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Dallagnol foge de audiência na Câmara e petistas pedem sua prisão


O procurador da Força-Tarefa da Lava Jato Deltan Dallagnol fugiu de audiência pública realizada hoje (11) pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (Cetasp)

para tratar de dois misteriosos fundos privados – num total de R$ 9,3 bilhões – oriundos de acordo firmados entre os procuradores de Curitiba, a Petrobras, a Odebrecht e o governo dos Estados Unidos.

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), defendeu a prisão de Dallagnol e de todos os envolvidos com o ilegal acordo, além da realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso e outras movimentações suspeitas da Lava Jato.

Segundo Pimenta, o acordo que levou à criação dos dois fundos que seriam geridos por pessoas indicadas pela Lava Jato, sem nenhum controle público, embora os recursos devessem ser destinados à União, é ilegal e constitui crime de lesa pátria, abrindo caminho para a prisão tanto de Dallagnol e outros procuradores como da juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que legitimou o acordo.

“É uma situação grave, os procuradores, sem base legal, firmaram acordo com os EUA, em nome do Brasil, com a agravante de terem repassado a um governo estrangeiro documentos sigilosos da Petrobras, uma empresa estratégica para o povo brasileiro”, denunciou Pimenta.

Escândalo
O acordo foi suspenso por liminar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O acordo entre a Lava Jato, Petrobras e Departamento de Justiça dos EUA resultou em R$ 2,5 bilhões da estatal para um fundo privado. O outro, firmado em 2016, sob a batuta do então juiz Sérgio Moro, resultou em outro fundo privado de R$ 6,8 bilhões, oriundos dos cofres da empreiteira Odebrecht, em tratativas entre a Lava Jato e o governo dos EUA.

Conforme lembrou o deputado Rogério Correia (PT-MG), autor do requerimento de convocação da audiência pública, o caso é tão escandaloso que tudo foi escondido até mesmo da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. “Dallagnol e Moro usaram a Petrobras como laranja de seu projeto político e ideológico”, denunciou o parlamentar. O deputado qualificou como extremamente grave o caso e disse que, se já estivesse em andamento uma investigação, Dallagnol estaria na cadeia pelo crime cometido.

Ele também defendeu uma CPI para investigar o nebuloso mundo da Lava Jato e os acordos de leniência firmados com os EUA, país com fortes interesses nas megajazidas da camada de pré-sal. “É extremamente grave, alocaram recursos sem autorização legislativa”, lembrou Correia, ao observar que cabe ao Congresso Nacional ordenar o Orçamento do País.

Fato preocupante
O advogado Vinicius Torquetti Rocha, da Advocacia-Geral da União, assinalou que todos os recursos dos dois fundos são públicos e não poderiam ter sido movimentados de forma extraorçamentária pela Força-Tarefa da Lava Jato. Ele disse que se trata de fato preocupante, pois são bilhões sem fiscalização. Lembrou também que no Estado de Direito quem representa o Brasil em acordos internacionais é a União, jamais o Ministério Público. “Não há espaço para salvacionismo ou voluntarismo, quem trata de Orçamento Público é o Congresso Nacional”, sublinhou o representante da AGU.

Atropelo das leis
Segundo a advogada Virgínia de Angelis, do Tribunal de Contas da União, o caso está sendo analisado na Corte à luz do ordenamento jurídico, que pressupõe que a aplicação de recursos públicos prescinda de aprovação pelo Congresso Nacional. Indiretamente, avisou que a Lava Jato atropelou as leis.

O representante da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacellar da Silva, criticou o acordo com os EUA. Ele disse que a Lava Jato levou em consideração somente os interesses norte-americanos, prejudicando tanto a Petrobras como os interesses nacionais. “A Lava Jato colocou-se acima dos três poderes da República”, denunciou.

Convocação de Moro
Rogério Correia informou que na Comissão já foi aprovado um convite para que o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, compareça à Cetasp para explicar o misterioso acordo firmado com a Odebrecht em 2016. “Se não vier, será convocado”, adiantou o parlamentar.

Na audiência pública, Rogério Correia apresentou um Power Point em que, à la Dallagnol, mostrou como a Lava Jato agiu para defender os interesses dos EUA, tendo como pano de fundo a abertura do pré-sal para as petroleiras dos EUA. “Destruíram empresas nacionais e enfraqueceram a Petrobras e prenderam Lula sem provas porque ela se antepunha a tudo isso. Mas quem com Power Point fere, com Power Point será ferido”, provocou o parlamentar.

Raquel Dodge justificou sua ausência na audiência pública por estar em compromisso fora do Brasil. Em documento encaminhado à Cetasp, informou ter sugerido ao STF que os R$ 2,5 bilhões sejam destinados ao Orçamento da Educação. Segundo Rogério Correia, a Cetasp vai protocolar um pedido de audiência com Dodge para tratar dos dois ilegais e bilionários fundos da Lava Jato. Fonte desta matéria, Blog do Esmael.

 

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Vaquinha ajuda homem que atravessou idosa com caixotes em rua alagada


Foto: Marcos Serra Lima/G1

Foto: Marcos Serra Lima/G1

 

Um ato de gentileza recompensado graças a uma “vaquinha” online criada para comprar uma casa para Varlei Rocha Alves, 50 anos, o Capoeira, que ajudou uma idosa a atravessar uma rua alagada, no Rio de Janeiro, com caixotes.

A campanha ultrapassou a meta do valor pretendido para que o guardador de carros de Copacabana, Zona Sul do Rio, compre uma casa. O objetivo era chegar aos 40 mil reais e já está chegando a 90 mil reais.

A vaquinha foi realizada pelo site Razões para Acreditar depois de uma cena que emocionou vários internautas.

“A história deu uma reviravolta e resolvemos fazer inclusive uma vaquinha para ajudá-lo, conta Vicente Carvalho, do Razões.

No vídeo, que viralizou na internet, Capoeira aparece  ajudando a senhora a atravessar o cruzamento da Rua Ministro Viveiros de Castro com Avenida Prado Júnior, em Copacabana, após a chuva que provocou mortes e alagamentos no Rio de Janeiro, na noite de segunda-feira, 8.

Ele usou duas caixas para criar uma espécie de ponte e evitar que ela molhasse os pés.

Mas, a cena também provocou polêmica: enquanto alguns destacavam o gesto solidário de Capoeira, outros criticaram a idosa por supostamente não ter agradecido a gentileza. Nesta quarta, Capoeira defendeu a idosa.

A campanha para comprar a casa para Capoeira foi aderida por muitas pessoas, inclusive famosos.

