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Ex-globais criam programa para criticar JN


Jornalistas farão comentários diários sobre o telejornal

Reprodução/Jornal Nacional

Apresentado por Chico Malfitan e com participação de Alberto Villas, ex-editor do Jornal da Globo, e Alcides Moreno, entrou no ar nesta terça-feira (1) pelo Nocaute, do escritor Fernando Morais, o programa O Outro Lado do JN. O objetivo do conteúdo veiculado pelo Youtube é mostrar a parcialidade do telejornal da Rede Globo em temas importantes do país.

Nessa primeira edição o programa tocou em quatro assuntos veiculados em matérias do JN desta terça-feira. A tragédia de Brumadinho, o pedido de relaxamento da pena do ex-presidente Lula, a liberação de verba pelo Ministério da Educação e o processo de impeachment de Donald Trump foram analisados pelo jornalistas.

O Outro Lado do Jornal Nacional entrará no ar sempre após o término da atração da Globo.

Na verdade, o que muita gente que pensa e que tem lógica na cabeça já sabe há muitos anos, é que o Jornal Nacional, considerado o grande jornal televisivo, foi um aliado dos EUA, na questão prender o Lula, com um único objetivo, não ser presidente da república, e, pasmem, pelo fato dele ter enxergado o povo pobre como um ser humano como outro qualquer e ter colocado tal classe no orçamento da união. Ou seja: passaram a ser consumidores, o que fez naturalmente os supermercados pequenos, bem como outro segmento de negócios, virarem gigantes. Os EUA não querem isso e a Globo foi a parceira, juntamente com o Moro, para prender um ex-presidente que saiu do segundo mandato com 87% de aprovação, mas, com o poder gigante  da emissora Globo, foi plantado de forma criminosa uma coisa chamada ódio nos corações de boa parte dos brasileiros, que terminou acreditando. A gora a corda começa a quebrar do lado que supostamente era mais forte, mas que na verdade é mais fraca, pois a mentira sempre é mais fraca que a verdade.

Agora, para não darem o braço a torcer, estão colocando dentro de uma bandeja a semi liberdade de Lula, mas ele, o Lula, já avisou que “ou liberdade plena ou me deixem aqui”.

Agora os jornalistas demitidos da gigante Globo, que começa desmoronar, estão abrindo a boca.

Fonte Forum, mas os dois últimos parágrafos foram do Café com Leite.

Maracás, Planaltino e Jaguaquara tiveram academias fechadas por fiscais


De acordo a matéria  do portal Mídia Bahia, 12 academias das cidades de de Jaguaquara, Maracás e Planaltino foram fechadas após operação de fiscalização feita em conjunto entre o Conselho Regional de Educação Física da Bahia (CREF13/BA), a Vigilância Sanitária e o Núcleo Regional de Saúde, no período de 23 a 27 de setembro. A  fiscalização ainda flagrou quatro pessoas em exercício ilegal da profissão.

De acordo com o CREF13 os principais problemas identificados pelos agentes foram a ausência de supervisão de um Profissional de Educação Física nos estabelecimentos esportivos, a falta de registro das academias no CREF, além de estagiários sem contrato e profissionais em desvio de área.

Jaguaquara foi a cidade com o maior número de estabelecimentos fechados com um total de seis academias e um estabelecimento de Cross Training. Foram alvo da operação a Universitária Gold, Star Fitness,  Sport Fitness, Strondow, Cross Movie, Top Fitness e Sol Fit. Ainda em Jaguaquara, quatro profissionais foram flagrados em desvio de área.

Em Planaltino duas academias foram interditadas, a Espaço Fitness e outra que o nome não foi divulgado, e uma pessoa foi flagrada no exercício ilegal da profissão.

Na cidade de Maracás os estabelecimentos fechados foram três: Menina Mulher, Saúde Fitness e Academia de musculação MM. Na cidade três pessoas foram identificadas no exercício ilegal da profissão.

O Conselho Regional de Educação Física da Bahia informou  que as academias devem ter ao menos um profissional formado em Educação Física e apto para a função.

Fonte Mídia Bahia.

Livro de Janot pode anular ‘processo do triplex’ desde a origem. Leia o trecho-chave


Reportagem do jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, destaca um trecho importantíssimo do livro do ex-PGR, que traz conversas dos procuradores Deltan Dallagnoll e Januário Paludo de setembro de 2016, quando foram procurar Rodrigo Janot para tentar forçá-lo a antecipar denúncia por organização criminosa contra o PT, a fim de sustentar a denúncia contra o ex-presidente Lula.

Por Fernando Brito, do Tijolaço – O livro do ex-procurador geral da República Rodrigo Janot, escrito através de depoimentos aos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin, que já circula em pdf pela internet tem material suficiente para anular, desde o início, a ação penal que resultou na condenação de Lula no processo do triplex que lhe foi “atribuído” no Guarujá.

Desde o início, mesmo, porque a denúncia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro não tinha sustentação, nas palavras dos procuradores Deltan Dallagnoll e Januário Paludo em setembro de 2016, quando foram procurar o ex-PGR para dar-lhe uma “chave de galão” e forçarem-no a antecipar a denúncia por organização criminosa contra o PT.

