No Nordeste, homem mata jovem por não ter amor correspondido por ela


Foto/Reprodução

Uma mulher foi vítima de feminicídio na noite do último domingo (21), em Itapipoca. Talita Galdino Moura, de 24 anos, foi esfaqueada na porta da casa onde morava por Francisco Danilo do Nascimento Borges, no bairro Júlio II, segundo a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE).

A motivação para o crime, ainda de acordo com os investigadores, é de que o homem, irmão do padrasto da vítima, tinha interesse amoroso não correspondido pela mulher.

A PCCE informou também que o suspeito constantemente comprava presentes para Talita, sendo um dos últimos no aniversário da moça, ocorrido no último dia 18. Francisco Danilo negou todas as acusações. A família da vítima ficou em choque com a situação, tendo em vista a proximidade entre os envolvidos no caso.

Francisco Danilo foi preso e responderá por feminicídio. Ele será transferido ainda nesta segunda-feira (22) para a cadeia pública de Itapipoca.

O caso continuará sendo investigado pela Delegacia Regional do município.

Por Diário do Nordeste.

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Não tem jeito, a gente não fica sem falar. Por Walter Salles


 

Antes da matéria veja o vídeo do Jornalista que se demitiu de uma rádio de grande audiência no sul e também uma entrevista, sabatinada com o Haddad na Globo. Enquanto isso o Bolsonaro só aceita entrevista com tudo combinadinho. Não tem coragem e enfrentar as perguntas.

Juremir Machado pede demissão AO VIVO após CENSURA

Toda nossa solidariedade ao jornalista Juremir Machado da Silva, que foi CENSURADO por não poder fazer perguntas a Bolso.naro e se viu obrigado a pedir demissão AO VIVO.

Posted by Fernanda Melchionna on Tuesday, October 23, 2018

 

Agora veja a sabatina ao vivo com Haddad

Sabatina com o candidato Fernando Haddad (PT)

O GLOBO , o jornal "Extra" , a revista "Época" e o jornal "Valor Econômico" promovem sabatina com o presidenciável Fernando Haddad (PT). O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi convidado mas ainda não respondeu se dará entrevista.

Posted by O Globo on Tuesday, October 23, 2018

Walter Salles: Amanhece o dia e eu digo: hoje não vou escrever nada sobre política, mas sempre termino escrevendo algo. Hoje vou fazer aqui para o leitor do Café com Leite, um apanhado de notícias que sempre deixa a gente muito triste com o que vê acontecendo.

Vou começar falando sobre Maracás, uma cidade maravilhosa, a qual eu tenho o privilégio de morar nela. Eu vinha passando numa rua e via uma caçamba antiga carregando o lixo que as donas e nonos de casas colocam na calçada. Bom, a questão aí da caçamba velha, já é um fato que gera tristeza. Não se via mais caçambas velhas coletando lixo. Até aí tudo bem se coletasse no horário certo e também fizesse as ruas da cidade permanecerem limpas. Mas quando não é isso que acontece e ainda cai um saco de lixo da caçamba e se espatifa no chão e a caçambona segue faltando um saco sobre ela, aí foi a gota d’água. Fui fazer uma foto do ocorrido, mas na hora o celular, que apesar de ser bom em fotografia, a bateria falhou. Mas tem nada não, o leitor imagina a cena tão bem quanto olhar a foto. Pois é: o que quero dizer, é que dou um cartão vermelho para a limpeza pública de Maracás!

 

Vamos ao próximo estrofe da minha narrativa

Vamos lá. O Haddad está meio “cagado de urubu”, como diz um ditado quando a pessoa é meio azarado. Primeiro veio o Ciro Gomes, morto de raiva porque não foi para o segundo turno e declarou apoio a Haddad. Só que não foi um apoio normal, mas sim um tal de apoio crítico que inventaram, que talvez a palavra crítico faça um efeito contrário na campanha do cara. Tem coisa que é melhor não ganhar, que ganhar com alguns avisos ou alguns porém. Depois o Ciro se manda para a Europa e a conclusão é que o seu crítico não rendeu nada. Depois vem a Marina, que teve só uma petequinha de votos e também declara, não um apoio crítico, mas sim o seu voto crítico. Meio parecido com falar assim: “vou votar em você porque o o seu adversário é pior do que você”, aí vota, mas se dez ouvir o palavreado dela, corre o risco de cinco mudar de candidato. Vota, Marina, declara o teu apoio, porém sem ressalva.

Cadê o processo, empresários?

Semana passada a Folha de São Paulo publicou uma matéria que acusava empresários, em grande número, de patrocinar com dinheiro alto, 12 milhões cada, as empresas criadoras de fake news, para prejudicar o Haddad, como de fato vinha acontecendo e continua. Imagine que há dois anos que a gente já ouve falar no tal do kit gay, assunto que fez o Bolsonaro ficar conhecido e admirado, ao mesmo tempo em que o PT, partido de um ex presidente que deixou o seu segundo governo com 87% de aprovação, começou a ser odiado, muitas vezes pelo próprio beneficiado pelo governo na época. Um pouco triste isso, mas mente humana é mente humana…

Mas o relato aqui é que o Haddad esperava outra reação do Judiciário, mas o mesmo só fez alguns comentários rasteiros e os fake continuaram. Aqui estou falando de fatos. O grande problema é que a gente que escreve matéria jornalística pra servir ao povo e não se servir do povo, temos a obrigação de passar a notícia como ela é. O Haddad quando chega para uma entrevista, por exemplo, pode ser em qualquer emissora, ele não faz nem uma exigência, até porque, ele não tem direito, ele é de esquerda, o cara que nada contra a correnteza certamente vai encontrar ferro nas perguntas, pois o objetivo é deixá-lo em saia justa. Por outro lado, o Bolsonaro só aceita entrevista se for tudo combinadinho, ele escolhe junto com o jornalista as perguntas. A RECORD está tendo esse tipo de comportamento, bem como muitas rádios espalhadas pelo país. Veja o que aconteceu hoje, terça feira numa rádio do sul do país, onde um jornalista se demitiu, por achar que o jornalismo nada tem a ver com isso.  O presidenciável Jair Bolsonaro deu uma entrevista para a Rádio Guaíba nesta terça (23). O ator Fernando Waschburger fez um relato no Facebook sobre a demissão do jornalista Juremir Machado ao vivo nesta manhã: Juremir acaba de se demitir do programa do Rogério Mendelski. Bolsonaro deu entrevista para o programa, ao vivo, com a exigência de que só falaria para Mendelski, tendo os demais jornalistas da bancada que permanecer em silêncio. Lá estavam Jurandir Soares, o Voltaire e Juremir. O âncora do Programa não passou a palavra para ninguém e fez uma entrevista “papai e mamãe”. Após a despedida do candidato, Juremir perguntou: posso dizer que fui censurado? Mendelski respondeu, claro que não…foi uma exigência do Bolsonaro. Normal.Então Juremir disse: me sinto humilhado, obrigado a audiência pelos 10 anos que estive aqui e me despeço agora e saiu. Jurandir Soares disse que achou normal não poder falar e deu razão a Mendelski, que perguntou a Voltaire se ele tinha se incomodado. Voltaire respondeu: preciso do meu emprego.

Juremir, um jornalista que não é sabujo.Na Guaíba, Mendelski lamentou a demissão do colega e ter sido acusado de “passar mão em fascista”. Diz que espera ele na emissora amanhã.Assista um vídeo da gravação que mostra Juremir se demitindo.

Holanda enfrenta ‘crise penitenciária’: sobram celas, faltam condenados


Prisioneiro holandês
Image captionPopulação carcerária holandesa foi reduzida em 43% nos últimos 10 anos

Enquanto a maioria dos países do mundo enfrenta problemas de superlotação no sistema carcerário, a Holanda vive a situação oposta: gente de menos para trancafiar. Nos últimos anos, 19 prisões foram fechadas e mais deverão ser desativadas em 2017, obedecendo a um decréscimo agudo da população carcerária. Mas há quem veja nisso um problema.