As atrizes Marina Ruy Barbosa e Alice Wegman, além do ator Marcos Veras e do oapresentador Luciano Huck foram alguns dos que compartilharam a história do guardador de carros.

“Tava chovendo bastante. Muitas pessoas estavam precisando de ajuda. Como eram muitas pessoas, a minha ideia foi criar uma ‘ponte criativa’ pra qualquer um passar, pra ajudar qualquer um, homem, mulher, criança”, explicou Capoeira ao G1.

“Fiquei extremamente emocionado com a história do Capoeira e de toda a preocupação dele com o filho, por isso, resolvi fazer uma vaquinha online, para que pudéssemos ajudar de alguma forma a mudar essa realidade tão difícil”,  disse Vicente Carvalho.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Encontro

Como mostrou o Jornal Nacional, a idosa que aparece na gravação é Dona Anuzia, aposentada de 86 anos que mora ali perto.

Nesta quarta, ela reencontrou Capoeira e elogiou o guardador.

“Ele foi muito gentil. É difícil encontrar pessoas assim.”

Casa própria
Atualmente, Capoeira contou que o principal sonho dele é a casa própria. Por enquanto, ele vive com o filho de 10 anos na casa da irmã, na Pavuna, na Zona Norte do Rio.

“Eu queria uma casa própria. Moro na casa da minha irmã, mas o meu filho precisa de uma casa dele”, afirmou. Só Noticia Boa.

Veja a cena:

 

Lutadora de MMA se defende de assédio na praia


De acordo a matéria que foi publicada na UOL, a lutadora de MMA (Artes Marciais Mistas, em português) Joyce Silva, de 27 anos, teve de usar o seu conhecimento em artes marciais para conseguir escapar de uma tentativa de assédio sexual na praia do Braga, em Cabo Frio, a 162 km do Rio de Janeiro. Na última segunda-feira (8), Joyce posava para um ensaio feito pela fotógrafa Suellen Alva, 26, quando notou um homem se masturbando. A lutadora chamou a atenção e foi agredida pelo homem. Os dois entraram em luta corporal e o homem acabou fugindo. A Polícia Civil de Cabo Frio está procurando o suspeito, e o caso foi registrado como importunação sexual pela Delegacia Especializada no Atendimento às Mulheres (Deam) da cidade.

“No momento que a gente passou por ele eu olhei e ele estava com o pênis de fora se masturbando. Eu disse: ‘Pô cara, isso não é hora não. Nada a ver’. Ai ele falou: ‘Não gostou não? Vem cá então’. Ele veio para cima de mim. Eu nem pensei porque a situação foi muito rápida. Quando eu vi já estava brigando e minha amiga começou a gritar por socorro”, explicou Joyce ao UOL. Segundo ela, a briga foi interrompida por uma testemunha, que acabou ajudando Joyce. “Um rapaz entrou na frente para separar e na hora ele (o suspeito) aproveitou para correr. Minha amiga lembrou que estava com a máquina e tirou as fotos”, disse a lutadora.

Joyce fez questão de ir até a delegacia denunciá-lo logo.depois por ter provas e fotografias que identificam o suspeito. Segundo a lutadora, o homem já havia assediado um grupo de cinco pessoas, entre elas uma criança de seis anos, que também estava no local, antes de discutir e brigar com Joyce. “Depois da repercussão do caso, outras mulheres me procuraram e mandaram mensagem dizendo que ele já tinha agido da mesma forma com elas”, afirmou.

Imagens/Alva Retratista

Suellen disse que só percebeu o assédio quando a amiga foi tomar satisfação com o suspeito. “Quando eu vi ele estava a cerca de dois metros da gente se masturbando e olhando fixamente para nós duas. No momento que ela o repreendeu, ele veio para cima e começou a fazer gestos e gemidos. Pareceu que ou ele ia tocar ou até ejacular na gente”, comentou.

Para a fotógrafo, a publicação das imagens foi uma forma de garantir a versão dela e da amiga contra o suspeito, caso ele seja detido pela polícia. “Eu publiquei na rede social para conseguir identificá-lo. Depois de 40 minutos, muitas pessoas compartilharam a publicação e ajudaram a encontrar o perfil dele e passamos para a polícia”, disse. Fonte UOL.

Jovem flagrado furtando lanches para comer tem surpresa do dono da loja


O jovem e o dono - Fotos: reprodução / 13ABC

O dono de uma loja de conveniência surpreendeu pela generosidade ao flagrar pelas câmeras de segurança um adolescente furtando lanches para comer.

O adolescente confessou que estava pegando comida porque ele e seu irmão mais novo estavam com fome e não tinham nada para comer. Em vez de chamar a polícia, o proprietário da 7-Eleven conversou com o jovem e foi além!

Jitendra Singh mandou o adolescente pegar mais pizzas, frango, sanduíches, frutas e refeições para que ele pudesse levá-los para casa, tudo de graça.

“Não vai fazer qualquer diferença para mim se eu lhe der alguma comida, porque nós fazemos muita comida, nós vendemos muita comida”, disse Singh à WTVG .

“Se ele for preso, ele não fará nada de bom na vida”, lembrou.

O caso aconteceu no último fim de semana. Jitendra Singh gerenciava sua filial da loja de conveniência em Toledo, Ohio, EUA quando um de seus empregados o alertou sobre a atividade suspeita do jovem.

Quando o adolescente se aproximou do balcão, Singh pediu para que ele mostrasse todas as mercadorias escondidas na roupa, caso contrário, ele chamaria a polícia. Foi quando o rapaz confessou tudo.

Elogios

Cedric Bishop, que é um cliente regular da loja, ficou surpreso com o que viu e postou a história no Facebook , elogiando o proprietário por sua gentileza.

“A caixa estava ligando para telefone 911, da polícia e o proprietário disse a ela para desligar”, lembrou Bishop.

“O dono [disse então ao adolescente]“ Isso não é comida. Você quer comida, eu te darei comida ‘”.

Além doar várias sacolas com comida, Bishop deu US $ 10 – quase R$ 40 – ao rapaz

“Eu acho que foi uma coisa incrível que o dono fez”, disse Bishop. “Alguns jovens só precisam saber que alguém se importa.”

Nova chance

Singh, por outro lado, foi indiferente sobre sua boa ação.

Dono da loja há cinco anos, ele diz que sempre tenta usar sua posição para ajudar a comunidade – e essa foi mais uma chance para ele retribuir a alguém em necessidade.Notícias Boas..