Leia como é clara a narrativa de Janot:

“Precisamos que você [Janot] inverta a ordem das denúncias e coloque a do PT primeiro”, disse Dallagnol, logo no início da reunião.(…)

“Não, eu não vou inverter. Vou seguir o meu critério. A que estiver mais evoluída vai na frente. Não tem razão para eu mudar essa ordem. Por que eu deveria fazer isso?”, respondi.

Paludo disse, então, que eu teria que denunciar o PT e Lula logo, porque, se não fosse assim, a denúncia apresentada por eles contra o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro ficaria descoberta. Pela lei, a acusação por lavagem depende de um crime antecedente, no caso, organização criminosa. Ou seja, eu teria que acusar o ex-presidente e outros políticos do PT com foro no Supremo Tribunal Federal em Brasília para dar lastro à denúncia apresentada por eles ao juiz Sergio Moro em Curitiba. Isso era o que daria a base jurídica para o crime de lavagem imputado a Lula.

“Sem a sua denúncia, a gente perde o crime por lavagem”, disse o procurador.(…)

O problema era delicado. Na fase inicial das investigações sobre Lula e o triplex, eu pedira ao ministro Teori Zavascki o compartilhamento dos documentos obtidos no nosso inquérito sobre organização criminosa relacionada ao PT com a força-tarefa. Eles haviam me pedido para ter acesso ao material e eu prontamente atendera. Na decisão, o ministro deixara bem claro que eles poderiam usar os documentos, mas não poderiam tratar de organização criminosa, porque o caso já era alvo de um inquérito no STF, o qual tinha como relator o próprio Teori Zavascki e cujas investigações eram conduzidas por mim.

Ora, e o que Dallagnol fez? Sem qualquer consulta prévia a mim ou à minha equipe, acusou Lula de lavar dinheiro desviado de uma organização criminosa por ele chefiada. Lula era o “grande general” , o “comandante máximo da organização criminosa”, como o procurador dizia na entrevista coletiva convocada para explicar, diante de um PowerPoint, a denúncia contra o ex-presidente. No PowerPoint, tudo convergia para Lula, que seria chefe de uma organização criminosa formada por deputados, senadores e outros políticos com foro no STF.

“Se você não fizer a denúncia, a gente perde a lavagem”, reforçou Dallagnol, logo depois da fala de Paludo.

“Eu não vou fazer isso!”, repeti.

Resumindo: foram usadas para sustentar a denúncia indícios cuja utilização estava proibida por um ministro do STF, o que era absolutamente sabido pelo Ministério Público.

É por isso que Zavascki, dias depois, em sessão da 2a. Turma do STF, disse que havia uma “espetacularização” na denúncia:

“Nós todos tivemos a oportunidade de verificar há poucos dias um espetáculo midiático muito forte de divulgação, se fez lá em Curitiba, não com a participação do juiz, mas do Ministério Público, da Polícia Federal, se deu notícia sobre organização criminosa, colocando o presidente Lula como líder dessa organização criminosa, dando a impressão, sim, de que se estaria investigando essa organização criminosa (em Curitiba)”, comentou o ministro.

Dois meses depois, o ministro morreria.

A nulidade do processo, agora, não cuida da parcialidade do juiz Sergio Moro, mas da inépcia da denúncia, primeiro passo da ação penal.

Nem as provas dependem de diálogos obtidos por “hackers”.

A Lava Jato desmorona rapidamente.

 

 

Pedreiro enfrenta preconceito e aprende balé para ajudar filhas autistas


Foto: reprodução Correio
Foto: reprodução Correio

Um pedreiro, morador de Feira de Santana, na Bahia está aprendendo a dançar balé para ajudar as filhas, que são autistas.

Desde março, Joilson Santos, 54 anos divide o tempo entre as obras e o estúdio de balé, no Centro Cultural Maestro Miro.

A família vai do bairro de Viveiros em direção ao espaço, no bairro de Muchila. A região onde vive é a terceira mais pobre da cidade. O rendimento médio dos moradores é de R$ 754, menos da metade do resto do município, segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Joilson, a esposa Jaqueline e as duas filhas, Isabele e Iasmim fazem aulas com outras 8 crianças também diagnosticadas com autismo.

A dança faz parte de um método de tratamento, o Ballet Azul, cor utilizada para representar o autismo.

Não tem sapatilha

Joilson, que é o único homem, calça uma meia preta para substituir a falta de uma sapatilha.

“Onde que eu imaginava que ia fazer isso?”, brinca.

O pedreiro aprende os passos aos poucos. Quando a filha erra um movimento, o pai tenta corrigi-la, mostra como se faz. Os nomes franceses das posições também são um desafio.

“Quando que imaginei que meu marido, bruto desse jeito, ia dançar balé?“, brinca Jaqueline.

Os pais ainda estão em busca de uma escola na cidade que receba as meninas.

Apresentação 

O pedreiro já participou de uma apresentação junto com as meninas e a plateia não tirava os olhos dele, já que era o único pai dançando.

“Ele é muito tranquilo. É o comportamento de quem sabe o que está fazendo, o que se deve fazer, sem nenhum afetamento, nenhuma exibição”, diz o diretor de atividades culturais, Luiz Augusto Oliveira.

A notícia da apresentação de Joilson ao lado das filhas logo se espalhou pela vizinhança do bairro.

Preconceito

Na manhã do dia seguinte, a família ouviu do lado de fora da casa uma voz gritando para que “ele virasse homem”.

“Não gosto nem de falar sobre isso. Já falaram muita coisa feia para a gente”, lembra Jaqueline.

