1500 óbitos nas últimas 24h no Brasil


Publicado originalmente na Rede Brasil Atual

Por Gabriel Valery

A média de mortes está em uma curva com forte tendência de crescimento: desde segunda-feira (21) subiu subiu mais de 10%

 

O Brasil registra hoje (25) o dia com mais mortos pela covid-19 desde o início do surto, em março de 2020. Um ano após o primeiro infectado, o país vive seu pior momento. Também hoje foi superada a marca de 250 mil mortos, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Foram 1.541 óbitos no dia, totalizando 251.498 desde o início da pandemia do novo coronavírus.

O balanço do Conass indica o dia 7 de janeiro como o mais letal, com 1.841 mortos. Entretanto, na ocasião, foram somados registros de dias anteriores em razão da falta de repasse de dados por alguns estados. Diante disso, a partir da métrica sem considerar erros estatísticos, hoje foi o dia com maior número de vítimas. Também é o dia que registra maior média de mortos por dia, calculada em sete dias.

A média de mortes está em curva com forte tendência de crescimento. Desde segunda-feira (22), a média de vítimas subiu mais de 10%. Hoje, o cálculo está em 1.149 mortes por dia, número superior ao pior momento do primeiro impacto da covid-19 no país, entre junho e setembro. Também há 30 dias essa média está acima de mil mortes por dia.

Em relação ao número de novos casos diários, igualmente há tendência de crescimento. Isso reafirma o descontrole na pandemia no Brasil desde o início do ano, apontada pelo Imperial College de Londres. No último período, o país registrou 65.998 novos casos. Desde março, são 10.390.461 infectados, sem considerar a subnotificação. O Brasil é o segundo país com mais mortes no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e o terceiro em número de infectados, atrás dos norte-americanos e da Índia.

Colapso na saúde

Em Santa Catarina, a taxa de ocupação das UTIs ultrapassa os 90% em grande parte do estado que, na média, tem 84% de esgotamento. No Paraná e Rio Grande do Sul, situações semelhantes, com as capitais dos respectivos estados com menos de 10% de oferta de leitos. A situação é trágica em todo o Brasil. O Nordeste ainda segue com surto mais controlado, mas as curvas epidemiológicas ascendentes começam a ameaçar a estabilidade local.

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Em tempo de crise, mulheres são primeiras a serem demitidas, diz economista


Das mais de 5 mil vagas de trabalho perdidas em Pernambuco, 99% eram de mulheres, de acordo com Caged – Agência Brasil

Publicado originalmente no site Brasil de Fato

POR VANESSA GONZAGA

Após um ano de pandemia no Brasil, os efeitos das crises econômica e sanitária continuam afetando a vida das mulheres de diversas formas, desde a saída do mercado de trabalho até o aumento do volume de atividades domésticas por causa da concentração das famílias em casa no período de isolamento social.

Para entender melhor quais são esses impactos, o Brasil de Fato Pernambuco entrevistou a economista e representante, em Recife, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Milena Prado.

Confira a entrevista a seguir:

Brasil de Fato: Milena, de acordo com os últimos dados do Caged [Cadastro Geral de Empregados e Desempregados], em Pernambuco, 99% das vagas de emprego perdidas no estado eram ocupadas por mulheres. O que significa esse número tão alto de saída das mulheres do mercado de trabalho? 

Milena Prado: Esse dado não pode ser olhado de maneira alguma como uma estatística. Ele está, na verdade, baseado em como se estrutura o trabalho na sociedade brasileira, em como o trabalho das mulheres se dá. Como elas se inserem no mercado de trabalho e qual a razão dessa desigualdade, já que, quando se tem uma dificuldade de geração de trabalho, são as mulheres que em geral saem do mercado de trabalho. Isso tem base na divisão sexual do trabalho.

A inserção das mulheres no mercado enfrenta muitas barreiras, desde a hora que ela precisa sair de sua residência, de delegar o trabalho doméstico para outras mulheres e ter condições de exercer sua jornada de trabalho… No momento em que a economia entra em crise, em geral elas são as primeiras a sair do mercado de trabalho. São as que têm salários menores, são as que não podem enfrentar as jornadas de trabalho que o mercado exige. Elas têm um trabalho mais flexível por causa da relação de cuidado que cai sobre elas nessa sociedade, e a economia não deixa de ser patriarcal e machista porque, nessa hora, são as mulheres que são demitidas. 

Nenhuma descrição de foto disponível.

Outra razão para esse comportamento do mercado de trabalho é baseado nesse setor de serviços e de comércio, que deve ter demitido muito nesse momento, e as mulheres estão mais presente nesses setores. Então, na hora em que você tem um refluxo dessas atividades econômicas deste setor, ele vai rebater sistematicamente sobre as mulheres, porque são elas que estão presentes nessas atividades econômicas.

Então tem todo esse funcionamento correlacionado com a divisão sexual do trabalho, os setores de atividade econômica onde as mulheres estão mais presentes e essa razão de como a sociedade patriarcal se comporta nesse momento. A pandemia traz essa característica ainda mais perversa para as mulheres.

A gente sabe que as mulheres, estatisticamente, são as chefes de família e responsáveis pelos trabalhos de cuidados e domésticos. Nesse contexto de pandemia, como você avalia o aumento da dupla jornada de trabalho das mulheres?

Isso é um aspecto muito interessante que a gente tem discutido em vários espaços de organização, nos movimentos de mulheres, feminista, das economistas que pensam uma economia feminista, com um outro olhar para a economia, porque é superimportante olhar para a economia com esse olhar de que nossa sociedade esta dividia em classes e não só, ela se estrutura na base das desigualdades, da relação das desigualdades de classe gênero e raça.

A pandemia escancarou essas contradições, não só as do trabalho, que a classe trabalhadora vive, mas as que estão no âmbito dessa divisão sexual do trabalho, da questão de gênero e também da questão de raça. Esses elementos são estruturadores da nossa sociedade patriarcal, machista e racista, esses elementos se exacerbaram. A pandemia trouxe as mulheres para o centro do cuidado. Nós já fazemos esse trabalho de cuidado permanentemente nas nossas vidas, não só o trabalho doméstico, mas o trabalho do cuidado também com a família.

