Em discurso que remete à guerra fria, Bolsonaro ataca comunismo, Cuba, Venezuela, França e mídia na ONU


Bolsonaro discursou na abertura da 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (24) após ser recebido com protestos em Nova York

Bolsonaro em discurso na ONU (Reprodução/Youtube)

Bastante nervoso e demonstrando certa irritação, Jair Bolsonaro discursou na abertura da 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York nesta terça-feira (24) atacando o comunismo e o Foro de São Paulo, “criado por Fidel, Lula e Chavez” nos anos 90, e criticando as declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, que segundo ele fere a “soberania brasileira” ao propor intervenções na Amazônia.

“O Foro de São Paulo, organização criminosa criada em 1990 por Fidel Castro, Lula e Hugo Chávez para difundir e implementar o socialismo na América Latina, ainda continua vivo e tem que ser combatido”, disse Bolsonaro.

Citando a youtuber indígena Ysany Kalapalo, Bolsonaro afirmou que o governo dele tem “compromisso solene” com a preservação do meio ambiente.

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“Nesta época do ano, o clima seco e os ventos favorecem queimadas espontâneas e criminosas. Vale ressaltar que existem também queimadas praticadas por índios e populações locais, como parte de sua respectiva cultura e forma de sobrevivência”.

O presidente brasileiro  citou os “ataques sensacionalistas” da mídia internacional, que teriam influenciado governos, como o francês – sem mencionar nomes -, contra o Brasil

“Problemas, qualquer país os tem. Os ataques sensacionalistas que sofremos da mídia internacional por causa dos focos de incêndio despertaram o nosso patriotismo”, disse.

Segundo Bolsonaro, a mídia propaga duas falácias, em dizer que “Amazônia é patrimônio da humanidade e que é pulmão do mundo”.

“Valendo-se dessas falácias, um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa, com espírito colonialista”, disse Bolsonaro, antes de agradecer a Donald Trump, que ficou de fora, no saguão dando entrevista.

“Agradeço àqueles que não aceitaram levar adiante essa absurda proposta. Em especial, ao Presidente Donald Trump, que bem sintetizou o espirito que deve reinar entre os países da ONU: respeito à liberdade e à soberania de cada um de nós”.

Bolsonaro foi recebido em Nova Iorque, na véspera da abertura da Assembleia Geral da ONU, com manifestações contra sua política ambiental complacente com as queimadas na Floresta Amazônica.

A ida do presidente à ONU foi colocada em dúvida diversas vezes devido ao grande número de críticas que Bolsonaro tem recebido no exterior por conta de sua política ambiental considerada complacente com a devastação da Floresta Amazônica.

As previsões do presidente não poderiam ser mais acertadas. Logo que chegou ao hotel InterContinental The Barclay, um dos mais luxuosos de Nova Iorque, Bolsonaro enfrentou um grupo de manifestantes que se concentrou ao lado da entrada principal do edifício. Sob gritos de “Amazônia sim, Bolsonaro não”, ele entrou às pressas na recepção.

Na tentativa de acalmar os ânimos, Bolsonaro usou um colar indígena ao sair do hotel para jantar. Segundo o Palácio do Planalto, o adereço foi um presente da youtuber indígena Ysani Kalapalo, da aldeia Tehuhungu, do Mato Grosso, que foi convidada para integrar a comitiva brasileira na viagem

Com informação da Fórum.

 

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Ex-secretário de Alckmin defende Carlos Bolsonaro: “Para fazer as coisas rápido, a ditadura é o melhor regime”


O chefe manda, obedece quem tem juízo. Com isso, as ditaduras podem conquistar bons resultados no campo do desenvolvimento econômico”, relata o jornalista Carlos Graieb, que também foi editor executivo da Veja

Carlos Graieb em tempos de Veja, com Joice Hasselmann, e Carlos Bolsonaro (Reprodução)

Ex-secretário de Comunicação do governo Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, o jornalista Carlos Graieb, que também atuou como editor executivo da revista Veja, saiu em defesa do vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) em artigo publicado no portal R7, do grupo Record, em que diz que “para fazer as coisas rápido, a ditadura é o melhor regime”.

“Quando se trata de fazer as coisas rápido, não existe regime melhor do que a ditadura. Elas são superiores à democracia na sua capacidade de implementar projetos, porque não precisam convencer ninguém, nem criar coalizões. O chefe manda, obedece quem tem juízo. Com isso, as ditaduras podem conquistar bons resultados no campo do desenvolvimento econômico”, diz o jornalista, que atualmente se define como “Head Of Public Affairs and Advocacy” nas redes sociais, citando exemplos, “a começar pelo Brasil dos anos 1970”.

Para Graieb, em seu artigo no portal do grupo capitaneado por Edir Macedo, democracias “não primam pela eficiência”.

“Elas permitem que haja trocas de poder sem guerra civil. E impedem que diferenças de opinião sejam resolvidas na base da violência ou da repressão. Democracia, disse alguém, é antes de tudo aquele regime em que se alguém bate na sua porta de madrugada, pode até ser má notícia, mas não será a polícia secreta. O preço a pagar é uma certa lentidão”, relata o ex-Veja, antes de dar um “conselho” ao filho de Jair Bolsonaro.

