Filho de gari se forma na faculdade e dedica o canudo à mãe


Lorenzo e mãe - Fotos: reprodução / Instagram

Lorenzo e mãe – Fotos: reprodução / Instagram

Lorenzo Menezes, de 22 anos, acaba de se formar na faculdade, em Administração, e dedicou o canudo à mãe, que é gari e se esforçou a vida inteira para garantir os estudos do filho.

“Esta ao meu lado na foto é a minha mãe, sim, é a mesma pessoa na foto. Para quem não sabe, minha mãe é auxiliar de limpeza, profissão mais conhecida como “gari”, “varredor de rua”… Quando eu era pequeno, esta mulher nunca me deixou faltar um lápis, nem uma borracha, nem um caderno para eu estudar”, contou Lorenzo no perfil dele no Instagram.

Em entrevista ao SóNotíciaBoa, ele contou que a mãe, dona Edivan Bacelar da Silva, tem 44 anos e mais dois filhos além do Lorenzo, Rayssa e Paulo Ricardo.

O jovem se formou no último dia 1º de novembro na FAT, Faculdade Anísio Teixeira, em Feira de Santana, na Bahia.

Ele conta que a mãe fez de tudo para que os filhos tivessem uma vida diferente da dela.

“Minha mãe não tem o 1° grau completo e as dificuldades da vida fizeram com que ela se esforçasse ao máximo para que nós não passássemos pelas mesmas”, revela.

Vendeu trufas

Lorenzo estudou e escolas públicas do maternal ao ensino médio e revela que a família recebia o Bolsa Família para se manter.

Pagar a mensalidade do cursinho pré-vestibular, o jovem conta que vendeu trufas na rua.

“Eu não tinha dinheiro, nem minha mãe… Foi ai que surgiu a ideia de vender trufa para pagar a mensalidade! Lá estava eu, terminando o último ano do ensino médio, indo pro cursinho de tarde e a noite, me esforçando para valorizar todo esforço que esta mulher fez por mim”.

Deu certo.

“O tempo passou e lá estava eu, agraciado com uma bolsa integral no ProUni, pronto para ingressar na faculdade”, escreveu.

Em outra postagem, vestindo beca Lorenzo também agradeceu:

“É inexplicável a emoção que sentimos quando um objetivo é alcançado. Só tenho a agradecer e bradar júbilos de glória por esta Vitória! É emocionante gritar: Eu consegui! Não desistam dos seus sonhos, todos nós somos capazes de realizá-lo”, escreveu.

Futuro

Lorenzo sabe que venceu uma batalha, mas ainda tem muito o que conquistar pela frente.

Hoje ele trabalha como supervisor de operações e já faz planos para continuar os estudos.

“Após formado, agora pretendo iniciar uma pós-graduação na área de psicologia organizacional. Durante o curso eu desenvolvi um amor pela disciplina de Psicologia e desenvolvi meu projeto de pesquis (TCC) já dentro da área”, contou ao SNB.

Lorenzo Menezes - Fotos: reprodução / Instagram

Lorenzo Menezes – Fotos: reprodução / Instagram

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

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Da cúpula do Exército para Bolsonaro: toma que o filho é teu. Por Helena Chagas


 

Ao contrário do que muita gente pensava ser, o Bolsonaro vai ter que ser competente para administrar o Brasil sem contar com os Militares, Veja o que disse o General Vilas Boas: “Toma que o filho é teu”. Esse foi o principal recado do comandante do Exército, general Villas Bôas, em entrevista à Folha de S.Paulo neste domingo, quando disse que o futuro governo Bolsonaro não representa a volta dos militares ao poder: “Absolutamente não é”. Villas Bôas verbalizou publicamente o que vem sendo dito nos bastidores por generais de três e quatro estrelas: Bolsonaro não os representa na presidência da República.

Aliados de Bolsonaro não gostaram da entrevista, que expressou um distanciamento da cúpula do Exército em relação ao futuro governo e deu nome aos bois: segundo Villas Bôas, Bolsonaro é “muito mais um político do que um militar”. Mas ela expressa rigorosamente o que se diz nos gabinetes militares de Brasília, onde militares de alta patente dizem ter votado em Bolsonaro por falta de opção- já que não queriam o PT de volta – e agora temem que eventuais desgastes e fracassos do novo governo acabem grudando nas Forças Armadas. Elas não querem ser sócias de Bolsonaro nesse empreendimento, preferindo manter o papel constitucional que vêm desempenhando desde que saíram do cenário politico.