Por que a pandemia trouxe às mulheres para o centro do cuidado? Porque são elas as responsáveis pelos cuidados, elas tiveram que voltar para casa para fazer o cuidado das famílias que estavam em isolamento. Quando nos isolamos, as mulheres que estavam em home office, as que puderam fazer esse trabalho remoto, elas tiveram que acumular todo o trabalho, não só o produtivo, que é o do home office, mas o reprodutivo, que é o trabalho com a casa.

A gente precisa tirar do anonimato o trabalho da reprodução da vida, dos cuidados, dos afazeres. Indo para a questão da violência, as mulheres são uma posse desses relacionamentos familiares. Tanto é que quando elas tentam sair dessas relações de poder elas acabam sofrendo violência.

Outro elemento é o crescimento do mercado de trabalho informal. Essas mulheres que foram demitidas dos seus postos de trabalho acabam recorrendo ao mercado informal e ao setor de serviços para garantir a renda dessa família. Como esse cenário de incerteza na renda e na jornada de trabalho informal altera a vida dessas mulheres?

A gente tem dados sobre trabalho, emprego, informalidade, e nesse período de pandemia, as mulheres nunca deixaram de gerar renda. As que fazem parte do mercado formal ou mais estruturado, as que não foram demitidas, puderam manter sua renda e seu trabalho no domicílio. Menos as profissionais da saúde, que tem um forte contingente de mulheres, mas que também puderam manter sua renda e estão exercendo suas atividades dentro de todos esses cuidados e protocolos.

Aquelas que estavam na informalidade, já viviam desse trabalho informal, sem nenhuma relação contratual, sem nenhuma proteção social, sem vínculo, garantia ou perspectiva da realização desse trabalho para a frente. A grande maioria das trabalhadoras por conta própria nesse cenário de pandemia e isolamento não teve outra coisa que não a saída do mercado de trabalho e a inexistência da geração de renda. É um setor que quando se olha tem uma forte presença de mulheres. Essa presença massiva das mulheres nesse lugar fez elas deixarem de gerar renda, então essas mulheres no período de pandemia entraram numa situação de extrema pobreza, numa situação extremamente precária.

A política pública conseguiu atender parte dessas mulheres. Quantas mulheres conseguiram acessar o auxílio emergencial? nesse período de auxílio, alguma proporção dessas mulheres teve apoio financeiro para passar esse período, mas o auxílio acabou. Para essas mulheres que tiveram algum aporte financeiro através do auxílio, o programa de renda mínima é extremamente fundamental, principalmente quando agente pensa na vida das mulheres que são chefes de domicílio, das famílias monoparentais. A única alternativa dessas mulheres é a política pública nesse momento. Com a saída dessa política, a vida dessas mulheres é inimaginável, como elas estão sobrevivendo nesse período?

O Dieese está dentro de um projeto em Pernambuco onde a gente estava discutindo a cadeia da moda. E a gente sabe que esse setor tem forte presença das mulheres. A partir desse evento podemos dimensionar o significado disso para as demais mulheres. Nesse projeto fizemos uma ação emergencial para saber como estavam vivendo as mulheres do polo de confecção e neste momento e a maioria delas estava passando fome, porque os municípios tiveram que colocar seus recursos para o enfrentamento da pandemia, então os recursos não eram suficientes para distribuir por exemplo uma cesta básica, muitas mulheres deixaram de receber cesta básicas dos municípios e a gente tá falando das que estão no polo de confecções do Agreste. Muitas que se arriscaram a sair tiveram covid-19, levaram para suas casas ou vieram a óbito e nós sabemos como isso atinge essas mulheres que não tem outra alternativa, na informalidade, sem a política pública efetivamente presente. Tiveram que colocar as vidas em risco para garantir sobrevivência de suas famílias.

 

São José dos Campos (SP) é escolhida para sediar maior programa espacial do mundo


 Do DCM
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/sao-jose-dos-campos-sp-e-escolhida-para-sediar-maior-programa-espacial-do-mundo/
Local que receberá o Space Studies Program em São José dos Campos
Foto: Divulgação/Inpe

A cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, foi escolhida pela Universidade Espacial Internacional para sediar o “Space Studies Program (SSP)” – um dos maiores programas espaciais do mundo. Com isso, será o primeiro município brasileiro a receber a iniciativa, prevista para acontecer em 2023.

O programa espacial terá duração de dois meses e contará com painéis de astronautas, palestras, competições de robôs, lançamento de foguetes, além de outras atividades focadas na popularização da ciência e das atividades espaciais. Na cidade, a organização tem parceria entre a prefeitura, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Na edição no Brasil, o SSP prevê reunir instituições e empresas da área espacial, criando oportunidades para firmar acordos comerciais e cooperações internacionais. Ao todo, cerca de quatro mil profissionais de mais de 100 países devem participar das atividades.

Na América do Sul, apenas a cidade de Val Paraíso, no Chile, sediou uma edição do SSP, em 2000. Em 2011, o programa chegou a ser anunciado em São José dos Campos pelo Inpe, mas acabou cancelado por problemas de logística. (…)

CAFÉ COM LEITE faz apelo a todos os segmentos do comércio para um futuro melhor e com menos mortes


É melhor deixar o bicho chamado aperto financeiro pegar, mas depois soltar para recuperar o tempo perdido, que insistir na capengação de um comércio frio e deixar correr o risco de ser devorado pelo monstro. Fica a dica.

Foto ilustrativa de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, que recorreu de decisão judicial e manteve o comércio aberto. Será mesmo que foi o caminho certo ou isso explica as 250 mil mortes no Brasil? E quem incentivou o povo a ter esse tipo de comportamento? Foi eu? Foi você? Claro que não! Foi o Presidente da República. É mentira? Com essa brincadeira já foram 250 mil corpos que circulavam entre amigos e familiares, para debaixo da terra

Muitas vezes, na luta para manter os compromissos em dia, e, muitas vezes, até de certa forma, desesperados, muitos comerciantes relutam e ficam contra determinadas medidas do Governo do Estado. A matéria se refere ao Estado da Bahia, por ser na atualidade um dos que vêm enfrentando uma avalanche de pessoas contaminadas pelo Coronavírus e pior, sem leitos nos hospitais. Naturalmente que termina o imediatismo falando mais alto, onde o comerciante vê ali, com o seu comércio aberto normalmente, uma saída para amenizar a situação dos compromissos. Na verdade, não tem para onde correr, é aquela coisa, – se ficar o bicho pega e se correr o bicho come -.