“Ao ler a queixa de Carlos Bolsonaro nas redes sociais, lembrei de um bordão que meu velho pai usava quando eu ficava impaciente. Não sei qual é a origem, mas não me surpreenderia se fosse coisa do período militar. Sugiro ao Carlos, meu xará: Calma, que o Brasil é nosso”. Fórum.

Presidenta do Congresso dos EUA pede impeachment de Trump


URGENTE: “O Presidente deve ser responsabilizado. Ninguém está acima da lei”, declarou Nancy em sessão no Congresso

Bolsonaro e Trump (Foto: Alan Santos/PR)

Depois de meses de especulações, o Congresso dos Estados Unidos vai iniciar um processo de impeachment contra o presidente Donald Trump. O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (24) pela presidenta da Casa dos Representantes, Nancy Pelosi, e envolve uma ligação telefônica feita por Trump ao presidente da Ucrânia com o objetivo de atingir Joe Biden, pré-candidato à Presidência pelo Partido Democrata.

“O Presidente deve ser responsabilizado. Ninguém está acima da lei”, declarou Nancy em sessão no Congresso, segundo a CNN.

Na ligação, feita no dia 25 de julho, Trump pedia ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, que o país investigasse os negócios de Hunter Biden, filho de Joe Biden. Após uma suposta negativa, o estadunidense suspendeu 400 milhões de dólares em ajuda miliar aos ucranianos, como forma de pressionar o governante a atender a suas ordens. Caso contrário, perderiam o suporte dos EUA no enfrentamento com a Rússia.

Hunter atuou como diretor de uma companhia de gás no país enquanto Joe Biden era vice-presidente dos Estados Unidos. Trump alega que houve atos de corrupção na relação entre EUA e Ucrânia quando Biden ocupava o posto e tem cobrado investigações. Os democratas argumentam que a conversa é desvio de finalidade, uma das motivações para um impedimento no país.

“O Congresso determinou a ajuda. O presidente a reteve porque queria pressionar uma potência estrangeira para investigar seu oponente político. O único remédio para isso é o impeachment. Ponto”, declarou a deputada democrata Pramila Jayapal, integrante do Comitê de Justiça (HJC) da casa.

O rito não está bem definido, mas alguns congressistas, como Jayapal, são contra a criação de uma comissão especial para a análise do pedido e defendem que o HJC seja responsável pela investigação. A pré-candidata à Presidência pelo Partido Democrata, Alexandria Ocasio-Cortez, concorda: “É uma emergência. Não temos tempo de nos dar ao luxo de criar outro comitê. O Judiciário investiga e reúne as provas há meses. O impeachment pertence a eles. Devemos honrar a jurisdição, o precedente histórico e o trabalho realizado para permitir que o Judiciário avance”, tuitou.

Pouco antes do anúncio, o presidente Donald Trump, que participou mais cedo da Assembleia Geral da ONU e apertou a mão de Jair Bolsonaro, declarou que disponibilizará a íntegra da conversa telefônica nesta quarta-feira. “Autorizei a liberação da transcrição completa da minha conversa telefônica com o Presidente Zelensky. Vocês verão que foi uma ligação muito amigável e totalmente apropriada”, declarou.

Questionado, mais cedo sobre a possibilidade do impeachment, ele declarou que acha “ridículo e inapropriado” e crê que a motivação é a eleição deste ano. “Isso nunca aconteceu com um presidente antes. Isso é sem sentido. […] Não houve pressão”, declarou. Os EUA nunca derrubaram um presidente por meio de impeachment, apesar de Richard Nixon ter renunciado com o avançar de um processo.

Elizabeth Warren, pré-candidata democrata à presidência, defendeu a abertura do processo. “Ninguém está acima da lei – nem mesmo o presidente dos Estados Unidos. O Congresso tem autoridade constitucional e responsabilidade de responsabilizar o presidente. Isso não é sobre política, é sobre princípio. Temos de iniciar um processo de impeachment”, tuitou

Com informação da Fórum.

 

A classe teatral ficou indignada com o dramaturgo bolsonarista que xingou Fernanda Monte Negro


O impossível aconteceu no país de Bolsonaro. O diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, Roberto Alvim, se irritou ao ver a foto de Fernanda Montenegro que estará no número de outubro da revista Quatro Cinco Um, onde ela aparece vestida de bruxa, amarrada, em frente a um amontoado de livros, uma fogueira.

Alvim – acredite – chamou Fernanda de “sórdida”, classificou a revista Quatro Cinco Um como “esquerdista” e disse ainda: “A classe teatral que está aí é radicalmente podre. E com gente hipócrita e canalha como eles, que mentem diariamente, deturpando os valores mais nobres da nossa civilização”.

Enquanto os amigos ultradireitistas de Alvim elogiaram o seu twitter, a classe teatral reagiu. Inúmeros atores e atrizes já demonstraram sua solidariedade a Fernanda, que está completando 90 anos, e é considerada a grande dama do teatro brasileiro. A Associação dos Produtores de Teatro (APTR), em nota, disse: “Como cidadão, o Sr. Roberto Alvim pode expressar opinião, independentemente do campo social, cultura e ideológico. Já como gestor publico de relevância nacional – ou seja, representando o país como um todo – o mesmo deveria atentar-se à natureza do seu cargo, pautando-se pelo respeito à classe que representa e aos profissionais consagrados por sua atuação”. As declarações de Alvim feitas na manhã desta segunda-feira (23), já entraram para o rol do festival de besteiras que assola o país.

