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Coronavoucher: Presidente da Caixa pede desculpas e paciência por falhas no sistema


Cada erro significa sofrimento em milhares de pessoas, que há dias estão esperando por esse benefício.

Do UOL:

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que a expectativa do governo é finalizar no dia de hoje o processamento de 20 milhões de cadastros aptos a receber o auxílio emergencial de R$ 600.

Guimarães citou alguns números de acessos às tecnologias lançadas hoje, reconheceu que algumas plataformas tiveram problemas, mas pediu paciência. “Peço desculpas e paciência se, em algum momento, o sistema estiver lento. Hoje será o dia de maior intensidade”, declarou.

Segundo o presidente da Caixa, até o momento, cerca de 10 milhões de cadastros foram efetuados. Mais de 31 milhões de pessoas acessaram o site da caixa e o telefone disponível para tirar dúvidas recebeu mais de 330 mil ligações.

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Mandetta comete grande erro e já não é mais o mesmo segundo o jornalista Helio Gurovitz ,


Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta fala à imprensaMinistro da Saúde Luiz Henrique Mandetta fala à imprensa (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O jornalista Helio Gurovitz , em dua coluna no portal G1, afirma que “o ministro Luiz Henrique Mandetta vinha sendo saudado como oásis de racionalidade e determinação no combate ao novo coronavírus, fonte de luzes num governo contaminado pelas trevas, pelo desprezo à ciência, onde o próprio presidente, chamado de “cético-chefe” pela imprensa internacional, se tornou um risco sanitário. Pois ontem Mandetta cometeu o maior erro de sua gestão à frente da pasta da Saúde – um erro que deverá custar a vida de milhares de brasileiros.”

“Como resultado de um acordo político costurado pelos militares para garantir sua permanência no cargo, Mandetta aceitou relaxar as diretrizes para o distanciamento social no país. Ao final de uma reunião tensa que sucedeu os boatos de demissão, afirmou que o governo “se reposiciona” para enfrentar o problema”.

“Durante a tarde, o ministério baixou normas em que estabelece três níveis de isolamento e aceita, nas cidades com mais da metade do atendimento médico disponível, o que chama de “distanciamento social seletivo”, situação em que apenas idosos e demais grupos de risco são proibidos de circular livremente. Pode ter sido uma medida eficaz para atender demandas políticas, mas a ciência estava ausente da reunião. O resultado deverá ser dramático”.

Fonte 247

 

 

Trump é sócio de empresa que produz cloroquina, defendida por ele como eficaz contra a covid-19, diz NYT


Mais ou menos isso explica o fanatismo do presidente brasileiro querer ultrapassar o conhecimento da medicina e da ciência, no fanatismo de adotar a qualquer custo a cloroquina como um remédio que trata pessoas infectadas com o Covid/19.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que assim como Jair Bolsonaro defende o uso da cloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, apesar de não haverem estudos comprovando sua eficácia, figura entre os acionistas da Sanofi, indústria farmacêutica francesa que detém a patente da droga. Segundo reportagem do jornal New York Times, um outro acionista da empresa é Ken Fisher, um dos maiores doares de campanha para os republicanos, partido de Trump.

No ano passado, Trump afirmou que sua família possui investimentos em um fundo mútuo da Dodge & Cox, tendo como maior participação as ações na Sanofi. Um outro ponto , segundo a reportagem, é que fabricantes de medicamentos genéricos também devem lançar comprimidos de hidroxicloroquina em breve, incluindo a Amneal Pharmaceuticals, que tem como co-fundador, Chirag Patel, um integrante de um clube de golpe pertencente aTrump em Nova Jersey. Trump e Patel já foram vistos jogando juntos várias vezes desde que ele foi eleito.

Um outro grande investidor da Sanofi e da Mylan, que também atua no ramo farmacêutico, é a Invesco, fundo que anteriormente era administrado por Wilbur Ross, secretário de Comércio dos Estados Unidos. Nesta segunda-feira (6), Ross disse por meio de um comunicado que “não estava ciente de que a Invesco tem investimentos em empresas que produzem ‘o medicamento’, nem tenho qualquer envolvimento na decisão de explorar isso como um tratamento”.

Com informação do 247

 

Família ignora isolamento social, faz festa, 14 ficam infectados e 3 morrem


Isso aconteceu no mês de março, mas até hoje tem gente que ainda acha que não há perigo algum. É preciso lembrar que o vírus está a 15 dias na frente da população, pois depois de infectado, só 12 ou 15 dias depois aparecem os sintomas. Por isso não devemos vacilar de forma nenhuma. Já que odo cuidado ainda é pouco, vacile não, fique em casa.

