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Ministra da Saúde do Reino Unido confirma que está infectada pelo coronavírus


A ministra participou de evento com o premiê Boris Johnson um dia antes de sentir os primeiros sintomas

Nadine Dorries e Boris Johnson | Reprodução/Twitter

Nadine Dorries, ministra da Saúde do Reino Unido, revelou nesta terça-feira (10) que foi diagnosticada como infectada pelo novo coronavírus. A confirmação de Covid-19 na ministra ligou o alerta em outras autoridades do país, incluindo o premiê Boris Johnson.

“Posso confirmar que testei positivo para coronavírus. Assim que fui informada, tomei todas as precauções recomendadas e me auto isolei em casa”, declarou a ministra.

Os primeiros sintomas teriam sido sentidos pela ministra na sexta-feira, um dia depois de participar de evento ao lado do primeiro-ministro Boris Johnson pelo Dia Internacional da Mulher.

Pelo Twitter, Dorries agradeceu as mensagens de apoio que recebeu e disse estar preocupada com o estado de saúde de sua mãe, que tem 84 anos e pode ter sido também infectada.

“Obrigado por tantas mensagens de apoio. Tem sido um lixo, mas espero que eu já tenha superado o pior agora. Estou mais preocupada com minha mãe de 84 anos que está comigo e começou com a tossir hoje. Ela será testada amanhã”, disse.

“Mantenha-se seguro e continue lavando as mãos, pessoal”, finalizou a ministra.

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o Reino Unido é o 11º país com mais casos de Covid-19. São 323 confirmações e 6 mortes.

Brasil

No Brasil, há 34 casos confirmados. São Paulo lidera o ranking com 19 infectados, seguido por Rio de Janeiro (8) e Bahia (2). Espírito Santo, Alagoas, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul possuem um caso cada. Fonte:RevistaForum

Nadine Dorries 🇬🇧

@NadineDorries

Thanks for so many good wishes. It’s been pretty rubbish but I hope I’m over the worst of it now. More worried about my 84yo mum who is staying with me and began with the cough today. She is being tested tomorrow. Keep safe and keep washing those hands, everyone.

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Hospital das Clínicas de BH faz primeiro transplante de fígado em portador do HIV


HC-UFMG — Foto: Reprodução/TV Globo

HC-UFMG — Foto: Reprodução/TV Globo

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realizou em fevereiro o primeiro transplante de fígado em um portador do HIV em Minas Gerais. O homem, de 55 anos, morador de Belo Horizonte, tinha cirro e câncer no órgão, provocados pelo uso de medicamentos que controlam o vírus. O transplante era o único tratamento possível.

“Antigamente, o transplante não era indicado para os pacientes com o HIV porque a toxicidade dos medicamentos era muito alta. Muitos não sobreviviam ao procedimento. Mas com o desenvolvimento dos remédios, foi possível fazer a cirurgia”, disse o cirurgião e coordenador do grupo e transplante de fígado do Hospital das Clínicas, Leandro Navarro Amado.

O paciente já teve alta e se recupera bem em casa. “Esperamos que com este transplante, o procedimento seja recomendado e não rejeitado, como era feito antes”, disse o médico.

A principal causa de morte em pacientes com o HIV passou a ser a doença hepática terminal, por causa do avanço da medicação usada para controlar a doença. “Daí a importância deste transplante. É possível sim, desde que o paciente esteja com o vírus controlado”, disse o médico.

 

Impacto do coronavírus na aviação pode chegar a US$113 bi, diz IATA


Devido ao surto de coronavírus muitas companhias aéreas tiveram de cancelar rotas para a China e outros lugares do mundo

[Impacto do coronavírus na aviação pode chegar a US$113 bi, diz IATA]
Foto :Divulgação

A International Air Transport Association (IATA) estimou que, por conta do cancelamento de voos e diminuição na atuação em algumas rotas devido ao surto do novo coronavírus, o setor da aviação pode ser impactado com um prejuízo de até US$113 bilhões.

“A virada dos eventos como resultado do coronavírus é quase sem precedentes. Em pouco mais de dois meses, as perspectivas do setor em grande parte do mundo tiveram uma mudança para pior. Não está claro como o vírus se desenvolverá, mas se vemos o impacto contido em alguns mercados e uma perda de receita de US$63 bilhões ou um impacto mais amplo que leva a uma perda de receita de US $ 113 bilhões, é uma crise“, afirmou Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da IATA.

