Lula se torna presidente de honra da juventude do Partido Trabalhista do Reino Unido


Em carta enviada ao Congresso dos Trabalhistas, Lula agradeceu a homenagem e defendeu a luta contra as políticas de austeridade.

São essas e outras tantas homenagem ao presidente Lula, que tem matado muita gente que não tem representatividade lá fora.

Em outubro de 2018, em meio às eleições do Brasil, a juventude do Partido Trabalhista do Reino Unido decidiu homenagear o ex-presidente Lula como presidente honorário da organização. A honraria, que segue em vigor, foi tema de carta enviada por Lula ao Congresso do Partido Trabalhista, realizado no domingo (22). O ex-presidente também destacou que é preciso enfrentar os planos de austeridade.

“Essa homenagem prova, antes de tudo, que só é velho quem abandona seus sonhos de juventude, e eu jamais abandonarei os meus. E prova também que as injustiças estão em qualquer parte, e que a luta dos trabalhadores é a mesma no mundo inteiro”, disse o ex-presidente na carta.

 

Para Lula, os desafios no Reino Unido são muito grandes e perpassam pelo enfrentamento das políticas de austeridade. O ex-presidente classifica “austeridade” como um “palavra mágica e maldita que os ricos de qualquer lugar do planeta usam para roubar direitos e conquistas da classe trabalhadora”. “É assim no Reino Unido, é assim novamente no Brasil desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e a posterior eleição de um governo de extrema-direita”, declarou, destacando as políticas neoliberais implementadas nos países.

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Ele ainda buscou deixar uma mensagem de esperança aos trabalhistas. “Fui líder sindical, ajudei a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT), tive a honra de ser eleito e reeleito presidente do meu país. Nunca antes um operário havia chegado à Presidência do Brasil. Por isso eu precisava provar que a classe trabalhadora é capaz de governar, e precisava provar também que governar para todos, mas cuidando com mais carinho dos mais necessitados, será sempre o melhor caminho para a construção de um país mais desenvolvido e mais justo”, finalizou

Durante o Fórum Social Mundial, em julho, o líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, defendeu a liberdade do ex-presidente, dizendo que a prisão de Lula é completamente inaceitável e que ele deveria ser libertado para continuar trabalhando para tentar unir as pessoas em defesa do bem-estar social, da natureza e do meio ambiente.

Fonte Revista Fórum.

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TUBARÃO SE ENFURECE APÓS SER FISGADO E QUASE VIRA BARCO DE PESCADORES


Pescadores tentavam capturar um tubarão cabeça-chata na Flórida quando o animal se desprendeu da linha e atacou a canoa em que os homens estavam

Um grupo de pescadores estava caçando tubarões em Key West, Flórida, quando um deles conseguiu fisgar um grande tubarão cabeça-chata. Ele travou uma verdadeira batalha com o animal que por diversas vezes quase o derrubou na água. O pescador que lutou com o tubarão estava em uma canoa muito instável e teve de ser auxiliado por outra embarcação para não ser derrubado.

No fim, o pescador não consegue capturar o tubarão, mas o animal não vai embora. Ele parece se revoltar com a tentativa de captura e cerca as duas canoas dos pescadores. O predador ainda desfere algumas mordidas contra os barquinhos e se colide contra o casco para tentar derrubar seus caçadores.

Momento de muito medo dos pescadores. Estão pensando que Tubarão é Tilápia?

Família de Ágatha recusa dinheiro “cala-boca” do governo Witzel


A família da menina Ágatha, assassinada pela polícia comandada pelo governador do Rio durante ação policial no Complexo do Alemão, recusou de maneira digna auxílio do governo Witzel. Depois de a matar, governo Witezl queria pagar o funeral. Enterro foi realizado com recursos da família e do jornal Voz das Comunidades

(Foto: Reprodução)

A família de Ágatha Félix, assassinada na última sexta-feira (20) durante ação policial no Complexo do Alemão, no Rio, recusou o auxílio da secretaria estadual de Vitimização e não quer receber recurso de nenhuma espécie do governo do estado liderado por Wilson Witzel. A informação é da jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo.

O governo estadual diz que se ofereceu para pagar o velório da criança.

“Não queremos ajuda do governo”, disse Danilo Félix, tio da garota. O enterro foi realizado com recursos da família e do jornal Voz das Comunidades.

Nesta terça (24), organizações brasileiras farão um discurso contra a política de segurança de Witzel, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. “Os alvos são sempre os mesmos: negros jovens e pobres que vivem nas favelas da cidade”, diz o texto que será lido.

Tudo muito triste, mas o que fica ainda mais triste é a sociedade se deparar com um governador que não se envergonha de tamanha ironia ao se oferecer, depois de se mostrar chorando e limpando as”lágrimas de crocodilo”, o governo se oferece para pagar as despesas do velório da pequena Ágatha, como se aquele dinheiro fosse amenizar a dor.

Só que muito mais triste do que isso tudo que aconteceu, é saber que grande parte da sociedade ainda apoia uma barbaridade dessas,uns acreditando que assim vai acabar com a violência e outros apenas por ter uma índole que encaixa em atitudes dessa natureza.

