Marcelo Odebrecht diz que Lava Jato destruiu a imagem do Brasil e das empresas brasileiras


O empresário Marcelo Odebrecht concedeu sua primeira entrevista depois que passou quatro anos preso, à jornalista Bruna Narcizo, da Folha de S. Paulo, e apontou os danos causados pela Operação Lava Jato à imagem do Brasil e das empresas brasileiras. “Do jeito que a Lava Jato foi divulgada, acabou parecendo que o Brasil é o país mais corrupto do mundo, e que as empresas brasileiras exportavam corrupção. Não é verdade —nem uma coisa nem outra. Mas nossos competidores no mundo souberam tirar vantagem disso. Vários países culpam a Odebrecht. Essa é uma questão que vamos ter de superar”, disse ele.

Marcelo Odebrecht também fez uma defesa enfática do BNDES, contra a acusação de que seria uma caixa-preta, e falou em detalhes do financiamento a Cuba, para a construção do porto de Mariel. “Até antes da Lava Jato, nenhum projeto nosso teve default [termo usado na economia como sinônimo descumprimento de acordo para pagamento]. Nenhum governo que a gente atuava entrou em default. Era uma coisa que a gente fazia questão de acompanhar, porque sabíamos que podia matar a galinha dos ovos de ouro. Por isso, a gente acompanhava de perto. Agora, depois da Lava Jato, com a destruição que foi feita da nossa imagem no exterior, ficou difícil de a gente ficar no pé dos governos para que os financiamentos fossem pagos”, disse ele.

Se a gente fosse a Odebrecht de antes da Lava Jato, no momento em que a gente percebesse que o governo está ameaçando o Mais Médicos, nós teríamos usado de nossa influência para tentar manter o programa. Não em cima de nada ilícito, mas provando ao governo que o Mais Médicos é que iria pagar o financiamento que Cuba pegou do Brasil. Essa capacidade de negociar, de certo modo, a gente perdeu. A gente ajudava para que a geopolítica dos países fosse bastante fluída”, afirmou.

Fonte 247

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Vídeo mostra o momento exato em que crianças são arremessadas de brinquedo em parque de diversões na Tailândia


Cinco crianças foram arremessadas de um brinquedo em um parque de diversões em Lopburi, na Tailândia na noite do último sábado (30). As crianças foram levadas para o hospital, mas tiveram apenas ferimentos leves. As informações são do IG.

O brinquedo levava 14 pessoas. Poucos segundos após o início do passeio a barra de segurança se abriu, lançando as cinco crianças para fora. Quatro delas caíram na plataforma metálica do brinquedo, uma em cima da outra. Uma das vítimas bateu contra uma grade e caiu do lado de fora do brinquedo .

Pessoas que passeavam no parque filmaram o momento em que o acidente aconteceu. No vídeo é possível ver que as crianças que foram arremessadas logo se levantaram. Elas foram levadas para um hospital, mas ninguém se feriu gravemente. O brinquedo foi parado logo em seguida.

“Eu estou muito abalada. Nunca vi nada como isso acontecer antes”, disse Jidapa, que assistiu o acidente, ao Yahoo News .

A polícia foi chamada e ordenou o fechamento da atração, além de entrevistar o dono do parque de diversões . O governo local também informou que vai investigar o brinquedo. Fonte:AmargosaNews

Dilma reage a ataque fascista: “sei o que vocês defendem. Defendem milícia, não é isso?”


A ex-presidente Dilma Rousseff foi hostilizada por bolsonaristas durante desembarque de avião, mas não abaixou a cabeça. “Ótimo é o Bolsonaro. Eu sei o que vocês defendem. Defendem milícia, não é isso?”, disse Dilma,

Ganhou repercussão nas redes sociais um vídeo onde a ex-presidenta Dilma Rousseff é atacada por bolsonaristas durante desembarque de avião, mas não abaixa a cabeça. A publicação foi feita na noite desta quinta-feira (5).

“Ótimo é o Bolsonaro. Eu sei o que vocês defendem. Defendem milícia, não é isso?”, respondeu a ex-presidenta após um grupo cantar “a sua hora vai chegar” enquanto Dilma aguardava para desembarcar da aeronave.