Do G1:

Uma festa de aniversário na noite de 13 de março, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, marcou para sempre uma família. Depois do evento, ao menos 14 convidados tiveram sintomas da covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Entre os casos, três irmãos, com mais de 60 anos, tiveram complicações graves e morreram pouco mais de duas semanas depois.

Um dia antes da festa, a responsável pelo evento, a servidora pública Vera Lúcia Pereira, havia completado 59 anos. O avanço do novo coronavírus quase fez a família desistir da comemoração. “Ficamos em dúvida, mas decidimos fazer, porque não eram tantos casos no país”, conta a aniversariante à BBC News Brasil.

Na data da comemoração, havia 98 casos do novo coronavírus confirmados no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Destes, 56 eram em São Paulo. Não havia nenhum caso confirmado em Itapecerica da Serra — atualmente há ao menos 11 e uma morte. No último dia 13, o isolamento social ainda era incipiente e as orientações referentes ao vírus eram quase totalmente voltadas à higienização das mãos. Dias depois, os Estados passariam a adotar medidas mais rigorosas.

Olavo de Carvalho diz que Bolsonaro “não tem poder nenhum” e Brasil virou “protetorado chinês”


O guru bolsonarista soltou ainda, em outro post, a frase: “Teleguiado do chinês mandão, o Mandetta manda”

Foto: Reprodução/YouTube

Olavo de Carvalho, o astrólogo e guru da família do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido-RJ), afirmou pelas redes sociais, nesta terça-feira (7), após a permanência do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que “o Brasil como nação independente não existe mais”.

Ele disse ainda, se referindo a Bolsonaro, que “o presidente nominal não conta com outro apoio senão o da massa dispersa, desarmada e desamparada que o elegeu, e mal começa a tomar consciência de que não tem poder nenhum”.

De acordo com Olavo, o Brasil virou “um protetorado chinês, governado por um embaixador prepotente e intolerante que tem a seu serviço a classe política, a elite judiciária, a mídia, o sistema de ensino e boa parte do empresariado.

Coronavírus: advogada relata último diálogo antes de namorado ser intubado


“Não podemos nos achar fora de perigo”. Homem era jovem e não tinha comorbidades. Na última conversa que teve com o companheiro, por telefone, ele relatou o medo de morrer e reforçou um desejo que havia expressado em outras ocasiões

César Augusto Visconti coronavírus
O piloto César Augusto Visconti

 

 

A advogada Fernanda Credídio, de 39 anos, perdeu o namorado para o coronavírus. César Augusto Visconti, 43, não tinha nenhum fator de risco entre os tantos elencados para a doença. Além da pouca idade, era saudável, sem sobrepeso, sem hipertensão, sem diabetes e sem quaisquer doenças preexistentes. Sequer fumava.

“Ele começou com uma tosse seca no último dia 17, e, como ela não passava, foi a um médico particular, que avaliou ser uma tosse alérgica, de sinusite, e receitou antibiótico. Não procuramos um hospital, mesmo porque as instruções eram as de que, isso, só em último caso. Eu trabalhei até terça, ele, até quarta, aí ele veio para a minha casa e passamos até o final de semana anterior juntos”, relatou ao portal ‘Viver Bem’.

Mesmo medicado com antibiótico, César começou a apresentar febre de 39º. Ele estava na casa dela, mas como os filhos de Fernanda de 11 e 7 anos chegariam lá nos dias seguintes, ele achou por bem, na segunda (23), ir para sua casa na cidade vizinha.

“Ele se despediu e foi para a casa dele, pois se sentia muito mal. Como começou a apresentar muita dor no peito para respirar, voltou ao médico, que o encaminhou ao hospital. No caminho até lá, ele me ligou. Ao chegar lá, ligou de novo para me dizer que ficaríamos dois dias sem poder conversar, porque ele seria intubado para melhorar mais rápido. Mas disse também que, se algo não desse certo, que eu jogasse as cinzas dele em Interlagos —coisa que ele sempre falava, mas pediu que eu não esquecesse. Imagine ouvir isso de alguém que está prestes a entrar em uma UTI? É muito complicado…”

Gravidade da doença

Fernanda contou à revista Marie Claire que, embora ela e o namorado tivessem decidido ficar em casa a partir da metade da semana anterior à ida dele ao hospital, a gravidade da doença não era algo de que eles fossem completamente conscientes. Ao menos, não para perfis fora dos chamados grupos de risco.