 

Vídeo de policial antifascista explica por que projeto de Moro produzirá Ágathas em série


Na verdade, a frase é antiga e verdadeira: violência só gera violência e o Bolsonaro sabe disto. O que ninguém entende é o fato desse fanatismo por armas e apologia. Se continuar com essa política de extermínio, a violência pode chegar a uma situação descontrolada. É preciso, na verdade, mais informação, mais respeito ao ser humano, mais educação, mais inclusão, mais aplicação da verba pública no que deve realmente ser aplicada, e, naturalmente, mais rigor com quem precisa de rigor. Quando agirem assim, certamente acontecerá um sinal de que um novo horizonte pode ser contemplado pelos olhos dos brasileiros. Até aqui Café com Leite Notícias. Fonte do vídeo, DCM.

Vó Bia, como é carinhosamente chamada, tem 104 anos e está lúcida e ativa


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Vó Bia com a sua filha Josefa Pires no canto da foto, sua sobrinha Sônia com seu esposo Nelson do outro lado da foto e Walter Salles, editor do Café com Leite. Todos ali curtindo um momento de privilégio, pelo fato de estarem ao lado de uma pessoa muito importante, que é a Vó Bia.

 

 

Por Walter Salles, Café com Leite Notícias:  Não precisa ir muito longe para encontrar a Senhora Maria Rodrigues de Oliveira Souza , que é a irmã mais velha de 13, entre homens e mulheres. Ela está com 104 anos de vida, com um humor em alta e gozando de uma saúde invejável. A Vó Bia, como gosta de ser chamada, mora na zona rural da cidade de Planaltino, numa localidade de nome Duas Lagoas, onde tem sido o centro das atenções de parentes, que não são poucos e também a grande quantidade de amigos de velhas e novas datas.

Dizem que a senhora Rodrigues Souza, (sobrenome de uma família de tradição),  adora um bate papo e, para surpresa de todos, além dela ter uma prosa super agradável, fala como se tivesse menos de 50 anos. Quando perguntado se ela dançou muito nas festas no tempo da sua juventude, disse que naquele tempo tudo era muito diferente e que ela nunca dançou. Disse que aos 10 anos de idade ela teve que tomar conta de todos os irmãos, onde fazia comida e dividia igual pra cada um. Sobre se naquele tempo tinha muita fartura, ela respondeu sem titubear, que as coisas eram mais difíceis que hoje. “Hoje as pessoas se aposentam, recebem dinheiro sem trabalhar e tem tudo nas mãos”, disse. Completou dizendo que não andava de carro naquela época, pois nem carro se via. “A gente andava era a pé pra todo canto que quisesse ir”, Vó Bia não morou só em Planaltino, porém, o lugar mais longe que ela residiu por um período, foi num lugar que tinha o nome de Veados, e que hoje é Nova Itarana.

Vó Bia e a sua sobrinha Sônia

 

Os filhos, sobrinhos, netos, bisnetos e tataranetos estão sempre arrodeados, além da grande quantidade de amigos que tem a Vó. Em conversa com pessoas ligadas a ela, disseram que trata-se de uma mulher de muita saúde e disposição e que todos os dias ela varre o espaço em volta da casa, o que se chama de terreiro, sem se mostrar cansaço.

Quando sua sobrinha Sônia Pires, Nelson Salles, que é irmão do editor do Café com Leite, Walter Salles que também estava presente chegaram para a visita, a vó estava tirando uma soneca, como é de costume depois do almoço, mas logo mais acordou e se apresentou aos visitantes. Na hora da foto ela exigiu que arrumassem o cabelo dela, pois queria sair bonita, como de fato aconteceu, pela sua simpatia e beleza que já é natural dela.

Sobre o segredo de ter ultrapassado um século de vida com tanto vigor, a resposta foi que é preciso não comer alimentos envenenados, beber água natural da cacimba e ter muita fé em Deus. Que venham mais algumas décadas de vida para a Vó Bia, com muita saúde e alegria sempre arrodeada de parentes e amigos.

 

Filme sobre o MST substitui discurso de Bolsonaro em cúpula climática da ONU


Vencedor do Global Youth Video Challenge, concurso das Nações Unidas, “O que é Agroecologia” conta sobre o trabalho de plantação e conservação de sementes crioulas pelo MST

Cena do curta-metragem “O que é Agroecologia”. (Foto: Reprodução/YouTube)

Com mais de 50 mil visualizações em 19 dias de competição, o curta-metragem “O Que é Agroecologia“, produzido por Rafael Forsetto e Kiane Assis, venceu a categoria “alimentação e saúde humana” do Global Youth Video Challenge, concurso audiovisual das Nações Unidas, e será exibido nesta segunda-feira (23) na Cúpula Climática da organização, em Nova York, um dia antes da Assembleia Geral, que será na terça (24).

Realizado de maneira completamente independente pelo casal curitibano, o filme conta sobre o trabalho de plantação e conservação de sementes crioulas pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) no Assentamento do Contestado, localizado a cerca de 60 km de Curitiba. Vencedor do concurso da ONU, “O que é Agroecologia” irá substituir o discurso do Brasil no evento desta terça, já que o país não foi incluído na lista dos que vão ter direito a fala durante a Cúpula por não apresentar “metas ambiciosas” para a contenção do aquecimento global.

De certa maneira, isto significa que o nosso curta metragem de apenas 3 minutos sobre agroecologia no Assentamento do Contestado demonstrou maior compromisso com o meio ambiente do que o discurso oficial preparado pelo governo brasileiro. Um contraste bem interessante”, contou um dos diretores do curta, Rafael Forsetto, em entrevista à Fórum.