O temor de politização dos militares menos graduados – também expresso na entrevista do comandante- está presente nas conversas, e por isso sua substituição no comando do Exército será feita com enorme cuidado, recaindo sobre um general com discurso firme a favor do cumprimento estrito da Constituição e das atribuições nela previstas para as Forças Armadas, afastando qualquer hipótese de intervenção militar.Lembram ainda que o presidente eleito tem, sobretudo, uma imagem de capitão rebelde entre seus ex-companheiros de Exército, que nunca apoiaram sua retórica radical. A escolha do general de quatro estrelas Hamilton Mourão para a vice de Bolsonaro também não facilita as coisas. Mourão se reformou, no início deste ano, depois de diversos episódios de desentendimento com seus superiores, alguns em que defendeu posições polêmicas a favor de intervenção militar e outros radicalismos.

De certa forma, as palavras de Villas Bôas serviram para tranquilizar setores políticos, que devem fazer ressoar esse discurso nos próximos dias. Fonte DCM

O ódio dos bolsominions não é por Fernanda Lima, mas por Marielle Franco. Por Nathalí Macedo


Só há uma coisa que bolsominions detestam mais do que mulheres: as mulheres que se posicionam.

 

De acordo a matéria publicada no DCM, a atriz Fernanda Lima, que é apresentadora global, entrou para a lista – gigantesca, frise-se – de mulheres odiadas pelos bolsominions depois que convidou Mônica Benício – a viúva da vereadora executada Marielle Franco – e sua filha, Anielle Franco, para participarem da última edição de seu programa Amor & Sexo – uma boa coisa pra ver na globo, aliás (embora seja difícil pra mim confessá-lo).

Sem citar nomes, Fernanda se posicionou contra o fascismo, e se emocionou quando elas comentaram a execução da vereadora.

O choro não foi só dela: o set de gravação inteiro se comoveu com a presença das duas.

“Chorou porque é comunista”, dizem eles.

Não. Chorou porque é humana.

Qualquer um que ainda preserve em si qualquer resquício de humanidade de comove pelo silenciamento político da voz de uma mulher como Marielle Franco, sobretudo em tais circunstâncias.

Apesar da minha consciência de classe, da minha procedência latina e nordestina e da minha sexualidade, juro não tenho nada contra essa esquerda branca Gregório Duvivier.

Viva essa gente que usa seus privilégios pra amplificar a voz de quem é silenciado diuturnamente pelo Estado e pela “grande” mídia. Se feminismo virou modinha e ganhou espaço – um senhor espaço! – em um programa global no horário nobre, viva.

 

Se Fernanda Lima, branca e sulista, está do nosso lado – viva! – que seja muito bem-vinda, mas, convenhamos: essa gente não tem nada de comunista, assim como a Rede Globo de televisão, e qualquer afirmação em contrário não passa, sabemos, de delírio.

Aliás, o programa Amor & Sexo tem apresentado programação cada vez mais progressista e com cara de esquerda festiva, e não é de hoje: um verdadeiro lacrashow, em que a Globo reúne parte de seu elenco jovem e antifascista pra fazer aquela velha mea culpa.

Se fosse pra chamar o Amor & Sexo e a Fernanda Lima de comunistas, deveriam tê-lo feito antes – mas os bolsominions estão sempre atrasados.

O grande problema deles não parece ter sido necessariamente com Fernanda Lima, nem mesmo o seu programa – que já deveria ter incomodado os bolsominions há mais tempo. O problema foi a homenagem a  Marielle Franco, escancaradamente odiada pelos fãs de Bolsonaro.

O problema da extrema direita com Marielle é um sintoma grave: desonram sua história, quebram placas de ruas com seu nome, usam uma tragédia que chocou o mundo para orgulhosamente reafirmarem sua falta de humanidade como um trunfo.

São quase oito meses que Marielle e Anderson foram executados em um brutal crime político. Mais de duzentos e quarenta dias de silêncio, de desrespeito à sua memória, de placas com seu nome quebradas, de tentativas desesperadas de manchar na história o nome de uma mulher que – quer queiram eles, quer não – já é uma heroína.

Marielle vive, e amanhã há de ser outro dia.

 

De acordo à PF, Geddel e irmão desviaram salário de assessores


 

Em relatório final, a Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-ministro e ex-deputado Geddel Vieira Lima e seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), desviaram salário de seus assessores.

Segundo o relatário, os irmãos Vieira Lima lotavam em seus gabinetes funcionários fantasmas e se apropriavam dos salários de supostos assessores e secretários, que na verdade eram empregados pessoais, o que configura o crime de peculato.

