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Deltan queria fazer marketing com monumento à Lava Jato, apontam mensagens


Reportagem dos jornalistas Felipe Bächtold, da Folha de S.Paulo e Paula Bianchi, de The Intercept Brasil informa que Deltan Dallagnol queria erguer um monumento à Operação Lava Jato, que condenou o presidente Lula, criminalizou a atividade política e destruiu a engenharia nacional

O procurador da república Deltan Dallagnol
O procurador da república Deltan Dallagnol (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

247 – Reportagem dos jornalistas Felipe Bächtold, da Folha de S.Paulo e Paula Bianchi, de The Intercept Brasil informa que Deltan Dallagnol queria erguer um monumento à Operação Lava Jato, que condenou o presidente Lula, criminalizou a atividade política e destruiu a engenharia nacional.

“Precisamos de estratégias de marketing. Marketing das reformas necessárias”, disse o procurador Deltan Dallagnol em grupo de conversa com colegas em maio de 2016  aponta a reportagem

Mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil indicam que Dallagnol alimentava a ideia de fazer um monumento à Lava Jato em Curitiba.

O projeto nunca foi concretizado, mas foi discutido por procuradores com a chefia do Ministério Público Federal no Paraná e até com o então juiz Sergio Moro.

O plano de Deltan era erguer uma escultura que simbolizasse a operação Lava Jato e suas ideias sobre projetos legislativos tramitando no Congresso “A minha primeira ideia é esta: Algo como dois pilares derrubados e um de pé, que deveriam sustentar uma base do país que está inclinada, derrubada. O pilar de pé simbolizando as instituições da justiça. Os dois derrubados simbolizando sistema político e sistema de justiça…”

O plano foi levado pelo procurador, que é chefe da força-tarefa, a Moro. Deltan esperava obter apoio do magistrado para colocar a peça na praça em frente à sede da Justiça Federal, que já virara local de atos em apoio à Lava Jato. Fonte 247.

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Trinta anos depois de partir, Raul Seixas tem mensagens atuais


As mensagens de Raul Seixas ainda ecoam depois de 30 anos de sua morte, completados neste 21 de agosto. A música foi seu transporte, o que ajudou a massificá-lo, mas seu pensamento seria certamente combustível para se tornar best seller em publicações filosóficas .

A música de Raul teve seus méritos na história, sobretudo ao mostrar o quanto o discurso nordestino de Luiz Gonzaga andava de mãos dadas com o rock and roll, mas Raul estava preocupado sobretudo com a mensagem. Um exercício rápido mostra a força de um pensamento que, mesmo quando recorreu a inspirações ocultistas de Aleister Crowley, que poderiam acabar datados, estariam atuais 30 anos depois.

Assim dizia Raul, isolando algumas de suas melhores frases: “Antes de ler o livro que o guru lhe deu, você tem que escrever o seu”, “é chato chegar a um objetivo num instante”, “A coisa mais penosa do nosso tempo é que os tolos possuem convicção e os que possuem imaginação e raciocínio vivem cheios de dúvida e indecisão”, “A desobediência é uma virtude necessária à criatividade”, “Do materialismo ao espiritualismo, é uma simples questão de esperar esgotarem-se os limites do primeiro.”

Seu existencialismo rendia algo de melancólico. “Não sei por que nasci, pra querer ajudar a querer consertar o que não pode ser. Carpinteiro do universo inteiro eu sou”. “Eu perdi o meu medo da chuva. Pois a chuva, voltando pra terra, traz coisas do ar”, “Há homens que nascem póstumos”, “eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz.” Mas lá vinha a beleza trazida pela outra parte do mesmo Raul equilibrando-se no amor, o que evitava que se tornasse um niilista apocalíptico. “Só há amor quando não existe nenhuma autoridade”, “O amor só dura em liberdade. O ciúme é só vaidade. Sofro, mas eu vou te libertar”, “Como as pedras imóveis na praia, eu fico ao teu lado, sem saber dos amores que a vida me trouxe e eu não pude viver”, “Hoje eu sei que ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez” e a bela “Diga o que você quer, se acaso não quiser, feliz eu serei seu nada, mas um nada de amor.”

Europa irritada: Declarações de Bolsonaro podem emperrar acordo com a União Europeia


As declarações e críticas infantis – e mentirosas – de Jair Bolsonaro à líderes e países europeus, como Alemanha e Noruega, estão emperrando a ratificação do acordo entre a União Europeia e Mercosul, assinado em junho e comemorado pelo governo brasileiro.

 

“Se vamos fazer uma política de confronto não estamos realmente servindo ao acordo”, disse nesta terça-feira (20) o novo embaixador da União Europeia no Brasil, Ignacio Ybáñez, ressaltando que as declarações de Bolsonaro “não são positivas” e criam dificuldades para ratificação do acordo.

Ele ponderou, no entanto, que o bloco trabalha “mais com fatos do que com declarações”.

Ybáñez, que recebeu jornalistas ontem em sua residência oficial em Brasília, está há menos de um mês no Brasil e ainda não apresentou suas credenciais a Bolsonaro.

 

Paciente é agredido por Técnico de Enfermagem, dentro de UPA; VÍDEO


Paciente é agredido por Técnico de Enfermagem em UPA e vídeo provoca revolta; Caso aconteceu no Paraná DETALHES NO WWW.JEQUIEURGENTE.COMSIGA O INSTAGRAM DO JEQUIÉ URGENTE>>https://www.instagram.com/jequie_urgente/?hl=pt-br

Posted by Jequié Urgente on Monday, August 19, 2019

 

Um paciente foi agredido por um dos membros da equipe da UPA do Jardim do Sol, bairro de Londrina (Paraná), na noite deste domingo (18). O vídeo que circula na internet mostra o rapaz com um braço imobilizado levando um forte tapa no rosto de um homem com jaleco branco que reclama que o paciente teria invadido os consultórios médicos. Em seguida, a vítima é levada para dentro de uma sala e outras três pessoas entram: gritos e barulhos de possíveis novas agressões são escutados. Outras pessoas presentes abrem a porta para tentar evitar o espancamento.

Médicos escoceses receitam natureza e viagens pra curar pacientes


Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

A natureza tem tantos benefícios para a nossa saúde que os médicos escoceses já começaram a receitá-la oficialmente para curar pacientes.

Médicos da Escócia foram autorizados a prescrever “a natureza” para reduzir a pressão arterial, ansiedade e aumentar a felicidade de pessoas com diabetes, doença mental, estresse, doenças cardíacas…

As prescrições incluem uma viagem ou ficar em contato com a natureza. E eles usam estudos científicos  que comprovam os benefícios que isso provoca na saúde mental e física.

Se você passar 90 minutos do seu dia ao ar livre em uma área cheia de árvores a parte do cérebro que está associada à depressão terá uma diminuição na atividade.

Passar parte do tempo na natureza ajuda a reduzir a pressão arterial, diminuir a ansiedade e aumentar a felicidade.

