‘Senti um misto de pena e decepção’, diz Daniel Boaventura sobre Regina Duarte


“Foi uma aula de como não dar entrevista”, afirmou o artista

['Senti um misto de pena e decepção', diz Daniel Boaventura sobre Regina Duarte]
Foto : Eduardo Tosta/NEOJIBA

O ator e músico Daniel Boaventura comentou as falas da atriz e secretária especial da Cultura, Regina Duarte, que encerrou uma entrevista à emissora CNN Brasil na tarde de ontem (7) ao ser confrontada com críticas. Em entrevista ao programa Roda Baiana da Rádio Metrópole, na tarde de hoje (8), o artista disse ter ficado “estarrecido” com a fala da colega de profissão.

“Existia sim um clima de emboscada no ar. Mas foi uma aula de como não dar entrevista. Mesclou conceitos, não se pode mencionar Stalin ou Hitler no meio de uma pandemia. Você não está só misturando questões temporais, como a grande guerra, mistura dados históricos e enfatiza a minimalização da morte. Depois ela cantou. Senti um misto de pena e decepção”, declarou.

Boaventura classificou a situação como uma “vergonha alheia”. “Não que as colocações dela durante esse governo tivesse alguma expressão, que não tiveram. Você pega uma cola e assume determinadas coisas em vídeo, você tem a sensação de ver um colega no palco que faz uma cagada, erra e fica nervoso, o espectador sente o que chamam de vergonha alheia”, afirmou o artista. Por Metro1.]

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Vídeo: Militares da reserva convocam ida a Brasília para acabar com STF


: Ganhou repercussão nas redes sociais um vídeo de um bolsonarista que se apresenta como “Comandante Paulo” afirmando que uma grande manifestação com militares da reserva e civis vai afrontar o Supremo Tribunal Federal na próxima sexta-feira (8).

“Nós temos um comboio organizado para chegar a Brasília até o dia 8 pelo menos com 300 caminhões, muitos militares da reserva, muitos civis, para virem para cá para nós darmos cabo dessa patifaria”, diz o “comandante”, identificado como sargento Paulo Melo.

“Venham para cá para que a gente possa, unidos, por fim, a toda essa canalhice que está atormentando a sociedade brasileira”, completou.

O vídeo foi publicado pelo empresário Marcelo Stachin na terça-feira (5). Stachin é militante do Aliança Pelo Brasil e ex-secretário-geral do PSL na cidade de Sinop (MT).

Stachin esteve presente em Brasília nos atos dos dia 3 de maio, em que bolsonaristas agrediram jornalistas. O empresário chegou a publicar fotos em cima do carro de som durante o evento. Vejam o vídeo. Fonte Revista Fórum.

“Como lutar para cuidar das pessoas se parte da população nos agride?”, questiona enfermeira


Ana Catarine Carneiro foi atacada por um bolsonarista durante homenagem aos colegas mortos na pandemia

Bolsonaristas agridem enfermeiros em frente ao Palácio do Planalto (Reprodução)
  

Em depoimento à revista Veja, a enfermeira Ana Catarine Carneiro, que foi agredida na última sexta-feira (1º) durante uma homenagem aos colegas mortos na pandemia, em Brasília, diz que se sentiu “desiludida” com a violência. Ela pede ainda que a população não encare os profissionais de saúde como heróis.

A enfermeira ressalta que o ato que participou em Brasília não era um protesto, mas sim uma homenagem. “Não estávamos contra nada. Além da homenagem em si e de darmos visibilidade à nossa categoria, queríamos mostrar à população que temos as nossas dificuldades”, conta.

“Seguíamos com a nossa manifestação, pacificamente, quando, de uma hora para outra, surgiu um grupo de pessoas que apoiam o governo federal e começou a nos ofender. Primeiro, com palavrões. A certa altura, um homem decidiu atacar uma colega que estava ao meu lado, filmando tudo com o seu celular”, relata. “A partir do momento em que o tal homem encostou em mim, não tínhamos mais como manter o plano”.

Um dos responsáveis pela agressão foi o bolsonarista Renan da Silva Sena, funcionário terceirizado do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Ele atua em uma empresa que tem um contrato com o ministério de Damares Alves no valor de R$ 20 milhões. Contudo, não aparece ou cumpre suas tarefas de trabalho desde março.