O cheiro de cebolas fritas deixa a cozinha e se espalha pelo pavilhão. Detentos estão preparando o jantar. Um deles, usando uma longa faca, corta legumes.

“Tive seis anos de treino, então só posso melhorar”, brinca ele.

O prisioneiro fala alto, porque a faca está presa a uma longa corrente presa à bancada em que trabalha.

“Eles não podem carregar a faca por aí”, explica Jan Roelof van der Spoel, vice-diretor da prisão de segurança máxima de Norgerhaven, no norte da Holanda, que tem capacidade para 243 detentos.

“Mas os detentos podem pegar emprestadas pequenas facas de cozinha. Para isso, precisam deixar conosco sua identificação para que possamos saber quem está com o que”.

Alguns dos homens em Norgerhaven cumprem sentenças por crimes violentos, então pode parecer algo perigoso deixá-los andar com facas pela prisão. Mas as aulas de culinária fazem parte das iniciativas de reabilitação dos detentos.

Faca na cozinha da prisão
Image captionNa cozinha da prisão, a faca é presa a uma corrente 

“Aqui na Holanda, nós olhamos para o indivíduo. Se alguém tem um problema com drogas, tratamos o vício. Se é agressivo, providenciamos gestão da raiva. Se tem dívidas, oferecemos consultoria de finanças. Tentamos remover o que realmente causou seu crime. É claro que o detento ou a detenta precisam querer mudar, mas nosso método tem sido bastante eficaz”, explica Van der Spoel.

O diretor acrescenta que alguns reincidentes normalmente recebem sentenças de dois anos e programas personalizados de reabilitação. Menos de 10% voltam à prisão. Em países como Reino Unido e EUA, por exemplo, cerca de 50% dos detentos cumprindo pequenas penas voltam a ser presos nos primeiros dois anos após a libertação (no Brasil, diversos estudos estimam que a taxa geral de reincidência é de 70%).

Norgerhaven fica na cidade de Veenhuizen, onde também está situada outra prisão de segurança máxima – Esserheem. Ambas contam com bastante espaço. O pátio é do tamanho de quatro campos de futebol e têm carvalhos, mesas de piquenique e redes vôlei.

Van der Spoel conta que o ar fresco reduz o estresse tanto para detentos quanto guardas. Detentos podem andar “a vontade por áreas comuns como biblioteca, departamento médico e cantina, e essa autonomia os ajuda na readaptação à vida em liberdade.

Pátido da prisão
Image captionNorgerhaven tem espaço de sobra para evitar o confinamento excessivo de prisioneiros e guardas 

Não poderia ser uma situação mais diferente de 10 anos atrás, quando a Holanda tinha uma das maiores populações carcerárias da Europa. Hoje, a proporção é de 57 pessoas por cada 100 mil habitantes, comparada a 148 por 100 mil no Reino Unido e 193 no Brasil.

Mas os programas de reabilitação não são a única razão para o declínio de 43% no número de pessoas atrás das grades na Holanda – que era de 14.468 em 2005 e caiu para 8.245 em 2015.

 

O ano de 2005, por sinal, foi o auge da população carcerária e especialistas acreditam que o salto se deu ao aumento na segurança do principal aeroporto de Amsterdã e a consequente explosão na prisão de “mulas” carregando cocaína. Mas, como explica Pauline Schuyt, professora de direito criminal, a polícia mudou suas prioridades.

“Eles mudaram o foco das drogas para concentrar esforços no combate ao tráfico humano e ao terrorismo”, explica.

Juízes holandeses também vêm aplicando cada vez mais penas alternativas à prisão, como trabalhos comunitários, multas e monitoramento eletrônico.

Angeline van Dijk, do Serviço Penitenciário Holandês
Image captionAngeline van Dijk diz que o encarceiramento não é solução universal 

A diretora do serviço penitenciário da Holanda, Angeline van Dijk, diz que o encarceramento tem se tornado algo mais aplicado para casos de criminosos de alta periculosidade ou para detentos em situação vulnerável, que podem se beneficiar dos programas disponíveis.

“Às vezes é melhor que pessoas fiquem em seus empregos e suas famílias, e que cumpram a pena de outra forma”, explica Van Dijk.

“Como temos penas mais curtas e uma taxa de criminalidade em queda, isso está levando a celas vazias”.

Oficialmente, crimes caíram 25% na Holanda desde 2008, mas há quem alegue que isso é resultado de maiores problemas em registrar queixas – um efeito colateral do fechamento de delegacias, como parte de pacotes de cortes de gastos públicos.

 

Ex-diretora de prisão e hoje porta-voz para assuntos de Justiça do partido de oposição Apelo Democrático Cristão, Madeleine Van Toorenburg diz que a escassez de prisioneiros está ligada a uma espécie de impunidade.

“A polícia está sobrecarregada e não consegue lidar com seu trabalho. A resposta do governo é fechar prisões”, critica.

E agentes penitenciários tampouco se dizem satisfeitos com o que chamam de instabilidade profissional. Frans Carbo, líder sindical, diz que agentes estão frustrados e que a presente situação desestimula a renovação da força de trabalho.

“Os jovens não querem trabalhar no sistema penitenciário porque não há mais futuro na profissão. Você nunca sabe quando sua prisão será fechada”.

As prisões desativadas são normalmente convertidas em centros de triagem para refugiados e oferecem uma oportunidade de trabalho para guardas que perderam o emprego. Mas uma unidade nas imediações de Amsterdã foi convertida em um hotel de luxo.

Image captionPrisões desativadas foram convertidas em centros de triagem para refugiados

Outra solução encontrada pelo governo para lidar com celas ociosas foi alugar espaço para prisioneiros de países com problemas de lotação, como a vizinha Bélgica e a Noruega.

Norgerhaven, por exemplo, recebe prisioneiros noruegueses, a mesma nacionalidade do novo diretor da unidade Karl Hillesland. Mas os guardas são todos holandeses. O curioso é que o sistema penal norueguês é mais liberal que o holandês. Prisioneiros podem dar entrevistas e assistir aos DVDs que quiserem, porque o princípio básico é do da normalização – a vida na prisão deve ser o máximo possível parecida com a do mundo lá fora para ajudar a reintegração.

 

Image captionPrisões começaram a receber detentos “importados”

“Fazemos as coisas de maneiras diferentes. Aqui (na Holanda), tomamos ações disciplinares assim que um prisioneiro quebra as regras, ao passo que os noruegueses primeiro abrem inquérito e depois tomam providências. Esse estilo confundiu os guardas no começo”, diz Van der Spoel.

“Mas, no geral, compartilhamos os mesmos valores básicos sobre como administrar uma prisão”, diz Hillesland.

O diretor diz que alguns prisioneiros do sistema norueguês foram transferidos unilateralmente para a Holanda, mas que a maioria se voluntariou porque artigos como tabaco, por exemplo, são mais baratos na Holanda.

Image captionAntigo reformatório de Veenhuizen foi destino forçado de uma série de holandeses pobres

Mas a transferência criou problemas para parentes, que precisam custear do próprio bolso visitas à prisão – o que pode custar mais de R$ 2 mil em passagem aérea e acomodação. Por isso, Norgerhaven hoje contra com uma “sala de Skype”. Mas a maioria dos prisioneiros “importados” é composta de estrangeiros que jã não viam suas famílias em pessoas quando estavam atrás das grades na Noruega.

O operário polonês Michael é um exemplo. Ele usa a internet para ver a esposa e os quatro filhos, algo que não tinha na Noruega – os parentes estão na Polônia.

“Minha mulher está ocupada com a tarefa de cuidar das crianças e o trabalho. Então optei por vir para esta prisão para que não apenas ouvisse a voz da minha família. É difícil (controlar a emoção) depois de falar com eles, mas é melhor que nada”, explica Michael.