“Nós não tínhamos tanta noção da gravidade dessa doença, resolvemos ficar em casa porque, no caso dele, havia os sintomas de gripe ou alergia; no meu, o fiz por causa da minha mãe e da minha avó, ambas com mais de 60 anos. Eu respeitava a quarentena por elas, não por mim —e nem eu, nem o César julgávamos que haveria um risco de morte a pessoas como nós por conta de idade ou outros fatores de risco. Isso me apavora”, desabafa.

A advogada acha difícil ou praticamente impossível definir onde César contraiu o vírus —embora um amigo dele tenha ido parar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) por conta da covid-19, o piloto não havia tido contato recente com ele. O teste de César, por sinal, ficou pronto até rápido: ele ainda estava vivo.

“Acho que o caso do César, totalmente fora de grupos de risco, é só mais um entre tantos de que a gente nem tem notícia. É importante que as pessoas saibam disso. Estou isolada com meus filhos e é praticamente certo que tenho o vírus, embora não tenha desenvolvido sintomas. Mas preciso ficar em casa porque, se estiver infectada, agiria com um vetor lá fora e poderia ser pior para outras pessoas”, define.

A advogada disse não ter recebido nenhum contato ou orientação dos serviços públicos de saúde mesmo tendo convivido com uma pessoa comprovadamente infectada pelo coronavírus por vários dias.

Aniversário

“Ele era uma pessoa muito alegre, um sujeito muito carinhoso que amava muito a filha dele, de 15 anos, a mãe, a família dele. Amava muito estar vivo. Acho que o fica disso tudo para mim, dessa situação toda, é que a gente não pode achar que está fora de perigo. É dar valor para a vida, para as pessoas, para os abraços —agora que estou aqui isolada, sem poder ter o abraço de quem eu amo, é que vejo o quanto essas coisas têm valor.”

Fernanda César Coronavírus
Fernanda e César

Sem Bolsonaro, Braga Netto e Michelle lançam programa para arrecadar doações contra coronavírus


Do Globo:

O governo federal lançou nesta terça-feira um programa de arrecadação de doações para instituições sem fins lucrativos. Os recursos arrecadados poderão ser utilizações em ações contra os efeitos do novo coronavírus, mas a ação irá continuar após a pandemia. O programa, batizado de Arrecadação Solidária, faz parte do Pátria Voluntária, comandado pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que participou do lançamento.

A presença do presidente Jair Bolsonaro no evento, realizado no Palácio do Planalto, estava prevista em sua agenda oficial, mas foi cancelada. Mais cedo, Bolsonaro também faltou uma entrevista coletiva sobre o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais.

As doações podem ser feitas por pessoas físicas e jurídicas, na internet , a partir de R$ 30, o valor mínimo. E podem ser realizadas por transferência bancária ou via cartão de crédito. Futuramente, será possível repassar pontos de programas de fidelidade. À Fundação Banco do Brasil caberá operacionalizar depósitos do projeto, cuja prestação de contas estará disponível ao público.

(…)

Fonte DCM

 

Mourão:“Braga Netto é o homem certo, no lugar certo, na hora certa”


General Braga Netto, Hamilton Mourão; Luiz Henrique Mandetta e Jair Bolsonaro no detalhe

“Braga Netto é o homem certo, no lugar certo, na hora certa”. Com esta frase, o vice-presidente, general Hamilton Mourão, definiu o novo status que no Palácio do Planalto. Militares do governo Jair Bolsonaro tratam o ministro da Casa Civil, general Walter Braga Neto, como uma espécie de interventor no Palácio do Planalto.

Em entrevista à jornalista Tânia Monteiro, do jornal O Estado de S.Paulo., Mourão disse ainda: “Ele não está enquadrando ninguém, mas apenas fazendo a verdadeira governança. Assim, a Casa Civil passa a atuar como um verdadeiro centro de governo.”

Mourão acrescentou ainda: “Braga Neto está fazendo o que sabemos: colocar ordem na casa, coordenando as ações ministeriais, de modo que haja sinergia, cooperação e, como consequência, os esforços do governo sejam mais eficazes.”

Fonte 247.