“Em casa, de volta, fui dominada por um sentimento de desilusão, de abandono. Como é possível lutar para cuidar das pessoas se parte da população nos agride? Não faz o menor sentido. Recuperei minha força com a quantidade de mensagens de apoio que recebi. Percebi que a violência vem de uma minoria”, continuou.

 

No trecho final de seu depoimento, a enfermeira questiona o status de “heróis” que os profissionais de saúde ganharam em meio à pandemia do coronavírus.

“Quando vejo, pelo país afora, profissionais de saúde sendo saudados como heróis, entendo e agradeço, pois me sinto homenageada. Essa visão, porém, me preocupa, porque o herói dá conta de tudo. Nós não somos assim”, afirma.

“A população precisa ter essa compreensão. Nós a ajudamos, sim, só que precisamos também da ajuda dela. Isso acontece quando a sociedade segue as orientações de segurança para que a pandemia não avance ainda mais”, reforça.

Fonte Revista Forum.

Artistas contestam Regina Duarte após entrevista em que minimiza ditadura, tortura e mortes


Anteriormente, se imaginava que a Regina Duarte não aceitaria o cargo, pela sua profissão e já ser sabedora de que a Cultura, que já vivia em situação difícil nesse país, depois deste atual governo piorou e muito. Depois , já que ela aceitou, se acreditou que a atriz fosse desenvolver um trabalho que fizesse a diferença na história do país, nessa pasta, exatamente por se tratar de uma atriz.

Infelizmente, o que aconteceu foi que na alma da Regina vivia um mundo que faz parte do mesmo mundo do Bolsonaro. Com isso, os artistas e todos os ramos que fazem a cultura neste país,  ao invés de se sentirem representados, na verdade se sentiram apunhalados e traídos. Até aqui Café com Leite Notícias. 

De acordo a matéria publicada na Revista Fórum, Artistas de diversos perfis, inclusive ex-colegas de Regina Duarte, criticaram a entrevista da secretária da Cultura à CNN Brasil em que ela minimizou a ditadura militar, a tortura praticada no período e as mortes recentes de nomes do setor artístico, como o do cantor e compositor Moraes Moreira, do escritor Rubem Fonseca, do compositor Aldir Blanc e do ator Flávio Migliaccio.

Durante a entrevista, Regina deu um chilique segundo palavras da própria – após a exibição de um vídeo da atriz Maitê Proença questionando os feitos da secretária no governo Bolsonaro.

“Ah, não vão fazer isso, isso é baixo nível. Vai botar uma fala da Maitê?”, disse Duarte logo que foi exibido o vídeo. “Eu tinha tanta coisa para falar… Vocês estão desenterrando mortos. Vocês estão carregando um cemitério nas costas. Vocês devem estar cansados, fiquem leves”, completou.

A atriz também se negou a comentar sobre a defesa do presidente Jair Bolsonaro à ditadura militar. “Eu não quero ficar olhando pra trás. Se eu ficar olhando pro retrovisor, eu vou dar trombada. Tem que olhar pra frente, tem que amar o país. Ficar cobrando coisas que aconteceram nos anos 60, 70, 80…”

O autor Walcyr Carrasco, que já foi amigo de Regina e ajudou no início da carreira, se diz “chocado” com falas da secretária. “Fiquei chocado quando na entrevista você simplesmente achou normal as mortes e chancelou a tortura. Dói mais e mais vê-la assim. Que aconteceu com você, Regina?”, questionou.

A cantora Anitta publicou um texto no perfil de Regina Duarte no Instagram em que diz que a secretária deveria estar preparada para ouvir todos os lados, além de cobrar providências para que artistas sejam socorridos em meio à pandemia.

Outros artistas também criticaram o pronunciamento de Regina, como o ator Tonico Pereira, a atriz e cantora Zezé Motta, e a atriz Beth Goulart.

“Fiquei chocada e sem acreditar no que estava vendo”, contou Goulart. “Fui assistir à entrevista da Regina Duarte e já pensava comigo que iria ser péssimo. Ela conseguiu me surpreender. Foi muito pior do que eu pensava”, afirmou Tonico Pereira.