O contato com o verde também reduz o comportamento violento e os sintomas do TDAH – transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.

Ir a um parque, por exemplo, pode ajudar ainda a melhorar o controle da dor e o sistema imunológico.

Por isso o sistema de saúde escocês decidiu prescrever a natureza aos pacientes, para combater as doenças provocadas por maus hábitos e a rotina estressante das grandes cidades.

Com informações do Nation

Helicóptero da PRF colide com placa ao tentar pousar em Eunápolis


Três pessoas estavam a bordo da aeronave e não ficaram feridas

[Helicóptero da PRF colide com placa ao tentar pousar em Eunápolis]
Foto : Reprodução / Facebook

Um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) colidiu com uma placa ao tentar pousar no pátio da PRF, no km 720, da BR-101, em Eunápolis, no Sul da Bahia, na tarde desta terça-feira (20). Três pessoas estavam a bordo da aeronave e não ficaram feridas.

À imprensa local, a titular da 9ª Delegacia da PRF, inspetora Leila Cardoso, informou que, inicialmente, descartou algum problema técnico. Segundo ela, o piloto relatou que tentava fazer um pouso técnico, quando uma das hélices bateu na placa. As causas do acidente serão investigadas.

Segundo a PRF, a aeronave foi usada na Operação Lábaro, deflagrada em todo o Brasil. A área foi isolada e aeronave deve passar por perícia. Os esquis de pouso e o cone de cauda ficaram parcialmente destruídos.

 

Topei jogar esse jogo, diz Frota sobre fake-news em favor de Bolsonaro na campanha


A verdade é que a campanha do atual presidente foi baseada em matérias inexistentes, ou seja: matérias mentirosas que invadiram os celulares e assim o deputado de 27 anos, que apesar de não ter projetos dele durante esse período, terminou virando presidente. O que? não foi fake news? então cadê os kits gays tão falados? Foram milhões de fake e o Brasil continua aceitando essas mentiras até hoje.

Talvez, o Frota, por mais mal falado que seja, dentre outras coisas estão o fato dele ter acompanhado o Bolsonaro e ter sido artista pornô, não aguentou mais tanta ilegalidade e saiu fora. Até aqui Café com Leite Notícias.

Dep. Alexandre Frota

Expulso do PSL, partido de Jair Bolsonaro, o deputado federal Alexandre Frota, recém-filiado ao PSDB do governador de São Paulo, João Doria, afirmou nesta segunda-feira (19) ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que “sabia que tinha fake news, sabia que tinha todo esse jogo” na campanha eleitoral do ano passado.

“Não acho normal, mas faz parte do jogo”, disse o parlamentar. “É um jogo sujo”, disse. “Topei jogar esse jogo, tanto topei que estou aqui.”

Frota disse, no entanto, que nunca presenciou distribuição de notícias falsas durante a campanha de Bolsonaro à Presidência. Disse que fez sua campanha sozinho.

No ano passado houve uma campanha ilegal contra o então presidenciável do PT, Fernando Haddad, financiada por empresas e que se baseou na divulgação de fake-news (notícias falsas) no WhatsApp para prejudicá-lo, conforme denunciou uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a matéria, cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan.

Com informação do 247.

 

Apostador de Amargosa fatura R$ 441 mil na Lotofácil


Um morador de Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, faturou 441 mil reais na lotofácil.

 

O sorteio ocorreu na sexta-feira (16), e cinco pessoas acertaram as 15 dezenas, sendo elas: 03-04-05-06-08-11-13-14-15-16-17-18-20-22-24.Leia também: Aposta feita em Jiquiriçá fatura R$ 1,8 milhão na Dia de Sorte

As apostas vencedoras do concurso 1854 foram feitas em Amargosa (BA), Aquidabã (SE), Mamanguape (PB), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

A identidade do ganhador não é revelada pela Caixa Econômica Federal, o que faz a curiosidade dos amargosenses crescer.

 

Conheça as profissões do futuro e as atividades que podem desaparecer


Estudo recente da UNB mostra que boa parte das ocupações serão transformadas ou mesmo extintas para dar lugar a dispositivos dotados de IA — Foto: Deposit Photos

Estudo recente da UNB mostra que boa parte das ocupações serão transformadas ou mesmo extintas para dar lugar a dispositivos dotados de IA — Foto: Deposit Photos

Para quem sempre está reclamando que o trabalho é repetitivo, que executa muitas tarefas manuais e usa pouco sua criatividade, cuidado: seu posto de trabalho pode estar com os dias contados. Dentro de alguns anos, robôs ou dispositivos de Inteligência Artificial (IA)devem substituir algumas funções.

Um estudo recente da Universidade de Brasília (UnB) sobre o avanço da tecnologia no mercado de trabalho brasileiro mostra que boa parte das ocupações conhecidas serão radicalmente transformadas, ou mesmo extintas, para dar lugar a dispositivos dotados de IA. A notícia boa é que outras profissões serão criadas e algumas, mantidas com adaptações.

Para levantar os dados, o Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações (Lamfo), da UnB, avaliou 2.062 ocupações. O levantamento concluiu que 25 milhões de empregos (ou 54% do total) estão alocados em funções com probabilidade alta (de 60% a 80%) ou muito alta (80%) de automação. Sobreviverá por mais tempo o que depender de empatia, cuidado ou interpretação subjetiva, como assistentes sociais, babás e psicanalistas.

Com apenas variações de velocidade, as máquinas vão seguir otimizando produções e substituindo profissionais, mesmo qualificados, mas que vão se tonando obsoletos. Há pouco tempo, a automação eliminava atividades de baixa qualificação. O que há de novo é que robôs dotados de inteligência podem substituir ao menos parte das funções exercidas por advogados, engenheiros e médicos.

Um exemplo: em Cingapura, o hospital Mount Elizabeth Novena adotou “enfermeiras-robôs” para monitorar os sistemas vitais dos pacientes em sua unidade de terapia intensiva. Outro: 13 tribunais de Justiça no Brasil, entre eles o Supremo Tribunal Federal (STF), instalaram IA para reduzir o volume de trabalho. No TJ do Rio Grande do Norte, o robô “Clara” lê documentos, sugere tarefas e até recomenda decisões.

No Brasil e no mundo

A ameaça a alguns empregos representada pela robotização é um fenômeno mundial. Relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) chamado “O Futuro do Trabalho” estima que 14% dos empregos entre os 36 países que formam o bloco têm alta probabilidade (70%) de automação. Outros 32% serão “radicalmente transformados” e têm de 50% a 70% de chances de serem robotizados.

Um outro estudo, do McKinsey Global Institute, mostra que essas mudanças vão ganhar intensidade rapidamente, e a tecnologia vai afetar as carreiras de 25% dos profissionais até 2030. De acordo com o levantamento, operadores de maquinário devem perder 40% das vagas.