A ex-presidenta foi chamada ainda de”bandida” e gritaram que ela “quebrou o país”. “Ah, fui eu, é? Tá ótimo”, disse ainda em tom irônico, sem abaixar a cabeça.

O ataque de fascistas contra membros do PT têm sido uma prática recorrente em voos. Gravações com xingamentos ao deputado federal José Guimarães e ao ex-senador Lindbergh Farias circularam nas redes este ano. Fonte 247.

Veja o vídeo.

Leia a íntegra na Revista Fórum.

 

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Caso Marielle: ligação antiga de Ronnie Lessa com clã Bolsonaro é investigada


Investigadores do assassinato da vereadora Marielle Franco aprofundam a informação de que integrantes da família Bolsonaro ajudaram na recuperação de Ronnie Lessa, autor dos disparos contra Marielle, depois que ele sofreu um atentado de 2009, junto com o contraventor Rogério Andrade. Fato mostraria uma ligação antiga do acusado com o clã.

 

 

 Entre os aspectos investigados pela Polícia Civil sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes está uma suposta ligação antiga de Ronnie Lessa, um dos suspeitos, com o clã Jair Bolsonaro.

Como lembra o jornalista Plinio Fraga, colunista do UOL, Ronnie Lessa, apontado como autor dos tiros contra a vereadora, morava no mesmo condomínio de Jair e Carlos Bolsonaro, na Barra da Tijuca. Em 2009, Lessa sofreu um atentado, quando uma granada explodiu dentro do carro em que ele estava, junto com o contraventor Rogério Andrade.

Os investigadores do caso Marielle aprofundam a informação de que integrantes da família Bolsonaro ajudaram na recuperação de Lessa após o atentado de 2009, o que mostraria uma ligação antiga do acusado com o clã.

Além de Lessa, outros suspeitos de envolvimento no assassinato de Marielle Franco também apresentam algum tipo de ligação com o Clã Bolsonaro. Élcio Queiroz, que conduziu o carro usado no ataque à vereadora, aparece em fotos ao lado de Bolsonaro.

O ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como um dos chefes da milícia de Rio das Pedras e associado ao Escritório do Crime, foi homenageado em duas ocasiões pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro, hoje senador. A mulher e a mãe do miliciano trabalharam no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio.

Fonte desta matéria 247.

 

Rui Costa passa mal e é socorrido pelo Samu em jequié


[Rui Costa passa mal e é atendido pelo Samu em Jequié]

De acordo à matéria publicada no Metrô1, o  governador Rui Costa (PT) teve um mal estar durante agenda em Jequié na manhã de hoje (6), notícia passada pela Secretaria de Comunicação do Governo.

Conforme a Secom, a pressão provavelmente baixou em função do calor na cidade. Depois de passar mal, ele foi atendido no próprio local por médicos do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e voltou a participar do evento.

Depois do ocorrido, o governador está bem e segue agenda na cidade do sudoeste baiano. Ele viajou para inaugurar a pista de atletismo no 19° Batalhão da Polícia Miltar (19° BMP), a nova sede do Colégio da Polícia Militar Professor Luiz Cotrim, e entregar cinco viaturas para a Companhia de Policiamento Especializado e 17 ambulâncias para os municípios da região.

Com informação do Metrô1.

 

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Vitória da Conquista: homem é preso por exercício ilegal da profissão de advogado


Sem registro, acusado prestava serviços de “consultoria jurídica” a aposentados e pensionistas, segundo a OAB

[Vitória da Conquista: homem é preso por exercício ilegal da profissão de advogado]
Foto : Divulgação

Um homem de 27 anos foi preso ontem (5), em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, por exercício ilegal da profissão de advogado.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no município informou que ficou ciente da atuação do suspeito após receber denúncia sobre suposto exercício irregular da profissão, através de ações de panfletagens e mala direta na cidade. A divulgação dos serviços era direcionada aos aposentados e pensionistas do INSS, voltada a orientações jurídicas no âmbito do Direito Previdenciário. Ele foi flagrado prestando atendimento jurídico previdenciário em um escritório da cidade.

