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Vídeos: Caminhoneiro vê seu caminhão pegando fogo, clama a Deus por chuva e ela cai


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Vídeos publicados nas redes sociais mostram o desespero de um caminhoneiro que vê seu caminhão pegando fogo numa rodovia do Nordeste e sem ter como apagar, dobra os joelhos no asfalto e clama a Deus por chuva.
Segundo informações, este milagre aconteceu nesta quarta-feira (17), o local não foi revelado. Sem ajuda para apagar o fogo do caminhão, o motorista desesperado implora a Deus que mande chuva para que o fogo não se alastre para o baú carregado de pneus e o milagre acontece.
O céu que estava limpo de repente começa a escurecer e uma chuva insistente cai sobre o caminhão. Exaltado o caminhoneiro continua agradecendo a Deus pela chuva que salvou sua mercadoria, já que a cabine estava queimada.
Um homem que está ao lado do motorista parece não acreditar no que estava acontecendo. O caminhoneiro aproveita para fazer um desabado sobre a falta de solidariedade dos colegas de estrada que não pararam para ajudá-lo. Em pouco tempo o vídeo virilizou nas redes sociais. // Por Neuza Brizola/Bahia Extremo Sul – Vídeos abaixo: 

 

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Jornalista global Zé Roberto Burnier, é afastado da Globo para tratamento de um câncer


O jornalista global José Roberto Burnier, da GloboNews, pediu afastamento da emissora para fazer um tratamento de uma doença de câncer bucal. Ele ficará afastado até o fim do seu tratamento tentando recuperar da enfermidade.
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O jornalista tem 58 anos de idade e 36 anos dedicados a Rede Globo, começando a trabalhar em 1983 em Campinas na filial da emissora.
Aguardamos maiores informações e torcemos pela recuperação do jornalista.

Eles construíram balanços para cadeirantes: vídeo


Fotos: Paulo Deodoro/arquivo pessoal e FIRJAN/SENAI
Fotos: Paulo Deodoro/arquivo pessoal e FIRJAN/SENAI

Duas iniciativas lindas em nome da alegria e inclusão de pessoas com deficiência. São balanços adaptados para cadeirantes poderem brincar e se divertir. Um deles foi feito no Paraná, o outro no Rio de Janeiro e já estão funcionando.

Cadeirante desde 2017, Edivandro Rocha dos Santos, de 14 anos, agora brinca em um balanço adaptado feito por um grupo de 12 alunos e instrutores da Firjan SENAI Barra Mansa, no Rio de Janeiro.

O brinquedo, montado na Praça Arnaldo Lemos, Fazenda da Grama, no Distrito Rio Claro, foi inaugurado na semana passada, com a revitalização do espaço.

“Identificamos que essa praça estava precisando de reformas e decidimos restaurar todos os brinquedos, além de melhorar o piso e a iluminação. A ideia, entretanto, foi além e alcançou também a acessibilidade”, explica a pedagoga da Firjan SENAI no município, Martha Rocha.

Edivandro, jovem morador da região, tem Distrofia Muscular de Duchenne e sofria por não poder participar das atividades do bairro.

“Nos chegou a notícia de que ele se sentia excluído por não poder brincar na pracinha e essa informação acabou nos motivando ainda mais. Mergulhamos de cabeça no projeto e finalizamos tudo em cerca de três meses” recorda o aluno do curso Técnico em Mecânica, Felipe de Almeida Andrade.

E o jovem cadeirante adorou a surpresa. “No início ele ficou um pouco assustado, mas depois abriu o sorriso. Foi uma emoção ver Edivandro se divertir no balanço”, lembra a avó do menino, Sebastiana Rocha dos Santos.

Balanço adaptado em Londrina

O balanço para cadeirantes de Londrina, no Paraná – em funcionamento há 4 meses – foi ideia de um pai que não tem filho cadeirante.

O consultor de vendas Paulo Deodato, de 33 anos,  estava brincando com o filho na praça do Aeroporto quando viu uma criança cadeirante olhando, sem poder participar.

“Eu fui pra casa, aquilo não saia da minha cabeça e eu comecei a pesquisar. Achei um projeto parecido com esse, levei para um serralheiro. Ele me mandou o projeto, mandei para um amigo arquiteto, ele assinou o projeto, aí enviei para a CMTU, eles me chamaram, abraçaram a a ideia e liberaram o local para a construção”, contou Paulo à TV Globo.

O Paulo mobilizou os amigos, fez uma vaquinha, colocou dinheiro do próprio bolso e juntou R$ 5,4 mil pra a construção do balanço para cadeirantes.

“Vale [o investimento] porque a hora q você vê uma criança, a risada dela se divertindo como as outras, acho que não tem preço para nenhum pai. Eu me sinto realizado. Só estou fazendo o que eu gostaria que alguém fizesse pelo meu filho”, disse.

Assista:

Ataque na Somália deixa mortos e feridos


Trabalhadores médicos ajudam um homem ferido em um ataque com carro-bomba, no hospital Medina, em Mogadíscio, Somália, nesta segunda-feira (22). — Foto: Farah Abdi Warsameh/AP

Trabalhadores médicos ajudam um homem ferido em um ataque com carro-bomba, no hospital Medina, em Mogadíscio, Somália, nesta segunda-feira (22). — Foto: Farah Abdi Warsameh/AP

Um ataque suicida com carro-bomba em Mogadíscio, capital da Somália, deixou mortos e feridos nesta segunda-feira (22). Segundo a agência EFE, a polícia confirmou pelo menos 11 mortes e 15 feridos. Já agência de notícias Reuters fala em 7 mortos e 27 feridos.