Em fevereiro a agência havia emitido uma nota em que colocava as receitas perdidas em US$29,3 bilhões. Desde então, o vírus se espalhou para mais de 80 países, fazendo com que o setor fosse severamente afetado. Fonte:Metro1

 

Xadrez de Ronaldinho, Sérgio Moro e as conexões com a indústria da contravenção, por Luis Nassif


O caso Ronaldinho expõe um dos esquemas mais barra-pesadas da infiltração do crime organizado na administração pública.

Não imagine que o Ministro da Justiça Sérgio Moro foi até o Paraguai meramente por seu deslumbramento de ser amigo das estrelas, para dar apoio a um ídolo nacional, embaixador honorário do Turismo de Jair Bolsonaro. Alegou-se que iria retribuir uma reuniao ocorrida com a Secretaria de Administração Penitenciária do Paraguai. Mas a reação do próprio promotor do caso Ronaldinho, reafirmando a independência do MInistério Público local, mostra que havia pressão na visita.

Vamos por partes para você entender melhor esse jogo.

Peça 1 – o fator Alberto Yousseff

Desde o caso Banestado, o doleiro Alberto Yousseff se tornou peça central em todas as investigações críticas de Sérgio Moro.

Por várias vezes foi beneficiado com a delação premiada, voltou a operar no mercado, sendo beneficiado novamente, atropelando todos os princípios que regem o instituto da delação. Que é anulada e os benefícios concedidos cancelados, quando comprovado que o delator voltou a delinquir.

Em 2016, depois de ter se validado das delações de Yousseff para fazer deslanchar a Lava Jato, o implacável Moro o autorizou a cumprir pena em casa.

Logo depois, o delegado da Polícia Federal Mário Fanton apurou que, solto por Moro, Youssef voltou a operar no mercado. Imediatamente, Fanton foi alvo de retaliações barras-pesadas pelo grupo da PF do Paraná, sob o comando de Sérgio Moro, conforme reportagens exemplares do repórter Marcelo Auler. Esse mesmo comportamento criminoso foi utilizado contra o advogado Pedro Serrano, quando solicitou documentos que comprovariam manipulação de provas pela Lava Jato. Trata-se de um modo de operação similar ao das organizações investigadas por eles.

Conforme apurou a repórter Cintia Alves em 2016,:

Por insurgir-se contra a Lava Jato, Fanton é processado por calúnia e injúria contra seus colegas, em ação movida pelo Ministério Público Federal. Em agosto de 2015, o Estadão publicou: “O delegado Fanton e o agente federal Dalmey Fernando Werlang [que também colaborou com a CPI] foram denunciados criminalmente à Justiça Federal pelo procurador Daniel Holzmann Coimbra, do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial da Procuradoria.” Fanton teria atacado a honra de ao menos seis delegados da Lava Jato.

Na imprensa, circulou a versão de que Fanton e outros agentes seriam “dissidentes da PF”, possivelmente contratados pelas empreiteiras investigada na Lava Jato para achar uma maneira de comprometer as provas colhidas e anular parte da operação.

Fanton foi mandado para a Sibéria da PF, aposentado e não se falou mais nessa estranha simbiose entre um juiz símbolo da luta anticorrupção e um doleiro, permanentemente beneficiado pelas decisões do juiz e as represálias contra o delegado que ousou investigar a volta do doleiro à atividade ilícita.

Matéria na íntegra do GGN

 

 

 

Mulher de Moro contraria Bolsonaro e defende Dráuzio Varella


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A mulher do ministro Sergio Moro, Rosangela, saiu em defesa do Dr. Drauzio Varella, após ser revelado que a detenta transexual que ele abraçou numa reportagem do ‘Fantástico’ foi condenada por estuprar e matar um garoto de nove anos.

Drauzio foi atacado por bolsonaristas nas redes sociais, incluindo o ministro da Educação Abraham Weintraub. Rosangela Moro, no entanto, foi na contramão.

Em sua conta no Instagram, ela escreveu: “Dr. Drauzio é médico, ele não entra no presídio para julgar as pessoas. Ele entra para ouvi-las. Nada muda a crueldade de quem cometeu um crime, mas ouvir um criminoso não o torna criminoso”.