A Polícia Militar participou da ação junto aos representantes da OAB. No escritório, quando os agentes pediram a carteira profissional, o homem, identificado como Victor Jeronimo Barros Dias Guimarães, negou ser advogado e confessou apenas a consultoria jurídica. Do ponto de vista legal, a prática constitui o exercício ilegal da profissão.

Com residência fixa em São Bernardo do Campo, em São Paulo, o suspeito já havia atendido em Porto Seguro, cidade do sul da Bahia, e planejava atender em Salvador e Camaçari, na região metropolitana, ainda nesta semana. Ele foi encaminhado para o Distrito Integrado de Segurança Pública (DISEP), onde está à disposição da Justiça.

135 mil pessoas circulam pelo Brasil com HIV e não sabem


Ministério da Saúde alerta que brasileiros infectados com o vírus necessitam de acesso urgente ao teste e a serviços de tratamento

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Às vésperas do Dia Mundial de Luta contra a Aids, o Ministério da Saúde lançou uma campanha para estimular o público jovem a realizar o teste de diagnóstico de HIV. Segundo estimativa da pasta, 135 mil brasileiros vivem com o vírus atualmente sem saber. Em todo mundo, são mais de 9,4 milhões de pessoas nessa situação, de acordo com levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O boletim epidemiológico 2019 aponta que a infecção por HIV/AIDS cresce mais entre os jovens, principalmente aqueles com idades entre 20 a 34 anos, faixa etária que representa 52,7% dos casos. São essas pessoas o público-alvo da campanha do governo.

O vírus acomete o sistema imunológico e deixa organismo sem defesas e, portanto, mais vulnerável a doenças. Conhecer o quanto antes a sorologia positiva aumenta a expectativa de vida da pessoa com o vírus.

Existem no Brasil dois tipos de testes: os exames laboratoriais e os testes rápidos. Os testes rápidos podem ser realizados com a coleta de uma gota de sangue ou com fluido oral e fornecem o resultado em, no máximo, 30 minutos.

Embora não exista cura para o HIV, os remédios reduzem bastante a progressão do vírus e a pessoa não desenvolve a Aids. À medida em que o paciente é tratado, ele também deixa de ter uma carga viral circulante e, portanto, não transmite o HIV.

Prevenção

Todas as pessoas estão sujeitas à infecção pelo HIV. O vírus não faz distinção de gênero, idade ou orientação sexual. Por isso, é preciso que todo mundo se conscientize e tome os cuidados necessários para evitar o contato com as formas de transmissão.

Com informação do Catraca Livre.

camisinha

Crédito: Relações sexuais com preservativos é o melhor jeito de prevenir HIV

Para se prevenir, é necessário o uso correto de camisinha em todas as relações sexuais. Além dos testes rápidos de detecção, o SUS disponibiliza preservativos masculinos e femininos nas unidades de saúde do país.

No caso de violência sexual, é preciso comunicar às autoridades o quanto antes e ir a um hospital, de preferência especializado, para que possa ser ministrado os remédios de profilaxia de infecção pelo HIV ou outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). Saiba mais aqui.

 

 

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MP retoma investigação sobre caso Queiroz, com foco em Flávio Bolsonaro


 

O Ministério Público do Rio de Janeiro retomou as investigações sobre o esquema da ‘rachadinha’, envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor financeiro da família Bolsonaro, e com foco no senador e ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro, o filho mais velho do presidente, Jair Bolsonaro.

A retomada da apuração se deu após decisão do Supremo Tribunal Federal que permitiu o compartilhamento de dados fiscais e bancários de órgãos correspondentes ao MP sem autorização da Justiça. O caso completou um ano nesta semana, quando foram reveladas movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão nas contas de Queiroz.

O MP também apontou suposta ação de organização criminosa no gabinete de Flávio na Alerj e supostos sinais de que o hoje senador lavou o dinheiro na compra e venda de imóveis. O parlamentar acusou a promotoria de tentar atingir o governo do seu pai. O Coaf, porém, também apontou suspeitas de outros assessores, deputados e ex-deputados, no documento gerado na Operação Furna da Onça, sobre corrupção na Alerj, lembra reportagem do Estado de S.Paulo.