A bomba explodiu do lado de fora de um hotel perto do aeroporto internacional de Mogadíscio, diz a Reuters. A explosão ocorreu no primeiro posto de controle na estrada que leva ao aeroporto, declarou Farah Hussein, um comerciante que testemunhou o ataque.

O hospital Medina recebeu 7 corpos e 27 pessoas feridas, 17 delas em estado grave, disse Nura Hassan, enfermeira do hospital, segundo a Reuters.

O grupo Al-Shabab, ligado à Al Qaeda, reivindicou a responsabilidade pelo ataque. O Al-Shabab tenta derrubar o governo da Somália, que é apoiado pela ONU e pela União Africana. O grupo também assumiu a autoria do ataque no dia 12 de julho, em um hotel em Kismayo, que matou 26 pessoas.

Guerra na Somália — Foto: Arte/G1Guerra na Somália — Foto: Arte/G1

Guerra na Somália — Foto: Arte/G1

As forças de segurança isolaram a região após o ataque desta segunda (22), que também danificou vários veículos que estavam prestes a passar pelo posto de controle.

A Somália vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado. Isso deixou o país sem um governo efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra que respondem aos interesses de um clã determinado e grupos armados.

A última eleição realmente democrática no país ocorreu em 1969.

Após conseguir semiaberto, goleiro Bruno pode deixar prisão a qualquer momento; relembre o caso


Após conseguir o direito à progressão ao regime semiaberto, o goleiro Bruno Fernandes pode deixar a prisão a qualquer momento. O benefício foi concedido em decisão publicada nesta quinta-feira (18) pela 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Varginha, onde ele cumpre pena, e deve ser executado ainda nesta sexta-feira (19).

Mas para entender por que o benefício foi adquirido agora talvez seja necessário relembrar todo o caso envolvendo o caso de Bruno. O goleiro foi condenado pelo homicídio triplamente qualificado de Eliza Samúdio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido de Bruno, de quem foi amante.

O goleiro, que na época dos crimes atuava pelo Flamengo, foi detido em julho daquele ano e levado para a Penitenciária Nelson Hungria. Pouco depois, o clube anunciou a demissão do jogador, que seguiu preso e foi condenado em primeira instância em março de 2013.

“Sabia e imaginava”, disse Bruno durante a audiência que terminou em sua condenação.

Ele também havia sido condenado por ocultação de cadáver, mas esta pena foi extinta, porque a Justiça entendeu que o crime prescreveu. As penas somadas, que eram de 22 anos e 3 meses, caíram, então, para 20 anos e 9 meses de prisão.

Eliza Samúdio e o ex-goleiro Bruno — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/TV Globo

Eliza Samúdio e o ex-goleiro Bruno — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal/TV Globo

Saída temporária da prisão

O caso, no entanto, ficou parado na Justiça, sem ser julgado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Com isso, os advogados de Bruno entraram com um pedido de habeas corpus, que foi deferido em uma liminar expedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 24 de fevereiro de 2017.

À época, Mello entendeu que os recursos apresentados pela defesa deveriam ser julgados para determinar se o réu continuaria preso ou não. Bruno deixou a prisão no mesmo dia.

A partir daí, começaram as especulações sobre qual seria o destino de Bruno, que ainda tinha um contrato com assinado com o Montes Claros FC, mas procurava um time para retomar sua carreira. O suspense começou a ser encerrado quando o goleiro foi visto almoçando com a diretoria do Boa Esporte em 10 de março e e disse: “Não vim à toa”.

Bruno Fernandes em almoço com diretoria do Boa Esporte — Foto: Reprodução/EPTVBruno Fernandes em almoço com diretoria do Boa Esporte — Foto: Reprodução/EPTV

Bruno Fernandes em almoço com diretoria do Boa Esporte — Foto: Reprodução/EPTV

Passagem pelo Boa Esporte

O que começou como especulação – e até com o clube negando interesse – foi concretizado poucas horas depois. No mesmo dia, o Boa Esporte confirmou a contratação do goleiro para a disputa do Módulo 2 (na prática, a segunda divisão) do Campeonato Mineiro de 2017.

O plano de retomada da carreira seguia a todo vapor, mas junto com a contratação veio uma sequência de polêmicas.

Bruno durante estreia pelo Boa Esporte — Foto: Thomas Santos/Agif/Estadão Conteúdo

Bruno durante estreia pelo Boa Esporte — Foto: Thomas Santos/Agif/Estadão Conteúdo

Prisão em Varginha

Em 27 de abril de 2017, Bruno se apresentou à delegacia da Polícia Civil em Varginha e foi novamente conduzido à prisão. Por 3 votos a 1, os ministros decidiram derrubar a liminar e negaram o pedido de habeas corpus.

A defesa do goleiro pediu, então, para que ele continuasse na cidade, já que poderia trabalhar e dormir em casa caso conseguisse a progressão para o regime semiaberto.

Goleiro Bruno se apresentou à polícia em Varginha — Foto: Reprodução

Goleiro Bruno se apresentou à polícia em Varginha — Foto: Reprodução

Em 2 de agosto, Bruno obteve permissão para exercer trabalho externo, dando aulas no Núcleo de Capacitação para a Paz (Nucap), em Varginha.