Com informação do Nocaute.

Lula se torna presidente de honra da juventude do Partido Trabalhista do Reino Unido


Em carta enviada ao Congresso dos Trabalhistas, Lula agradeceu a homenagem e defendeu a luta contra as políticas de austeridade.

São essas e outras tantas homenagem ao presidente Lula, que tem matado muita gente que não tem representatividade lá fora.

Em outubro de 2018, em meio às eleições do Brasil, a juventude do Partido Trabalhista do Reino Unido decidiu homenagear o ex-presidente Lula como presidente honorário da organização. A honraria, que segue em vigor, foi tema de carta enviada por Lula ao Congresso do Partido Trabalhista, realizado no domingo (22). O ex-presidente também destacou que é preciso enfrentar os planos de austeridade.

“Essa homenagem prova, antes de tudo, que só é velho quem abandona seus sonhos de juventude, e eu jamais abandonarei os meus. E prova também que as injustiças estão em qualquer parte, e que a luta dos trabalhadores é a mesma no mundo inteiro”, disse o ex-presidente na carta.

 

Para Lula, os desafios no Reino Unido são muito grandes e perpassam pelo enfrentamento das políticas de austeridade. O ex-presidente classifica “austeridade” como um “palavra mágica e maldita que os ricos de qualquer lugar do planeta usam para roubar direitos e conquistas da classe trabalhadora”. “É assim no Reino Unido, é assim novamente no Brasil desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e a posterior eleição de um governo de extrema-direita”, declarou, destacando as políticas neoliberais implementadas nos países.

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Ele ainda buscou deixar uma mensagem de esperança aos trabalhistas. “Fui líder sindical, ajudei a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT), tive a honra de ser eleito e reeleito presidente do meu país. Nunca antes um operário havia chegado à Presidência do Brasil. Por isso eu precisava provar que a classe trabalhadora é capaz de governar, e precisava provar também que governar para todos, mas cuidando com mais carinho dos mais necessitados, será sempre o melhor caminho para a construção de um país mais desenvolvido e mais justo”, finalizou

Durante o Fórum Social Mundial, em julho, o líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, defendeu a liberdade do ex-presidente, dizendo que a prisão de Lula é completamente inaceitável e que ele deveria ser libertado para continuar trabalhando para tentar unir as pessoas em defesa do bem-estar social, da natureza e do meio ambiente.

Fonte Revista Fórum.

TUBARÃO SE ENFURECE APÓS SER FISGADO E QUASE VIRA BARCO DE PESCADORES


Pescadores tentavam capturar um tubarão cabeça-chata na Flórida quando o animal se desprendeu da linha e atacou a canoa em que os homens estavam

Um grupo de pescadores estava caçando tubarões em Key West, Flórida, quando um deles conseguiu fisgar um grande tubarão cabeça-chata. Ele travou uma verdadeira batalha com o animal que por diversas vezes quase o derrubou na água. O pescador que lutou com o tubarão estava em uma canoa muito instável e teve de ser auxiliado por outra embarcação para não ser derrubado.

No fim, o pescador não consegue capturar o tubarão, mas o animal não vai embora. Ele parece se revoltar com a tentativa de captura e cerca as duas canoas dos pescadores. O predador ainda desfere algumas mordidas contra os barquinhos e se colide contra o casco para tentar derrubar seus caçadores.

Momento de muito medo dos pescadores. Estão pensando que Tubarão é Tilápia?

Família de Ágatha recusa dinheiro “cala-boca” do governo Witzel


A família da menina Ágatha, assassinada pela polícia comandada pelo governador do Rio durante ação policial no Complexo do Alemão, recusou de maneira digna auxílio do governo Witzel. Depois de a matar, governo Witezl queria pagar o funeral. Enterro foi realizado com recursos da família e do jornal Voz das Comunidades

(Foto: Reprodução)

A família de Ágatha Félix, assassinada na última sexta-feira (20) durante ação policial no Complexo do Alemão, no Rio, recusou o auxílio da secretaria estadual de Vitimização e não quer receber recurso de nenhuma espécie do governo do estado liderado por Wilson Witzel. A informação é da jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo.

O governo estadual diz que se ofereceu para pagar o velório da criança.

“Não queremos ajuda do governo”, disse Danilo Félix, tio da garota. O enterro foi realizado com recursos da família e do jornal Voz das Comunidades.

Nesta terça (24), organizações brasileiras farão um discurso contra a política de segurança de Witzel, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. “Os alvos são sempre os mesmos: negros jovens e pobres que vivem nas favelas da cidade”, diz o texto que será lido.

Tudo muito triste, mas o que fica ainda mais triste é a sociedade se deparar com um governador que não se envergonha de tamanha ironia ao se oferecer, depois de se mostrar chorando e limpando as”lágrimas de crocodilo”, o governo se oferece para pagar as despesas do velório da pequena Ágatha, como se aquele dinheiro fosse amenizar a dor.