Forsetto também compartilhou que, antes de ir à campo para iniciar as filmagens, tanto ele quanto a namorada, Kiane Assis, tinham ideias equivocadas sobre o assunto. “Admito que antes de visitar, tínhamos uma ideia completamente diferente do que era e o Movimento e o que seus membros faziam, pois a grande mídia não costuma mostrar o MST de maneira positiva”, revelou o diretor, que disse ter mudado de opinião conforme foi conhecendo mais sobre o trabalho do Movimento.

“Passamos um dia todo conhecendo as plantações, a escola, o centro cultural, a cooperativa, e outras instalações do assentamento. O trabalho realizado lá é fantástico e ficamos muito impressionados com a preocupação que eles têm com a natureza, a educação e o bem-estar”, acrescentou.

Além da Cúpula Climática do Secretário Geral das Nações Unidas, em Nova York, o vídeo também passará em dezembro deste ano na Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP 25), em Santiago, no Chile. Nesse último evento, que é considerado o grande palco de debate mundial sobre mudança climática, Forsetto estará presente como convidado e irá receber o reconhecimento oficial de campeão em uma cerimônia para os vencedores.

Juventude na ONU

Apesar da ausência do governo brasileiro na cúpula do clima da ONU, a jovem brasileira ambientalista, Paloma Costa Oliveira, deve discursar na abertura do evento. Paloma foi convidada para compor a mesa de abertura junto ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e à adolescente sueca Greta Thunberg, que criou as greves estudantis pelo clima.

Estudante de Direito na Universidade de Brasília (UnB), Paloma é coordenadora de clima da ONG Engajamundo, formada exclusivamente por jovens de até 29 anos e voltada à capacitação para o ativismo climático. Ela também é assessora do Instituto Socioambiental (ISA).

Com informação da Fórum.

Intercept revela plano de Bolsonaro para exploração selvagem da Amazônia


“O plano que seu governo elaborou para a região mostra que a prioridade é outra: destruir a floresta para explorar riquezas, extrair minério, facilitar a intervenção de mega corporações, fazer grandes obras, ocupar terrenos cultiváveis e atrair novos habitantes”, aponta reportagem divulgada no Brasil e no mundo pelo site de Glenn Greenwald

Da newsletter do Intercept – Enquanto as panelas batiam pela primeira vez em 2019, Jair Bolsonaro falava ao vivo na televisão: “a proteção da floresta é nosso dever”. Mas o plano que seu governo elaborou para a região mostra que a prioridade é outra: destruir a floresta para explorar riquezas, extrair minério, facilitar a intervenção de mega corporações, fazer grandes obras, ocupar terrenos cultiváveis e atrair novos habitantes. É o projeto mais ousado desde a ditadura militar – e a palavra “preservação” não parece fazer parte do seu escopo.

O projeto, chamado Barão de Rio Branco, existe desde fevereiro e vem sendo apresentado pelo governo em reuniões fechadas para autoridades e empresários. O Intercept Brasil obteve de uma fonte anônima documentos inéditos e a gravação de uma dessas reuniões e revela com exclusividade o plano de Bolsonaro para a exploração da Amazônia. Por trás dele, há ideias mirabolantes – como o temor de uma suposta invasão de chineses pela fronteira do Suriname e a ideia de que a região deve representar metade do PIB nacional.

Na visão da gestão Bolsonaro, a população tradicional — indígenas e quilombolas — são um empecilho à presença do estado no local. Segundo o projeto, a “situação econômica do Brasil”, aliada aos paradigmas do “indigenismo”, “quilombolismo” e “ambientalismo” eram entraves do passado.

O material ao qual tivemos acesso ajuda a compreender o que embasa essas ideias: o temor dos militares de que o Brasil perca o controle da Amazônia – seja por ações indiretas que visam enfraquecer o estado no local ou por invasões territoriais.

Em um áudio gravado durante uma reunião em abril, o Secretário Especial de Assuntos Estratégicos, General Santa Rosa, detalha sua preocupação com a soberania na região. Diz ele: “Na fronteira oeste da Sibéria tem mais chinês hoje do que cossaco. A Rússia está acordando para um problema de segurança nacional muito sério. Nós temos que acordar aqui antes que o problema ocorra”.

A Amazônia protagonizou a maior crise internacional no governo Bolsonaro até agora. Por causa do desmatamento recorde e das queimadas de grandes proporções, autoridades estrangeiras têm mostrado preocupação sobre a eficiência do Brasil em cuidar da maior floresta tropical do mundo.

Não resta dúvidas de que, mais do que nunca, a floresta está em risco. A intensificação das queimadas aliada ao plano do governo são sinais de uma ameaça feroz.

A ocupação predatória da Amazônia parece ser uma das principais pautas de Bolsonaro. É hora de agirmos contra isso. O Intercept Brasil vai continuar investigando, correndo atrás de fontes e viajando pelo norte do país com o objetivo de trazer a luz cada passo dessa operação escura.

Fonte DCM,

 

 

 

 

Bolsonaro disse que vai à ONU. Será que vai mesmo?