Já na primeira metade de abril de 2018, o goleiro foi remanejado para o Corpo de Bombeiros da cidade, onde passou a trabalhar na capina e limpeza dos ambientes da unidade. No entanto, poucos dias depois, ele foi dispensado do serviço. O pelotão disse não precisar mais de tantos detentos trabalhando no local.

Bruno completou um ano preso na cidade, com a defesa programando sua saída e projetando uma nova retomada da carreiraMas um benefício obtido em 20 de junho de 2018 viria a se tornar o ponto chave que dificultaria esse processo.

Bruno estava trabalhando no Apac quando cometeu falta grave — Foto: Reprodução/EPTVBruno estava trabalhando no Apac quando cometeu falta grave — Foto: Reprodução/EPTV

Bruno estava trabalhando no Apac quando cometeu falta grave — Foto: Reprodução/EPTV

Punição e reversão

No meio do ano, Bruno passou a trabalhar nas obras da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac). Foi quando exercia esse trabalho que o goleiro foi flagrado em um encontro marcado por celular com duas mulheresno dia 18 de outubro. O local tinha ainda latas de cervejas e outras bebidas.

Apesar da Apac ter negado que o local fosse um bar e ter absolvido o interno em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), a Justiça de Varginha entendeu que ele havia cometido um excesso e aplicou uma falta grave, atrasando o direito à progressão de regime para 2023.

A decisão foi publicada no dia 11 de fevereiro de 2019 e, desde então, Bruno mudou a equipe de advogados e a estratégia de defesa, para uma postura mais discreta, buscando reverter a punição, o que aconteceu no acórdão do TJMG assinado pelos desembargadores Doorgal Borges de Andrada, Corrêa Camargo e Eduardo Brum e analisado pelo juiz Tarciso Moreira de Souza, nesta quinta-feira, 18 de julho.

Com a falta sendo anulada e Bruno tendo cumprido cerca de 8 anos e 10 meses de pena em regime fechado, sem contar os dias de remissão atualizados, ele tem o tempo mínimo necessário para a progressão de regime, o que foi observado na decisão.

Agora Bruno deve passar por exame de corpo de delito e audiência de instrução para, por fim, ter cumprido o alvará de soltura, o que deve acontecer durante a tarde desta sexta-feira. Assim, ele deve ser conduzido para o endereço informado à Justiça, onde vai cumprir o regime semiaberto.

Brasileiro é condenado à prisão perpétua no Reino Unido por matar ex-companheira


Brasileiro é condenado por matar ex-mulher na Inglaterra

Brasileiro é condenado por matar ex-mulher na Inglaterra

O brasileiro Ricardo Godinho, de 41 anos, foi condenado à prisão perpétua no Reino Unido por ter matado a ex-companheira, Aliny Mendes. A sentença, proferida na quinta-feira (18), determina que Ricardo deverá passar, no mínimo, 27 anos preso. Quando cumprir esse tempo, a pena de prisão perpétua poderá ser revista.

Segundo depoimentos feitos durante o julgamento, ele esfaqueou Aliny na frente da filha de 3 anos do casal, diz a BBC. Eles tinham outros três filhos, todos menores de 12 anos, e estavam separados desde dezembro passado.

Ricardo Godinho, de 41 anos, foi condenado à prisão perpétua na quinta-feira (18) no Reino Unido, por matar a ex-companheira Aliny Mendes, de 39 anos. — Foto: Reprodução/Polícia de SurreyRicardo Godinho, de 41 anos, foi condenado à prisão perpétua na quinta-feira (18) no Reino Unido, por matar a ex-companheira Aliny Mendes, de 39 anos. — Foto: Reprodução/Polícia de Surrey

Ricardo Godinho, de 41 anos, foi condenado à prisão perpétua na quinta-feira (18) no Reino Unido, por matar a ex-companheira Aliny Mendes, de 39 anos. — Foto: Reprodução/Polícia de Surrey

O homicídio ocorreu na cidade de Ewell, cerca de 30km a sudoeste de Londres. No dia do crime, em 8 de fevereiro, Aliny estava indo buscar os outros filhos na escola, de ônibus, com a filha menor. Quando desceu do veículo, foi confrontada e assassinada por Ricardo, que tinha seguido o ônibus de carro.

“O ataque ocorreu em plena luz do dia”, afirmou o detetive Mark Chapman.

Ricardo foi acusado formalmente de assassinato no dia 10 de fevereiro, depois de ser preso. Um de seus colegas ligou para a polícia para informar que ele tinha confessado o crime, e o brasileiro também foi identificado por testemunhas oculares.

Um exame forense após a morte mostrou que Aliny Mendes morreu por ter sofrido várias facadas, informou a polícia de Surrey.

Em comunicado, a família da brasileira declarou que “Aliny era uma mulher linda, inteligente, feliz e carinhosa que era amada por tantas pessoas, tanto no Reino Unido quanto em seu país de origem, o Brasil. Os eventos 8 de fevereiro tiraram não apenas uma irmã, uma filha, uma neta e uma amiga, mas, mais importante, tiraram uma mãe carinhosa de seus quatro filhos pequenos”.

Tributo da família a Aliny, que foi assassinada por Ricardo. — Foto: Reprodução/Polícia de Surrey

Tributo da família a Aliny, que foi assassinada por Ricardo. — Foto: Reprodução/Polícia de Surrey

“O impacto que a morte de Aliny deixou em seus filhos é quase impossível de colocar em palavras”, disse a família. “Somos gratos por todos os esforços do sistema de justiça criminal, mas nenhuma sentença jamais substituirá ou trará de volta nossa bela Aliny ”.

