela Lava Jato contra a Justiça e contra o Brasil.

O PT está solidário ao jornalista Glenn Greenwald, em defesa da liberdade de imprensa, da democracia e da soberania nacional. Fonte DCM

Comissão Executiva Nacional do PT

 

Detentos estão sendo ‘comidos vivos’ por bactéria misteriosa; OAB faz denúncia


 

Pelo menos 24 estão infectados, alguns com pernas paralisadas em prisão de Roraima

Foto: Divulgação

Uma bactéria de origem desconhecida está “comendo vivos” dezenas de detentos da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Roraima, no Norte do país. O caso foi denunciado pela Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima (OAB-RR), nesta segunda-feira (20), ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ministério Público Federal (MPF) e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). As informações são do Correio Braziliense.

O presidente da comissão, Hélio Abozaglo, visitou o Hospital Geral de Roraima (HGR) e contou que a situação é grave e precisa de medidas urgentes. “Alguns não conseguem andar, outros estão com bactérias nos pés que estão corroendo a pele. Apesar de estarem medicados, notamos que o caso é muito sério”, destacou à publicação.

Ao todo, 24 presos estão internados com os sintomas, alguns apresentam paralisia nas pernas e a pele em decomposição. Segundo os relatos, os detentos ficaram doentes no início do mês, após consmirem a água do presídio.

Segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania de Roraima (Sejuc), os detentos contaminados foram isolados e um protocolo foi aberto junto com a Secretaria de Saúde do estado para atender ao caso. Além dos presos infectados com a bactéria, quatro estão com tuberculose, informa o Correio Braziliense.

De acordo com o presidente da OAB-RR, Ednaldo Vidal, a chance de a doença contaminar outros presos, agentes penitenciários e funcionários da cadeia é grande. “O presídio não é muito diferente de um campo de concentração, é um local com zero higiene. Por isso vamos pedir a interdição imediata. A situação é de descontrole total, um caldeirão de desumanidade”, denuncia.

Palco do massacre de mais de 30 pessoas em janeiro de 2017, o PAMC tem capacidade para 500 detentos, mas está superlotado com quase 1.300. Atualmente, o presídio está sob atuação da Força-tarefa de Intervenção Penitenciária, decretada desde o final de 2018.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos informou que já tem conhecimento da situação e disse que acompanha o caso. “Vamos acompanhar e fazer o possível para que as autoridades olhem com mais atenção (para os presos). Se o HGR não tem condições de detectar que tipo de enfermidade está atacando essas pessoas, que o material seja enviado para fora para fazer os exames e possa se tomar as providências corretas”, informou o organismo no Twitter.


Do G1:

Uma brasiliense de 32 anos foi presa suspeita de matar o namorado, de 39 anos, em Portugal. Segundo a imprensa local, Simara da Silva Santos foi detida na madrugada de segunda-feira (20), logo após o crime, que ocorreu em Odivelas, cidade do Distrito de Lisboa.

A vítima também era brasileira. De acordo com jornais portugueses, o homem foi esfaqueado após uma discussão conjugal. Ao G1, uma amiga de Simara disse que acionou o Ministério das Relações Exteriores (MRE), mas não teve resposta.

O Palácio do Itamaraty, por sua vez, declarou não ter notícia do caso até a tarde desta terça (21). O ministério também disse não ter registro de tentativa de contato de familiares da brasileira. A amiga de Simara, Elisângela Araújo, disse ao G1 que o crime teria ocorrido após uma crise de ciúme do namorado. Segundo Elisângela, a brasiliense mora em Portugal desde dezembro. (…)

Segundo o jornal português Correio da Manhã, o chamado para a polícia ocorreu por volta das 0h30 de segunda-feira. A vítima foi encontrada morta, com ferimentos na região dorsal, “aparentemente provocados por uma faca de cozinha”.

Célula que poderá tratar qualquer tipo de câncer é descoberta de forma acidental


Cientistas do País de Gales publicaram estudo sobre novo tipo de ‘Célula T’

Os cientistas Andrew Sewell e Garry Dolton, da Universidade de Cardiff (Foto: Divulgação)

Um grupo de investigadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, encontrou de maneira acidental um novo tipo da “Célula T” – responsável pela defesa do organismo contra ameaças desconhecidas, como vírus e bactérias – que poderá atacar e destruir a grande maioria dos tipos de câncer.

A descoberta foi publicada na revista científica Nature Immunology e ainda não foi testada em doentes. No entanto, os investigadores acreditam que, embora o trabalho ainda esteja em estágio inicial, a descoberta tem “enorme potencial”, afirma a rede britânica BBC.