 

Concessionária Ecovias assina acordo e confirma que pagou propina por 18 anos ao PSDB em SP


Da Folha:

Em um acordo cível firmado nesta segunda-feira (6) com o Ministério Público de São Paulo, a concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, a Ecovias, afirma que houve formação de cartel, pagamentos de propinas e repasses de caixa dois em 12 contratos de concessão rodoviária firmados com o Governo de São Paulo.

As irregularidades duraram de 1998 a 2015, período que inclui as gestões Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB.

Um dos compromissos da empresa para não ser processada é a redução de 10% na tarifa de pedágios das rodovias e Anchieta e Imigrantes, entre 21h e 5h. Segundo envolvidos nas negociações, essa medida seria uma compensação aos caminhoneiros durante a pandemia do novo coronavírus.

 

Flávio Dino: “Bolsonaro quer demitir Guedes, Moro e Mandetta, e não pode”


O governador do Maranhão, Flávio Dino. Foto: Gilson Teixeira/ Divulgação

Do El País:

Desde o fim do Carnaval, quando a pandemia de coronavírus anunciava sua chegada ao Brasil, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), de 51 anos, vem correndo para abrir hospitais e aumentar o número de leitos de UTI. Até o momento são 150 a mais, exclusivos para receber pacientes infectados pela Covid-19. No plano nacional, Dino se uniu aos demais governadores para pedir auxílio ao Governo Federal. Em entrevista ao EL PAÍS por telefone na semana passada, ele teceu elogios ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), mas se referiu ao presidente Jair Bolsonaro como “irresponsável”, “totalmente alheio à realidade”.(…)

Apesar do isolamento, Bolsonaro não é Dilma nem Temer. Sua popularidade ainda ronda os 30%. Seu discurso de volta ao trabalho faz eco entre segmentos populares. Faz sentido acreditar que o Governo Bolsonaro acabou, como alguns analistas vêm dizendo? R. Hoje ele ainda mantém, de fato, esse, apoio. Mas a leitura praticamente unânime dos analistas políticos é que, como se diz no mercado financeiro, o viés é de baixa. Ele não deseja sair disso. Eu te juro que quando ele chamou a reunião dos governadores, eu cheguei a achar que ele tinha sido feito uma inclinação mais na linha institucional que os militares e Mandetta vêm defendendo. Eu disse “graças a Deus, pelo menos no meio da crise a gente não vai ter confusão política”.

Aí no dia seguinte ele vai para a televisão, inspirado pelo gabinete do ódio, e faz o que faz. Então, se ele não se sensibiliza diante de mortes, diante de perdas de vidas humanas, diante de tragédias… São profissionais saúde adoecendo, o risco de colapso no sistema é gigantesco. Só um irresponsável não enxerga isso. Então, você tem um conjunto de situações gravíssimas e, ao mesmo tempo, um presidente alheio a isso.

Não vejo como ele possa preservar e consolidar sua base política. Seria falso dizer que seu Governo acabou em termos formais. Mas, em termos materiais, de poder, sim, porque ele objetivamente não dirige nem o Governo dele. Te dou três exemplos: ele quer demitir Paulo Guedes [ministro da Economia] e não pode, ele quer demitir Sergio Moro [ministro da Justiça] e não pode, ele quer demitir Mandetta e não pode. Que poder é esse? Como pode um presidente ser mais fraco que seus três ministros? Está claro que seu poder real se esvai. Se isso vai levar a uma definição formal, hoje é cedo pra prognosticar.

(…) Leia eesa e outras matérias no DCM

Alcolumbre diz que Bolsonaro é motorista de ônibus lotado que acelera em direção a muro e não freia


Na verdade, o título original diz que Bolsonaro é motorista de caminhão. Mas cá entre nós, achamos que ele é um motorista de ônibus que vai com cerca de 210 milhões de passageiros “a bordo” e que não se importa do busu bater no muro ou barranco em velocidade. Mas imediatamente os ajudantes tomaram a tempo, a direção do motorista e assim, metade das possíveis vítimas poderão não morrer, pois o impacto vai ser com menos intensidade. Agora, o que se pede é que o Bolsonaro continue como passageiro e sem dar muitos palpites na forma do novo motorista dirigir, pois muita gente tem falado que o Braga, se não é o ideal, é bem melhor que o Bozo. Até aqui Café com Leite.

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado Federal (Marcos Oliveira/Ag. Senado)

Da Coluna Painel de Camila Mattoso na Folha de S.Paulo.