Veenhuizen também esconde um passado sombrio e bem menos progressista que o do atual sistema penitenciário: um reformatório que ficou conhecido como a “Sibéria Holandesa” e que foi usado para a internação forçada de mendigos, órfãos e outros marginalizados no século 19. E que funcionou até os anos 70.

De acordo com demógrafos, pelo menos um milhão dos 17 milhões de holandeses hoje vivos descende de alguém “exilado” em Veenhuizen.

Hoje, o prédio do reformatório abriga o Museu Penitenciário.

O ataque racista contra idosa dentro de avião que gerou enxurrada de críticas a companhia aérea


Ryanair está sendo repreendida nas redes sociais por não ter retirado o passageiro agressor da aeronave.

Passageiros de um voo da companhia aérea de baixo custo Ryanair testemunharam a hostilidade de um homem que agrediu com insultos racistas uma mulher negra de 77 anos.

Insultos de passageiro contra idosa negra foram registrados em vídeo por outras pessoas a bordo da aeronave
Insultos de passageiro contra idosa negra foram registrados em vídeo por outras pessoas a bordo da aeronave

Foto: Facebook/David Lawrence / BBC News Brasil

O ataque, ocorrido em um voo de Barcelona para Londres na última sexta-feira, foi registrado em vídeo por um dos passageiros, que compartilhou as imagens nas redes sociais.

O incidente gerou uma onda de críticas à companhia aérea, por não ter retirado o passageiro agressor da aeronave. Muitas pessoas ameaçaram, inclusive, boicotar a empresa, sediada na Irlanda.

A Ryanair afirmou, por sua vez, que “não vai tolerar comportamentos indisciplinados como esse (do passageiro)”. E avisou que notificou o caso à polícia britânica.

‘Muito agressivo’

No vídeo, visualizado mais de 1,8 milhões de vezes no Facebook, pode-se ouvir o homem insultando a mulher que estava sentada na mesma fileira dele e ameaçando “empurrá-la” para outro lugar.

“Não me importa se ela é uma pessoa com deficiência ou não. Não me diga o que eu devo fazer. Se eu digo a ela que ela tem que sair, ela tem que sair”, diz ele à filha da passageira, que está sentada ao seu lado.

A passageira, então, reage: “Você fede. Você precisa de um banho”.

Ele responde: “Estou dizendo a você. Se você não mudar de assento, eu vou empurrá-la para outro assento”.

E acrescenta: “Não fale comigo em uma língua estrangeira, sua vaca feia e estúpida.”

Um passageiro sentado na fileira de trás intervém e o homem diz: “Eu vou continuar por quanto tempo eu quiser com essa negra feia e desgraçada”.

A filha disse ao site The Huffington Post que a discussão começou porque sua mãe tem artrite e demorou para se levantar da poltrona, localizada no corredor, para que o homem sentasse na janela.

David Lawrence, que filmou o episódio, contou em entrevista à BBC Radio 5 Live o que testemunhou:

“Tudo estava tranquilo, estávamos nos preparando para decolar. Foi quando ele embarcou e ao chegar ao assento, falou asperamente com a mulher que estava sentada no corredor.”

“Foi isso que me chamou a atenção, ele estava falando muito alto e sendo muito agressivo.”

E começou a gritar com a mulher, dizendo “sai do caminho”, “tira os pés”, “você não deveria estar sentada aqui”.

Homem foi repreendido por funcionários da Ryanair, mas só depois de vários minutos de gritos
Homem foi repreendido por funcionários da Ryanair, mas só depois de vários minutos de gritos

Foto: Facebook/David Lawrence / BBC News Brasil

Lawrence relatou que inicialmente os comissários de bordo não se envolveram. Segundo ele, a filha da senhora, que estava sentada em outra fileira, chegou e “iniciou uma discussão”.

“Ele passou por cima da mulher e sentou no lugar dele”, acrescenta.

Foi então que ele começou a registrar em vídeo o que veio a seguir, que descreve como uma “discussão repugnante de insultos raciais e linguagem grosseira”.

A filha contou que estava viajando de férias com a mãe, que imigrou da Jamaica para o Reino Unido na década de 1960, para marcar o aniversário de um ano da morte de seu marido.

“Sei que se eu ou qualquer outra pessoa negra estivesse se comportando como ele, teriam chamado a polícia e nos colocado para fora do avião”, disse ao The Huffington Post.

“Minha mãe ficou muito chateada e estressada com a situação toda, além da dor que já estava sentindo. Quanto a mim, também estou chateada com isso tudo: o fato de o passageiro não ter sido retirado do avião, e a forma como trataram a situação”, completou.

‘Situação horrível’

Um rapaz sentado na fileira logo atrás interveio, pedindo que o homem parasse de gritar. E recebeu elogios nas redes sociais.

Um comissário da Ryanair disse ao agressor: “Não seja tão grosseiro, você precisa se acalmar”.

Na sequência, ele avisa que vai reportar o incidente ao seu supervisor. E o homem responde: “Tudo bem”.

“Estou muito chocado”, desabafou Lawrence. “Não houve reação [da maioria dos outros passageiros]. Ninguém disse nada. O rapaz que realmente interveio… se viu obrigado a tomar uma atitude.”

Ele afirmou que foi uma “situação horrível” e que estava “chocado” com o fato de a Ryanair “permitir que algo assim não fosse controlado”.

O parlamentar Karl Turner está entre os que tuitaram sobre o incidente, dizendo que reforça “a tendência das companhias aéreas de ignorar esse tipo de comportamento”.

Ele também afirmou que o passageiro “deveria ter sido retirado do voo e entregue à polícia”.

Quem criticou o incidente e a forma como foi gerenciado concorda que o homem deveria ter sido colocado para fora do avião – em vez de a mulher ter mudado de lugar.

Ryanair afirmou que notificou a polícia britânica e que vai investigar episódio
Ryanair afirmou que notificou a polícia britânica e que vai investigar episódio

Foto: PA / BBC News Brasil

A Ryanair disse à BBC: “operamos diretrizes rígidas para passageiros que causam confusão e não vamos tolerar comportamentos indisciplinados como esse.”

“Vamos levar este assunto adiante e um comportamento abusivo ou que cause transtorno como esse fará com que passageiros sejam proibidos de viajar”, acrescentou.

A polícia britânica de Essex, onde fica localizado o Aeroporto de Stansted, destino do voo, está conduzindo a investigação.

“A Polícia de Essex leva a sério crimes relacionados a preconceito e queremos que todos os incidentes sejam denunciados. Estamos trabalhando em parceria com a Ryanair e as autoridades espanholas na investigação.”

O Departamento de Transportes informou, por sua vez, que “todos devem poder desfrutar de uma jornada segura e tranquila sem que seu voo seja estragado por uma minoria que causa confusão”.

E disse que trabalharia com as companhias aéreas e aeroportos “para ver o que mais pode ser feito para lidar com passageiros que geram transtornos”.

Pai sem dinheiro faz fantasia de princesa com sacolas e ganha surpresa


Luciano e Samira - Fotos: reprodução / NSCTV
Luciano e Samira – Fotos: reprodução / NSCTV

A criatividade salvou um pai sem dinheiro, que precisava fazer uma fantasia para a filha de 2 anos ir na festinha da escola. A ideia simples dele emocionou a comunidade e provocou uma corrente do bem, que chegou na hora certa para ajudar a família.

O operador de máquinas Luciano Carvalho pediu sacolas plásticas em um supermercado e fez a roupa de princesa para Samira.

A festa foi do Dia das Crianças, no Centro de Educação Infantil em São Bento do Sul, em Santa Catarina e emocionou os professores.

“A gente também estava sem dinheiro, sem condições de comprar essa fantasia. Então a gente teve essa criatividade”, disse Luciano ao G1.