O presidente brasileiro garante que irá à abertura da Assembleia Geral da instituição, em Nova York. O Brasil corre o risco de passar o maior vexame diplomático de sua história

A ONU na vida de Bolsonaro

(Arquivo) O presidente Jair Bolsonaro durante a cerimônia de lançamento do novo documento de identidade no Palácio do Planalto, em Brasília – AFP

A Organização das Nações Unidas é um órgão intergovernamental com o objetivo precípuo de promover a cooperação internacional. Trata-se, portanto, de uma função que envolve sobretudo a diplomacia na pacificação de conflitos entre países. Claro que o presidente Jair Bolsonaro, alérgico ao diálogo, a detesta. Ainda assim, sem morrer de amores pela ONU e recuperando-se de uma cirurgia de hérnia, na quinta-feira 19 ele assegurou que irá a Nova York para ler, na terça-feira 24, o seu discurso de abertura da 74ª Assembleia Geral da instituição. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, Bolsonaro será “enfático” e “falará de coração”. No discurso, o presidente explicará a “sua política ambiental baseada na sustentabilidade” (se é para abrir o coração, será que ele admitirá a inexistência de tal política e o gosto pela pirotecnia nas florestas?). Mais: realçará o combate à corrupção (será que abrirará as suas manobras que dão guarida aos seus filhos investigados?) e anunciará o fim da diplomacia com viés ideológico (será que Ernesto Araújo vai dançar?).

Até a quarta-feira, a ida de Bolsonbaro mantinha-se incerta, e o que se dizia era que as recomendações médicas aconselhavam-no a não viajar. O fato, no entanto, é que o diagnóstico em questão nada tinha de clínico. Fora detectada, isso sim, a organização de diversos movimentos nas ruas novaiorquinas e também no próprio plenário da ONU contra a sua presença. Além de passeatas, imagine os chefes de Estado dando-lhe as costas quando ele começar a falar, ou, então, retirando-se do plenário. E, convenhamos, não se tratará de falta de educação. Bolsonaro é que sempre se portou de forma deseducada e ofensiva em relação à ONU, à qual já chamou de “local de reunião de comunistas”. Durante a sua campanha, garantiu: “se eu for eleito, saio da ONU, porque não serve para nada essa instituição”.

Graves ofensas

A deseducação não para aí. Bolsonaro ofendeu a alta comissária para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile. Pior: ofendeu a memória do pai de Michelle, Alberto Bachelet, assassinado pela ditadura de Augusto Pinochet. Além disso, fervilha a insatisfação com o seu descaso pela preservação ambiental e pelos indígenas, e as denúncias sobre as queimadas na Amazônia serão o motor de muitos protestos. Em um evento paralelo, o da Cúpula do Clima, o Brasil teve na semana passada o seu discurso vetado. Ou seja: o vexame diplomático já começou.

Com informação da ISTOÉ.

 

 

 

 

A SOLUÇÃO: Maracás ganha mais uma grande loja para servir ao homem do campo


Por Walter Salles: O dia 20 de Setembro foi festejado na cidade de Maracás, com a chegada da SOLUÇÃO, nome da nova loja de produtos agropecuário que o empresário….que já trabalha no ramo, na cidade de Jaguaquara, trouxe para Maracás. A inauguração foi na manhã deste dia 20, regada de muitos salgados, refrigerante e café que descontraiu muita gente, onde muitos já realizavam ali mesmo as suas compras, por achar que o preço estava favorável.

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Paulo Cesar, sua esposa e amigos durante inauguração 

O Café com Leite Notícias esteve fazendo a cobertura do evento e conversou com alguns pecuaristas para saber o que achavam da nova loja em Maracás. O pecuarista da cidade de Lajedo do Tabocal, Noel Brochinis, disse que mais uma loja na cidade de Maracás, sem sombra de dúvidas quem ganha é a cidade e toda a região. Brochinis enfatizou que como produtor rural, ele sabe que quanto mais lojas de um segmento numa cidade, termina fazendo todos ganharem, pois sempre numa única loja não se encontra tudo, onde termina percorrendo todas as lojas para efetuar a sua compra. “O importante é o produtor saber que a cidade possui várias lojas, pois assim ele não terá que sair para cidades mais distantes”, enfatizou..

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Paulo Cesar, que é o proprietário da nova loja, disse que a SOLUÇÃO não será uma concorrente de outras do mesmo segmento, mas sim uma parceira no sentido de estar contribuindo para o desenvolvimento de Maracás. Cesar destacou que além da inovação na sua loja, com produtos da mais alta tecnologia, terá também engenheiro agrônomo para poder orientar o homem do campo a produzir mais em menos terra. “Vamos ter aqui a biblioteca do produtor, onde ele estará sempre informado de como produzir na sua terra e ter melhor qualidade da produção. Essa biblioteca se amplia para outro tipo de informação, como palestras e data show, bem como a experiência dos vendedores aqui da loja”, informou Paulo.

A Solução fica na Avenida Brasília , antiga JG.

A esposa de Paulo Cesar, a senhora Tatiana, disse que também está nessa empreitada e falou um pouco das novidades e quantidades de itens que vão existir na loja para servir ao cliente. Ela informou por exemplo, que além das inovações em adubos e fertilizantes, pequenas máquinas, como roçadeiras, carrinho de polvorizar e outras o produtor irá encontrar  na nova loja maracaense. Disse que na correria para inaugurar, já que estava marcada a data, terminou ficando de fora alguns equipamentos, mas que logo a loja está completa.

Que seja bem vinda a SOLUÇÃO e que realmente seja uma parceira para o crescimento de Maracás e região, e que seja a solução para que o produtor rural tenha mais êxito e alegria de trabalhar na terra.

Arábia Saudita mostra danos do ataque a campo petrolífero de Khurais


Instalação de petróleo da gigante petroleira Aramco ficou danificada em ataque em Khurais, na Arábia Saudita — Foto: Hamad l Mohammed/ Reuters

Instalação de petróleo da gigante petroleira Aramco ficou danificada em ataque em Khurais, na Arábia Saudita — Foto: Hamad l Mohammed/ Reuters

A petroleira gigante saudita Aramco permitiu que um grupo de jornalistas visitasse nesta sexta-feira (20) suas instalações em Khurais – um dos campos atingidos pelos ataques que reduziram pela metade sua produção e provocaram uma disparada no preço do combustível.