Os cientistas encontraram uma célula no sangue das pessoas que pode avaliar se existe uma ameaça a ser eliminada. Essa nova célula imune suporta um receptor que age como um gancho, que se agarra à maioria dos cânceres ao mesmo tempo que ignora as células saudáveis.

Descoberta acidental
Andrew Sewell, responsável pelo estudo, afirma que é “altamente incomum” encontrar uma célula com potencialidades terapêuticas assim tão vastas no combate ao câncer e que a descoberta aumenta a perspectiva de criar uma “terapia universal”.

“A nossa descoberta aumenta a perspectiva para os tratamentos contra o câncer. Esse tipo de célula pode ser capaz de destruir muitos tipos diferentes da doença. Antes, ninguém achava que isso fosse possível. Essa foi uma descoberta acidental, ninguém sabia que essa célula existia”, contou Sewell ao The Telegraph.

 

Ministério da Saúde registra 1ª morte por febre hemorrágica após 20 anos


Ainda não está confirmada a origem da contaminação

[Ministério da Saúde registra 1ª morte por febre hemorrágica após 20 anos]
Foto : Reprodução

O Ministério da Saúde dconfirmou hoje (20) a primeira morte em decorrência de complicações causadas pela febre hemorrágica em 20 anos.

De acordo com o Ministério da Saúde, o paciente, um homem de 52 anos, começou a apresentar os sintomas no dia 30 de dezembro e foi atendido em três hospitais até morrer por complicações da doença no dia 11 de janeiro.

Ainda segundo o ministério, o morador viajou para as cidades de Itapeva (SP) e Itaporanga (SP), locais prováveis de infecção. De acordo com a secretária de Saúde de Itapeva, ele esteve na cidade por dois dias no mês de dezembro visitando os filhos e não apresentou nenhum sintoma da doença. O paciente não tinha histórico de viagens internacionais.

Não está confirmada a origem da contaminação. Até o dia 3 de fevereiro, funcionários dos hospitais por onde ele passou estão sendo monitorados e avaliados, assim como os familiares e pessoas que tiveram contato com o homem.

No país, há registros de apenas quatro casos da doença, sendo três adquiridos em ambiente silvestre no estado de São Paulo e um por infecção em ambiente laboratorial no Pará. Todos foram contabilizados na década de 90, o último em 1999.

 

‘O grande inimigo do meio ambiente é a pobreza’, diz Guedes, ministro do governo que odeia pobre, em Davos


Para um cidadão desse e também o seu chefe, a saída é desmatar a amazônia, produzir mais comida e depois distribuir através de cestas básicas, como acontecia no governo FHC. Deixa a amazônia livre deste assassinato e parte para uma política de melhoramento da classe mais precisa, de forma digna, que o Brasil se alavanca e até cresce o montante de 377 bilhões de dólares que o Lula deixou na reserva internacional, colocando o Brasil equiparado à China. Como está hoje? dos 377 pelo menos 37 o Guedes já mandou vender. E quando acabar? Vai voltar para o FMI?  Coloca o povo pobre no orçamento da União que tudo muda. Mas enxergando o pobre como a problema do Meio ambiente, é, no mínimo, uma covardia e incompetência. Até aqui Café com Leite.
Ministro da Economia, Paulo Guedes
Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

De Célia Froufe no Estado de S.Paulo.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje, durante o painel “Shaping the Future of Advanced Manufacturing”, realizado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), que o grande inimigo do meio ambiente é a pobreza. “Destroem porque estão com fome”, justificou o brasileiro.

Em outro momento do mesmo evento, ele disse que o mundo precisa de mais comida e salientou que é preciso usar defensivos para que seja possível produzir mais. “Isso é uma decisão política, que não é simples, é complexa”, afirmou. Ainda sobre o tema, Guedes disse que a busca dos humanos é sempre pela criação de vidas melhores. Ele ressaltou, porém, que “somos animais que escapamos da natureza”.

O ministro disse que o Brasil está criando um ambiente melhor para os negócios e que é preciso agora qualificar as pessoas para terem um emprego no sistema, que está mais tecnológico. “Num país como o Brasil, que está um pouco atrás (em relação às inovações), temos um pouco de preocupação”, afirmou, acrescentando que a primeira ação a ser feita é acabar com os “obstáculos”.

Fonte Diário do Centro do Mundo.

(…)

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Gêmeas separadas na maternidade se encontram após 15 anos no Twitter


Nabila e Nadja - Fotos: reprodução / The Jakarta Post

Nabila e Nadja – Fotos: reprodução / The Jakarta Post

Duas adolescentes descobriram pelo Twitter que são irmãs gêmeas. Elas são da Indonésia e foram separadas na maternidade há 15 anos.