A investigação foi aberta a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) como desdobramento da ação penal sobre os R$ 51 milhões encontrados em malas num apartamento na cidade de Salvador-BA.

O documento foi anexado ao inquérito sobre o caso que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Veja também

 

Alexandre Frota indicou Ministra da Agricultura, diz Globo

 

Teve o dedo do deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL-SP) a indicação da deputada Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura no governo Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo O Globo, Frota é produtor de leite e será membro da Frente Parlamentar da Agropecuária na legislatura do ano que vem na Câmara Federal.

O ex-ator de filmes pornô afirma ser arrendatário de uma fazenda de 20 hectares na cidade de Rochedo, estado do Mato Grosso do Sul.

Crendiospai! Fonte Blog do Esmael.

 

Chapa Kente vem mostrando que é o point da cidade de Maracás


Neste Final de semana Léo Bonfim e Ednaldo Santana. Vá conferir a musicalidade desses artistas

 

 

O espaço cultural Chapa Kente, que também é restaurante e lanchonete e fica anexo ao WS, o antigo posto do meio, como era conhecido na cidade de Maracás, vem realizando grande movimentação com shows de artistas regionais, que muitas vezes não deixam nada a desejar comparado os famosos  que estão na mídia o tempo todo.

No fim de semana passado, um dos artistas que cantou no espaço Chapa Kente foi Jorge Café, da cidade de Brejões, que mostrou que entende da arte e da cultura regional.

Para esse fim de semana, nos dias 9 e 10 de Novembro, quem vão estar fazendo um som para a galera de Maracás e toda a região, são: Ednaldo Santana, que é o Forrozeiro Arretado da região,  e Léo Bonfim, que já provou que entende do assunto. Não percam.

Economist critica Moro no governo Bolsonaro e “razões” para prender Lula: “Atos judiciais agora questionáveis”


A Economist é comunista, segundo os cretinos fundamentais bolsonaristas

A Economist criticou de maneira contundente a nomeação de Sergio Moro para ministro de Jair Bolsonaro.

“Alguns dos seus atos judiciais parecem agora questionáveis”, diz um artigo na edição desta semana sobre o ativismo de juízes na América Latina.

“Consta que Moro já estava conversando com o pessoal de Bolsonaro. Tudo isso prejudica a confiança”.

Nossa República Bananeira vai se consolidando como aberração perante o mundo civilizado.

Os principais trechos: 

 

Do ponto de vista de Jair Bolsonaro, o presidente eleito do Brasil, foi um encontro inspirado. No dia 1º de novembro, ele anunciou que Sergio Moro, o mais proeminente juiz da longa investigação de corrupção conhecida como Lava Jato, concordou em ser seu ministro da Justiça e Segurança Pública.

Mas há um obstáculo na nomeação do Sr. Moro. Ela parece confirmar as alegações do Partido dos Trabalhadores, de esquerda, de que as razões do juiz ter prendido seu líder e candidato presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva, no início deste ano, eram mais políticas do que judiciais.

Seja isso verdade ou não, o novo emprego de Moro (que ele assumirá em 1º de janeiro) é apenas o exemplo mais dramático de um judiciário cada vez mais ativista que desempenha um papel político na América Latina. (…)

Quanto ao Sr. Moro, alguns dos seus atos judiciais parecem agora questionáveis. Lula estava liderando as pesquisas de opinião quando foi preso. A sentença – de mais de nove anos por receber um apartamento no valor de US$ 600 000 – parecia desproporcional.

Dias antes da eleição, Moro divulgou o depoimento de Antonio Palocci, um ex-ministro do partido, que o incriminou. Consta que Moro já estava conversando com o pessoal de Bolsonaro. Tudo isso prejudica a confiança.

Moro disse que sua nomeação “significa consolidar o progresso contra o crime e a corrupção nos últimos anos e evitar riscos de retrocesso”. Isso é possível. Ele também pode conter o Sr. Bolsonaro em sua política de incitar a polícia a atirar em criminosos. (…)

Mas Moro insistiu que nunca entraria na política. Como a quebra dessa promessa passa a ser vista não depende apenas de quão bem sucedido ele será em seu novo papel, mas também se juízes e promotores perseguirão infratores de partidos aliados do governo tão vigorosamente quanto ele fez com Lula. Fonte desta matéria, DCM.