Fonte DCM.

Frota apresenta requerimento dando 24 horas para Bolsonaro mostrar provas de fraude na eleição


O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) apresentou requerimento em que dá prazo de 24 horas para que Jair Bolsonaro apresente as provas das fraudes nas eleições de 2018, confome declarou em visita aos EUA.

Alexandre Frota e Jair Bolsonaro
Alexandre Frota e Jair Bolsonaro (Foto: Câmara dos Deputados | PR)

247 – O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) informou que apresentou nesta terça-feira (10) requerimento à presidência da Câmara para que Jair Bolsonaro se explique sobre as declarações em que diz que as eleições de 2018 teriam sido fraudadas.

“Estou requerendo ao Presidente Rodrigo Maia via ofício que Jair Bolsonaro apresente as provas das fraudes nas eleições. A Casa Civil responda em 24 horas”, disse Frota em sua página nas redes sociais.

Em visita a Miami, nos EUA, Bolsonaro disse: “minha campanha, eu acredito que, pelas provas que tenho em minhas mãos, que vou mostrar brevemente, eu tinha sido, eu fui eleito no primeiro turno, mas, no meu entender, teve fraude. E nós temos não apenas palavra, nós temos comprovado, brevemente eu quero mostrar”.

Questionado por jornalistas nesta terça se confia na Justiça eleitoral, Bolsonaro ficou irritado. “Não é na Justiça, não deturpe as minhas palavras, não façam essa baixaria que a imprensa sempre faz comigo”, disse.

Alexandre Frota 77

@alefrota77

Estou requerendo ao Presidente @RodrigoMaia via ofício que Jair Bolsonaro em @jairbolsonaro que apresente as provas das fraudes nas eleições. A Casa Civil responda em 24 horas . @casacivilbr @camaradeputados @SenadoFederal @govbr @davialcolumbre @PSDBoficial @PSL_Nacional

Ver imagem no Twitter

Lula mostra prova de que Bolsonaro cometeu fraude na eleição de 2018


Pesquisa Datafolha divulgada no dia 22 de agosto de 2018.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu a um gráfico de pesquisa eleitoral de 2018 para desmascarar o presidente Jair Bolsonaro.

O petista publicou um levantamento sobre o primeiro turno das eleições de 2018, onde ele liderava com 39% das intenções de voto.

Na época, recorda Lula, Bolsonaro vinha em segundo lugar com 19%; Marina Silva tinha 8%, Geraldo Alckmin, 6%. Ciro Gomes, 5%, Alvaro Dias, 3%, e João Amoedo na lanterninha com 2%.

O levantamento era do Datafolha, divulgado no dia 22 de agosto de 2018.

O ex-presidente foi preso e permaneceu preso político por 580 dias para garantir a eleição de Bolsonro. Sérgio Moro era o juiz que condenou Lula e, após o resultado eleitoral, foi agraciado com o cargo de ministro da Justiça.

Lula recorreu ao #TBT –hashtag nas redes sociais que indicam passado– em virtude da acusação de Bolsonaro, nos EUA, de que houve fraude na eleição de 2018 e que ele teria vencido no primeiro turno.

Alto lá, Bozo! Quem teria vencido a eleição era Lula, mas houve perseguição política de Moro e as fake news.

O ex-presidente Lula tenta reaver no STF seus direitos políticos de olho na eleição de 2022. Ele espera que a corte máxima declare que Moro conduziu parcialmente os processos e anule a sentença que o condenou na primeira instância.

TSE rebate Bolsonaro sobre fraude nas eleições de 2018


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Em nota divulgada nesta terça-feira (10), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebateu a afirmação de Bolsonaro sugerindo fraude nas eleições de 2018, confirmando a “absoluta confiabilidade e segurança” do sistema eleitoral.

“O Tribunal Superior Eleitoral reafirma a absoluta confiabilidade e segurança do sistema eletrônico de votação e, sobretudo, a sua auditabilidade, a permitir a apuração de eventuais denúncias e suspeitas, sem que jamais tenha sido comprovado um caso de fraude, ao longo de mais de 20 anos de sua utilização”, diz a nota.