Por outro lado, os novos postos de trabalho para humanos devem ser mais produtivos, pagar melhor e trazer mais satisfação ao trabalhador. Mas, para ocupar uma dessas vagas, os profissionais devem adquirir habilidades técnicas de bom relacionamento com a tecnologia. E os contratantes devem exigir mais habilidades cognitivas, como pensamento crítico e interação interpessoal.

No Brasil, o cenário é particularmente desafiador para o trabalhador, que, além de enfrentar a economia estagnada depois da pior recessão da história do país, ainda corre o risco de se ver obsoleto daqui a não muito tempo.

Profissões do futuro

Nessa nova onda de transformação, o mercado de trabalho caminha para a era da convergência entre mundo físico e virtual. As profissões que estão surgindo são as que vão alavancar ou ajudar a construir essas ideias.

O ser humano não vai competir com as máquinas ou ser substituído totalmente pelos robôs. Muito pelo contrário. Habilidades tipicamente humanas, como criatividade, comunicação, colaboração (criação de comunidades e conexões) vão se tornar essenciais para os profissionais, independentemente da área de atuação.

Antes de mostrar as profissões abertas por esse futuro, vale a pena dar uma passada em algumas que ganharam força nesse mundo cheio de conexões. É crescente a demanda por antropólogos, etnógrafos e psicólogos para entender como as pessoas estão se comportando ante o avanço das tecnologias.

Por exemplo, as empresas que desenvolvem carros autônomos contratam antropólogos e psicólogos para entender como as pessoas reagem dentro de um carro desses.

Agora, sim, vamos às dez profissões:

Compliance de algoritmos de inteligência artificial

A inteligência artificial está a cada dia tomando mais decisões pelas pessoas. Em algum momento, podem ocorrer falhas e danos. Nessas horas, alguém precisa olhar para a questão do ponto de vista jurídico e definir qual foi o racional por trás de uma decisão da máquina, ou seja, os aspectos éticos, morais e legais.

Engenheiro de holograma ou realidade mista

Em novembro do ano passado, o Imperal Colege de Londres ministrou sua primeira aula por meio de holograma. Para este ano, estão previstos diversos shows usando esse tipo de tecnologia. Consequentemente, tende a crescer a procura por profissionais capazes de desenvolver sistemas e apresentações que utilizem hologramas, como ocorreu (e ainda ocorre) com os cientistas de dados.

Engenheiro de tráfego multidimensional

O espaço aéreo já é dominado por aviões e helicópteros. Ate aí, nada de novo. Mas como será daqui a alguns anos, com o avanço de drones ou mesmo carros projetados para voar? Nos Estados Unidos, empresas começaram a testar drones para transportar amostras de sangue ou fazer entregas, por exemplo. Profissionais capazes de organizar essa frota aérea vão ser cada vez mais demandados.

Designer/arquiteto de realidade virtual

As soluções que utilizam realidade virtual têm aumentado. Os videogames já proporcionam essa experiência. Mas a tendência é que outras áreas adotem a tecnologia. Daí surgirá a necessidade de profissionais especializados em projetar e criar os ambientes de realidade virtual. E não deve demorar a chegar o dia em que um profissional de marketing precisará ter especialização nessa área.

Personal trainer/nutricionista de dados pessoais

Assim como as pessoas convivem com os excessos da alimentação, também há o excesso de compartilhamento de dados. Por conta disso, surgirão profissionais que farão o papel de coaches em determinar para quais mídias, softwares, aplicativos e redes sociais cada pessoa deve direcionar maior ou menor atenção.

Psicólogo/psiquiatra especialista em transtornos digitais

Mais de dois terços dos brasileiros têm smartphones e gastam, em média, nove horas na internet todos os dias, conforme o relatório Brazil Digital Report, divulgado nesse mês pela McKinsey. Com as pessoas cada vez mais viciadas em tecnologia, a capacidade de concentração passa a ficar menor. Isso fará com que os profissionais da área de psicologia e medicina se inovem para poder auxiliar nesse tipo de transtorno.

Assessor de privacidade

Com a quantidade imensa de dados e informações circulando por notebooks, smartphones e outros dispositivos, a tendência é que surja um profissional para ajudar a lidar com toda essa exposição no ambiente on-line. O assessor de privacidade vai entender quais dados estão expostos ou como evitar mostrar demais. E isso vale tanto para pessoas físicas quanto empresas.

Detetive de dados

Assim como hoje existem cientistas, arquitetos e analistas de dados, no futuro próximo haverá o detetive de dados. Teremos tanta informação que será necessário investigar os dados. É o profissional que vai realizar esse trabalho de investigação mais profunda.

Advogados especializados em digital

Apesar de o direito digital já existir, a previsão é que a área ganhe ainda mais força no futuro. Isso porque o aumento no volume de dados tem um lado negativo: o crescimento dos ataques por hackers. Com disputas de transações feitas de forma digital, é natural que os advogados também tenham que intervir mediando e julgando as relações entre pessoas e empresas.

Engenheiro genético

Essa já é uma área bastante regulamentada e com uma série de restrições. E os especialistas apontam que a tendência é o surgimento de profissões ligadas à genética.

Carreiras em perigo

Assim como o futuro do trabalho prevê o surgimento de profissões, outras carreiras podem simplesmente desaparecer ou ganhar novos contornos com o avanço da tecnologia. Estão ameaçadas atividades que exigem competências como trabalho repetitivo, coleta e processamento manual, concordam especialistas em carreira e inovação.

Entre os profissionais com os dias contados estão funcionários em fábricas de maneira geral, contadores, atendentes, operadores de call center, caixas de supermercados e outros tipos de estabelecimentos comerciais.

Pessoas que trabalham recebendo dinheiro em bancos também vão sumir. Mesmo o caminhoneiro, na esteira dos veículos autônomos, tende a perder espaço.

É possível que exista risco de diminuição de profissões ligadas a atividades de manutenção, como mão de obra em fábricas. Também estão na berlinda os guias de museus, ameaçados por tutores virtuais.

Em contrapartida, empregos que lidam com imprevisibilidade têm chance pequena de desaparecer. É o caso de bombeiros, cuidadores de idosos ou profissionais da saúde. Os computadores podem elaborar diagnósticos, mas a capacidade de análise do médico e a empatia são competências difíceis de substituir, assim como o tato humano.

A reinvenção vai ser algo fundamental para a maioria das carreiras, incluindo atividades tradicionais, como advogados, professores, corretores de seguros e médicos. A tendência é que profissões que requerem criatividade, resiliência e pensamento crítico ganhem mais força.

Confira agora cinco profissões seriamente ameaçadas de extinção pelo avanço tecnológico:

Cartorário

Os registros começam a ser feitos por meio da tecnologia blockchain, e o Brasil já passou a ter jurisprudência a esse respeito. A tendência natural é que essa profissão desapareça não mais no longo prazo, mas no médio prazo.

Copiloto de avião

Hoje, piloto e copiloto são redundantes. A tendência é caminhar para ter apenas um profissional na cabine. Há até empresas fazendo testes com aviões autônomos, ou seja, sem piloto. O ato de pilotar também está se tornando automático, e o profissional só será indispensável por alguns minutos, durante a decolagem e aterrissagem.