Como

Ele pesquisou na internet como poderia fazer a fantasia. E a matéria-prima, da cor rosa, foi de graça. A gente conseguiu num mercado, que a gente compra perto de casa, explicou o pai.

Quando Samira chegou na festinha fantasiada de princesa, foi uma emoção!

“Ela estava se sentindo uma princesa. Dançava, balançava naquele vestido, mexia no laço da cabeça. Estava se sentindo uma verdadeira princesa”, disse a professora Aline Dias.

A educadora tirou uma foto e mandou para funcionários do supermercado onde o pai conseguiu as sacolas pra fazer fantasia.

No dia seguinte a dona de casa Marizete de Fátima Nascimento, mulher de Luciano e mãe de Samira, teve uma bela surpresa.

A equipe do supermercado entregou comida, roupas e brinquedos para a família.

Ah, para a Samira chegou um presente especial: uma verdadeira fantasia de princesa, com coroa e tudo!

“Bateram na minha porta, perguntando se era ali que morava a bebê Samira. Aí eles falaram que a equipe do supermercado tinha se organizado, tinha ficado comovido com a história e tal e tinha preparado algumas coisinhas pra ela”, contou.

Samira com nova fantasia- Fotos: reprodução / NSCTV

Samira com nova fantasia- Fotos: reprodução / NSCT

 

Samira tem quase 3 anos. Ela nasceu prematura e os pais contam que isso atrasou o desenvolvimento intelectual da menina.

A criança começou a falar há poucos meses, mas isso, não tira o brilho dos olhos e muito menos a alegria pela vida, que enche o pai de emoção.

“Foi uma coisa tipo uma brincadeira que a gente fez, a gente não sabia que ia ter toda essa surpresa que o pessoal deu. A gente está meio sem ter o que falar, porque até agora está só vindo surpresa, né?”, concluiu Luciano.

Com informações do G1

Maior ponte marítima do mundo é inaugurada na China


Obra tem 55 km de extensão e engloba trechos de estrada, três pontes, ilhas artificiais e um túnel subaquático. Projeto que custou mais de 6,4 bilhões de euros liga Macau, Hong Kong e Zhuhai, na província de Cantão.

Ponte de 55 km liga a cidade de Zhuhai aos territórios de Macau e Hong Kong. Obra foi inaugurada nesta terça-feira (23) pelo presidente chinês, Xi Jinping — Foto: Anthony Wallace / AFPPonte de 55 km liga a cidade de Zhuhai aos territórios de Macau e Hong Kong. Obra foi inaugurada nesta terça-feira (23) pelo presidente chinês, Xi Jinping — Foto: Anthony Wallace / AFP

Ponte de 55 km liga a cidade de Zhuhai aos territórios de Macau e Hong Kong. Obra foi inaugurada nesta terça-feira (23) pelo presidente chinês, Xi Jinping — Foto: Anthony Wallace / AFP

A maior ponte marítima do mundo, que liga Hong Kong e Macau a Zhuhai, na província de Cantão, foi inaugurada pelo presidente chinês, Xi Jinping, nesta terça-feira (23). A obra tem 55 km de extensão e engloba trechos de estrada, três pontes, ilhas artificiais e um túnel subaquático.

A inauguração acontece com dois anos de atraso e está envolta em escândalos relacionados aos altos custos e fins políticos do projeto.

O complexo projeto de engenharia custou mais de 6,4 bilhões de euros e faz parte do plano de desenvolvimento econômico para formar uma megalópole high-tech, batizada de área da Grande Baía, que quer rivalizar com a área da Baía de São Francisco (Silicon Valley), nos EUA, e a área da Baía de Tóquio, no Japão.

Para a inauguração, Xi Jinping visitou a província de Cantão pela primeira vez em seis anos. A ponte abre para o público apenas na quarta-feira (24) e deve atender as mais de 60 milhões de pessoas que vivem na região do delta do rio das Pérolas, no sul do país.

As três pontes da estrutura são capazes de suportar ventos de até 340 km/h, segundo a Deutsche Welle. Um túnel de 6,7 quilômetros de extensão, conectado às pontes por duas ilhas artificiais, foi construído para que não houvesse interferência nas rotas do comércio marítimo.

Regiões autônomas

A obra é vista como uma tentativa de Pequim de reforçar o controle e a influência sobre as regiões autônomas chinesas, Hong Kong e Macau. Por isso, é vista com indiferença por muitos em Hong Kong, não apenas em razão dos atrasos e do superfaturamento da obra.

Após 150 anos como colônia britânica, Hong Kong se vê como politica e culturalmente distante da China continental. Com o retorno da soberania chinesa sobre a região, muitos avaliam que, na última década, houve uma redução das liberdades legais e políticas.

Principal assessor de Doria na prefeitura fala em traição e declara voto em França


Da Folha:

Braço direito de João Doria (PSDB) em sua passagem pela Prefeitura de São Paulo, o advogado Anderson Pomini declarou apoio a Márcio França (PSB) na disputa pelo governo do estado. Pomini foi secretário da Justiça de Doria e saiu da prefeitura em abril de 2018 por decisão do novo prefeito, o tucano Bruno Covas.

“Honrar compromissos, respeitar aliados e não trair a confiança das pessoas são princípios básicos para qualquer homem público. Por isso apoio e voto Márcio França para governador de São Paulo”, diz Pomini.

 

“Estava me mantendo neutro, mas recentemente conversei com o Márcio, gostei das propostas e percebi que é uma pessoa que merece nosso apoio”, disse o advogado à Folha.

Pomini foi o principal homem de confiança de Doria na prefeitura. O tucano deu superpoderes a ele ao transformar a Secretaria de Negócios Jurídicos em Secretaria da Justiça.

O ex-secretário municipal de Justiça, Anderson Pomini
– Bruno Poletti/Folhapress
A nova pasta passou a ter poder também sobre a Controladoria Geral do Município, que na gestão de Fernando Haddad (PT) era independente.

O advogado atuou na campanha de Doria para prefeito. Após deixar a prefeitura junto com Doria, porém, não foi levado pelo tucano para a campanha ao governo estadual

Outro ex-secretário de Doria, Cláudio Carvalho, ex-titular da pasta de Prefeituras Regionais, assumiu o serviço.

Ex-secretários de Doria na Prefeitura de São Paulo, os vereadores Gilberto Natalini (PV) e Soninha Francine (PPS) também manifestaram apoio a França na disputa estadual.

Instituições demoram a reagir a ameaças de Bolsonaro, alerta Haddad


“Bolsonaro ameaça a sobrevivência física da oposição a ele, ameaça a imprensa, (…) todo mundo sabe que houve fraude com dinheiro sujo, o que se está esperado?”