“Quando as crianças ficarem doentes, a mãe não estará lá para acalmá-las, quando elas tiverem bons resultados na escola, a mãe não estará presente para elogiá-las, quando elas se apresentarem em uma peça escolar, a mãe não estará presente para aplaudi-las, e em aniversários, formaturas, dias de casamento e outros eventos importantes, sua mãe não poderá compartilhar a celebração e a alegria da ocasião”, declarou a família.

‘Intenção de matar’

De acordo com a promotora Claire Gallagher, Ricardo “tinha intenção de matar a esposa, apesar das alegações de que tinha perdido o controle depois de uma briga”. Ele confessou apenas homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Segundo Gallagher, o relato não era compatível com as provas do crime.

“Ele tinha uma faca grande com ele, que era grande demais para ser deixada no bolso, como alegou. Isso mostrou claramente que ele tinha planejado o assassinato”, disse.

O ataque foi testemunhado por outras três mães que estavam a caminho de buscar seus filhos da mesma escola, segundo depoimentos no tribunal, diz a BBC. As testemunhas descreveram Ricardo como “frio, calmo e contido” durante o ataque, de acordo com a promotora.

“[O assassinato premeditado] foi ainda corroborado por material em seu telefone e computador, que mostrou sua raiva e ressentimento por sua esposa estar buscando uma nova vida para ela e seus filhos”, disse Gallagher.

 

Aos 93 anos ela adora soltar pipa e ficou famosa na web: vídeo


Dona Conceição e a pipa - Fotos: reprodução / Facebook e Gabi Gabbas/TV TEM
Dona Conceição e a pipa – Fotos: reprodução / Facebook e Gabi Gabbas/TV TEM

Uma idosa de 93 anos, que adora soltar pipa, ficou famosa na web esta semana depois de um vídeo inspirador. Nele, Dona Conceição Velasco Barrozo aparece toda feliz empinando sua pipa e mostra que não existe idade para se divertir.

O vídeo foi postado nas redes sociais pela filha caçula dela, Rita de Cássia dos Santos Barrozo e já tem mais de 6 milhões de visualizações e 229 mil compartilhamentos.

Na gravação, Rita brinca com a mãe perguntando: “Você não vai fazer comida?” E Dona Conceição responde: “Não, tô soltando pipa. Ó ela, tá lá no alto”.

A vovó animada é de Piratininga, no interior de SP e a cena aconteceu no último domingo.

O sucesso do vídeo impressionou a família da idosa espanhola, que está acostumada a vê-la na brincadeira quase todo dia.

A paixão de Conceição começou ainda na infância, quando chegou ao Brasil aos 7 anos.

Ela lembra que a pipa esteve presente na sua vida desde pequena. “A gente morava em chácara e ajudava o meu pai. Nas horas vagas, a gente ia soltar pipa”, disse ao G1.

O video

No vídeo, dona Conceição segura uma lata com linha enquanto empina uma singela pipa, a dezenas de metros de altura.

Rita conta que decidiu registrar a cena e postar nas redes sociais para mostrar para a família que mora em outro estado.

“Eles não têm a oportunidade de ver esse tipo de cena, então, resolvi gravar. No mesmo dia, eu vi mais de dez vezes. Ela ficou tão bonitinha”, diz.

Sem cerol

E dona Conceição lembra que as pessoas não devem usar cerol para se divertirem com pipas.

“Nada de corte [cerol]. Pra quê cortar? Acaba com a alegria de quem tá soltando”, alerta a idosa.

Assista:

Com informações do G1

Ford vai demitir 750 trabalhadores até o final de julho em SP, afirma sindicato


Ford. Foto: Wikimedia Commons

 

A Ford vai demitir cerca de 750 trabalhadores até o fim do mês em sua fábrica de São Bernardo do Campo, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Em fevereiro passado, a montadora anunciou o fechamento da unidade paulista e sua saída do mercado de caminhões da América do Sul.

O sindicato também afirma que a produção de caminhões no local deve seguir até outubro. Cerca de 3 mil pessoas de diversos setores trabalham na fábrica.

A Ford foi questionada sobre as declarações da entidade e disse que não vai se pronunciar sobre o tema.

Após o anúncio do fechamento da fábrica, a Caoa confirmou “conversas” com a Ford para comprar a unidade, mas nada ainda foi concretizado. Entre os interessados estariam os chineses da Chery, marca da qual o grupo Caoa tem metade das operações no Brasil. Do G1.

(…)

Desmatamento no Brasil dispara em julho e ameaça acordo comercial com UE


Mais de 1 mil quilômetros quadrados de floresta foram derrubados na primeira quinzena de julho, o que representa 68% a mais em relação a todo o mês de julho de 2018, segundo dados do Inpe

(Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

O desmatamento na Amazônia brasileira cresceu na primeira metade de julho e superou a taxa do mês inteiro no ano passado, ameaçando o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia.

Mais de 1 mil quilômetros quadrados de floresta foram derrubados na primeira quinzena de julho, o que representa 68% a mais em relação a todo o mês de julho de 2018, segundo dados preliminares de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O desmatamento visto até o momento em julho é o maior de qualquer mês desde agosto de 2016, e ocorre após aumentos importantes na comparação anual ocorridos em maio e junho.

A Amazônia abriga a maior floresta tropical do mundo, e cientistas consideram sua proteção essencial no combate à mudança climática.

Ambientalistas dizem que o aumento do desmatamento no Brasil é resultado das políticas do presidente Jair Bolsonaro e de sua retórica a favor do desenvolvimento da região.