Brasil tem 8.536 mortes e 125.218 casos confirmados. Veja no mapa a situação de cada Estado


No “limite da barbárie”, diz Le Monde sobre evolução da pandemia ...

Centenas de novas covas são abertas todos os dias

 

Texto Café com Leite Notícias: Com uma informação do Ministério da Saúde e o mapa cedido pelo G1, nas últimas 24 horas 615 pessoas vieram a óbito no Brasil, chegando a um total de 8.536 de mortos e um total de 125.218 contaminados, sendo essa quarta feira o dia que bateu todos os recordes desde quando começou a contaminação. Isso quer dizer que a contaminação está crescente, o que requer muito mais cuidado. Os países que levaram a sério o perigo que representa o Coronavírus, e que aderiram a um cuidado mais radical, como os vizinhos do Brasil, a contaminação é pequena, bem como o número de mortos.

Provavelmente muitos Estados brasileiros vão ser preciso aderir ao sistema de confinamento lockdown, que seria algo bem radical, podendo levar multa ou até prisão quem descumprir o modelo. Sair de casa com esse sistema de confinamento, só em grande precisão e com justificativa, porque o plano para combater essa praga mortal é deixar as ruas completamente desertas em plena luz do sol.

Dados por Estado — Foto: Aparecido Gonçalves / G1

Após tuitada de Lula, conselheiros do São Paulo se unem para exigir demissão de Raí


Raí criticou Bolsonaro na semana passada e acabou elogiado por Lula (Rubens Chiri/São Paulo)
Raí criticou Bolsonaro na semana passada e acabou elogiado por Lula (Rubens Chiri/São Paulo)

Uma tuitada do ex-presidente da República Lula colocou Raí em situação extremamente delicada dentro do São Paulo. É que o diretor-executivo de futebol já havia queimado seu filme dentro do Conselho Deliberativo do Tricolor na semana passada, depois de chamar algumas atitudes de Jair Bolsonaro de irresponsáveis e cogitar uma renúncia do atual presidente.

O assunto, porém, acabou esfriando durante o fim de semana. Porém, com a mensagem no Twitter de apoio de Lula a Raí, diversos conselheiros se revoltaram. Lula escreveu: “Nunca é tarde para enaltecer um grande gesto. Meu abraço ao Raí. Você mostrou que tem o mesmo DNA do Doutor Sócrates. Não se muda a realidade sem ter opinião política”.

Foi o estopim. Desde o início da tarde, membros do CD do São Paulo passaram a pressionar o presidente Leco. Odair Busoli chegou a criar um requerimento e tenta colher o máximo de assinaturas possível para cobrar uma retratação pública do diretor-executivo.

No entanto, outros conselheiros exigem a demissão sumária de Raí, sob a alegação de que, como funcionário remunerado do São Paulo, ele fere o estatuto do clube ao emitir opiniões políticas que nada dizem respeito ao São Paulo. “Essa declaração do Raí é um claro sinal de que o São Paulo não tem comando”, afirma Denis Ormrod, um dos conselheiros mais ativos no Morumbi.

Apesar da pressão, Leco já avisou que não pretende tomar qualquer atitude contra seu diretor-executivo de futebol. Mas até pessoas bem próximas ao presidente condenaram o depoimento de Raí.

Mais lenha na fogueira: O embate envolvendo Raí, Bolsonaro e Lula também repercutiu no Morumbi depois que Caio Ribeiro e Casagrande discutiram durante o programa “Bem Amigos”, do Sportv, na última segunda-feira. Caio havia criticado na semana passada Raí. Casagrande usou seu espaço no programa para defender o executivo.

O fato de Caio ser filho de Dorival Decoussau, um conselheiro influente dentro do São Paulo, fez a repercussão ser ainda maior no clube. “Nem eu, nem o Caio misturamos política com futebol. Qualquer pessoa, minimamente esclarecida, viu que não se quer essa polarização”, explicou Dorival, em contato com o Blog. “E a questão do Raí pertence à diretoria executiva e não ao conselho”, finalizou.