 

“Barulho misterioso” assusta moradores de Uauá e Canudos


Moradores de Uauá e Canudos ouvem “barulho misterioso” e rastro no céu

Foto: Uauá Web

 

Moradores de pelo menos dois municípios localizados no Norte da Bahia disseram ter ouvido um forte barulho chamado por eles de “misterioso” na tarde de quinta-feira (8/11). O estrondo foi percebido em Uauá e Canudos. “De outro mundo” e “parecendo terremoto” foram algumas das classificações dadas pelas testemunhas. Em seguida, pessoas fizeram vídeos mostrando uma espécie de rastro no céu, o que poderia indicar uma queda de meteoro. Logo depois, o caso ganhou repercussão, inclusive em vários sites e blogs dos municípios vizinhos.  Ouvido pelo Aratu Online, o doutor em geologia e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Wilton Carvalho, informou que ficou sabendo do caso desta quinta pelas redes sociais. “Não temos nada de concreto, já que não foi achado nada caído na região. Esses relatos de barulhos estranhos, porém, é comum”, relatou. Após ver o vídeo, o doutor já deu uma opinião. “O rastro está muito difuso mas pode ser consequência da queima de uma rocha atravessando a atmosfera”, explicou. (Aratu)

Maracás: Zé da Manaaim atuando também na área rural


Zé se esticando para mostrar, com orgulho, o modelo dos cachos de bananas que são colhidos no seu pomar 

 

O empresário no ramo de panificação e restaurante José Gomes da Silva Filho, conhecido como Zé da Manaaim, da cidade de Maracás, mostrou que não é só em empreendimentos ligados ao comércio na cidade que ele entende não. Quem visitar a fazenda do empresário, a cerca de 10 km de Maracás, vai se deparar com nada menos que tecnologia de ponta no plantio na sua fazenda. Ali tudo é muito bem pensado e planejado. As plantações vão desde as mais rasteiras, como feijão, milho e outras, à plantações de árvores de grande porte como bananeira, laranja, manga e outras.

Outra coisa: Tudo que for útil tem que ser aproveitado, como folhas e cascas, que serão transformadas em adubo orgânico da melhor qualidade, o que tem melhorado e muito a produção dos frutos, como se pode vê aí na foto do cacho de bananas.

Naturalmente que apesar da nova tecnologia para quem tem visão e segue os passos, não está descartada alguma coisa da forma tradicional de lidar com  terra, como plantio de capim, que já está preparada a terra para a plantação da semente.

Atualmente está muito na moda se criar gado em alta escala todo confinado. Ou seja: o gado se alimenta  apenas de ração, tudo na hora certa, até ficar bom pro abate. No caso de Zé, ele disse que pretende fazer uma coisa um pouco mista, para assim manter um pouco do tradicional, mas já  existe, em média escala, a preparação de alimentos para gado confinado, como palmas, capim de corte, que será triturado e, para enriquecer ainda mais o cardápio, existe lá uma produção de milho que é um verdadeiro colírio para quem gosta do verde.

 

A equipe do Café com Leite Notícias parabeniza o amigo Zé tanto pela visão de empreendedor, como pela coragem de enfrentar uma terra bruta, sem nada plantado e conseguir transformar numa paisagem tão bonita.

Já foi comentado no Café com Leite, tanto no digital como impresso, sobre Zé ter sido uma espécie de precursor de uma nova era nem só na cidade de Maracás, mas em toda região, no sentido de passar para uma nova página, a história do comércio de Maracás. Há muitos anos ele adquiriu uma casa na esquina da Avenida Brasília com a Rua Nestor Sá, onde a desmanchou e visualizou, como ele disse, uma padaria, lanchonete e restaurante como nunca visto antes. Foi o que aconteceu e o que abriu portas para outros tantos segmentos na cidade, elevando assim a bela Maracás a não se intimidar diante das cidades grandes. Mais empreendimentos virão, garante Zé.

 

Bolsonaro é o mais calmo da equipe do futuro governo, diz Temer


 

A Coluna de Mônica Bérgamo na Folha de S.Paulo informa que o presidente Michel Temer relatou aos magistrados com quem se reuniu em jantar no Palácio do Jaburu, na quarta (7), o encontro que teve no mesmo dia com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Diante da curiosidade geral, Temer tranquilizou os ministros, que mal conhecem o novo presidente: ele seria o mais atinado e calmo de toda a equipe do futuro governo.

De acordo com a publicação, o encontro de Temer e Bolsonaro foi registrado por Elsinho Mouco, marqueteiro e amigo do atual presidente.