O Palácio do Planalto e o Ministério do Meio Ambiente não responderam de imediato a pedidos de comentários.

No mês passado o Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, firmou um acordo comercial com a UE que inclui compromissos ambientais.

O pacto já enfrenta uma batalha para ser ratificado por países membros do bloco europeu, cujos agricultores temem a competição do poderoso setor agrícola brasileiro, que afirmam estar sujeito a regras ambientais menos rígidas do que as europeias.

O Parlamento da Irlanda e o ministro da Agricultura da Itália pediram que o acordo seja rejeitado.

Partidos verdes e agricultores europeus podem capitalizar a elevação do desmatamento no Brasil para reforçar seus argumentos contra a ratificação do acordo comercial, disse um diplomata europeu radicado no Brasil à Reuters.

“Acho que é munição para eles usarem, especialmente os agricultores, mesmo que não se importem com a Amazônia”, disse o diplomata, sob condição de anonimato, uma vez que não tinha permissão para falar com a mídia.

Se o acordo for ratificado, os membros da UE terão procedimentos formais de disputa para apresentar queixas se considerarem que o Brasil está violando uma cláusula que exige que se “implante medidas para combater a extração ilegal de madeira e o comércio relacionado”, de acordo com o texto do acordo publicado pela UE na sexta-feira.

Os dados do governo sobre o desmatamento deste mês são preliminares, e os números finais da medição dos 12 meses transcorridos até o final de julho ainda serão divulgados. Segundo o Inpe, um aumento nos dados preliminares quase sempre indica um aumento nas cifras anuais.

Governo monitora crimes com banco de dados incompleto


Assim fica mais fácil de mostrar que as coisas estão mudando para melhor. Com a monitoração de todos os órgãos que lhe favoreça, o governo vem fazendo muitos crer que a criminalidade diminuiu no país. Como deveria ter diminuído se nada foi feito, a não ser as “informações” de que tudo está melhor. Veja o que diz uma reportagem do Diário de Pernambuco.

 

O Sinesp (Sistema Nacional de Informações da Segurança Pública) foi citado por Moro, ministro da Justiça, em rede social em junho. Foto: Reprodução/Internet (Foto: Reprodução/Internet)
O Sinesp (Sistema Nacional de Informações da Segurança Pública) foi citado por Moro, ministro da Justiça, em rede social em junho. Foto: Reprodução/Internet
O sistema público de informações usado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, para embasar declarações recentes sobre redução dos índices de homicídio no país não obedece a critérios básicos de padronização estatística e, por isso, é alvo de desconfiança de pesquisadores.
Criado há sete anos com custo de cerca de R$ 200 milhões, o Sinesp (Sistema Nacional de Informações da Segurança Pública) foi citado pelo ministro em rede social em junho para dizer que os “crimes [estão] caindo em todo país. 23% de homicídios a menos”.
Sem exigir um critério técnico dos estados e distritos nem fiscalizar a origem da coleta de dados, o Sinesp cumpre o papel de plataforma tecnológica que reúne informações sobre ocorrências criminais enviadas pelos estados de forma genérica e, muitas vezes, incompleta.
O banco de dados começou a ser alimentado sistematicamente pelos estados apenas no fim do ano passado.
Procurado, o Ministério da Justiça afirmou que os dados são analisados, mas não explicou o método. Apenas afirmou que “os parâmetros de integração devem ser considerados pelos estados”.
A Folha questionou as secretarias de segurança dos 26 estados e do Distrito Federal a respeito dos critérios usados para classificar crimes violentos, como homicídio e lesão corporal seguida de morte.
Ao menos 15 estados afirmaram se basear no sistema penal para catalogar os atos criminosos ao preencher o programa do Sinesp segundo as ocorrências exigidas, como homicídio, latrocínio, estupro, tentativa de homicídio, lesão corporal seguida de morte e crimes patrimoniais.
O amparo no código penal, segundo pesquisadores, fragiliza a credibilidade do banco de dados, por ser amplo e não especificar derivações importantes do ponto de vista estatístico, como feminicídio e mortes decorrentes de confrontos policiais.
“Até o momento não temos como confiar no Sinesp como sistema de informações”, diz Daniel Cerqueira, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e coautor do Atlas da Violência.
Para ele, além da ausência de critério estatístico, o Sinesp é falho por causa da recusa de alguns estados em fornecer dados e da falta de rigor no preenchimento dos boletins de ocorrência nas delegacias, matéria-prima do sistema.
“Temos uma federação em que cada unidade classifica os tipos criminais a sua maneira”, diz Cerqueira.
Ao agrupar todas as mortes violentas como homicídio, por exemplo, como é feito pelos estados com raras exceções, fica impossível quantificar outros crimes que partem da mesma premissa, com margem a erros de interpretação.
“O Sinesp é falho porque impede análises nacionais para estabelecer um mapa da situação criminal no país”, diz João Trajano, pesquisador do Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).
Além disso, há dúvidas quanto à abrangência dos dados disponibilizados.
De acordo com Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um dos critérios para os estados serem considerados aptos para o Sinesp é enviar dados criminais das capitais. “Os dados das cidades do interior podem nem estar no sistema”, diz.
Os problemas do Sinesp, segundo Cerqueira, tiveram origem na aprovação da lei que o criou, em 2012. “Não houve clareza quanto aos seus objetivos. Pensou-se em criar a ferramenta para organizar desde despachos de viaturas até comunidades terapêuticas”, diz Cerqueira. “Gestores do Ministério da Justiça ficaram perdidos”, completa.
O ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann conta que, ao assumir a pasta, em março de 2018, encontrou a estrutura do Sinesp praticamente paralisada. “Não se produzia quase estatística. Havia levantamentos de dados, mas sempre tinham buracos.”
Em dezembro do ano passado, quase um ano depois de ser nomeado, Jungmann publicou uma portaria que estabelece parâmetros de padronização para o registro de dados criminais com base na classificação internacional desenvolvida pelo UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes).
A portaria é citada no site do Sinesp como referência para os estados coletarem os dados, mas o Ministério da Justiça não respondeu quantos deles se baseiam na portaria para organizar as informações.
A falta de um sistema nacional de estatísticas criminais impede a elaboração e aplicação de políticas públicas efetivas para reduzir a criminalidade no país.
“Em 2018, houve um investimento enorme na operação de GLO [Garantia da Lei e da Ordem] no Rio, enquanto havia estados em situação mais grave naquele momento devido ao aumento da criminalidade”, diz João Trajano.
O ex-ministro Jungmann lembra que durante os 20 meses em que chefiou as pastas da Defesa e Segurança Pública foram deflagradas 11 operações de GLO no país, sendo três no Rio Grande do Norte. “Isso dá a dimensão da falta de política pública na área de segurança”, afirma.
Há um entrave legislativo para a padronização das informações criminais no país. Como a Constituição atribui aos estados o dever de manter a segurança pública, de acordo com o artigo 144, seria preciso uma reforma constitucional para criar uma responsabilidade federativa em relação a essas informações.