Foto: Reprodução vídeo
Jornal GGN – Após a declaração da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, neste domingo (21), mostrando pouca efetividade diante da denúncia de caixa dois e disseminação de Fake News a favor de Jair Bolsonaro (PSL), o candidato Fernando Haddad (PT) chamou a atenção e disse que as instituições não estão respondendo às verdadeiras ameaças à democracia.
Neste domingo, o TSE realizou a esperado coletiva de imprensa para se posicionar sobre as recentes acusações de compra de empresários por serviços de disseminação de Fake News contra o candidato do PT e a favor de Bolsonaro. Entretanto, as respostas não corresponderam às expectativas das denúncias.
A ministra Rosa Weber admitiu que as Fake News são uma preocupação, mas minimizou o poder de atuação do Judiciário ao afirmar que o problema é mundial e que não há “milagre”. Também disse que a investigação contra a denúncia tramitará, mas em segredo de Justiça, e não se aprofundou a respeito.
Abordando de maneira generalizada, Weber não mostrou a preocupação da Corte Eleitoral pela velocidade na apuração e disse que “gostaria imensamente que houvesse uma solução pronta e eficaz”, mas que, “de fato, não temos”. Tentou frisar que o TSE estaria atento a casos de Fake News, mais uma vez, falando de modo geral, mas que a resposta da Justiça virá em seu tempo, que nem sempre coincide “com a velocidade que a sociedade quer”.
Denúncia PDT
Da mesma forma, o TSE também está encaminhando a ação apresentada pelo PDT, que solicita a cassação do mandato de Jair Bolsonaro, com base nas acusações de caixa dois, financiamento ilícito de campanha e Fake News, mas decidiu negar todos os pedidos do partido de liminar.
Por enquanto, o ministro Jorge Mussi, corregedor do TSE que é relator do caso, somente abriu o prazo para a defesa de Bolsonaro se manifestar. Entre os pedidos do PDT, o de que Bolsonaro e o vice de sua chapa, Hamilton Mourão, fiquem impedidos de veicular qualquer notícia por meio de sua rede social, principalmente o WhatsApp, foram negados.
E não apenas estes dois episódios marcaram o fim de semana. As declarações de Bolsonaro durante um ato de campanha na Avenida Paulista e as afirmações de seu filho, Eduardo Bolsonaro, em um vídeo que informava que bastava “um soldado e um cabo para fechar o Supremo Tribunal Federal”, alertaram Haddad.
Ameaças de Bolsonaro e de filho
O presidenciável do PT afirmou que as instituições não estão reagindo à altura das ameaças contra a democracia. Durante o ato em São Paulo, um vídeo de Bolsonaro foi transmitido, dizendo que, se eleito, irá “varrer do mapa os bandidos vermelhos do Brasil”. “Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia”, acrescentou o candidato do PSL, na transmissão.
“Ontem, o discurso dele transmitido na [Avenida] Paulista é um absurdo. Ele ameaça a sobrevivência física da oposição a ele, ameaça a imprensa, e as instituições demoram a reagir”, manifestou-se Haddad, preocupado.
O candidato também alertou sobre os efeitos da manifestação do deputado Eduardo Bolsonaro, em que insinua fechar o Supremo. “Nós vamos correr riscos inclusive físicos se nós não alertamos o país que a oposição, jornalistas, juízes, estão sendo ameaçados antes do pleito terminar. Se ele tem a coragem de ameaçar a democracia antes das eleições, o que ele fará com o apoio dos eleitores?”, questionou.
TSE: “O que está se esperando?”
Para Haddad, ainda é necessária uma posição mais firme do TSE sobre as denúncias de caixa dois e financiamento ilícito contra Bolsonaro, divulgadas por reportagem da Folha de S.Paulo na última semana.
“Se todo mundo sabe que houve fraude no primeiro turno com dinheiro sujo de caixa 2 para bombardear as redes sociais com mensagens falsas, o que está se esperando?”, perguntou, sem entender.
Na opinião do presidenciável, o TSE está coagido e deve se sentir ameaçada, em referência à presença do general Sérgio Etchegoyen, ao lado da presidente do TSE, durante a coletiva: “As instituições estão se sentindo ameaçadas, inclusive pela linha dura de parte das Forças Armadas. O que o Etchegoyen tinha que dar entrevista ao lado da Rosa Weber? Quem é ele? Que autoridade ele tem no Tribunal Superior Eleitoral? Ele foi se colocar como uma ameaça? Tutelar? Isso nunca aconteceu”, completou.
Outra Fake News
Por fim, o candidato também desmentiu, nesta segunda, mais uma Fake News espalhada contra ele nos últimos dias. A notícia falsa, desta vez, é que supostamente Haddad teria jogado no lixo uma Bíblia que teria ganhado de presente, durante um ato em Fortaleza.
O candidato contou que ganhou a Bíblia de um estudante da Unilab como agradecimento por ter criado a Universidade de Redenção. O presente foi entregue aos seus assistentes, que a colocaram em uma sacola, que foi roubada.
“O celular do assessor também foi furtado na mesma ocasião. E agora aparece essa Bíblia na mão de um deputado do Bolsonaro, dizendo que encontrou a bíblia no lixo. Que história é essa?”, questionou o presidenciável .

DEPUTADO DO PT PEDE A PRISÃO DE JAIR BOLSONARO


O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) ingressou nesta segunda-feira (22) com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) por crime contra a Segurança Nacional, requerendo sua prisão imediata. Neste domingo (21), Bolsonaro afirmou, em vídeo, que caso eleito iria perseguir os opositores políticos de esquerda. “A faxina agora será muito mais ampla (… ) Ou vão pra fora ou vão pra cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria”, disse.

“Defender a prisão ou a expulsão do país de opositores políticos está fora do ordenamento jurídico brasileiro, é uma clara manifestação pública que tenta legitimar através do voto, por exposto em campanha eleitoral, ações que confrontam com a Constituição Brasileira e que possuem caráter arbitrário e persecutório só possíveis em regimes ditatoriais”, disse o parlamentar, no texto enviado à PGR.

O deputado pediu a investigação e punição de Bolsonaro nas linhas dos artigos 1º, II e III, 22, I, 26, parágrafo único, 28 e 31, II, todos da Lei nº 7.170/83, que define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social.

Número da manifestação: 20180117363
Chave de Consulta: 93b407b127cb8f5da87c2aaf8186d33a
Data da manifestação: 22/10/2018

AMEAÇA TAMBÉM É DENUNCIADA

Em outra representação à PGR, Solla também pede investigação de um eleitor de Bolsonaro, Marcos Filho, que em sua conta no Facebook ameaçou de dar uma facada no petista, em comentário numa postagem que parabenizava os médicos pela passagem do seu dia. “Vms dar uma facada na sua barriga e ver ser você se recupera em 1 mês boraaaa? Vms vai ser legal kkk”.

“Não é só por mim, é por toda a militância de esquerda, por todas as minorias políticas, por todos os brasileiros que estão sendo intimidados pelos fascistas que agem legitimados no discurso de ódio de Bolsonaro. Eles precisam saber que vamos reagir, que não vamos aceitar calados. Quem comete crime precisa pagar, precisa responder. Não abrimos mão da democracia, e na democracia a resposta ao crime é a lei”, disse. O pedido à PGR cita o Art. 147 do Código Penal, que trata dos crimes de ameaça. Brasil 247.

 

 

Vovô de 100 anos que malha, pesca e dirige é homenageado


Um vovô de 100 anos é uma verdadeira inspiração de vitalidade. Apesar da idade, ele malha, pesca, dirige e passeia com amigos!

Antônio Genez Parise é de Avaré, no interior de São Paulo e ganhou uma homenagem: tem uma academia na cidade com o nome dele, como exemplo de determinação e inspiração para os moradores.

O aposentado conta que o segredo para tanta vitalidade é aproveitar cada momento e não se importar com a idade. O importante é ter força de vontade.

“A vida é igual está no meu livrinho, um manso lago azul. Horas alegres cantando e horas triste chorando. Tem que aproveitar”, disse ao G1.

Academia

Na academia que frequenta, em um clube da cidade, o idoso chama a atenção. Dante Villardi treina com ele e afirma que todos se inspiram no aposentado.

“É uma inspiração com sua idade, vitalidade e, principalmente , pelo prazer dele em ir treinar”, diz.

Durante os treinos, Antônio conta com ajuda profissional da treinadora Rosana Tiburcio. Para Rosana, ele é um ótimo aluno.

“O senhorzinho não aparenta toda essa idade não. É centenário. Ele dá muito trabalho, chega na academia e nós temos que atender e fazer todo o procedimento, mas dou muitos elogios. Ele é um ótimo aluno assíduo e diariamente se encontra na sala de musculação”, conta.

Seu Antônio trabalhou como alfaiate e foi juiz de cartório por 65 anos. Ele casou mais de 10 mil pessoas.

Viúvo, ele tem dois filhos: um que mora nos Estados Unidos e o outro em São Paulo. Fonte, Só Notícias Boas.

Antonio Genez Parise - Foto: Reprodução/TV TEM

Bancos fazem feirões com desconto para renegociação de dívidas


Foto: Pixabay

Bancos estão promovendo feirões para renegociação de dívidas, com descontos de até 50%.