Ele está filmando Temer para o que pode se transformar em um documentário: já registrou o presidente no cemitério no dia de finados e gravou com ele na malfadada sala do Jaburu em que recebeu Joesley Batista, da JBS. Nela, Temer foi gravado, gerando a maior crise de seu governo, completa a Folha.

‘Não me importo se Bolsonaro vai gostar ou não’, diz Eunício


Presidente do Congresso e do Senado afirma estar aberto a diálogo, mas que não aceitará interferência no Legislativo, e critica Paulo Guedes

BRASÍLIA – O presidente do Congresso e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), disse ao Estado que “não está preocupado” se o presidente eleito, Jair Bolsonaro, “vai gostar ou não” do resultado de votações na Casa antes de assumir o Palácio do Planalto

Sem conseguir se reeleger, Eunício ficará sem mandato no ano que vem, mas antes será o responsável por dar posse a Bolsonaro em janeiro. O senador afirma estar aberto a dialogar, mas que não aceitará interferência no Legislativo e criticou o economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia de Bolsonaro, que defendeu uma “prensa” nos parlamentares para que votassem a reforma da Previdência.

Alguém da equipe econômica de Bolsonaro ou o ministro Onyx Lorenzoni procurou o senhor?

Não. Você acha que Onyx vai me procurar? Não vai. Tive o cuidado de dizer que nós estamos reduzindo os incentivos em torno de 40%, senão amanhã (dizem que é) pauta-bomba. ‘Ah, o Bolsonaro diz que não gostou’. Não estou preocupado se Bolsonaro vai gostar ou não. Qual o motivo de eu, como presidente de um Poder, vou procurar o presidente eleito de outro Poder para perguntar o que ele quer? Parece um oferecimento, de disposição para se credenciar para alguma coisa. Zero.

O presidente do Congresso e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE)
O presidente do Congresso e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE)

Foto: Marcos Brandão/Agência Senado / Estadão Conteúdo

O senhor não quer?

Não farei isso. Comuniquei ao Paulo Guedes que eu estava prorrogando o orçamento duas vezes. Ele disse: ‘Ou você vota a reforma da Previdência ou o PT volta’. Primeiro que eu não estou preocupado com volta ou não do PT. Quem deve saber o que quer para a frente, quem assumiu a responsabilidade de governar o Brasil, infelizmente, não fui eu. É fácil levantar todos os projetos que estão na Câmara e no Senado que podem ser pautados. Até o último dia em que eu for presidente, ninguém vai interferir nesse Poder, a não ser por entendimento, por conversa e harmonia.

Há uma insatisfação do Congresso com o governo eleito?

Não me sinto nada incomodado. Só não aceito que digam que o Congresso tem de levar prensa. Aqui tem a liberdade de cada um botar o dedinho e votar sim, não ou abstenção.

Ninguém então conversou com o senhor, nem o Major Olímpio (deputado e senador eleito pelo PSL-SP)?

O Major Olímpio, por incrível que pareça, porque dizem que é uma pessoa muito efervescente, foi extremamente educado. Foi ao meu gabinete hoje (quinta-feira, 8) pedir para que eu cedesse o gabinete para ele. Ele não tinha nenhum tipo de exigência. E me disse: ‘Olha, eu estou com vergonha de que alguém não tenha procurado o presidente do Congresso sobre pautas aqui’.

Não votei no Bolsonaro, mas eu vou dizer o que disse Obama. Minha admiração não é pelo Trump, é pelo Obama. A população do meu Brasil democraticamente disse que o presidente é ele, então a partir do dia que ele ganhou ele é meu presidente, é o presidente do meu País e não sou eu que vou botar uma perna esticada para ele tropeçar, pelo contrário. Agora, a Constituição determina muitas coisas que talvez muita gente que está nesse processo, que não passou por aqui, não passou numa Câmara de Vereadores, numa Assembleia Legislativa, numa Câmara Federal, talvez não tenha passado num governo, para entender o trâmite.

‘Ah, o Eunício não quer votar a PEC da Previdência’. Eu posso até não querer, mas não é isso. Os constituintes foram sábios de se auto-proteger, não a eles que estavam vindo de um regime de força da ditadura, eles auto-protegeram a Constituição brasileira e botaram nessa Constituição que ninguém pode chegar e dizer: ‘Olha, acordo de líderes aqui, eu tenho maioria, muda a Constituição todinha que agora eu prendo e arrebento’. Eles fizeram um ritual para mudanças na Constituição brasileira.

Essa falta de conhecimento prejudica?