Só que muito mais triste do que isso tudo que aconteceu, é saber que grande parte da sociedade ainda apoia uma barbaridade dessas,uns acreditando que assim vai acabar com a violência e outros apenas por ter uma índole que encaixa em atitudes dessa natureza.

 

Vídeo de policial antifascista explica por que projeto de Moro produzirá Ágathas em série


Na verdade, a frase é antiga e verdadeira: violência só gera violência e o Bolsonaro sabe disto. O que ninguém entende é o fato desse fanatismo por armas e apologia. Se continuar com essa política de extermínio, a violência pode chegar a uma situação descontrolada. É preciso, na verdade, mais informação, mais respeito ao ser humano, mais educação, mais inclusão, mais aplicação da verba pública no que deve realmente ser aplicada, e, naturalmente, mais rigor com quem precisa de rigor. Quando agirem assim, certamente acontecerá um sinal de que um novo horizonte pode ser contemplado pelos olhos dos brasileiros. Até aqui Café com Leite Notícias. Fonte do vídeo, DCM.

Vó Bia, como é carinhosamente chamada, tem 104 anos e está lúcida e ativa


A imagem pode conter: 5 pessoas, pessoas em pé, listras e atividades ao ar livre

Vó Bia com a sua filha Josefa Pires no canto da foto, sua sobrinha Sônia com seu esposo Nelson do outro lado da foto e Walter Salles, editor do Café com Leite. Todos ali curtindo um momento de privilégio, pelo fato de estarem ao lado de uma pessoa muito importante, que é a Vó Bia.

 

 

Por Walter Salles, Café com Leite Notícias:  Não precisa ir muito longe para encontrar a Senhora Maria Rodrigues de Oliveira Souza , que é a irmã mais velha de 13, entre homens e mulheres. Ela está com 104 anos de vida, com um humor em alta e gozando de uma saúde invejável. A Vó Bia, como gosta de ser chamada, mora na zona rural da cidade de Planaltino, numa localidade de nome Duas Lagoas, onde tem sido o centro das atenções de parentes, que não são poucos e também a grande quantidade de amigos de velhas e novas datas.

Dizem que a senhora Rodrigues Souza, (sobrenome de uma família de tradição),  adora um bate papo e, para surpresa de todos, além dela ter uma prosa super agradável, fala como se tivesse menos de 50 anos. Quando perguntado se ela dançou muito nas festas no tempo da sua juventude, disse que naquele tempo tudo era muito diferente e que ela nunca dançou. Disse que aos 10 anos de idade ela teve que tomar conta de todos os irmãos, onde fazia comida e dividia igual pra cada um. Sobre se naquele tempo tinha muita fartura, ela respondeu sem titubear, que as coisas eram mais difíceis que hoje. “Hoje as pessoas se aposentam, recebem dinheiro sem trabalhar e tem tudo nas mãos”, disse. Completou dizendo que não andava de carro naquela época, pois nem carro se via. “A gente andava era a pé pra todo canto que quisesse ir”, Vó Bia não morou só em Planaltino, porém, o lugar mais longe que ela residiu por um período, foi num lugar que tinha o nome de Veados, e que hoje é Nova Itarana.

Vó Bia e a sua sobrinha Sônia

 

Os filhos, sobrinhos, netos, bisnetos e tataranetos estão sempre arrodeados, além da grande quantidade de amigos que tem a Vó. Em conversa com pessoas ligadas a ela, disseram que trata-se de uma mulher de muita saúde e disposição e que todos os dias ela varre o espaço em volta da casa, o que se chama de terreiro, sem se mostrar cansaço.

Quando sua sobrinha Sônia Pires, Nelson Salles, que é irmão do editor do Café com Leite, Walter Salles que também estava presente chegaram para a visita, a vó estava tirando uma soneca, como é de costume depois do almoço, mas logo mais acordou e se apresentou aos visitantes. Na hora da foto ela exigiu que arrumassem o cabelo dela, pois queria sair bonita, como de fato aconteceu, pela sua simpatia e beleza que já é natural dela.

Sobre o segredo de ter ultrapassado um século de vida com tanto vigor, a resposta foi que é preciso não comer alimentos envenenados, beber água natural da cacimba e ter muita fé em Deus. Que venham mais algumas décadas de vida para a Vó Bia, com muita saúde e alegria sempre arrodeada de parentes e amigos.

 

Filme sobre o MST substitui discurso de Bolsonaro em cúpula climática da ONU


Vencedor do Global Youth Video Challenge, concurso das Nações Unidas, “O que é Agroecologia” conta sobre o trabalho de plantação e conservação de sementes crioulas pelo MST

Cena do curta-metragem “O que é Agroecologia”. (Foto: Reprodução/YouTube)

Com mais de 50 mil visualizações em 19 dias de competição, o curta-metragem “O Que é Agroecologia“, produzido por Rafael Forsetto e Kiane Assis, venceu a categoria “alimentação e saúde humana” do Global Youth Video Challenge, concurso audiovisual das Nações Unidas, e será exibido nesta segunda-feira (23) na Cúpula Climática da organização, em Nova York, um dia antes da Assembleia Geral, que será na terça (24).