 

 

Moro tuiteiro e banqueiros comunistas; assista ao 4º episódio do Reaça & Comuna


Mario Rosa e Cynara Menezes analisam os fatos políticos da semana no quadro do Poder360Reprodução/Poder360

 
11.abr.2019 (quinta-feira) – 12h18
atualizado: 11.abr.2019 (quinta-feira) – 13h02

O 4º episódio do programa “Reaça & Comuna” já está no ar no canal do Poder360no YouTube. O quadro é apresentado pelos jornalistas Mario Rosa e Cynara Menezes. Ambos analisam a conjuntura do poder, muitas vezes defendendo pontos de vista antagônicos.

Neste episódio, os jornalistas falam sobre a entrada de Sérgio Moro no Twitter, a pesquisa Datafolha que apontou Jair Bolsonaro com a pior avaliação entre presidentes de 1° mandato e declarações dos ministros da Educação, Abraham Weintraub, e da Agricultura, Tereza Cristina. Assista à íntegra do quadro (23min43seg):

O nome da atração é uma ironia à polarização que se intensificou nas eleições de 2018, com a vitória de Jair Bolsonaro na disputa pelo Planalto, concorrendo contra Fernando Haddad, do PT, no 2º turno.

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QUEM É O REAÇA E A COMUNA

Mario Rosa – nasceu em Niterói, Rio de Janeiro, em 1964. É jornalista com passagens pelas Redações da revista Veja e do Jornal do Brasil. Trabalha há mais de 16 anos como consultor de crises, prestando consultoria a políticos e a grandes empresários. Escreve para o Poder360 às segundas e sextas-feiras.

Cynara Menezes – nasceu em Ipiaú, na Bahia, em 1967. É jornalista e já atuou nos veículos Folha de S.Paulo, Veja e Carta Capital. Atualmente, comanda o blog Socialista Morena, que fundou em 2013. Por seu trabalho jornalístico, especialmente na política, recebeu em 2013 o Troféu Mulher Imprensa, na categoria “Jornalista de mídias sociais”. Poder 360.

 

Decreto de Bolsonaro consolida desmonte da produção científica no Brasil


“Nunca vi cortes da magnitude dos que foram decretados recentemente. São cortes extremamente pesados e, se não forem revertidos, destruirão a ciência brasileira”, diz presidente da ABC

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

governo Jair Bolsonaro decretou no final de março o contingenciamento de 42,27% das despesas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A ação agrava drasticamente a produção científica no país. É isso que mostra matéria da DW Brasil apontando o demonstra em curso do setor.

“Nunca vi cortes da magnitude dos que foram decretados recentemente. São cortes extremamente pesados e, se não forem revertidos, destruirão a ciência brasileira. Esses cortes representam um ataque sério ao desenvolvimento e à própria soberania nacional”, disse Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências ao site de notícias.

O corte estabelecido pelo governo Bolsonaro coloca em risco o financiamento de 11 mil projetos e 80 mil bolsas financiadas pela principal agência de fomento à pesquisa no país, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Entre as áreas mais afetadas são as pesquisas dependentes de laboratórios. Os cortes preocupam ainda entidades internacionais com as quais o Brasil tem acordos de cooperação em ciência e tecnologia.

“A incerteza quanto às possibilidades de financiamento para as instituições de ensino superior brasileiras e a pesquisa no país provocou um comedimento das universidades alemãs, que ainda persiste. O DAAD pode notar isso devido ao menor fluxo de recursos para o trabalho conjunto no ensino superior e na pesquisa com o Brasil”, pontuou a diretora do escritório regional do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) no Brasil, Martina Schulze. Segundo ela, não foi possível conceder bolsas de doutorado na Alemanha pelo CNPq já no ano passado, porque não havia garantias de que elas seriam pagas.

Para este ano, o Congresso aprovou um orçamento de 5,1 bilhões de reais para o MCTIC. Mas o decreto de Bolsonaro atingiu fortemente a disponibilidade de recursos reduzindo o montante para cerca de 2,9 bilhões de reais.

Em entrevista ao G1, antes do anúncio do novo corte, o presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras afirmou que a entidade teria verbas para bolsistas até setembro. Agora, com o decreto contingenciando ainda mais recursos, a previsão é até julho.

Filgueiras destaca que os repasses para bolsas concedidas pelo CNPq vem caindo desde 2016 quando passou de pouco mais de 1,1 bilhão para 784,7 mil reais neste ano. A agência mantém atualmente 80 mil bolsistas, metade fazem iniciação científica e recebem apenas entre 100 e 400 reais por mês.

Os valores mensais pagos para mestrandos são de 1,5 mil reais, e para doutorandos 2,2 mil reais. O reajuste não ocorre desde 2013.

O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira, destaca que a partir dos anos 2000 as ciências no Brasil viveram tempos de destaque.

O auge foi a partir de 2006, no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o MCTIC começou a receber mais verbas alcançando um orçamento de 8,6 bilhões em 2010 (em valores atualizados, quase 10 bilhões).

O desinvestimento começa a partir de 2014, com o início da crise econômica e política que levaram ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. No governo Michel Temer o MCTIC foi incorporado ao Ministério das Comunicações e sofreu um contingenciamento de 44% das despesas previstas para 2017.

Em 2018, a pasta recebeu apenas 3,77 bilhões de reais, o menor orçamento dos últimos 12 anos. Fonte GGN. Para ler a reportagem da DW na íntegra clique aqui.

Condenado a prisão por ataques contra deputada, Danilo Gentili se diz revoltado


 

Danilo Gentili maria do rosário

Danilo Gentili concedia uma entrevista para a Rádio Jovem Pan na tarde desta quarta-feira (10) quando foi confrontado com a informação de que acabara de ser condenado a seis meses de prisão pelo crime de injúria praticado contra a deputada federal Maria do Rosário Nunes (PT-RS).

“Quero saber quem vai me levar celular e cigarros na cadeia”, ironizou Gentili durante o programa “Os Pingos nos Is”. Depois, o apresentador caiu na real e demonstrou indignação. “Vou consultar meu advogado, mas acho que se tem algo positivo é que fica exposto como a classe política é autoritária. A Maria do Rosário fala o que quer, e quando a gente responde, é condenado a prisão”.

Ainda segundo o humorista, durante audiência na ação, Maria do Rosário chorou e o chamou de covarde. “Em uma audiência, Maria do Rosário chorou e disse que fui covarde por postar algo no twitter porque tenho muitos seguidores”, afirmou.

Entenda o caso

Em 2016, Danilo Gentili publicou mensagens ofensivas chamando a deputada de “nojenta”, “falsa” e “cínica”. Em resposta, Maria do Rosário processou o apresentador do “The Noite”.