Nabila Az-Zahra vive em Gowa. Ela recebeu um alerta de que outro perfil da rede estava usando suas fotos. A jovem entrou em contato com a menina para checar o que estava acontecendo e conheceu Nadya.

As duas ficaram impressionadas com a semelhança e decidiram marcar uma ligação de vídeo. Na chamada, elas disseram que pareciam estar olhando no espelho.

“Fizemos perguntas pessoais, como nosso peso, altura e cor favorita. Nossas respostas foram quase todas iguais!”, contaram as gêmeas ao jornal The Jakarta Post.

Nadya pensou na possibilidade de serem irmãs gêmeas e foi folar com a mãe.

Inesperadamente, a mulher lhe contou que ela havia sido adotada ainda bebê e que elas não eram gêmeas, mas sim trigêmeos, porque têm mais um irmão.

As crianças foram dadas para adoção na época por falta de condições financeiras dos pais para cria-las.

“Os nossos pais biológicos não tinham condições de nos criar e nos colocaram para adoção. Minha mãe me disse que eu pesava só 1,4kg ainda recém-nascida. Eu estava morrendo”, afirmou Nadya.

Agora, as irmãs decidiram unir forças para encontrar o terceiro irmão.

Elas querem reunir a família.

Com informações do The Jakarta Post e Vírgula

 

Justiça condena João de Deus a mais 40 anos de prisão por crimes sexuais


Justiça condena João de Deus pelo estupro de 5 mulheres.

Justiça condena João de Deus pelo estupro de 5 mulheres.

A juíza Rosângela Rodrigues Santos condenou João de Deus, de 78 anos, nesta segunda-feira (20), a mais 40 anos de prisão por crimes sexuais cometidos contra cinco mulheres. Esta sentença acolheu denúncia do Ministério Público de Goiás enviada em março do ano passado. A defesa pode recorrer ao Tribunal de Justiça de Goiás. O condenado sempre negou as acusações.

João de Deus está preso desde 16 de dezembro de 2018. O advogado de defesa, Anderson Van Gualberto, disse que ainda não foi notificado sobre esta condenação, mas que, assim que tiver acesso ao conteúdo da sentença, entrará com recurso nas instâncias cabíveis. A defesa acrescenta que o entendimento da juíza é diferente do que o Superior Tribunal de Justiça já decidiu em casos similares.

João de Deus já foi condenado três vezes, até esta segunda-feira:

  • 1ª – por posse ilegal de arma de fogo, pena de 4 anos em regime semiaberto, novembro de 2019;
  • 2ª – por crimes sexuais cometidos contra quatro mulheres, condenado a 19 anos em regime fechado, em dezembro de 2019;
  • 3ª – por crimes sexuais cometidos contra cinco mulheres, sentenciado a 40 anos em regime fechado, janeiro de 2020.

A juíza ainda tem 10 processos em seu gabinete aguardando resposta de Judiciários de outros estados para voltar a dar andamento aos procedimentos. A magistrada explica que não há um prazo para decidir sobre esses processos porque foram enviadas cartas precatórias, as quais ainda não foram respondidas.

Os processos que tramitam na Comarca de Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal, envolvem 50 mulheres. A magistrada destaca que as condenações já publicadas ainda não foram transitadas em julgado, sendo que as duas primeiras têm recurso tramitando no Tribunal de Justiça de Goiás.

“O julgamento dessas demais ações é imprevisível porque tem testemunhas que são de fora e precisamos aguardar retorno de outros juízes para que os processos estejam maduros para julgamento”, explica a juíza.

Justiça condena João de Deus pelo estupro de 5 mulheres.

Justiça condena João de Deus pelo estupro de 5 mulheres.

Processos na Justiça

Desde quando as denúncias vieram à tona, em dezembro de 2018, o MP-GO já recebeu cerca de 320 denúncias de mulheres que se dizem vítimas de João de Deus.

Ao todo, ele já foi denunciado 14 vezes pelo Ministério Público, sendo 12 por crimes sexuais. Veja a situação de cada uma:

  • Dez por crimes sexuais: duas com condenações por abusos sexuais. As demais aguardam a devolução de cartas precatórias;
  • Uma por crimes sexuais e falsidade ideológica: aguardando sentença;
  • Uma por crimes sexuais, corrupção de testemunha e coação: está aguardando a devolução de cartas precatórias;
  • Uma por posse ilegal de armas de fogo e munição em Abadiânia: João de Deus foi condenado a quatro anos no regime semiaberto e teve a prisão revogada. A esposa dele, Ana Keyla Teixeira também era ré no processo, mas foi absolvida;
  • Uma por apreensão de documentos, armas de fogo e munição, em Anápolis: não teve o andamento informado pelo Tribunal de Justiça.