O irmão Juaci Salomé, de 50 anos, foi outro que provocou: “Tá fazendo balé agora, Joilson?”.

Até então, o mais velho dos sete filhos da família era um homem reservado, “rústico”, nas palavras do irmão. “Achei estranho, ele é o mais rústico da família. Mas vi depois que ele tem sensibilidade a ponto de aprender até balé para ajudar as filhas”, disse Juaci.

No trabalho, os colegas também começaram a fazer chacota. “Quer dizer que você é bruto aqui, mas lá é mansinho”, repete, Joilson, em tom de brincadeira.

Mas hoje, ele não dá mais importância. “Aqui é discriminação de tudo”, resiste o pedreiro.

Projeto gratuito

Esta é a primeira turma do Ballet Azul e é também a primeira vez que se tem registro de aulas de balé para pessoas autistas com acompanhamento dos pais, no Brasil.

“Percebi que os pais seriam grandes mentores. Comecei a pedir que eles repassassem tudo que era ensinado aqui. Vi que começaram a interagir bem mais”, explica o professor Adauto Silva.

As aulas gratuitas são do projeto Arte de Viver, mantido pela Prefeitura de Feira de Santana, e aberto a doações.

O Ballet Azul Foto: reprodução Correio

O Ballet Azul Foto: reprodução Correio

A família reunida com as duas filhas Foto: reprodução Correio

A família reunida com as duas filhas Foto: reprodução Correio

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Com informações do Correio da Bahia

Jitaúna: Justiça absolve ex-prefeito e cunhada de denúncia de improbidade administrativa


A cunhada do ex-gestor foi denunciada pelo MPF de ser funcionária fantasma na prefeitura

[Jitaúna: Justiça absolve ex-prefeito e cunhada de denúncia de improbidade administrativa]
Foto : Reprodução/Google Street View

A juíza federal Karine Costa Carlos Rhem da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF), Subseção Judiciária de Jequié, recusou a ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) que acusou o ex-prefeito Edson Silva Souza (PT), de Jitaúna, no Centro-Sul baiano, e a cunhada dele, Rosângela Lima da Nóbrega, de improbidade administrativa.

O MPF argumentou que Rosângela teria recebido a remuneração referente ao cargo de professora, no período de 2013 a 2016, mas não prestou o serviço, e ressaltou que não foram localizados pela atual gestão os registros que comprovem sua lotação e frequência.

Ainda de acordo com o MPF, ela é professora do estado da Bahia, com carga horária de 40 horas, sendo inviável a acumulação de mais 40 horas no município, sendo beneficiada pelo ex- gestor por ser cunhada dele. O MPF pediu ainda o bloqueio de R$ 318.372,28.

No entanto, a cunhada do prefeito justificou que a nomeação foi revogada cinco meses depois da nomeação. “Embora não se conheça os motivos dessa revogação, tendo em vista o fato do vínculo familiar ser relativamente distante (apenas colateral por afinidade), é plenamente compreensível que no ato de nomeação tenha havido equívoco do gestor quanto à interpretação da Súmula Vinculante n. 13 do STF, o qual foi reparado em prazo razoavelmente curto, não sendo possível concluir pela existência de ato de improbidade administrativa”, argumenta a magistrada.

A juíza entendeu ainda que Rosângela comprovou que durante aquele período esteve lotada e efetivamente exerceu atividades em conselhos e comitês relacionados ao planejamento estratégico da educação do município. “Fato do qual não se vislumbra qualquer irregularidade, haja vista que a Resolução n. 01/2008 do Conselho Nacional de Educação prevê como profissionais do magistério aqueles vinculados ao exercício de atividades de planejamento, inspeção ou supervisão, dentre outras”.Com informações do Metro1.

 

Maracás: Veja como o povo está avaliando os possíveis candidatos a prefeito


Nos bares, nas esquinas, nas calçadas e nos becos já se cogita nomes para concorrer a única vaga mais desejada por muitos, ser prefeito.

A imagem pode conter: 6 pessoas, incluindo Soya Novaes, Nelson Portela e Samuel Maracas, pessoas sorrindo, texto

Por Walter Salles: O café com Leite tem levantado algumas opiniões da população maracaense, sobretudo a classe que está mais antenada nos bastidores da política, que são os donos de oficinas, frequentadores de pizzarias, pessoas em salões de beleza, nas ruas, nos becos, nas esquinas e as opiniões se divergem. Aqui não é uma matéria de entrevista com os possíveis candidatos, mas sim uma matéria, como foi dito, um levantamento, por alto, de como anda os nomes na opinião do povo. Também não é uma pesquisa.

Aqui não se trata de ponto de vista do jornalista Walter Salles, mas sim do povo.  Então vamos às opiniões: uns acreditam que se não houver racha como aconteceu na última campanha entre os dois ex-prefeitos Nelson e Paulo, será uma chapa dura, com qualquer um dos nomes e possivelmente muito difícil de ser abatida. Nesse caso, as opiniões, entre quem seria o candidato, se dividem, mas o que se sabe é que é uma chapa forte e que não seria o caso de um ser vice do outro não. Seria um apoiar o outro sendo o vice vindo pra acrescentar.

O nome de Samuel do supermercado Maracás também surge e muita gente acha que seria bom ele ter a chance de governar o município, uma vez que é considerado uma pessoa de nome limpo e que está sempre no meio dos bastidores em prol de uma Maracás forte.