“Entre o bicho pegar e mais tarde lhe soltar é bem melhor que ser devorado pelo monstro”. Continua após poblicidade

 

Ter prejuízos é algo inevitável. Quem mais está sofrendo com essa situação é quem vende publicidade. O Café com Leite sabe muito bem do que está falando, porém, falando agora no literal e não em bicho pegar ou comer, é bem melhor todos passar por uma situação difícil, atendendo as normas do governo ou até indo mais longe, mas depois tudo voltar ao normal, que ficar na insistência e a cada dia saber de mais morte. É aquela coisa que sempre acontece quando morre alguém de Covid 19: “Poxa vida, pessoa boa, outro dia esteve aqui, tomou uma cerveja, conversou com os amigos, e hoje já está debaixo da terra. Que vírus perverso“. Pois é, mas nunca ninguém vai saber se ele não adquiriu o vírus foi exatamente tomando aquela cerveja.

O Café com Leite até sugere aqui e agora, que haja em cada município uma espécie de Conselho Regulatório, para que em parcerias com o poder público municipal e o comercio da cidade, e mais ainda a conscientização do povo, para que fosse criado o objetivo de diminuição a cada dia ou semana, a quantidade de ativos na cidade. Vamos falar sobre Maracás que é a sede do Café com Leite: Aqui, os ativos estão sempre oscilando em torno de 100 pessoas, que para o tamanho da cidade é uma quantia alta. Pois bem. Colocando isso tudo que está escrito neste texto em ação, certamente a quantidade de ativos iam caindo, caindo mais e mais até zerar em um pequeno espaço de tempo. Uma vez sem um ativo se quer, começaria abrir o comércio normalmente, pois ali se sabia que não estava existindo nem um caso. Naturalmente que sempre surge alguém que chega contaminado de fora e passa para outra pessoa. Uma vez detectado uma ou duas pessoas, fica mais fácil de zerar sem nem um danos ao comércio.

Imagina isso acontecer em todo território brasileiro, mas especialmente na Bahia, ia ser destaque em nível de mundo.

O que mata o ser humano é o seu individualismo e egoismo. Recentemente foi proibido o carnaval, mas veja se todo mundo passou os dias que seria o carnaval como se não o existisse! Claro que não. Muitos foram aglomerar nas praias. Outro tanto foi até para as grandes baladas, o chamado carnaval por conta própria.

É melhor deixar o bicho chamado aperto financeiro pegar, mas depois soltar para recuperar o tempo perdido, que insistir na capengação de um comércio frio e deixar correr o risco de ser devorado pelo monstro. Fica a dica.

Câmara aprova , num piscar de olhos, admissibilidade de PEC que dificulta prisão de deputados


Veja quais partidos que foram a favor da mudança, colocando assim mais imunidade aos parlamentares. Na verdade, não precisa de muita coisa para, aos poucos, se descobrir quem é quem!

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (24) a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restringe as possibilidade de prisão de um parlamentar, a chamada PEC da Imunidade (PEC 3/2021). O texto entra em pauta cerca de uma semana depois da casa autorizar a prisão do deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto recebeu 304 votos favoráveis, 154 contrários, 2 abstenções e dividiu a oposição. Enquanto PT, PSOL (em obstrução) e Rede foram contra, PDT e PCdoB defenderam a admissibilidade. O PSB, por sua vez, liberou a bancada.

Também orientaram contra Podemos, Cidadania e Novo. Com exceção de PROS e PV, que liberaram, os demais foram favoráveis.

Para a apreciação da PEC será formada uma comissão especial. A relatora é a deputada Margarete Coelho (PP-PI). Apesar da ampla margem de votos, o número não seria suficiente para a aprovação da PEC, o que indica que o texto terá que passar por mudanças para ser aceito.

A proposta restringe as hipóteses de prisão em flagrante a crimes inafiançáveis, regulamenta os trâmites após prisão, impede o afastamento do mandato por decisão judicial e determina que apenas o Conselho de Ética pode se pronunciar sobre ações, palavras e votos de parlamentares.

Além disso, fica impedida a prisão de um parlamentar por decisão monocrática – de um único ministro do Supremo.

O texto é assinado pelo deputado federal Celso Sabino (PSDB-PA) e outros 185 parlamentares. “O que a proposta faz é encerrar os imbróglios, trazer a literalidade da norma para a Constituição para que não haja margem de interpretação acima do limite que os Poderes independentes podem suportar”, defendeu Sabino.

Desde a votação da prisão de Silveira, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já havia prometido votar projetos relativos à imunidade parlamentar. “Em nome da responsabilidade, quero anunciar uma comissão pluripartidária para que nunca mais Judiciário e Legislativo corram o risco de trincar a relação de altíssimo nível das duas instituições por falta de uma regulação ainda mais específica do artigo 53 da Carta Magna”, disse na ocasião.

Com informação da Fórum

EXÉRCITO SOBRE BOLSONARO HÁ 33 ANOS: ‘DESMERECE A HONRA MILITAR’


É um documento ainda pouco conhecido e citado. Há 33 anos, em uma quinta-feira como hoje, o “Noticiário do Exército”, veículo oficial da instituição produzido no Quartel General do Exército em Brasília, circulou com um raro editorial na capa. Trata-se de uma manifestação de desapreço que circulou por todas as unidades militares no território nacional contra o então capitão Jair Bolsonaro, na época com 32 anos.

Intitulado “A verdade: um símbolo da honra militar”, o texto de 25 de fevereiro de 1988 diz que Bolsonaro e outro capitão “faltaram com a verdade e macularam a dignidade militar”. Cita conclusões de “Conselhos de Justificação” instaurados para investigar os dois militares depois que a revista “Veja” divulgou, em outubro de 1987, reportagem sobre um suposto plano de Bolsonaro para estourar bombas em unidades militares. De acordo com a revista, a ideia de Bolsonaro era protestar contra os baixos salários dos militares e, assim, prejudicar o comando do então ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves. Em junho de 1988, Bolsonaro acabou absolvido das acusações pelo STM (Superior Tribunal Militar).