Realizado de maneira completamente independente pelo casal curitibano, o filme conta sobre o trabalho de plantação e conservação de sementes crioulas pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) no Assentamento do Contestado, localizado a cerca de 60 km de Curitiba. Vencedor do concurso da ONU, “O que é Agroecologia” irá substituir o discurso do Brasil no evento desta terça, já que o país não foi incluído na lista dos que vão ter direito a fala durante a Cúpula por não apresentar “metas ambiciosas” para a contenção do aquecimento global.

De certa maneira, isto significa que o nosso curta metragem de apenas 3 minutos sobre agroecologia no Assentamento do Contestado demonstrou maior compromisso com o meio ambiente do que o discurso oficial preparado pelo governo brasileiro. Um contraste bem interessante”, contou um dos diretores do curta, Rafael Forsetto, em entrevista à Fórum.

Forsetto também compartilhou que, antes de ir à campo para iniciar as filmagens, tanto ele quanto a namorada, Kiane Assis, tinham ideias equivocadas sobre o assunto. “Admito que antes de visitar, tínhamos uma ideia completamente diferente do que era e o Movimento e o que seus membros faziam, pois a grande mídia não costuma mostrar o MST de maneira positiva”, revelou o diretor, que disse ter mudado de opinião conforme foi conhecendo mais sobre o trabalho do Movimento.

“Passamos um dia todo conhecendo as plantações, a escola, o centro cultural, a cooperativa, e outras instalações do assentamento. O trabalho realizado lá é fantástico e ficamos muito impressionados com a preocupação que eles têm com a natureza, a educação e o bem-estar”, acrescentou.

Além da Cúpula Climática do Secretário Geral das Nações Unidas, em Nova York, o vídeo também passará em dezembro deste ano na Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP 25), em Santiago, no Chile. Nesse último evento, que é considerado o grande palco de debate mundial sobre mudança climática, Forsetto estará presente como convidado e irá receber o reconhecimento oficial de campeão em uma cerimônia para os vencedores.

Juventude na ONU

Apesar da ausência do governo brasileiro na cúpula do clima da ONU, a jovem brasileira ambientalista, Paloma Costa Oliveira, deve discursar na abertura do evento. Paloma foi convidada para compor a mesa de abertura junto ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e à adolescente sueca Greta Thunberg, que criou as greves estudantis pelo clima.

Estudante de Direito na Universidade de Brasília (UnB), Paloma é coordenadora de clima da ONG Engajamundo, formada exclusivamente por jovens de até 29 anos e voltada à capacitação para o ativismo climático. Ela também é assessora do Instituto Socioambiental (ISA).

Com informação da Fórum.

Intercept revela plano de Bolsonaro para exploração selvagem da Amazônia


“O plano que seu governo elaborou para a região mostra que a prioridade é outra: destruir a floresta para explorar riquezas, extrair minério, facilitar a intervenção de mega corporações, fazer grandes obras, ocupar terrenos cultiváveis e atrair novos habitantes”, aponta reportagem divulgada no Brasil e no mundo pelo site de Glenn Greenwald

Da newsletter do Intercept – Enquanto as panelas batiam pela primeira vez em 2019, Jair Bolsonaro falava ao vivo na televisão: “a proteção da floresta é nosso dever”. Mas o plano que seu governo elaborou para a região mostra que a prioridade é outra: destruir a floresta para explorar riquezas, extrair minério, facilitar a intervenção de mega corporações, fazer grandes obras, ocupar terrenos cultiváveis e atrair novos habitantes. É o projeto mais ousado desde a ditadura militar – e a palavra “preservação” não parece fazer parte do seu escopo.

O projeto, chamado Barão de Rio Branco, existe desde fevereiro e vem sendo apresentado pelo governo em reuniões fechadas para autoridades e empresários. O Intercept Brasil obteve de uma fonte anônima documentos inéditos e a gravação de uma dessas reuniões e revela com exclusividade o plano de Bolsonaro para a exploração da Amazônia. Por trás dele, há ideias mirabolantes – como o temor de uma suposta invasão de chineses pela fronteira do Suriname e a ideia de que a região deve representar metade do PIB nacional.

Na visão da gestão Bolsonaro, a população tradicional — indígenas e quilombolas — são um empecilho à presença do estado no local. Segundo o projeto, a “situação econômica do Brasil”, aliada aos paradigmas do “indigenismo”, “quilombolismo” e “ambientalismo” eram entraves do passado.

O material ao qual tivemos acesso ajuda a compreender o que embasa essas ideias: o temor dos militares de que o Brasil perca o controle da Amazônia – seja por ações indiretas que visam enfraquecer o estado no local ou por invasões territoriais.

Em um áudio gravado durante uma reunião em abril, o Secretário Especial de Assuntos Estratégicos, General Santa Rosa, detalha sua preocupação com a soberania na região. Diz ele: “Na fronteira oeste da Sibéria tem mais chinês hoje do que cossaco. A Rússia está acordando para um problema de segurança nacional muito sério. Nós temos que acordar aqui antes que o problema ocorra”.