No Khurais, os técnicos ainda avaliam os danos causados a um “estabilizador”, uma torre de metal que serve para remover gás e hidrogênio do petróleo. Os ataques com mísseis e drones, de acordo com a investigação saudita, também atingiram a unidade de Abqaiq, a maior do mundo dedicada ao processamento de petróleo.

Os ataques foram reivindicados pelos rebeldes iemenitas houthis, que são apoiados pelo Irã no conflito que acontece no Iêmen. Eles enfrentam uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo do Iêmen.

Oleoduto ficou danificado em ataque na instalação de petróleo da Aramco em Khurais, na Arábia Saudita — Foto: Hamad l Mohammed/ Reuters

Oleoduto ficou danificado em ataque na instalação de petróleo da Aramco em Khurais, na Arábia Saudita — Foto: Hamad l Mohammed/ Reuters

Porém, Washington e Riad acusam o Irã de envolvimento nas ações, gerando um aumento na tensão no Oriente Médio e deteriorando ainda mais a conturbada relação entre EUA e Teerã. O Irã nega as acusações e chegou a afirmar que os Estados Unidos buscam uma desculpa para atacar o seu território.

Fahad Abdelkarim, um dos diretores da Aramco, contou que no momento dos ataques havia entre 200 e 300 pessoas nas instalações. “Houve quatro explosões e vários incêndios. Ninguém ficou ferido”, explicou.

Na época do ataque, que reduziu pela metade a produção de petróleo de Riad e causou um aumento nos preços. Nesta segunda-feira (16), o barril de Brent registrou a maior alta durante uma sessão desde a Guerra do Golfo, em 1991.

Retomada da produção

Apesar dos danos, a Aramco está otimista com a retomada total da produção até o final de setembro. “Menos de 24 horas após o ataque, 30% da usina estava operacional. Vamos voltar e ser mais fortes”, afirmou.

 — Foto: Juliane Monteiro/ G1 — Foto: Juliane Monteiro/ G1

— Foto: Juliane Monteiro/ G1

‘Guerra total’

Nesta quinta-feira (19), ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, disse que haverá uma guerra se o seu país for atacado pelos Estados Unidos ou pela Arábia Saudita. Já o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, respondeu com a afirmação de que seu país busca uma saída pacífica para o incidente.

Fumaça é vista após um incêndio nas instalações da Aramco em Abqaiq, na Arábia Saudita, neste sábado (14) — Foto: Reuters

Fumaça é vista após um incêndio nas instalações da Aramco em Abqaiq, na Arábia Saudita, neste sábado (14) — Foto: Reuters

Vale é condenada a pagar R$ 11 milhões por quatro mortes em Brumadinho


É a primeira condenação da mineradora em uma ação individual movida em consequência da tragédia

A mineradora Vale foi condenada a indenizar em R$11,875 milhões aos parentes de uma família que morreu na tragédia de Brumadinho (MG). No dia 25 de janeiro, quando a barragem da Mina do Feijão se rompeu, Luiz Taliberti, a sua irmã Camila Taliberti e a esposa dele Fernanda Damian, grávida de cinco meses, estavam na Pousada Nova Estância, que foi soterrada pela lama de rejeitos.

Segundo informou Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quinta-feira (19), trata-se da primeira sentença em ação individual movida em decorrência da tragédia. O caso foi analisado pelo juiz Rodrigo Heleno Chaves. O magistrado entendeu que a mineradora é responsável pelas mortes e que os expressivos danos psicológicos causados aos parentes deveriam ser abarcados pelo valor da indenização.

“Cediço que dinheiro algum reparará integralmente os autores da dor que sempre sentirão. Mas o Poder Judiciário deve arbitrar valores que entenda consentâneos à sensível situação que se lhe apresenta”, escreveu em setença assinada nesta quarta-feira (18).

A ação foi movida pela mãe de Luiz e de Camila e também dos pais e irmã de Fernanda. Eles pleiteavam R$ 40 milhões em indenização por danos morais devido ao sofrimento relacionado à perda do entes queridos. O cálculo levou em conta um documento interno da Vale . Ele apresenta uma metodologia elaborada pelo engenheiro norte-americano Robert Whitman em 1981, no qual o valor da vida é estipulado em US$ 2,56 milhões. Convertido para a moeda brasileira com base na cotação atual, esse montante equivale a aproximadamente R$ 10 milhões. As quatro vidas, incluindo a do bebê que estava sendo gerado, somariam assim R$ 40 milhões.

Os autores da ação também queriam que a Justiça obrigasse a Vale a manter, durante 20 anos, um memorial na entrada de sua sede com um pedido de desculpas, acompanhado de uma foto de Luiz, Camila e Fernanda e de uma frase dizendo que a vida vale mais que o lucro. O juiz não acatou esse pedido e sustentou que uma homenagem às vítimas deve ser tema de discussão em uma ação coletiva, de forma a contemplar todos os atingidos. A tragédia deixou ao menos 248 mortos e há ainda 22 desaparecidos.

Procurada pela Agência Brasil, a Vale informou em nota que ainda não foi intimada da decisão. “A empresa é sensível à situação das famílias e dará encaminhamento ao caso, respeitando a privacidade dos envolvidos”, acrescenta o texto.