Mas as conclusões do Exército do início daquele ano foram totalmente diferentes, como descreve o editorial de 16 parágrafos do “Noticiário”. “O fato e tais circunstâncias tornaram os oficiais passíveis de serem considerados impedidos de continuar a pertencer aos quadros de nosso Exército, se assim forem julgados pelo STM. O Exército tem, tradicionalmente, utilizado todos os meios legais para extirpar de suas fileiras aqueles que, deliberada e comprovadamente, desmerecem a honra militar. A verdade é um símbolo da honra militar”, diz o editorial.

“Tornaram-se [Bolsonaro e seu colega], assim, estranhos ao meio em que vivem e sujeitos tanto à rejeição de seus pares como a serem consideradoss. Na guerra, já plena de adversidades, não se pode admitir a desonra e a deslealdade que não do lado inimigo, jamais do lado amigo.”

Com informação do DCM,

‘Estamos praticamente em um cenário de guerra’, alerta diretor do Hospital de Campanha


De acordo com ele, o momento é preocupante e o Hospital de Campanha atingiu proporcionalmente a maior ocupação de sua história.
'Estamos praticamente em um cenário de guerra', alerta diretor do Hospital de Campanha
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

O médico Francisco Mota, diretor do Hospital de Campanha de Feira de Santana, fez um alerta para a população em entrevista ao Acorda Cidade na manhã desta quarta-feira (24), sobre a situação crítica em Feira de Santana nesta segunda onda de covid-19. De acordo com ele, o momento é preocupante e o Hospital de Campanha atingiu proporcionalmente a maior ocupação de sua história. Até o momento da entrevista, o médico informou que dos 18 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 17 estão ocupados.

“Provavelmente este que está disponível deve ser ocupado até o final da manhã. Na enfermaria temos, 29 dos 35 leitos ocupados. Uma ocupação de 82% e isso nunca aconteceu antes no Hospital de Campanha. Faço o apelo para que as pessoas se cuidem, tomem cuidado. As pessoas não estão levando a sério. Não adianta abrir leito de UTI porque não teremos leito de UTI para a população inteira da Bahia e nem para a população inteira de Feira de Santana. Enquanto as pessoas não se cuidarem e terem noção do problema de saúde pública, vão continuar se contaminando”, declarou.

O médico relatou que tem ocorrido um número de admissão de pacientes muito grande no Hospital de Campanha. Segundo ele, são admitidos diariamente cerca de seis pacientes por dia. Ele frisou que o perfil dos pacientes internados é de pessoas com menos de 60 anos e que apresentam a forma mais grave da doença. O tempo médio de internamento em leitos clínicos é de 15 dias, e na UTI cerca de três semanas.

Possibilidade de ampliação de leitos

Francisco Mota afirmou que o secretário municipal de saúde, o médico Edval Gomes, está discutindo a possibilidade de ampliação de leitos para covid-19 na cidade e acertando questões jurídicas e administrativas para anunciá-los.

“Existe a possibilidade de ampliação de leitos e ontem eu estava em discussão com o secretário de Saúde, em reunião, para a gente ver a possibilidade realmente de ampliação de leitos de UTI que não seria só no Hospital de Campanha. Isso já está na mão do secretário. Ele está vendo outras possibilidades. Seria montar uma estrutura de retaguarda em alguma das Upas da cidade para poder segurar esses doentes nesse momento mais crítico da pandemia”, acrescentou.

Comportamento da população

Francisco Mota declarou que uma preocupação constante é em relação às aglomerações e a propagação dos vírus. Na opinião dele, a população está cansada das restrições, acreditando que muita gente já está imune, mas apenas 3% das pessoas foram vacinadas em Feira de Santana.

Ele analisa que as eleições contribuíram para aumentar a contaminação e muitas pessoas ao verem muita gente saindo, passaram a sair também e a se testar. O médico avalia que há um cansaço da população em geral e também dos profissionais de saúde que trabalham na linha de frente da doença. Para ele, o primeiro mau exemplo já vem do presidente da república, Jair Bolsonaro.

“Temos um péssimo exemplo do presidente da república. Isso é fato, ele sai sem máscara, não obedece nada e acredita nas suas próprias crenças. Isso para um líder de nação é lamentável. Além disso, temos o cansaço da população que cansou de ficar em casa. Por já termos a vacina a população passou a ir para rua, como se todos estivessem vacinados e a pandemia tivesse se acabado. Faço um apelo para que as pessoas evitem aglomerações. O cenário é praticamente de guerra, quem está nas unidades de saúde sabe exatamente o que eu estou falando. Podem faltar leitos clínicos e de UTI. Usem máscaras e cuidado com a higienização, principalmente das mãos. A tendência era que a doença durasse até novembro e voltamos com uma segunda onda muito mais forte do que a primeira onda. Já estamos há um ano nisso, semana que vem vai fazer um ano que tivemos o primeiro caso em Feira de Santana”, concluiu. Do Acorda Cidade

De Posto Ipiranga a morto-vivo no Planalto: o calvário imposto por Bolsonaro a Paulo Guedes


Guedes

Do DCMPode ser uma imagem de 2 pessoas, fruta e texto que diz "SUPERMERCADO COMPRE BEM Aqui é mais barato SÃO é mais barato SUPERMERCADO MIGUEL Aqui Aqui prevalece a economia. A dona de casa já descobriu isto. Venha você também comprovar! Praça da Feira, Fone (73) 3533 e AV Dr. João Pessoa, n° 55, Maracás. Fone 3533 2095"

Que Paulo Guedes virou uma pedra no sapato de Bolsonaro todo mundo sabe.

O economista, que segundo o deputado Zeca Dirceu é ‘Tigrão com os menos favorecidos e tchutchuca com as elites’, já entrou para a história como um dos piores ministros da Economia, só comparável a Mailson da Nóbrega, que carregou o caixão nos últimos dias do governo Sarney com inflação na casa da estratosfera.

A economia não reage, os empregos não aparecem, enquanto os preços explodem e a carestia impera. O Posto Ipiranga se revelou um fiasco.

Nem tudo, porém, é espinho na sua passagem por Brasília. Ele tem ao menos uma vitória pessoal para ostentar quando voltar ao ‘mercado’: conseguiu desmanchar a Previdência Social e entregar aos bancos, seus parceiros, esse gordo filão de negócios. Não é pouca coisa.

No mais, se arrasta como um fantasma, sabe-se lá até quando.

portal BBC Brasil elencou 10 momentos em que o outrora “superministro” foi isolado por decisões ou declarações de Bolsonaro.

Vale conferir.