Nesse caso aí, as opiniões não unânime, mas com grande número com a mesma opinião, que seria o Samuel ser vice do Nelson e com o apoio de Paulo que tem grande respaldo.

O atual prefeito Soya, também está na boca do povo, porém com uma grande rejeição. Muita gente anda falando que ele começa a melhorar os trabalhos para que tenha chance de voto para uma reeleição. Nesse caso, como eu disse, não é o Café com Leite que vai julgar o seu trabalho como prefeito, mas sim o povo maracaense. O que se mais fala por aí, é que o que mais lhe prejudicou não são setores como Educação e Saúde, mas sim a limpeza da cidade que continua a desejar.

E o Fábio Pena? Bom, o Fábio fez um grande trabalho para o deputado Zé Cocá, mas, de acordo a opinião pública, não é bom ele se avaliar como político, na campanha de Zé Cocá, pois o Zé, como todo mundo fala, foi mais leve que empurrar um fusca sem motor ladeira a baixo. Ou seja: ele por si só carregou grande parte da sua campanha em Maracás. Mas o Penna não deixa de ser um grande nome para concorrer à prefeitura de Maracás.

Temos ainda outro nome, que a sua foto não está aí, mas é um nome que pode decolar, tanto pra sair numa possível cabeça de chapa, como pode ser um grande apoiador, que é o grande Peixoto da Conserv. Peixoto tem demonstrado que entende de administração e, naturalmente que como prefeito da cidade pode sim dar uma grande contribuição. Há alguns meses, numa conversa informal bastante informal, Peixoto disse para o Café com Leite, que deseja ver uma Maracás grande e forte, porém não tinha pretensão de ser prefeito. Bom o que se sabe é que muitas  águas ainda vão rolar por baixo da ponte até chegar a uma definição e o Peixoto pode sim vir a ser candidato.

Ainda temos mais um nome, que é o professor Flávio Guimarães Fau, que na eleição passada foi candidato. Não se pode dizer que o professor é um nome forte ou fraco, mas sim um nome inteligente e técnico, que tem vontade de fazer Maracás avançar de forma bastante consistente e segura, para que haja uma permanência e, principalmente, com  um povo com uma cabeça mais aberta. Nesse caso, quem quiser uma administração voltada para o ser humano, no sentido de ter uma conscientização das coisas, está aí a opção. O que o povo tem comentado, é que vários setores iam ganhar muito com o Fau, mas em especial a Educação.

É isso aí!! Logo chega o dia das eleições e  uma das dupla vai ser vencedora. O importante é que todos, tanto candidato como eleitores, sejam civilizados para que Maracás tenha uma campanha de paz.

 

Em livro, Janot revela esforço de Dallagnol para enganar STF e perseguir Lula


No livro sobre os bastidores de sua passagem à frente da PGR, Rodrigo Janot revela reunião tensa com procuradores da Lava Jato, que o pressionavam para denunciar Lula a todo custo. “Eles queriam que eu denunciasse imediatamente o ex-presidente Lula por organização criminosa, nem que para isso tivesse que deixar em segundo plano outras denúncias”

Do PT no Senado – O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot confessou no livro “Nada menos que tudo”, onde relata histórias de sua passagem pela chefia do Ministério Público Federal, que em setembro de 2016 foi procurado pelo chefe da Lava Jato, Deltan Dallagnol, e outros integrantes da República de Curitiba com o objetivo de pressioná-lo a dar prioridade nas denúncias contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele conta que se negou a atender ao pedido porque não poderia desobedecer a uma decisão anterior do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, que morreria depois, num acidente trágico de avião em 19 de janeiro de 2017.

Segundo Janot, Dallagnol e outros integrantes da Lava Jato – os procuradores Januário Paludo, Roberson Pozzobon, Antônio Carlos Welter e Júlio Carlos Motta Noronha – o pressionaram a oferecer denúncia contra Lula por organização criminosa pouco depois deles terem acusado formalmente o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Antes, durante a fase inicial do caso do tríplex, Teori havia autorizado o uso de documentos obtidos no inquérito sobre organização criminosa relacionada ao PT com a força-tarefa.

“Eles haviam me pedido para ter acesso ao material e eu prontamente atendera. Na decisão, o ministro deixara bem claro que eles poderiam usar os documentos, mas não poderiam tratar de organização criminosa, porque o caso já era alvo de um inquérito no STF, o qual tinha como relator o próprio Teori Zavascki e cujas investigações eram conduzidas por mim”, conta Janot. Os procuradores ignoraram a decisão do ministro do STF e, no famoso power point apresentado à imprensa com alarde colocaram Lula no centro da organização criminosa, conforme o desejo de Deltan Dallagnol, mesmo diante de frágeis evidências.

A revelação de Janot reforça as denúncias da Vaza Jato, trazidas à tona pelo site The Intercept Brasil e outros veículos da grande imprensa, de que os procuradores montaram um conluio junto com ex-juiz Sérgio Moro para condenar Lula no caso do tríplex do Guarujá. Nos autos do processo, não havia provas e nem evidências apontando que o imóvel pertencia a Lula e teria sido entregue pela OAS como parte de uma propina oferecida pela empreiteira. A delação do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro foi sendo moldada à medida que os procuradores o pressionavam a confessar para obter o benefício da redução da pena. Com idas e vindas, até que o delator incluísse Lula, mesmo sem nada que mostrasse em que o ex-presidente teria beneficiado a empreiteira para receber em troca o apartamento como favorecimento da construtora. Lula acabou condenado por Sérgio Moro por “fato indeterminado”.