Fonte yahoo Esportes

 

Em meio à pandemia, Exército gasta três milhões de Reais em evento com Bolsonaro


Valor inclui a locação de camarotes e mobiliário decorativo, incluindo cadeiras coloniais, tapetes persas e mesas para café

Bolsonaro durante desfile dos Artilheiros da Reserva, da Ativa e de Alunos da Escola Militar em Santa Maria (RS) (Foto: Alan Santos/PR)

Em meio à pandemia de coronavírus, que já infectou mais de 116 mil pessoas no país e matou quase 8 mil, o Exército vai gastar cerca de R$ 3 milhões na montagem de uma estrutura para eventos em frente ao Quartel General, em Brasília.

Segundo o Exército, um dos eventos que deverá ocorrer no local é o Dia do Soldado, 25 de agosto, que deverá contar com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a revista Veja, o gasto milionário do Exército prevê a locação de pelo menos três camarotes, cada um com capacidade de 100 pessoas. Além disso, a licitação também cita o investimento de quase R$ 300 mil apenas com filmagens feitas com drones.

Um dos itens mais caros da licitação, ainda de acordo com a revista, é a contratação de 84 painéis de led de alta definição, de 56 metros quadrados, por R$ 1,2 milhão.

A licitação também prevê a locação de mobiliário decorativo, incluindo cadeiras coloniais modelo Luiz XV, tapetes persas, mesas para café e sala para banheiros químicos.

Matéria publicada na Revista Forum.

VÍDEO: Imagens exclusivas do conflito armado na Venezuela, alvo de tentativa de invasão. Por Joaquim de Carvalho


Agentes de segurança patrulham a costa de Macuto, em La Guaira (Venezuela), no domingo.
Agentes de segurança patrulham a costa de Macuto, em La Guaira (Venezuela), no domingo.RAYNER PEÑA / EFE

Cafe Com Leite Notícias: Para quem acha certo o entreguismo da sua pátria, ou as riquezas do seu país para outros países de “maior potência”, mas especificamente falando os Estados Unidos da América, deve ser contra qualquer um que escreva, assim como eu estou escrevendo esse texto, exaltando um presidente que defende a sua pátria e o seu povo, como faz o Maduro, fez o Fidel e fez também os presidentes Lula e Dilma aqui no Brasil, o que terminou custando caro para ambos e para os brasileiros.

Claro que os EUA não estão preocupados com fome do povo e querendo ajudar. Eles querem é invadir para obter as riquezas do país. A Venezuela é um país dotado de muitas riquezas naturais, inclusive minérios caros e raros e também muito petróleo. Usam palavras bonitas que terminam convencendo muitos tolos, como acontece aqui no Brasil. É preciso que prestemos a atenção nas atitudes, nos fatos e desprezar palavras irresponsáveis, como estão sendo pronunciadas no Brasil atualmente, chegando ao ponto até do brasileiro ser a favor das riquezas do seu país serem entregues para os que querem viver de invasão a outras nações. É preciso mais postura de um presidente que sinalize amor pela sua pátria e o seu povo. Infelizmente isso não está acontecendo.

A Colômbia e o Brasil se aliaram aos Estados Unidos da América para ajudar o nosso país irmão, a Venezuela, a se entregar. Mas acredito que se insistirem nessa invasão vai terminar acontecendo muito derramamento de sangue, inclusive levando o Brasil, que atravessa uma crise dupla, entrar numa terceira crise, exclusivamente pela tietisse do Bolsonaro sobre o Tramp. É bom que os brasileiros aprendam a amar mais a sua pátria e saber que é preciso ter luta para defender o seu país e não apoiar quem está entregando para ser quintal de americanos.

Nos movimentos pro Bolsonaro, as bandeiras dos EUA e de Israel são exaltadas, mas a do Brasil fica em segundo plano. Isso termina sendo uma lavagem cerebral

Até aqui Walter Salles do Café com Leite. Vejam agora o vídeo cedido pelo DCM.

‘Não é justo ter hospital privado com leito vazio e ter gente esperando a morte em casa’ diz Lula


Publicado originalmente no site da Rede Brasil Atual (RBA)

POR CLÁUDIA MOTTA

O que poderia ser feito pelo Brasil e pelos brasileiros, durante e depois da pandemia no novo coronavírus, se o país tivesse um presidente da República à altura dos desafios da nação? Esse foi o assunto tratado por cerca de duas horas de diálogo entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros da Saúde Humberto Costa, José Gomes Temporão (2007-2010), Alexandre Padilha (2011-2014) e Arthur Chioro (2014-2016).