1) Intervenção na Petrobras no início do mandato

Uma das primeiras vezes em que Guedes foi considerado “escanteado” por Bolsonaro foi logo no início do mandato do presidente, em abril de 2019, e envolveu também a Petrobras.

Naquele mês, o presidente pediu à companhia que cancelasse um aumento no preço do diesel. O pedido foi atendido e o aumento, revogado, levando as ações da estatal a caírem mais de 8%.

“Ao não consultar e nem sequer avisar a Paulo Guedes, até então tido como seu ‘posto Ipiranga’, sobre a decisão de intervir na política de preços da Petrobras para atender aos caminhoneiros, Bolsonaro deixou claro que o economista não é mais indemissível”, escreveu à época o jornalista José Nêumanne Pinto, em seu blog no site do jornal O Estado de S. Paulo.

Diante da crise gerada, Bolsonaro convocou uma reunião com um grupo de ministros. Após o encontro, Guedes declarou à imprensa que o presidente havia entendido como funciona a política de preços dos combustíveis da Petrobras e que não iria mais interferir na empresa.

2) Veto à ‘nova CPMF’ e demissão de Marcos Cintra

Novamente, em setembro de 2019, Bolsonaro e a equipe econômica voltaram a se estranhar.

Após o então secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, defender a criação de um imposto sobre pagamentos semelhante à antiga CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o presidente determinou sua demissão.

“Paulo Guedes exonerou, a pedido, o chefe da Receita Federal por divergências no projeto da reforma tributária. A recriação da CPMF ou aumento da carga tributária estão fora da reforma tributária por determinação do presidente”, escreveu Bolsonaro em rede social.

Mesmo após o veto e a demissão de Cintra, a equipe de Guedes voltou em diversos momentos desde então a defender a criação de um imposto nos moldes da antiga contribuição.

3) ‘Imposto do pecado’ barrado

Em janeiro de 2020, foi novamente uma questão tributária que levou Bolsonaro a contrariar Guedes publicamente.

Durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o ministro da Economia disse a jornalistas que havia pedido à sua equipe estudos sobre a possível criação de um “imposto do pecado”, que incidiria sobre produtos considerados nocivos à saúde, como cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos açucarados.

Em resposta, Bolsonaro declarou durante viagem a Nova Délhi, na Índia, que a criação do imposto estava descartada. “Ô Paulo Guedes, eu te sigo 99%, mas aumento no preço da cerveja, não”, disse o presidente. “Não tem como aumentar a carga tributária, todo mundo consome algo de açúcar”, completou.

4) Lançamento do Programa Pró-Brasil

Diante do início das medidas de distanciamento social em resposta ao coronavírus, o governo lançou em abril de 2020 um plano de recuperação econômica pós-pandemia chamado Pró-Brasil. Com a previsão de investimentos de R$ 30 bilhões em projetos de infraestrutura e R$ 250 bilhões em concessões à iniciativa privada, o lançamento foi realizado sem a presença de nenhum membro do Ministério da Economia.

“O aspecto mais importante da coletiva de divulgação foi quem não esteve por lá: Paulo Roberto Nunes Guedes, ministro da Economia e, aparentemente, ex-‘Posto Ipiranga’”, escreveu à época o economista Pedro Menezes, em sua coluna no site InfoMoney.

“Por enquanto, pouco sabemos sobre o futuro do Pró-Brasil, mas a crise entre o presidente e o antigo Posto Ipiranga está cada vez mais clara”, observou o economista.

Do programa Pró-Brasil, apresentado à época como o “Plano Marshall” de Bolsonaro — em referência ao plano dos Estados Unidos para reconstrução dos aliados europeus após a Segunda Guerra Mundial — não se ouviu mais falar.

5) Reajuste de servidores liberado

Em maio de 2020, em meio à fase mais grave da primeira onda da pandemia, dois episódios envolvendo reajustes de servidores geraram atritos entre Bolsonaro e Guedes.

No primeiro deles, Bolsonaro deu aval à aprovação pelo Senado de um plano de ajuda financeira de cerca de R$ 125 bilhões para Estados e municípios com alterações que flexibilizavam a exigência de congelamento salarial do funcionalismo como contrapartida.

A decisão desagradou a Guedes. “Que história é essa de pedir aumento de salário porque vai na rua exercer sua função, seja médico, policial”, questionou o ministro. “As medalhas vêm depois da batalha, e não durante a guerra.”

Após apelo do ministro, Bolsonaro vetou o trecho da lei que tratava dos salários de servidores, congelando reajustes até o fim de 2021.

Ao fim daquele mesmo mês, o presidente editou medida provisória concedendo reajuste às Polícias Civil e Militar e ao Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

Novamente, a medida contrariou o ministro. “Quando Bolsonaro diz publicamente que vai atender a recomendação técnica de Guedes e vetar a possibilidade de reajustes dos servidores, e depois deixa passar o aumento aos policiais de uma unidade da federação governada por um aliado, ele desautoriza o ministro e passa um ‘sinal errado desnecessário’”, escreveu à época o jornalista Marcelo de Moraes no site BR Político.

6) Renda Brasil recusado

Em agosto do ano passado, a equipe econômica buscava soluções para ampliar o programa Bolsa Família após o término do auxílio emergencial criado em meio à pandemia.

Uma das possibilidades considera pelo time de Guedes à época era ampliar o programa de transferência de renda através da extinção de outros programas sociais considerados menos eficientes, como o abono salarial — uma espécie de “14º salário” pago a trabalhadores com carteira assinada que recebem baixa remuneração.

Esse Bolsa Família ampliado seria rebatizado de Renda Brasil. A ideia, no entanto, foi rejeitada publicamente por Bolsonaro.

“Ontem discutimos a possível proposta do Renda Brasil e eu falei ‘tá suspenso’. Vamos voltar a conversar. A proposta que a equipe econômica apareceu pra mim não será enviada ao parlamento. Não posso tirar de pobres para dar para paupérrimos”, disse o presidente.

7) ‘Cartão vermelho’ para a equipe econômica

Em setembro, o Renda Brasil novamente gerou ruído entre a Presidência e a equipe econômica.

Naquele mês, o secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse em entrevista ao portal G1 que a área econômica estudava o congelamento por dois anos de aposentadorias e pensões e que os benefícios fossem desvinculados do salário mínimo. A economia gerada seria destinada ao financiamento do novo programa social.