Em maio de 2017, Gentili recebeu a notificação extrajudicial do processo movido por Maria do Rosário, mas rasgou e esfregou os papéis nas partes íntimas. Na ação, ele finge surpresa com o conteúdo do envelope e destaca o termo “puta” da palavra deputada. O vídeo foi publicado nas redes sociais.

Na decisão que condenou Gentili, a juíza Maria Isabel ressalta o direito à liberdade de expressão, mas pontua que quando alguém ultrapassa a linha da ética, “surge no Estado de Direito a tutela penal como legítimo instrumento de contenção contra o uso abusivo da liberdade de expressão.”

“Verifico que o humorista e apresentador dolosamente injuriou através da internet a deputada federal, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, atribuindo-lhe a alcunha de ‘puta’”, escreveu a magistrada na sentença.

SAIBA MAIS: O analfabetismo político de Gentili no vídeo contra Maria do Rosário

Maria do Rosário

A deputada Maria do Rosário comentou a decisão judicial. “A sentença da 5° Vara Federal Criminal de São Paulo deve ser lida como uma convocação à sociedade brasileira de que é necessário retomar o respeito, o bom senso no debate público, nas redes sociais e na vida”, afirma a parlamentar.

“Não pode haver impunidade, cabendo ao Judiciário definir os termos da condenação. Considero a decisão um símbolo de que é possível preservar a liberdade de expressão e garantir a dignidade humana. Esta é uma vitória da democracia e da justiça”, acrescentou Maria do Rosário.

Danilo Gentili poderá recorrer da condenação em liberdade. Pragmatismo.

Com 900 milhões de eleitores, Índia inicia maior eleição do mundo


Por G1

Homem assopra um logo inflável do partido Bharatiya Janata (BJP) em loja de Mumbai com artigos de diversos partidos políticos, na Índia, na quarta-feira (10) — Foto: Reuters/Francis Mascarenhas

Homem assopra um logo inflável do partido Bharatiya Janata (BJP) em loja de Mumbai com artigos de diversos partidos políticos, na Índia, na quarta-feira (10) — Foto: Reuters/Francis Mascarenhas

Com um número de eleitores que corresponde a mais de 10% da população mundial, a Índia inicia nesta quinta-feira (11) as eleições para o seu Congresso, o Lok Sabha.

Cerca de 900 milhões de pessoas podem votar para eleger 543 membros do Congresso. Outros dois integrantes são indicados pelo presidente e pertencem à comunidade anglo-indiana. O partido ou coalizão que tiver uma maioria de 272 assentos no Lok Sabha irá indicar o primeiro-ministro.

O atual premiê Narendra Modi, que em 2014 obteve a maioria mais ampla no Parlamento dos últimos 30 anos (com 282 vagas), concorre à reeleição por seu partido nacionalista hindu Bharatiya Janata (BJP), e tem como principal adversário Rahul Gandhi, filho do ex-primeiro-ministro Rajiv Gandhi, neto de Indira Gandhi, a primeira mulher primeira-ministra do país, e bisneto de Jawaharlal Nehru, primeiro premiê da Índia. Rahul é líder do Partido Congresso Nacional.

Segundo as pesquisas, desta vez o BJP não deve alcançar sozinho a maioria, mas Modi pode conquistar uma re-eleição apertada com o apoio de outros partidos em uma “mahagathbandhan”, termo hindi para “megacoalizão”. Já o Partido Congresso Nacional deve ampliar sua bancada, mas provavelmente não passará de 140 assentos.

No total, mais de 8 mil candidatos, de 1841 partidos políticos reconhecidos pela Comissão Eleitoral, participam das eleições ao Lok Sabha

Sete fases

Podem votar todos os indianos com mais de 18 anos e este ano há 90 milhões de eleitores a mais do que em 2014. Naquele ano, a taxa de comparecimento foi de 66,4%, de acordo com a emissora indiana NDTV.

O processo de votação será extenso, com mais de um mês de duração, e dividido em sete fases, envolvendo os 29 estados e sete territórios menores do país, conhecidos como territórios da união.

Com cerca de 200 milhões de habitantes, Uttar Pradesh é o maior estado indiano e o de maior representação no Congresso, com 80 assentos. Junto com Bihar e Bengala Ocidental, ele será um dos únicos estados que terão votações nas sete datas.

As votações acontecem nos dias 11 de abril, 18 de abril, 23 de abril, 29 de abril, 6 de maio, 12 de maio e 19 de maio. A contagem dos votos está marcada para o dia 23 de maio.

O custo total das eleições é estimado em 500 bilhões de rúpias (cerca de R$ 27,8 bilhões).

O presidente do Partido Congresso Nacional, Rahul Gandhi e sua irmã, Priyanka Gandhi, durante evento do partido em Amethi, na quarta-feira (10) — Foto: Sanjay Kanojia/AFPO presidente do Partido Congresso Nacional, Rahul Gandhi e sua irmã, Priyanka Gandhi, durante evento do partido em Amethi, na quarta-feira (10) — Foto: Sanjay Kanojia/AFP

O presidente do Partido Congresso Nacional, Rahul Gandhi e sua irmã, Priyanka Gandhi, durante evento do partido em Amethi, na quarta-feira (10) — Foto: Sanjay Kanojia/AFP

Desafios

A Índia tem atualmente 1,34 bilhão de habitantes e é o segundo país mais populoso do mundo, mas a previsão é de que em alguns anos ultrapasse a China e se torne o primeiro do ranking.

O principal desafio do governo é preparar a economia para esse crescimento, especialmente em relação a empregos, considerando que dois terços dos indianos têm menos de 35 anos.

Em 2014, Narendra Modi chegou ao cargo de primeiro-ministro com a promessa de desenvolvimento para todos e modernização da infraestrutura do país.

No entanto, ele não conseguiu conter os crescentes índices de desemprego, que chegaram a 45%. Também enfrentou marchas de produtores reais – uma parcela significativa da população – que protestaram contra o aumento do preço de insumos e dívidas cada vez maiores.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante evento do partido Bharatiya Janata (BJP), em Nova Déli, na segunda-feira (8) — Foto: Reuters/Adnan Abidi

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante evento do partido Bharatiya Janata (BJP), em Nova Déli, na segunda-feira (8) — Foto: Reuters/Adnan Abidi

Outra questão sensível é a segurança nacional, com destaque para a relação com o vizinho Paquistão. Os dois países, que possuem arsenais nucleares, tiveram o confronto mais sério em décadas na região da Caxemira em fevereiro, quando o Paquistão derrubou dois caças e capturou um piloto da Força Aérea indiana.