Engenheiro calculista (civil, elétrico, mecânico, etc.)

Toda a tarefa de cálculos, sejam estruturais ou de sistemas elétricos, é algo que está deixando de fazer sentido em razão do uso cada vez maior de softwares específicos que conseguem prever uma série de variáveis.

Profissionais de estoques/inventários

Os estoques estão se tornando robotizados e automatizados, a exemplo do que a Amazon tem feito. Uma fabricante chinesa passou a vender, neste ano, 100 mil robôs para atuar em estoques e armazéns. No Vale do Silício foi demonstrado um robô estoquista que acompanha todo o inventário.

Gestor de compras

Esse profissional, que passa o dia fazendo inúmeras cotações, também está desaparecendo. O que estamos vendo agora é a integração entre empresas, ou seja, uma conexão digital entre quem tem a demanda e quem possui a oferta. O processo de decisão em relação aos melhores fornecedores, portanto, passa a ser cada vez mais digital, com o uso de softwares especializados.

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Suécia, o país onde deputados não têm assessores, dormem em quitinete e pagam pelo cafezinho


Deputado Per-Arne Håkansson no bandejão do Parlamento suecoDireito de imagemJONAS ESBJÖRNSSON

Para os deputados suecos do novo Parlamento, eleito em setembro passado, a realidade é a austeridade de sempre: gabinetes de sete metros quadrados, apartamentos funcionais pequenos e rígidos limites para o uso do dinheiro dos contribuintes no exercício da atividade parlamentar.

Não são oferecidos a deputados suecos benefícios extras como aqueles concedidos a parlamentares no Brasil, a exemplo de verbas para fretamento de aeronaves; aluguel e demais despesas de escritório político na base eleitoral; alimentação do parlamentar; contratação de secretária e entre 25 e 50 assessores particulares; ressarcimento de gastos com médicos; auxílio-creche pago por cada filho até os seis anos de idade; auxílio-mudança para se transferir para a capital; fundos para contratação de consultorias; assinatura de publicações e serviços de TV; além de verba para divulgação de mandato.

E imunidade parlamentar é um conceito que não existe na Suécia.

“Somos cidadãos comuns”, diz à BBC News Brasil o deputado Per-Arne Håkansson, do partido Social-Democrata, em seu gabinete no Parlamento sueco.

“Não há sentido em conceder privilégios especiais a parlamentares, uma vez que nossa tarefa é representar os cidadãos e conhecer a realidade em que as pessoas vivem. Também pode-se dizer que é um privilégio em si representar os cidadãos, uma vez que temos a oportunidade de influenciar os rumos do país”, acrescenta Håkansson.

A cada início de mandato, o que os 349 deputados suecos recebem – assim como o Presidente do Parlamento – é um cartão anual para usar o transporte público. E também um robusto código de ética, que vem acompanhado ainda por um conjunto de informações sobre o restrito uso das verbas públicas e normas de conduta para a atividade parlamentar.

Carros oficiais são poucos, e para uso limitado. O Parlamento possui apenas três veículos, modelo Volvo S80. Esta frota de três está à disposição somente do Presidente do Parlamento e seus três vice-presidentes, para eventos oficiais.

“Não é um serviço de táxi”, diz René Poedtke, do setor administrativo do Parlamento. “Os carros não estão disponíveis para levá-los para casa ou para o trabalho.”

Na Suécia, o único político que tem direito a carro em caráter permanente é o primeiro-ministro. O carro pertence à frota da polícia secreta sueca, a Säpo (Säkerhetspolisen). Ministros podem requisitar veículos “quando têm fortes razões para precisar de um”, segundo diz um assessor do governo: “Por exemplo, quando vão fazer um discurso em um subúrbio distante”.

Sessão do Parlamento suecoDireito de imagemINGEMAR EDFALK/SVERIGES RIKSDAG
Image captionDeputados em sessão no Parlamento sueco

Parlamentares não podem aumentar o próprio salário

O salário bruto de um deputado do Parlamento sueco é de 66,900 coroas suecas por mês (cerca de R$ 27 mil). Descontados os altos impostos, um parlamentar recebe vencimentos líquidos de aproximadamente de 40,000 coroas suecas (pouco mais de R$ 16 mil) – o que equivale a menos que o dobro do que ganha um professor do ensino fundamental na Suécia.

Se um deputado sueco tem sua base eleitoral fora da capital, pode solicitar o chamado traktament, uma ajuda de custo para os dias da semana em que trabalha em Estocolmo. O valor desta diária, paga estritamente aos parlamentares que não têm residência permanente na capital, é de 110 coroas suecas (aproximadamente R$ 45).

Uma rápida checagem nas tabelas de preço de Estocolmo dá uma noção do que se compra na capital com 110 coroas suecas: um café com três ou quatro bullar (os tradicionais pães doces suecos que acompanham o café), ou uma pizza com refrigerante, ou um tradicional prato de köttbullar, as almôndegas suecas servidas com geléia de arandos vermelhos e purê de batata. Nos pequenos restaurantes populares que servem almoço na cidade, um prato executivo sai em média por 100 coroas suecas.

Até 1957, os deputados do Parlamento sueco não recebiam sequer salário: ganhavam apenas contribuições feitas pelos membros dos partidos.

A decisão de introduzir o pagamento de salário aos parlamentares foi tomada, segundo consta nos arquivos do Parlamento, após chegar-se à conclusão de que nenhum cidadão deveria ser “impedido de tornar-se um deputado por razões econômicas”. Mas o valor do salário não deveria “ser alto a ponto de se tornar economicamente atraente”.

E nenhum deputado sueco tem o privilégio de aumentar o próprio salário: na Suécia, os salários dos parlamentares são determinados por um comitê independente, chamado Riksdagens Arvodesnämd.

Três pessoas compõem este comitê: um presidente, que via de regra é um juiz aposentado, e dois representantes, que são em geral ex-servidores públicos ou jornalistas. O comitê é nomeado pela Mesa Diretora do Parlamento.

“Não há nenhum parlamentar entre nós. Somos um comitê com independência garantida pela Constituição. A Mesa Diretora do Parlamento não pode nos dar nenhuma diretriz”, disse o presidente do comitê, Johan Hirschfeldt.

Ex-presidente da Corte de Apelação de Estocolmo, Hirschfeldt conta que o comitê se reúne uma vez por ano, após o recesso parlamentar do verão europeu. “Isso não significa que os deputados ganhem aumento de salário todos os anos”, ele observou.

Para avaliar se os deputados terão ou não aumento de salário, Hirschfeldt diz que o comitê faz uma análise das circunstâncias econômicas da sociedade como um todo, incluindo índices de inflação e de variação salarial tanto no setor público como no privado. “Quando nos reunirmos da próxima vez, vamos avaliar as circunstâncias gerais, e talvez decidir dar um aumento aos parlamentares entre 1% ou 1,5%. Ou talvez não daremos aumento nenhum”.