“Congelar aposentadorias, cortar auxílio para idosos e pobres com deficiência, um devaneio de alguém que está desconectado com a realidade”, postou Bolsonaro nas redes sociais.

“Quem porventura vier propor para mim uma medida como essa, eu só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa”, acrescentou o presidente.

Diante da repercussão gerada pela declaração, Guedes veio à público dizer que o “cartão vermelho” não era para ele.

“Não foi para mim. Conversei com o presidente hoje cedo. Lamentei muito essa interpretação”, disse Guedes. “São estudos que fazemos, estamos assessorando. Várias simulações e estudos são feitos. Tratamento seletivo da informação distorce tudo.”

8) Debandada de secretários

Ainda em agosto, outro episódio explicitou a dificuldade de Guedes em levar adiante sua agenda liberal. Naquele mês, os secretários especiais do Ministério da Economia Salim Mattar (Desestatização) e Paulo Uebel (Desburocratização) pediram demissão num mesmo dia.

Antes deles, já haviam deixado a equipe de Guedes o então secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, e o diretor de programas da Secretaria Especial de Fazenda, Caio Megale. O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, também pediu demissão em julho.

Ao deixar o governo, Salim Mattar disse que saiu do cargo porque havia falta de “vontade política” em avançar nas privatizações, principal agenda de sua pasta.

“O Salim hoje me disse o seguinte: ‘a privatização não está andando, eu prefiro sair’. E o Uebel me disse o seguinte: ‘a reforma administrativa não está sendo enviada, eu prefiro sair’. Esse é o fato, não escondo. Houve uma debandada? Hoje houve uma debandada”, disse Guedes, admitindo o pouco avanço da agenda de reformas e seu isolamento dentro do governo.

Numa tentativa de reverter a imagem de que a agenda de privatizações do governo está parada, Bolsonaro entregou nesta terça-feira (23/2) uma medida provisória que busca acelerar a privatização da Eletrobras. O texto, no entanto, prevê que o governo mantenha poder de veto sobre decisões da estatal por meio de ações preferenciais, chamadas de “golden shares”.

9) Guedes preterido para agradar Trump

Foram muitas as “bolas nas costas” de Guedes no segundo semestre de 2020. Ainda em setembro, o nome escolhido pelo ministro para o comando do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) foi preterido por Bolsonaro, que preferiu ouvir os conselhos do chanceler Ernesto Araújo, apoiando a indicação do americano Maurício Claver-Carone.

Guedes havia indicado ao posto o nome do economista brasileiro Rodrigo Xavier, ex-presidente do UBS e do Bank of America no Brasil.

A eleição do candidato de Donald Trump quebrou um pacto firmado desde a criação do BID, em 1959, de que os Estados Unidos não indicariam o presidente da entidade como uma forma de prestigiar os parceiros latino-americanos. Justamente quando seria a vez de o Brasil nomear o chefe da instituição, o Itamaraty resolveu seguir a Casa Branca, ignorando a indicação de Guedes.

10) Presidente do BB quase demitido

Antes de intervir na Petrobras agora em fevereiro, Bolsonaro já havia dado em janeiro deste ano mostras do seu desejo de interferir na gestão de estatais.

Naquele mês, o presidente pediu ao ministro Paulo Guedes a demissão do presidente do Banco do Brasil, André Brandão.

O descontentamento de Bolsonaro foi motivado pelo anúncio do fechamento de cerca de 200 agências pelo banco e de um programa de demissão voluntária com o objetivo cortar 5.000 vagas.

“Assim que recebeu a ordem para demitir André Brandão, Guedes começou a ação para reverter o pedido de Bolsonaro. Para convencer o presidente a desistir de uma nova mudança na direção do banco em menos de seis meses, pediu para [o presidente do Banco Central Roberto] Campos Neto conversar com Bolsonaro. Foi Campos quem detalhou para Bolsonaro o prejuízo que a demissão surtiria neste momento no mercado. Foi aí que o presidente recuou”, reportou à época o site da rede de televisão SBT.

Com a decisão de Bolsonaro de intervir na Petrobras, o mercado passou novamente a temer a demissão de Brandão. Na segunda-feira (22/2), as ações do banco estatal caíram mais de 11% diante desse temor. Nesta terça-feira, os papéis já recuperam parte das perdas.

Doleiro mudou delação para inocentar Paludo, procurador da Lava Jato a quem dizia pagar propina


Dario Messer, chamado de “doleiro dos doleiros”, mudou a versão do depoimento em que relatava o suposto pagamento de propina ao procurador Januário Paludo, que integrou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, após fechar uma delação premiada que o livrou temporariamente da prisão e assegurou o acesso a cerca de R$ 10 milhões em bens.

Segundo reportagem do site The Intercept Brasil, a colaboração de Messer “foi assinada pela Lava Jato e homologada pela justiça – mas sem o trecho que levanta suspeitas contra um dos principais integrantes da força-tarefa paranaense”. Ainda conforme o Intercept, a suspeita de que Paludo teria recebido suborno para proteger Messer surgiu em 2005, por ocasião do caso Banestado, e está na primeira proposta de um acordo de delação premiada oferecida ao doleiro.

“Na primeira versão de sua delação, ele disse que escapou dos investigadores graças a propinas. Depois, com os benefícios do acordo de delação garantidos, disse ter se enganado a respeito de Paludo”, destaca o texto da reportagem. A suspeita de que Paludo teria recebido propina nunca foi investigada pelo Ministério Público Federal (MPF). “Para a cúpula do órgão, bastou a explicação do procurador”, ressalta a reportagem.

 

 

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  • Pode ser uma imagem de texto que diz "Restaurante JG Em Maracás Deliciosa comida caseira Não perca a deliciosa feijoada aos sábados e domingos O bom desse estaurante é que a comida é uma delícia e o preço é pequeno! O JG fica na Rua Landufo espínola, 454 em frente à Previdência!"
  • Pode ser uma imagem de motocicleta, ao ar livre e texto que diz "Salão de Beleza do Automóvel Aqui O seu carro sai transformado Trabalhamos com lavagem completa, lavagem simples, higienização e muito mais. Não se preocupe com preços. LAVA RÁPIDO SALÃO DO AUTOMOVEL 73.99848.2963 2963 <AP NYS-6102 AV. Brasília, em frente a Rodoviária em Maracás. Fone (73) 99848 2963"

“OS AMERICANOS VÃO QUEBRAR A ODEBRECHT. KKKKK”, DIZ DALLAGNOL A AMIGOS DA LAVA JATO


Dallagnol na XP: “kkkkk”

A extinta força-tarefa Operação Lava Jato, comandada pelo procurador federal no Paraná Deltan Dallagnol, tripudiou com o fato de que a empresa brasileira Odebrecht seria “quebrada pelos americanos” com as multas que sofreria naquele país graças à ajuda dos procuradores da extinta Operação Lava Jato.