No Santander, o feirão “Acerto de Contas” termina nesta sexta-feira, 19.

Para o cliente pessoa física, os descontos nas taxas podem chegar a até 20%. Já para os empreendedores, a redução dos juros será de até 50%.

O público-alvo são clientes que têm débitos com atraso de 61 a 90 dias e dívidas acima de 90 dias. São aqueles também que não são atendidos em ações preventivas de educação financeira.

O Banco também criou produtos para clientes inadimplentes como possibilidade de unificar dívidas, alongar prazos, entre outros.

O evento está sendo realizado nos principais canais de atendimento do banco: APP, Internet Banking, caixas eletrônicos e nas agências bancárias em todo o País, e também pelo site.

Itaú

Já o Itaú Unibanco promove até o fim de dezembro o “Feirão de Negociação”, que será realizado nas próprias agências do banco.

No evento, correntistas pessoa física e jurídica com dívidas acima de 300 reais e com mais de 30 dias de atraso poderão renegociar os débitos com o banco.

O Itaú oferece a possibilidade de desconto na dívida e de parcelamento do valor para pagamento à vista em até quatro vezes sem juros, nos casos de atraso no pagamento superior a 90 dias.

Para esse perfil de dívida, o saldo devedor poderá ser pago com taxa de até 1,99% ao mês em linhas como cheque especial, crediário e cartão de crédito, com atrasos superiores a 90 dias. Antes do feirão, as taxas de renegociação eram em média de 3%.

Além das agências, o cliente também pode pedir a revisão de sua dívida pelos canais digitais do banco, como site, app e chat.

Com informações da Exame

Articulador político de Bolsonaro financiou maior rede de fake news do Facebook, retirada hoje do ar. Por Vinicius Segalla


POR VINÍCIUS SEGALLA

O deputado Delegado Franceschini (PSL-PR), coordenador da campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PSL), doou R$ 24 mil à maior rede de fake news e contas falsas que atuava na eleição brasileira. Nesta segunda-feira (22), a rede social Facebook anunciou ter desbaratado o esquema e retirado do ar “um grupo de 68 páginas e 43 contas da rede social que, juntas, formavam a maior rede pró-Bolsonaro da internet”, como informa o jornal “O Estado de S.Paulo”.

O diário paulista não informou, porém, que esta rede ilegal pró-Bolsonaro comprovadamente já recebeu dinheiro do coordenador da campanha do capitão da reserva. Esta informação consta em outra reportagem, do Portal UOL, publicada em maio deste ano.

Assim, cruzando as duas informações publicadas com alguns meses de intervalo, resta provado que a coordenação da campanha de Bolsonaro financiou uma gigantesca rede de contas e notícias falsas que atuava no Facebook em favor do candidato do PSL.

Entenda o caso

Segundo o Estadão, o Facebook removeu nesta segunda-feira um grupo de 68 páginas e 43 contas da rede social que, juntas, formavam a maior rede pró-Bolsonaro da internet. Segundo a empresa, os donos dessas páginas, controladores de um grupo chamado Raposo Fernandes Associados (RFA), criaram contas falsas e múltiplas contas com os mesmos nomes para administrar os grupos.

Seus donos são conhecidos propagadores de fake news pela internet, notadamente por meio do site Folha Política. Informa o Estadão: “Um casal – o advogado Ernani Fernandes e sua mulher, Thais Raposo – montou um “império” de páginas e sites com apoio de conhecidas figuras conservadoras no País, como Alexandre Frota e Marcello Reis, do Revoltados Online. O Facebook investigava a rede há meses em sigilo.”

Já em reportagem do portal UOL, de maio deste ano, se lê: Seis notas fiscais pagas pelo gabinete do deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR), o Delegado Francischini, apontam que o parlamentar destinou R$ 24 mil de sua cota parlamentar, no período entre dezembro do ano passado e abril deste ano, para uma empresa em nome de um casal que administra uma rede de sites apontados como veículos que propagam fake news.

As notas foram emitidas pela empresa Novo Brasil Empreendimentos Digitais, que tem como sócios registrados junto à Receita Federal a advogada Thais Raposo Chaves e seu marido, Ernani Fernandes. Ele também aparece como responsável pelo domínio do site de conteúdo político engajado Folha Política (que não tem nenhuma relação com o Grupo Folha).

Desde dezembro, a Folha Política publicou em suas páginas diversos textos em que cita o deputado Francischini. Eles têm títulos como ‘Delegado Francischini fala ‘na lata’ o que pensa de Lula’ ou ‘Delegado e Bolsonaro apresentam projeto de lei para acabar com privilégios para ex-presidentes’.”

Veja, abaixo uma das cinco notas fiscais (todas constantes no Portal da Transparência do governo federal) que provam o pagamento, por parte do coordenador de campanha de Bolsonaro, à rede de perfis falsos desbaratada nesta segunda.

VEJA RAMBÉM

Grupos pró-Bolsonaro no WhatsApp orquestram fake news e ataques pessoais na internet, diz pesquisa

 

Desde maio deste ano, o grupo de pesquisa em Tecnologias da Comunicação e Política (TCP) na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) tem monitorado grupos de WhatsApp em apoio a candidatos presidenciais. Inseridos em 90 grupos, os 14 pesquisadores estudaram o comportamento dos usuários para descobrir como as pessoas se organizam para viralizar conteúdos eleitorais no WhatsApp.

Os estudiosos monitoraram 28 grupos autodenominados “conservadores” ou “pró- militares” e 24 grupos de apoio ao PSL e Bolsonaro. Entraram também em 18 grupos de apoio ao PT ou a Haddad, 4 de apoio ao PSDB ou Geraldo Alckmin, 4 de apoio a Marina Silva, 2 de apoio a Ciro Gomes e 1 de apoio a Henrique Meirelles. Além disso, acompanharam 9 grupos para discussões de política geral ou suprapartidária. O grupo de pesquisa faz parte da rede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD).

Para a coordenadora Alessandra Aldé, existe uma ordem para o caos cibernético. “As notícias falsas têm caminhos específicos. Esses fluxos não são aleatórios e existe uma técnica específica para fazer com que a informação falsa viralize. E isso é muito importante.” O estudo descobriu que a cada 30 mensagens, pelo menos uma foi enviada do exterior.

“A notícia entra em um grupo e nesse grupo tem contato com 250 e poucas pessoas. Dessas 250 e poucas, algumas voluntariamente pegam e replicam isso em outros grupos. Não só como vítimas que compartilharam uma vez e não compartilham mais. Compartilham isso de uma forma sistemática”, explica João Guilherme, que coordena o núcleo de análise de dados do grupo.

Nesses cinco meses de monitoramento, os pesquisadores perceberam que grupos pró-Bolsonaro têm um alcance mais vasto e uma organização maior na disseminação de noticias falsas em comparação com os demais.

Um dos maiores exemplos disso se deu no primeiro turno, com um boato de que havia uma fraude eleitoral em curso. O grupo de pesquisa da Uerj seguiu uma mensagem específica: “TSE informa: 7,2 milhões de votos anulados pelas urnas! A diferença de votos que levaria à vitória de Bolsonaro no primeiro turno foi de menos de 2 milhões”. Segundo os pesquisadores, o boato apareceu 202 vezes em 41 dos 90 grupos. Destes 41 grupos, 37 estão no conjunto de apoio a Bolsonaro, grupos de direita e pró-militar e 4 de política em geral.

“O que a gente percebe é que o campo do Bolsonaro está muito mais organizado para fazer isso do que os outros candidatos. Então eles anteciparam essas estratégias e já começaram a construir esses grupos”, diz Alessandra. “Chamou atenção da gente também essa falta de compromisso de quem difunde essas notícias como verdade. Porque não se trata de fatos, não tem uma objetividade, é desqualificação, geralmente moral, e associações que são muito impróprias, inadequadas. É uma campanha muito mentirosa. Realmente o nível de notícias falsas é muito maior na campanha de Bolsonaro do que em qualquer outra campanha. Isso é visível. E a gente está em dezena de grupos.”