O ataque aconteceu um dia depois de a Índia ter lançado um bombardeio aéreo contra um campo de treinamento de militantes paquistaneses – uma retaliação a um atentado que matou mais de 40 soldados indianos menos de duas semanas antes.

Dias depois, o Paquistão anunciou a libertação do piloto, em um gesto de paz destinado a reduzir a tensão entre os dois países.

Os Lula da Silva estão comendo o pão que Moro amassou


Tranquilize o seu coração, relaxe e leia o texto inteiro. Essa foto foi no dia da prisão do Lula. Será por que ele foi tão querido e ainda é, ainda que essa mídia mercenária do Brasil, principalmente a tradicional que sempre manipulou o povo brasileiro, lhe desgaste a cada dia? Será por que o Lula consegue ter paz e dormir levemente, como ele disse, mesmo numa prisão? enfim, será por que a prisão do Lula? Se você tem raiva do Lula, ainda assim, faça um esforço e leia a matéria. Se pergunte sobre os fake news sobre o Lula e sua família; use como parâmetro o kit gay. Cadê o kit gay tão falado? Coitada da Manuela Dávila que na camiseta dela apareceu uma frase que dizia: “Jesus é travesti”. Na verdade o que estava escrito era Rebele-se, que foi tirada e colocada a tal. Que triste, gente assim. E o filho que diziam ser dono de avião de 50 milhões. Se tiver paciência leia a matéria. é grande, mas tente ler na íntegra. Até aqui Café com Leite Notícias.

PUBLICADO NO PORTAL DA CARTA CAPITAL:

“Eu não posso aceitar que meu pai esteja preso por causa de um apartamento que a gente nunca foi dono, nunca usou, nunca teve as chaves. Eu sei a verdade desta história, fui nesse apartamento com a minha mãe para ver se ela queria comprar. Se quisesse, poderia ter comprado, tinha condição para isso. O fato é esse. Mas aí inventaram uma mentira absurda, e o prenderam. O que eles não entendem é que o Lula, além de ser um líder político, é o meu pai e dos meus irmãos, avô dos meus filhos e sobrinhos, o bisavô da Analua. Nós sofremos muito com isso. Ele tem 73 anos e está numa solitária por um crime que não cometeu. E nós acabamos presos com ele.”

O depoimento, a CartaCapital, é de Fábio Luís Lula da Silva. O leitor há de se recordar do Lulinha. Bem antes da mamadeira de piroca, ainda no advento das fake news, o filho do ex-presidente Lula era “o dono da Friboi”, mentira deslavada que por vezes incluía a posse da Oi, além de um avião de 50 milhões de dólares. “A perseguição ao meu pai se estende a nós. Perdemos minha mãe porque ela não aguentou isso. No passado, diziam que o Lula morava no Morumbi e não na nossa casa em São Bernardo. Éramos crianças, e crescemos ouvindo essas mentiras sobre nós, uma loucura. Eu mesmo já fui dono da Friboi, né? Hoje soa engraçado, mas aquilo foi um verdadeiro inferno… Meu pai nunca se preocupou em juntar dinheiro, tanto que mora na mesma casa desde os anos 80. Agora está preso por um crime que nunca cometeu. É revoltante, uma tristeza diária não convivermos com ele.”

A tragédia da família Silva é literal e metafórica. Depois de um ano da prisão política do ex-presidente, que aniversariou no domingo 7, os Lula da Silva comem o pão que Sérgio Moro amassou. O juiz tirou do páreo o candidato favorito à Presidência e, a reafirmar nossa vocação bananeira, ascendeu-se ao poder como ministro do governo que ajudou a eleger. Lula, por seu lado, cumpre pena de 12 anos e um mês numa solitária na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, encalacrado com sentenças e processos que fazem de Kafka literatura infantil.

Durante esse período, o ex-presidente perdeu o irmão Vavá, morto aos 79 anos, e seu neto Arthur, 7, vítima de infecção bacteriana. Filhos e noras fecharam-se em casa, assombrados por problemas financeiros e de saúde, colhidos pelo luto e o medo da violência física, acossados por buscas e apreensões. Metaforicamente, os Silva são também o povão, tamanha a presença do sobrenome na base da pirâmide. No contexto atual, a tragédia de um é a tragédia do outro – ao se aprisionar o Silva que estaria no topo, elegeram-se os Silva da base como o alvo a ser abatido.

Desde a morte de dona Marisa, filhos e noras de Lula ficaram traumatizados pelo infortúnio e a perseguição. “Quem acompanha de perto sabe a dificuldade que essas pessoas têm”, diz Paulo Okamoto, ex-metalúrgico responsável pelo Instituto Lula e um amigo do ex-presidente desde os tempos do sindicato em São Bernardo do Campo. “Não conseguem trabalhar, não têm tranquilidade para estudar, os netos são hostilizados na escola. Ao condenar o Lula, condenaram a família. Deviam sair do Brasil, mas quem vai fazer isso com um pai na cadeia?”

Tampouco teriam condição para isso, já que atravessam sérias dificuldades financeiras. Estão com os negócios à míngua ou tecnicamente desempregados, à exceção da filha Lurian e do filho Luiz Cláudio, que acaba de assumir um posto de assessoria no gabinete do deputado estadual por São Paulo Emídio de Souza, do PT. Na terça-feira passada, Emídio foi instado a dar explicações à imprensa a respeito de sua escolha, e Luiz precisou esquivar-se dos repórteres. Vai ganhar 6 mil reais por mês. “Que empresário dará emprego a esse pessoal?”, pergunta-se Okamoto. “É sempre a mesma história: ‘Mas os filhos do Lula são ricos, por que estão trabalhando aqui?’”

O pedagogo Marcos, filho mais velho, cuida de um pequeno mercadinho e está tentando montar uma distribuidora de carvão. Depois da morte de dona Marisa, mudou-se com a família para o interior de São Paulo, disposto a refazer a vida. Mas, num episódio nunca esclarecido pelas autoridades, teve a nova casa invadida pela polícia sob o argumento de que buscavam desmantelar uma quadrilha de tráfico de drogas. Levaram computadores, devolvidos mais tarde. Nada foi encontrado.

Desde então, ele e a mulher lutam para superar o trauma, transformado em doença. Todos os outros filhos foram alvos de buscas e apreensões que reviraram imóveis, recolheram máquinas e documentos. O neto Arthur, filho de Sandro e Marlene, testemunhou a ação quando os policiais foram à casa da família. Não há notícia de que algo de suspeito tenha sido apanhado em qualquer uma das operações. O ipad de Arthur, levado do apartamento de Lula, jamais foi devolvido. Desse processo, Sandro herdou uma síndrome do pânico, hoje sob melhor controle.