A declaração também ressalta que o Tribunal está pronto para investigar qualquer suspeita de irregularidade: “O sistema brasileiro de votação e apuração é reconhecido internacionalmente por sua eficiência e confiabilidade. Embora possa ser aperfeiçoado sempre, cabe ao tribunal zelar por sua credibilidade, que até hoje não foi abalada por nenhum impugnação consistente, baseada em evidências”.

Leia a matéria completa na Revista Forum

Licitação do MEC é acusada de fraude e TCU chama a atenção


O Tribunal de Contas da União recomendou que o Ministério da Educação (MEC) adote novas regras em edital para compra de material escolar após denúncias de que a empresa Brink Mobil foi favorecida em licitação de 3 milhões de kits escolares.

Segundo reportagem de Patrik Camporez, do Estado de S.Paulo, duas empresas concorrentes da Brink no edital do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) sobre os kits acusaram a vencedora de obter informações privilegiadas e o MEC de direcionar edital para beneficiá-la.

Empresas que participaram em edital de 3 milhões de kits escolares apontam favorecimento à Brink Mobil

Weintraub

 

O TCU não cancelou o edital, mas determinou que o ministério mude as regras no próximo para evitar suspeitas de favorecimento.

Segundo as empresas derrotadas, o MEC beneficiou a Brink por não levar em conta o valor unitários dos itens solicitados, mas o valor total do pedido. “É perceptível o esforço praticado para que a Brink Mobil se sagrasse vencedora. O ocorrido neste certame é singular, pois a Administração Pública será onerada, enquanto poderia receber os itens por valores menores, principalmente pelo instrumento convocatório indicar claramente que os pedidos serão realizados pelos Órgãos Participantes, que ‘montarão’ seus kits de material escolar de acordo com suas necessidades”, disse a EBN Comércio, Importação e Exportação.

A All Stock ainda pontou que o FNDE não apresentou estimativas de preço antes do edital para balizar o tabelamento dos itens. Eles apontam ainda que essa lista foi divulgada posteriormente, com os valores idênticos aos apresentados pela Brink.

A Brink é ainda acusada de participar de esquema de desvio de R$ 134,2 milhões de dinheiro público da saúde e da educação na Paraíba.

O MEC não comentou sobre o caso.

Com informações da Revista Forum.

Homem ganha R$ 20 mil na Justiça baiana após ser assaltado seis vezes durante o trabalho


Homem ganha R$ 20 mil na Justiça baiana após ser assaltado seis vezes durante o trabalho
Crédito da Foto: Aratu On

Um vendedor de uma empresa do segmento de tabaco vai receber uma indenização de R$ 20 mil após ser assaltado seis vezes ao realizar transportes de valores na forma de cheque, dinheiro e outras modalidades, a serviço da empresa. Os valores chegavam ao montante de R$ 554 mil.

A decisão unânime foi tomada pela 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT5-BA), que retomou a sentença da 37ª Vara do Trabalho de Salvador, que fixava a indenização em R$ 5 mil. A empresa ainda pode recorrer a decisão.

O trabalhador, que foi contratado inicialmente como motorista e foi promovido a vendedor, conta que desenvolveu problemas de saúde, como pressão alta, angústia, temor e mania de perseguição. Ele alega ainda que, trabalhava sobressaltado e com sinais de depressão.

A empresa declarou que em 90% dos casos os clientes preferem pagar via boleto e, portanto, o vendedor apenas entregava mercadorias. Além disso, resaltou que também é vítima de ato imprevisível e fora do seu controle [assalto], por isso a responsabilidade pelos crimes não pode ser atribuída a ela.

ACÓRDÃO 

A relatora, Ivana Magaldi, acredita que o serviço de transportar mercadorias e valores era recorrente as funções de motoristas e vendedores. Além disso, a magistrada entende que não há provas de treinamento específico do empregado como veículo adequado ou escolta especializadas em tais atividades.

A dedembargadora disse ainda que o empregador exigia que o empregado desempenhasse funções para a qual não foi contratado [desvio de função], com exposição indevida a situações de risco, enseja o pagamento de indenização por dano moral.

A relatora considerou o valor R$ 5 mil insuficiente. “Cumpre, assim, elevá-lo para R$20 mil, valor compatível com os parâmetros de tarifação adotados por este egrégio colegiado em hipóteses similares, considerando-se, ainda, os critérios de proporcionalidade e razoabilidade acolhidos pela doutrina e jurisprudência”, finalizou a desembargadora. Fonte:Aratuon.