“Eles queriam que eu denunciasse imediatamente o ex-presidente Lula por organização criminosa, nem que para isso tivesse que deixar em segundo plano outras denúncias em estágio mais avançado”, relata Janot no capítulo 15 do seu livro. “‘Precisamos que você inverta a ordem das denúncias e coloque a do PT primeiro’, disse Dallagnol, logo no início da reunião”. No livro, o ex-procurador rechaçou o pedido: “‘Não, eu não vou inverter. Vou seguir o meu critério. A que estiver mais evoluída vai na frente. Não tem razão para eu mudar essa ordem. Por que eu deveria fazer isso?’, respondi”.

Paludo disse, então, que Janot teria que denunciar o PT e Lula logo. Isso porque, se não tomasse tal decisão, a denúncia apresentada pela força-tarefa contra o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro ficaria descoberta. “Pela lei, a acusação por lavagem depende de um crime antecedente, no caso, organização criminosa”, conta o ex-procurador-geral. “Ou seja, eu teria que acusar o ex-presidente e outros políticos do PT com foro no Supremo Tribunal Federal em Brasília para dar lastro à denúncia apresentada por eles ao juiz Sergio Moro em Curitiba. Isso era o que daria a base jurídica para o crime de lavagem imputado a Lula”.

Rodrigo Janot relata: “Ora, e o que Dallagnol fez? Sem qualquer consulta prévia a mim ou à minha equipe, acusou Lula de lavar dinheiro desviado de uma organização criminosa por ele chefiada. Lula era o ‘grande general’, o ‘comandante máximo da organização criminosa’, como o procurador dizia na entrevista coletiva convocada para explicar, diante de um PowerPoint, a denúncia contra o ex-presidente. No PowerPoint, tudo convergia para Lula, que seria chefe de uma organização criminosa formada por deputados, senadores e outros políticos com foro no STF”.

Em 15 de setembro, Dallagnol deu a famosa coletiva em que não aponta provas, mas externa suas convicções. “Provas são pedaços da realidade, que geram convicção sobre um determinado fato ou hipótese. Todas essas informações e todas essas provas analisadas como num quebra-cabeça permitem formar seguramente, formar seguramente a figura de Lula no comando do esquema criminoso identificado na Lava Jato”, disse o chefe da força-tarefa da Lava Jato. Na mesma entrevista, Pozzebon confirmou: “Precisamos dizer desde já que, em se tratando da lavagem de dinheiro, ou seja, em se tratando de uma tentativa de manter as aparências de licitude, não teremos aqui provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário no papel do apartamento”.

A tensa reunião é descrita pelo ex-procurador-geral com diálogos duros trocados entre os colegas de Ministério Público. “‘Se você não fizer a denúncia, a gente perde a lavagem’, reforçou Dallagnol, logo depois da fala de Paludo. ‘Eu não vou fazer isso!’, repeti. ‘Você está querendo interferir no nosso trabalho!’, exclamou Dallagnol, aparentemente irritado. ‘Eu não quero interferir no trabalho de vocês. Ao que parece, vocês é que querem interferir no meu. Quando houve o compartilhamento da prova, o ministro Teori excluiu expressamente a possibilidade de vocês investigarem e denunciarem o Lula por crime de organização criminosa, que seguia no Supremo. E vocês fizeram isso. Vocês desobedeceram à ordem do ministro e colocaram como crime precedente organização criminosa. Eu não tenho o que fazer com isso’, eu disse”.

Fonte 247.

 

 

Lula diz não a Dallagnol e sua turma; leia carta do presidente. “Ou liberdade Plena ou me deixem aqui”


Por Walter Salles: Acontece que boa parte da população brasileira acredita que o ex-presidente realmente é tudo que a Globo enfiou “goela” a baixo, sem ao menos procurar saber a realidade dos fatos. Depois de muito tempo, já passando de um ano e meio com o Lula preso, a verdade começa a vir a tona e querem a qualquer custo, convencer o Lula de aceitar o regime aberto. O que acontece é que, no ponto de vista do Lula, se ele não cometeu crime algum, de maneira alguma não pode aceitar esse ou aquele regime, assim como não aceitou ir para uma embaixada do Brasil em outro país para fugir da prisão, como aconselharam, inclusive o Ciro Gomes. Ele se entregou e disse que ia ficar preso para provar a farsa que estava acontecendo no país e o dia está chegando.
Mas, no entanto do entretanto, os procuradores querem, mais uma vez, ludibriar e colocar o ex-presidente no semi-aberto, aí, termina o proibindo de fazer política, bem como seria uma forma do Lula admitir que errou e a situação ficar ainda pior. Então, como ele tem dito desde o começo: “eu não faço negócio com a minha dignidade. Se provarem que eu tenho culpa dos crimes que me acusaram, me deixem preso aqui. Mas se não conseguirem, como de fato não vão, até porque eu estou preso pra não ser presidente, então quero a minha liberdade plena”. É o que tem dito o Lula e, acontecendo isto, certamente ele entrará com um processo contra o governo e contra os que o acusaram de tais crimes. A verdade é que muitas águas ainda vão rolar por baixo e por cima da ponte, pois os indicadores mostram que a tempestade que vem por aí vai ser forte e devastadora. Até aqui Café com leite Notícias. Veja a carta que o Lula escreveu para o povo e que está sendo publicada em várias mídias do Brasil e exterior.
  