A Amazônia protagonizou a maior crise internacional no governo Bolsonaro até agora. Por causa do desmatamento recorde e das queimadas de grandes proporções, autoridades estrangeiras têm mostrado preocupação sobre a eficiência do Brasil em cuidar da maior floresta tropical do mundo.

Não resta dúvidas de que, mais do que nunca, a floresta está em risco. A intensificação das queimadas aliada ao plano do governo são sinais de uma ameaça feroz.

A ocupação predatória da Amazônia parece ser uma das principais pautas de Bolsonaro. É hora de agirmos contra isso. O Intercept Brasil vai continuar investigando, correndo atrás de fontes e viajando pelo norte do país com o objetivo de trazer a luz cada passo dessa operação escura.

Fonte DCM,

 

 

 

 

Bolsonaro disse que vai à ONU. Será que vai mesmo?


O presidente brasileiro garante que irá à abertura da Assembleia Geral da instituição, em Nova York. O Brasil corre o risco de passar o maior vexame diplomático de sua história

A ONU na vida de Bolsonaro

(Arquivo) O presidente Jair Bolsonaro durante a cerimônia de lançamento do novo documento de identidade no Palácio do Planalto, em Brasília – AFP

A Organização das Nações Unidas é um órgão intergovernamental com o objetivo precípuo de promover a cooperação internacional. Trata-se, portanto, de uma função que envolve sobretudo a diplomacia na pacificação de conflitos entre países. Claro que o presidente Jair Bolsonaro, alérgico ao diálogo, a detesta. Ainda assim, sem morrer de amores pela ONU e recuperando-se de uma cirurgia de hérnia, na quinta-feira 19 ele assegurou que irá a Nova York para ler, na terça-feira 24, o seu discurso de abertura da 74ª Assembleia Geral da instituição. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, Bolsonaro será “enfático” e “falará de coração”. No discurso, o presidente explicará a “sua política ambiental baseada na sustentabilidade” (se é para abrir o coração, será que ele admitirá a inexistência de tal política e o gosto pela pirotecnia nas florestas?). Mais: realçará o combate à corrupção (será que abrirará as suas manobras que dão guarida aos seus filhos investigados?) e anunciará o fim da diplomacia com viés ideológico (será que Ernesto Araújo vai dançar?).

Até a quarta-feira, a ida de Bolsonbaro mantinha-se incerta, e o que se dizia era que as recomendações médicas aconselhavam-no a não viajar. O fato, no entanto, é que o diagnóstico em questão nada tinha de clínico. Fora detectada, isso sim, a organização de diversos movimentos nas ruas novaiorquinas e também no próprio plenário da ONU contra a sua presença. Além de passeatas, imagine os chefes de Estado dando-lhe as costas quando ele começar a falar, ou, então, retirando-se do plenário. E, convenhamos, não se tratará de falta de educação. Bolsonaro é que sempre se portou de forma deseducada e ofensiva em relação à ONU, à qual já chamou de “local de reunião de comunistas”. Durante a sua campanha, garantiu: “se eu for eleito, saio da ONU, porque não serve para nada essa instituição”.

Graves ofensas

A deseducação não para aí. Bolsonaro ofendeu a alta comissária para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile. Pior: ofendeu a memória do pai de Michelle, Alberto Bachelet, assassinado pela ditadura de Augusto Pinochet. Além disso, fervilha a insatisfação com o seu descaso pela preservação ambiental e pelos indígenas, e as denúncias sobre as queimadas na Amazônia serão o motor de muitos protestos. Em um evento paralelo, o da Cúpula do Clima, o Brasil teve na semana passada o seu discurso vetado. Ou seja: o vexame diplomático já começou.

Com informação da ISTOÉ.

 

 

 

 

A SOLUÇÃO: Maracás ganha mais uma grande loja para servir ao homem do campo


Por Walter Salles: O dia 20 de Setembro foi festejado na cidade de Maracás, com a chegada da SOLUÇÃO, nome da nova loja de produtos agropecuário que o empresário….que já trabalha no ramo, na cidade de Jaguaquara, trouxe para Maracás. A inauguração foi na manhã deste dia 20, regada de muitos salgados, refrigerante e café que descontraiu muita gente, onde muitos já realizavam ali mesmo as suas compras, por achar que o preço estava favorável.

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Paulo Cesar, sua esposa e amigos durante inauguração 

O Café com Leite Notícias esteve fazendo a cobertura do evento e conversou com alguns pecuaristas para saber o que achavam da nova loja em Maracás. O pecuarista da cidade de Lajedo do Tabocal, Noel Brochinis, disse que mais uma loja na cidade de Maracás, sem sombra de dúvidas quem ganha é a cidade e toda a região. Brochinis enfatizou que como produtor rural, ele sabe que quanto mais lojas de um segmento numa cidade, termina fazendo todos ganharem, pois sempre numa única loja não se encontra tudo, onde termina percorrendo todas as lojas para efetuar a sua compra. “O importante é o produtor saber que a cidade possui várias lojas, pois assim ele não terá que sair para cidades mais distantes”, enfatizou..