É o que mostram os diálogos protocolados nesta segunda-feira (22) pela Defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no STF. Todas as conversas a que os advogados do petista tiveram acesso advêm da Polícia Federal, trata-se de material periciado pela Operação Spoofing, ao qual o MPF-PR teve acesso antes do que a Defesa do ex-presidente.

De acordo com este material, a relação entre a Lava Jato e as autoridades norte-americanas seguiu a  informalidade que os procuradores adotam com todas as autoridades estrangeiras com quem travaram contato sem a anuência das autoridades devidas no Brasil.

Informações, segundo se depreende das mensagens analisadas, foram repassadas “para os americanos para fins de inteligência”, mesmo com a ciência exposta por Deltan Dallagnol de que as autoridades daquele país poderiam
“quebrar” empresas brasileiras.

No treco transcrito abaixo, de diálogo do dia 16 de abril de 2016, em que Dallagnol e seus colegas de MPF (Ministério Público Federal) discutem como podem compartilhas dados da Odebrecht com suíços e norte-americanos, para que todos tenham sucesso em processar e condenar a companhia brasileira.

• 20:47:57 Deltan Talvez possamos ter a lista e passar a eles só o número de contas em cada país para que eles verifiquem se a Ode está cooperando de modo integral
• 21:20:39 Orlando SP Acho q tem de ter autorização dos suíços. Outra coisa, acho q os americanos quebram a empresa
• 21:39:04 Deltan Kkkk
• 21:39:53 Vou perguntar então
• 21:40:31 Mas Vc tem esses 2 materiais? O que veio do Marco e o pedido de cooperação para compilarmos as contas? De qq modo é bom termos essa relação
• 22:13:36 Orlando SP Não. Stefan (procurador suíco) me avisou q mandaria via março, mas ainda não contei dele. Vou cobrar.

Crédito: STF

O mesmo material periciado revela ainda que a extinta força-tarefa mantinha um banco de dados clandestino com informações de, pelo menos, 52 escritórios de advocacia que prestaram serviços ao Grupo Odebrecht entre 2007 e 2016.

O dossiê de Dallagnol era a respeito de escritórios e advogados sem qualquer relação com ilícitos da empreiteira praticados na Petrobras, que era o objeto de investigação da Lava Jato. Assim, trata-se de um desvio de finalidade da força-tarefa, além de uma investigação clandestina recaindo sobre operadores da Justiça.

Com informação do DCM

Daniela é criticada por ‘adorar sotaque nordestino’ e rebate: ‘Autoritário e arrogante’


Daniela é criticada por 'adorar sotaque nordestino' e rebate: 'Autoritário e arrogante'

Foto: Reprodução / Globo

Ainda em clima de comemoração após seu show no Big Brother Brasil 21, a cantora Daniela Mercury repostou um vídeo da participante Juliette, que é paraibana, elogiando sua apresentação no reality. Contudo, na legenda, a baiana destacou um ponto: “Adoro esse sotaque nordestino. Me sinto em casa. O amor de Juliette e Romeu igualzinho o meu e o seu”, escreveu fazendo referência a sua música “O Amor de Julieta e Romeu”.

Ao ver a publicação, o perfil Baião de Dois, que é voltado para “futebol e cultura do Nordeste” retrucou o comentário da cantora. “Sotaque nordestino não existe. Apaga isso”. A diva do Axé, então, respondeu. “Não apago não! O sotaque é meu e eu falo o que quiser dele. Ora veja só! Que autoritário e arrogante esse seu Tweet. Vamos ser mais fofos. Já temos problemas demais. O meu sotaque parece com o deles com pequenas diferenças. E eu amo. Tchau”, pontuou.

O perfil tentou se justificar. “O nosso nordeste tem nove estados e uma infinidade de regiões com diferentes sotaques do norte do Maranhão ao sul da Bahia, portanto há vários sotaques em nossa região”, reforçou e alfinetou: “Por fim, não há nada de fofo em responder dando RT pra agradar os seguidores”. A jornalista e esposa de Daniela, Malu Verçosa, entrou no papo. “Oxente! Lumena já saiu?”, ironizou ao citar a participante do BBB 21 que virou meme nas redes sociais por “se incomodar com a postura e ações dos outros participantes”. Confira:

Secretário de Saúde da Bahia internado com Covid-19 sai da UTI e volta para quarto em hospital


Ontem (23), Vilas Boas teve uma piora no quadro clínico da Covid-19 e foi transferido para a UTI do Hospital Aliança, onde está internado desde a última sexta-feira (19)

[Secretário de Saúde da Bahia internado com Covid-19 sai da UTI e volta para quarto em hospital]
Foto : Reprodução/Instagram

O secretário de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas Boas, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e voltou para um quarto na tarde de ontem (23). A informação foi revelada pelo governador da Bahia, Rui Costa, durante uma live.

“O secretário Fábio Vilas-Boas está se recuperando no hospital. Ele passou 24 horas na UTI, graças a Deus foi para tomar uma medicação, um suporte especial de oxigênio e manter um monitoramento específico nas últimas 24 horas, mas soube a boa notícia que ele já foi para o quarto agora a tarde. Isso é excelente notícia, sinal de que ele está reagindo e vai sair dessa possível para voltar a nos ajudar”, disse o gestor.

Ontem (22), Vilas Boas teve uma piora no quadro clínico da Covid-19 e foi transferido para a UTI do Hospital Aliança, onde está internado desde a última sexta-feira (19). Por Metro1

Prefeitura de Mata de São João interdita praias da cidade a partir desta quarta


Prefeitura de Mata de São João interdita praias da cidade a partir desta quarta

Foto: Divulgação

A prefeitura de Mata de São João publicou, nesta terça-feira (23), o Decreto 485/2021, com novas medidas para diminuir os efeitos da pandemia do coronavírus. A interdição e a proibição de comércio nas praias e a suspensão de atividades em quadras e campos de futebol até o dia 2 de março são algumas delas.