Não posso dizer que essas pessoas não têm conhecimento. Estou dizendo é que, assim como eu dei o direito a dúvida em relação à declaração do Paulo Guedes… Eu pensei: ou a imprensa interpretou mal as suas palavras ou ele não conhece nada disso aqui. Dizer que vai dar uma prensa, que tem que votar se não o PT volta, isso não é argumento para mim.

Eu não sou petista, não sou antipetista, não sou racista, não sou homofóbico. Isso em nada me incomoda. Você não argumenta para mim dizendo: se não quebrar o interstício, se não der uma reforma da previdência, se não fizer isso… Meu irmão, nós até temos legitimidade para fazer a reforma, mas quem tem a obrigação, nesse momento, com a maioria da população brasileira que foi para a urna e depositou ali a confiança e a esperança? Não foi em mim. Eu vou ajudar no que eu puder o meu País. Eu não vou sair daqui, eu quero ficar aqui. E eu quero que esse País dê certo, quero que esse governo dele dê certo. No que eu puder, dentro das minhas limitações, colaborar, sem ferir o regimento, sem ferir a Constituição, estou pronto para isso.

Já prorroguei duas vezes o prazo de emenda do Orçamento. Talvez as pessoas não saibam que o Congresso Nacional não sairá de recesso enquanto não for votado o orçamento. ‘Ah, mas antigamente saía em recesso branco’. Eu não dou recesso branco. Quero votar o Orçamento novamente no segundo ano que estou presidente. É o meu dever.

Sobre a Rota 2030 ele mandou algum recado?

Nada.

Mas o Paulo Guedes falou contra incentivos.

Dizer lá fora que não quer… Tem que primeiro se eleger para sentar aqui (bate na poltrona de senador) e votar contra, fazer um discurso. Discurso de fora, esse tipo de recado não chega nos ouvidos da gente. Não interessa. Quer negociar, quer discutir, eu como presidente do Congresso estou aberto. A discutir qualquer MP, qualquer projeto. Não estou dizendo que vou atender, mas estou aberto a discutir. Vontades são unilaterais ou bilaterais, dependendo do entendimento.

O sentimento do senhor é o da maioria do Senado em relação à pauta que o governo eleito deseja?

Eu sou, por delegação do Senado, o chefe desse Poder. Não é nenhuma vaidade, mas a responsabilidade é do chefe do poder. Tenho por hábito dividir, trocar palavras, dividir angústias, dividir responsabilidades. Mudanças na Constituição não poderão tramitar enquanto tiver uma intervenção no Rio de Janeiro. Aprovar uma intervenção cabe a mim, ao Congresso. Levantar essa intervenção antes do prazo aprovado cabe ao presidente da República e ao governador do Estado sob intervenção, não a mim. Se levantarem, eu suspendo o meu ato que proíbe a tramitação de PECs e todas elas poderão tramitar aqui e na Câmara.

Como vai ser a relação do MDB com o governo Bolsonaro?

Essa reinvenção, essa história bonita de mudar de nome… Eu sou do MDB, do Modebra. Sou de uma família do MDB. Eu não troco de camisa no meio do caminho. Por que está suada eu vou trocar? Se depender de mim, o PMDB, porque eu não vou sair dele e vou defender essa posição, é um partido independente votando aquilo que for bom para o Brasil e para a sociedade brasileira, aplaudido por ela. Não precisa participar do governo para ajudar o Brasil. Zero.

Segundo IBGE, Produção de soja na Bahia deve cair 15,7% em 2019


De acordo a matéria publicada no Correio, a produção de soja no estado da Bahia deve cair 15,4% em 2019, em relação à colheita da safra em 2018. No próximo ano, o setor agrícola estima um resultado de 5,3 milhões de toneladas – o que significa quase 900 mil toneladas a menos em comparação a este ano. Os números são de um prognóstico nacional realizado pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (8).

Confirmando o prognóstico, dentre os principais estados produtores de soja do país, a Bahia deverá ter a maior redução percentual na safra do grão. De acordo com especialistas do IBGE, a baixa no estado se deve à previsão de redução de 17,8% no rendimento médio das lavouras de soja no estado, associada às incertezas climáticas.

Em contrapartida, em 2018, os produtores da região conhecida como “MATOPIBA” (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), foram beneficiados pelo clima mais chuvoso, mas não há garantia de que isso se repita em 2019.

Em todo o Brasil, no próximo ano, a produção da soja será de 116,6 milhões de toneladas, com recuo de 1,0%. A área a ser plantada com a leguminosa está prevista em 35,3 milhões de hectares (+1,1%). Já o rendimento médio estimado deverá ser de 3.303 kg/ha (-2,3%).