Com informação do 247.

 

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IPCA: Inflação dispara com a alta do dólar, sinalizando um 2020 complicado


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termômetro oficial da inflação do período, acelerou a alta de preços para 0,51% em novembro, após ter registrado elevação de 0,10% um mês antes. Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Este foi o maior resultado para um mês de novembro desde 2015, quando o IPCA ficou em 1,01%”, informou o IBGE. Em novembro de 2018, houve deflação de 0,21%.

A alta no mês foi puxada pela aceleração dos preços do grupo “Alimentação e bebidas” (0,72%), principalmente pelo aumento do preço das carnes (8,09%), que exerceram o maior impacto na taxa de inflação do mês. O item representou, sozinho, 0,22 ponto percentual (quase metade) do IPCA de novembro.

O dólar caro também colaborou para elevar os gastos com importações de insumos da indústria, pressionando a inflação. Clic nas letras vermelhas e veja: O governo de Jair Bolsonaro bateu recordes nas médias mensais em sete dos dez meses já transcorridos e pode fechar novembro com a média mais alta da história da moeda, criada em 1994 com o Plano Real.

No acumulado do ano, o índice de preços teve alta de 3,12%. Em 12 meses, subiu 3,27%, acima dos 2,54% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Faltando apenas um mês para o fechamento do ano, o IPCA segue abaixo do centro da meta, de 4,25% — a meta tem margem de tolerância 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Fórum.

 

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Policial Militar da Bahia: soldado morre após passar mal durante corrida de rua em Jequié


Foto: Reprodução

Um soldado morreu após passar mal durante uma corrida de rua que participou em Jequié, no Centro Sul Baiano. De acordo com a Polícia Militar, o soldado Stelio Gomes da Silva, 49 anos, participou da corrida no domingo (1º), como voluntário do pelotão representativo da Companhia Independente de Policiamento Especializado Central, unidade na qual trabalhava. Ele estava na Polícia Militar há 16 anos. Conforme a PM, ele foi socorrido para o Hospital Geral Prado Valadares mas não resistiu e morreu, na noite de quarta-feira (4).  Em nota, a PM lamentou profundamente a morte do soldado, e informou que Stelio deixou esposa e duas filhas. Informações do G1 Bahia.

 

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Casal é preso com mais de uma tonelada de maconha escondida em carga de colchões


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu na tarde desta quinta-feira (05/12), aproximadamente 1,3 toneladas de maconha, embaladas em pacotes, que estavam escondidos no compartimento de carga acoplada ao caminhão M.BENZ/L1513, com placas de São Paulo. Um casal foi preso.

O flagrante ocorreu durante uma fiscalização da PRF de combate a criminalidade no KM 544 da BR- 116, em Milagres. Inicialmente foi dada ordem de parada ao veículo que estava transportando carga de colchões, sendo realizado pelos agentes os procedimentos de fiscalização. Durante a entrevista, percebeu-se certo nervosismo do motorista, um homem de 44 anos.

Em seguida foi realizada vistoria minuciosa no baú, foi quando os agentes encontraram milhares de pacotes da maconha, escondidas em meio a colchões. Após retirada da carga e pesagem do entorpecente, o volume apreendido da droga é de aproximadamente um mil e trezentos quilos.

Ao ser questionado, o homem informou que recebeu a maconha em Cascavel (PR) e teria como destino a cidade de Sousa, no estado da Paraíba. Falou ainda que receberia a importância de 17.000 reais pelo transporte.

O casal, a droga e o caminhão foram encaminhados para a Delegacia de Milagres e apresentados a autoridade de plantão, para lavratura do auto de prisão em flagrante e demais providências cabíveis. Fonte: BMF

 

Voltando um pouco no tempo: A Dívida Pública nos Governos Cardoso, Lula e Dilma: uma análise comparativa


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A Dívida Pública nos Governos Cardoso, Lula e Dilma: uma análise comparativa

Mauricio Metri

Durante o 1º governo Cardoso (1995-1998), a política monetária esteve presa à estabilização do câmbio (então fixo e sobrevalorizado), a principal âncora para controle inflacionário. Pressões cambiais, decorrentes de saídas de capitais, eram arrefecidas por meio de elevações das taxas de juros básicas da economia. Como a valorização excessiva do real comprometia o desempenho das contas externas, essa política tornava estruturais e crônicos tanto a tendência altista da taxa de juros, quanto o componente financeiro do gasto público, além de submeter a economia a recorrentes solavancos recessivos. Em linhas gerais, a gestão da dívida pública brasileira esteve atrelada às necessidades de captação de recursos estrangeiros.