Em carta destinada à população, divulgada pelo site oficial de Lula nesta segunda-feira (30), o ex-presidente mandou um recado para o procurador Deltan Dallagnol e reafirmou que não aceitará deixar a prisão para ir ao regime semiaberto, que está sendo peticionado à Justiça pela operação Lava Jato.

De acordo com o petista, “tudo o que os procuradores da Lava Jato realmente deveriam fazer é pedir desculpas ao povo brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família pelo mal que fizeram à democracia, à justiça e ao país”.

“Não troco minha dignidade pela minha liberdade”, repetiu o ex-presidente, reforçando ainda que cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) rever o seu processo.

Leia a íntegra.

Ao Povo Brasileiro

Não troco minha dignidade pela minha Liberdade.

Tudo que os procuradores da Lava Jato realmente deveriam fazer é pedir desculpas ao Povo Brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família, pelo mal que fizeram à Democracia, à Justiça e ao país.
Quero que saibam que não aceito barganhar meus direitos e minha Liberdade.

Já demonstrei que são falsas as acusações que me fizeram. São eles e não eu que estão presos as mentiras que contaram ao Brasil e ao Mundo.

Diante das arbitrariedades cometidas pelos Procuradores e por Sergio Moro, cabe agora a Suprema Corte corrigir o que está errado, para que aja justiça independente e imparcial. Como é devido a todo cidadão.

Tenho plena consciência das decisões que tomei neste processo e não descansarei enquanto a verdade e a Justiça não voltarem a prevalecer.

Curitiba, 30/09/2019
Luis Inácio Lula da Silva

Com informação da Fórum.

Transformamos pobres em consumidores e não em cidadãos, diz Mujica


José Mujica
Mujica vive nova fase de projeção internacional graças a dois filmes em cartaz nos EUA: um aborda seu período na guerrilheira e o outro, após a Presidência

Em entrevista à BBC News Brasil, o ex-presidente do Uruguai José Mujica reforça uma admissão de culpa sobre o que considera ter sido uma falha dos governos de esquerda na América Latina.

“Conseguimos, até certo ponto, ajudar essa gente (pobres) a se tornar bons consumidores. Mas não conseguimos transformá-los em cidadãos”, diz ele em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Mujica estava na cidade por causa de dois filmes que retratam momentos de sua vida: o longa de ficção A Noite de 12 Anos, do uruguaio Álvaro Brechner, e o documentário El Pepe,Una Vida Suprema, do sérvio Emir Kusturica.

José Mujica, ex-presidente do Uruguai
Direito de imagemEPA

 

Mujica se aposentou no Senado para se dedicar mais a sua fazenda

O primeiro, pré-selecionado pelo Uruguai na disputa por uma indicação ao Oscar de filme estrangeiro, acompanha a militância do ex-presidente e de companheiros nos anos 1970 na guerrilha urbana Tupamaros. O segundo foca em sua vida pessoal e em suas ideias. As filmagens de Emir Kusturica começaram em 2014, durante os últimos dias de sua presidência.

Questionado sobre sua opinião em relação ao novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, Mujica diz acreditar que “talvez as promessas sejam piores do que a realidade” e aventa dificuldades no governo do capitão reformado.

 

Atleta desiste da prova pra amparar adversário que se machucou: vídeo


Braima Dadó ampara Jonathan Busby - Foto: Michael Steele / Getty Images

Braima Dadó ampara Jonathan Busby – Foto: Michael Steele / Getty Images

 

Um atleta da Guiné Bissau deu um show de solidariedade e compaixão nesta sexta, 27, ao desistir da prova para amparar um adversário que se machucou.

Braima Dadó e Jonathan Busby cruzaram a linha de chegada juntos em último lugar e acabaram eliminados do Mundial de Atletismo de Doha.

Dadó abdicou da chance de finalizar a prova dos 5 mil metros para amparar Jonathan Busby, de Aruba, que teve uma lesão no músculo da perna. (vídeo abaixo)

“Eu acho que qualquer um naquela situação teria feito o mesmo”, afirmou Dadó em entrevista.

Aplausos

Apesar de terem sido os últimos a completar a prova – com quatro minutos a mais que o 18º colocado, 18m10s87 – os dois atletas foram ovacionados.

Eles ganharam aplausos de pé de aproximadamente 30 mil pessoas, que estavam presentes no Estádio Khalifa.

Braima Dadó disse em entrevista que pretendia bater seu recorde pessoal, mas quando viu que não seria possível ele decidiu que seria melhor ajudar o concorrente do que passar por ele.

Assista:

Olympic Channel

@olympicchannel

Garota de 14 anos morre após celular explodir no travesseiro


O serviço de emergência chegou a ser acionado, mas a jovem já estava morta quando a equipe chegou

 

Uma adolescente de 14 anos morreu após seu aparelho de celular explodir em cima de seu travesseiro enquanto ela dormia em sua casa no Cazaquistão. O smartphone estava ligado na tomada, segundo a polícia.