João de Deus chega ao Fórum de Aparecida de Goiânia para interrogatório, em Goiás — Foto: Vitor Santana/G1João de Deus chega ao Fórum de Aparecida de Goiânia para interrogatório, em Goiás — Foto: Vitor Santana/G1

João de Deus chega ao Fórum de Aparecida de Goiânia para interrogatório, em Goiás — Foto: Vitor Santana/G1

As perguntas que ficaram sem resposta no Roda Viva com Sergio Moro


PUBLICADO ORIGINALMENTE NA REDE BRASIL ATUAL

O ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, Sergio Moro, esteve no programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite de ontem (20). Com respostas evasivas e com pontas soltas eu seu discurso, o ex-juiz foi questionado sobre temas como escândalos no alto escalão do governo, assassinato da vereadora Marielle Franco e, especialmente, sobre a VazaJato.

Nenhum jornalista que trabalhou nas publicações de mensagens vazadas – e que mostraram que a Lava Jato foi uma operação coordenada por Moro  para tirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da disputa eleitoral de 2018 – foi convidado para fazer parte da bancada de entrevistadores. O caso repercutiu negativamente nas redes sociais que, de forma espontânea, começaram uma campanha para pedir a presença de alguém do The Intercept Brasil no programa. Não deu certo. De acordo com editorial do veículo que iniciou as investigações que incriminam Moro, os jornalistas presentes teriam passado por aprovação do ministro, o que foi negado pela âncora do programa, a jornalista Vera Magalhães, que estreava na função.

A Vaza Jato revelou que Moro atuou com parcialidade enquanto juiz federal de primeira instância, formando um conluio com membros do Ministério Público Federal para atingir objetivos políticos a partir da operação Lava Jato. Na prática, Moro atuou como chefe da operação e não juiz imparcial.

Questões

Mesmo sem jornalistas responsáveis diretamente pela Vaza Jato, o tema esteve presente em boa parte das perguntas. Como fala decorada, Moro desdenhou do escândalo. “A Vaza Jato é um episódio menor, nunca dei muita importância.  Nunca entendi muito bem a importância daquilo. Foi utilizado politicamente para soltar pessoas condenadas por corrupção e enfraquecer o ministro”, disse.

Em outro momento, foi questionado sobre a parcialidade em seu trabalho como juiz. Moro repetiu que os vazamentos que deram origem à Vaza Jato são ilegais e devem ser desconsiderados. Por outro lado, vazou ilegalmente conversas entre a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em outro caso de evidente parcialidade, Moro adiou um depoimento de Lula que estava previsto para acontecer pouco antes das eleições de 2018, alegando que tal evento poderia ter influência no processo (influência positiva para o PT). Contraditoriamente, o então juiz quebrou o sigilo de uma delação antiga do ex-ministro petista Antônio Palocci, que acabou publicada na imprensa seis dias antes do primeiro turno. Ou seja, adiou algo que poderia favorecer o PT e divulgou o que poderia prejudicar.

Nas duas questões, Moro se esquivou. “Quando fizemos o primeiro depoimento do Lula houve manifestações (…) No caso do Palocci, ele já tinha dado o depoimento. Não vi nenhuma importância”, disse, ao defender que o caso do Palocci foi “super dimensionado”.

Moro “liso”

Moro preferiu se esquivar de temas “delicados”, como o escândalo de corrupção envolvendo o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro e o caso Queiroz; a manifestação aberta de nazismo do ex-secretário de Cultura, Roberto Alvim; o caso de corrupção envolvendo o secretário de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten; os ataques de Bolsonaro contra a liberdade de imprensa e jornalistas. “Não cabe ao ministro da Justiça ser comentarista sobre tudo”, foi a resposta padrão de Moro. “Não vim aqui falar sobre o presidente (…) cabe ao presidente fazer avaliações (…) Não preciso ficar externando conselhos que dou ao presidente”, foram algumas de suas respostas.

Enquanto isso…

Já que não foram convidados para o Roda Viva, jornalistas do The Intercept Brasil estiveram ao vivo acompanhando todo o programa e publicando comentários em suas redes sociais. Com audiência que beirava as 14 mil visualizações simultâneas, rebateram as esquivas de Moro e ainda deixaram uma série de perguntas que eles fariam se estivessem lá. Algumas boas perguntas foram feitas pela “bancada oficial”, como afirmou o editor executivo do veículo, Leandro Demori. A grande exceção foi Felipe Moura Brasil, da Jovem Pan, que pouco participou e, quando falou, mais pareceu um assessor do ministro, segundo os analistas.