Região de Irecê: Assaltantes abrem fogo contra carro-forte em Canarana


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Criminosos tentaram assaltar um carro-forte na tarde desta quarta-feira (15), na rodovia BA-432, entre os municípios de Canarana e Lapão, próximo à localidade de Irecezinho, na região de Irecê.

 

Segundo a delegacia de Polícia Civil de Irecê, durante a ação, os bandidos que ocupavam dois automóveis abriram fogo contra o veículo [carro-forte] que ficou crivado de balas.

De acordo com as primeiras informações, os criminosos abriram fogo para obrigar os vigilantes a parar o carro-forte. Depois da ação, a polícia localizou totalmente incendiado um dos veículos utilizados pelos assaltantes. Conforme a polícia, houve troca de tiros no local. Os seguranças não tiveram ferimentos e estão bem. Os bandidos fugiram sem levar o dinheiro do carro-forte. Guarnições das Polícias Civil e Militar estão em diligência na tentativa de localizar e prender a quadrilha. [Fonte: Central Notícia]

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Paraná Pesquisas: 65% discordam de Eduardo Bolsonaro embaixador


Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas apontou que 64,9% dos 2.118 entrevistados em 26 Estados e no Distrito Federal discordam da indicação feita por Jair Bolsonaro para que o seu filho e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seja embaixador do Brasil nos EUA; de acordo com os dados, somente 28,7% concordam

O deputado federal Eduardo Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (Foto: Paola De Orte/Agência Brasil)

Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas apontou que 64,9% dos 2. 118 entrevistados em 26 Estados e Distrito Federal discordam da indicação feita pelo presidente Jair Bolsonaro para que o seu filho e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seja embaixador do Brasil em Washington (EUA). De acordo com os dados, somente 28,7% concordam e 6,5% discordam ou não souberam responder.

Na classificação por faixa etária, a maior parte da discordância está entre as pessoas de 60 anos ou mais (66,5%) e a menor na fiaxa de 45 a 59 (63,9%).

No quesito região, o Nordeste dá a mairo rejeição (66,8%) e o Norte/Centro-Oeste a menor (62,5%).

De acordo com o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, caso Eduardo Bolsonaro assuma o posto de embaixador, pode configurar crime de nepotismo.

“Ele chegou para nos governar e governar bem, não para proporcionar o Estado aos familiares”, afirmou (veja aqui).

As entrevistados foram feitas em 160 municípios brasileiros com habitantes de 16 anos ou mais entre os dias 13 e 17 de julho 2019. O grau de confiança é de 95%. Fonte: 247.

No futuro, Moro será visto como os médicos que durante a ditadura assinaram laudos para encobrir assassinatos. Por Joaquim de Carvalho


A interferência de Sergio Moro nos acordos de delação premiada conduzidos pela força-tarefa de Curitiba não é uma violação banal da legislação.

Diálogos vazados ao site Intercept Brasil e publicados nesta quinta-feira pela Folha de S. Paulo revelam que Moro exigiu, durante a negociação do acordo, que dois executivos da Camargo Corrêa cumprissem pelo menos um ano de prisão em regime fechado.

A lei 12.850/2013, que criou as regras para as colaborações com a justiça, é clara como a luz do sol no que diz respeito ao papel do magistrado nos acordos de colaboração.

“O juiz não participará das negociações realizadas entre as partes para a formalização do acordo de colaboração, que ocorrerá entre o delegado de polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o investigado ou acusado e seu defensor”, determina o parágrafo sexto do artigo 4 daquela lei.

O papel do juiz está descrito no parágrafo seguinte do mesmo texto legal:

“Realizado o acordo na forma do § 6º , o respectivo termo, acompanhado das declarações do colaborador e de cópia da investigação, será remetido ao juiz para homologação, o qual deverá verificar sua regularidade, legalidade e voluntariedade, podendo para este fim, sigilosamente, ouvir o colaborador, na presença de seu defensor”.

O que pretendeu o legislador com essa divisão de tarefas?