A decisão do comitê é soberana: não pode ser contestada, e não necessita ser submetida a votação no Parlamento. “Os parlamentares não têm nenhum poder de decisão no processo. E não sei se ficam satisfeitos ou não com o salário, porque nenhum parlamentar nunca telefonou para pedir mais, nem reclamar”, diz o presidente do comitê.

Aumentos de salário dos ministros e do primeiro-ministro são também decididos por um comitê independente, o Statsrådsarvodesnämden.

Acesso limitado a apartamentos e quitinetes funcionais

O apartamento funcional do deputado Per-Arne Håkansson tem 46 metros quadrados. Apenas políticos com base eleitoral fora da capital, e que não possuem imóvel próprio em Estocolmo, têm direito a viver em apartamentos – ou até quitinetes – funcionais. E o Presidente do Parlamento sueco não tem direito a residência oficial.

Os apartamentos funcionais têm em média 45,6 metros quadrados. Já as quitinetes funcionais têm apenas 16 metros quadrados. Do total de 197 imóveis administrados pelo Parlamento sueco, apenas oito dispõem de espaço entre 70 e 90 metros quadrados.

Talvez com certo exagero, os modestos ambientes das quitinetes e dos menores apartamentos funcionais do Parlamento fazem lembrar as celas da moderníssima penitenciária de Sala, nos arredores de Estocolmo, onde os detentos – assim como na maioria das prisões suecas – também têm banheiro privativo.

Além do sofá-cama, uma mesa, um pequeno armário, uma minicopa com um fogão de uma boca, um frigobar e um banheiro são suficientes para preencher o espaço de pouco mais de 16 metros quadrados de um dos apartamentos funcionais, situado na rua Monkbron.

Gabinete de parlamentar na Suécia
Direito de imagemCLAUDIA WALLIN
Image captionVocê diria que esse é o gabinente de um deputado?

Nos imóveis funcionais não há máquina de lavar roupa, nem lavadora de pratos, e nem mesmo cama de casal – apenas de solteiro. Em grande parte dos apartamentos funcionais, não há sequer quarto: um único cômodo, mobiliado com um sofá-cama, funciona como sala e quarto de dormir.

“Podemos colocar camas extras com rodinhas em caso de necessidade, como a visita de um parente”, diz uma funcionária do Parlamento que acompanhou a reportagem na visita a um dos imóveis.

Em todos os prédios de apartamentos funcionais, as lavanderias são comunitárias, e os deputados precisam marcar hora em um fichário para lavar a roupa suja. Nestas lavanderias comunitárias, geralmente situadas no porão dos prédios, também há tábuas de passar roupa à disposição dos deputados.

Também são os próprios parlamentares que cozinham e cuidam da limpeza da casa. Faxina gratuita nos apartamentos funcionais, segundo o setor de administração do Parlamento sueco, só uma vez por ano, durante o recesso parlamentar de verão.

Familiares dos parlamentares devem pagar para pernoitar nos imóveis funcionais

Mais: o erário público paga apartamentos funcionais exclusivamente para parlamentares. A cônjuges de deputados, familiares e afins, é negado o benefício de morar ou até mesmo pernoitar em propriedade do Estado sem pagar. Quando o familiar de um parlamentar passa uma temporada no imóvel funcional, o deputado tem prazo de um mês para ressarcir o erário pelos dias de pernoite.

E se a mulher de um deputado do interior decide viver no apartamento funcional da capital com o marido, cabe a ela arcar com a metade do valor do aluguel.

“É claro que não pagamos para ninguém morar de graça, a não ser os parlamentares com base eleitoral fora da capital”, diz a chefe do setor de Serviços Parlamentares, Anna Aspegren.

Na creche do Parlamento, os deputados podem deixar ocasionalmente os filhos com idades entre um ano e treze anos, durante sessões deliberativas.

“Mas os deputados devem pagar pelo almoço das crianças”, explica Monika Karlsson, funcionária da creche. Em dias de sessão noturna, a creche fica aberta até à meia-noite – ou mais.

Lavanderia de prédio com apartamento funcionais para parlamentares
Direito de imagemCLAUDIA WALLIN

 

Parlamentares dividem lavanderia e são responsáveis pela limpeza de seus apartamentos funcionais

Os parlamentares têm duas opções de moradia na capital sueca: a primeira é viver em um dos apartamentos ou quitinetes funcionais. A segunda é alugar um apartamento por conta própria, e cobrar do Parlamento o ressarcimento correspondente ao valor do aluguel. Neste caso, o valor máximo que o Parlamento reembolsa aos deputados é de 8 mil coroas suecas mensais (o equivalente a cerca de R$ 3.500), quantia relativamente baixa para a escassa oferta imobiliária do centro da capital.

“Mas os parlamentares que vivem com o cônjuge em um apartamento alugado só podem pedir reembolso da metade do valor do aluguel, e têm que pagar do próprio bolso pela manutenção do imóvel”, explica Anna Aspegren.

É o que faz a líder do Partido de Centro (Centerpartiet), Annie Lööf, que divide o apartamento funcional com o marido. “O marido de Annie tem que pagar sua parte do aluguel, como qualquer outro cidadão”, diz Aspegren.

Até os anos 90, apartamentos funcionais sequer existiam na Suécia: os deputados dormiam em sofás-cama, em seus próprios gabinetes. Pratos e roupas eram lavados à mão na pia do gabinete, e não havia cama.

Gabinetes parlamentares chegam a ter 7 metros quadrados

Os gabinetes parlamentares dos deputados suecos têm em média 15 metros quadrados, e decoração frugal. Uma mesa de madeira clara, estantes da mesma cor, um antigo aparelho de TV e um franzino sofá vermelho, em estilo semelhante aos da rede sueca de móveis populares Ikea, compõem o ambiente.

Os menores gabinetes do Parlamento chegam a ter 7 metros quadrados. Os gabinetes maiores são reservados às lideranças partidárias, e têm em média 31 metros quadrados.

No corredor de cada anexo parlamentar, há um balcão com os jornais diários e publicações diversas. São para uso coletivo dos parlamentares: as assinaturas de jornais e revistas são custeadas pelo partido, e deputados não têm verba pessoal para assinar publicações.

“Podemos levar um jornal para ler no gabinete, e colocá-lo de volta em seguida no balcão”, diz o deputado Per-Arne Håkansson.

“Também podemos ler jornais e outras publicações na biblioteca do Parlamento, que também disponibiliza a leitura nos celulares dos deputados, através de um aplicativo”, observa ele.

Deputado Per-Arne Håkansson em seu gabinete no Parlamento sueco
Direito de imagemABDELLATIF AZMANI
 Deputados, como Per-Arne Håkansson, não têm nenhum – ficam sozinhos em seus pequenos gabinetes

Na cantina do Parlamento, os deputados pagam pelo próprio cafezinho.