Alessandra avalia que quem alimenta essa rede são produtores profissionais de conteúdo. “Existe uma produção profissional de memes, de várias coisas bem-feitas esteticamente. São lançadas para números de celulares em vários locais diferentes. O celular mostra, por exemplo, a região da pessoa, porque tem o prefixo. Você pode achar associações entre bancos de dados, celulares e CEP e usar isso para direcionar a sua propaganda atingindo os grupos e circulando dentro de grupos específicos. Então existe uma técnica.”

Na semana passada, a Folha de S.Paulo revelou que empresas contrataram disparos massivos de mensagens de WhatsApp contra o PT e a favor de Bolsonaro, em contratos que chegavam a R$ 12 milhões.

Apoio a Bolsonaro inclui incitação a ataques pessoais e participação em enquetes

Fora a produção do conteúdo em si, a tática para a disseminação das mensagens por militantes é simples e eficaz. Em cada grupo existem pessoas que dão ordens e orientam o restante dos usuários a cumprir tarefas específicas. “Eles sistematicamente pedem e orientam as pessoas a circularem as informações nos outros grupos de WhatsApp. No da família, no do trabalho”, explica Alessandra.

“Tem sempre alguém ali falando ‘façam isso, faça aquilo’. Por exemplo, se está tendo uma pesquisa no Facebook, eles pedem para todos irem lá para responder. Ou então tal famoso postou tal conteúdo contra o Bolsonaro, então vamos ali dar dislike. Então existe, sim, uma orquestração.”

 

“Existe chamamento para você ir lá e dar dislike na página da atriz que se manifestou a favor do Haddad. Isso é muito comum. Ou ir lá e escrever na página de quem é contra a intervenção. Então esses WhatsApps servem também para mobilizar a ação desses eleitores nas outras redes. ‘Vamos lá no YouTube todos dar dislike.’ Aí você vê uma migração.”

Segundo o pesquisador João Guilherme Bastos dos Santos, os membros orquestram inclusive ataques coletivos. “Por exemplo, antes do primeiro turno saiu a notícia de um instituto de pesquisa específico que desagradou eles. Aí, algumas pessoas desses grupos identificam o estatístico responsável, pegam o Facebook da pessoa e jogam no grupo do WhatsApp. As pessoas usam isso para chegar até essa pessoa e ameaçar”, diz.

João Guilherme conta que viu também grupos de apoio a Marina Silva e Ciro Gomes serem atacados por apoiadores do Bolsonaro que se infiltraram, entravam fingindo ser simpatizantes e lá dentro começavam a atacar. Em um caso, esses infiltrados chegaram a virar administradores de um grupo pró-Marina para depois deletar o grupo.

Controlando a narrativa e banindo quem questiona

Segundo os pesquisadores, os administradores dos grupos fazem uma curadoria para controlar a narrativa. Isso ficou claro quando saíram os resultados do primeiro turno. Começaram a surgir comentários preconceituosos contra o Nordeste, região onde o voto ao PT levou vantagem, desde coisas como “o Nordeste é um parasita” até “tem que mandar matar nordestino”.

“Logo alguns agentes começaram a dizer assim ‘não gente, a gente precisa do voto no Nordeste’, aqui tem muito nordestino eles não têm culpa dos outros eleitores”, explica Alessandra. “E até começaram a banir, a excluir pessoas que estavam aderindo a essa crítica.”

Os pesquisadores detectaram ainda que pessoas que questionam insistentemente a veracidade de uma informação são banidas. “Essa pessoa é enquadrada como um sabotador, ou petista ou comunista e é removido do grupo. Então, sempre que alguém vai destoar dessa narrativa unificada, essa pessoa é retirada acusada de traição”, diz João Guilherme. “Se alguém começa a reclamar de fake news e dizer ‘você tem certeza que isso é verdade, onde que está a fonte disso, será que isso não vai pegar mal pra gente.’ Aí a pessoa é rapidamente deletada”, completa Alessandra.

Porém, enquanto os administradores baniam da discussão comentários que poderiam atrapalhar a campanha, deixavam rolar solto discursos de ódio contra certos segmentos da sociedade. Alessandra viu diversas ameaças circulando nos grupos contra mulheres e LGBTs. Ela cita como exemplo as frases “Viado não vai ter mais vez, não vai poder fazer isso” e “Vamos acabar com essas feminazis quando o Bolsonaro ganhar”, que rodaram sem sofrer reprimendas dos administradores.

O pesquisador afirma que há uma pluralidade: cada grupo tem um discurso que foi adaptado e construído especificamente para agradar àquele tipo de eleitor. “Tem notícias falsas voltadas para valores religiosos, falando que Haddad vai acabar com a família, que ele é contra Deus, que Manuela d’Ávila falou que Jesus é travesti. Mas em outros grupos esse discurso não tem tanta entrada e você tem mais um discurso sobre segurança pública, por exemplo. Esses grupos falam que a situação está insustentável, que alguém tem que fazer alguma coisa, que tem que se armar”, explica.

Embora sejam plurais, todos os discursos convergem em uma só mensagem: para evitar tudo isso, é preciso votar no Bolsonaro. Isso se enquadra em uma narrativa maior que os apoiadores vêm construindo há pelo menos dois anos no WhatsApp. “Essa ideia de ameaça comunista. A ideia de que a gente tem que se unir contra uma ameaça externa e todo mundo entre nós que atrapalhar essa união está favorecendo essa ameaça externa. É um mecanismo básico de movimentos populistas ou fascistas, onde você reprime sistematicamente quem discorda”, diz João Guilherme.

O estudo

Ainda em fase de análise e conclusão, o estudo do grupo de Tecnologias da Comunicação e Política da Uerj pretende determinar padrões de comportamentos de seguidores de diferentes candidatos no WhatsApp, a plataforma que tem sido apontada como principal influenciadora desta eleição.

Os pesquisadores concluem que o WhatsApp precisa ser entendido como uma rede de grupos organizados que estão interconectados por participantes em comum que sistematicamente levam as notícias falsas de um grupo para outro.

A pesquisa revela que, dos 90 grupos estudados, 99,11% dos perfis estão conectados direta ou indiretamente através de uma rede de pessoas.

No infográfico abaixo é possível ver a estrutura de conexões entre os grupos analisados. As linhas verdes representam grupos de conservadores, pró-militares e de apoio ao candidato do PSL. As linhas vermelhas são de apoiadores de Fernando Haddad. Em rosa, grupos para discussões de política geral ou suprapartidária, e em azul, grupos de outros candidatos.

 

Para conseguir mapear o caminho da disseminação das notícias, o TCP da Uerj usa os softwares IRaMuTeQ e Gephi. Ele rastreia, mas mantém em condição de anonimato, o número de celular que deu origem à mensagem para apontar em qual grupo ela surge, e depois mapeia o seu trajeto. O resultado são “nuvens” de dados que ilustram a disseminação da informação pela rede do WhatsApp.

O exemplo abaixo rastreia a cronologia de uma notícia falsa, representada pela cor amarela. Quando o candidato Jair Bolsonaro foi atacado em Juiz de Fora, em 6 de setembro, surgiu, às 17h03 uma notícia falsa que dizia que o responsável pelo ataque era membro do Partido dos Trabalhadores e responsável pela campanha de Dilma Rousseff. Apesar de a notícia ter sido desmentida na televisão nesse meio-tempo, ela continuou sendo espalhada pelos grupos – e só para de ser divulgada às 18h19.