 

Fabricação e venda de produtos derivados da cannabis entram em vigor


Fabricação e venda de produtos derivados da cannabis entram em vigor
Crédito da Foto: Ilustrativa

Entra em vigor hoje (10/3) a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regulamenta a fabricação, importação e comercialização de produtos derivados da cannabis para fins medicinais. A norma foi aprovada em dezembro do ano passado. A íntegra está disponível no site do órgão.

O produto estará disponível somente em farmácias sem manipulação e em drogarias. Para a compra, o paciente deverá ter uma receita fornecida exclusivamente por um médico. Os produtos devem ter teor de THC de até 0,2%. Acima desse patamar, o uso só poderá ser prescrito a pacientes terminais que tenham esgotado outras formas de tratamento visando a cuidados paliativos.

A entrada no mercado só poderá ocorrer mediante autorização da agência, que avaliará os pleitos de laboratórios e empresas com vistas à atuação nessa área e fornecerá uma autorização sanitária, e não um registro, permitindo a oferta.

Cannabis é um elemento encontrado nas plantas de maconha. Os produtos derivados não serão considerados medicamentos, mas uma categoria específica. A resolução da Anvisa abriu perspectivas de comercialização dessas substâncias, demandadas para o tratamento de doenças neurológicas diversas, da dor crônica ao parkinson.

Elas não são consideradas medicamentos porque, segundo a Anvisa, “não há dados suficientes para a comprovação da segurança, eficácia e qualidade da maior parte dos produtos obtidos”. Por isso, a liberação se deu levando em consideração informações sobre o emprego desses elementos em tratamentos em outros países, como Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Israel.

O uso de medicamentos derivados de cannabis já pode ser solicitado à Anvisa desde 2016, mas a análise se dá caso a caso e demanda a aquisição de um produto no exterior, o que encarecia o acesso a esse tipo de terapia. Na resolução que entra em vigor hoje, a agência diferencia os produtos dos medicamentos à base de cannabis.

Exigências
A autorização sanitária será fornecida apenas para substâncias de aplicação pelas vias nasal e oral. Não cabem aí, por exemplo, aquelas de consumo sublingual ou por inalação.

A resolução veda a comercialização do que chama de “forma de droga vegetal da planta ou suas partes, mesmo após processo de estabilização e secagem, ou na sua forma rasurada, triturada ou pulverizada, ainda que disponibilizada em qualquer forma farmacêutica”. Também são proibidos cosméticos, cigarros e outros fumígenos e alimentos à base de cannabis.

Para solicitar, a empresa deve ter autorização de funcionamento da Anvisa, podendo ser nacional ou internacional. Em caso de importação, será necessário comprovar que o produto é legalizado no país de origem, com documento da autoridade competente local.

Firmas nacionais ficam impedidas de promover o cultivo no Brasil, podendo, em vez disso, trazer de fora matéria-prima semielaborada para a fabricação dos produtos processados no país.

Para integrante da Comissão de Assuntos Regulatórios da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ex-integrante do Conselho Nacional de Drogas Rodrigo Mesquita, a nova regulação consolida o valor medicinal da cannabis, amplia as possibilidades de acesso por parte dos pacientes e permite que empresas explorem esse mercado no país.

Contudo, o impedimento do cultivo no Brasil dificulta o desenvolvimento de uma indústria nacional e de pesquisas com a cannabis, além de influenciar os custos, uma vez que demanda a importação doe insumos. “Isso terá impactos bastante perceptíveis no preço, pois os extratos brutos deverão ser importados para então serem fabricados aqui. Fica uma cadeia produtiva limitada e dependente de outros mercados, o que afeta o preço final e o acesso”, comenta. Com informações do Aratuon.

Bovespa fecha com a maior queda em mais de 20 anos


Em um dia marcado pelo estouro da bolha financeira em nível global, o Ibovespa fechou com queda de 12,17%, a 86.067 pontos, depois de interromper as negociações. O dólar bateu novo recorde fechando com alta de 1,97%, a R$ 4,726 na venda.

 

O Ibovespa renovava mínimas na tarde desta segunda-feira, com as ações da Petrobras ampliando as perdas para mais de 30%, após decisões da Arábia Saudita derrubarem os preços do petróleo e adicionarem incertezas a um mercado financeiro já melindrado por preocupações com os reflexos do coronavírus na economia global.