A questão parte da constatação que pautou o encontro: a Presidência da República, sob Jair Bolsonaro, e a Economia, sob Paulo Guedes, estão levando o Brasil a uma catástrofe irremediável. Nem um, nem outro sabe lidar com a pandemia do novo coronavírus. Tampouco sabe preparar o país para depois. E isso precisa acabar.

“Temos dois grandes inimigos a enfrentar. O próprio vírus, os problemas que causa, as reações no organismo humano. E o presidente da República, que em vez de liderar o enfrentamento da pandemia, é um dos maiores obstáculos a esse enfrentamento. Ele desobedece todas as orientações nacionais e internacionais da área da saúde. Ainda vamos viver momentos muito graves”, diz o senador Humberto Costa (PT-PE), ministro de 2003 a 2005. Para ele, o país em breve terá de enfrentar a ideia de quarentena completa (o lockdown). “Sob pena de perdermos o controle da pandemia.”

Temporão, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – um dos principais centros de excelência em investigações da área de saúde do país – avalia que o Brasil assiste ao maior desafio de toda uma geração. “E chamo atenção para dois aspectos: o descolamento total entre a politica econômica e a de saúde. A política econômica deveria estar a serviço da saúde, mas estamos vendo o contrário. Não temos comando, transparência, coesão”, critica o titular da pasta de 2007 a 2010.

“Governo genocida”

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) – ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff (2011-2014) que implantou o programa Mais Médicos – lamenta a posição do Brasil no mundo. “A ONU, quando fez seu relatório de avaliação, produziu um capítulo especial sobre o Brasil, Classifica Bolsonaro como genocida, responsável por milhares de mortes e pelo sofrimento de milhões de brasileiros”, destaca.

Padilha, médico infectologista e professor da USP, ressalta que somos o nono país em número de casos, mas o segundo em casos novos a cada dia. E que em outros 126 países se produzem mais testes do coronavírus do que no Brasil. “Isso mostra a gravidade da situação. A pandemia chega quando o Brasil está mais vulnerável, com a população de rua aumentando, programas de atendimento desmontados. Cidadãos estão perdendo renda, idosos, todos mais frágeis, mais vulneráveis. Precisamos de ações de saúde, e precisamos de ações que garantam renda”, afirma, destacando que saúde e economia são indissociáveis, e que ambos os fatores podem ser levados em conta ao se planejar ações para o durante e o depois da pandemia.

Pelo retrovisor e no escuro

Arthur Chioro, professor da Universidade Federal de São Paulo e ministro em 2014-2015, lamenta o tempo que o Brasil está perdendo sob a presidência de Bolsonaro. “Uma das maiores dificuldades é explicar o inexplicável. O Brasil tinha uma vantagem, um tempo de 45 dias entre a chegada da covid-19 no hemisfério norte e no hemisfério sul. Tínhamos a possibilidade de aprender. Mas essa atitude de negação do impacto da covid na vida das pessoas tem produzido muito estrago. Chega a ser inacreditável o posicionamento do presidente da República”, afirma.

“Estamos administrando a crise olhando pelo retrovisor e no escuro. O atual numero de casos não significa a realidade. São mais de 14 para cada caso confirmado. Negar essa realidade é produzir morte na sociedade e desmobilizar o esforço de resposta”, avisa Chioro.

Ele lembra a periferização da covid-19, que combina condição de vida precária com dificuldades de isolamento e proteção. “As políticas econômicas não estão dadas e ainda temos a sabotagem do presidente da República, que conclama seus seguidores a ignorar as orientações das autoridades de saúde. O Brasil vai ser tornando o novo epicentro.”

Como seria sem o desgoverno

Lula e os ex-ministros produziram em duas horas de conversa mais possibilidades de saídas para a crise do que todo o governo Bolsonaro foi capaz de apresentar em dois meses de pandemia.

Algumas delas, como a contratação de leitos privados ociosos e a fila única para os doentes, vêm sendo propostas por diferentes autoridades médicas, mas não encontram ouvidos no governo. “A epidemia veio por intermédio dos ricos, mas agora atinge a população mais pobre. A maneira mais democrática seria criar uma fila única, como fazemos com a política de transplante. Quem tem mais necessidade ocupa o leito, seja público ou privado”, afirmou Humberto Costa, que tem projeto de lei tramitando no Senado com esse objetivo.