Fábio Luís, o Lulinha, é um dos donos da PlayTV, um canal por assinatura que veicula informações sobre música, filmes, animes e jogos de computador. Antes, firmara parceria com a Oi para produção de conteúdo jovem para telefones celulares. De “sócio” da empresa nesse empreendimento, foi catapultado pelos antipetistas a “dono da Oi”. Fosse verdade, seria um grande case de fracasso, visto que o dono da Oi não consegue mais acesso a empresários capazes de veicular seus reclames no canal.

“Tudo que se relaciona a Lula e ao PT ganhou a marca de uma grande organização criminosa”, diz Okamoto. “A Receita passou a fiscalizar em minúcia e aplicar sanções absurdas. O próprio instituto, por exemplo, foi multado em 15 milhões de reais por desvio de função, mas nos últimos anos arrecadamos uma média de 5 milhões por ano. Como vamos pagar isso? Todas as empresas dos filhos do Lula foram investigadas por tráfico de influência. Se não encontram nada, acabam achando algum problema de gestão, muitas vezes erros que a gente comete sem nem saber que é proibido. Isso foi minando os negócios.” O filho Luiz Cláudio, que tentou montar uma liga de futebol americano no Brasil, foi denunciado por tráfico de influência pela Operação Zelotes. É réu em um processo e denunciado em outro.

 

Na cadeia há um ano, Lula não esmorece. “Qualquer pessoa que comete um crime e sabe que cometeu de alguma forma se entrega e apenas torce para pegar uma pena menor”, diz um de seus advogados, Luiz Carlos Rocha. “A diferença para outros réus é a convicção que ele tem de não ter feito nada de errado. Lula faz da sua inocência a sua força motriz. Não admite nem conversar sobre a possibilidade de um indulto nem mesmo de uma prisão domiciliar. Quer ser julgado e inocentado.”

No primeiro dia de visita depois da morte de Arthur, o deputado cearense José Guimarães, do PT, esteve na carceragem da PF. Assim que entrou, abraçou o ex-presidente e passou a dizer-lhe palavras de consolo. Foi interrompido na hora. “Zé, eu tenho 73 anos e ainda estou tentando entender tudo o que aconteceu comigo. Vamos seguir em frente e vamos lutar!”

Quando foi comunicado na cadeia sobre o falecimento do neto, repetiu três vezes: “O Arthur? O Arthur? O Arthur?” Chorou por 12 horas. Quando embarcava no helicóptero da polícia, depois de participar do velório em São Paulo, brincou com o próprio infortúnio: “Vocês têm coragem de voar comigo nisso aí?”, perguntou. “Nunca vi um preso com a capacidade de resiliência que ele tem”, disse a CartaCapital, sob sigilo, um agente da PF de Curitiba cuja experiência ultrapassa duas décadas. “Esse é um homem muito forte, extremamente forte. Acredita de verdade que não cometeu crime algum. Entre os presos da Lava Jato, eu nunca tinha visto ninguém assim.”

Desde 7 de abril de 2018, Lula vive sozinho num espaço de 25 metros quadrados no quarto andar do prédio da PF. Um quarto com banheiro, armário, mesa com quatro cadeiras, uma esteira ergométrica, uma tevê apenas com canais abertos. Na parte da manhã, conversa por uma hora com Luiz Carlos Rocha, a quem chamam de Rochinha. À tarde, recebe o também advogado Manoel Caetano, pelo mesmo período. De resto, permanece isolado no quarto, lendo e assistindo televisão. Por alguns dias agarrou-se ao catatau de Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, Brasil: Uma Biografia, de 709 páginas. Come a comida da cadeia, a não ser quando, no dia da visita – às quintas –, chega a “moela da Neide”, prato preferido preparado pela cozinheira do Instituto Lula. A lamentar, a televisão que raramente passa o Corinthians, cujo uniforme, shorts e camisa, costuma vestir quase todas as manhãs.

Sempre sozinho na cela durante os fins de semana, Lula dedica-se a ler uma montanha de cartas que lhe chega depois da triagem feita numa sala térrea do Instituto Lula, onde a imersão exige um coração valente. Há escritos de todo tipo. Uma pessoa de Anita Garibaldi, em Santa Catarina, diz que o pai costumava ouvi-lo no rádio, mas que só viram seu rosto depois que o projeto Luz para Todos permitiu que ligassem uma televisão. Um outro escreve a cada três dias. Há uma profusão de jovens que se formam e correm a agradecer a chance que lhes foi dada pelos programas de bolsas e cotas em universidades. De Palmópolis, Minas Gerais, uma senhora diz que Lula “com Bolsa Família matou a fome de muita gente e hoje está nessas condições”. Mais adiante, “sei que sua companheira faltou e que você não pode chorar de tanta tribulação (SIC). Pela fé que tenho em Deus você vai sair dessa”. A carta, ditada, tem por assinatura a digital de seu polegar.

 

Pesquisa indica descoberta de nova espécie humana nas Filipinas


Por France Presse


Escavação onde foram encontrados os fósseis do Homo luzonensis — Foto: AFP PHOTO / FLORENT DETROIT / ARMAND SALVADORE NUJARES

Escavação onde foram encontrados os fósseis do Homo luzonensis — Foto: AFP PHOTO / FLORENT DETROIT / ARMAND SALVADORE NUJARES

Um artigo científico publicado na revista Nature desta quarta-feira (10) traz evidências do que pode ser uma grande descoberta: uma nova espécie humana, provavelmente mais baixa e com uma mistura de traços arcaicos e modernos, que os pesquisadores deram o nome de ‘Homo luzonensis’.

H. luzonensis teria vivido na caverna de Callao, na ilha de Luzón, nas Filipinas, entre 67 mil e 50 mil anos atrás. Foi lá que foram encontrados treze pequenos fósseis: dentes, falanges do pé e da mão, e fragmentos de fêmur. Dois destes fragmentos de fóssil deram a pista sobre o período de vida da espécie através da datação radiométrica.

A nova espécie apresenta ao mesmo tempo “elementos e características muito primitivas semelhantes aos do Australopithecus e outras, modernas, próximas aos do Homo sapiens“, ressalta Florent Detroit, paleoantropólogo do Museu do Homem e principal autor do estudo.

Caracterísitcas

‘Homo luzonensis’ “era provavelmente pequeno, se julgarmos pelo tamanho de seus dentes”, mas “não é um argumento suficiente” para afirmá-lo, indica o pesquisador.