Segue algumas das perguntas do The Intercept Brasil que ficaram sem resposta:

  • O senhor acha a delação de Palocci fraca, por que levantou sigilo seis dias antes das eleições? Nem mesmo o MPF aceitou fechar delação.

PS. Foi perguntado e Moro não respondeu.

  • Deltan trouxe da Suíça, em segredo, um pen drive com informações de contas bancárias. Ilegalmente. Um procurador pode ir para um país estrangeiro sem autorização e usar no processo?
  • O senhor acha normal que procuradores vazem informações para a imprensa para intimidar réus e delatores?
  • O que acha da Lava Jato ter acessado clandestinamente o esquema de propinas da Odebrecht antes da autorização judicial? Pode ser usado no processo?
  • Por que o senhor instruiu a Lava Jato a não apreender os celulares de Eduardo Cunha? O que tinha nesses celulares? Ele se declarou contra uma delação do Eduardo Cunha, pediu para ser informado. Disse “Como sabe, sou contra”. Por que era contra? Por que instruiu agentes a não apreender os celulares?
  • O senhor autorizou uma devassa na filha de um investigado para tentar prendê-lo. Um cara que morava em Portugal. Há relatos de pressão, inclusive, contra uma criança de 7 anos. Acha normal isso?
  • O que quis dizer com “In Fux We Trust”?
  • Como Deltan conseguiu ganhar 400 mil reais em um ano, pelo menos, em palestras a partir da Lava Jato?
  • Fonte DCM.

A “bobageirada” de Moro: veja todas as mentiras que ele contou no Roda Viva amigo (20.01.20)


Veja a avaliação feita por jornalistas do DCM, sobre entrevista a Sergio Moro

Se você for daqueles que não quer nem ver esse vídeo, ou começar vê sem já fazendo crítica ao vídeo, eu lhe digo que você está altamente contaminado com a avalanche de manipulações que surgem todos os dias, onde o objetivo é esse: fazer você acreditar em uma única coisa: de que o Lula acabou com o país e que esse grupo novo está com dificuldade para arrumar o Brasil. Fuja de manipulação, tente manter a sua cabeça livre para poder avaliar os dois lados. Tente enxergar por si só, o que estão fazendo com o país agora. Enfim, assista o vídeo.

Geralmente quando vai haver uma sabatina com um político, com jornalistas que honra o seu diploma, o político treme por temer que vem chumbo grosso. Mas quando é tudo de dentro de casa, o cara se sente sentado no seu sofá. No caso desta entrevista, até que algumas perguntas surpreenderam, uma vez que não aceitaram o Glenn como participante se esperava que todas as perguntas seia uma espécie de água com açúcar, já que ele, o Glenn, foi o responsável por desmontar a farsa que a mídia aberta não divulgou, mas até que houve perguntas apimentadas. O problema é que não eram respondidas nem desmentidas, mas ficava por isso mesmo. Muito diferente, por exemplo, da entrevista da Manuela D’ávia, que colocaram literalmente numa roda viva e nem ao menos deixavam ela responder, por temer que as sua respostas atrapalhassem o plano da mídia, que era enfraquecer a esquerda.Texto Café com Leite, vídeo DCM.

Número de motoristas que podem pedir restituição do DPVAT 2020 dobra e chega a 4 milhões


Aumento ocorreu após atualização dos pagamentos via Detrans e Secretaria da Fazenda

[Número de motoristas que podem pedir restituição do DPVAT 2020 dobra e chega a 4 milhões]
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de proprietários de veículos que podem pedir a restituição do seguro obrigatório DPVAT 2020 aumentou de dois milhões para quatro milhões. A informação foi divulgada ontem (20) pela Seguradora Líder.

De acordo com o comunicado, o crescimento ocorreu após a atualização dos pagamentos via Detrans e Secretaria da Fazenda. A gestora explicou ainda que, como os prazos de compensação bancários de cada instituição financeira podem variar, o total de ressarcimentos disponíveis ainda deve ter alta.

A empresa divulgou que, até a tarde de ontem, o total de pedido de restituição cadastrados alcançava, aproximadamente, 510 mil. Com informações do Metro1.

 

Movimento de direita e com inspiração “nacionalista” é criado por artistas fiéis a Bolsonaro em Natal


O jornalista Tácito Costa criticou o movimento e lembrou da exposição “Primeira Grande Exposição de Arte Alemã”, aberta pelos nazistas em 1937, em Munique, na Alemanha

Foto: Reprodução
  

Por Rafael Duarte no Saiba Mais

Um grupo de artistas conservadores ligados à direita nacionalista e ao bolsonarismo de Natal (RN) lançou no sábado (18) um movimento de direita nacionalista com o propósito de “unir e libertar a classe artística, amordaçada e aprisionada dos calabouços da ditadura cultural ideológica de esquerda”.