O Ibovespa fechou com queda de 12,17%, a 86.067 pontos, na maior queda percentual desde 10 de setembro de 1998, causada pela moratória da Rússia. Na mínima do pregão, o índice chegou a 85.879 pontos, menor patamar intradia desde 28 de dezembro de 2018, quando o índice chegou a 85.469 pontos. Na máxima, chegou a 97.982 pontos. No ano, o Ibovespa acumula queda de 25,58%.

O dólar comercial fechou em alta de 1,97%, a R$ 4,726 na venda. Este é o maior valor nominal (sem considerar a inflação) de fechamento desde a criação do Plano Real. O dólar subiu forte mesmo após o Banco Central ter feito uma intervenção de US$ 3,465 bilhões no mercado de câmbio.

Por volta de 10:30, a bolsa acionou o circuit breaker, quando o Ibovespa tocou 88.178,33 pontos, uma queda de 10,25%. Os negócios foram paralisados por 30 minutos. O mecanismo será disparado novamente se o Ibovespa cair 15%.

A última vez que o circuit breaker foi acionado foi em 18 de maio de 2017, no que ficou conhecido no mercado como “Joesley Day”, após vir a público gravação de conversa entre o então presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista e sua delação relacionada a atos de corrupção envolvendo políticos.

As ações da Petrobras (PETR4) aceleravam as perdas, e fecharam com queda de 29,70%, cotadas a R$ 16,05.

Tal desempenho representava uma perda de cerca de 95 bilhões de reais no valor de mercado da Petrobras nesta sessão. O ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, descartou nesta segunda-feira medidas emergenciais a serem tomadas pelo governo diante da forte queda do petróleo.

“Ainda estamos passando por um momento perigoso, com extrema volatilidade”, chamou a atenção a equipe do BTG Pactual.

O petróleo Brent fechou em queda de 24,1%, a 34,36 dólares o barril, após a Arábia Saudita ter sinalizado que elevará a produção para ganhar participação no mercado, bem como cortado preços oficiais de venda de petróleo. Na mínima, o Brent caiu 30%, o maior recuo diário desde a Guerra do Golfo, em 1991.

A guerra aberta pela Arábia Saudita no front da produção de petróleo contra a Rússia chegou em um momento no qual o mercado ainda se mostrava fragilizado pela rápida disseminação da epidemia do novo coronavírus além da China e promovendo fortes ajustes poucas semanas após renovarem máximas.

O recorde histórico do Ibovespa para fechamento foi registrado em 23 de janeiro deste ano, a 119.527,63 pontos.

“Nesse cenário, a tendência é que o mercado adote postura conservadora e se feche”, afirmou o presidente da corretora BGC Liquidez, Erminio Lucci, alertando que não há solução fácil, mas que os governos devem estudar medidas de estímulo econômico, principalmente fiscal e via compra direta de ativos.

Com informação do 247.

Planalto anula nomeação feita por Regina Duarte na Cultura


REGINA DUARTE

Jornal de Brasília

O Palácio do Planalto cancelou, na noite desta segunda-feira, 9, a nomeação de Maria do Carmo Brant de Carvalho da Secretaria de Diversidade Cultural. Indicada pela secretária especial de Cultura, Regina Duarte, ela havia sido nomeada para o cargo na última sexta-feira e não chegou nem mesmo a tomar posse.

Uma edição extra do Diário Oficial da União, publicada no fim da tarde desta segunda, tornou sem efeito a designação de Maria do Carmo. O ato é assinado apenas pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e foi visto como uma retaliação por parte dos olavistas que apoiam o governo a Regina Duarte. No domingo, em entrevista ao “Fantástico”, da Rede Globo, ela disse que existe uma “facção” no governo que deseja retirá-la do cargo

Oficialmente, a assessoria da Secretaria de Cultura se limitou a dizer que o cancelamento da nomeação se deve a “entraves burocráticos”. Questionada se Maria do Carmo poderá voltar a ser designada para o posto, a secretaria de Cultura não respondeu.

Ao tomar posse, Regina disse ao presidente Jair Bolsonaro que não se esqueceria de que tinha recebido a promessa de “carta branca” no cargo. Em seguida, ao respondê-la, Bolsonaro afirmou que exerceria o poder de veto, como já fez em todos os ministérios.