O serviço de emergência chegou a ser acionado, mas a jovem já estava morta quando a equipe chegou à sua residência, onde morava com a família.

Foto: reprodução

Identificada como Alua Asetkyzy Abzalbek, ela tinha dormido ouvindo música usando fones de ouvido. Ao ser encontrada, a bateria do telefone, cuja marca não foi divulgada, estava pegando fogo ao lado de sua cabeça. A estudante sofreu graves ferimentos e não resistiu.

De acordo com a polícia, o aparelho explodiu no início da manhã após superaquecer, enquanto carregava.

“Ainda não consigo acreditar”, postou uma amiga em rede social. “Você era a melhor”.

 

Dona Marlúcia, uma mulher que gosta de criança


A Senhora Marlúcia, esposa do amigo Beto do restaurante JG, na cidade de Maracás, disse que se candidatou a uma vaga para trabalhar no Conselho Tutelar, exatamente por enxergar ali uma chance de trabalhar diretamente com algo que ela gosta. A senhora Marlúcia juntamente com seu esposo, já adotaram crianças e criaram, sendo hoje pessoas formadas e podendo repassar para filhos, a educação que receberam dos seus pais adotivos.

A candidata disse que a sua preocupação com as crianças e adolescentes é muito grande e que  com o mundo como está, certamente tem que existir métodos e atenção redobradas, para que elas, as crianças, tenham um mundo melhor.

Muito bom quando uma pessoa se candidata a um cargo pensando em fazer o melhor que puder e nem somente pensando no emprego. No caso da dona Marlúcia, seria o caso de unir o útil ao agradável. Na verdade, são de pessoas com vocação, seja lá em qualquer cargo, que o Brasil precisa. O número da dona Marlúcia é o 04 e o Café com Leite deseja muita sorte para a candidata.

“Só sabem falar de bebida e a namorada que traiu”, diz Milton Nascimento sobre a música brasileira


“A música brasileira tá uma merda”, diz Milton Nascimento. “As letras, então. Meu Deus do céu. Uma porcaria”, declarou o cantor e compositor de 76 anos de idade.

“Não sei se o pessoal ficou mais burro, se não tem vontade [de cantar] sobre amizade ou algo que seja. Só sabem falar de bebida e a namorada que traiu. Ou do namorado que traiu. Sempre traição.

Milton ainda citou os cantores Maria Gadú e de Tiago Iorc, como um dos poucos músicos da nova geração que ele aprecia e lembra: “Criolo também, mas ele não é tão novo.”

Com quase 77 anos, ele diz que o mundo atual não o inspira a compor, mas que nunca vai parar de cantar.

Milton Nascimento é carioca, mas mineiro de coração. Cantor e compositor reconhecido mundialmente como um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira, destacou-se com a canção “Travessia”, de sua autoria em parceria com Fernando Brant, no Festival Internacional da Canção, em 1967. Fonte:Preto no Branco.

 

 

Com mãos e pés algemados, mulher apontada como maior traficante da BA é transferida para o estado após ser presa em SP


Após ser presa em SP, mulher mais procurada pela polícia da BA desembarca em Salvador

A mulher que é apontada como a maior traficante da Bahia foi transferida para Salvador na tarde desta sexta-feira (27), dois dias após ser presa em São Paulo, onde se escondia há cerca de 4 anos com as filhas, que têm 10 e 4 anos.

Conhecida como “Dona Maria”, Jasiane Teixeira, de 31 anos, foi trazida para a capital baiana em um avião do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, sob forte esquema de segurança. A suspeita usava algemas nas mãos e nos pés, além de uma venda nos olhos que se assemelha a óculos, para não saber para onde estava sendo levada. Um vídeo mostra a chegada. [Assista acima]

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Jasiane vai prestar depoimento para agentes do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e, em seguida, será levada para o sistema prisional. No entanto, não foi divulgado se ela vai ficar presa em Salvador.

Jasiane foi capturada na cidade paulista de Biritiba Mirim na quarta-feira (25), seis dias após completar 31 anos. Além de tráfico, a mulher é suspeita de porte de armas e centenas de homicídios na Bahia, incluindo participação na morte de um agente penitenciário – crime do qual foi condenada recentemente.

Jasiane chegou na capital baiana sob forte esquema de segurança — Foto: Alberto Maraux/ SSPJasiane chegou na capital baiana sob forte esquema de segurança — Foto: Alberto Maraux/ SSP

Jasiane chegou na capital baiana sob forte esquema de segurança — Foto: Alberto Maraux/ SSP

O advogado diz que a cliente está sendo responsabilizada pelo histórico criminal do ex-companheiro, que morreu em 2014 em um confronto com policiais. Dona Maria estava com ele na ação, mas conseguiu fugir e era procurada desde então. O homem, identificado como Bruno de Jesus Camilo, é apontado como ex-chefe de uma quadrilha na Bahia e, segundo a polícia, Jasiane ocupou o posto após a morte dele.

“Jasiane não pode ser responsabilizada pelos atos do ex-marido. Ela é inocente. O problema foi o amor bandido. Ela não pode ser apedrejada”, afirmou o advogado Walmiral Marinho.

Ainda segundo o defensor de Jasiane, também é falsa a informação divulgada pela polícia de que a cliente é enteada de um dos traficantes mais antigos da região sudoeste da Bahia, o Antonilton de Jesus Martines, conhecido como Nenzão.