“Não é justo alguém estar em casa esperando a morte chegar e o hospital privado com leito vazio”, resume Lula.

Para Chioro, falta ao Brasil a integração de políticas e um governo com capacidade de pensar. Chioro sugere a imediata reconversão da indústria que está parada – como a de automóveis – para produção de respiradores, equipamentos de proteção (EPIs), máscaras, testes, álcool gel. “Primeiro a vida, depois a economia. E não precisam estar dissociadas como quer fazer crer este governo. A saúde está diretamente ligada às condições de vida.”

Veja matéria completa no DCM. Clike aqui

“Paisagem da Janela”: brasileiros cantam para aliviar isolamento


Foi lançado neste fim de semana o vídeo colaborativo do clássico Paisagem da Janela.

Nele, brasileiros anônimos e famosos cantam junto com @loborgesoficial direto de suas casas e das janelas laterais “do quarto de dormir”. (assista abaixo)

É o próprio cantor e compositor Lô Borges quem convida a gente para enxergar esse momento de isolamento social por outro ponto de vista, com a inspiração que dessa canção, lançada no álbum Clube da Esquina, em 1972, em parceria com Fernando Brant.

“Hora de cantar junto e espalhar amor! Com vocês, o novo clipe de Paisagem da Janela. Feito com o afeto, o rosto e a voz de milhares de pessoas, do Brasil e do mundo”, diz a chamada do vídeo no Youtube.

“Pensamos em uma ação para conectar todo o Brasil, a partir de suas janelas… Acreditamos que todos podemos ver a quarentena por outros ângulos, apreciar ficar em casa, contemplar o tempo em família, curtir o local onde mora ou trabalha, admirar a vida”, disse o patrocinador do vídeo, Hernan Firpo, gerente Executivo de Estratégia, Produtos, Marketing e Inovação do Grupo Pardini,.

O clipe foi dirigido por@conradoalmada para o @festivalmeuvizinho.

Assista:

Por Rinaldo de Oliveira, da redação do SóNotíciaBoa

Escolas particulares projetam volta às aulas na Bahia em junho


Conselho Estadual de Educação afirmou, no entanto, que não tem uma data definida para a retomada das atividades escolares

[Escolas particulares projetam volta às aulas na Bahia em junho]
Foto : Arquivo/Agência Brasil

O sindicato das escolas particulares, em reunião com a Secretaria da Educação do Estado e com o Conselho Estadual de Educação (CEE), defendeu o retorno às aulas em junho.

De acordo com o Correio, o CEE, no entanto, afirmou que não tem uma data definida para a retomada das atividades escolares.

“Há uma determinação muito firme, tanto do governo estadual, quanto do governo municipal em confirmar os dados epidemiológicos antes de qualquer decisão. Criamos uma comissão que vai apresentar ainda em maio com normas complementares que abrangem, inclusive, orientações para o retorno. Mas nós não estamos trabalhando com datas”, o presidente do CEE, Paulo Gabriel Nacif.

Entre outras sugestões apresentadas pelos representante do Grupo pela Valorização da Educação (GVE) –  coletivo que reúne 61 escolas particulares de Salvador, Lauro de Freitas e de outros municípios – estão também a extensão do calendário do ano letivo para janeiro e a montagem de protocolo de retorno, em que as escolas garantiriam a distribuição de máscaras, álcool em gel  e medição de temperatura.

 

Lima Duarte grava vídeo comovente para Flávio Migliaccio: “Eu te entendo”


Duarte relembra os momentos terríveis enfrentados pelos atores: “Eu não tive a coragem que você teve!”. Filho também se manifesta

Lima Duarte vídeo

O ator Lima Duarte, de 90 anos, gravou um vídeo (assista abaixo) comovente para o colega e amigo Flavio Migliaccio, que morreu na última segunda-feira e deixou uma carta de despedida.