 

O software IRaMuTeQ extrai das conversas em andamento nos grupos as palavras- chave que mais aparecem e as organiza em infográficos. As palavras mais repetidas aparecem em tamanho maior. Abaixo, é possível ver as associações de palavras que se formaram em conversas onde se discutiam as urnas e o TSE. Os pesquisadores explicam que no gráfico amarelo onde as palavras mais usadas são “Comunista, militar e intervenção” foi possível relacionar este vocabulário aos grupos pró-Bolsonaro. Já no gráfico azul e laranja não existe uma correlação clara entre o agrupamento de palavras e os grupos de WhatsApp representados. Fonte DCM.

O chefe de milícia e o vendedor ambulante. Por Gilberto Maringoni


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O discurso de Jair Bolsonaro na tarde deste domingo – proferido em sua casa no Rio e transmitido via celular a uma manifestação na Paulista – é muito pior que a intervenção de um de seus filhos defendendo o fechamento do STF.

O capitão não falou em ambiente fechado e nem é figura lateral na onda fascista brasileira. Trata-se de um candidato á frente das pesquisas e que já age como eleito. Não discursou como dirigente politico. Mandou recado como chefe de milícia.

Bolsonaro afirma, quase soletrando, que a esquerda irá para o cárcere ou para o exílio. Ameaça Fernando Haddad com anos de prisão, sem que haja julgamento de coisa alguma a definir tal sentença. Rosna contra Lula, que “apodrecerá na cadeia”. Garante que MST e MTST serão classificados como terroristas – provavelmente com base na lei formulada pelo governo Dilma Rousseff, suprema ironia – e que “a paz voltará para quem produz”. Há outras ameaças em seu fraseado chulo e rastaquera.

Nenhuma palavra sobre crise econômica, planos de governo, resolução de algum problema real. O que há é papo de meganha na porta do camburão, para gáudio de sua matilha de hienas.

A sucessão de impropérios foi proferida quase ao mesmo tempo da rendição do TSE, anunciada pela ministra Rosa Weber, em Brasília. Como escolta, a douta autoridade se fez acompanhar por outros condestáveis da República, tendo como figuras de proa o sinistro Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e o decorativo Ministro da Segurança. A essa altura, não se sabe se eram rendidos ou cúmplices.

O candidato do fascismo jogou querosene em brasa acesa. Dissemina a ideia de que a barbárie está liberada.

Não assisti nenhuma das manifestações ao vivo. Na tarde de domingo, eu, suando em bicas, me ocupava de terminar um circuito de corrida num parque em Brasília, depois de uma chuva providencial. Na saída, encontro um vendedor de água de coco, com vários adesivos de Fernando Haddad em seu carrinho.

Eu o cumprimento pela coragem de exibir suas preferências em dias tão agressivos. Trocamos cinco minutos de conversa. Ele me conta da campanha em seu bairro e da confiança de que vamos virar essa eleição. Pergunto se é petista. Sua resposta é direita:

– Sou comunista, meu camarada. Quero muito mais que derrotar Bolsonaro. Mas estamos aí, num dos poucos momentos em que a esquerda está toda unida. Isso é o que importa. Estamos em campanha!

A frase serena me impactou. É isso aí. Vamos virar. E queremos mais.

O chefe de milícia não pode levar essa.

Estamos em campanha. Fonte dessa matéria. Diário do Centro do Mundo.

Mulher agredida por marido é resgatada após pedir socorro em grupo de WhatsApp em Limeira


Por G1 Piracicaba e Região

Uma mulher conseguiu ser resgatada das agressões do marido após pedir por ajuda em um grupo de WhatsApp. Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM) de Limeira (SP), ela se trancou no banheiro e passou as informações pelo aplicativo, sendo retirada da casa na manhã desta segunda-feira (22). O homem foi detido.

A mulher também relatou aos guardas que estava com uma filha de 2 anos quando foi agredida. A criança passa bem, segundo a GCM. Imagens passadas pela guarda mostram que a mulher mandou a mensagem em um grupo de informações da cidade. O texto dizia: “Socorro. Meu marido está me agredindo. Por favor, me ajuda. Estou no banheiro escondida”.

Mulher agredida pelo marido pediu ajuda em grupo de Whatsapp de Limeira — Foto: Wagner Morente/Comunicação GCM LimeiraMulher agredida pelo marido pediu ajuda em grupo de Whatsapp de Limeira — Foto: Wagner Morente/Comunicação GCM Limeira

Mulher agredida pelo marido pediu ajuda em grupo de Whatsapp de Limeira — Foto: Wagner Morente/Comunicação GCM Limeira

 

A mensagem chamou a atenção de um guarda municipal que fazia parte do grupo, que acionou a equipe da GCM. A mulher relatou aos guardas que estava sendo agredida desde as 3h e que, para se proteger das agressões, entrou no banheiro. Em seguida, ela teve a ideia de pedir socorro pelo grupo.

O homem de 33 anos foi detido no local. Segundo a GCM, vários móveis da residência estavam quebrados. A mulher foi levada para o pronto-socorro da Santa Casa de Limeira para passar por exames.

Já o homem foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A Polícia Civil determinou a prisão em flagrante por lesão corporal e ameaça. Ele passará por audiência de custódia que deve ocorrer na terça-feira (23).

Agressões

A mulher relatou aos guardas que o homem tinha consumido bebidas alcoólicas e drogas, e chegou durante a madrugada, quando começaram as agressões.

Após mensagens de pedido de socorro, guarda conseguiu resgatar mulher em Limeira — Foto: Wagner Morente/GCMApós mensagens de pedido de socorro, guarda conseguiu resgatar mulher em Limeira — Foto: Wagner Morente/GCM

Após mensagens de pedido de socorro, guarda conseguiu resgatar mulher em Limeira — Foto: Wagner Morente/GCM

 

“Eu estava deitada na cama, e aí ele puxou o ‘colchão-box’, eu caí de costas no chão com a [bebê] no colo”, conta. Ela relata no vídeo gravado pelos guardas que estava amamentando e, ao cair, ele a chutou e também atingiu a menina de dois anos. “Desde as 3h foi um inferno.”

Após mandar a mensagem pedindo socorro pelo grupo, a mulher conta que o homem quebrou a porta do banheiro e chegou a apagar a mensagem em que ela tinha mandado o endereço da casa, mas alguém já tinha visto e acionado a GCM.

Ainda de acordo com a mulher, eles estão juntos há sete anos e não foi a primeira vez que as agressões aconteceram.

Homem salva ‘no laço’ cachorro levado pela força da água: Assista!


Fotos: reprodução / Instagram / TV Maule
Fotos: reprodução / Instagram / TV Maule

Uma cena impressionante! Um homem resgatou ‘no laço’ um cachorrinho que estava sendo arrastado pela força das águas em um canal de irrigação. (assista abaixo)

O caso aconteceu na região de Colbún, no Chile e o herói foi um servidor público.

Gustavo Rojas Aravena trabalha em um órgão municipal e estava fazendo assessoria a agricultores quando viu o cachorro sendo levado pela correnteza.

Ao perceber que o cão estava em apuros, ele não pensou duas vezes! Pegou a corda que levava na cintura e jogou o laço para resgatar o caõzinho.

Ele errou na primeira tentativa, mas não desistiu.

Gustavo correu um pouco mais à frente, às margens do córrego e quando se aproximou novamente do cachorro, ele jogou o laço… e aí acertou.

O servidor público puxou a corda e conseguiu tirar o bichinho da água.

Já salvo, em terra firme, o cachorro se sacodiu para tirar a água dos pelos e abaixou a cabeça para o servidor público tirar a corda do pescoço dele.

A cena linda foi registrada pela equipe da TV Maule, que estava no lugar certo, na hora certa.

O vídeo foi publicado neste fim de semana perfil oficial da emissora no Instagram.

Depois do resgate, Gustavo Rojas Aravena conseguiu localizar o dono do cãozinho – um pastor alemão – e tudo terminou bem. Ufa!

Assista e diga se ele não merece aplausos!

Com informações do Estadão e TVMaule