(…)

 Jair Bolsonaro foi descrito pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em conversas reservadas nesta segunda (6), como o motorista de um caminhão em alta velocidade em direção a um muro, e que mesmo alertado de que vai bater, não para. A imagem foi usada em referência à guerra fria travada com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Para observadores, a cada nova ameaça de demissão não cumprida, é Bolsonaro que se desgasta e passa a imagem de fraqueza.

(…) Fonte DCM.

Maior infectologista dos EUA faz alerta: “época pré-coronavírus pode nunca mais voltar”


Segundo Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, “se voltar à normalidade significa que viver como se nada disso tivesse acontecido, creio que não será possível tão cedo, ou talvez nunca”

O infectologista estadunidense Anthony Fauci (foto: Go Local)
Em entrevista coletiva com meios estadunidenses, o infectologista Anthony Fauci, figura de maior prestígio nessa área em seu país, afirmou os Estados Unidos e o mundo inteiro talvez jamais voltarão a viver o mundo como ele era antes da pandemia de covid-19.

“Voltar ao mundo como ele era antes do coronavírus não será possível enquanto a ameaça exista, sem vacina e tratamentos eficazes, sem que toda a população esteja protegida”, afirmou o cientista.

No entanto, Fauci também esclarece que “tampouco estou dizendo que o que vivemos agora poderá ser repetido. Esta pandemia deve nos ensinar a estar permanentemente buscando soluções e antecipando as próximas, para poder reagir antes de chegar a este estágio”.

Logo, completo: “em um período de tempo razoável, obteremos uma boa vacina, até lá, não se pode reivindicar uma vitória prematuramente. As medidas de mitigação adotadas em Nova York estão funcionando e devem ser adotadas também em outros estados”.

Fonte Revista Forum

Amargosa, Ibicuí, Cruz das Almas e outras sete cidades cancelam São João


Municípios chegaram hoje a um acordo; além deles, Conceição do Almeida e Vitória da Conquista já haviam cancelado as festas

[Amargosa, Ibicuí, Cruz das Almas e outras sete cidades cancelam São João]
Foto : Mateus Pereira/GOVBA

As prefeituras de pelo menos 12 cidades baianas decidiram cancelar suas tradicionais festas de São João 2020 em meio à pandemia do novo coronavírus. Além dos municípios de Conceição do Almeida e Vitória da Conquista, que anunciaram os cancelamentos no mês passado, outras 10 cidades assinaram hoje (6) um termo conjunto de não realização dos seus eventos.

As prefeituras de Amargosa, Ibicuí, Senhor do Bonfim, Irecê, Miguel Calmon, Seabra, Itaberaba, Piritiba, Cruz das Almas e Santo Antônio de Jesus entraram em acordo de cancelamento. Os municípios são conhecidos por suas grandes festas.

“Somos um dos maiores festejos juninos da região e precisamos dar o exemplo, além de termos a responsabilidade no combate à propagação do vírus, por isso entendemos que a única forma de evitar aglomerações, como determina a Organização Mundial de Saúde, é o cancelamento da festa este ano”, afirma o prefeito de Ibicuí, Marcos Galvão.

Estudo de Harvard alerta para grave impacto da pandemia no Brasil


Especialistas  alertam que faltarão UTIs no país já neste mês de abril. Estudo foi solicitado pelo próprio Ministério da Saúde brasileiro para avaliar impactos no sistema público. A pesquisa apontou as medidas que precisam ser adotadas pelo governo Bolsonaro

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Imagem: Cadu Rolim/Fotoarena//Estadão Conteúdo

 

 

Um estudo feito por especialistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, aponta que o Brasil terá falta de UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo), leitos e ventiladores mecânicos nas principais capitais já neste mês de abril por conta da epidemia de coronavírus.

A pesquisa foi elaborada a pedido do Ministério da Saúde brasileiro, informou o secretário de Vigilância Sanitária, Wanderson de Oliveira. O estudo sugere ainda que o governo federal tome o controle dos hospitais privados para minimizar os problemas de atendidos.

Durante entrevista coletiva hoje, Oliveira confirmou que a análise foi encomendada para analisar os impactos do coronavírus no sistema de saúde brasileiro e que foram considerados diversos cenários de propagação da pandemia pelo Brasil. Ele disse que não sabia que o estudo seria publicado.