“Eu te entendo, Migliaccio, porque eu, como você, sou do Teatro de Arena, com Paulo José, Chico de Assis, com o (Gianfrancesco) Guarnieri. Foi lá que aprendemos com o (Augusto) Boal que era preciso, era urgente que se pusesse o brasileiro em cena”

No vídeo, de quase cinco minutos, Lima relembra de momentos difíceis enfrentados pelos atores durante a ditadura militar e menciona: “Agora, quando sentimos o hálito putrefato de 64, o bafio terrível de 68, agora, 56 anos depois, quando eles promovem a devastação dos velhos, não podemos mais. Eu não tive a coragem que você teve”.

Ao final, Lima Duarte diz: “Os que lavam as mãos, o fazem numa bacia de sangue”. É uma referência a uma fala de um personagem, Pedro Jáqueras, da peça “Os Fuzis da Senhora Carrar” (1937), de Bertolt Brecht, que ele interpretou no Teatro de Arena.

O texto da peça diz: “Eu já li, muitas vezes, que as pessoas que não querem assumir nenhuma culpa acabam lavando as mãos em bacias de sangue. E esse sangue, depois bem que se vê nas mãos!”.

Migliaccio foi encontrado morto na manhã de segunda-feira (04) em seu sítio em Rio Bonito, no Rio de Janeiro. Tinha 85 anos. Como disse Lima Duarte, ele atuou na cena teatral de São Paulo na década de 1950, integrando o importante grupo Teatro de Arena.

Em texto publicado no Facebook, o filho do ator, o jornalista Marcelo Migliaccio, escreveu: “Ele sempre me dizia que não aguentava mais viver num mundo como esse e sentir seu corpo deteriorar-se rápida e irreversivelmente pela idade avançada. Pouco escutava e enxergava. ‘Daqui para frente só vai piorar’, ele me dizia enquanto eu buscava todos os argumentos possíveis para lhe mostrar que ainda havia muita coisa boa reservada para ele”. Fonte: PragmatismoPolítico

VÍDEO:

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Justiça dá 72 horas para Bolsonaro explicar nomeação de Rolando Alexandre


O juiz Francisco Alexandre Ribeiro, do Distrito Federal, deu um prazo de 72 horas para que o Palácio do Planalto apresente informações sobre a troca no comando da Polícia Federal. O coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), Rubens Alberto Gatti Nunes, entrou nesta semana com ação popular na Justiça Federal pedindo a suspensão imediata da nomeação do delegado Rolando Alexandre de Souza para a diretoria geral da PF.

Um dos pontos levantados na ação é que o presidente Jair Bolsonaro escolheu um nome “alinhado a seus interesses escusos, como ficou evidenciado em seu primeiro ato após empossado” – a troca no comando da Polícia Federal do Rio, área de interesse de Bolsonaro e seus filhos.

Nunes classifica ainda a escolha por Rolando como uma patente burla à decisão do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal que barrou a nomeação de Alexandre Ramagem, amigo da família Bolsonaro, à chefia da PF. Isso porque Rolando Alexandre é pessoa de confiança de Ramagem, aponta o coordenador do MBL

 

Bolsonaro nega agressões em atos pró-governo e grita ‘cala a boca’ para repórteres


Ele se irritou quando jornalistas questionaram se havia tentado trocar o superintendente da Polícia Federal no Rio. Antes, a apoiadores, negou agressões ocorridas em protestos.

 

Bolsonaro manda jornalistas calarem a boca
Após registros de agressões cometidas por apoiadores do governo em atos nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro negou que tenha havido violência, mas não especificou se falava de uma manifestação específica ou de todas. Questionado sobre as agressões, ele repetiu para os jornalistas: “Cala a boca”.

As agressões foram registradas, primeiro, na sexta-feira (1º), em um protesto de enfermeiros em frente ao Palácio do Planalto. Um pequeno grupo, cujos integrantes se apresentaram como apoiadores de Bolsonaro, começou a hostilizar os enfermeiros, defensores do isolamento social como forma de conter a epidemia de coronavírus – o presidente contesta esse método e defende a reabertura de escolas e retomada de atividades econômicas.

O segundo episódio ocorreu no domingo (3), quando profissionais de imprensa foram agredidos por militantes bolsonaristas durante um ato pró-governo, também em Brasília. O ato defendia causas inconstitucionais e antidemocráticas, como fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro abordou o tema na saída do Palácio da Alvorada, enquanto ouvia uma apoiadora que relatava ter comparecido ao protesto de enfermeiros no dia 1º e afirmava não ter havido violência.