Assegurar que não ocorram situações como as verificadas no processo do sítio de Atibaia, em que o ex-presidente Lula foi condenado, em primeira instância, a 12 anos e seis meses de prisão.

Nesse processo, houve o depoimento em acordo de colaboração do ex-diretor-superintendente da Odebrecht

A interferência de Sergio Moro nos acordos de delação premiada conduzidos pela força-tarefa de Curitiba não é uma violação banal da legislação.

Diálogos vazados ao site Intercept Brasil e publicados nesta quinta-feira pela Folha de S. Paulo revelam que Moro exigiu, durante a negociação do acordo, que dois executivos da Camargo Corrêa cumprissem pelo menos um ano de prisão em regime fechado.

A lei 12.850/2013, que criou as regras para as colaborações com a justiça, é clara como a luz do sol no que diz respeito ao papel do magistrado nos acordos de colaboração.

“O juiz não participará das negociações realizadas entre as partes para a formalização do acordo de colaboração, que ocorrerá entre o delegado de polícia, o investigado e o defensor, com a manifestação do Ministério Público, ou, conforme o caso, entre o Ministério Público e o investigado ou acusado e seu defensor”, determina o parágrafo sexto do artigo 4 daquela lei.

O papel do juiz está descrito no parágrafo seguinte do mesmo texto legal:

“Realizado o acordo na forma do § 6º , o respectivo termo, acompanhado das declarações do colaborador e de cópia da investigação, será remetido ao juiz para homologação, o qual deverá verificar sua regularidade, legalidade e voluntariedade, podendo para este fim, sigilosamente, ouvir o colaborador, na presença de seu defensor”.

O que pretendeu o legislador com essa divisão de tarefas?

Assegurar que não ocorram situações como as verificadas no processo do sítio de Atibaia, em que o ex-presidente Lula foi condenado, em primeira instância, a 12 anos e seis meses de prisão.

Nesse processo, houve o depoimento em acordo de colaboração do ex-diretor-superintendente da Odebrecht Carlos Armando Paschoal.

Em outro processo, sobre um caso de improbidade que tramita na justiça estadual de São Paulo, foi perguntado sobre o acordo de colaboração em Curitiba.

“No caso do sítio, que eu não tenho absolutamente nada, por exemplo, fui quase que coagido a fazer um relato sobre o que tinha ocorrido. E eu, na verdade, lá no caso, identifiquei o dinheiro para fazer a obra do sítio. Tive que construir um relato”, disse.

O advogado quis saber o que significa construir um relato.

“Desculpa, doutor. Precisava perguntar isso lá para os procuradores da Lava Jato”, respondeu.

Paschoal poderia ter dito isso a Moro, caso este quisesse saber em que condições se deu o acordo, homologado no STF.

Mas esta é uma hipótese improvável no ambiente em que se desenvolveu a Lava Jato.

Sergio Moro nunca teve uma atuação de juiz propriamente dita. E não há necessidade de tomar conhecimento de diálogos vazados para chegar a essa conclusão.

Basta ler os jornais e as manifestações na época das pessoas mais próximas dele, como a esposa, Rosângela, que tinha uma página destinada a promovê-lo como cruzado de uma alardeada campanha anti-corrupção.

Moro sempre foi visto como o acusador principal. Esta é a imagem que foi construída, com a participação dele.

Na hipótese em que houvesse juiz propriamente dito nos casos da Lava Jato, caberia a alguém, com a autoridade conferida pelo Estado, desconfiar que as delações não estivessem sendo voluntárias e ouvir o delatores.

A lei admite até a possibilidade de audiência secreta, sem a presença de representantes do Ministério Público.

Esse foi o cuidado que o legislador expressou ao determinar que o juiz se mantivesse distante das partes em negociação.

Um cuidado destinado a assegurar a higiene processual: quem julga é neutro, não se envolve na investigação nem nas tratativas de acordo de colaboração.

Moro já escreveu sobre a Operação Mãos Limpas na Itália, em um artigo de 2004, que pode ser visto como roteiro da Lava Jato.

Ele sabe, portanto, que lá existe um juiz que participa das investigações, para deferir medidas como, por exemplo, quebra de sigilo telefônico ou prisão.

A diferença é que esse magistrado, em hipótese nenhuma, participa do julgamento, pois, se o fizesse, não teria isenção, já que, como é natural, se deixou contaminar pelo ambiente em que investigados são vistos como culpados.

Mais tarde, quando o balanço histórico da Lava Jato for feito, a atuação de Moro será vista como indefensável, assim como, na redemocratização, o trabalho de médicos que assinaram laudos fajutos que mascaravam torturas e assassinatos nos porões da ditadura.

Uma parte cada vez mais expressiva da sociedade já o vê assim. Mas ainda há muitos que, por conveniência, ingenuidade ou desinformação, ainda se dispõe a defendê-lo.

Quem ama a Justiça sabe que Moro foi qualquer coisa menos juiz. Com informações do DCM.

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Brasil liberou mais agrotóxicos em 200 dias do que a União Europeia em oito anos.


A avalanche de liberação de venenos tem como objetivo tornar o mercado de mais acessível para os agricultores / Foto: Reprodução/Guia de Orgânicos

Em 200 dias, o governo Bolsonaro (PSL) fez mais liberações de novos agrotóxicos do que a União Europeia (UE) nos últimos oito anos. Foram 239 autorizações no Brasil contra 229 na UE, desde 2011. A denúncia foi feita pelo ex-presidente da Associação Brasileira da Reforma Agrária (ABRA), Gerson Teixeira, em seu artigo “Os ruralistas e os agrotóxicos – Uma contranarrativa”. Ele ressalta que o cenário é tão favorável para o agronegócio que a bancada ruralista parou de insistir na tramitação do PL 6299/2002, conhecido como PL do Veneno, de autoria do ex-senador Blairo Maggi, o “Rei da soja”.