Nesse contexto, grupos privados, residentes ou não, aproveitaram para realizar oportunidades de lucros associados a uma ciranda financeira internacional. Tomavam recursos em mercados exteriores (em dólares) a juros baixos e aplicavam-nos no mercado financeiro brasileiro (em ativos denominados em reais), principalmente em títulos públicos federais. Como o câmbio era fixo e o diferencial de juros expressivo, o lucro tornou-se certo, considerável e sem grandes esforços. Para se ter uma ideia, enquanto as taxas de juros básicas praticadas pelo FED estiveram na casa dos 5% a.a. nesse período, as taxas básicas da economia brasileira oscilaram na faixa dos 20% a 40% a.a., com picos superiores a isto. Os dados confirmam o endividamento externo privado excessivo. Sua participação no total saltou de 40% em 1994 para 62% em 1997. Para maiores detalhes ver, Gremaud, et. al., A Economia Brasileira Contemporânea, Editora Atlas, São Paulo, 2002.

O que era uma oportunidade de ganhos fáceis e significativos transformou-se num pesadelo em 1998, quando ocorreu uma fuga expressiva de capitais do Brasil por contágio da crise russa, em meados daquele ano. Diante disso, o governo Cardoso bem que tentou arrefecer as pressões sobre o câmbio, a partir de uma expressiva elevação das taxas de juros, na ocasião, para acima dos 40% a.a. Ademais, acenou com um forte arrocho fiscal. No entanto, as medidas não surtiram efeito, e a sangria prosseguiu. Entre agosto e setembro, a perda de reservas do Banco Central foi da ordem de 30 bilhões de dólares. Ver Gremaud, et. al., op. cit.

Para o governo, o problema não era apenas econômico, mas também político, pois o presidente Cardoso encontrava-se em plena disputa eleitoral, e sua reeleição dependia da manutenção da estabilidade monetária e, portanto, cambial. Para os grupos privados endividados em moeda estrangeira, a situação também implicava sérias preocupações. Pairavam no horizonte prejuízos expressivos (ou mesmo risco de falência) decorrentes de uma provável e muito próxima desvalorização do real. A única saída para esses grupos passou a ser a de encontrar algum “desavisado” que se dispusesse a vender ativos em dólares ou atrelados a ele de modo a assumir o risco (prejuízo) cambial (certo), promovendo assim a proteção (o hedge) de que tanto necessitavam. Mas quem entraria no mercado “vendendo dólares” (ou emitindo dívidas indexadas direta ou indiretamente ao câmbio) com a certeza de uma desvalorização iminente? Quem se disporia a assumir os prejuízos dos que haviam ganhado muito dinheiro com uma ciranda financeira internacional?

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Assim como em outros momentos da história econômica brasileira, coube ao Estado assistir os grupos privados fornecendo-lhes proteção e abrigo. Implementaram-se dois movimentos “estratégicos” durante o 2º semestre de 1998. De um lado, o governo recorreu ao FMI, que lhe concedeu recursos pouco antes das eleições, no valor de 42 bilhões de dólares, associados a uma agenda de contrapartidas bastante severas à sociedade brasileira. Por outro lado, além de atuar no mercado de câmbio vendendo dólares, o governo emitiu títulos públicos indexados ao dólar ou que acompanham indiretamente o movimento do mercado de câmbio (títulos com juros pós-fixados). A dívida pública transformou-se no instrumento de socorro aos grupos privados; sua gestão se orientou pela socialização de prejuízos privados; e, como estratégia, levou-se a cabo a sua quase que total “dolarização”. Em resumo, a dívida pública foi utilizada como uma espécie de “bolsa família” aos que haviam realizado grandes lucros e não aceitavam prejuízos de uma ciranda financeira internacional.