Segundo ele, a espécie não é um ancestral direto do homem moderno, mas sim uma espécie vizinha, contemporânea do Homo sapiens, mas com várias características primitivas.

Tratam-se dos restos humanos mais antigos encontrados nas Filipinas, precedendo os primeiros ‘Homo sapiens’ datados de 30.000 a 40.000 anos encontrados na ilha de Palawan, a sudoeste do arquipélago.

Debates à vista

Comparação de dentes fósseis das espécies recém-descobertas Homo Luzonesis e a de Errectus Sapiensa desenterrada durante a escavação na Gruta de Callao, no norte da ilha de Luzon, no norte das Filipinas. — Foto: AFP PHOTO / Florent DETROIT / Florent DETROIT

Comparação de dentes fósseis das espécies recém-descobertas Homo Luzonesis e a de Errectus Sapiensa desenterrada durante a escavação na Gruta de Callao, no norte da ilha de Luzon, no norte das Filipinas. — Foto: AFP PHOTO / Florent DETROIT / Florent DETROIT

Sua análise morfológica revelou muitas surpresas. A primeira diz respeito aos dentes: os pré-molares do ‘Homo luzonensis’ têm semelhanças com os dos Australopithecus (hominídeos africanos desaparecidos há 2 milhões de anos) e de outras espécies antigas do gênero Homo, como ‘Homo habilis’ e ‘Homo erectus’.

Entre outros aspectos, esses dentes têm duas ou três raízes, enquanto os do ‘Homo sapiens’ costumam ter uma, às vezes duas, apontam os pesquisadores.

Em contrapartida, os molares são muito pequenos e sua morfologia muito simples se assemelha à dos homens modernos.

“Um indivíduo com essas características combinadas não pode ser classificado em nenhuma das espécies conhecidas hoje”, observa Florent Detroit.

Os ossos do pé também são muito surpreendentes: a falange proximal tem uma curvatura muito pronunciada e inserções muito desenvolvidas para os músculos assegurando a flexão do pé. Não se parece com uma falange do Homo sapiens, mas com a de um Australopithecus, um hominídeo provavelmente bipedal e arbóreo.

“Não estamos afirmando que o ‘Homo luzonensis’ vivia nas árvores, porque a evolução do gênero Homo mostra que este gênero é caracterizado por um bipedismo severo desde 2 milhões de anos”, ressalta Florent Detroit.

O “reaparecimento” de características primitivas no Homo luzonensispode ser explicado pelo endemismo insular, segundo ele.

Durante o período do Quaternário, a ilha de Luzon nunca esteve acessível a pé. Se hominídios viveram lá, tiveram que encontrar um meio de atravessar o mar.

Aos olhos do pesquisador, os resultados do estudo “mostram muito claramente que a evolução da espécie humana não é linear”. “É mais complexa do que pensávamos até recentemente”, explicou.

Esta é uma “descoberta notável” que “sem dúvida desencadeará muitos debates científicos”, disse Matthew Tocheri, da Universidade de Lakehead, no Canadá, em um comentário publicado na Nature.

Florent Detroit espera que alguns colegas “questionem a legitimidade de descrever uma nova espécie a partir de uma pequena amostra de fósseis”.

Mas, aos seus olhos, “não é grave criar uma nova espécie”. Isso ajuda a chamar a atenção para esses fósseis que parecem “diferentes”.

“Se no futuro, os colegas mostrarem que estávamos errados e que esses vestígios correspondem a uma espécie que já conhecíamos, não tem problema, vamos esquecer isso”.

Escavações nas Filipinas, onde foram encontrados fósseis do Homo luzonensis — Foto: AFP PHOTO / FLORENT DETROIT / FLORENT DETROIT

Escavações nas Filipinas, onde foram encontrados fósseis do Homo luzonensis — Foto: AFP PHOTO / FLORENT DETROIT / FLORENT DETROIT

 

DEPOIS DE UM ANO PRESO, LULA É O MELHOR PRESIDENTE DA HISTÓRIA PARA 48%; 2º COLOCADO É ‘NENHUM’


A pesquisa Vox Pupuli-CUT divulgada nesta quarta-feira (10) e que versou sobre a popularidade de Jair Bolsonaro e temas como a Previdência Social, a Petrobrás e outros (aqui), perguntou aos brasileiros e brasileiras sobre o ex-presidente Lula. Os resultado são surpreendentes: depois de um ano preso, sob ataque cerrado das elites e das mídias conservadoras há mais de 5 anos, Lula é considerado o melhor presidente da história por 48%. O segundo colocado, com 18%, é “nenhum” (respostas espontâneas). Para Marcos Coimbra, do Vox Pupuli, a pesquisa mostra que “a liderança moral e o carinho da opinião pública não mudaram depois de um ano de prisão”.

As pessoas têm clareza que “Lula está na prisão por motivos políticos e que Moro e o conjunto do Judiciário o mantiveram preso apenas para que ele não pudesse disputar a eleição e ganhar”, disse o diretor do Vox Populi em entrevista ao Giro das 11 da TV 247 nesta quarta-feira (veja ao final). Um aspecto importante, segundo Marcos Coimbra, é que o olhar para a Presidência de Lula mantém-se nos mesmos parâmetros ao longo dos anos.

A tabela mostra de fato que o julgamento sobre a Presidência de Lula é sempre muito positivo e muito distante de qualquer outro presidente. Lula era avaliado como melhor presidente da história por 58% em 2013; chegou a cair para 40% em fevereiro de 2016 no auge da campanha contra ele e contra Dilma Rousse; desde então, vem recuperando-se, chegando a 53% em setembro de 2018 e 48% agora. Em todo esse período, nenhum outro presidente chegou perto dele. A segunda resposta mais informada era “não sei/não respondeu”. A resposta “nenhum” tinha pouquíssima adesão em 2013 (1%) e cresceu ao longo dos anos, até chegar a 18%. O que indica que há um julgamento consolidando-se sobre Lula como o melhor presidente da história, pois o “não saber” de indefinição está evoluindo para a cristalização de “nenhum” como segundo colocado, o que remete a uma escolha.

Na mesma pesquisa,  55% afirmaram que Lula foi condenado e preso por motivos políticos. Entre os entrevistados, 49% afirmam que Sérgio Moro condenou Lula para impedir que ele fosse candidato a presidente. Portanto, recua a opinião de que Lula estaria preso por “corrupção” e afirma-se cada vez mais o componente político do processo e prisão do ex-presidente. 247.