Batizado de Canarinho e evocando as cores verde e amarelo da bandeira nacional, o grupo é encabeçado pelo artista plástico Tiago Vicente e tem entre os adeptos o pintor Francisco Eduardo, entre outros artistas. O músico Cleudo Freire teve o nome divulgado como membro do movimento, mas divulgou um texto negando participação:

– Odeio ter de dar explicações por causa de policiamento ideológico, mas infelizmente agora é necessário. Que fique claro – não faço parte de nenhum movimento artístico fascista nem comunista, ateu nem religioso! Dito isso, quero falar que como músico trabalho onde houver possibilidade de trabalhar, onde houver perspectiva de sobrevivência física e espiritual do meu ofício. É dele que eu dependo pra sobreviver como pessoa e como artista, mas especificamente pra alimentar meu corpo e minha alma”, diz um trecho do texto publicado na rede social.

O lançamento do Canarinho aconteceu na galeria B-612, localizada na rua Doutor Barata, na Ribeira. Pelas imagens divulgadas nas redes sociais, aproximadamente 10 pessoas participaram do evento.

O movimento Canarinho foi assunto nesta segunda-feira (20) em vários grupos de whatsaap e revoltou artistas e ativistas da cidade. Na página no Facebook de Tiago Vicente há mensagens de apoio e repúdio ao movimento.

Alguns dos membros do movimento compartilharam nos últimos dias mensagens de apoio ao ex-secretário nacional de Cultura Roberto Alvim, demitido após copiar e divulgar um texto inspirado no ministro da Propaganda Nazista Joseph Goebbels.

Um deles é identificado como Erick Guerra O Caçador, para quem o Canarinho é um movimento “em defesa da arte brasileira que representa o bom, o belo e o verdadeiro!”, escreveu antes de complementar com o clichê:

– É a raiz do Brasil florando para o Mundo… E que estronde na Terra inteira: a nossa auriverde bandeira JAMAIS será vermelha!”, diz a postagem.

Tiago Vicente, que nunca escondeu sua admiração pelas práticas e também pela figura do presidente da República Jair Bolsonaro, publicou várias mensagens nas redes sociais sobre o movimento:

“Fazemos a arte que eleva o homem, família, religiosidade, ligação do homem com a terra e patriotismo, esse é o movimento Canarinho. Se você artista se identifica com esses valores venha juntar- se a nós!”, diz uma das mensagens, cujo tom remete às convocações do Exército brasileiro.

Na visão do líder do grupo, o Canarinho é “arte e cultura livres de amarras ideológicas”.

Tiago Vicente critica um suposto aparelhamento político de esquerda nas instâncias culturais:

– Queremos ter a mesma oportunidade de trabalho e de verbas de fomento artístico que os famosos vinculados ao lulopetismo têm. Artistas excluídos do Brasil: juntem-se a nós!”, escreveu.

A agência Saiba Mais tentou contato por telefone com o artista plástico, mas não conseguiu falar com ele.

Simpatizando do movimento e também do bolsonarismo, o jornalista Sílvio Santiago declarou apoio ao movimento:

– Artistas e intelectuais potiguares de direita criam o coletivo Canarinho. É a resistência e o combate ao grupeto chinfrim de esquerda que sempre usurpou as políticas — e finanças — do Estado na área cultural. Dentre os integrantes estão o cantor Cleudo Benarez Freire é o pintor Tiago Vicente. Parabéns e tamojunto”, escreveu.

“Há método nessas loucuras”, critica jornalista

O jornalista Tácito Costa criticou o movimento e num texto publicado no facebook lembrou da exposição “Primeira Grande Exposição de Arte Alemã”, aberta pelos nazistas em 1937, em Munique, na Alemanha. No texto, ele questiona os leitores sobre o nome de algum dos artistas presentes na mostra que tenha sido lembrado pela história. Tácito relacionou a exposição na Alemanha nazista com o movimento criado em Natal:

O governo Bolsonaro adotou para a cultura a estratégia nazista, conforme explicitou o secretário de Cultura Roberto Alvim, em pronunciamento que teve repercussão internacional e provocou sua queda, embora as ideias defendidas pelo governo para o setor continuem de pé.

Natal, que já teve seu nome ligado à vanguarda artística, com o modernismo do poeta Jorge Fernandes, e com o Poema Processo, inicia um processo de enxovalhar esse passado, aderindo de formas pioneira e vergonhosa, a esta onda obscurantista pregada por Bolsonaro e Alvim.