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Paulo Cesar, que é o proprietário da nova loja, disse que a SOLUÇÃO não será uma concorrente de outras do mesmo segmento, mas sim uma parceira no sentido de estar contribuindo para o desenvolvimento de Maracás. Cesar destacou que além da inovação na sua loja, com produtos da mais alta tecnologia, terá também engenheiro agrônomo para poder orientar o homem do campo a produzir mais em menos terra. “Vamos ter aqui a biblioteca do produtor, onde ele estará sempre informado de como produzir na sua terra e ter melhor qualidade da produção. Essa biblioteca se amplia para outro tipo de informação, como palestras e data show, bem como a experiência dos vendedores aqui da loja”, informou Paulo.

A Solução fica na Avenida Brasília , antiga JG.

A esposa de Paulo Cesar, a senhora Tatiana, disse que também está nessa empreitada e falou um pouco das novidades e quantidades de itens que vão existir na loja para servir ao cliente. Ela informou por exemplo, que além das inovações em adubos e fertilizantes, pequenas máquinas, como roçadeiras, carrinho de polvorizar e outras o produtor irá encontrar  na nova loja maracaense. Disse que na correria para inaugurar, já que estava marcada a data, terminou ficando de fora alguns equipamentos, mas que logo a loja está completa.

Que seja bem vinda a SOLUÇÃO e que realmente seja uma parceira para o crescimento de Maracás e região, e que seja a solução para que o produtor rural tenha mais êxito e alegria de trabalhar na terra.

Arábia Saudita mostra danos do ataque a campo petrolífero de Khurais


Instalação de petróleo da gigante petroleira Aramco ficou danificada em ataque em Khurais, na Arábia Saudita — Foto: Hamad l Mohammed/ Reuters

Instalação de petróleo da gigante petroleira Aramco ficou danificada em ataque em Khurais, na Arábia Saudita — Foto: Hamad l Mohammed/ Reuters

A petroleira gigante saudita Aramco permitiu que um grupo de jornalistas visitasse nesta sexta-feira (20) suas instalações em Khurais – um dos campos atingidos pelos ataques que reduziram pela metade sua produção e provocaram uma disparada no preço do combustível.

No Khurais, os técnicos ainda avaliam os danos causados a um “estabilizador”, uma torre de metal que serve para remover gás e hidrogênio do petróleo. Os ataques com mísseis e drones, de acordo com a investigação saudita, também atingiram a unidade de Abqaiq, a maior do mundo dedicada ao processamento de petróleo.

Os ataques foram reivindicados pelos rebeldes iemenitas houthis, que são apoiados pelo Irã no conflito que acontece no Iêmen. Eles enfrentam uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo do Iêmen.

Oleoduto ficou danificado em ataque na instalação de petróleo da Aramco em Khurais, na Arábia Saudita — Foto: Hamad l Mohammed/ Reuters

Oleoduto ficou danificado em ataque na instalação de petróleo da Aramco em Khurais, na Arábia Saudita — Foto: Hamad l Mohammed/ Reuters

Porém, Washington e Riad acusam o Irã de envolvimento nas ações, gerando um aumento na tensão no Oriente Médio e deteriorando ainda mais a conturbada relação entre EUA e Teerã. O Irã nega as acusações e chegou a afirmar que os Estados Unidos buscam uma desculpa para atacar o seu território.

Fahad Abdelkarim, um dos diretores da Aramco, contou que no momento dos ataques havia entre 200 e 300 pessoas nas instalações. “Houve quatro explosões e vários incêndios. Ninguém ficou ferido”, explicou.

Na época do ataque, que reduziu pela metade a produção de petróleo de Riad e causou um aumento nos preços. Nesta segunda-feira (16), o barril de Brent registrou a maior alta durante uma sessão desde a Guerra do Golfo, em 1991.

Retomada da produção

Apesar dos danos, a Aramco está otimista com a retomada total da produção até o final de setembro. “Menos de 24 horas após o ataque, 30% da usina estava operacional. Vamos voltar e ser mais fortes”, afirmou.

 — Foto: Juliane Monteiro/ G1 — Foto: Juliane Monteiro/ G1

— Foto: Juliane Monteiro/ G1

‘Guerra total’

Nesta quinta-feira (19), ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, disse que haverá uma guerra se o seu país for atacado pelos Estados Unidos ou pela Arábia Saudita. Já o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, respondeu com a afirmação de que seu país busca uma saída pacífica para o incidente.

Fumaça é vista após um incêndio nas instalações da Aramco em Abqaiq, na Arábia Saudita, neste sábado (14) — Foto: Reuters

Fumaça é vista após um incêndio nas instalações da Aramco em Abqaiq, na Arábia Saudita, neste sábado (14) — Foto: Reuters

Vale é condenada a pagar R$ 11 milhões por quatro mortes em Brumadinho


É a primeira condenação da mineradora em uma ação individual movida em consequência da tragédia

A mineradora Vale foi condenada a indenizar em R$11,875 milhões aos parentes de uma família que morreu na tragédia de Brumadinho (MG). No dia 25 de janeiro, quando a barragem da Mina do Feijão se rompeu, Luiz Taliberti, a sua irmã Camila Taliberti e a esposa dele Fernanda Damian, grávida de cinco meses, estavam na Pousada Nova Estância, que foi soterrada pela lama de rejeitos.