Acordos

Mover uma ação judicial é apenas um dos caminhos possíveis para as vítimas que buscam indenização pela tragédia. Alguns atingidos tem optado por firmar acordos individuais extrajudiciais com a Vale. Essa possibilidade foi reforçada a partir de um termo de compromisso assinado em abril entre a mineradora e a Defensoria Pública de Minas Gerais, que acredita nesses tratativas como a forma mais rápida e eficaz para obter a indenização, evitando processos longos e arrastados. Até junho, 49 acordos individuais já haviam sido concluídos.

O termo assinado entre a Defensoria Pública de Minas Gerais e a Vale foi criticado no mês passado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) durante uma oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para investigar a tragédia. Segundo Joceli Andreoli, representante da entidade, os acordos individuais prejudicam a organização dos atingidos e o andamento de ações coletivas que visam a reparação dos danos. Também contrário a estas tratativas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sustenta que negociações coletivas são o caminho para buscar reparações mais justas.

A CPI da ALMG aprovou seu relatório final na semana passada. Uma das sugestões contidas no documento é a revisão do termo de compromisso firmado entre a Defensoria Pública de Minas Gerais e a Vale. Ele define que as pessoas que aderissem ao acordo individual, após serem indenizadas pela perda de suas propriedades, deveriam transferir a posse do terreno para a mineradora. Os deputados entenderam que, mesmo sendo indenizados, os terrenos deveriam permanecer com os donos originais e que uma parte deles fosse transformado ocupado com um memorial da tragédia.

Indenização trabalhista

A indenização a ser paga aos aos familiares dos trabalhadores que morreram na tragédia também foi tema de um acordo. O documento, assinado em julho entre a Vale e o Ministério Público do Trabalho (MPT), define que pais, cônjuges ou companheiros e filhos dessas vítimas receberão, individualmente, R$ 500 mil por dano moral. Já os irmãos receberão R$ 150 mil cada um.

Se Luiz Taliberti, Camila Taliberti e Fernanda Damian fossem trabalhadores da Vale ou de empresas terceirzadas contratadas pela mineradora, seus quatro parentes que moveram a ação receberiam, conforme os parâmetros desse acordo, um total de R$1,65 milhões por danos morais. O valor é 86% menor do que os R$11,875 milhões que eles obtiveram através do processo judicial.

O acordo entre a Vale e o MPT determina ainda, a título de dano material, o pagamento de uma pensão para os familiares que dependiam financeiramente da vítima. Esse repasse deverá ser garantido mensalmente até a data em que o trabalhador completaria 75 anos e o cálculo levará em conta o salário que ele recebia, gratificação natalina, os benefícios previstos na legislação trabalhista, vale alimentação, participação nos lucros e resultados da mineradora. Ao todo, a indenização por dano material aos dependentes de cada vítima deverá alcançar no mínimo R$800 mil, ainda que o cálculo fique abaixo desse valor.

De acordo com dados divulgados pelo MPT, mais de 90% dos 248 mortos trabalhavam no complexo minerário, 120 eram empregados da Vale e 109 de empresas terceirizadas contratadas pela mineradora. Dos 22 desaparecidos, 11 são funcionários da Vale e 10, terceirizados.

Lula cutuca o PT e pede para o partido ir às ruas com coragem e sem medo


 

“Lá fora tem coisa muito mais séria que eu”, disse o ex-presidente, alertando para os direitos que estão em risco no governo de Jair Bolsonaro (PSL)

Em entrevista exclusiva a Renato Rovai, editor da Fórum, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou para mandar recado ao PT, pedindo que o partido se una à sociedade para ir às ruas “com muita coragem e sem medo”. Lula também alertou para os demais temas que estão em risco no governo de Jair Bolsonaro (PSL), como a soberania nacional e os direitos dos trabalhadores. Assista à íntegra da entrevista no Youtube da Fórum, que foi ao ar na noite desta quinta-feira (19).

 

“Lá fora tem coisa muito mais séria que eu”, disse o ex-presidente. “Defender os interesses do povo trabalhador, defender o direito de estudar, defender a soberania nacional, nossas indústrias… As Forças Armadas teriam que fazer isso”, acrescentou, sem economizar críticas aos militares que, de acordo com ele, “ficam andando atrás do Bolsonaro, tentando agradar”.

Lula também elogiou a militância da Vigília Lula Livre, referindo-se ao grupo como “símbolo de dignidade” no país. A Vigília acompanha a prisão do ex-presidente há exatos 530 dias, realizando diversas atividades de resistência próximo ao local onde Lula foi preso, em Curitiba.

Fonte Revista Fórum.

 

 

 

Homem afoga bebê da ex-companheira por não aceitar fim do relacionamento


Criança ainda estava aprendendo a andar e se comunicar e havia acabado de completar 1 ano de idade. “Estou destruída. Minha filha era muito alegre e vivia sorrindo”, desabafa a mãe

Messias mata Thayla Macapá
A pequena Thayla e Messias

Messias Machado Barbosa, de 29 anos, cometeu um dos crimes mais covardes e cruéis de que se tem notícia.

O corpo de Thayla Cristina Ferreira foi encontrado pela manhã em um lago de uma área periférica do bairro Universidade, Zona Sul da capital do Amapá.

Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) capturaram Messias ainda na tarde do domingo. Ele estava escondido na casa de uma tia. Na delegacia, ele confessou toda ação.

Messias disse que cometeu o assassinato por não aceitar o fim do relacionamento com a mãe da criança e ter ciúme dela. As informações são do delegado Wellington Ferraz, titular da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Decipe).