A ENTREVIST DE TÁBATA AMARAL A CBN SOBRE NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO


Deputada Federal do PDT faz uma análise sobre o novo Ministro da Educação, Abraham Weintraub. Ela avalia que ele assume o MEC com três meses de atraso, uma vez que, o que ele herda de Vélez é muito pouco. Tábata classifica a renovação do Fundeb como prioridade número 1 e diz que o desafio do governo é “ter foco em meio a essa polarização toda”.

 

A deputada federal Tábata Amaral (PDT) afirmou, em entrevista ao Jornal da CBN nesta quarta-feira (10), que o novo ministro da Educação tem que “deixar de lado todas as questões ideológicas”. Em sua avaliação, Abraham Weintraub tem um desafio muito grande pela frente e já começa sua gestão com três meses de atraso, uma vez que ele herda muito pouco do ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez.

Há duas semanas, Tábata protagonizou um embate com Vélez que foi muito difundido nas redes sociais. Durante a Comissão de Educação da Câmara, ela cobrou esclarecimentos sobre os projetos para educação do então ministro e as imagens viralizaram. Em relação a Abraham Weintraub, ela diz ficar feliz que ele tenha experiência em gestão, “mas se ele dedicar o pouco de tempo que tem para debater questões ideológicas, eu perco um pouco a esperança”, diz.

Em relação à fala do novo ministro, que prometeu afastar quem não estivesse alinhado à cúpula do ministério e do governo, Tábata afirmou que “a situação fugiu um pouco ao controle”. Ela diz, entretanto, que sua maior preocupação não está ai e sim no fato de que o Ministério da Economia vem tendo uma visão de educação que é contrária à que ela acredita. “Minha maior preocupação é de entender se ele (Abraham Weintraub) vai defender a visão do Ministério da Economia, que quer cortar gastos e que parece não entender quão desigual é a educação no Brasil, ou se ele vai deixar prevalecer uma visão de maior redistribuição e complementação da União, garantindo que municípios tenham uma quantia mínima para trabalhar”, afirmou.

Em sua avaliação, o principal desafio do Ministério da Educação é o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Tábata avalia que sua renovação tem que ser prioridade número 1 e defende que o fundo seja permanente e esteja na Constituição. “A gente tem 50 milhões de alunos hoje e a distribuição é desigual. Temos que lutar por um financiamento mais justo”, diz. Fonte desta matéria O Cafezinho.

 

‘Brasileiro não passa muita fome porque tem muita manga’, diz ministra da Agricultura


A declaração foi feita durante sessão na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

['Brasileiro não passa muita fome porque tem muita manga', diz ministra da Agricultura]
Foto : Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Por Matheus Simoni

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o brasileiro só passa fome porque quer e que não aproveita a grande quantidade de mangueiras no país. A declaração foi feita durante sessão na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, na tarde do dia  (9).

O colegiado debatia, com a presença da ministra, a prestação de informações sobre a liberação de registros históricos.

“Países que já tiveram guerra e passaram fome é segurança nacional. Nunca tivemos guerra e nós não passamos muita fome porque temos manga nas ruas em nossa cidade e clima tropical. Aqui temos miséria sim e precisamos tirar esse povo da miséria. Mas esses países têm muito apreço por seus produtores”, afirmou Tereza Cristina.

MORO CLASSIFICA COMO ‘INCIDENTE’ FUZILAMENTO DE INOCENTE NO RIO


Antes de ler a matéria a seguir, que foi publicada no 247, veja o ponto de vista de Walter Salles do Café com Leite Notícias:

Com a nova lei que está entrando em tramitação, agregada a apologia à violência desde a campanha do então candidato Jair Bolsonaro,  que a violência tem aumentado no país. Quem tem observado isso é a própria população.  Esses atiradores de nada menos que 80 tiros sem saber se era a pessoa certa, que deveria atirar, pode ter se assegurados nessa lei denominada de Anticrime,.Mas será que deveria ter efetuado 80 disparos mesmo que fosse o carro do suspeito?  Ou seria o caso de aborda-lo e prendê-lo? Até mesmo porque, quando um carro é alvejado, o perigo de atropelo é grande, pois o veículo fica sem motorista, bem como o perigo de uma ou mais de uma das balas atingirem pessoas de outros veículos ou pedestres, não é descartado.

A pergunta que fica entalada na garganta é: Como um ministro ainda tem coragem de dizer que foi um incidente?

Na verdade, só em saber que há uma vontade do ministro da Justiça, Sergio Moro, de implementar uma lei que deixa o policial mais a vontade, menos preocupado com os “erros”, pode sim, ter incentivado esses 10 militares ter efetuados esses disparos. Naturalmente que existem policiais por todo Brasil, que a sua conduta não é medida pelo que lhe convém, mas sim pelo seu caráter e pelo seu respeito junto à humanidade, como o Café com Leite Notícias já ouviu relato de policiais que ao serem aposentados, dizerem, com lágrimas nos olhos, “que durante todo tempo que fui policial, eu nunca usei a minha arma de trabalho para dar um único tiro em alguém”. Mas nem por isso ele foi um policial ruim, pelo contrário, foi um policial de respeito, em que o seu argumento, muitas vezes, faziam o indivíduo entregar a rama e se entregar. Claro que existe a atuação em legítima defesa. Mas tem que ser em legítima defesa, o que não foi o caso dos dez policiais do Rio, que acabou com a vida do músico, como também não foi um incidente como disse o Ministro Moro. Até aqui, Café com Leite Notícia.  Leia a matéria do 247 após a foto do Bial com o Moro.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, foi entrevistado nesta terça-feira (9) no programa pelo Conversa com Bial, quando considerou que foi um ‘incidente’ o fuzilamento de inocente no Rio de Janeiro e insinuou defender o Exército -foram militares que fuzilaram a família no último domingo, em Guadalupe, no Rio. “Foi um incidente bastante trágico. O que eu vi, porém, é que o Exército já tomou as providências cabíveis”, afirmou.

No domingo (6), um grupo de militares do Exército Brasileiro dispararam 80 tiros contra o automóvel de uma família, matando o músico Evaldo do Santos Rosa, próximo à Vila Militar no bairro de Guadalupe, na zona Oeste no Rio.

Moro falou sobre o crime cometido no último domingo (6), quando militares do Exército Brasileiro dispararam 80 tiros contra o automóvel de uma família, matando o músico Evaldo do Santos Rosa, Moro afirmou que o episódio não tem qualquer relação com o que se coloca no chamado projeto anticrime, ou seja, o crime não decorreu de “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.

“Pelo que eu entendi no episódio, e mais uma vez destacando que ele está em apuração pelo Exército, aparentemente não teria havido sequer uma situação de legítima defesa”, afirmou o ministro.