Maria do Carmo foi nomeada no governo de Michel Temer como secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Em 2014, ela atuou como coordenadora da área social do programa de governo do então candidato à Presidência, Aécio Neves.

Pela manhã, o ministério do Turismo, ao qual a Secretaria de Cultura é subordinada, publicou o currículo da profissional, que é doutora em Serviço Social pela PUC-SP. Ela também foi integrante do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), secretária-adjunta na Secretaria Municipal de Assistência Social de São Paulo e superintendente do Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária. “Ela ficará responsável, entre outras funções, por articular e coordenar ações de fomento às expressões culturais populares”, destacou o site da pasta.

Após afirmar que uma “facção” deseja tirá-la da secretaria de Cultura, Regina recebeu críticas públicas do ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, do escritor Olavo de Carvalho e do presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, subordinado a ela.

Apontado como um dos fiadores da entrada da atriz no governo, Ramos disse ao Estado que “não foi boa” a declaração de Regina. Articulador político do Palácio do Planalto, o ministro também defendeu Camargo, chamado pela atriz de “ativista” e de “problema”, em entrevista à TV Globo exibida no domingo, 8. A assessoria da nova secretária afirma que o presidente Jair Bolsonaro sabia da gravação à emissora.

Desde que foi anunciada como substituta de Roberto Alvim, demitido por parafrasear o nazista Joseph Goebbels, a atriz tem recebido uma enxurrada de críticas nas redes sociais. Os ataques partem de apoiadores de Bolsonaro, que não gostaram das demissões de integrantes do movimento conservador.

Engenheiros avisaram Petrobras que modelo de gestão era suicida, mas presidente ignorou. Por Joaquim de Carvalho do DCM


Plataforma. Foto: Agência Petrobras

A Associação dos Engenheiros da Petrobras alertou há mais de um ano o presidente da empresa, Roberto Castello Branco, de que a política conduzida por ele era equivocada, e expunha a companhia a turbulências internacionais.

A turbulência veio hoje. As ações da Petrobras desabaram quase 30%. Com isso, o valor de mercado da estatal passou de R$ 306,96 bilhões para R$ 215,84 bilhões, uma perda de valor de cerca de R$ 91,12 bilhões.

Se seguisse outro modelo de negócio, mais parecido com os do governo de Lula e Dilma, a maior empresa brasileira sofreria com a decisão da Arábia Saudita de aumentar a produção e baixar o preço do petróleo, mas não na mesma proporção.

Na carta enviada a Roberto Castello Branco, a Associação dos Engenheiros entregou um estudo que demonstra a necessidade da Petrobras ter controle sobre o refino, transporte e distribuição do petróleo e de seus derivados.

“Quanto menor o grau de integração, maior a exposição de uma petroleira a choques de oferta, que derrubam o preço, destruindo a lucratividade da atividade de exploração e produção (E&P)”, diz o documento.

Isso ocorreu nos anos de 2015, 2016 e no primeiro semestre de 2017, quando o preço do petróleo se manteve em níveis “moderados” (a expressão é deles), mas a empresa compensou o prejuízo com os “lucros extraordinários do refino, transporte e comercialização”.

“A privatização de refinarias, terminais, dutos e distribuidora traz prejuízos muito mais graves à resiliência e sobrevivência da Petrobrás, na conjuntura de preços relativamente moderados de petróleo, do que presumíveis benefícios pela redução dos gastos com juros decorrentes da antecipação da redução da sua dívida”, anotam os engenheiros.

A distribuição já está privatizada, mas as refinarias ainda não. Porém elas operam abaixo de sua capacidade — cerca de 70%, segundo a associação.

Em março de 2019, quando a carta foi entregue a Castello Branco, a Petrobras apresentava perda de 20% do mercado nacional de diesel para refinarias dos Estados Unidos localizadas no Golfo do México.

Isso porque a empresa começou a praticar preços acima da paridade de importação (PPI).

Segundo a Aepex, para manter o mercado, a Petrobras poderia praticar preços abaixo da paridade de importação e, ainda assim, continuaria lucrativa. E mais: o preço do combustível para o consumidor seria menor.