E o almoço do deputado Per-Arne é no bandejão no Parlamento. Não há garçons e é preciso pagar pela comida. Depois da refeição, cada parlamentar deve levar o próprio prato para a estação de recolhimento de bandejas, que fica ao lado da cozinha do Parlamento.

O Parlamento sueco também tem um restaurante mais formal, para ocasiões especiais. Mas, no dia a dia, alguns deputados chegam a levar quentinha, e esquentam a comida na cozinha comunitária do Parlamento. Ali, todos devem lavar a própria louça.

Diferentemente do que acontece no Brasil, nenhum deputado sueco tem direito a reembolso por refeições feitas em restaurantes de luxo.

Sem secretárias nem assessores particulares

“Nenhum deputado tem secretária particular, nem pode contratar assessores”, diz Mats Lindh, do setor de Serviços Parlamentares.

No sistema sueco, cada partido político representado no Parlamento recebe verba restrita para contratar um grupo de assistentes e assessores, que formam o chamado secretariado do partido. E este grupo de funcionáriosos atende, coletivamente, a todos os deputados de uma sigla.

Ou seja: os parlamentares dividem entre si um grupo de assessores e assistentes, que, entre outras atividades, prepara análises políticas e cuida das relações com a imprensa.

Nos corredores da base parlamentar do partido Social-Democrata, um porta-voz fornece a lista do secretariado: 101 funcionários trabalham em conjunto para apoiar as atividades de 100 deputados. Esta equipe de funcionários é composta por assessores políticos e analistas de apoio para questões políticas e relações com a imprensa, além de alguns assistentes administrativos – que não costumam estar à disposição dos deputados para tarefas pessoais.

“Cada deputado cuida da sua agenda de trabalho, prepara seus discursos e marca ele próprio, por exemplo, suas reuniões e bilhetes de trem ou avião”, diz o porta-voz.

Para o cientista político sueco Rune Premförs, manter uma força-tarefa de assessores particulares para um só parlamentar é uma aberração. “Por que todos esses recursos deveriam estar à disposição de um único político, se podem ser divididos? Representantes políticos devem também ser representantes do povo em termos de não se atribuir condições privilegiadas”, opina Premförs.

É válido o argumento de que países grandes têm grandes problemas, diz o cientista político, e que para resolvê-los precisam de mais recursos humanos.

“Mas isto não significa necessariamente aumentar os privilégios pessoais, na forma de assessores particulares. O que um parlamentar precisa é de serviços de informação e consultoria de qualidade para apoiar suas atividades e a sua tomada de decisões. Na Suécia, um dos setores do Parlamento que mais se expandiu nos últimos vinte anos foi o RUT (Serviço de Pesquisas do Parlamento), que fornece todo tipo de pesquisas, estatísticas e consultorias especializadas a parlamentares de todas as siglas”, diz Premförs.

E em vez de receber verba do erário para divulgação do mandato, deputados suecos informam os eleitores sobre suas atividades parlamentares através da internet. Na página oficial do Parlamento sueco, as páginas individuais de cada um dos deputados têm como subtítulo a legenda “Sagt och gjort” (“Dito e feito”, em português): ali estão cópias de todas as moções apresentadas pelo parlamentar em questão, assim como vídeos de discursos realizados pelo deputado, interpelações e outras atividades parlamentares.

Sem verba indenizatória

Deputados suecos não recebem verba indenizatória para aluguel e manutenção de escritórios políticos em suas bases eleitorais – nem para alimentação, locação de móveis e equipamentos, material de expediente, assinatura de TV a cabo ou assinatura de publicações em suas regiões de origem.

Quando estão em suas bases eleitorais, os parlamentares usam a sede local do partido, ou a biblioteca pública, para trabalhar e fazer reuniões. “Ou a própria casa deles”, diz Anna Aspegren, a chefe do departamento que controla as despesas dos deputados.

Stefan Lofven, premiê sueco, fala no ParlamentoDireito de imagemJESSICA GOW/AFP/GETTY IMAGES
Image captionO único político com direito a carro na Suécia é o primeiro-ministro, hoje Stefan Lofven

O manual de viagens do deputado

Entre as informações que cada parlamentar sueco recebe ao ser eleito, está um manual de 35 páginas, intitulado Regras de Viagem (Reseregler). Algumas recomendações aos deputados:

– “Deve ser escolhido o meio mais econômico possível para atingir o destino – trem, carro ou avião.”

– “Carros para viagem devem ser alugados na agência de viagens do Parlamento, utilizando as locadoras com as quais o Parlamento possui contratos a fim de obter preços mais favoráveis. Em consideração aos aspectos de custo e de proteção ao meio ambiente, não é permitido alugar carros especiais ou de luxo.”

– “Se o deputado viajar com o próprio veículo, deve ser escolhido o caminho mais curto possível, a menos que haja razões especiais para se tomar um caminho mais longo”.

– “Deputados devem usar táxis quando não houver alternativa de transporte público disponível, ou se houver razões especiais para tal”.

Para viagens ao exterior, um deputado sueco pode gastar um teto máximo de 50 mil coroas suecas (cerca de R$ 20 mil) por mandato, ou seja, ao longo de quatro anos. O parlamentar deve ainda apresentar um programa detalhado da viagem de trabalho, que deve obrigatoriamente, como é de praxe em vários países, ser submetido à aprovação da presidência do Parlamento.

No exterior, um deputado recebe ajuda de custo limitada por uma rígida tabela: as diárias variam em geral entre 220 coroas (cerca de R$ 80) e 700 coroas (aproximadamente R$ 280), dependendo do país visitado. Quando viajam ao Brasil, o valor total da diária para um deputado sueco é de 407 coroas suecas (cerca de R$ 163).

O valor destas diárias é parcialmente sujeito a imposto. E se um deputado recebe refeições gratuitas durante uma conferência no exterior, por exemplo, o valor correspondente é deduzido da diária. “Se almoçarem de graça, não pago a diária completa”, diz Anna Aspegren.

Outra regra trata de hospedagens. “Quando um deputado divide um quarto de hotel com um familiar ou amigo que não tem direito a ter suas despesas pagas pelo Parlamento, o Parlamento paga apenas 75 por cento do valor da diária. E não são hotéis de luxo”, observa Anna.

Tanto parlamentares como ministros costumam voar em aviões de carreira.

Parlamentares em cantina do Parlamento sueco
Direito de imagemCLAUDIA WALLIN
Cafezinho de graça? No Parlamento da Suécia, nem pensar

Sem pensão vitalícia

Parlamentares suecos também não têm o privilégio de receber pensão vitalícia após cumprir um mínimo de um ou dois mandatos. Aos deputados suecos não se oferece pensão, e sim o que se chama de “garantia de renda” (inkomstgaranti) por tempo limitado. Diz a lei sueca:

“A finalidade do benefício (pensão) é proporcionar segurança financeira ao parlamentar no momento de transição após o término de suas atividades no Parlamento. O benefício não tem como propósito garantir o sustento permanente do ex-parlamentar”.