Ontem, o artista plástico Francisco Eduardo anunciou em sua página no Facebook, a criação do movimento “Canarinho”. O nome não foi escolhido aleatoriamente. Há método nessas loucura e ideologia dos bolsonaristas. Remete ao verde, da bandeira brasileira e dos integralistas (o RN teve representantes ilustres nesse movimento fascista), à seleção brasileira de 1970 (“seleção canarinho”), período mais terrível da ditadura militar.

Para Tácito Costa, a história mostra, cabalmente, que arte e engajamento político/ideológico são antípodas:

“Resultam em obras medíocres, feias e com destino previsível: a lata de lixo”, escreveu.

Com informação da Revista Forum.

 

 

 

 

Vaza Jato: Nova reportagem mostra esquema entre Antagonista e Deltan Dallagnol


Procuradores atuaram em conjunto com jornalistas para evitar que Ivan Monteiro, ex-presidente da Petrobras, assumisse a chefia do Banco do Brasil

Deltan Dallagnol (Foto: Arquivo)

De acordo a Revista Forum, uma nova reportagem da Vaza Jato publicada nesta segunda-feira (20) pelo Intercept Brasil revelou que procuradores da Operação Lava Jato usaram o site Antagonista para influenciar na escolha do novo presidente do Banco do Brasil no governo de Jair Bolsonaro. No final de 2018, a força-tarefa atuou em conjunto com repórteres do portal para evitar que Ivan Monteiro, ex-presidente da Petrobras, assumisse a chefia do banco.

Visto como o responsável por “salvar” as contas da Petrobras, Monteiro era o nome mais forte entre os cotados para assumir o Banco do Brasil, uma escolha do próprio ministro da Economia, Paulo Guedes. A preferência, no entanto, desagradou Onyx Lorenzoni, atual chefe da Casa Civil de Bolsonaro e amigo próximo de Deltan Dallagnol.

Influenciado pelo descontentamento de Lorenzoni, Dallagnol ordenou a assessores a busca por documentos contra o ex-presidente da Petrobras e enviou quatro arquivos a Claudio Dantas, do Antagonista, que já fazia campanha para que Monteiro não entrasse no governo Bolsonaro.

Em conversas no Telegram, obtidas pelo Intercept, fica evidente a parceria entre a Lava Jato e o jornalista, assim como Diogo Mainardi e Mario Sabino, também do Antagonista, para prejudicar a imagem de Monteiro. Além de receberem documentos e informações em primeira mão, os repórteres também deixavam que procuradores ditassem a direção editorial do site.

A reportagem do Intercept também cita que Mainardi, dono e editor do site, acatou o pedido de Dallagnol e parou de publicar notícias sobre um escândalo de corrupção que envolvia o escritório de advocacia Mossack Fonseca, suspeito de abrir empresas offshore no Panamá. Mainardi também auxiliou Dallagnol em uma de suas investigações, que seguiu as dicas do comentarista e em seguida informou-o que o caso estava “fora da alçada” da operação.
Em outro caso, a Lava Jato seguiu um boato repassado por Claudio Dantas para pedir, sem autorização da justiça, a quebra do sigilo fiscal de  Marlene Araújo Lula da Silva, nora do ex-presidente Lula, em 2016. No entanto, nada foi encontrado contra ela, que nunca foi indiciada ou acusada de crimes.

Vírus da letal da China alcança Coreia do Sul


Autoridades chinesas reconhecem uma nova onda de infecções pelo agente, que causou três mortes e já foi detectado na Tailândia e no Japão

Pessoal médico transfere um paciente para o hospital Jin Yintan, na província chinesa de Jiangxi.
Pessoal médico transfere um paciente para o hospital Jin Yintan, na província chinesa de Jiangxi.GETTY IMAGES (GETTY IMAGES)

O novo coronavírus de Wuhan continua seu avanço preocupante. Depois que os dois primeiros casos foram detectados na quinta-feira passada no exterior —na Tailândia e no Japão—, neste fim de semana as autoridades chinesas confirmaram uma nova onda de infecções em Wuhan e os três primeiros positivos em outras cidades do país. Também há uma nova vítima, a terceira a morrer até hoje por causa dessa estranha doença. A Coreia do Sul, por outro lado, confirmou seu primeiro caso nesta segunda-feira.

O número de infectados disparou em Wuhan, cidade no centro da China que é considerada a origem do surto. A Comissão Municipal de Saúde informou que uma terceira pessoa morreu no sábado por causa do misterioso vírus, que provoca sintomas semelhantes aos da pneumonia, causando febre e dificuldades respiratórias. A morte se junta à de dois outros homens, de 61 e 69 anos, respectivamente. Ambos sofriam de doenças pulmonares anteriores e pereceram devido a complicações derivadas da infecção.