“Ela foi jogada na área alagada e veio a óbito por afogamento. No momento, Messias estava transtornado pelo término do relacionamento. No sábado, houve uma discussão entre a mãe da criança e o ex-namorado. Ele disse que agiu em momento de loucura, mas que sabia o que estava fazendo”, contou o delegado.

De acordo com o delegado, no sábado à noite Messias foi à casa da namorada. Lá, a mulher decidiu terminar o relacionamento ao ser vítima de uma tentativa de agressão durante uma discussão entre ambos. O desentendimento teria sido motivado pela recusa da mulher em sair com ele.

A namorada fugiu de casa e tentou buscar ajuda na casa de uma vizinha. A filha ficou aos cuidados de uma tia. Em um momento de descuido, segundo as investigações, Messias retornou à residência e raptou a enteada.

Messias levou a criança para a casa onde morava. A bebê teria dormido no imóvel e acordado momentos depois. O homem disse que decidiu devolvê-la à mãe, mas que durante o caminho, resolveu arremessá-la no lago, fugindo logo em seguida.

Messias Barbosa relata que raptou a criança ao ficar enfurecido ao retornar à casa da namorada e não a encontrar, imaginando que ela havia saído para a festa depois da discussão.

“A gente [ele e a mãe da criança] ia sair para uma festa, mas ela não quis porque eu tinha bebido. Aí eu falei que ia para casa dormir e ela disse que não queria dormir comigo e ficou na cabeceira da ponte e eu fui embora. Cinco minutos depois voltei e ela não estava mais lá”, inicia o homem.

“Foi nessa hora que fiquei com raiva porque pensei que ela tinha saído. Eu peguei a neném para dormir na minha casa, mas resolvi levar de volta para a casa da mãe. Quando chegou mais ou menos no meio da ponte tive outra ideia de deixar a neném. Eu deixei ela (neném) em cima de uns matos e fui embora andando na ponte”, admitiu.

Moradores encontraram o corpo da vítima boiando na manhã de domingo. A área alagada fica em uma região composta por palafitas. A menina foi arremessada viva no lago coberto por plantações.

O que diz a mãe

A mãe da criança é Maria de Jesus Ferreira, de 25 anos. Ela lembra da filha como uma menina alegre e de sorriso fácil e não sabe se conseguirá superar a dor que sente.

“Estou destruída. Minha filha era muito alegre e vivia sorrindo. Estou sobrevivendo um dia de cada vez”, desabafa a mãe, ao lembrar que a filha havia completado 1 ano de idade há menos de 48 horas.

Maria conta que, um dia antes do assassinato, terminou o relacionamento com Messias porque ele era muito ciumento e agressivo. No dia seguinte, ela se recusou a sair com o homem, que a agrediu fisicamente.

A mulher fugiu em busca de ajuda na casa de uma vizinha e retornou somente após conseguir socorro. Nesse intervalo, Thayla foi raptada por Messias. A menina estava sob os cuidados de uma tia.

“Soube da morte da minha filha pelo irmão dele [Messias], que me ligou e disse para eu preparar o meu coração porque estava vindo ao meu encontro. Quando chegou com a notícia, foi um desespero”, lembra Maria.

Messias será indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e abandono. Ele está preso em uma cela isolada para permanecer vivo, porque o crime que cometeu não é aceito pelos demais presos.

Operação da PF prende mulheres que vendiam imagens do estupro e tortura dos próprios filhos


Policial federal analisa computador de suspeito de pornografia infantil em Iguape, SP — Foto: Divulgação/PF

Policial federal analisa computador de suspeito de pornografia infantil em Iguape, SP — Foto: Divulgação/PF

Duas mulheres foram presas, nesta quinta-feira (19), na segunda fase da Operação “Pedomom” da Polícia Federal (PF). Elas participavam de um esquema criminoso, envolvendo um casal na Ucrânia, que produzia e distribuía arquivos contendo imagens de abuso sexual infantil. As vítimas eram os filhos das próprias mulheres. Um homem, também envolvido no crime, já havia sido preso em Iguape (SP).

De acordo com a Polícia Federal, em maio deste ano, um casal de ucranianos foi preso. A dupla produzia e distribuía arquivos contendo imagens de abuso sexual infantil naquele país. No mesmo mês, foi preso um brasileiro na cidade de Iguape, também envolvido no esquema. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, ele tentou destruir seu laptop e celulares, mas não conseguiu

O material foi levado à análise do setor Técnico-Científico da PF, onde foi possível identificar grande volume de arquivos contendo cenas de abuso sexual praticadas por ele em companhia de duas mulheres, tendo as duas crianças como vítimas. A PF descobriu que as duas mulheres eram ex-namoradas do preso e as vítimas são a filha do rapaz, que não tem ligação com as mulheres, e o filho de uma delas, que têm 11 e 5 anos de idade, respectivamente.

Ainda segundo a PF, há registro da ocorrência de mais de 30 estupros, além de imagens de tortura praticada contra uma das crianças. No caso de uma das agressoras, foi possível individualizar cerca de 20 atos de abuso sexual praticados contra o próprio filho. Os estupros eram filmados pelos agressores que, posteriormente, os trocavam em fóruns da Deep web dedicados especificamente a abusos sexuais praticados por pais e mães.

As mulheres envolvidas foram presas nesta quinta-feira (19), após esforços das polícias da Ucrânia e da Polícia Federal, além de representantes da Interpol no Brasil. Uma delas estava em Iguape e outra em Cajati, ambas cidades localizadas na região do Vale do Ribeira, no interior de São Paulo.