A Colômbia, que não é nenhum exemplo de estado intervencionista (pelo contrário), partiu por esse caminho e se deu bem.

A estatal Ecopetrol atua de forma integrada e aumentou seus lucros em 2016, quando, pressionada por uma greve de caminhoneiros, passou a praticar preços abaixo da PPI.

O valor de referência para o mercado interno passou a ser o de exportação.

“Dessa forma, os preços praticados no mercado interno são inferiores aos praticados pelas importadoras de derivados, assegurando mercado para Ecopetrol e favorecendo os consumidores de combustíveis e a economia colombiana”, destacam os engenheiros.

A privatização de ativos da Petrobras é justificada pelo argumento de que gerará caixa para a redução da dívida. Com dívida mais baixa, a empresa economizaria no pagamento de juros e, consequentemente, teria lucros maiores, e poderia investir mais.

Leia matéria completa no DCM

Avião com mais de 40 deportados dos EUA chega nesta segunda ao aeroporto de Confins


Mais um voo fretado com brasileiros deportados dos EUA deve chegar a BH nesta segunda-feira

Mais um voo fretado com brasileiros deportados dos EUA deve chegar a BH nesta segunda-feira

Mais um voo com brasileiros deportados dos Estados Unidos deve pousar nesta segunda-feira (9) no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana.

De acordo com a assessoria do terminal, 42 pessoas devem desembarcar. A Polícia Federal (PF) confirmou que o pouso será por volta das 13h30. Este será o oitavo voo fretado pelo governo norte-americano com brasileiros deportados dos EUA a chegar em Confins desde o ano passado.

Avião com deportados chegou com mais de 100 passageiros ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins — Foto: Reprodução/TV GloboAvião com deportados chegou com mais de 100 passageiros ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins — Foto: Reprodução/TV Globo

Avião com deportados chegou com mais de 100 passageiros ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins — Foto: Reprodução/TV Globo

Em outubro de 2019, chegou a Belo Horizonte o primeiro voo, com cerca de 70 pessoas. O desembarque marcou a retomada de uma medida que não era aceita pelo Brasil desde 2006, quando o Itamaraty alterou a política de trato de brasileiros no exterior.

Brasileiros que vieram dos Estados Unidos em outros voos relataram maus tratos. Na chegada, um deles, que não quis se identificar, disse que muitos passaram fome durante a prisão.

‘Permanecemos algemados nos pés e nas mãos’, diz uma das brasileiras deportadas dos EUA

‘Permanecemos algemados nos pés e nas mãos’, diz uma das brasileiras deportadas dos EUA

Brasil não aceitava voos fretados com deportados desde 2006

A decisão de não aceitar mais o fretamento de aviões veio em 2006 quando, depois de uma CPI que investigou as deportações de brasileiros, o Itamaraty alterou a política de trato de brasileiros no exterior, incluindo aqueles acusados de imigração ilegal.

(Foi exatamente nessa época que o então presidente Luis Inácio Lula da Silva mandou um recado para o governos dos EUA: “Tratem bem os brasileiros aí, para que os americanos possam ser bem tratados aqui”. Nesse tempo, o presidente brasileiro não tinha batido continência para a bandeira americana, não tinha mandado abrir as porteiras para eles virem quando quisessem, sem precisar de vistos, nem tampouco entregue as nossas riquezas. Apenas disse: “Sou presidente do Brasil e o senhor dos EUA, portanto merecemos respeitos iguais e o nosso povo também”. Infelizmente, agora, além de deportados, eles, os irmãos brasileiros, vêm algemados pés e mãos e, como já foi relatado, sob maus tratos.) Letras negritas  Café com Leite.

Um diplomata ouvido pela Reuters explica que a decisão de não aceitar mais as deportações em massa veio da necessidade de analisar caso a caso e dar aos brasileiros que vivem nos Estados Unidos, mesmo ilegalmente, a possibilidade de reverter a decisão de deportação – o que muitas vezes acontece quando o cidadão tem filhos norte-americanos, uma estrutura familiar montada e às vezes até negócios.

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem facilitado a deportação de cidadãos que vivem irregularmente nos EUA. A medida facilita a deportação, em concordância com pedidos do governo Trump. Como mostrou a Reuters em agosto, o governo emitiu um parecer autorizando a volta de brasileiros no país apenas com um atestado de nacionalidade.

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