Grãos
Já o prognóstico de cereais, leguminosas e oleaginosas  como um todo, prevê uma produção de 226,7 milhões de toneladas, 0,2% menor que a de 2018. Deve haver recuo em quase todas as regiões: Norte (-0,3%), Nordeste (-8,8%), Sudeste (-1,9%) e Centro-Oeste (-1,4%). Apenas no Sul, até o momento, espera-se crescimento de 4,1%.

Dos cinco produtos de maior importância, em termos nacionais, três devem ter quedas na produção, em relação a este ano: algodão (-2,8%), arroz (-4,2%) e soja (-1,0%). Com variações positivas estão o feijão (0,3%) e o milho (2,6%). Fonte Correio.

Laudo aponta que carro de jovem sem habilitação causou acidente que matou família de SP em MG


Pais de 3 filhos adotam mais 3 irmãos pra não separar a família


Helenice, Wesley e os 6 filhos - Foto: TV Anhanguera/Reprodução

Helenice, Wesley e os 6 filhos – Foto: TV Anhanguera/Reprodução

Eles já tinham 3 filhos biológicos e resolveram adotar mais 3 para não separar a família.

Os irmãos moravam em um abrigo, em Goiânia.

O empresário Wesley Raimundo Lopes e a esposa, a dona de casa Helenice Araújo Souza Lopes, conheceram os filhos adotivos quando faziam um trabalho voluntário no local.

Durante o período em que iam ao abrigo, apadrinharam outras três crianças que passavam fins de semana, feriados e férias com eles.

Com a convivência, o amor aumentou e eles decidiram adotar Maria Eduarda, de 13, Luiz Felipe, de 7, e Gabriela, de 1 ano e meio.

Os dois já eram pais biológicos de Davi, de 11 anos, Lara, de 8, e João, de 5.

“Ser mãe não é só ser mãe do ventre. Você pode gerar e ser mãe também do coração. Uma casa alegre, divertida. A demanda é grande, mas é possível”, disse Helenice ao G1.

Família unida

Agora filha mais velha, Maria Eduarda lembra que lutou muito para não se separar dos seus irmãos.

Ela faz questão de incentivar os colegas do abrigo a nunca desistirem de ter uma família.

“Falo para todo mundo lá que um dia eles vão ganhar a vez deles”, lembra a menina.

Feliz com a família maior, Wesley, brinca que vai ter que trocar de carro para poder passear com os 6 filhos e a mulher.

“Descobri que não tem carro para oito [pessoas]. Agora vai ter que ser uma minivan”, disse.

Fila para adoção

Em Goiás, segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), existem 146 crianças e adolescentes à espera de uma família. Por outro lado, 1,4 mil pessoas estão na fila para adotar.

Segundo o juiz da Infância e da Juventude de Goiânia, Eduardo Tavares, quase 80% dos pretendentes preferem uma criança de até 5 anos no máximo. Ocorre que ao menos 90% do total já passou dessa idade.

“Às vezes caem grupos de irmãos, idade um pouco mais avançada, aí já fica um pouco mais de tempo até a gente conseguir achar uma família que acolha esse grupo”, afirma.

Com informações do G1

 

“Muita coisa vai ser mantida”: cai a ficha dos bolsonaristas de que o “mito” é continuidade de Temer e não ruptura. Por Kiko Nogueira


De maneira mais célere que se esperava, bolsonaristas que deram sangue e chafurdaram na latrina por seu mito, estão percebendo que escolheram mais do mesmo, apesar de toda a discurseira sobre o mundo novo que Deus traria com seu meninão esquisito.

O encontro entre Michel Temer e Jair Bolsonaro no Planalto na tarde desta quarta, dia 7, foi harmonioso, bonito e revelador.

Bolsonaro disse ao cidadão que manejou aquela Câmara onde ele ficou três décadas mamando que não dispensará sua experiência no ano que vem e que pedir-lhe-á conselhos.

Procurará o ancião outras vezes até o fim de 2018. 

“O Brasil não pode se furtar do conhecimento daqueles que passaram pela Presidência”, mandou.

Segundo JB, “muita coisa” da presente gestão vai ser mantida.

“Se preciso for voltaremos a pedir que ele nos atenda”, falou.

Na mesma linha de atuação, Sergio Moro declarou que espera contar com o ministro da Segurança, Raul Jungmann, como um “conselheiro informal” .

Saindo de uma reunião, frisou que mantém com Jungmann uma relação “muito cordial”, o que, em sua opinião, facilitará a transição.