O crime de publicação de imagens de pornografia infantil prevê pena de 3 a 6 anos de reclusão. Já o estupro de vulneráveis prevê de 8 a 15 anos de prisão.

 

 

 

Documentos mostram plano de Bolsonaro para povoar Amazônia, diz site


Proposta prevê incentivo a grandes empreendimentos que atraiam população de outras partes do país, para ampliar a participação da região norte no Produto Interno Bruto (PIB) do país

[Documentos mostram plano de Bolsonaro para povoar Amazônia, diz site]
Foto : Ibama

O governo de Jair Bolsonaro discute, desde o mês de fevereiro, o maior projeto de ocupação e desenvolvimento da Amazônia desde a ditadura militar, de acordo com documentos inéditos obtidos pelo The Intercept Brasil revelados em reportagem publicada hoje (20).

O plano é desenvolvido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, com coordenação do coronel reformado Raimundo César Calderaro. O projeto “Barão de Rio Branco” retomaria, de acordo com a reportagem, o objetivo militar de povoar a Amazônia, para desenvolver a região e proteger a fronteira norte do país.

Segundo os documentos, a proposta prevê incentivo a grandes empreendimentos que atraiam população não indígena, de outras partes do país, para se estabelecer na Amazônia e ampliar a participação da região norte no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Conforme a matéria, apesar de Bolsonaro ter se comprometido a proteger a floresta em pronunciamento em cadeia nacional de televisão, o projeto mostraria que a prioridade é explorar as riquezas, fazer grandes obras e atrair novos habitantes.

Quando o projeto foi apresentado pela primeira vez, a secretaria ainda estava sob o comando de Gustavo Bebbiano. O então secretário-geral da Presidência iria à Tiriós, no Pará, em uma comitiva com os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Damares Alves, dos Direitos Humanos, para se encontrar com entidades locais.

Bolsonaro, no entanto, não sabia da viagem e foi surpreendido pelas notícias. O presidente vetou a comitiva, o que culminou na crise que tirou Bebbiano do governo em 18 de fevereiro.

O plano foi apresentado então dias depois, só por Raimundo César Calderaro, seu coordenador, sem alarde, em reuniões fechadas com políticos e empresários locais.

Parte do conteúdo do encontro foi revelado no mês passado pela ONG inglesa Open Democracy. O The Intercept teve agora acesso a áudios e à apresentação feita durante a reunião, organizada pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos no dia 25 de abril deste ano na sede da Federação da Agricultura do Pará, a Feapa, em Belém.

A secretaria afirmou ter reunido a sociedade, academia e autoridades locais para ouvir opiniões e sugestões que irão guiar os estudos sobre o programa. Os documentos revelam, no entanto, que indígenas, quilombolas e ambientalistas parecem ter ficado de fora da programação.

Na apresentação, os responsáveis detalharam a preocupação do governo com a “campanha globalista” que, de acordo com o material, “relativiza a soberania na Amazônia” usando como instrumentos as ONGs, a população indígena, quilombola e os ambientalistas.

O documento mostra que o governo Bolsonaro vê como “riquezas” os minérios, o potencial hidrelétrico e as terras cultiváveis do planalto da Guiana, que ficam entre o Amapá, Roraima e o norte do Pará e do Amazonas. “Tudo praticamente inexplorado”, “distante do centro do Brasil”, “e de costa (sic) para as riquezas do norte”, afirma um slide.

O plano prevê três grandes obras, todas no estado do Pará: uma hidrelétrica em Oriximiná, uma ponte sobre o Rio Amazonas na cidade de Óbidos e a extensão da BR-163 até o Suriname.

Na apresentação do projeto, o governo diz enxergar uma suposta oposição orquestrada à sua “liberdade de ação” na região. Os slides pontuam os supostos opositores: ONGs ambientalistas e indigenistas, mídia, pressões diplomáticas e econômicas, mobilização de minorias e aparelhamento das instituições.

Na visão da gestão Bolsonaro, a população tradicional, formada por indígenas e quilombolas, são um empecilho à presença do estado no local. Segundo o projeto, a “situação econômica do Brasil”, aliada aos paradigmas do “indigenismo”, “quilombolismo” e “ambientalismo” eram entraves do passado.

Em um áudio gravado durante a reunião e enviado ao Intercept por uma fonte que pediu para não ser identificada, o General Santa Rosa afirmou que o Brasil precisa agir para garantir a soberania na fronteira com o Suriname, país que recebe investimento e imigrantes chineses.

Segundo ele, a China tem resolvido conflitos em fronteiras promovendo políticas de imigração em massa para regiões problemáticas ou que são consideradas estratégicas, como a Sibéria, o Nepal e o Suriname.

“Na fronteira oeste da Sibéria tem mais chinês hoje do que cossaco. A Rússia está acordando para um problema de segurança nacional muito sério. Nós temos que acordar aqui antes que o problema ocorra”, declarou, na gravação.

De acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos, o programa Barão do Rio Branco “ainda se encontra em fase de discussão e de amadurecimento”. “Está prevista a constituição de um grupo de trabalho interministerial, por meio de Decreto, para a elaboração do Programa Barão do Rio Branco. No entanto, ainda não há data para publicação”, disse a assessoria de imprensa do órgão. O governo deverá criar, por decreto, um Grupo de Trabalho Interministerial para discutir o projeto. Fonte:Metro1.