 

O decreto ainda prorroga, até o dia 9 de março, a suspensão de aulas presenciais nas redes Municipal e privada. Continua também a determinação para que os mercados e supermercados estabeleçam horário especial (das 7h às 9h), para atendimento exclusivo a idosos e a pessoas com diagnóstico de câncer e em uso de medicamentos imunossupressores.

 

A interdição das praias e das atividades comerciais nas mesmas seguem decisões de outros municípios, a exemplo de Salvador, Camaçari e Lauro de Freitas. De acordo com o decreto municipal, a utilização das praias do município só pode acontecer exclusivamente para prática de esportes aquáticos. “Desde que respeitado o distanciamento social”.

 

Assim como em todo o Brasil, os casos de covid-19 têm aumentado bastante em Mata de São João e preocupado as autoridades locais, que têm criado diversas medidas de prevenção e combate à doença. O boletim epidemiológico de hoje aponta 1899 casos de Covid-19 confirmados, 1684 recuperados, 180 pacientes ativos, 16 internados e 19 óbitos.

Primeira pessoa vacinada na Bahia, enfermeira pega Covid-19 antes de tomar 2ª dose


 

Primeira pessoa vacinada na Bahia, enfermeira pega Covid-19 antes de tomar 2ª dose

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

A enfermeira Maria Angélica de Carvalho Sobrinho, de 53 anos, se soma aos mais de 655 mil baianos diagnosticados com Covid-19. Ela foi a primeira pessoa a ser vacinada contra a doença na Bahia (veja aqui), no dia 19 de janeiro, mas contraiu a doença antes de receber a segunda dose.

Segundo a infectologista Ceuci Nunes, Angélica receberia a dose de reforço na última terça-feira (16), mas entre os dias 12 e 13 de fevereiro ela começou a sentir os sintomas do coronavírus. “Ela está bem, está usando pouco oxigênio, mas quando se movimenta fica um pouquinho desconfortável, por isso ela está sendo mantida ainda no hospital”, contou a médica, em entrevista ao Jornal da Manhã desta terça-feira (23).

Ela é diretora-geral do Instituto Couto Maia, unidade de referência no tratamento de doenças infectocontagiosas e onde Maria Angélica está internada.

Durante a entrevista, a médica esclareceu que para ocorrer a imunização a pessoa precisa receber as duas doses da vacina e respeitar a “janela imunológica”, como é chamado o período que o organismo precisa para reagir ao imunizante, produzindo os anticorpos contra a doença. De acordo com Ceuci, no caso da vacina contra a Covid-19, se está considerando uma janela de cerca de 20 dias.

 

Maria Angélica foi vacinada com a Coronavac, vacina com eficácia geral de 50,38%, o que significa que no grupo de pessoas testadas, metade não contraiu a doença. Entre aqueles que tiveram o coronavírus, 78% foram casos leves e dentro do grupo que desenvolveu a doença, ninguém ficou em estado grave ou faleceu.

 

Segundo a infectologista, quando estiver com a saúde restabelecida, Maria Angélica poderá tomar a segunda dose, mesmo após o prazo estipulado de até um mês para receber a dose de reforço. “Vacina não perde a primeira dose. A gente sempre vai fazer a complementação do esquema. Angélica, na época certa, depois que ela estiver muito bem, ela vai tomar a segunda dose e não repetir o esquema de duas doses”, esclareceu a médica. Com esse caso, ela ressalta a importância da vacinação junto à manutenção das medidas de proteção e distanciamento até que 60% ou 70% da população esteja imunizada. Bahia Notícias

Deputada Federal Flordelis é afastada do cargo de deputada federal pela justiça do Rio de Janeiro


A decisão atendeu pedido do Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ), que recorreu ao TJ-RJ depois que, em primeira instância, a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, negou o pedido. A deputada deve permanecer afastada do cargo até o fim do processo ou por até um ano. A Justiça determinou que, no prazo de 24 horas, a decisão seja enviada à Câmara dos Deputados para apreciação e deliberação.

Caso Flordelis: Polícia instaura novo inquérito para apurar mais suspeitos em assassinato; Delegado revela: "Pessoas da família e de fora" – saiba detalhes! | Hugo Gloss

O julgamento ocorreu por videoconferência e o resultado foi unânime. O desembargador Celso Ferreira Filho, relator do processo, votou pelo afastamento de Flordelis. Os outros dois desembargadores dessa Câmara, Antonio José Ferreira de Carvalho e Kátia Maria Amaral Jangutta, seguiram o voto de Ferreira Filho.

“Nas redes sociais há evidências de diálogos indicativos do poder de intimidação e de persuasão que a ora recorrida exerce sobre testemunhas e corréus. Não há dúvidas de que, pela função que exerce, possui ela meios e modos de acessar informações e sistemas, diante dos relacionamentos que mantém em virtude da função parlamentar”, afirmou o relator. “Estou votando (…) para determinar a suspensão do exercício de qualquer função pública da recorrida, inclusive, a parlamentar até o exaurimento completo do julgamento final, pelo prazo máximo de um ano, remetendo-se a presente decisão, em 24 horas, à colenda Câmara dos Deputados, para que delibere na forma prevista do artigo 53, parágrafo 2º, da Constituição Federal”, concluiu.

Flordelis, que além de parlamentar é pastora evangélica e cantora gospel, é considerada pela Polícia Civil do Rio, a mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo, morto em 16 de junho de 2019 ao chegar em casa, em Niterói. Ele tinha 42 anos.

Em 24 de agosto do ano passado, Flordelis foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) por quatro crimes consumados e um tentado: homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, associação criminosa, uso de documento falso e falsidade ideológica. Com imunidade parlamentar, ela não foi presa.

Sete filhos e uma neta de Flordelis, também denunciados pelos crimes, estão presos. Em 18 de setembro, a pedido do MP-RJ, a juíza Nearis dos Santos Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinou que a deputada use tornozeleira e não saia de casa das 23h às 6h. Flordelis e mais 10 acusados, entre filhos naturais e adotivos, aguardam a decisão da 3ª Vara Criminal de Niterói para saber se irão a júri popular.

Com informação do Terra

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