Este devolveu a cortesia: estará à disposição “agora e depois”.

Foi-se o tempo em que Bolsonaro falava o que os otários queriam ouvir.

“Temer já roubou muita coisa aqui, mas o meu discurso ele não vai roubar, não”, disse, referindo-se à intervenção militar no Rio de Janeiro.

Vemos agora, entre caneladas do team Bolso, a união do “vamos mudar isso daí, talkei?” com o “Tem que manter isso, viu?”.

No final, Temer deu a senha: “Vamos todos juntos”. 

Vamos.

Até aqui a matéria foi do Kiko Nogueira, publicada no DCM. Mas, a opinião do Café com Leite Notícias, é que a continuidade, pelo menos de muita coisa de antes é um fato. Basta saber que o PSL foi que mais votou nas medidas do Temer. Ainda assim, isso não quer dizer que não há uma possibilidade de se fazer um trabalho ao menos razoável. Mas que eles vão seguir todos juntos vão. Tolos os que pensam que quando o Temer deixar o governo vai ser preso. Último parágrafo Café com Leite Notícias.

 

 

Gleisi disse que continua sendo atacada por matérias mentirosas


Resultado de imagem para foto de gleisi hoffmann

A máquina de fake news, mesmo depois da eleição, ainda está em plena atividade. A denúncia é da senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, alvo de novo ataque de cibercriminosos.

De acordo com lLeisi, apoiadores de Jair Bolsonaro continuam espalhando nas redes sociais notícias falsas, as conhecidas “fake news”, e disparando toda sorte de maldades e de mentiras contra o Partido dos Trabalhadores (PT).

No mais novo ataque, o alvo é a presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann. Em postagem caluniosa, perfis no Facebook reproduzem a versão de que a presidenta do PT teria questionado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a intenção de Bolsonaro de doar supostas sobras de sua campanha para o hospital de Juiz de Fora, MG, que teria lhe atendido durante a última campanha presidencial. Colocam até entre aspas trechos do tal documento.

“É de uma criatividade criminosa isso! Não existe qualquer documento ou expediente nesse sentido. Gleisi nunca se dirigiu ao TSE ou a qualquer outro órgão para tratar deste assunto. A notícia é falsa, mentirosa e visa afetar negativamente a imagem da senadora, liderança expressiva do seu Partido, alimentando ainda mais um ódio contra militantes e simpatizantes dos partidos de esquerda”, informa a assessoria de Gleisi.

Na verdade, já mais a presidenta do partido iria dizer algo dessa natureza, caso fosse uma verdade, até porque o próprio TSE saberia do acontecido.

Aliás, a própria intenção de Bolsonaro com relação ao tema reúne um misto de factoide, fisiologismo e jogada de marketing. Além da lei eleitoral definir claramente que as sobras de arrecadação de campanha eleitoral devam ser destinadas especificamente para atividades partidárias, não venceu ainda o prazo para as prestações de contas das campanhas, o que só acontecerá no dia 17 de novembro. Apenas depois disso é que o TSE conhecerá e poderá divulgar com transparência quais foram de fato as receitas e despesas das campanhas eleitorais em 2018.

As eleições deste ano entram para a história do Brasil como um dos episódios mais marcados por manipulações, mentiras, propagandas falsas e pela utilização de “caixa dois”, por parte da campanha que saiu vitoriosa das urnas, para propagar conteúdo difamatório e calunioso nas redes sociais. A parlamentar paranaense é uma das vozes que têm denunciado firmemente esses crimes contra a democracia.

A verdade é que é preciso parar com essas mentiradas, pois, se continuar como está indo, as mentiras vão se cruzar de um lado para o outro e as verdades vão ficar mais difíceis de encontrar quem acredite nelas. Hoje, cada pessoa possui uma mídia na sua mão, a qual não sofre fiscalização nenhuma, onde se aproveitam para denegrir imagens de pessoas. Continuando assim, como saber quem será a próxima vítima? É muito comum chegar nos celulares, por exemplo, denúncias com fotos dizendo o seguinte: “esse sujeito estuprou e matou uma criança de 10 anos. Quem encontrá-lo avisar a polícia”. Aí, pode ser uma mentira de alguém que tem raiva do cidadão e termina armando essa e a sociedade cai como pato, correndo o perigo até de matar um cidadão inocente. Isso já aconteceu no Brasil. O caso que ficou mais conhecido foi a tragédia no Guarujá, onde uma senhora foi linchada por populares da sua rua, por uma denúncia falsa.