É uma espécie de seguro-desemprego: o princípio geral é que todo deputado precisa trabalhar pelo menos oito anos no Parlamento (duas legislaturas) para ter direito a um benefício equivalente a 85% do valor do salário, durante um período máximo de dois anos. E para receber o benefício durante mais de um ano, o ex-deputado precisa comprovar que está ativamente procurando uma nova forma de ganhar o pão de cada dia.

“É importante entender que o sistema tem mecanismos fortes. Eles (os deputados) têm que provar que estão procurando um novo emprego, que não estão passivos. Do contrário, o benefício é cortado”, diz Johan Hirschfeldt, presidente do comitê que regulamenta salários e pensões parlamentares (Riksdagens Arvodesnämd).

Se o parlamentar passa a exercer um outro mandato ou cargo político, o benefício também é suspenso.

94% dos políticos não recebem salário nas assembleias regionais

A nível regional, a representação política na Suécia é considerada uma atividade extra a ser exercida em paralelo a um emprego remunerado, de onde todo político deve tirar seu próprio sustento: 94% dos representantes das Assembléias regionais não recebem salário. Apenas os integrantes da presidência e dos comitês executivos das Assembléias recebem remuneração para trabalhar como políticos em tempo integral ou parcial.

Prefeitos não têm direito a residência oficial. E em todas as assembleias municipais do país, a regra não tem exceção: vereadores não têm salário, secretária, assistentes, carro com motorista, e sequer gabinete – eles trabalham de casa, e ganham apenas uma pequena gratificação para participar das sessões na Câmara.

“Ser vereador é um trabalho voluntário, que pode ser perfeitamente realizado nas horas vagas”, opinia Christina Elffors-Sjödin, vereadora de Estocolmo, do Partido Moderado.

*Claudia Wallin é autora do livro “Um País Sem Excelências e Mordomias”, sobre o sistema político sueco.

CÂMARA APROVA LEI QUE PUNE ABUSOS COMO OS DA LAVA JATO


PL do Abuso de Autoridade prevê dois anos de prisão a juiz que determinar grampo ilegal

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro – Marcelo Camargo/Agência Brasil

De Eduardo Piovesan no site da Câmara dos Deputados.

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) o Projeto de Lei 7596/17, do Senado, que define os crimes de abuso de autoridade cometidos por agente público, servidor ou não no exercício de suas funções. A matéria será enviada à sanção presidencial.

Segundo o texto, essas condutas somente serão crime se praticadas com a finalidade específica de prejudicar outra pessoa ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, assim como por mero capricho ou satisfação pessoal.

Já a divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não será considerada, por si só, abuso de autoridade.

Estão sujeitos a responderem por esses crimes qualquer agente público, servidor ou não, da administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Incluem-se nesse rol, portanto, os servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas; e membros do Legislativo; do Executivo; do Judiciário; do Ministério Público; e dos tribunais ou conselhos de contas.

A nova lei será aplicada ainda a todo aquele que exercer, mesmo de forma transitória e sem remuneração, qualquer forma de vínculo, mandato, cargo, emprego ou função em órgão ou entidade pública.

Para o relator, deputado Ricardo Barros (PP-PR), o projeto permite uma atualização do tema tratado na Lei 4.898/65, que é revogada pelo projeto.

“Quem, em geral, vai denunciar é o Ministério Público e quem vai julgar é o juiz, por isso não cabe dizer que está havendo uma perseguição a esses agentes públicos”, afirmou.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Indenização e perda do cargo

O projeto considera como efeitos da condenação criminal outras penalidades, como obrigação de indenizar o dano causado segundo fixado pelo juiz na sentença; a inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função pública pelo período de 1 a 5 anos; e a perda dessas mesmas funções.

Entretanto, a inabilitação para o cargo ou sua perda somente serão aplicados nos casos de reincidência em crime de abuso de autoridade e não são automáticos, devendo ser declarados os motivos na sentença.

Penas restritivas de direitos
Como as penas para os crimes tipificados são de detenção, ou seja, de baixo potencial ofensivo, o próprio projeto prevê penas substitutivas: prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas; suspensão do exercício do cargo, da função ou do mandato pelo prazo de 1 a 6 meses, com a perda da remuneração e das vantagens; e proibição de exercer funções de natureza policial ou militar no município em que tiver sido praticado o crime e naquele em que residir ou trabalhar a vítima pelo prazo de 1 a 3 anos.

Essas penas podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente.

Criança e adolescente
No Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), o projeto determina que a perda do cargo, do mandato ou da função pública somente ocorrerá se houver reincidência nos crimes praticados com abuso de autoridade contra criança ou adolescente tipificados no estatuto.

Essa perda de cargo está prevista no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/1940) e é aplicada quando a pena privativa de liberdade for por tempo igual ou superior a um ano.

Um dos crimes tipificados no estatuto, por exemplo, é o de produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente.

A pena de reclusão de 4 a 8 anos e multa aumenta de 1/3 se o crime for praticado por agente no exercício de cargo ou função pública ou a pretexto de exercê-la.

Ação penal
Os crimes de abuso de autoridade serão apurados com base em ação penal pública incondicionada, ou seja, não dependerá de queixa do ofendido para se oferecer a denúncia contra o suspeito.

Entretanto, se a ação penal pública não for apresentada no prazo legal, poderá haver a ação privada; e o Ministério Público poderá fazer acréscimos a ela, rejeitá-la e oferecer denúncia substitutiva. No caso de negligência do querelante, o órgão poderá retomar a ação como parte principal.

O ofendido terá o prazo de seis meses, contado da data em que se esgotar o prazo para oferecimento da denúncia, para entrar com a ação privada.

O projeto prevê também que as penas criminais são aplicadas independentemente das sanções de natureza civil ou administrativa, mas a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade, em legítima defesa, em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito faz coisa julgada em âmbito cível, assim como no administrativo-disciplinar.

Em outras palavras, se a pessoa for inocentada na esfera criminal não poderá ser condenada na esfera cível (indenização) ou administrativo-disciplinar (sanções previstas em outras normas específicas).

Prisão temporária
O projeto muda a Lei 7.960/89 para estabelecer novas regras sobre a prisão temporária. Atualmente, a lei prevê que o preso deverá ser posto imediatamente em liberdade depois do prazo de cinco dias fixado para esse tipo de prisão, exceto se ela tiver sido convertida em preventiva.

Com a nova regra, exige-se que o mandado de prisão temporária deverá conter necessariamente o período de sua duração e o dia em que o preso deverá ser libertado. Após esse prazo, a autoridade responsável pela custódia deverá pôr imediatamente o preso em liberdade, independentemente de nova ordem da autoridade judicial, exceto se já tiver sido comunicada da prorrogação da prisão temporária ou da decretação da prisão preventiva.