“Para vocês entenderem como é essa imprensa que está aí. Mandei levantar se houve corpo de delito. Ele [o jornalista agredido] não pediu corpo de delito. Tá certo? Não fez corpo de delito. Então, se houve agressão, verbal, o que eles fazem o tempo todo conosco. A gente não pega agressão nenhuma, zero, zero agressão. Mas houve um superdimensionamento daquilo por parte da mídia porque o interesse deles é um só: é tirar a gente daqui”, afirmou Bolsonaro.

‘Cala a boca’

Depois de ter falado com apoiadores na saída do palácio, Bolsonaro se dirigiu ao local onde ficam os profissionais de imprensa. Ele foi questionado pelos jornalistas se havia pedido a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Carlos Henrique Oliveira.

“Cala a boca, não perguntei nada!”, gritou Bolsonaro.

Ao deixar o cargo, o ex ministro da Justiça Sergio Moro denunciou que um dos motivos da insatisfação do presidente com o ex-diretor geral da PF, Maurício Valeixo, era a resistência dele em trocar o superintendente do Rio. Moro disse ainda quBolsonaro tenta interferir politicamente na PF.

Jornalistas tentaram fazer a pergunta sobre o superintendente outra vez. Bolsonaro, de novo, mandou que calassem a boca, aos berros.

Ele afirmou que Oliveira vai ser diretor-executivo da PF. O presidente alegou que Oliveira está sendo promovido.

Mas, ao sair da superintendência e assumir a diretoria-executiva da PF, Oliveira deixaria a linha de frente das investigações. O diretor-executivo cuida de questões administrativas da PF e de áreas como: imigração, estrangeiros, registro de armas, controle de produção de substâncias químicas, portos e aeroportos.

“Cala a boca. Cala a boca. Está saindo para ser diretor-executivo, a convite do atual diretor-geral. Não interfiro em nada. Se ele fosse desafeto meu e se eu tivesse ingerência na PF, não iria para lá. É a mensagem que vocês dão”, disse o presidente a jornalistas.

Bolsonaro afirmou ainda que não tem nada contra Oliveira e que não tenta interferir na PF.

“Não tenho nada contra o superintendente do Rio de Janeiro. E não interfiro na Polícia Federal. E ele está sendo convidado para ser diretor-executivo. É o zero dois.”

Sem controle

Mais tarde, nesta terça, o fotógrafo Orlando Brito, de 70 anos de idade, agredido na manifestação antidemocrática de domingo, foi convidado a almoçar com Bolsonaro e assessores no gabinete do presidente.

Segundo relato de Brito feito a jornalistas, o presidente alegou não ter como controlar a multidão.

“Ele [Bolsonaro] repetiu que não tem culpa, que a culpa é da multidão, que imagine se ele não vai recriminar uma história dessas”, disse Brito. “Ele disse que a multidão é incontrolável. Que ele jamais daria uma ordem para alguém agredir alguém”, acrescentou o fotógrafo.

Nota de associação

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) disse em nota que a postura de Bolsonaro, ao mandar os jornalistas calarem a boca, mostra “incapacidade de compreender a atividade jornalística”. Segundo a associação, o gesto do presidente revela também um caráter “autoritário”.

“Mais uma vez, o presidente mostra sua incapacidade de compreender a atividade jornalística e externa seu caráter autoritário. Os jornalistas trabalham para levar os fatos de interesse público ao conhecimento da população e têm o direito e o dever de inquirir as autoridades públicas”, afirmou a ANJ.

Veja a íntegra da nota:

Nota à imprensa

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) protesta com veemência contra os termos desrespeitosos com que o presidente Jair Bolsonaro se dirigiu aos jornalistas na manhã desta terça-feira.

Mais uma vez, o presidente mostra sua incapacidade de compreender a atividade jornalística e externa seu caráter autoritário. Os jornalistas trabalham para levar os fatos de interesse público ao conhecimento da população e têm o direito e o dever de inquirir as autoridades públicas.

É lamentável e preocupante que o presidente faça dos ataques aos jornalistas e ao jornalismo uma rotina contra a civilidade e a convivência democrática.

Brasília, 5 de maio de 2020.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS – ANJ

Veja vídeos e a matéria completa no G1