Por isto que, quando veio a desvalorização cambial de 65% em 01/1999, os agentes privados já não estavam somente “hedgeados” (protegidos) em relação às suas dívidas em dólares, mas também aproveitaram o contexto para realizar mais alguns outros ganhos patrimoniais. A magnitude do processo de socialização dos prejuízos privados pode ser estimada pelo impacto direto desta desvalorização sobre a dívida pública, que cresceu aproximadamente 50 bilhões de reais somente naquele mês. Para ser ter uma ideia do significado desse aumento, basta lembra que, dois anos antes, em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce havia sido vendida por 3,5 bilhões de reais (valores corrigidos aos preços de 1999). Ver, Gremaud, et. al., op. cit.

Não por acaso, houve uma elevação da dívida pública líquida em relação ao PIB durante o primeiro governo Cardoso. Em 1994, ainda no governo Itamar, a dívida correspondia a 30% do PIB; em 1999, chegou a 44,5% do PIB; e, no último ano do segundo governo Cardoso, em 2002, a dívida já havia alcançado aproximadamente 50% do PIB. Maiores detalhes, ver: Sales, T. “Vulnerabilidade Externa ao Longo dos Governos FHC e Lula”, dissertação de mestrado, PEPI, IE-UFRJ, 2012.

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Nota-se, também, que essa evolução da dívida pública não ocorreu como contrapartida de um processo de transformação de forças produtivas, de industrialização ou de conquistas sociais, mas como resultado de um endividamento externo privado excessivo e de seu repasse posterior a toda sociedade brasileira por meio das finanças do Estado.

Além da socialização de prejuízos, outra conseqüência dessa gestão foi, como dito, a quase que completa “dolarização” da dívida pública federal. Houve uma expressiva redução da participação dos títulos pré-fixados na dívida total (de 55% em 05/1998 para 3% em 12/1998), os quais não permitem proteção aos movimentos no mercado de câmbio. Em contrapartida, os títulos indexados ao câmbio passaram de 15% para 21% do total; e os pós-fixados, de 41% a 69%, contabilizando 90% de toda dívida pública. Para se ter uma noção, em 1994, estes dois tipos (indexados aos câmbio e pós-fixados) correspondiam a apenas 24% do total. Maiores detalhes, ver: Sales, T. op. cit.

Mas qual seria o problema em se ter 90 % do total da dívida pública “dolarizada”? Acentuou-se sobremaneira a vulnerabilidade da economia brasileira a choques internacionais. Oscilações cambiais passaram a ter, durante os anos seguintes, efeitos diretos e expressivos sobre a dívida. Como se tratava de uma economia com crônica tendência ao desequilíbrio externo (vulnerabilidade excessiva), comprometeu-se severamente a capacidade de o Estado realizar políticas públicas em geral, eliminando a possibilidade de iniciativa estratégica do governo na efetivação de investimentos públicos, gastos sociais, etc.

Se, por um lado, o governo Cardoso conseguiu salvar os grupos privados ao mesmo tempo em que garantiu a sua reeleição, por outro, lançou o Estado e seu segundo mandato (1999-2002) a um imobilismo excessivo e a uma elevada vulnerabilidade fiscal e externa. Para a sociedade, fora o prenúncio de anos bastante difíceis.

É difícil imaginar quais teriam sido os efeitos da crise de 2008 na economia brasileira, a maior desde 1929, caso a gestão da dívida pública prosseguisse na orientação do governo Cardoso no sentido de sua dolarização. No entanto, antes da crise, instaurara-se a percepção no governo Lula (2003-2010) acerca da necessidade de se retomar a capacidade de iniciativa estratégica do governo.