O PL do Veneno propõe facilitar a autorização e comercialização de agrotóxicos no Brasil e está pronto para apreciação no plenário da Câmara dos Deputados desde junho de 2018, quando foi aprovado na Comissão Especial da Casa. Porém, deste então, não entrou na pauta para votação. Tampouco houve pressão da bancada ruralistas para que fosse apreciado pelos parlamentares.

“Eles viram que, com o governo na mão, não precisavam aprovar a legislação. Tanto que nunca houve um ritmo tão frenético de aprovação de agrotóxicos como agora, 239 agrotóxicos aprovados. Para se ter uma ideia, o que foi aprovado neste ano, até meados de junho, é mais do que foi aprovado na União Europeia desde 2011 [229]”, afirma Teixeira.

A avalanche de liberação de venenos agrícolas tem como objetivo tornar o mercado de agrotóxicos mais acessível para os agricultores, segundo o ex-presidente da ABRA: “A estratégia deles é viabilizar uma oferta grande de venenos e com isso fazer baixar o preço deles, independente se isso vá resultar em uma maior contaminação do meio ambiente ou do alimento”.

Agrotóxicos são substâncias fabricadas para extermínio da vida – de plantas, insetos ou outros agentes naturais indesejados). Portanto, são chamadas de “biocidas” e podem causar adoecimento, conforme explicou o pesquisador Cleber Folgado em entrevista recente ao Brasil de Fato sobre o tema.

Segundo Folgado, que integrou o Grupo de Trabalho de construção do Plano Nacional de Redução do Uso de Agrotóxicos (Pronara) dentro da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, as duas principais formas de intoxicação são as agudas e as crônicas. As agudas são causadas pela exposição a altos níveis de toxicidade, gerando efeito quase que imediato, como náuseas, vômitos, diarreias, alergias, dores de cabeça, tontura. Já as intoxicações crônicas são resultado de pequenas quantidades de agrotóxicos que se acumulam no organismo e, ao longo de anos, podem resultar em doenças respiratórias, alergias, infertilidade, impotência, abortos espontâneos, Alzhaimer, autismo, cânceres, doenças crônicas nos rins, danos ao fígado, problemas na tireoide, doenças cardíacas, esclerose múltipla e Parkinson, por exemplo.

Nos primeiros seis meses do ano, o governo Bolsonaro já havia liberado mais agrotóxicos do que qualquer ano do mandato de Dilma Rousseff (PT). No governo Temer, as autorizações para uso de veneno mais que dobraram, chegando a 450 de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2018. Ainda assim, o ritmo imposto pela equipe do capitão reformado é um recorde absoluto no país.

Bancada ruralista

Teixeira lamenta a falta de meios para impedir os decretos do Executivo que autorizam novos agrotóxicos no país. “Pelo Congresso é difícil, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem tomado iniciativas para barrar [as liberações] via decreto do Legislativo, mas a correlação de forças aqui é totalmente desfavorável. Nós sabemos que alguns setores do Ministério Público estão preocupados com isso, estão tentando fazer algumas ações nessa área, mas também sem sucesso”, explica

No Congresso, o agronegócio é representado pela bancada ruralista, que se organiza através da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que mantém, entre seus filiados, 257 parlamentares, sendo 32 senadores e 225 deputados.

A bancada ruralista anda de mãos dadas com o governo. Tereza Cristina, a ministra da Agricultura de Bolsonaro e artífice da liberação massiva dos venenos, já presidiu a FPA entre 2017 e 2019 e é deputada federal eleita pelo DEM do Mato Grosso do Sul, licenciada para chefiar o ministério.

Antes mesmo do primeiro turno da eleição presidencial de 2018, no dia 2 de outubro, a FPA se reuniu com Jair Bolsonaro e entregou ao capitão reformado o apoio integral de toda a bancada. Tereza Cristina foi à casa do então presidenciável para entregar uma carta expressando apoio irrestrito do setor. Fonte: DCM.

Incêndio criminoso deixa ao menos 13 mortos em estúdio no Japão


 

Mais de 30 ficaram feridos no ataque; autor do crime foi levado sob custódia para um hospital

[Incêndio criminoso deixa ao menos 13 mortos em estúdio no Japão]
Foto : Kyodo / via Reuters

Um estúdio de animação localizado na cidade de Kyoto, no Japão, foi atingido por um incêndio criminoso que deixou ao menos 13 mortos e mais de 30 feridos hoje (18).

Outras dez pessoas foram localizadas sem sinais vitais, conforme as primeiras informações, mas não tiveram as mortes confirmadas pelos bombeiros até o momento.

Um homem não identificado entrou no estúdios da Kyoto Animation e jogou um líquido inflamável. Conforme as testemunhas, as chamas se espalharam rapidamente.

O autor do ataque ficou ferido na ação e foi levado sob custódia para um hospital. A motivação do crime ainda é desconhecida.

Cerca de 40 caminhões de bombeiros foram mobilizados para conter as chamas.

A Kyoto Animation produz programas de cinema e anime para a televisão, a exemplo de “K-ON!” e “A Melancolia de Haruhi Suzumiya”.