Segundo informou Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quinta-feira (19), trata-se da primeira sentença em ação individual movida em decorrência da tragédia. O caso foi analisado pelo juiz Rodrigo Heleno Chaves. O magistrado entendeu que a mineradora é responsável pelas mortes e que os expressivos danos psicológicos causados aos parentes deveriam ser abarcados pelo valor da indenização.

“Cediço que dinheiro algum reparará integralmente os autores da dor que sempre sentirão. Mas o Poder Judiciário deve arbitrar valores que entenda consentâneos à sensível situação que se lhe apresenta”, escreveu em setença assinada nesta quarta-feira (18).

A ação foi movida pela mãe de Luiz e de Camila e também dos pais e irmã de Fernanda. Eles pleiteavam R$ 40 milhões em indenização por danos morais devido ao sofrimento relacionado à perda do entes queridos. O cálculo levou em conta um documento interno da Vale . Ele apresenta uma metodologia elaborada pelo engenheiro norte-americano Robert Whitman em 1981, no qual o valor da vida é estipulado em US$ 2,56 milhões. Convertido para a moeda brasileira com base na cotação atual, esse montante equivale a aproximadamente R$ 10 milhões. As quatro vidas, incluindo a do bebê que estava sendo gerado, somariam assim R$ 40 milhões.

Os autores da ação também queriam que a Justiça obrigasse a Vale a manter, durante 20 anos, um memorial na entrada de sua sede com um pedido de desculpas, acompanhado de uma foto de Luiz, Camila e Fernanda e de uma frase dizendo que a vida vale mais que o lucro. O juiz não acatou esse pedido e sustentou que uma homenagem às vítimas deve ser tema de discussão em uma ação coletiva, de forma a contemplar todos os atingidos. A tragédia deixou ao menos 248 mortos e há ainda 22 desaparecidos.

Procurada pela Agência Brasil, a Vale informou em nota que ainda não foi intimada da decisão. “A empresa é sensível à situação das famílias e dará encaminhamento ao caso, respeitando a privacidade dos envolvidos”, acrescenta o texto.

Acordos

Mover uma ação judicial é apenas um dos caminhos possíveis para as vítimas que buscam indenização pela tragédia. Alguns atingidos tem optado por firmar acordos individuais extrajudiciais com a Vale. Essa possibilidade foi reforçada a partir de um termo de compromisso assinado em abril entre a mineradora e a Defensoria Pública de Minas Gerais, que acredita nesses tratativas como a forma mais rápida e eficaz para obter a indenização, evitando processos longos e arrastados. Até junho, 49 acordos individuais já haviam sido concluídos.

O termo assinado entre a Defensoria Pública de Minas Gerais e a Vale foi criticado no mês passado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) durante uma oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para investigar a tragédia. Segundo Joceli Andreoli, representante da entidade, os acordos individuais prejudicam a organização dos atingidos e o andamento de ações coletivas que visam a reparação dos danos. Também contrário a estas tratativas, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sustenta que negociações coletivas são o caminho para buscar reparações mais justas.

A CPI da ALMG aprovou seu relatório final na semana passada. Uma das sugestões contidas no documento é a revisão do termo de compromisso firmado entre a Defensoria Pública de Minas Gerais e a Vale. Ele define que as pessoas que aderissem ao acordo individual, após serem indenizadas pela perda de suas propriedades, deveriam transferir a posse do terreno para a mineradora. Os deputados entenderam que, mesmo sendo indenizados, os terrenos deveriam permanecer com os donos originais e que uma parte deles fosse transformado ocupado com um memorial da tragédia.

Indenização trabalhista

A indenização a ser paga aos aos familiares dos trabalhadores que morreram na tragédia também foi tema de um acordo. O documento, assinado em julho entre a Vale e o Ministério Público do Trabalho (MPT), define que pais, cônjuges ou companheiros e filhos dessas vítimas receberão, individualmente, R$ 500 mil por dano moral. Já os irmãos receberão R$ 150 mil cada um.

Se Luiz Taliberti, Camila Taliberti e Fernanda Damian fossem trabalhadores da Vale ou de empresas terceirzadas contratadas pela mineradora, seus quatro parentes que moveram a ação receberiam, conforme os parâmetros desse acordo, um total de R$1,65 milhões por danos morais. O valor é 86% menor do que os R$11,875 milhões que eles obtiveram através do processo judicial.

O acordo entre a Vale e o MPT determina ainda, a título de dano material, o pagamento de uma pensão para os familiares que dependiam financeiramente da vítima. Esse repasse deverá ser garantido mensalmente até a data em que o trabalhador completaria 75 anos e o cálculo levará em conta o salário que ele recebia, gratificação natalina, os benefícios previstos na legislação trabalhista, vale alimentação, participação nos lucros e resultados da mineradora. Ao todo, a indenização por dano material aos dependentes de cada vítima deverá alcançar no mínimo R$800 mil, ainda que o cálculo fique abaixo desse valor.

De acordo com dados divulgados pelo MPT, mais de 90% dos 248 mortos trabalhavam no complexo minerário, 120 eram empregados da Vale e 109 de empresas terceirizadas contratadas pela mineradora. Dos 22 desaparecidos, 11 são funcionários da Vale e 10, terceirizados.