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O contexto favorável para isto adveio dos resultados positivos nas contas externa no início do governo Lula, decorrentes da própria desvalorização da moeda, de uma diplomacia ativa em relação à política de comércio exterior, associada a uma política externa de orientação sul-sul, e do aumento dos preços das commodities internacionais. Nesse processo de restruturação da dívida pública, no sentido de sua “desdolarização”, o alvo principal foram os títulos indexados ao câmbio, que passaram de 22% (em 2002) para 1% (em 2008), e os pós-fixados, de 61% (em 2002) para 36% (em 2008). Em contrapartida, os pré-fixados aumentaram sua participação de 2% (em 2002) para 32% (em 2008). Ademais, o estoque da dívida pública líquida caiu de 52% do PIB em 2002 para 35% em 2008, voltando aos patamares do período do governo Itamar.

No governo Dilma (2010-2014), permaneceu a orientação de se evitar a dolarização da dívida pública. Em agosto de 2014, 40% eram de pré-fixados, 35% atrelados a índices de preços e, apenas, 20% de pós-fixados e 4% indexados ao câmbio.

O mais importante a se observar é que, quando se deflagrou a crise internacional de 2008 e seus desdobramentos durante os anos seguintes, já havia sido retomada a capacidade de o Estado atuar de modo a arrefecer os efeitos de uma severa crise econômica por meio de políticas fiscal e monetária expansivas. Os bons resultados nas contas externas nos anos anteriores e a “desdolarização” da dívida pública foram decisivos para tanto. Assim, diferente da crônica tradicional da história econômica brasileira, o governo não lançou mão de ajustes econômicos recessivos. Ao contrário, inverteu as prioridade e, por decisões de natureza política, trabalhou de modo a defender o nível de emprego e renda das camadas mais vulneráveis da população brasileira, em vez de priorizar a proteção dos interesses e a riqueza patrimonial de grandes grupos privados.

Mauricio Metri – Professor de Economia Política Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Mais de uma tonelada de carne de cavalo que seria comercializada é apreendida em Jequié


Cerca de 1.500 kg de carne de cavalo foram apreendidas em Jequié (distante 364 km de Salvador) durante uma ação conjunta da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Vigilância Sanitária da Bahia e Polícia Civil de Jequié.

De acordo com informações do médico veterinário da Adab, Wanderley Lauria Júnior, que detalhou a operação durante participação em um programa de rádio de Jequié, a carne era de três cavalos que teriam sido roubados em uma propriedade rural do município e seria comercializada de forma clandestina no comércio da cidade.

O caso foi descoberto após denúncia feita pelo proprietário dos cavalos, que percebeu o desaparecimento dos animais. Apesar da descoberta da carne, os autores da ação ainda não foram encontrados e são procurados pela polícia.Com informaçõeS: BlogdoValente.

 

VÍDEO: Assista o clipe de Arnaldo Antunes sobre o bolsonarismo que foi censurado na TV Brasil


“Nada disso existe, talvez mula sem cabeça sim, lobisomem também sim, como também se acredita que exista praia na lua, mas isso tudo aí que o Arnaldo Antunes está falando, não existe não. Já o combate a criminalidade do Moro, sim é algo bom. Outra coisa, o sumiço do Queiroz é só conversa, está tudo muito bem, embora o país esteja sendo entregue para estranhos pisarem nos brasileiros, tá tudo bem sim”. Até aqui Café com Leite Notícias. Vídeo DCM.

 

Laudo do DPT encontra 96% de etanol em gasolina vendida em Vitória da Conquista


Estabelecimento está interditado desde o dia 28 por vender combustível a menos, por conta de um dispositivo fraudulento

[Laudo do DPT encontra 96% de etanol em gasolina vendida em Vitória da Conquista]
Foto : Secom/ Governo da Bahia

Um laudo emitido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) e encaminhado à Polícia Civil aponta que o posto Tangará, em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia, além de entregar aos clientes muito menos combustível que o indicado na bomba, também vendia gasolina com 96% de etanol anidro.

O estabelecimento está interditado desde o dia 28 pela força-tarefa da operação Posto Legal por vender combustível a menos, por conta de um dispositivo fraudulento, constatado por laudo metrológico do Ibametro.

De acordo com a diretora do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), delegada Selma Lima, o laudo vai subsidiar inquérito já instaurado para apuração da prática de crime contra a ordem econômica e do delito de fraude processual. Ela lembra que será assegurado ao estabelecimento o direito ao contraditório e à ampla defesa. Fonte: Metro1.