Os autores concluem que o país terá problemas com os equipamentos mais críticos para tratamento da doença já neste mês. Eles detalham inclusive previsões de data para que isso ocorra nas cidades em diferentes cenários de propagação da doença.

Em todos elas, é estimado que nove capitais — São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Brasília, Fortaleza e Manaus — terão problemas com leitos, unidades intensivas e ventiladores mecânicos.

“Nossos cenários simulados mostram que os serviços de hospitais podem experimentar falta de leitos, unidades intensivas e ventiladores para as macrorregiões tão cedo quanto abril”, diz o texto, em que é ressaltado que o caso mais problemático será o das unidades de tratamento intensivo.

O estudo de Harvard também indica que a oferta de leitos e unidades intensivas pelo SUS é desigual entre as regiões. E ressalta que, para retardar a falta de equipamentos, tem de haver compartilhamento nas áreas públicas e privadas: “Uma alternativa para aliviar isso temporariamente é colocar todos os hospitais privados no controle do Estado, como adotado pela Espanha”.

Pela descrição do documento, a epidemia deve exacerbar as desigualdades “se os que confiam só no SUS forem atingidos mais fortemente”.

Há uma preocupação manifestada com a dificuldade de executar o isolamento social em comunidades mais carentes por causa das características das moradias e da proximidade entre as pessoas. A avaliação do estudo é de que, nestas condições, a transmissão, pode ser mais rápida.

Apesar dos problemas apontados, o estudo conclui que o Brasil tem uma posição única para enfrentar a covid-19 por ter um sistema único de saúde e poder aprender com erros e sucessos de outros países. Mas ressalta que, para isso, entre outros fatores, o combate à epidemia “requer uma mensagem unida das lideranças do país em vários níveis: federal, estadual e municipal”.

Escassez de respiradores mecânicos

Segundo o Ministério da Saúde, 33% dos municípios brasileiros têm, no máximo, dez respiradores mecânicos nos hospitais públicos e privados. O equipamento é essencial para garantir a sobrevivência de pacientes com quadros severos da Covid-19.

Atualmente, há 65.411 ventiladores mecânicos no país, sendo que 46.663 estão no Sistema Único de Saúde (SUS). Do total, 3.639 encontram-se em manutenção ou ainda não foram instalados. Não é viável prever, com exatidão, de quantos aparelhos o Brasil necessitará nas próximas semanas — dependerá do número de contaminações. Mas é possível dizer que a distribuição dos respiradores é desigual.

Não há cidades sem nenhum equipamento. Mas, em 861 municípios, existe apenas um ventilador mecânico disponível. A maior parte dos respiradores está nas capitais: elas concentram 47% do total de aparelhos. São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife — as cinco capitais com maior quantidade absoluta — possuem 26% dos respiradores do Brasil.Do PragmatismoPolítico

Morre vítima de coronavírus técnica em enfermagem que fez campanha por isolamento


A técnica em enfermagem Adelita Ribeiro da Silva, 38, morreu em Goiás com o diagnóstico do novo coronavírus.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, ela havia sido internada em uma Unidade de Terapia Intensiva do Hospital do Coração de Goiânia no dia 30 de março, três dias após o seu último plantão. O teste cujo resultado foi positivo para a Covid-19 saiu na sexta (3). O óbito de Adelita foi atestado na manhã de sábado (4).
A técnica em enfermagem atuava na linha de frente do enfrentamento ao novo coronavírus em um hospital particular de Goiânia e chegou a participar de campanha defendendo o isolamento social.
Também era servidora da rede municipal de saúde de Goiânia e também trabalhava em um laboratório que presta serviços ao Hospital do Coração.
Uma foto que viralizou nas redes sociais mostra Adelita ao lado de outros profissionais de saúde pedindo para as pessoas ficarem em casa. “Estamos aqui por vocês. Fiquem em casa por nós”, dizia a mensagem.
Ainda de acordo com a Folha, Adelita e não tinha nenhuma outra doença que a colocasse em grupo de risco.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou em uma rede social que a técnica em enfermagem foi “uma heroína que perdeu a vida para salvar vidas”.
“Adelita não tinha nenhuma comorbidade e perdeu a vida diante de um vírus que mata, independentemente de idade. Gente, vamos seguir orientações. Fiquem em casa. Pensem e respeitem o próximo”, disse o governador.
A morte da técnica em enfermagem foi o terceiro óbito por Covid-19 em Goiás, que possui 115 casos confirmados da doença.
Fonte: Bahia.Ba