As autoridades locais detalharam que 136 novos positivos foram detectados —59 no sábado e 77 no domingo—, o que eleva o número total de casos confirmados até agora para 198. A Comissão Municipal disse na semana passada que nenhum novo caso havia ocorrido desde 3 de janeiro, dando a entender que a situação estava controlada e que a transmissão entre humanos parecia pouco provável, embora não pudesse ser completamente descartada.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou os dados mais recentes através de sua conta de Twitter, embora os tenha atribuído ao aumento das informações disponíveis sobre o vírus. “Isto [os novos casos] é resultado da maior busca e testes do 2019-nCov [nome oficial do coronavírus descoberto há duas semanas] entre pacientes que sofrem de doenças respiratórias.” “A OMS está propondo estudos sobre o novo coronavírus que podem ser realizados na China e em qualquer outro lugar para entender melhor a transmissão, os fatores de risco e a origem do vírus. Esses trabalhos exigirão tempo e recursos”, acrescentou a instituição em uma publicação posterior.

Ao mesmo tempo, a Comissão Nacional de Saúde da China revelou a detecção de outras três novas infecções, as primeiras em território doméstico fora de Wuhan: duas na capital Pequim e outra em Shenzhen, cidade vizinha a Hong Kong.

Mas isso pode não ser tudo. Também há rumores de que vários casos suspeitos teriam sido identificados em Xangai. Isso foi revelado por um médico de um dos principais hospitais da cidade em declarações anônimas ao jornal South China Morning Post, de Hong Kong. “Nosso centro está realizando sessões de treinamento sobre prevenção e tratamento do vírus. Também está sendo apressada a compra de máscaras, toucas e desinfetantes”, afirmou. “Sendo sincero, estou assustado. É um novo vírus com muitos aspectos que ainda não estão claros.”

O Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças publicou uma declaração no sábado em seu site e nas redes sociais na qual enfatizou que esse novo vírus “não é o SARS”, uma epidemia originária da China e que acabou com a vida de mais de 700 pessoas em todo o mundo entre 2002 e 2003. O órgão também negou os “rumores” de que centros de saúde fora de Wuhan poderiam estar oferecendo tratamento em segredo a pessoas infectadas pelo vírus. No domingo, a Comissão Nacional de Saúde da China se juntou com um texto pedindo calma, caracterizando a situação como “previsível e controlável”, enquanto considerava necessário “um monitoramento de perto para descobrir novas mutações”.

A publicação do centro gerou mais de 5.000 comentários no Weibo –rede social chinesa semelhante ao Twitter–, a maioria deles expressando preocupação com o desenvolvimento dos acontecimentos. “Não encontraram a origem da infecção e se atrevem a proclamar que a epidemia está sob controle? Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento médico sabe que a coisa mais séria que pode acontecer nessas situações é que a origem não esteja localizada”, escreveu um usuário. As investigações das autoridades apontaram desde o primeiro momento para um mercado de peixes e frutos do mar em Wuhan, onde o vírus teria sido transmitido de um animal para várias pessoas. A área permanece em quarentena há várias semanas, embora não se descarte que possa haver outros focos.

Muitas outras mensagens alertavam sobre a proximidade do Ano Novo Chinês, celebração que ocorrerá no próximo sábado, 25 de janeiro, famosa por ser a maior migração humana do mundo, com mais de três bilhões de deslocamentos. “A data se aproxima e Wuhan é um grande centro de transporte, espero que todo mundo preste atenção para se proteger”, disse outro internauta. A China e o resto dos países da região começaram a reforçar as medidas de segurança em aeroportos e estações de trem. Imagens divulgadas nesta manhã nas redes sociais mostram uma equipe médica usando equipamentos de proteção e verificando, um a um, a temperatura corporal dos passageiros de um avião que saía da cidade de Wuhan.

Por outro lado, alguns comentários mostravam ceticismo, desconfiando da veracidade das informações oficiais. Embora o Governo chinês tenha melhorado bastante sua reação em relação à gestão do SARS, epidemia mantida em segredo durante semanas, ainda existem dúvidas razoáveis sobre a transparência dos dados: enquanto novos casos vieram à luz no exterior, o número de infectados permaneceu, até este fim de semana, estável dentro de suas fronteiras.

Um estudo recente preparado pelo Centro de Análise de Doenças Infecciosas Globais do Imperial College de Londres estimou que em 12 de janeiro o número de infecções prováveis era de 1.723. “É provável que o surto de um novo coronavírus em Wuhan tenha causado um número de doenças respiratórias leves ou moderadas substancialmente maior do que o divulgado”, diz o texto, produzido com o apoio da OMS.

A informação foi do ELPAÍS