Walmiral Marinho afirma que o padrasto de Jasiane é um desembargador aposentado, que já morreu.

Conhecida como Dona Maria, maior traficante da Bahia chega a Salvador após ser transferida de São Paulo — Foto: Alberto Maraux/ SSPConhecida como Dona Maria, maior traficante da Bahia chega a Salvador após ser transferida de São Paulo — Foto: Alberto Maraux/ SSP

Conhecida como Dona Maria, maior traficante da Bahia chega a Salvador após ser transferida de São Paulo — Foto: Alberto Maraux/ SSP

Jasiane estava com o atual companheiro no momento em que foi presa. Segundo a polícia, quando foi abordada, a suspeita chegava em um restaurante para almoçar com o homem, que também é apontado pela como traficante.

Os policiais que participaram da ação chegaram a revistar a casa onde a família morava, mas nada foi encontrado e o companheiro de Jasiane foi liberado após depoimento. Ela permaneceu presa porque, além de ter sido condenada pela morte do agente penitenciário, tinha mais de um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas e porte de armas.

Depois que Jasiane foi presa, segundo o advogado Walmiral Marinho, as filhas dela, que estavam na escola no momento da ação, ficaram com o atual companheiro da mãe. Porém, nos próximos dias, as meninas vão para a casa de uma irmã de Jasiane, que mora no Rio de Janeiro.

As garotas são fruto do primeiro casamento de Jasiane e, de acordo com o advogado, têm problemas psicológicos por conta das acusações contra os pais.

Ainda segundo o advogado Walmiral Marinho, o julgamento sobre a morte do agente penitenciário ocorreu no dia 6 de agosto, deste ano, em Jequié, no sudoeste baiano, quando Jasiane ainda estava escondida em São Paulo. Como a mulher não pôde comparecer ao júri, mandou uma carta para ser lida durante a audiência.

No documento, passado ao G1 com exclusividade pelo advogado, Jasiane alega inocência, fala que tem medo de morrer e diz que não pode ser responsabilizada pelas atitudes do ex-companheiro, que, segundo a suspeita, era o amor da vida dela. Apesar dos relatos, a mulher foi condenada pelo crime.

Confira alguns trechos da carta:

“Não estou presente em meu julgamento não por querer, mas sim por não poder. Desculpa excelências, mas a vida das minhas filhas não somente é mais importante que a minha liberdade, mas também é mais importante que a minha própria vida”.

“Por saber o quanto tenho sido perseguida por policiais, por pessoas envolvidas no mundo do crime, porque um dia me apaixonei por uma pessoa que fez escolhas erradas na sua vida, como também fiz ao o escolher. Mas, como dizem, ninguém manda no coração ou sabe do amanhã. Se o crime que pratiquei foi amar uma pessoa, ainda assim não posso ser julgada, porque isso não é crime”

“Temo pela vida e pela vidas das minhas pequeninas, das minhas estrelinhas, porque elas são a razão do meu viver, e, por essa importante razão, não estou presente neste dia de tantas importância em nossas vidas”.

“Tudo o que eu mais quero é provar minha inocência, é provar que não sabia que aqueles homens que nunca vi na vida, antes ou depois do crime, teriam ou iriam tirar a vida de uma pessoa”.

“Mais uma vez peço perdão pela minha ausência, e daqui estou orando, pedindo a Deus que abençoe a vida de cada um de vocês e dê a sabedoria que não pertence a mim, não pertence a nenhum homem, não pertence ao meu advogado e nenhuma autoridade. Mas a única sabedoria que é do Senhor”.

Procurada há mais de 3 anos, Jasiane era a dama de copas do Baralho do Crime da SSP-BA – ferramenta que reúne os criminosos mais procurados do estado. Na foto divulgada pelo órgão, Jasiane aparece com os cabelos pretos. Quando foi encontrada pela polícia, ela estava loira. Um vídeo mostra o momento em que policiais confirmam a identidade de Jasiane, já em uma viatura. [Assista ao vídeo acima]

Contra a suspeita, a polícia tinha também mandados de prisão por envolvimento com corrupção de menores, roubos, falsificações e tráfico de armas.

De acordo com a polícia, após a morte do pai das filhas, Jasiane se aliou a integrantes de outros grupos criminosos da Bahia e do Rio de Janeiro, e passou a comandar a distribuição de drogas no sudoeste baiano e em outras regiões do estado.

Além disso, conforme a polícia, Jasiane também foi responsável por intermediar a compra de armamento pesado, como fuzis e granadas para os grupos que chefiava.

No ano passado, uma aeronave foi apreendida pela polícia de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Conforme a polícia, o avião era usado para trazer drogas e armas da Bolívia, Venezuela, Colômbia e Peru, sob operação de Jasiane. Três homens foram presos na ação.

Além de Jasiane, a única mulher que integra o Baralho do Crime atualmente é Edvania Pereira de Morais, conhecida como “Vaninha”. A mulher é suspeita de planejar e ordenar a morte da companheira do ex, no início deste ano, na cidade de Juazeiro, no norte da Bahia.

Jasiane chegou na capital baiana sob forte esquema de segurança — Foto: Alberto Maraux/SSPJasiane chegou na capital baiana sob forte esquema de segurança — Foto: Alberto Maraux/SSP

Jasiane chegou na capital baiana sob forte esquema de segurança — Foto: Alberto Maraux/SSP