Advogado
No Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/94), passa a ser crime, punido com detenção de 3 meses a 1 ano, violar direito ou prerrogativa de advogado como a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho e sigilo de comunicação; a comunicação com seus clientes; a presença de representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quando preso em flagrante por motivo ligado ao exercício da advocacia; e prisão temporária especial.

Escutas
Em relação ao crime de “grampo” ilegal, o projeto inclui a escuta ambiental entre os atos tipificados como tal, sujeitos a pena de reclusão de 2 a 4 anos e multa. O texto especifica ainda que praticará esse crime o juiz que determinar a execução de “grampo”, escuta ou qualquer outra interceptação de comunicação com objetivo não autorizado em lei.

Fonte desta matéria DCM.

Avô carinhoso de 82 anos pinta unhas de neta internada


Avó de Michelle Bolsonaro era traficante e mãe foi indiciada por falsificação ideológica, diz revista


Primeira-dama se afastou há algum tempo das familiares

[Avó de Michelle Bolsonaro era traficante e mãe foi indiciada por falsificação ideológica, diz revista]
Foto : José Cruz/Agência Brasil

A revista Veja publicou hoje (16) uma reportagem que revela que a avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro foi presa em flagrante em 1997, aos 55 anos, por tráfico de drogas. Maria Aparecida Firmo Ferreira, cujo apelido era “Tia”, vendia o material ilícito no centro de Brasília, segundo a polícia.

Quando foi presa, Maria Aparecida, hoje com 79 anos, estava com 169 unidades de um subproduto da cocaína, conhecido como “cabecinha de merla”. Já a mãe de Michelle, Maria das Graças Firmo Ferreira, possui ficha corrente na polícia, já que é investigada por falsificação ideológica desde 1988, quando a primeira-dama tinha 6 anos.

Maria das Graças tinha dois registros civis, um deles em que foi alterado o nome da mãe, de Maria Aparecida Firmo Ferreira para Maria Aparecida Mendes. Já o nome do pai não aparece no documento, que também a deixa nove anos mais nova e aumenta sua altura em 13 centímetros.

A mãe de Michelle explica que perdeu a carteira de identidade e a certidão de nascimento. Ao realizar novo registro, decidiu excluir o nome do pai, já que ele “abandonou a família” e alterou a data de nascimento “aconselhada por duas amigas”. Ela afirma, no entanto, que as mudanças não tinham nenhuma “intenção criminosa”. Após cinco anos parado na Vara Criminal, o processo foi arquivado.

Na semana passada, a Folha publicou uma reportagem em que mostrou que a avó de Michelle estava internada há dois dias no corredor de um hospital público em Brasília, aguardando uma vaga para realizar cirurgia ortopédica, após fraturar a bacia.

Mãe e avó não foram chamadas para a posse de Jair Bolsonaro como presidente do Brasil e nunca estiveram no Palácio da Alvorada, onde Michelle reside. A primeira-dama se afastou há algum tempo das familiares.

POR QUE O DONO DA HAVAN APARECE TANTO NO SBT? POR UM ACORDO MILIONÁRIO


Luciano Hang, da Havan (Foto: Divulgação)

 

Paparicado na semana passada com um crachá de cliente preferencial, o empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, está fechando um novo acordo milionário com o SBT. Ele deverá aumentar os investimentos na emissora dos atuais R$ 45 milhões anuais para R$ 80 milhões, valendo a partir de setembro. Se isso se concretizar, passará a ser o maior anunciante privado da rede de Silvio Santos.

Isso explica o espaço que Hang vem ocupando na programação do SBT. Segundo levantamento do colunista Mauricio Stycer, do UOL, nos últimos oito meses ele apareceu em seis programas, ocupando um total de 210 minutos.

Hang esteve no Programa Raul Gil, The Noite, Programa do Ratinho, Eliana, Conexão Repórter e Programa Silvio Santos. Com tanto crédito na casa, se sentiu até no direito de pedir a demissão de Rachel Sheherazade, por causa das críticas que ela faz no YouTube ao presidente Jair Bolsonaro, de quem ele se diz “um soldado”.

Coincidência ou não, Sheherazade foi punida há duas semanas justamente por causa do conteúdo de seu canal no YouTube. Ela não apresenta mais o SBT Brasil às sextas, como antecipou o Notícias da TV. Seu futuro na emissora é incerto.

Dia vira ‘noite’ em São Paulo com frente fria e fumaça vinda de queimadas da Amazônia


O Inmet confirmou que o fenômeno foi causada por frente fria e pela fumaça de queimadas na região amazônica | FOTO: Montagem do JC/G1/Estadão |

São Paulo começou a tarde desta segunda-feira (19) com o céu encoberto por nuvens e o ‘dia virou noite’. O fenômeno está relacionado à chegada de uma frente fria e também de partículas oriundas da fumaça produzida em incêndios florestais. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), por conta do tempo úmido e da entrada de ar de origem polar, a temperatura caiu moderadamente desde as primeiras horas da madrugada.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), além da frente fria, a escuridão também é causada pela fumaça de queimadas na região amazônica. “O material particulado, oriundo da fumaça produzida por esses incêndios silvestres de grande porte que estão acontecendo na Bolívia, conjugado com o ar frio e úmido que está no litoral de São Paulo, causou a escuridão”, diz Franco Vilela, meteorologista do Inmet.

Além disso, a cidade “está dentro de uma nuvem” por causa da atuação de duas massas com temperaturas diferentes. “Isso acontece por conta dessa convergência de massas tão diferentes. A frente fria da capital, junto com as temperaturas amenas que vêm do oceano e do vento quente do interior, provocam essa turbulência e isso baixou o nível da nuvem. Assim, nós estamos dentro de uma nuvem,” diz Helena Balbino, meteorologista do Inmet.

Segundo o Climatempo, a fumaça proveniente de queimadas na região amazônica, nos estados do Acre e Rondônia e na Bolívia, chegou a São Paulo pela ação dos ventos. “A fumaça não veio de queimadas do estado de São Paulo, mas de queimadas muito densas e amplas que estão acontecendo há vários dias em Rondônia e na Bolívia. A frente fria mudou a direção dos ventos e transportou essa fumaça pra São Paulo”, diz Josélia Pegorim, meteorologista do Climatempo.

“Aqui na região da Grande São Paulo a gente teve a combinação desse excesso de umidade com a fumaça, então deu essa aparência no céu”, completou. No final de semana, a direção do vento estava levando a fumaça para o Sul do Brasil. Com a chegada da frente fria no Sudeste, a fumaça começou a ser direcionada para o estado de São Paulo, segundo o Climatempo.

Os meteorologistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que também monitora o clima no país, ainda não verificaram influência das queimadas no aumento na nebulosidade que tornou o céu da capital tão escuro. “O vento até pode trazer essa fumaça de queimadas, mas teria que ser bem intenso o incêndio. Geralmente, isso ocorre mais com fumaça de vulcões”, diz Caroline Vidal, meteorologista do Inpe. As informações são do G1.

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